Às costas de Gyokeres já se vê a outra margem do Rio, com o Jamor ao fundo
O mais relevante neste jogo terá sido o regresso de Gyokeres à sua melhor versão, quiçá até revista e aumentada com pormenores técnicos refinados que o confirmam como o jogador extra do nosso futebol. Os adjectivos ficam curtos para qualificar o monstro sueco.
Merecem igualmente destaque Catamo e Debast. O moçambicano regressa à titularidade demonstrando que a sua ligação com a baliza o tornam num jogador muito mais importante do que resulta da mera análise do seu desempenho global, porque os seus golos valem ouro.
Referência também para a continuidade em nível elevado de Debast num lugar que não era de todo esperado, mas que o tornam neste momento num jogador importante ali, tendo em conta o seu desempenho e a escassez de opções no meio campo depauperado.
Uma pequena nota sobre o penalty, que os nossos rivais procuram a todo o custo deitar achas para a fogueira da polémica: antes de o contestar que olhem para o último penalty concedido ao Di Maria. Isto sem falar nos penaltys à Taremi dos últimos anos. No deve e haver ainda estamos credores e, como muito bem lembrou Rui Borges, o número de penaltys é normal para uma equipa que lidera o número de presenças na área adversária por jogo.
Estamos a meio de travessia do Rio Ave, às costas de Gyokers lá vamos e já conseguimos ver a outra margem, com o Jamor ao fundo.


