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sexta-feira, 20 de julho de 2018

O Sporting e o acordo de confidencialidade com JJ

Do meu ponto de vista pessoal tinha toda a curiosidade em saber o que foram os últimos três anos da vida de Jesus na passagem pelo Sporting. Do ponto de vista do sócio e adepto do Sporting porém não creio que esta seja ainda o tempo para o ajuste de contas que JJ quererá fazer com o passado recente. 

O Sporting não vai ganhar nada com isso. Vai, isso sim, alimentar a máquina mediática que avidamente procura o sensacionalismo quando o nosso clube precisa é rapidamente de entrar, como diria outro treinador nosso conhecido, numa fase de muita tranquilidade e reorganização.


quinta-feira, 19 de julho de 2018

Até quando será Sousa Cintra presidente da SAD?

As eleições estão marcadas para oito de Setembro mas a possibilidade de elas não se realizarem nessa data não é assim tão pouco provável. É cada vez mais claro que quer Bruno de Carvalho quer Carlos Vieira irão até às últimas consequências para continuarem agarrados de onde os sócios lhes disseram que se deviam por a mexer. 

Apesar de serem os primeiros a merecer tamanho deslustre, desenvergonhadamente parece que o tomaram como uma medalha. Os apelos lancinantes de misericórdia não estão em linha com a aplicação implacável que usaram com outros, por bem menos. 

Os argumentos em seu favor roçam o patético

Houve pessoas que votaram na destituição e vieram dizer-me que o fizeram para que eu fosse novamente legitimado“ BdC, ontem à SIC

"Não viveria descansado se não soubesse o que os sportinguistas pensam do meu trabalho" Caros Vieira, A Bola, 14 de Julho

e ignoram sempre o essencial: estão "apenas" a receber de volta o que, na ânsia de perseguição, pensavam que não se aplicaria também aos prórios: o seu projecto de regulamento disciplinar aprovado em Fevereiro.

O circo montado pelas marionetas de Bruno de Carvalho, Pedro Proença (só tótós vão na encenação de vitimização, qual calçadeira para entrevista da noite) e Elsa, remetem-nos para os freak-shows dos finais do sec. XIX e inícios do sec. XX mas vai chamuscando todos os dias a imagem do clube. Tudo com o beneplácito de uma comunicação social sem critério e que vende a ética por shares de audiência. Carlos Vieira declara-se mais "institucional" mas promete também guerra sem quartel. O clube parou por causa deles e poderá ficar paralisado mais tempo ainda.

Por este andar Sousa Cintra arrisca-se a passar o próximo Natal e quem sabe a Páscoa sentado na cadeira da presidência da SAD.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

sexta-feira, 13 de julho de 2018

O que dizer das candidaturas de Bruno de Carvalho e Carlos Vieira?

O Sporting já deu inicio à época 2018/19 mas as atenções continuam - e continuarão - centradas nas eleições e no que nos trouxe até elas. Assim, temas como o jogo de ontem e o regresso de Nani acabam por ficar para segundo plano no imediato, até porque haverá com certeza tempo para sobre eles dissertar ao longo da longa época já em curso.

Nesta conformidade, o longo desfilar de candidaturas, candidatos e intenções acabam por marcar a actualidade. Aí ganham relevância os "regressos" de Bruno de Carvalho e, imagine-se! Carlos Vieira em listas separadas.

Sobre Bruno de Carvalho, mais importante do que qualquer outra opinião, vale a pena dar conta do que pensa um dos seus mais perenes e indefectíveis apoiantes desde a primeira hora, isto é, desde 2011. Obviamente não vamos recuar tanto, nem ser exaustivos, vamos centrar-nos nos tempos mais recentes, aqueles que levaram os sócios a pronunciar-se de forma clara sobre a necessidade de interromper o mandato do anterior Conselho Directivo.

