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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Silly Campaign



Depois das silly seasons geralmente assistidas nas pré-épocas, com toda a gente a querer identificar potenciais reforços para as nossas equipas, podemos entrar agora numa fase de silly campaign.

Porquê silly campaign? Bem, este é mais um dos momentos para animar a malta. As pessoas querem nomes, ideias, orientações, objectivos, metas a alcançar... Pouco parece interessar a capacidade, o realismo, a sustentação das ideias ou mesmo prioridades.

Defenderei sempre uma campanha honesta, frontal e sincera. Dizer o que toda a gente gosta de ouvir é o mais fácil mas conseguir pegar no clube a partir de dia 24 será certamente mais difícil. Por isso, os sportinguistas devem pensar no dia 24 em diante e não no folclore que se corre o risco de assistir nos próximos dias.

Ideias como:
- Vamos aumentar as receitas
- Vamos apostar na formação
- Vamos ter um pavilhão
- Vamos trazer as pessoas a Alvalade
- Vamos ter uma equipa mais competitiva
- Vamos bater-nos contra os nossos adversários

Não podem ser propostas de campanha. Devem ser sim, condições sine qua non se poderá assumir como presidente de todos os Sportinguistas.

Não procuro milhões, trutas ou pobres dos outros... No estado em que estamos - e a que fomos levados - já só quero um pouco de exigência, transparência, rigor e seriedade. O SPORTING tem de ser uma identidade, uma crença, uma fé, uma forma de estar na vida... Muito acima de nomes, feitos ou resultados, representando valores e ideais de referência no Desporto Nacional, não só no modelo profissional mas também no ideal de "mente sã em corpo são".

EM FRENTE SPORTING!


quinta-feira, 15 de março de 2012

Análise ao derby em Andebol


Em termos exibicionais, fiquei muito mais satisfeito com a exibição de há 15 dias do que a partida de ontem, embora tenha ficado como a maioria de vós a sensação de que poderíamos ter saído ontem com uma vitória. De facto, faltou muito pouco para tal.

Estava à partida confiante para este jogo convencido que teríamos mais jogadores à disposição em relação a esse mesmo jogo. Senti naquela partida que provavelmente a ausência do Carol reduziu as nossas soluções atacantes e que caso ele tivesse continuado, poderíamos ter outro tipo de jogo. Porém, no jogo de ontem, também foi escassa a sua utilização.

Causa natural surpresa a utilização do Ricardo Dias em toda a primeira linha - mas até ao adversário criou. Quero acreditar que foi mais uma estratégia do que propriamente um recurso, mas depois ao ver o Yailan a jogar numa partida destas sem quase ter somado minutos noutros jogos, fiquei na dúvida.

Voltando ao Ricardo: A estratégia pode não ter criado grandes situações de perigo e tornou o nosso ataque ainda mais confuso, mas ao mesmo tempo, confundiu bastante a manobra defensiva do Benfica. Na minha óptica, o principal objectivo seria com esta confusão toda, criar espaços para o Bruno Moreira e ainda dar a possibilidade do Rui Silva usar o seu repentismo. Resultou por breves momentos, tendo sido estes jogadores os autores dos primeiros golos.

Antes de chegar a possíveis críticas ofensivas - a grande parte delas já aqui apontadas - penso que a grande diferença esteve nas defesas. Dois estilos totalmente diferentes, dois tipos de jogadores totalmente diferentes e Sporting com muito mais dificuldades a defender do que o adversário e muito pouco se deveu ao jogo colectivo deles já que muitos dos golos e situações de perigo resultaram de:

- Embalos do Claudio Pedroso a rodar o braço por cima do Bruno ou do Solha
- Oscilações para a ponta, sobretudo para o David Tavares
- Bola no pivot (dois armários que eles têm) quase sempre para ganhar livre de sete metros

Já se falou da exibição do Figueira mas sinceramente não há muito que se possa apontar. Defendeu remates, sofreu golos de azar, mas acima de tudo, levou com muitos remates com o rematador com tempo e espaço para pensar na colocação que queria dar à bola. Do outro lado, o Candeias com um jeito mais "intuitivo", conseguiu com agilidade travar os remates com alguma felicidade e ainda aproveitou a confiança que tem nos seus defensores, ocupando o segundo poste para travar os remates de primeira linha.

O Ricardo Correia está de parabéns pois com aquelas 3 defesas galvanizou a equipa e permitiu-nos passar para a frente no marcador.

Ofensivamente, no fundo, tivemos poucas soluções como tem sido característico ao longo das últimas 2 ou 3 épocas (pelo menos) e a própria rotatitvidade sucessiva também não ajudou. Por último, se calhar perdemos a oportunidade de ganhar o jogo exactamente no mesmo capítulo que nos foi mantendo no jogo: O Muresan a meio do segundo tempo parecia dos poucos com disponibilidade para assumir o jogo e com isso marcou 3 ou 4 golos seguidos, mas logo depois fez dois remates que foram defendidos. Não estou a criticar o Daniel nem a destaca-lo em relação a outros, apenas constato que à semelhança do Rui Silva em certos momentos, o Daniel é das poucas unidades sem problemas de se assumir em jogo.

Quanto à arbitragem, bem, esteve péssima para qualquer um dos lados. Os especialistas dirão que falharam 4 ou 5 lances para cada lado e por isso foi equilibrado, mas volto a frisar a questão psicológica que determinadas decisões podem ter para o comportamento dos jogadores. Os comentadores ontem falavam quase sempre para o mesmo lado mas não diziam que cada bola aos 6 metros no pivot dava quase sempre livre de sete metros, até aqueles lances em que o Zé Costa não tinha qualquer hipótese de receber a bola. Tivemos alguma sorte, já que o Portela escapou-se à exclusão num par de situações em que parece fazer "gravatas" ao Carlos Carneiro.

