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segunda-feira, 26 de setembro de 2022

Nesta vitória não devem conseguir passar uma esponja


Quando o Sporting conquista mais um título no futsal os números são de tal forma avassaladores que a dúvida instala-se quanto à nota merecedora de maior destaque:

Oitavo titulo nacional consecutivo.

Quinta vitória consecutiva na Supertaça, num total de 11: 2001, 2004, 2008, 2010, 2013, 2014, 2017, 2018, 2019, 2021, 2022

Um total de 17 títulos de campeão nacional: 1990/91, 1992/93, 1993/94, 1994/95, 1998/99, 2000/01, 2003/04, 2005/06, 2009/10, 2010/11, 2012/13, 2013/14, 2015/16, 2016/17, 2017/18, 2020/21, 2021/22, dos quais os últimos 5.

9 Taças de Portugal: 2005/06, 2007/08, 2010/11, 2012/13, 2015/16, 2017/18, 2018/19, 2019/20, 2021/22

4 Taças de Liga: 2015/16, 2016/17, 2020/21, 2021/22

2 Taças dos Campeões Europeus: 2018/19, 2020/21.

São estes números, associados ao número de atletas nacionais que o Sporting fornece à selecção nacional, que tornam vergonhosa (as outras expressões que me ocorrem não sei se ficariam bem aqui) o blackout a que foi votado o nome do Sporting, de Nuno Dias e até a que clube pertenciam os atletas na mais recente conquista da Finalíssima, em Buenos Aires. O remate final nesta falta de consideração (versão benévola) foi terem perguntado a Nuno Dias, nas vésperas da final de ontem, se ia aproveitar o trabalho feito por Jorge Braz na selecção, quando é precisamente o inverso que tem sucedido, como é óbvio. Muito bem esteve Miguel Afonso, vogal para as modalidades do actual Conselho Directivo, a por os pontos nos iis.

A vitória de ontem, à semelhança de quase todas as anteriores, foi extremamente equilibrada, apesar do Sporting ter estado sempre na frente do marcador. Tanto assim foi que a vitória foi carimbada no recurso aos penalty's, tendo a dose certa de sorte decidido a nosso favor. Menção honrosa justa para a forma como o adversário se bateu, nunca dando o jogo como perdido, o que só tornou a vitória mais saborosa. Mas, valha a verdade, como foi reconhecido por todos, podia ter caído para o lado contrário.

terça-feira, 20 de setembro de 2022

O regresso das modalidades


Autor: 8

Começaram este fim de semana dois dos principais campeonatos nacionais das modalidades de pavilhão, depois de se terem disputado as respectivas Supertaças e os Troféus Stromp.

Andebol

O andebol depois de ter vencido o Belenenses na meia-final por 38-24, perdeu a final da Supertaça para o Benfica num jogo muito emocionante por 43-45, após 2 prolongamentos, em que não começámos bem o jogo e no inicio da segunda parte chegámos a estar a perder por 9 golos, mas com um excelente final do período regulamentar conseguimos levar o jogo para os prolongamentos, onde acabámos por não ser felizes.

Na 1ª jornada do campeonato fomos a Setúbal derrotar o Vitória por 29-24, diferença bastante inferior à registada na conquista do Troféu Stromp onde o mesmo adversário foi batido por 37-24. Para a 2ª jornada do Nacional receberemos no próximo sábado o Marítimo e na terça feira 27 os dinamarqueses do Bjerringbro-Silkeborg para a qualificação para a Liga Europeia da EHF ambos no João Rocha.

Hóquei

O hóquei em patins começou com a disputa da Elite Cup em Tomar. Depois de no primeiro jogo termos vencido o HC Braga por 4-1, perdemos a meia-final com o FC Porto por 4-2, e fomos discutir o 3º/4º lugar com a Oliveirense em que ganhámos por 3-2. Entre a Elite Cup e o início do Campeonato disputámos com o SC Tomar o Troféu Stromp que vencemos por 6-3. O Campeonato começou da melhor maneira. Recebemos e vencemos o FCPorto por 4-2, num jogo equilibrado, resolvido nos últimos cinco minutos com golos de Platero e Toni Pérez. Importante esta vitória para um bom começo de campeonato muito difícil, com a 2ª jornada a termos como adversário o Benfica no Pavilhão da Luz.

Basquetebol

O basquetebol regressou com o Torneio de Lisboa. Um torneio sem sorteio, onde foi distribuído jogarmos com a melhor das equipas espanholas que nos visitaram, e onde a final seria disputada no Pavilhão da Luz. No primeiro jogo vencemos, no João Rocha, o Unicaja Baloncesto por 85-82 num jogo muito bom e muito disputado. A Final disputada no dia seguinte em casa do adversário, que tinha vencido uma equipa espanhola de nível inferior, terminou com a nossa derrota por 90-89 após prolongamento. 

Disputámos a seguir o Troféu Stromp onde a nossa equipa defrontou o Vitória de Guimarães, equipa bem arrumada e com uma excelente percentagem de lançamentos de 3 pontos, mas depois de um começo algo titubeante lográmos uma boa vitória por 106,91. No passado sábado foi disputada a Supertaça, onde num jogo sempre controlado, e dominado, pela nossa equipa respondeu o Benfica nos últimos minutos mas não conseguindo mais que reduzir a diferença no marcador, tendo terminado com a vitória leonina por 89-84, repetindo o êxito da Supertaça da época passada. 

O próximo jogo da nossa equipa será no Kosovo, com o KB Trepça, na próxima quarta-feira dia 28. O campeonato começa no próximo fim de semana, mas devido aos compromissos europeus de Sporting e Benfica, com quem jogamos na 1ª jornada no PJR, os jogos destas equipas nas 1ª e 2ª jornadas foram adiados e ainda não temos conhecimento das datas. Na 2ª jornada iremos a Albufeira jogar com o Imortal.

Futsal

O futsal disputou e venceu o seu Troféu Stromp num jogo algo complicado com o Portimonense por 5-4, ainda com os leões que fariam parte da selecção que tão brilhantemente venceu a Espanha na Finalíssima do futsal mundial, em Buenos Aires. Já sem os internacionais disputámos o Torneio Vila de Cascais onde fomos derrotados pelo Sp de Braga, vencedor do torneio, por 2-4 e derrotámos a Quinta dos Lombos por 5-4. 

Voleibol

O voleibol está atrasado. O campeonato só começa a 8 de Outubro, mas no passado sábado a nossa equipa disputou e venceu o respectivo Troféu Stromp defrontando a equipa espanhola do CV Melilla por 3-0.
O ténis de mesa também disputou e ganhou o seu Troféu Stromp vencendo a Novelense por 3-0.

segunda-feira, 19 de setembro de 2022

Leão que não morde acaba comido


No futebol como na selva quem não mata sujeita-se a ter uma vida curta. É o que aconteceu ao Sporting nesta edição da Liga, a morte precoce como candidato ao titulo deste ano. Só uma hecatombe generalizada e um resto de prova imaculada permitiria a ressurreição. 

Tal como no jogo com o Chaves, o Sporting dominou mas marcou menos que o adversário. E, tal como nos jogos anteriores, apesar de ter dominado o jogo (71% de posse de bola), teve apenas três (!) remates enquadrados, tantos como o adversário. Muito pouco para tanto domínio.  

À atenção de Rúben Amorim, que na conferência de imprensa referiu que temos que ser mais eficazes nas oportunidades criadas. Quais? A verdade é que criamos muito pouco perigo real para o domínio que exercemos.

sexta-feira, 16 de setembro de 2022

A selecção de todos eles

De forma completamente incompreensível do ponto de vista técnico e um erro crasso do ponto de vista "politico", os seleccionadores nacionais optaram por abdicar de jogadores do Sporting para representar a selecção nacional. 

Um, entre os muitos exemplos, é o caso de João Mário, pilar da equipa do Sporting que se sagrou campeã há duas épocas e que este seleccionar então optou por ignorar nas suas convocatórias. Ou estranho caso de Gonçalo Inácio, titular indiscutível há três épocas consecutivas mas com o triste pecúlio de QUATRO (!) internacionalizações sub-21. 

Ao contrário do que se pode pensar de forma primária, a não convocação para a selecção não é boa para descansar. Quando alguns dos nossos jogadores constantemente ignorados vêm os outros colegas ser chamados e a acumular internacionalizações (alguns deles só depois de sair do Sporting...) deve-lhes ocorrer que não só é mais difícil jogar no campo (veja-se o caso dos cartões amarelos, p.ex.) como também para a sua carreira pessoal. Parece ser essa a mensagem que os seleccionadores querem deixar, de uma forma cada vez menos subliminar.


quarta-feira, 14 de setembro de 2022

A noite da revolta dos mal amados


O Sporting de Amorim ofereceu-nos uma noite memorável, deixando para a história uma das melhores exibições de que tenho memória. Paciência, concentração, humildade, abnegação, entrega, eficácia, foram os ingredientes de um jogo a roçar a perfeição, coroando aqui e ali com pormenores deliciosos.  Isto perante uma equipa recheada de jogadores talentosos e um treinador permanentemente orientado para os resultados e que vem fazendo uma época prometedora. E um clube que investiu no reforço da equipa mais de cento e cinquenta milhões de euros.