Estou a referir-me a Luís Paulo Rodrigues, conhecido Sportinguista ligado à comunicação e agora comentador na RTP. Infelizmente grande parte deste post estava já escrito e hoje este tema está nas paginas de pelo menos um órgão de comunicação social. Basta lembrar isto, sobre o que foi a sua própria leitura dos resultados da A.G. destitutiva:
"(...)acabando vergonhosamente destituído da presidência, com mais de 70% dos votos dos associados a retirarem-lhe margem de manobra política para poder recandidatar-se nas eleições marcadas para 8 de setembro.(...)
Como diria o outro, só não mudam de opinião os burros.  Não precisam é de quebrar a coluna vertebral para o fazer.

É aqui que se deveriam de centrar e iniciar todas as discussões sobre o tema da destituição e vontade de recandidatura de elementos do anterior CD: só a falta de reflexão e ponderação ou então, falta de dignidade e de vergonha é que não lhes permite perceber o que se passou e como desbarataram num ápice uma maioria perto da unanimidade, transformando-a num cartão vermelho.

Não consigo por isso perceber como pode Carlos Vieira pensar que se pode apresentar às eleições, julgando que conseguirá escapar entre os pingos da chuva copiosa das ilegalidades grosseiras ás simples asneiras estratégicas ou dos logros e faltas de respeito pelo regulamento disciplinar que os próprios fizeram questão de impor sob coacção de demissão há poucos meses. 

Creio mesmo que começou precisamente por aí a mancha na imagem de credibilidade da acção de Carlos Vieira. Só por incúria  ou por estratégia - inclino-me para a segunda - é que o CD deixou resvalar o "revolving" que resultou no incumprimento do reembolso do anterior empréstimo obrigacionista. Isto sem falar das consequências, entre as quais da necessidade do mesmo para suprir as surpreendentes dificuldades de tesouraria de umas "finanças exemplares".

Mas o pior para Carlos Vieira  - mas sobretudo para o Sporting -  foi a falta de análise do momento e de ausência de presciência na avaliação que obstou ao corte de um estranho e anacrónico cordão umbilical que o ligou a Bruno de Carvalho. Esta separação está atrasada uns meses para ser genuína. É aí que jazem a confiança e a fiabilidade que agora lhe faltará como candidato, deixando no ar a suspeição de estarmos na presença de um qualquer plano com maior ou menor grau de maquiavelismo para regressar ao poder. 

Mas a última coisa que se deve fazer em relação a ambos e a ainda ao seu numeroso número de seguidores é o menosprezo. Basta olhar para os tempos mais recentes, para a importância da sua presença consertada nas redes sociais dos seus flautistas e harpistas, bem como na colocação estratégica de elementos com eles relacionados nas TV´s. Por exemplo, do próprio Paulo Rodrigues ou de Pedro Proença, cujos cantos de espuma de saliva e olhos arregalados são epítome da intoxicação e das teorias de conspiração que se derramam em doses diárias sobre os Sportinguistas. Ao contrário da narrativa, a queda com estrondo do anterior C. D. deve-se apenas aos próprios. Se há oportunistas, que os há sempre, foram eles que lhes escancararam as portas.

É muito provável que nenhum de ambos se consiga furtar às consequências disciplinares das suas próprias acções. Mas seria bom que se pudessem apresentar a eleições para definitivamente receberem e sobretudo perceberem o veredicto dos sócios. Mas também aqui é a eles próprios que devem pedir contas. Este ou qualquer outro Conselho Fiscal e Disciplinar não terá outra alternativa senão aplicar o regulamento em vigor e que os próprios fizeram questão que aprovássemos. 