A apontar ainda à arbitragem mais três lances:
- Deixaram escapar em minha opinião um vermelho ao Cláudio Pedroso que mandou uma cotovelada no Solha ainda no primeiro tempo quando o SCP queria partir para o contra-ataque
- Penso que estava 20-21 e o Sporting a atacar à procura do 20-22 e o Rui Silva vai a fazer um bloqueio para entrada do Fábio e é completamente empurrado pelo adversário para cima do jogador do Benfica e a esperteza saloia dos árbitros assinala falta atacante.
- No lance a seguir, carambola que o Carneiro ou o Inácio deixam cair na zona dos 7 metros e o Zé Costa com os braços abertos a afastar dois jogadores do Sporting não apanha a bola e lá se arranja mais um livre de 7 metros.

Mas penso que a arbitragem foi apenas mais um fator para o péssimo jogo apresentado pelas duas equipas.

Finalizando, uma vez mais as minhas saudações leoninas aos adeptos (e adeptas Wink ) que estiveram no pavilhão e fizeram-se ouvir alto e em muito bom som.

Siga a marcha... Empatar na Luz não é um mau resultado.


EM FRENTE SPORTING!



domingo, 11 de março de 2012

Venha o futebol


Vivemos momentos altos e baixos que nos abalam mas não derrubam as bases do nosso sportinguismo. A vitória da passada quinta-feira sobre o City trouxe um novo alento à nossa família, principalmente tendo em conta que o futebol sempre foi e sempre será o "motor" da nossa atividade.

No que diz respeito às modalidades, este tem sido um fim-de-semana em pleno:

- Andebol ultrapassa Benfica e Águas Santas e alcança o 2º lugar na classificação geral, aproximando-se também do líder FC Porto que escorregou na Madeira;

- Futsal vence GS Loures por 4-1 com estreia de Daniel Japonês na lista de marcadores do Sporting. Uma boa reacção após a eliminação para a Taça de Portugal na passada quarta-feira;

- Hóquei em patins continua a sua caminha em direcção à I Divisão, batendo o Sporting de Tomar, 3º classificado, por 7-5 em Tomar;

- Ténis de Mesa bate o Oliveirinha por 4-2;


E ainda, o principal destaque em termos de ecletismo deste fim-de-semana vai para as nossas equipas de Atletismo, tanto masculina como feminina, que se sagraram em Guimarães, campeãs nacionais em corta-mato.

Com todos estes resultados, resta-nos esperar que tudo isto se trate de um bom prenúncio para a partida desta noite da equipa de futebol.

EM FRENTE SPORTING!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Leão eclético - 20 Dezembro 2011


Respondi positivamente a um convite feito pelo grande chefe "Leão de Alvalade" com o propósito de tentar produzir uma rubrica semanal sobre as nossas modalidades.

Sendo um artigo pessoal, seguirá naturalmente critérios editoriais. Uma vez que o universo leonino é vasto, não terei obviamente capacidade para cobrir todas as modalidades ou todos os escalões, pelo que darei sobretudo ênfase a modalidades como andebol, futsal, hóquei em patins, ténis de mesa e atletismo, bem como outros destaques que se verifiquem.

Esta semana, o principal destaque vai para a conquista do campeonato nacional masculino de natação pela primeira vez na história do clube. Depois de já no ano passado ter conquistado o título da II Divisão, a secção de Carlos Cruchinho alcança novo feito, abrindo novas perspectivas quanto ao papel do Sporting na promoção da modalidade.

Enquanto futsal e ténis de mesa estão com as respectivas competições em folga, a nossa equipa de andebol regressou às vitórias depois do polémico jogo no Restelo na quarta-feira passada. Frente à jovem equipa do Xico Andebol, o Sporting teve alguma dificuldade em travar o experiente Jaime Barreiros mas o contra-ataque esteve bastante activo e o grupo orientado por Branislav Pokrajac alcançou uma vitória confortável por 34-21.

Neste fim-de-semana, a equipa de hóquei em patins foi travada pela primeira vez em nove jogos neste seu regresso à II Divisão. Depois de oito vitórias consecutivas - algumas frente a candidatos à subida - a equipa do B.I.R. visitou os leões e aplicou a primeira derrota nuns claros 4-9, apesar das crónicas indicarem que o Sporting esteve infeliz no momento da concretização. Tratando-se de uma modalidade em processo de consolidação, estou seguro que este jogo será um importante marco para a aprendizagem desta equipa que apesar de contar com diversos atletas com larga experiência, contém diversos jogadores que poderão representar o futuro da modalidade em Portugal.

EM FRENTE SPORTING!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Sinais do tempo


Quando vi o Tiago a jogar pelas primeiras vezes, o jovem central enfrentava algumas dificuldades para se conseguir impor como titular na equipa do seu escalão sendo até preterido por jovens um ano mais novos. Confesso que desconheço como foram as suas exibições nas últimas épocas mas terão sido positivas ao ponto de ter tido a possibilidade de se estrear ontem pela equipa profissional do Sporting.

Pouco posso dizer neste momento sobre o seu futuro ou mesmo sobre a sua capacidade. Será sempre tudo prematura... Posso sim felicitar os sportinguistas por terem sido compreensivos na partida de ontem. Ilori podia ter assinado a sua sentença com aquele lapso, mas ao contrário de outras épocas, o público prendou-o com aplausos de confiança e incentivo.

Sinais do tempo, numa altura em que estamos na luta pelos lugares cimeiros, onde temos algo a almejar e não estamos apenas preocupados em encontrar ódios de estimação ou culpados.

Será que estamos a conseguir a "estabilidade" que durante muito tempo defendi para os jovens formados em Alvalade? Muitos já têm a sua sina (infelizmente) traçada mas outros poderão aproveitar outro ambiente para ascender...

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terça-feira, 18 de outubro de 2011

Soltas: Respeito


Passámos anos e anos a defender o nosso clube e a lutar contra aquilo a que Dias da Cunha apelidou de "sistema" e com esta garra ficámos famosos como sendo os adeptos mais fiéis de Portugal. Assim, foi natural o descontentamento da massa adepta quanto a resignação e celebração por atingir "segundos lugares" e qualificações para a Liga dos Campeões.