Se dúvidas houvesse Rúben Amorim (e os seus jogadores, com ele) calou a boca aos que queriam a sua cabaça servida numa bandeja. Esta foi mais uma vitória de autor, como aliás têm sido as nossas conquistas desde que ele chegou. Talvez só ele acreditasse que isto seria possível há um par de meses atrás. 

Confesso ser precisamente os jogos da Liga dos Campeões aqueles que eu mais temia quando olhava para a época em frente. Sem Palhinha, Matheus Nunes e Sarabia não me parecia que estivéssemos à altura das exigentes tarefas que este grupo ia colocar. As limitações impostas por lesões diminuíam ainda mais as possibilidades. A resposta dada pela equipa à minha descrença é difícil de adjectivar. Que ela tenha sido carimbada na jogada final protagonizada Esgaio, Paulinho e Arthur, três jogadores escolhidos por Amorim, frequentemente injustiçados e por ele lançados no jogo é justiça poética. Inteiramente merecido o prémio para os quatro.

Agora que as emoções já estão próximas de serem refreadas, porque temos já de seguida que domar panteras aos quadradinhos, ocorre-me que não ganhamos nada, que ainda pode acontecer Sporting, tal como o Rúben Amorim tão bem lembrou (o ano passado começamos com duas derrotas, este ano, coiso...). Mas estaria a ser injusto com ele e com a equipa que tão bem tem orientado. 

Os resultados são o mais importante, mas não os conseguimos controlar. O que está sob nosso (dele) controlo é todo o processo com que se constrói uma equipa, se treina, se orienta e se extrai o melhor de cada um. E é aí que estou absolutamente tranquilo, mesmo quando discordo dele. É verdade que a vitória de ontem não nos deu nenhum título mas é sobre resultados assim, conquistados com este brilho, ante adversários poderosos, em competições com o alcance mediático da Liga dos Campeões que se constrói uma identidade vencedora. Ganhar também pode ser um hábito.

Um apêndice final: que os árbitros portugueses e respectivos dirigentes associativos e tutelares tenham visto este jogo para perceberem o que a função exige: maior descrição, maior humildade e maior acerto.

segunda-feira, 12 de setembro de 2022

O miúdo a quem tiraram a camisola: Indignação que não passa de uma farsa


O Sporting ganhou de forma absolutamente categórica ao Portimonense, tornando mais fácil o que parecia poder ser um jogo complicado. O adversário estava moralizado e nós vínhamos de um encontro extenuante, o que obrigou Rui Amorim a fazer algumas trocas nos jogadores titulares. Não é incomum assistir à perda de pontos na ressaca de um jogo europeu com estas características.  

Mas do fim-de-semana ressaltou um facto que está a merecer todas as atenções do mundo do futebol nacional. O caso do menino que foi obrigado a tirar a camisola no jogo Famalicão - Benfica. 

Não deixa de ser curioso que só agora um caso como este mereça esta projecção mediática quando não é inédito nem em Famalicão, nem nos estádios portugueses. Como o caso se tornou incontornável não falta quem venham hoje rasgar as vestes de indignação, como se o sucedido fosse inédito e não resultasse da incúria e desleixo em cascata: dos governantes, dos responsáveis organizativos até aos clubes. 


Todos eles se pronunciaram como se o caso fosse virgem e não tivessem directa ou indirectamente responsabilidades no assunto. Mas o acontece que não é embora venham todos agora, também em cascata, fazer de conta que estão surpreendidos:

O Secretário de Estado, João Paulo Correia disse "o que que se passou exige o maior protesto, e que as entidades envolvidas têm de prestar esclarecimentos pelo sucedido”.

O Presidente da Liga afirmou que “se queremos que o futebol seja uma festa para as famílias, temos de reflectir quanto ao significado de uma criança ser obrigada a despir a camisola do seu emblema pelo simples facto de estar numa bancada onde a maioria dos adeptos torce por outro clube. Não é este o futebol que queremos”.

O clube da criança, o SLB, veio dizer, entre outras coisas “Queremos um futebol diferente e todos temos de contribuir para isso”. Sim, esse mesmo clube cuja ilegalidade das claques continua saliente e cujos adeptos continuam em estádios e pavilhões a festejar, com assobios a imitar um very-light,  o pior acontecimento num estádio de futebol: a morte de um  adepto aos olhos dos seus familiares.

Todos os clubes desejam e proclamam aos quatro ventos que o futebol seja um espetáculo apelativo para os adeptos, de forma a que estes acorram aos estádios e estes se encham, reproduzindo os melhores exemplos conhecidos. Porém as praticas estão muito longe de conseguir resultados práticos satisfatórios. Tirando os jogos grandes e onde os três grandes acorrem, poucas vezes se registam bancadas cheias. Aliás, assiste-se agora ao triste fenómeno de se fecharem bancadas para que o acesso aos estádios seja apenas permitido aos associados do clube anfitrião e acompanhantes destes e à quota obrigatória de adeptos forasteiros, vedando-se o acesso aos lugares sobrantes. A imagem abaixo ilustra o estádio de Braga, quando da última recepção ao FCP, precisamente na casa do presidente do clube que vem pregando aos quatro ventos uma fórmula milagrosa para salvar o futebol português.... Aconteceu o mesmo aquando da visita do Sporting, recentemente.


No âmbito interno, também o Sporting precisa de reflectir sobre a presença dos seus adeptos em Alvalade. Tanto quando me apercebo, continuamos a ser o único clube com uma parte da sua bancada ( a sul) por preencher. As assistências previstas, de acordo com os bilhetes e gameboxes vendidos, ficam sempre aquém do esperado, como aconteceu esta semana, ao não chegarem a trinta mil o número de presentes, quando a expectativa apontaria para um número próximo dos quarenta mil. Ninguém, dos responsáveis aos adeptos, pode não deixar de se interrogar sobre o que se está a passar connosco, o que sucede em contra-ciclo com o momento.

quinta-feira, 8 de setembro de 2022

Wunderbar!


Noite para a história em Frankfurt. De um inicio que parecia confirmar os receios até dos mais confiantes,  a uma vitória de sonho, assim se escreve uma noite memorável pelos números e pelo ineditismo. À décima quinta partida ficou quebrado o enguiço.

De facto não podia ter começado pior. Aquele passe de Ugarte quase que nos punha em desvantagem logo no inicio da partida. E, como se não bastasse, porfiamos nos brindes e ofertas, confirmando uma tendência estranha deste inicio de época e que pode ser explicado como falta de confiança instalada pelos resultados adversos. Nesse sentido, uma vitória como a de ontem pode ser a vitamina que estava a faltar para voltarmos ao nível que desejamos e que esta equipa nos habituou nas duas épocas transactas. 

Hoje ninguém se lembra da falta de um ponta-de-lança mas sobretudo da ideia de que Rúben Amorim está ultrapassado e a sua tácita precisar disto e daquilo. Se há alguém que merece ficar registado na nossa história como aquele que derrubou a malapata dos jogos na Alemanha é ele. É uma vitória de autor, uma lição bem dada e que, infelizmente para nós, o coloca ainda mais na montra dos técnicos mais desejados.

Nada se consegue sem sorte, e ontem ela esteve lá quando foi precisa. Mas também é preciso qualidade e classe para os momentos decisivos. E essas foram também notórias tanto em Adán como em Edwards. Ou em Coates, Ugarte, Pote, Porro, Morita e Trincão. 

Desses e de toda a equipa há que destacar a classe de Edwards - um golo, uma assistência - que, apesar de não estar a jogar na posição onde se sente mais confortável, foi o nosso jogador mais perigoso e acutilante. 

Ao seu lado fica bem Ugarte com uma exibição marcada por algumas acções desastradas e outras coroadas pela excelência. Foi o jogador da noite da Liga dos Campeões com mais desarmes (10). Mas não só. Segundo dados Goalpoint, o uruguaio teve 14 recuperações de posse, dez acções defensivas no meio-campo contrário e dez desarmes, todos máximos do jogo. Somou ainda quatro intercepções (segundo valor mais alto), três bloqueios de passe, completou as três tentativas de drible e registou o máximo de acções com bola (95). Wunderbar! (maravilhoso). Tal como a vitória alcançada. 