Um dia chegará que este Síndroma de Bruno de Carvalho, qual de Estocolmo, será apenas história e muitos dos que permanecem renitentes e em negação se apercebam do que foram realmente estes últimos meses. Mesmo que com as recaídas, que isto de ser livre também tem de se lhe ganhar o gosto pelo pescoço livre de coleiras e trelas, sobretudo para aqueles que ou nunca viveram de outra forma ou perderam o hábito.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Como tudo mudou para pior num abrir e fechar olhos

Ontem, poucos momentos antes de ir para o ar a conferência de imprensa de apresentação do Bruno Fernandes, foi perfeitamente audível uma parte substancial da conversa entre Sousa Cintra e Bruno Fernandes. Sem desculpar Sousa Cintra por ser imprevidente - ou se quisermos, por ser o Sousa Cintra de sempre - houve ali uma falha grave. Os dois intervenientes, antes de se colocarem nos seus lugares, deveriam ter sido avisados que havia já ligações em directo, como mandam as regras deontológicas e a ética. Algo que também terá escapado aos serviços do Sporting presentes no local, o que até se pode compreender pela azáfama em redor.

Ontem ainda causou também grande indignação a anulação do treino com o Sion por questões logísticas. Ninguém sabe exactamente o que se passou mas sabe-se pelo menos duas coisas: o estágio já havia sido decidido há muito e a organização do mesmo é da responsabilidade de uma empresa. Os serviços do Sporting têm responsabilidade pelas questões burocráticas que obstaram à realização do treino? Ninguém sabe, mas o que é certo é não faltaram vozes de protesto e exclamações de "amadorismo", "que vergonha". 

O que seria importante realçar no caso que antecedeu a conferência de imprensa é que se tratou de uma divulgação não autorizada de uma conversa que se não é  crime é pelo menos altamente reprovável. Mas não foi assim que foi comentado nas redes sociais afectas ao Sporting. Pelo menos a um certo Sporting... A indignação e a vergonha suscitadas pelo ocorrido pelos vistos foi  muita e dirigida para a actuação de Sousa Cintra. Não sei  onde é que esta gente andou nos últimos cinco anos, quando algumas inenarráveis conferências de imprensa e comunicações nos faziam corar de vergonha e coleccionavam entradas para o anedotário nacional e coleccionadores de memes.

terça-feira, 10 de julho de 2018

Das rescisões às reversões: o que é melhor para o Sporting?

Atendendo à particularidade do momento da vida do clube e até do ineditismo do caso que levou ao processo de rescisão, só levarei a sério a noticia do "regresso" de Bruno Fernandes quando ele for mesmo apresentado. Mas é uma oportunidade para reflectir sobre qual o procedimento adequado por parte do clube no sentido de melhor defender os seus interesses.

De todas as actuações a considerar a pior de todas seria não fazer nada e deixar cair para a litigância todos os processos.  É que se é verdade que o Sporting pode obter a totalidade de decisões favoráveis em última instância, o contrário também o é, pelo que a tentativa de resolução pela negociação visaria a redução do risco de perder de uma parte substancial dos pilares da sua equipa da época transacta. 

A situação assemelha-se a um jogo de poker e a possibilidade de fazer recuar um ou mais jogadores equivaleria ao virar de uma carta favorável entre várias outras que por ora estão no escuro e não se sabe quem favorecerão. Concorreria para a ideia de que as condições que levaram à rescisão foram excepcionais e estariam afastadas em definitivo. É isso que o regresso de Bruno Fernandes poderá representar e que significaria uma nova postura e novas abordagens pelos clubes que se venham a interessar pelos jogadores que decidiram rescindir.

Como é evidente os casos não são todos iguais. Não é por acaso que os jogadores de mais baixo salário, como Podence e Rafael Leão, tendem a ser os mais que mais rapidamente se definirão. Os seus futuros clubes também fazem contas como nós e devem ter entendido que o risco compensava face a uma penalização futura. A excepção aqui foi Rui Patrício, que quanto a mim se precipitou quer quanto ao timing quer quanto ao clube escolhido. Mas será também, a par de William e Bas Dost, dos jogadores com mais possibilidade de ver uma decisão final que o favoreça.

Há que considerar contudo que o Sporting não tem uma posição negocial confortável. Para todos os efeitos os jogadores deixaram de ser seus e terá que concorrer com outros clubes que estão nestes momentos a considerar a possibilidade de os contratar. Depois há também que levar em linha de conta que talvez à excepção precisamente de Bruno Fernandes, nenhum jogador se valorizou especialmente. E mesmo este acabou por passar pelo palco do Mundial praticamente sob anonimato, à semelhança de Patrício, William, Coates e Acuña. 