Ser do Sporting é mais do que comemorar resultados e metas, passa por uma forma de estar e de encarar as situações com abnegação e vontade de lutar por mais e melhor, algo que há largos anos parece ter desaparecido.

Enquanto se falava do 4-4-2, do médio coxo ou dos remates ao poste, N situações atropelaram os valores do Sporting e a imagem foi denegrida e o nosso orgulho foi ferido. Agora, além de metermos respeito (e talvez medo) no relvado, parece que finalmente metemos respeito (uma vez mais) no dia-a-dia:

José Cardinal
O auxiliar de arbitragem circense viu finalmente conhecidas as suas artes de palhaço tendo sido classificado com uma das piores notas dos últimos anos.

João Ferreira e Paulo Baptista
Depois de se terem recusado a arbitrar o jogo do Sporting - agora já dizem que não - parece que lhes foi instaurado um processo disciplinar pelo que se aguardam as cenas dos próximos episódios.

Selecção Nacional
O seleccionador nacional conhece bem o relvado do nosso estádio mas também deve conhecer o estilo de jogo das suas equipas. Face ao que tem sido apresentado ao longo dos anos, parece que as desculpas e pretextos continuam a imperar.


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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Quantas contas se fazem com as Contas da SAD?

Seria obviamente uma surpresa poder constatar a possibilidade de uma saúde financeira dentro da sociedade desportiva para o futebol leonino. Assim, os números ora apresentados apenas demonstram algo que há muitos esperávamos.

Neste momento, seria possível fazer a comparação com as figuras dos nossos rivais que apresentam também eles valores que devem gerar alguma preocupação mas ao mesmo tempo possuem outras garantias relacionadas com a capacidade de geração de receitas e como tal, outra facilidade em termos de gestão de tesouraria.

Os prejuízos agora verificados espelham duas estratégias diferentes, sendo que uma tenta agora disfarçar os erros cometidos na anterior:

- Estão à vista as falhas cometidas nas contratações do mandato de José Eduardo Bettencourt & seus directores desportivos, onde o despesismo não trouxe o acréscimo qualitativo proporcional (ou sequer parecido) em termos desportivos.

- Custos verificados já durante o mandato dos órgãos sociais estão diretamente relacionados à publicitada "vassourada" que implicou encargos significativos em termos de rescisões.

No relatório agora divulgado, são apontadas as desvinculações e rescisões, o acréscimo de custos de pessoal e as amortizações/perdas de imparidade como os principais factores para as diferenças entre este e exercícios anteriores. Se olharmos para aquilo que se verificou na pré-temporada transacta, verificaram-se pelo menos 10 milhões de euros em contratações (Evaldo, Valdes, Torsiglieri e Zapater) o que implica à partida um acréscimo nos custos de amortizações. Além destes valores de aquisições, se tivermos em conta a presença de atletas como Valdes, Zapater, Maniche e Hildebrand na folha salarial, facilmente ficam justificados os acréscimos em custos de pessoal.

A estratégia levada a cabo na temporada transacta fracassou desportivamente e financeiramente e as contas agora divulgadas espelham exatamente esse fracasso, reforçada ainda com a estratégia de rescisões e desvinculações.

À entrada para uma nova temporada, sabemos já o elevado valor investido para a nova temporada e atendendo à valia (ou pelo menos currículo desportivo) de alguns dos atletas, é de esperar que a folha salarial possa vir a ter um novo incremento - apesar de também se terem verificado saídas de atletas que representavam encargos elevados. Dos custos associados à estratégia desportiva desta Direção, apenas os custos de rescisões estão refletidos nas contas divulgadas na semana passada.

Historicamente, sabemos que a situação financeira a que o Sporting chegou - materializada no número redondo dos 400 milhões de euros entretanto reduzidos face à operação das VMOC's - em muito se deve aos insucessos das estratégias desportivas, mesmo aquelas que nos renderam dois campeonatos e uma pesada herança de 100 milhões de euros de resultados líquidos acumulados e sucessivamente transitados.

Historicamente, estamos habituados a uma realidade de despesismo sucessivo ao invés de uma realidade de investimento com fracassos pontuais, comuns a qualquer clube desportivo. Aqui residirá o principal ponto de avaliação económica-financeira às decisões tomadas até agora.

No panorama não desportivo, realce pela positiva para o acréscimo de receitas associadas a direitos de transmissão televisiva bem como os valores de sponsorização. Ao mesmo tempo, as condições de financiamento, neste caso, juros e comissões bancárias suportados merecem também a nossa preocupação dadas as dificuldades do clube em capitalizar-se bem como as restrições cada vez mais assumidas pelos bancos parceiros.

No final de tudo, bateremos sempre na mesma questão: Quando os resultados desportivos não são condizentes nem convincentes, restarão sempre suspeitas e vigilância. Se a bola entrasse com maior frequência, provavelmente o nosso "benefício de dúvida" seria diferente... Mas historicamente, existem razões para recear do sucesso de determinados riscos assumidos.

EM FRENTE SPORTING!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Saber esperar e poder esperar


Ao fim de três jogos oficiais, o novo Sporting não se aproxima minimamente daquilo que os adeptos e apoiantes pretenderiam. Um golo em três partidas oficiais é deveras escasso para uma equipa que pretende desfazer o fosso existente com os seus rivais.

O descontentamento que corre o risco de generalizar é perfeitamente natural face às expectativas criadas e sucessivamente alimentadas. Depois da penúria de épocas anteriores, o ataque ao mercado nesta época e os primeiros resultados da pré-época deixaram antever um "novo" leão. Mas as boas exibições não tiveram seguimento...

Julgo não mentir quando afirmo também que este Sporting caminha ainda sobre gelo muito fino depois dos resultados das últimas eleições. O despique verificado, as dúvidas em torno de resultados e a frustração no contraste vencidos-vencedores ainda vinca algumas trincheiras e não leva ao desejo de queda do Sporting, mas sim o desejo de insucesso de alguns, ficando uma vez mais no meio o nosso clube.