Foto: Sapo Desporto

segunda-feira, 5 de setembro de 2022

Na linha da recuperação a Liga dos Campeões chega cedo


A vitória do Sporting no Estoril foi categórica e parece ter devolvido a equipa a uma normalidade a que nos habituamos a reconhecê-la. 

Muito interessante a estreia a titular de St. Juste que, juntamente com Matheus Reis, emprestou novas possibilidades à forma como construímos o nosso jogo. Muito acerto no passe e um golo que acabou por obrigar o adversário a dar mais espaço nas costas, o que acabou por ser determinante para o golo de Edwards, em mais uma assistência soberba de Pote. Uma primeira parte digna do Sporting que gostamos de ver jogar.

Muito diferente seria a segunda parte. Rúben Amorim prefere assumir o controlo dos jogos quando o resultado nos sorri a ir à procura da ampliação do resultado, preferindo a segurança e a gestão do resultado a arriscar perder os equilíbrios. O adversário não teve um único remate enquadrado com a baliza de Adan, uma imagem suficientemente eloquente do que foi o jogo.

Ainda assim é importante notar o elevado número de erros individuais sem que estes tenham resultado de acções do adversário. O que parece ser um sinal claro de que os resultados negativos recentes podem ter afectado a confiança dos jogadores, o que é de todo natural.

Nesse sentido o próximo compromisso - o jogo com o Eintracht de Frankfurt - talvez chegue um pouco cedo no calendário. Seria preferível que estes compromissos de superior nível de exigência se atravessassem o nosso caminho numa fase em que a confiança estivesse num nível superior. Foi visível este fim-de-semana que o adversário, que é nada mais nem menos que o titular da Liga Europa do ano passado, está muito bem apetrechado e que o mau inicio de época parece estar ultrapassado. 

Para sair com vida da Alemanha (leia-se com ponto(s) o Sporting vai ter que correr muito, correr bem e sobretudo saber sofrer. Lindstorm, Gotze e Kamada a servir Kolo Muani, parecem comboios de alta velocidade. Um meio campo a dois, a pressão alta, com a equipa com as linhas e as trocas de bola no ataque móvel do jogo com o Estoril têm tudo para ser mel para as transições ofensivas dos alemães. As falhas individuais serão seguramente punidas com elevado requinte de crueldade.

sexta-feira, 2 de setembro de 2022

A pior aquisição deste mercado


Terminou de forma estranha, para não dizer bizarra, o mercado de verão. O velho Sporting está de volta, o Sporting Vintage, o Sporting do excesso de ruído, dos especialistas e tudólogos. Um velho Sporting também que regressa, que andou nas casernas a disfarçar o incómodo de ter que engolir o sucesso, apesar dos vaticínios (ou desejos?) diários da horror, da tragédia, do insucesso. Aqueles a quem o título custou um sorriso amarelo regressaram em força. Esta foi a pior aquisição do mercado, estou certo.

Parece já longínquo o tempo do "onde vai um, vão todos". E é bom lembrar por onde tudo começou: na liderança. No caso mais concreto, em Rúben Amorim. Ora é precisamente na liderança que o mercado falhou, sobretudo após a venda de Matheus Nunes. Não peçam aos adeptos para ser racionais quando de cima a racionalidade pareceu ter entrado férias. Há muitas decisões incompreensíveis, tais como:

- O timing da venda de Matheus Nunes, na véspera do clássico. É certo que compra, manda, mas a cartada da cláusula de rescisão poderia ter sido jogada? Havia cláusulas obrigatórias de venda mediante determinados valores?

- O tempo e a forma como Matheus Nunes foi substituído. Para muitos o tempo despendido na aquisição representou impreparação, incúria. Quanto a mim demonstra como a saída do jogador também apanhou desprevenida a SAD e não apenas o treinador, a avaliar pelo trabalho feito desde janeiro e mesmo até desde o ano passado. A escolha por uma promessa de jogador (Sotiris) ao invés de "um valor seguro" representou uma decepção, por representar um claro declínio de qualidade do plantel, sobretudo se somado a outras saídas importantes.

- A azia de Rúben Amorim deixou transparecer talvez a primeira brecha nos alicerces da nossa competitividade: comunhão de ideias e de estratégia entre o triunvirato do sucesso: Varandas / Viana / Amorim. Desde então saltaram da tumba todos os zombies, a explorar as mais estapafúrdias teorias da conspiração, conforme a preferência de cada um.  Toda a gente de repente tem fontes, mesmo que as afirmações não se confirmem. "A culpa é do Varandas, que não lhe dá o que quer", "o Amorim que se deixe de amúos", "o que anda lá a fazer o Viana?", etc, etc. As afirmações recentes de Varandas e Amorim levam a crer que as diferenças de opinião terão sido sanadas ou os superiores interesses prevaleceram.

 - A história de "um ponta-de-lança para concorrer com Paulinho" vai marcar a passagem de Rúben Amorim pelo Sporting. Também aqui à teorias conspirativas para todos os gostos e necessita de um esclarecimento que os adeptos entendam. É que é difícil de entender porque é o Sporting só tem Paulinho para o lugar, parecendo que o Sporting quer mais uma vez ser pioneiro sem que se percebam as vantagens. O argumento de que "não há dinheiro" é difícil de invocar quando se gastaram mais de 40 milhões de euros em aquisições, algumas delas redundantes quando outras demonstram claras carências. Tenho  muitas dúvidas da eficácia do "ataque móvel" o qual, sem Sarabia, parece desprovido de poder de fogo.

- Um aspecto menos importante mas não de descurar, tem a ver com a gestão de expectativas. O Sporting cresceu nestes últimos dois anos em organização e competitividade, criou outras responsabilidades até mesmo a nível internacional, com a qualificação pouco provável mas merecida para a fase a eliminar da Liga dos Campeões. A mobilização dos adeptos é notória. Mas como seria agora a venda das Gameboxes, após este mercado?

Do ponto de vista do reforço do plantel a impressão que fica é que, no cômputo geral, este mercado foi uma oportunidade perdida, com uma clara descida da qualidade do plantel e das soluções à disposição de Amorim.  Só os resultados ajudarão a desmentir a impressão generalizada. Que seja já hoje no Estoril.

Nota importante: independentemente da impressão de cada um é lamentável o que foi dizendo de alguns dos jogadores contratados, alguns dos quais nunca viram jogar.

terça-feira, 30 de agosto de 2022

Quem é Sotiris Alexandropoulos


Sotiris Alexandropoulos é um médio de 20 anos, tem 77 jogos realizados pelo seu clube de origem e conta com cinco internacionalizações “A”.

Desde que o seu nome foi associado ao Sporting muita coisa foi dita a propósito do jogador, tendo-se instalado a dúvida sobre qual a posição onde o grego deverá encaixar: é um "6" ou um "8". Essa dúvida está longe de estar esclarecida e provavelmente só Rúben Amorim ajudará a esclarecer. Se está ou não pronto para assumir a titularidade foi outra das dúvidas levantadas a que só o tempo clarificará.

Ao contrário do que se vai vendo nas redes sociais, onde parece que toda gente seguiria o jogador, a equipa e o respectivo campeonato, nunca tive a oportunidade de o ver jogar e os resumos do Youtube não servem de muito. Daí que tenha resolvido consultar alguma da informação disponível de sítios que merecem credibilidade:

Football Talent Scout:

"Regista" é um termo usado para descrever um meio-campista profundo que dita o jogo através do uso de passes, retenção de bola e drible. A Regista atua na frente da defesa, mas tende a se concentrar no aspecto criativo de seu jogo em vez de defensivo, isso permite que o regista dite o ritmo do jogo e orquestre o jogo de fundo.

Sotiris Alexandropoulos, é um futebolista grego de 19 anos que joga no Panathinaikos. É um jogador muito positivo, faz muitos passes progressivos e só joga a bola para trás ou para os lados em situações em que não há outras opções. Particularmente, ele gosta de jogar uma bola longa por cima do defesa para os alas que se aproximam. Essa capacidade de alternar o jogo em espaços é uma reminiscência de Xabi Alonso e outros "Regista" do passe. Além de sua capacidade de passe, ele tem uma boa ética de trabalho, muitas vezes ele gira em torno do coração do meio-campo e recupera a bola, tem um ótimo cérebro futebolístico e pode antecipar os passes do adversário e recuperar a bola com frequência, seja é através de uma intercepção ou um tackle. 

Uma das suas atuações mais notáveis ​​foi contra o PAOK, onde desempenhou um papel fundamental na vitória do Panathinaikos por 3 a 0, ele acertou 27 de seus 31 passes tentados, venceu 11 de seus duelos e fez um total de 5 recuperações, o que é muito impressionante para um jovem de 19 anos contra uma das melhores equipas da Grécia. 