Isto é, são jogadores interessantes a custo zero, mas nenhum clube se aproximará dos valores que, em circunstâncias normais, estariam dispostos a oferecer e que poderiam andar perto das cláusulas de rescisão. A semelhança com o jogar no escuro do poker aplica-se aqui também e a ambas as partes: ao Sporting, que joga com a possibilidade de ganhar e ser ressarcido de verbas importantes, mas sabes também que cada decisão desfavorável significará o inverso. Os clubes que venham a contratar os jogadores sabem o mesmo e jogam da mesma forma.

Desta forma é claro que andaremos longe dos negócios ideais ou mesmo de negócios  que perspectivávamos ainda há pouco tempo. Daí que acordos como o que parece estar prestes a acontecer com Bruno Fernandes, revertendo a rescisão, são os ideais porque permitem ao clube vir a negociar no futuro numa posição de maior conforto e autoridade, sem estar sujeito a pressões ou ao espectro de uma decisão desfavorável e tudo o que ela acarretaria. 

O que é dito no parágrafo acima é válido em qualquer circunstância. Isto é, mesmo que o anterior CD estivesse ainda em funções. Foi isso que Carlos Vieira reconheceu de forma implícita na entrevista que deu ao DN, nem sequer negando a existência de negociações. Porém, pessoalmente não acredito que com aquele executivo houvesse retrocesso nas rescisões por razões óbvias. 


Há outro factor de monta a concorrer para a negociação mesmo que de jogadores que não queiram regressar. O modelo de governação que tem estado em vigor na SAD obriga à venda de regular de activos para o equilíbrio das contas. Como é reconhecido na mesma entrevista por Carlos Vieira. Tal assentimento nem era necessário por ser uma evidência em todos os clubes e que  a reconhecida falta de liquidez confirmava.


Fica apenas mais uma nota pessoal: não vejo com bons olhos o aproveitamento das rescisões para obtenção de melhorias contratuais. Mas também não veria com bons olhos as alternativas. Infelizmente o Sporting tem responsabilidades na situação em que se deixou cair por erros e omissões e inevitavelmente sofre agora as consequências. Independentemente do imprescindível apuramento de todas as responsabilidades e de lutar até ao último cêntimo pelo que é seu de direito, foram erros que foram nossos e que seremos nós a ter que saber sair deles mais fortes e melhor preparados.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Pontos de ordem à mesa

Ponto 1: por mim há negócios com todos os empresários, JM incluído. Não duvido que a situação seja crítica e que precisemos de ajuda para limpar a casa. Não aceito é que nos tornemos no quintal de ninguém e muito menos numa repartição com porta giratória. Ou há cuidado ou abrimos a porta a uma qualquer nova onda populista.

Ponto 2: Até onde o Sporting deve ir na negociação com os jogadores que rescidiram? 

Ponto 3: Quanto vale por exemplo William e Bas Dost no mercado actualmente e livres para assinar por quem quiserem? Vinte milhões por William é pouco por "um molegão"? E por Piccini, cujo passe está em nosso poder? E Dost?

segunda-feira, 2 de julho de 2018

O que o Sporting tem a aprender com o Sporting

Ao conquistar de novo o campeonato de Futsal, o Sporting acentua a sua hegemonia na modalidade. O tri agora alcançado perfaz o décimo titulo no presente século e completa assim os quinze conseguidos até ao momento. O clube mais próximo de nós no número de títulos é o nosso eterno rival, o SLB, com menos de metade dos campeonatos. 

A estabilidade com que departamento tem sido gerido tem sido seguramente uma das razões da nossa vitalidade. A acumulação de conhecimento e experiência tem permitido ao clube dotar-se dos melhores profissionais, quer estes sejam técnicos ou jogadores. A semelhança registada com os orçamentos dos rivais é outra das explicações. Quando os campeonatos começam o Sporting ou parte à frente ou em igualdade de circunstâncias. 