Existem queixas de arbitragem - não no jogo com o Beira-Mar, onde amadores arbitraram melhor que semi-profissionais - tanto nos nossos recintos como nos recintos dos adversários, pois as suas falhas também naturais no início de época acabam camufladas pelo mesmo tipo de erros que nos prejudicam mas apontar o dedo nesta direcção não pode ser suficiente.

É certo que temos um plantel quase novo e existe o desafio de saber reaproveitar ou fazer sobressair as qualidades "escondidas" daqueles que por cá ficaram e como tal, há muito trabalho a fazer. Porém, devem também existir padrões mínimos de exigência e saber reconhecer: Este Sporting está a jogar mal e tem de produzir mais.

Não quero com isto criticar ou duvidar do trabalho de quem está à frente do clube, quero sim, como que colocar os pontos nos i's sendo directo e frontal. Face a tudo o que tem acontecido e todas as novidades e contratempos, poderemos ter de saber esperar mas há medida que se espera, o retorno terá de ser incremental como que uma recompensa pela paciência e esperança depositados.

Possa Domingos ter a estabilidade que outros mereceram mas possam também os adeptos ver os resultados que merecem. Cedências de parte a parte, mas com ganhos para ambos os lados.

Algo que não apresente estes moldes, será naturalmente, mais do mesmo...

EM FRENTE SPORTING

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A vez de Duque


Por motivos pessoais e profissionais, não tive oportunidade de assistir à entrevista do nosso administrador Luís Duque na RTPn, pelo que tive de dar uma leitura rápida pelas notas soltas que os jornais de hoje publicam e depois da mesma, confesso que as suas palavras não me deixam grande surpresa e acabam por ir em conta com algo que eu já calculava.

No meu círculo de sportinguistas, tenho vindo a comentar que grande parte do trabalho feito até agora fora levado a cabo por dois intervenientes: Godinho Lopes e Carlos Freitas. A parte reservada a Luís Duque - talvez a mais crítica para o Sporting - inicia-se agora.

Duque realça questões como exigência, cultura de trabalho e dedicação, bem como a existência de pessoas acomodadas, rejeitando o cenário de "revolução" mas reconhecendo um natural "abanão" dentro do seio do grupo. Correndo o risco de ser repetitivo, recordo que ao longo de muitos dos textos que aqui coloquei no "A Norte" ao longo destes dois anos como editor, frisei sempre a necessidade de trabalho e exigência, bem como a existência de pessoas que necessitavam que lhes fossem "mordidos os calcanhares".

Neste início de campeonato, não posso afirmar que estou com expectativas elevadas e esperançado nem consigo dizer que algo menos que o título nacional será uma derrota para nós. Acredito que o Sporting terá feito algo que deveria ser feito há muito tempo, desde as alterações no plantel - que até poderão vir a revelar-se curtas ou insuficientes - até à requalificação da estrutura em torno do principal motor do clube.

Quero acreditar no slogan "O Sporting está de volta" e há medidas que fazem com que me identifique com tal mensagem. Ponto de parte questões de pessoas (ou caras), quero acreditar que neste início de temporada temos uma grande diferença em relação a outros anos: Quem está no Sporting, quer efectivamente lá estar em vez de uma de situações anteriores:

- Precisava de estar lá;
- Terceiros queriam que estivesse lá

Mal ou bem, os papeis parecem estar definidos e é evidente para todos quem deverá fazer o quê e qual a sua competência e por essa razão temos assistido um fluir de informações e entrevistas frequentes.

Ontem foi a vez de Luís Duque falar, a dois dias do início do campeonato... A dois dias de reassumir o papel fundamental de acompanhar os jogadores durante os tempos de competição, ser exigente com eles, apoia-los nos momentos difíceis e incutir o respeito pela camisola e pelos adeptos leoninos.

Duque terá de lutar contra a fama de despesista, mas tem novamente a oportunidade de comprovar o seu papel de líder junto de um plantel e equipa técnica. Correspondendo à altura das tarefas que lhe são propostas, Duque poderá ser o maior reforço deste Sporting, mesmo que os resultados não surjam no imediato.

"Difícil não é atingir o topo mas sim conseguir lá permanecer"

EM FRENTE SPORTING!

domingo, 29 de maio de 2011

O Senhor Manuel


Foto: Record - Jogo de Homenagem a Manuel Brito

Nasci no seio de uma família metade-sportinguista e metade-belenenses. Alem de um primo ter sido campeão nacional nas camadas jovens pelo popular Encarnação e a minha mãe também ter praticado a modalidade, muitos dos passeios que os meus pais davam enquanto ainda namoravam eram ao pavilhão do Campo de Ourique ou ao Palácio dos Desportos para assistir aos derbies do andebol lisboeta. Talvez venha dai a razão de eu ter o “bichinho” do andebol – o tal que me levou a cometer a “proeza” de viajar ate a Kwidzyn - Polónia no ano passado.

Na minha juventude, muitas foram as historias que ouvi sobre Luis Hernani, Jose Manuel, Espadinha, Bessone Basto, Carlos Castanheira e Manuel Brito. Uma das mais curiosas remonta a uma partida em Campo de Ourique, onde um vizinho dos meus avos e fervoroso “pastel” reage a um golo de Manuel Brito com a expressão “Oh cabeça de gelo, podias ter morto o meu filho na guerra em África!”. Lá em casa, quando se falava em andebol, quase sempre a conversa ia parar a esta expressão.

Em 1998, assisti com atenção a Final-Four da Taça de Portugal em Andebol. Uma equipa talentosa batia ABC e FC Porto alcançando a vitória final com grande mérito depois de todo o esforço e garra apresentados em campo. Nessa altura, dizia-me o meu pai: “Os jogadores estiveram em campo com uma entrega enorme, tal como o Brito se apresentava em todos os jogos.”. Entusiasmado com esta conquista, decidi iniciar (finalmente) o meu percurso pelo andebol.