Embora Sotiris tenha assinado um novo contrato com o Panathinaikos em maio deste ano até 2024, não seria surpreendente se ele chamasse a atenção de alguns dos principais times da Europa, ele definitivamente tem qualidade para dar um passo para uma liga com maior qualidade de futebol.

 

Proscout:

Médio defensivo diferenciado e com uma margem de crescimento elevada. Costuma jogar em duplo pivô, mas pode actuar também sozinho, fazendo a posição 6. Capacidade para construir o jogo da equipa, conseguindo assumir a 1ª fase de construção ou em zona mais adiantada. Demonstra um bom conhecimento tático, aliando a um bom posicionamento. A visão de jogo e o passe são elementos fundamentais no seu jogar.
 
Sotiris Alexandropoulos não deve demorar muito tempo a dar o salto para um campeonato de topo na Europa. É um médio com características muito interessantes, com apenas 19 anos de idade é titular na Liga Grega e já foi chamado à Seleção A da Grécia.
 
Pontos fortes:
- Visão de jogo
- Passe
- Conhecimento táctico
 
Pontos fracos:
- Decisões
- Jogo aéreo

Adicionalmente recorri a uma entrevista a um jornalista grego (Giannis Chorianopoulos, do  Sportime.gr ) editada num site ligado ao Milan em novembro de 2021, uma vez que o jogador foi diversas vezes observados pelo clube italiano (Paolo Maldini e Ricky Massara):

O Milan esteve ligado a Alexandropoulos nas últimas semanas. Qual é o histórico do jogador e quão rápido foi sua ascensão?

“Ele atuou no Panathinaikos há três temporadas (2019-20), mas teve muitas aparições na última temporada, sendo um jogador fundamental para o time. Infelizmente, para ele, o Panathinaikos – um grande clube grego – não está em seus melhores anos de sua história. “Mas Sotiris é um jogador que se destaca. A temporada passada foi a sua melhor e também esta temporada é (quase) titular para o seu clube. Ele também tem uma aparição com a seleção principal da Grécia. ”

Na sua opinião, qual posição ele joga melhor?

“Esta é uma das vantagens dele. Ele pode jogar como um '6' ou como um '8'. O que quer que seu gerente queira. Vimo-lo a jogar como médio-defensivo ou como médio-central a carregar a bola e a passar para os jogadores que estão à sua frente”.

Quais são os pontos fortes e fracos de Alexandropoulos? Existe algum jogador com quem você o compararia?

“Ele pode defender muito bem, ele pode passar a bola. Ele tem 1,86m de altura com bom controle de bola. Ele é fato, pode seguir o adversário com ou sem bola.
“Fraqueza: como todo jogador da sua idade (20), deve trabalhar a tática. Também algumas vezes ele perde posição no campo. Como jovem jogador, ele tem alguns espaços vazios no jogo, como não seguir o fluxo de uma partida. Mas esta é uma fraqueza de sua idade mais. Digamos que ele me lembra Declan Rice (estilo de jogo mais quando defende) ou Thomas Delaney (ex-BVB) do Sevilla, mas é claro que não podemos compará-los.”

Ele tem potencial para se tornar um jogador de ponta na Europa?

"Com certeza. Mas ele tem que se transferir para conseguir isso. Ele tem que trabalhar melhor, mais duro, especialmente nas táticas.”

Ele está pronto para dar o salto para um clube como o Milan e você está surpreso com o link? Algum outro clube está interessado?

“Acho que ele está pronto para mudar para uma liga melhor, com certeza. Não foi uma surpresa porque o Panathinaikos é um grande clube e cada jogador que se destaca pode atrair, olheiros, clubes etc. Sim, existem 2-3 clubes que estão interessados ​​nele. Quanto ao interesse do Milan, nossa informação é que, por enquanto, eles o observaram por duas partidas.”

Finalmente, que tipo de avaliação você diria que Alexandropoulos tem?

“O Transfermarkt o avalia em € 1,8 milhão, mas não acho que o Panathinaikos aceitará nada menos que € 3,4 milhões.”


retirado do zerozero.pt
https://www.zerozero.pt/news.php?id=383126

segunda-feira, 29 de agosto de 2022

Dia de reflexão


Hoje é segunda-feira, a derrota contra o Chaves em casa - que só surpreenderá quem não viu o jogo - já está atrás dois dias. O tempo suficiente para que os espíritos serenem, dando lugar à reflexão necessária de forma a responder às perguntas / dúvidas que se instalam à medida que os jogos se sucedem. 

Essas perguntas devem ser colocadas ao triunvirato que governa o futebol do Sporting - Frederico Varandas / Hugo Viana / Rúben Amorim - com os bons resultados que se conhecem (e que parecem estar esquecidos de muitos...) e que mudaram a história recente do clube. Nessa história não se incluem apenas os títulos conquistados mas também o orgulho dos adeptos ao sentirem que a equipa do Sporting os representa e o respeito e o temor dos adversários pela forma como nos enfrentam e falam de nós. 

Isto dito, torna desde logo a primeira pergunta a mais importante e a mais necessária:

- Como está o entendimento entre as mais altas patentes do nosso futebol? 

A resposta a esta pergunta é talvez a que os adeptos mais anseiam, pois foi a comunhão de ideias e estratégia uma das principais razões do nosso regresso às vitórias. É nas dificuldades que se conhece a cepa de que são talhados os líderes e é deles que se espera agora as respostas.

Mas há mais:

- Este plantel tem o número suficiente de jogadores para enfrentar os compromissos em todas as frentes onde o Sporting está?

- Este plantel tem o número suficiente de jogadores com a qualidade necessária?

- Este plantel é suficientemente equilibrado em todas as posições (desejavelmente 2 por lugar)?

- Os jogadores titulares que saíram (Palhinha, Sarabia, Tabata e Matheus Nunes) foram devidamente substituídos? 

- A ideia de um ataque móvel é possível com os actuais jogadores disponíveis como foi com Sarabia, um jogador experiente, eficaz a finalizar quer na proximidade da baliza, quer na meia-distância? Depois de duas amostras positivas (3 golos com Braga e Rio Ave) ficam dois enormes zeros, com muitos golos falhados mas também uma gritante falta de presença na área.

- Esta solução com estes jogadores é a que melhor aproveita as suas características? É que retirar Edwards da direita é tira-lo do lugar onde demonstrou melhor rendimento e que fez despertar o apetite do... Sporting. E Trincão também não parece estar muito confortável, ou por não ter a lição muito bem estudada ou esta devidamente compreendida.

- Paulinho como único "9" é para continuar, isto depois de no ano passado ter sido identificado como uma necessidade a existência de alternativa, com a contratação de Slimani? Correu mal, como sabemos (e o jogador fez questão de deixar claro este fim-de-semana que foi um equívoco) mas a necessidade permanece por resolver. 

- Até quando Coates a servir de "9"?  A solução milagrosa do ano do título já não funcionou o ano passado. E pior, como agora se viu com o Chaves, a equipa abandona os seus melhores princípios, para os quais deve treinar durante a semana, para procurar o capitão. Os resultados são os conhecidos. Perder é sempre mau, mas perder porque abdicas da tua identidade é ainda pior.

- As últimas declarações de Amorim afastaram-se do registo que nos habituou. Na última conferência de imprensa deixou-me preocupado,  ao afirmar que não mudaria mesmo que perdesse "n" vezes. Ainda que possa ser consequência de um mau resultado, não deixa de ser preocupante que Rúben Amorim coloque a possibilidade de não se questionar ante uma série de maus resultados. Uma derrota pode ser casual, uma série delas é normalmente fruto de más opções, más estratégias. E neste momento tem já razões de sobra para se questionar, que fará se perdesse três jogos seguidos...

sexta-feira, 26 de agosto de 2022

O regresso de Eric Dier a Alvalade em tempo de estreias


O sorteio para fase de grupos da Liga dos Campeões marcou o reencontro com Eric Dier em Alvalade, com adversários que se estreiam no caminho do Sporting. Tottenham, Eintracht de Frankfurt e Marselha estão entre nós e o apuramento tão desejado para pelo menos a fase seguinte da competição. 

Para contrariar a ideia de que tivemos sorte, convém lembrar que os alemães são os actuais detentores da Liga Europa, o poder do Tottenham que o coloca no grupo dos actuais segundos classificados da Premier League, depois do quarto lugar do ano passado e que o Marselha teve arranque igualmente auspicioso na Ligue 1.

Perspetivam-se grandes noites em Alvalade, recebendo equipas onde pontuam grandes jogadores como o "nosso" Dier, Son, Kane do Tottenham de Conte, Trap, Götze, Borre do Eintracht de Glasner ou Guendouzi, Sanchez e Gérson do Marselha de Tudor. Curiosa coincidência de todas as equipas jogarem preferencialmente em 3x4x3, tal como nós fazemos desde a chegada de Rúben Amorim. 