Treze anos por este desporto e toda a gente com quem falei sempre me transmitiu o mesmo
“Manuel Joaquim e’ uma jóia de pessoa.” E quando tive a oportunidade de o falar com ele uns anos mais tarde, comprovei efectivamente o que contavam.

Sem nunca o ter visto jogar, Manuel Brito sempre foi um exemplo e uma referência para a minha pessoa. Todos me falavam bem dele, o seu palmares falava por si e a forma como sempre serviu o Sporting quando este necessitou, tornaram-no num ídolo para um jovem andebolista.

Aquando de uma pequena homenagem que decidi fazer a Carlos Ferreira, falei com o “Senhor Manuel” e não consegui esconder as minhas emoções. Do outro lado da linha, o Senhor Manuel falou-me com o seu ‘a vontade característico e amigável “Malcato, somos todos leões, não tenhas vergonha de falar”. Eu, caçula, a falar com um mestre da minha “arte” vacilei e ele estendeu-me a mão. Inclusive, recordava-se vagamente do senhor que lhe dera o apelido de "cabeça de gelo".

Foi Manuel Brito das pessoas que mais me incentivou a iniciar a minha pesquisa pelo histórico do andebol leonino e varias foram as suas palavras de apoio quando falei na possibilidade de voltar a jogar andebol, desta feita nos campeonatos do INATEL. Quando estava na Polónia, recordo-me da mensagem que recebi “Força Malcato, grita ai’ por eles!”. Uma serie de momentos que jamais esquecerei…

Ontem, partiu aquele que terá’ sido o meu primeiro ídolo de adolescência e de paixão leonina. Foi um grande atleta, um verdadeiro campeão, um exemplo de dedicação e empenho e uma inspiração para os mais jovens.

Incontornavelmente, uma das maiores figuras do andebol nacional e uma referência do Sporting Clube de Portugal.

Ate’ sempre Senhor Manuel!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

9-10 de Abril: Sporting por todo o lado!


A construção do novo pavilhão foi um dos temas mais discutidos pela positiva ao longo do mandato de José Eduardo Bettencourt, altura em que foram dados passos extremamente importantes para este marco tão desejado pelos Sportinguistas.

Este fim-de-semana teremos muita acção em diversos desportos, um pouco por todo o lado e sempre com o Sporting a jogar em casa:

- Hóquei em Patins no Tojal pelas 16h30 (juvenis)
- Futsal em Loures pelas 17h
- Futebol em Alvalade às 20h15 (Agradeço a correcção do Riga)

Para Domingo, destaque para a partida de Andebol no Casal Vistoso frente FC Porto, numa altura em que estamos separados por apenas 3 pontos.

Faz-nos pensar noutros tempos e noutras tardes de longas sessões desportivas. Numa altura de decisões importantes nas diversas competições, quão preponderante não será o factor casa? E fosse mesmo na NOSSA casa?

EM FRENTE SPORTING!

PS: Estou satisfeito ao ver o sucesso das equipas portuguesas nas competições europeias e ao mesmo tempo desiludido ao ver o pouco espaço que o SCP consegue cativar nas capas dos jornais.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Apagão


Não assisti à partida disputada no passado domingo no Estádio da Luz por diversas razões, sendo que a principal se prende com o facto de normalmente não acompanhar jogos do campeonato nacional que não tenham influência na classificação do nosso clube.

Por outro lado, a nossa performance nos últimos anos e as sucessivas figuras que temos proporcionado são também razão para as pessoas se desinteressarem do campeonato nacional. Se há alguns anos podíamos estar arredados da luta mais cedo, havia uma luta da qual nunca estivemos arredados: a luta pela verdade desportiva e pela transparência.

Ontem ao jantar, perguntavam-me por quem eu torcia ao que eu dei a minha resposta habitual: “Pelo Sporting. Eu sofro pelo Sporting e não tenho qualquer preferência por qualquer um dos rivais”.

O “apagão” registado também resulta do eclipse leonino no panorama desportivo nacional e que permitiu o acentuar das clivagens entre os outros dois rivais. Naturalmente, não posso dizer-me satisfeito com o sucesso de um clube a que eu me habituei a ter uma vantagem competitiva “invulgar” e pouco clara, ao longo dos 18 anos do nosso jejum. Visto isto, penso que não cometo nenhum erro ao dizer que não se trata de quem gostamos mais mas sim quem menos desgostamos.

Fenómenos como este apagão, decisões disciplinares ou a propaganda jornalística em torno de uma colectividade têm vindo a alimentar sentimentos “Anti-qualquer coisa” nos adeptos leoninos, fazendo-os alhear-se de todo um panorama.

É complicado lidar com as papoilas histéricas que tão depressa se escondem na sua toca quanto aparecem e procuram os defeitos dos outros para camuflar os seus mas a limitação da visão a este prisma será a limitação dos horizontes do Sporting e enquanto visualizamos apenas um “adversário” perdemos noção de quais são todos os nossos oponentes: efectivos, reais ou potenciais.

Assuma-se de vez uma postura de “Lead, do not follow”.

EM FRENTE SPORTING!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Adianta ou disfarça?


Ao mesmo tempo que a nossa equipa de futebol vai acumulando episódios de flagelação ao orgulho sportinguista, o "debate" em torno das eleições continua.

Para onde quer que olhe, continuo a ver preocupações em relação à capacidade de financiar a equipa de futebol deixando evidente que a grande maioria das pessoas está claramente à procura de um efeito anestésico que permita disfarçar muito do mal que tem acontecido.

Naturalmente que jogadores de outra craveira e outra qualidade aumentam as PROBABILIDADES de conseguir alcançar melhores resultados mas isso por si só não corresponde à garantia de sucesso. Há que assumir de uma vez por todas que o Sporting nesta altura precisa de "Competência" que permita:

- Gerir a sua capacidade financeira
- Realizar um trabalho eficaz

Há quem recorra a "factos" para elogiar um determinado tipo de gestão que nos permitiu alcançar certos resultados - que não devem ser desprezados e merecem ser valorizados - sem no entanto analisar todo o contexto: Muito do que se alcançou num passado recente, conseguiu-se por trabalhar "Menos mal" em relação aos adversários. Agora que os adversários tradicionalmente mais directos entraram em "velocidade cruzeiro" com uma máquina bem oleada em diversas vertentes, as nossas fragilidades ficaram cada vez mais evidentes e em vez de se trabalhar para ultrapassar tais aspectos, continuamos a acreditar que o que falta é dinheiro.

Para quem continuar a "apregoar" a necessidade de dinheiro e investimento cego (recorde-se que Bettencourt despendeu mais de 20M em reforços), os últimos anos têm-nos dado inúmeros exemplos que ajudaram a limpar a areia dos olhos que nos foram atirando e que levaram-nos a aceitar planos financeiros, alienações de património e mais um sem fim de jogadas extra-desportivas. Braga (sobretudo dos anos anteriores), Olhanense, Paços de Ferreira são casos que deitam por terra a teoria "Mais Dinheiro, Mais Futebol". Do mesmo modo, são claras as diferenças entre as equipas do Real Madrid ou Inter de 2009/2010 e 2010/2011.

EM FRENTE SPORTING!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

À terceira...

... será a vez em que sai de cena?

Existe uma série de figuras que sempre pulularam em torno do Sporting Clube de Portugal acumulando cargos nos mais variados órgãos e entidades relacionadas com o nosso clube e cuja utilidade ou produtividade em prol do Sporting merece ser questionada.

Dias Ferreira é apenas uma dessas figuras mas dado o tempo de antena que sempre teve, acaba por representar bem esta "dinastia" de sportinguistas que até podem estar bem intencionados mas devem de uma vez por todas assumir as suas falhas.

As suas ideias, opiniões e posições são mais do que conhecidas e estão à vista de todos nós. Será mesmo isto aquilo que o Sporting precisa?

Em 2006 desistiu para Franco e em 2009 caiu até à lista de Bettencourt. Será que à terceira é de vez?

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Obrigado Levezinho

Poderá parecer falso da minha parte estar agora a elogiar um atleta a quem muitas vezes enderecei diversas críticas em virtude da sua personalidade e comportamento para com os colegas.

Muitos serão aqueles que nunca o perdoarão pelo cartão amarelo visto contra o Guimarães em 2004-2005, assim como serão difíceis de esquecer os atrasos no regresso do Brasil, conflitos com os companheiros e o episódio com Sá Pinto. No entanto, face ao rendimento desportivo evidenciado, creio que será impossível não estar agradecido a Liedson.

Hoje que o Sporting oficializou o seu regresso ao Corinthians, os sportinguistas deverão recordar um atleta com feito especial mas com uma dedicação extrema e responsável pela grande maioria das alegrias vividas ao longo das 7 épocas em que representou o Sporting Clube de Portugal.

A um avançado pedem-se golos e Liedson marcou muitos, de todas as maneiras e feitos a qualquer tipo de adversário. "Liedson resolve", "São Liedson", "Salvador", "Liedshow" serão algumas marcas icónicas desta fase que agora termina.

Sexta-feira defrontamos a Naval em casa naquela que deverá ser a última partida do Levezinho em Alvalade. Odiado por uns, amado por muitos mais, Liedson conquistou um lugar na eternidade do Sporting - que infelizmente não é reforçado com a estatística de títulos conquistados - e merecerá obviamente um aplauso da nação leonina numa despedida digna e que marque uma nova era no Sporting: Saber tratar bem os seus.

Obrigado Levezinho!

EM FRENTE SPORTING!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Canto da sereia


Olhando para os dois mais recentes presidentes leoninos, as diferenças de políticas e posicionamentos foram deveras evidentes. No entanto, existiram também estratégias semelhantes mas com resultados diferentes e para tal basta ver que a Reestruturação Financeira idealizada nos tempos de Soares Franco apenas foi concretizada por José Eduardo Bettencourt. Para tal não será indiferente, o facto de no ponto de vista humano, JEB sempre nutriu - e nutrirá - maior simpatia que o seu antecessor. Porém, contas feitas e o resultado foi o mesmo: Algo que se pretendia, avançou.

Por entre uma série de factores que me têm desiludido dentro de quem tem assumido papel relevante no nosso clube, a falta de honestidade e frontalidade tem sido um dos principais motivadores de decadência. Tal como referi ontem, em determinados momentos a mensagem transmitida elevou as expectativas dos sportinguistas mas por detrás da mesma, existia algo que iria defraudar essas mesmas.

É esta mesma falta de honestidade e frontalidade que permite o comportamento de determinadas figuras - onde se inclui Rui Oliveira e Costa - que desde o pedido de demissão de José Eduardo Bettencourt, iniciaram o seu "canto da sereia".

No domingo, ouvimos Menezes Rodrigues a dizer que o próximo presidente deve obrigatoriamente deter "boa imagem" perante a Banca. Ontem, Paulo Abreu, que pulula há mais de 20 anos entre cargos no Sporting, culpa os sportinguistas por o Sporting ainda não ter um fundo de jogadores. Por sua vez, Rui Oliveira e Costa resguarda-se no eventual obsoletismo dos nossos estatutos como entrave ao progresso do Sporting. Naturalmente que não posso discordar do ideal de descentralização do voto, mas creio que é evidente que a verdadeira intenção de Oliveira e Costa é a constituição de Assembleias-Delegadas.

Como uma "ilustre" associada leonina tanto gosta de afirmar, há que "separar o trigo do joio" e assim, misturar alhos com bugalhos é meio caminho andado para confundir temas e misturar problemas. O mesmo é dizer que é meio caminho andado para evitar a verdadeira consciencialização dos sportinguistas.

EM FRENTE SPORTING!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

As voltas que o Sporting dá


O título por si só é uma referência à instabilidade que o Sporting vive e responsabilidade quanto à mesma será sempre inputada às mais diversas personalidades, consoante as ocasiões, opiniões e posições.