Sendo verdade que não nos calhou nenhum dos predadores indesejados como Bayern e os melhores da Premier (Manchester City, Liverpool e Chelsea) os nossos adversários estão longe de nos permitir encomendar foguetes ou marcar hotel e viagens seja para os oitavos-de-final, seja para a continuidade na Liga Europa. Também não é menos verdade que, sendo o primeiro lugar do grupo pouco provável, uma actuações compenetradas e com o indispensável sal da sorte tornam perfeitamente possível seguir em frente. 


Imagem JN

segunda-feira, 22 de agosto de 2022

E se corre mal?


O que podia correr mal, correu mesmo muito  mal no clássico do passado sábado. Poderíamos ter marcado primeiro e acabamos por sofrer logo de seguida. E algo semelhante haveria de ocorrer até ao jogo chegar o ao final com um resultado demasiado pesado para nós e lisonjeiro para o vencedor. O futebol, pelo menos o que se joga no campo, ainda é um jogo e há muitos imponderáveis e aleatoriedade que o tornam imprevisível. É por isso que continua a arrastar multidões e a muita da razão da sua popularidade. 

Saber aceitar esta característica quando ela nos é desfavorável é também saber merecê-la quando a corrente é a nosso favor. Aceitá-la é saber merecer a sorte que tivemos em diversos jogos do ano em que fomos campeões, como por exemplo naquele que me parece ter sido o jogo do título, em Braga. 

O facto de no clássico passado o Diogo Costa ter sido o melhor em campo deveria fazer reflectir os adeptos antes de  decidirem bater tudo o que mexe e embarcar em catastrofismos. Apesar do resultado adverso, o nosso desempenho foi bem melhor do que o último jogo ali realizado por nós, o ano passado.

Isso não invalida a reflexão sobre o que correu mal. E, na semana que antecedeu o clássico, foram várias as coisas que correram mal:

- Amorim atirou-se para uma zona fora de pé na conferência em que deu como certa a permanência de Matheus Nunes e a ideia de que "não há um euro mais". Ainda que não tenha faltado à verdade - certamente que SAD e jogador o haviam deixado tranquilo relativamente à permanência - esqueceu-se da velha máxima de Pimenta Machado, ainda mais quando o assunto envolve dinheiro e somas consideráveis. Também não faltou à verdade quando diz que "não há um euro mais". Os orçamentos são para cumprir. Mas também isso é volátil enquanto a janela de transferências está aberta. E foi descuidado ao usar uma expressão passível de interpretações literais, como foi o caso. Justifica-se neste caso maior descrição, como o futuro imediato acabaria por provar.

- A SAD aceitou passivamente Amorim como seu porta-voz em assuntos relativos ao mercado e até mesmo em matérias financeiras. Pela primeira vez ficou claro que tal deve merecer melhor reflexão. Nem Amorim deve ficar tão exposto, nem uma sociedade cotada em bolsa deve tratar estas matérias com a ligeireza de "não há um euro" ou "vendemos para cobrir necessidades básicas". Os adeptos inclusive ficaram a necessitar de alguma informação. E ela é necessária para evitar especulações e aproveitamentos mal intencionados e perniciosos.

- O negócio do Tabata tornou-se incompreensível tendo em conta o valor e o tempo em que foi realizado.*

- A saída de um jogador com a importância de Matheus Nunes na véspera de um clássico nem sequer é inédita, mas revela não ter sido devidamente preparada. Com a saída de Palhinha e a lesão prolongada de Daniel Bragança a necessidade de um jogador para aquela zona do terreno já se justificava, com a venda tornou-se dramática. No jogo do clássico, com os dois médios amarelados (e Ugarte foi-o muito cedo) o nosso meio campo ficou "fofinho", sem que Amorim pudesse fazer alguma coisa para alterar os acontecimentos. A ida agora ao mercado vai ser mais dispendiosa porque nos vai ser cobrada a urgência, a necessidade e os "bolsos cheios".

- Estamos tão bem habituados estes últimos anos à ausência da cacofonia e imprevisibilidade que este momento acabou por cair com algum estrondo no seio dos adeptos. E, apesar das queixas que se podem invocar noutras alturas, não foi a comunicação social que inventou o caso. O regresso a algum recato e maior articulação entre as partes não fará mal nenhum aos nossos corações já habitualmente descompassados. 

*editado depois do post original

sexta-feira, 19 de agosto de 2022

No Porto, de corda ao pescoço?


Como é óbvio o Sporting ficou com possibilidades mais reduzidas com a saída de Matheus Nunes. Pela surpresa e rapidez (pelo menos para a opinião pública) com que o negócio foi feito. E como era importante poder contar com os melhores no clássico de amanhã!

No imediato a saída de Matheus Nunes não só tem impacto na formação inicial como condiciona as acções do treinador no decurso do jogo, uma vez que não há ninguém ao nível de Morita ou Ugarte, caso seja necessário recorrer ao banco por necessidade ou opção. E os clássicos são por norma disputados com grande intensidade física, por vezes com consequências disciplinares e sabemos bem com que critério  costumam os lances costumam ser ajuizados. No futuro, a menos que o jogador seja bem substituído no plantel - o que só parece ser possível com recurso ao mercado - o Sporting com a dupla saída de Palhinha e Matheus Nunes e a lesão prolongada de Daniel Bragança fica em desvantagem evidente relativamente aos seus rivais directos.  

Feitas as devidas considerações não me parece que se justifique entrar de corda ao pescoço no Dragão. Matheus Nunes foi vendido mas podia ter-se lesionado, como aliás sucedeu já com vários jogadores este ano, e Rúben Amorim seria na mesma apanhado de surpresa e na mesma teria que reinventar a estratégia, a equipa e o plantel. E o Sporting teria igualmente de apresentar no clássico com ambição de ganhar o jogo. Porque é o Sporting!

terça-feira, 16 de agosto de 2022

Sobre Matheus Nunes, a pergunta que mais interessa

Foto: Rodrigo Antunes/Lusa
Parece praticamente fechada a saída de Matheus Nunes para o Wolverhampton. Indiscutivelmente uma surpresa a escolha do seu destino, depois da primeira rejeição, quando o West Ham parecia ser uma opção mais atractiva. O que terá mudado? Seguramente os números cantados ao ouvido do jogador. Foi por aí que o negócio se fez agora.

Muitas considerações poderão ser feitas sobre esta transferência - farei as minhas abaixo - mas a questão mais importante que agora se coloca é esta: quem para o lugar de Matheus Nunes? No imediato Amorim terá que a solução dentro dos jogadores actualmente disponíveis no plantel. No futuro próximo, e até que o mercado encerre, o recurso ao mercado parece de todo inevitável. Mas não necessariamente para o lugar de Matheus. 

Neste momento o Sporting tem 2 jogadores capazes de desempenhar o lugar de "8", como Morita e Ugarte, mas o mesmo não se poderá dizer do "6", posição deixada orfâ com a saída de Palhinha. A solução poderia passar por aí, resultando no maior equilíbrio, com um jogador mais posicional que os que actualmente estão no plantel.Não surpreenderia também que um outro avançado pudesse chegar, embora tal não pareça ser uma prioridade para o treinador, a avaliar também pelo discurso recente. 

Hugo Viana vai ter trabalho extraordinário, o scouting do Sporting tem aqui uma palavra a dizer, mas a decisão ou decisões são de Rúben Amorim e não será a falta de "um euro" a obstar. Mas como estará a disposição do treinador depois de perder talvez o seu jogador preferido? Aqui está outra pergunta cuja resposta vale mais de um milhão.

Relativamente ao que se sabe do negócio até ao momento:

- Os valores envolvidos tornam a venda irrecusável. É ainda cedo para avaliar se é "aquela venda", isso depende do trajecto que Matheus venha a fazer, mas é a segunda melhor venda.

- O timing é péssimo por ser antes do clássico do fim-de-semana. Pela saída de um jogador considerado fundamental pelo treinador. Mas talvez mais ainda pela instabilidade e ruído que introduzem, às quais os jogadores, mesmo em ambiente protegido, não são imunes. 

- Nestas alturas os adeptos são muito dados a saudosismos e tremendismos. Nós, particularmente. Lembro porém que as exibições de Matheus Nunes o ano passado nos clássicos estava no Sporting e perdemos e empatamos na mesma e a as suas exibições deixaram muito a desejar. Matheus Nunes é um bom jogador mas não é um jogador acabado e tem muitas limitações por limar. As exibições este ano na pré-época, com as equipas mais poderosas assim o dizem, tais como as do ano passado frente aos adversários mais difíceis.