Não sei quem será a pessoa indicada para o Sporting mas consigo delinear um perfil que considero indicado e a consolidar esse perfil estará obviamente as ideias e a equipa por detrás de um rosto. No fundo foi isto que faltou a JEB a quem afirmei em 2009 que tinha simpatia pela pessoa - fervorosa sportinguista e experiência profissional - mas indevidamente acompanhada.

Depois da queda daquele que foi para mim um género de "Príncipe Herdeiro", começa agora a especulação e contra-informação em relação às personagens que se perfilam para a sucessão. Tal como em 2009, creio que uma suposta "Terceira Vaga" será o principal desejo dos sportinguistas, mesmo que não sejam capazes de o reconhecer. Resta porém entender, em que é que deve consistir essa "terceira vaga".

Serei incisivo e repetitivo as vezes que for necessário na afirmação que o Sporting precisa de ideias e de projectos e não de rostos e aparências. Não considero a "credibilidade junto da banca" uma necessidade mas sim uma contingência. Existindo a dependência face aos credores, há que criar condições para ganhar margem de manobra junto dos mesmos em vez de procurar mais argumentos para justificar a dependência de tais entidades.

Mas o Sporting dá voltas e voltas pelo que o que hoje é verdade, amanhã poderá já não ser. Tão depressa uma pessoa é candidata como logo de seguida surge num outro cargo numa lista. Tão depressa alguém é considerado um traidor vil e venenoso como logo depois é visto como uma solução pacificadora.

O Sporting precisa de soluções para os problemas que estão há muito identificados. Querer olhar apenas para alguns deles é como tapar o Sol com a peneira e deixar que outros tomem dimensões que se tornem incontroláveis.

O Sporting tem de virar-se para os seus adeptos e reconquistar a sua confiança e conseguir mobilizar as pessoas. As últimas eleições trouxeram um caudal de confiança à família sportinguista que depois foi fustigada com a angústia e sensação de traição e negar isto será meio caminho para não conseguir reconhecer a "crise" que se vive.

As expectativas elevaram-se mas cedo caíram por terra e a família ficou mais pobre com os diversos acontecimentos. Mas eu acredito que é possível dar a volta... Resta ser tolerante, interveniente e participativo, exigente e construtivo, sem acreditar em contos do vigário nem no canto da sereia.

Não existem milagres nem varinhas mágicas, nem dependência de "caganças" e bolas que batem no poste. Mais do que palavras bonitas e "clichés", o Sporting precisa de muito trabalho e reconquistar o respeito de todos os que o rodeiam.

EM FRENTE SPORTING!


terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Uma Década... "Modalidades"

Terminou a primeira década do século XXI e o “ANortedeAlvalade” dedicará os próximos dias a fazer o balanço da actividade desportiva centrada nas 2 grandes áreas do clube: as modalidades e o futebol. Começamos hoje pelas modalidades, num texto em que contamos com a preciosa ajuda de um amigo “desta casa”, e que nós, para todos os efeitos consideramos um homem da casa, o Juvenal Carvalho. Alguém que conhece bem o meio, pela dedicação como fervoroso adepto e pelo desempenho de funções de dirigente.

Leão de Alvalade

Embora longe de registos como das décadas de 70 e 80, a década que agora finda guardará também uma série de bons registos no que toca ao ecletismo leonino.

Daquelas que são consideradas as modalidades de “competição” no Sporting, o atletismo voltou a ser a que alcançou melhores resultados. Depois das conquistas do gémeos Castro, Francis Obikwelu, Naide Gomes e Rui Silva elevaram o nome do Sporting e de Portugal em diversas competições nacionais e internacionais e lideraram a nossa equipa em excelentes participações na Taça dos Clubes Campeões Europeus.

No ténis de mesa, e apesar da concorrência de equipas como São Roque e Estrela da Amadora, os leões alcançaram 5 títulos nacionais entre 2001 e 2010, assumindo cada vez maior destaque no panorama da modalidade no nosso país.

Pioneiros no futsal, o Sporting já andava e conquistava títulos na modalidade, muito antes de outros clubes aparecerem. A natureza do desporto – invariavelmente ligada ao futebol – faz desta modalidade uma das mais atractivas e competitivas em Portugal. 4 Títulos na última década, presença na inauguração da principal competição europeia e cedência de diversos atletas presentes nos excelentes resultados da Selecção Nacional, são apenas alguns dos pontos a anotar desta secção leonina cujo trabalho continua a alimentar os sonhos e expectativas dos sportinguistas.

O início da década trouxe também o título nacional de andebol para o Sporting, quinze anos após a última conquista, correspondendo a um justo prémio para uma das melhores gerações que passou pelo clube nos últimos tempos. A finalizar, a primeira conquista numa competição europeia por parte de uma equipa nacional. Pelo meio, o litígio Liga – Federação proporcionou ao SCP duas vitórias na Divisão de Elite, mas também pairou pelo ar a hipótese da secção deixar de competir.

Noutros desportos de menor visibilidade mas igualmente com forte tradição no nosso clube como ginástica, natação e bilhar também registaram-se nobres feitos, deixando um merecido destaque para as duas medalhas de prata alcançadas pela secção de Bilhar na Taça dos Clubes Campeões Europeus.

O controlo orçamental por parte do clube aumentou o número de secções geridas de modo autónomo dentro do Sporting e com isso, aumentou também a oferta disponível. Surgiram novas modalidades como o automobilismo, futebol de praia, corfebol ou até mesmo paintball. Contudo, algumas destas experiências deixaram más recordações como o caso da equipa de hóquei que regressou à I Divisão e depois abandonou a competição ou então a equipa de ciclismo que teve uma fugaz aparição nas estradas nacionais.

Em jeito de resumo - e cometendo as naturais injustiças para com outras pessoas em nomeações como a que faço agora - apontaria as seguintes figuras como referências da última década:

Atleta - João Benedito
Dirigente - Eng.º Gilberto Borges
Equipa - Andebol (2000/2001)

Alimento a esperança de ver o afastamento de determinados fantasmas em torno das modalidades. Muitos ainda acreditam que as modalidades “amadoras” asfixiam o futebol profissional e retiram-lhe competitividade, sem no entanto avaliar a capacidade que estas têm de atenuar um sem fim de erros cometidos em termos de futebol. Pequenos pormenores como a contratação de João Silva para o Triatlo, João Pina para o Judo ou mesmo o excelente trabalho sustentado que vem sendo realizado no Hóquei em Patins encherão de orgulho os demais sportinguistas e devem ser tidos como exemplo no desporto leonino.

Para o fim deixei propositadamente o tema do Novo Pavilhão. Não devem existir dúvidas que o fim da “Nave de Alvalade” contribuiu para uma certa travessia do deserto por parte das nossas modalidades que se sentiram órfãs do seu clube e sobretudo dos seus adeptos. Mais recentemente, temos assistido a uma nova vaga de comunicação e destaque às modalidades que não deixa de ser descoordenada face ao afastamento provocado pelo motor do desporto sportinguista, o Futebol. Apesar disso, entramos na nova década com a esperança de ver um novo pavilhão edificado junto ao Estádio José Alvalade e aguardamos pacientemente pela oportunidade de acompanhar longas sessões desportivas, com equipas competitivas e valorizadoras do nome do Sporting Clube de Portugal, para no final do dia podermos dirigir-nos ao nosso lugar no Estádio e acompanhar a equipa de futebol profissional.

Aproveito ainda para deixar alguns agradecimentos em particular a diversas figuras ligadas ao Sporting e que em muito têm contribuído para o meu crescente interesse pelas modalidades leoninas. Assim, uma palavra de apreço para os seguintes leões:

- Nuno Ramos e Alexandre Ribeiro do "Armazém Leonino"
- Alfredo Pinheiro, Atleta e Técnico do Andebol do Sporting ao longo de 3 décadas.
- Eng.º Gilberto Borges, Director da Secção de Hóquei em Patins
- Pedro Miguel Moura, um dos melhores mesa-tenistas nacionais de todos os tempos
- Henrique Salgado, fervoroso adepto e coleccionador
- Juvenal Carvalho, companheiro de grandes "batalhas"

EM FRENTE SPORTING!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Frio, muito frio


Afinal de contas, estava neve. A bola não deslizava nem circulava redondinha como o povo gosta. Entrámos em campo com a nossa segunda equipa. O jogo era descontraído pois tínhamos o apuramento garantido e importa não esquecer que tínhamos perante nós o primeiro classificado do búlgaro.

Creio que poderá ser este o discurso a apresentar por qualquer pessoa que pretenda relativizar este resultado - ROC deve estar a bater palminhas pois com o remate de Djaló ao poste, já tem mais um registo para a sua estatística.

Naturalmente que o jogo teve diversas condicionantes, mas fartos de desculpas estamos nós. Não se trata de azar nem de dificuldades inesperadas, este Sporting continua a mostrar mais do mesmo - ou seja, nada - e a desesperar os sportinguistas (mesmo aqueles que não o querem admitir).

O jogo deu para tudo menos para ver futebol e vá lá, meia dúzia de passes acertados e uns quantos remates à baliza. Até deu para ver o Maniche a correr para o balneário, provavelmente a festejar a eminente renovação automática, enquanto os colegas se dirigiram à bancada para cumprimentar aqueles rapazolas que foram à Bulgária ver futebol (?) mas que como também devem ser críticos em algumas situações, provavelmente são "falsos sportinguistas".

Para os que sempre procuram culpados, digo uma vez mais que somos todos nós: Escolhemos quem nos dirige, quem deixamos tomar decisões por nós, quem escolhe treinadores, jogadores e directores.

Paulo Sérgio é um rapaz corajoso, Costinha veste-se bem e José Eduardo Bettencourt é um homem honesto, já para não falar de Dias Ferreira que deve estar a perguntar ao seu congénere do Levski onde é que eles arranjaram investidores para contratar aqueles diamantes que hoje vergaram os jogadores do Sporting.

Será por isto que eu nem vibrei muito com os 5-0 da primeira volta? Provavelmente, pois esconderam muita coisa. Assim como os remates ao poste: Têm tanto de golo como de remates fora da baliza.

Mas isto se calhar é o meu mau feitio a vir ao de cima. Ou então o frio gelou-me assim como esta gente continua a gelar a chama do Sporting.

EM FRENTE SPORTING (?)

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Pelo respeito que o Clube merece


Podem chamar-me antiquado ou mesquinho, mas tenho a dizer que sou uma daquelas pessoas que fica completamente desiludida ao ver o logótipo da nossa camisola apenas com a indicação "Sporting Portugal". Será provavelmente um capricho da minha pessoa, bem como de outras que também já tinham reparado nisto.

Tenho vindo a dizer que o "Clube" está acima de qualquer sociedade, indivíduo ou grupo de pessoas e ao ver a camisola daquela forma faz-me pensar na pretensão de afastar o Sporting do seu associativismo e o desmoronar o relacionamento dos associados com o seu Clube - ao escrever estas palavras tive um "deja vú"...

Hoje, a SAD leonina comunicou a alteração da sua designação social, resultado de uma votação levada a cabo no Congresso Leonino realizado no ano passado em Santarém. A proposta então apresentada reportava aos Estatutos do nosso Clube, nomeadamente ao ponto que indica que as sociedades detidas pelo clube devem ter "Sporting Clube de Portugal" na sua denominação. Até hoje, a SAD do Sporting não respeitava esta indicação.

Não deixa de ser curioso, ver que foram "simples" associados do Sporting - pessoas que de vez em quando vão levando com rótulos menos próprios e infelizes - que alertaram para um pequeno pormenor mas totalmente pertinente.

Parece-me pois um pequeno exemplo de que existe bastante "massa cinzenta" que pode ser aproveitada em vez de menosprezada. O Sporting é que fica a ganhar...

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