- Para Matheus Nunes é uma boa saída. Vai para um clube cujo treinador o conhece e desejou, capaz de lhe apurar as faculdades e limar as imperfeições. O clube não será o mais luzidio mas até por isso disporá de mais espaço e menos pressão para se afirmar. E sobretudo mais tempo de jogo útil, fundamental neste que parecer ser um estágio para outro escalão, mais forte, mas também mais exigente. Boa sorte Matheus, tens feito por a merecer!

Nota: Muitos dos que se riram de Varandas quando ele afirmou que Matheus pagaria Amorim são os que agora choram porque o jogador sai em saldo. A verdade é que paga Amorim, Paulinho e uns quantos mais. O tempo é mestre.

segunda-feira, 15 de agosto de 2022

Três pontos no Pote.

Duas jornadas, duas vezes três golos em cada jogo. Com Paulinho primeiro e sem Paulinho depois.  Em ambos os jogos a produção ofensiva teria dado para construir resultados mais dilatados e em ambos houve momentos de elevada nota artística, sendo que no jogo com o Rio Ave foram obtidos golos de grande qualidade quer do ponto de vista da execução individual, quer do desempenho individual.

Pelo que a segunda jornada nos disse, o Sporting é, ao momento, uma equipa equilibrada, com rotinas de jogo já bem assimiladas e com os novos jogadores - como Trincão, p.ex. - já melhor integrados e mais próximos do desempenho que deles se espera. O campeonato é longo e a procissão ainda nem saiu para o adro e, pelo que se viu pelo desempenho dos nossos rivais, a competição a sério impôs, com naturalidade, uma realidade bem diferente dos jogos da pré-época. Apesar de parecer que há quem goste de viver do agoiro no drama permanente o Sporting fez, ante o Rio Ave, uma demonstração de saúde. Vamos ver os resultados do próximo check up, desta vez com elevado grau de exigência, da próxima jornada, no complexo de piscinas do Dragão. 

Destaques para a segurança defensiva, secando completamente qualquer veleidade a um Rio Ave ainda de caudal muito baixo e para as exibições individuais de Pote pelos golos marcados e para as assistências magistrais de Edwards e Trincão.


sexta-feira, 12 de agosto de 2022

Uma alternativa para Paulinho


Não sei se é ou não verdade que Amorim não quer mais um avançado - além de Viana, Amorim e Varandas, será que alguém sabe? - mas  parece-me óbvio que o Sporting deveria ter um suplente para o Paulinho. Pelas lesões, pelas baixas de forma, pelos castigos e pela concorrência. 

Devemos muito a Rúben Amorim mas aqui ele expõe-se desnecessariamente quer do ponto vista técnico (fica obrigado a mudar de modelo sempre que não possa contar com Paulinho) quer do ponto de vista público - embora ele se esteja a marimbar, como é fácil perceber.

Ninguém tem sempre razão e, a ser verdade que é ele, Rúben Amorim, que não quer, neste caso não só não tem razão como não está a ser razoável.

Vamos ver o que acontece até ao fecho do mercado, mas seja como for não será em peditórios nas redes sociais por jogadores que a decisão será ou não tomada. A moda é agora Navarro, como o ano passado foi Slimani, com os resultados que se sabe. Amorim certamente que também aprendeu alguma coisa com esse episódio.

quarta-feira, 10 de agosto de 2022

No futebol português só o descrédito e a vergonha é que não prescrevem


Gostava de acreditar que a prescrição do processo contra o apoio ilegal às respetivas claques por parte do SLB se deveu apenas à incúria e incompetência de quem enferma as organizações que tutelam o futebol nacional. Mas não consigo ter dose de inocência suficiente - teria que ser elevada - para não acreditar que, mais uma vez, os interesses e os jogos de bastidores prevaleceram sobre o apuramento da verdade e da justiça desportivas.

O desfecho que agora se conhece já há muito que vinha sendo antecipado na comunicação e redes sociais, pelo que o CD da FPF e a Comissão de Instrutores da Liga podia agora poupar-nos ao número indecoroso de passa culpas que se assistiu quando a noticia foi conhecida. A prescrição de um processo é pelo menos um sintoma de incapacidade e desleixo que deveria fazer corar de vergonha todos os envolvidos e dá uma perspetiva muito sombria das instituições. 

Tal deveria corresponder a um sobressalto suficiente por parte dos dirigentes de ambas as instituições, levando ao apuramento exaustivo de responsabilidades. Algo que sabemos não vai suceder porque tal poderia corresponder à abertura de portas de armários cheios de esqueletos e alguns cadáveres recentes já em decomposição. É esse cheiro nauseabundo de suspeições infindáveis, de casos burlescos e enchem de ridículo os responsáveis e que torna irrespirável o futebol português.

terça-feira, 9 de agosto de 2022

Bem prega Salvador


 In Diário do Minho:

"No passado dia 12, o SC Braga apresentou um documento – “Reflexão e propostas sobre o presente e o futuro do futebol português” – em que defendia uma reformulação urgente dos quadros competitivos para tornar o futebol português mais competitivo e sustentável, tendo prometido, na altura, apresentar as propostas à Liga, Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e ao secretário de Estado da Juventude e Desporto."

Ora este mesmo senhor que defende um modelo mais competitivo e sustentável para o futebol português é o mesmo que no jogo com Sporting no passado domingo, e num comportamento que vem sendo habitual com outros clubes, prefere manter mais de meia bancada fechada a vender bilhetes a adeptos que não sejam sócios do seu clube ou acompanhados por estes.

Parece que falta alguma coerência ao sr. Salvador, porque o futebol ainda é um jogo de e para os adeptos e tal, mais do que bonitas intenções em documentos para "inglês ver", deveria ter uma correspondência prática.

O que o sr. Salvador quer é juntar-se aos 3 grandes e com eles desfrutar de receitas e audiências que infelizmente a cidade e região de Braga não parecem interessadas em oferecer. Um problema que o vizinho Vitória não tem, uma vez que, mesmo sem os resultados do SCB, tem sempre o seu estádio bem composto e, nos jogos com os três grandes completamente cheios. 

O que aqui é dito para o Sr. Salvador é válido para todos, incluindo o meu clube. O respeito pelos adeptos é fundamental para que o futebol não perca a última ligação que tem com as pessoas reais, o povo, onde teve origem e se torne definitivamente numa indústria para milionários brincarem ao Futebol Manager.


segunda-feira, 8 de agosto de 2022

Quando as vitorias são de todos e as derrotas só de alguns


Há quem tenha tido que engolir o Rúben Amorim primeiro e o título depois. Quem se tenha então juntado à festa de sorriso amarelo e semblante carregado, com o mesmo à vontade de um gato dentro dum balde de água. São eles que agora vêm, ufanos pedir a cabeça de primeiro de Amorim e depois o resto, que sabemos muito bem quem e o que é. Tudo isto à primeira jornada, depois de um empate que, sem qualquer dúvida, sabe a uma derrota amarga. 

Eis que regressa o Sporting saudoso dos gloriosos 6 campeonatos em 50 anos, pontuado por imensos terceiros e quartos lugares, em que jogávamos como nunca e perdíamos como sempre. Um Sporting que não consegue perceber quanta da distância que encurtamos num curto espaço de duas épocas. Não está, nem nunca poderá estar, em causa o direito à critica ou à discordância. Está, isso sim, a vontade de querer o "quanto pior melhor" com objectivos que estão à vista e são do conhecimento de todos. 

Qualquer resultado em que o Sporting marque três golos e não ganhe ao Braga é obviamente criticável. O Braga não tem a força de nenhum dos nosso rivais e não é nenhum Manchester City daí que, mais do que a critica sobra-me a preocupação. Um dos esteios da nossa caminhada para o título foi precisamente a segurança defensiva mas desde o ano passado que essa já viveu melhores dias. 

Hoje é fácil crucificar o Esgaio mas qualquer jogador pode ser batido daquela forma se não tiver o devido apoio e o Sporting, a jogar com cinco homens na última linha, no momento defensivo, tem de ter muito mais largura e, sobretudo, ser muito mais solidário. Infelizmente depois, no centro da defesa, St. Juste e Coates também foram batidos pela velocidade do lance, não acautelando a posição do avançado bracarense. Já antes Nuno Santos (será a escolha ideal em jogos de maior dificuldade?) se tinha esquecido de apoiar Inácio e Banza beneficiou de facilidades que não vai dispor muitas vezes a este nível. Mas o problema está longe de ser um individual, infelizmente. Porque bastaria então trocar de jogador. Mas uma equipa que, durante o jogo de ontem, tem vinte e sete perdas de bola no último terço não só "está a pedi-las", como tem um sério problema para resolver.

Uma coisa é certa e sempre será: a vitória foge dos que medricas, dos que vacilam às primeiras dificuldades. As derrotas como o empate de ontem ajudam a definir com quem se conta e nesses seguramente que não estão os que estão sempre em cima do muro a agoirar a desgraça.

domingo, 31 de julho de 2022

Francoamente!


A lesão de Adán, que o afastará pelo menos dois meses (!) foi a bomba que caiu na véspera do jogo de encerramento da pré-temporada. Com um calendário altamente exigente para os primeiros meses, com jogos importantes (são todos, afinal) e que provavelmente terão peso na definição da temporada, ficamos sem uma das peças basilares para a consistência e segurança da equipa. No lote de guarda-redes sobram agora elementos sem qualquer experiência ao mais alto nível, com a titularidade a ser entregue a Franco Israel. 

Do pouco que se viu até agora a única conclusão que se pode tirar até agora é que ainda não foi posto à prova o suficiente para se tirar conclusões definitivas. Isso é o mesmo que dizer que a nível defensivo os processos estão consolidados, apesar de este ou daquele erro individual fazer com que tenhamos sofrido mais golos do que provavelmente se esperaria.

Do lado dos golos marcados é que o pecúlio não tem saído do quarto minguante. Os dezassete golos marcados, que dão uma média de 1,55 golos / jogo podem ter explicação na qualidade dos adversários escolhidos. Mas a produção atacante e sobretudo a exposição da equipa aos adversários, revelando em quase todos os jogos enormes dificuldades em construir e sobretudo chegar ao último terço com qualidade deixam muitas interrogações sobre a prontidão da equipa para os compromissos que se avizinham. Nesse sentido, o jogo realizado com o Wolverhampton contribuiu mais para o adensar das dúvidas do que na obtenção de certezas. Vamos ver o que acontece em Braga.


sexta-feira, 29 de julho de 2022

Ronaldo, o sonho de verão, parte II


Decretei o fim do sonho de verão  - o regresso de Ronaldo - mas já devia saber que o rei é que faz o tempo e não a plebe. E o Rei Ronaldo decidiu manter o mundo em suspenso, deixando em aberto o seu destino próximo. O Sporting vê agora o seu nome associado ao seu filho dilecto com maior insistência. Ronaldo porém não se pronuncia, o que ajuda a manter a especulação em alta. E, como é habitual nestes casos, todos têm aquela fonte que garante que ele vem. Ou não...

Como toda a gente tem direito ao um palpite, aqui vai o meu:

O regresso nesta temporada ou até noutra lá mais para a frente contará sempre com um grande contra e esse é o estado lastimável do futebol português, em especial da sua Liga. Os organismos que superintendem a modalidade vivem completamente alheados do mundo real. Este vive-se nos relvados, com clubes, jogadores, árbitros e nas bancadas, cada vez mais vazias de adeptos, de bilhetes caros para os tristes espetáculos proporcionados. Não nos gabinetes cheios de mordomias, hotéis e carros luxuosos onde se pavoneiam os dirigentes. 

No final do último campeonato o grande problema era a pirotecnia, não os estádios vazios de gente mas prenhes de suspeitas. Os protagonistas são cada vez mais os Pinheiros, os Artur Soares Dias. A justiça desportiva é aplicada pelo calendário, de forma a proteger uns e prejudicar outros. O que aconteceu  no último clássico no Dragão mais parecia uma sequela futebolística dos Feios, Porcos e Maus, do Ettore Scola. Termina com absolvições e dois joguitos de interdição, que serão cumpridos no dia de S. Nunca, se não chover. 

Regressar aqui seria como ir trabalhar para a mercearia dos pais numa aldeia do interior desertificado e Ronaldo é um dos melhores futebolistas e atleta de sempre, talvez até o melhor. Por isso se me afigura muito difícil que sejamos nós o seu destino mais próximo. É este o meu palpite. 

Mas,  mesmo sem ter acesso ao James Webb, pode haver um alinhamento favorável de estrelas, porque há sempre um mas. Ou até mais. 

Mas o Amorim pode não querer o jogador: há algum treinador em Portugal condições de descartar o Ronaldo? Rúben Amorim já deu bastas provas de inteligência e sabe que Ronaldo é, para o Sporting, muito mais do que um jogador. A sua presença seria um verdadeiro acto re-criador para o clube, pelo que significaria na necessidade de crescer nas mais diversas áreas e fluxo dos valores necessários para o efeito, que criaria. Uma coisa é certa e que me deixa tranquilo: Amorim não aceitará imposições e nem a estrutura do Sporting as fará.

Mas o Ronaldo desestabiliza o plantel. Não consigo deixar de ser optimista aqui. Ronaldo, a vir, não será para perder e sabe que ninguém ganha sozinho. Além disso é um monstro de competição e de trabalho. A sua presença tem tudo para ser um importante aporte para  a confiança de quem com ele partilhará o balneário. Para um clube que tem na formação um dos seus pilares, a presença de um profissionalão como Ronaldo seria, além do mais, extremamente didática. Ronaldo não é um Slimani qualquer.

Mas Ronaldo perdeu qualidades. É verdade. E ganhou outras. Para o campeonato português há alguém que lhe possa morder os calcanhares? Só se forem aqueles defesas manhosos, tão manhosos como aqueles que exibem o desespero, com medo que as estrelas de facto se alinhem e Ronaldo regresse, como todos nós gostaríamos.

Mas, mas, mas. Não faltam vozes da desgraça, depreciativas de um jogador que é ainda pão para a boca de muitos que agora acorrem a destratá-lo. O desespero de o ver de Verde & Branco é cada vez maior. O Sonho também!

quinta-feira, 28 de julho de 2022

Uma questão ao centro

  

A indisponibilidade de Ugarte não deve durar muito tempo mas não deixa de levantar uma importante questão: Está a posição "6" bem defendida, isto na perspetiva do desejo de uma longa caminhada em busca do titulo e das taças nacionais (Taça de Portugal e Taça da Liga) e uma boa campanha internacional (Liga dos Campeões)?

As boas indicações deixadas por Morita parecem querer confirmar que o Sporting esteve bem neste movimento no mercado e ainda há Essugo que, apesar de muito jovem, já parece reivindicar ainda mais minutos na equipa. Por outro lado Renato Veiga ainda não parece ser opção e Daniel Bragança vai estar muito tempo ausente. Permanecem as dúvidas sobre a continuidade do indiscutível Matheus Nunes, que provavelmente durarão até ao final de Agosto.

Deverá Sporting aproveitar ainda a actual janela de mercado para adquirir mais algum médio para esta posição? Seria Al Musrati a solução à mão de semear, ele que é bem conhecido do mister Amorim?


quarta-feira, 27 de julho de 2022

Casos bicudos: agora é que são elas.

 

Com a partida de Vinagre para o Everton, de Renan para a Arábia Saudita e com o pré-anuncio da rescisão de Battaglia ficam os casos mais bicudos para resolver: 

Slimani é muito caro para o que tem feito nos últimos anos, na verdade desde que saiu do Sporting. 

Sporar não foi barato e dificilmente teremos quem iguale os valores despendidos por nós (6 milhões).

Jovane tem o passe praticamente na mão, uma vez que o contrato termina no final da época. Nenhum clube vai abrir muito a bolsa por um jogador que pode contratar daqui a seis meses pelo chamado custo zero.

Eduardo Quaresma precisa de um bom clube e sobretudo de um bom treinador que o ajude se reencontrar com a promessa deixada ainda júnior. Mas tal não se afigura fácil, atendendo ao que foi a época transacta num Tondela irregular e que defendia mal.

segunda-feira, 25 de julho de 2022

Cinco violinos a tocar sevilhanas

A escolha de um adversário como o Sevilha não podia ter sido mais feliz para trazer à tona uma das maiores dificuldades que o Sporting enfrenta no crescimento do seu jogo. Dificuldades essas que já vêm do ano passado e que ficam mais evidentes com equipas fortes. E quando digo fortes, não me estou a referir apenas ao Ajax ou Manchester City do ano passado. Na segunda metade da temporada passada o Sporting revelou grandes dificuldades ante os seus rivais caseiros, nomeadamente no embate da Taça de Portugal com o FCP e o jogo do campeonato com o SLB.

Os jogos da chamada pré-época ou de preparação são precisamente para isso. Tal como o mister RA haveria de reconhecer no final este foi o jogo ideal para perceber as dificuldades que nos esperam e cada jogo irá representar sempre um novo desafio para resolver. O seu "Temos de nos preparar para não termos baques como os do Ajax" não podia ser mais a propósito. 

O problema que a equipa sentiu ontem já vem do ano passado. Com equipas boas e bens organizadas não conseguimos ter bola. Não tendo bola não se consegue criar. A primeira parte de ontem foi igual a muitas outras, até com equipas mais pequenas. Dá impressão que já todos perceberam como limitar o raio de acção do Matheus Nunes, que sem espaço para conduzir é um jogador vulgar. Pior, encostando-o sobre a esquerda abre-se um enorme buraco ao centro, o que dificulta não só a reacção à perda de bola, como impede uma circulação fluída quando em posse. Com os laterais muito abertos o espaço a cobrir ao centro é enorme e com os jogadores dos diversos sectores distantes não conseguimos nem ter posse nem reagir à perda. Os adversários parecem agora mais avisados e não se deixam cair na tentativa de atracçao que o Sporting tão bem exercia.

Saber do problema é a primeira parte para a respectiva resolução. RA tem ainda quinze dias para encontrar uma ou várias solução. O Braga vai ser o primeiro grande teste e, salvo as enormes diferenças a nível individual entre os espanhóis e arsenalistas, as dificuldades a enfrentar serão em todo semelhantes. Há que considerar que o Sporting tem sabido crescer, aportou muita qualidade individual ao seu plantel e tem um modelo estabilizado e bem compreendido pelos jogadores, o que só pode ser considerado como uma vantagem.

Do ponto de vista individual saliência para as dificuldades de Trincão ante Acuña, podendo-se considerar que não podia ter tido melhor sorte para afinar o seu desempenho. Porro parece estar já num bom momento físico e a prometer por isso uma asa direita de fazer tremer os adversários. Muito interessante a primeira de Morita em Alvalade, a merecer nova e atenta observação. Edwards tem um enorme talento, é a nossa arma para conquistar terreno em espaços curtos e sobrepovoados, também já numa forma muito razoável. Tabata está na linha de Bragança: promete muito mas quase nunca passa do par de minutos, quando parece merecer mais. E Pote mais recuado?...

Nota final para as diferenças de tratamento já visíveis nos critérios nos vários confrontos deste fim-de-semana. Não fora o VAR e o resultado no Dragão Marine dificilmente teria sido o que foi. Já o nosso, e sem escamotear as dificuldades sentidas, poderia ter sido bem diverso, mesmo que imerecido, se o VAR não tivesse falecido, como parece ter sido o caso.

 Foto: MaisFutebol

sábado, 23 de julho de 2022

Domingo todos a Alvalade!

Artigo de autoria do 8

 No Estádio teremos a apresentação dos jogadores da nossa equipa pelas 18:45,seguindo-se pelas 19:45 o primeiro jogo em nossa casa, com o Sevilha para a disputa do Troféu 5 Violinos. Esperemos um Estádio cheio, depois de ter sido anunciado um novo recorde de venda de Game Boxs, das exibições prometedoras nos jogos de preparação, e para darmos uma resposta ao nosso rival depois de este ter anunciado que tinha o seu estádio cheio só para ver um treino.

Mas o dia começa logo de manhã, pelas 09:15 no Pavilhão João Rocha com a Assembleia Geral Ordinária, cuja Ordem de Trabalhos se limita à apreciação e votação do Orçamento para o ano que se iniciou no passado dia 1 de Julho. Está previsto a Assembleia terminar pelas 18:30.

Só consigo compreender que uma assembleia para analisar um orçamento tenha prevista uma duração de cerca de nove horas para permitir que mais sócios possam votar. Também compreendo a pretensão dos Órgãos Sociais de que mais sócios votem, para poder mostrar que aqueles grupos de sócios que se mobilizam para estarem presentes nas AG assobiando tudo e todos que não defendam as suas ideias, e para votarem sempre “contra”, são uma minoria, muito mini.

Quanto ao Orçamento a medida que mais salta à vista é o aumento de 1 Euro no valor das quotas mensais. Atendendo à inflação que vai grassando neste país penso que é um valor extremamente razoável. Acresce também que vai ser criado um novo escalão de sócios. Os sócios A+. Sócios que, voluntariamente, passem a pagar mensalmente uma quota de 16 Euros ou superior. Estes sócios terão condições especiais na aquisição das Game Box Modalidades, ainda não especificadas, e descontos na Loja Verde.

Esperemos uma boa casa em Alvalade. Eu já tenho saudades de lá ir.

quinta-feira, 21 de julho de 2022

Vem aí mais um "9"?


Terminou o estágio no Algarve e parece que, salvo haja algum clube capaz de vir pescar a Alvalade, o plantel parece estar já fechado. Abaixo seguem os respetivos nomes, com uma importante ressalva: há diversos jogadores polivalentes, capazes de executarem diversas funções na equipa e é também provável que alguns deles, os mais novos, possam vir a ser chamados à equipa B.

Guarda-redes:

Adan, Franco Israel, André Paulo.

Defesas:

Porro, Esgaio, Matheus Reis, Nuno Santos, St Juste, Neto, Coates, Inácio, Marsá;

Médios:

Ugarte, Essugo, Matheus Nunes, Morita, Mateus Fernandes;

Avançados:

Trincão, Edwards, Fatawu, Paulinho, Rodrigo Ribeiro, Tabata, Pote, Rochinha;

Da análise aos jogadores disponíveis algumas questões / observações:

Já se percebeu que uma frente de ataque sem uma referência mais fixa, o tradicional "9", será usado com maior frequência e não é de descurar a possibilidade de Rúben Amorim vir a lançar mão de uma alternativa ao seu habitual 3x4x3, optando pelo 4x4x2. 

Se esta variante chegar a ser implementada, muita curiosidade para perceber quem formará a dupla de centrais. Coates não é um jogador rápido e já no passado demonstrou dificuldade ( e até agora com a Roma) em acompanhar jogadores mais velozes, particularmente nas bolas nas costas ou quando é obrigado a sair do conforto do centro do terreno para acorrer às laterais. 

Ugarte parece ter assegurado o lugar de Palhinha, na linha do que já vinha acontecendo no ano passado. E em caso de ausência Morita e Matheus Nunes estão à altura do lugar? Não ficará o eixo central menos dotado de peso e altura? 

A grande questão porém, para a maior parte dos adeptos, sobreviveu um ano. Acabará Paulinho por ficar a solo, uma vez que parece demasiado cedo para contar com Rodrigo Ribeiro para a titularidade em caso da ausência do primeiro? Se a ideia é jogar na maior parte dos jogos com Pote, Edwards e Trincão, Paulinho até sobra. A questão é se esta frente de ataque é suficiente para destruir os autocarros que a maior parte das equipas estacionam em Alvalade e até nos seus próprios redutos.

quarta-feira, 20 de julho de 2022

Sporting 3 - Roma 2: O amigável em que só não valeu arrancar olhos


Foi rasgadinho o encontro com o Roma de Mourinho. Foi por demais evidente que os jogadores italianos usaram o recurso ás pernas dos jogadores do Sporting como meio de travar a equipa leonina. A fase ligeiramente mais adiantada da preparação dos comandados de Amorim não pode servir de desculpa para o jogo trauliteiro dos italianos.

A forma como a equipa reagiu é a primeira nota a reter deste jogo de preparação: o compromisso e entrega dos jogadores, bem como o forte espírito de equipa, expondo-se até fisicamente, num momento em que uma lesão num momento tão precoce da época pode significar perder o comboio à partida.

A segunda nota de relevo foi a superioridade colectiva: no computo geral o Sporting foi uma equipa mais esclarecida, demonstrando dominar melhor os vários momentos do jogo. Ao contrário do adversário que defendeu melhor do que atacou. Mourinho tem ainda muito trabalho pela frente, uma vez que os dois golos marcados resultaram de ofertas / azares nossos do que de uma ideia coerente na procura do golo.

Terceira nota para a arrancada de Edwards, que dá o penalty do primeiro golo, bem como para um movimento muito semelhante de Trincão. Uma dupla que é bem capaz de ensaboar o juízo aos defensores adversários e de lhes partir rins. A promessa de um maior caudal de jogo ofensivo a chegar ao último terço com grande qualidade, assim como a de inúmeros lances a resultar em faltas perigosas fazem crescer água na boca.

Quarta nota para a ausência de uma referência atacante mais fixa, implementando uma espécie de carrossel. Algo que vem já da época transacta, mas que este ano parece vir a ser uma das imagens de marca do nosso jogo. As chegadas de Rochinha e Trincão aumenta a disponibilidade, onde já existia Pote, que parece regressado ao que melhor vimos dele e de Edwards. Tal obrigará os jogadores, nomeadamente os alas, a reconfigurar as suas opções à chegada ao último terço, uma vez que recorrer ao cruzamento não deverá ser o mais recomendável na maior parte das ocasiões.

Quinta nota vai para a qualidade do plantel à disposição de Rúben Amorim. O trabalho feito no seu apetrechamento tem sido notável. São muito reduzidos os chamados "erros de casting", há uma procura evidente por jogadores aptos para render no imediato, completando com apostas muito criteriosas em jogadores da cantera. As opções aumentaram de tal forma que ontem ficaram de fora jogadores como Nuno Santos, Morita e Paulinho. E outros há, como Tabata ou o infeliz Bragança, que pedem mais minutos.

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