Há muito tempo que não me lembro de algo semelhante no futebol e essa é, entre várias razões, a explicação para a ausência de títulos na nossa modalidade. 

A alegria desta nova conquista no futsal acabou ensombrada pelo trágico desaparecimento de um Sportinguista que os adeptos se habituaram a reconhecer através do nosso canal de televisão, Rui Rigueiro. Conhecido também como apoiante de Bruno de Carvalho, ainda na semana passada havia colocado no seu perfil no Facebook uma declaração, dando conta da sua surpresa por não ter sido saneado do canal por ter colada a si a imagem do passado recente. 


 A ideia de pacificar o Sporting e de que todos são importantes é fundamental para o presente e futuro do clube e não podia ser mais oportuna. Assim o queiramos tão grande como os nossos fundadores, cuja memória celebramos, assim o sonharam. À família do Rui Rigueiro os meus sentimentos. 

Ficam assim dois exemplos de que o Sporting sabe fazer bem. Sem prejuízo de olhar ao que de melhor se faz à sua volta, o Sporting pode e deve aprender com o que também de muito bom fazemos.

domingo, 1 de julho de 2018

Ligue ao 112

Tendo como data oficial de fundação 1 de Julho de 1906, o Sporting Clube de Portugal nasceu verdadeiramente a 8 de Maio do mesmo ano, data da primeira Assembleia Geral, onde o Visconde de Alvalade foi eleito Presidente.

Nessa altura eram 36 os sócios, que assim podem ser considerados como os Fundadores do Clube, sendo que a dez deles foram atribuídos os privilégios, de participarem na Direcção e de vetarem a entrada de novos sócios.

Esses fundadores principais eram: José Alfredo Roquette, José Gavazzo, Frederico Seguro Ferreira, Fernando Barbosa, José Stromp, Henrique Leite Júnior, João Scarlett, Eduardo Quintela de Mendonça, Afonso Botelho e o Visconde de Alvalade Alfredo Holtreman, que para além disso foi considerado "Sócio Protector".

Os outros fundadores foram os restantes dissidentes: Francisco Gavazzo, António Stromp, Francisco Stromp, Augusto Barjona de Freitas, Augusto Carlos Seguro, Geraldes Barba, José Borges de Castro, José Roquette e Serrão de Moura. E ainda os que entretanto a eles se juntaram: António Queriol Roquette, Saul Lopes, Joaquim Avelino Martins, Carlos Barbosa, Henrique Barbosa, Luís Gershey, Carlos Carneiro, Frederico Garcia, Francisco Sotto Mayor, Joaquim Sotto Mayor, Nóbrega de Lima, Eduardo Pinto da Cunha, Ayres Pinto da Cunha, Nuno Rêgo Botelho, Vasco Morgado, António da Costa Júnior, José Martins Júnior.

Em Agosto de 1906 são admitidos mais 9 sócios: Manuel Monterroso Carneiro, Guilherme de Lima Shirley, Charles Etur, Jacob Eagleson, Carlos Shirley, João da Costa Macedo, Alberto Lameirão, James Eagleson e James Scarlett, pelo que o Sporting chegou ao fim desse ano com 45 associados. 

in Wiki Sporting

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Precisamos de uma comissão de digestão e outra de arrependimentos

Há um dado importante nos resultados da última AG que reforça o sentido e a clareza da escolha dos Sportinguistas: os mais de setenta por cento que votaram na destituição disseram um claro CHEGA! à actuação do CD e em particular ao do seu presidente, apesar de saberem que o período que se seguiria traria desafios de dificuldade desmedida.

Por norma as organizações e as pessoas que as compõem têm horror ao espectro de mudança e ainda maior ao do vazio. Ainda assim os Sportinguistas preferiram dar esse salto em frente e no vazio e isso diz tudo do quanto a anterior gestão se tinha esgotado e se antagonizava aos desejos de uma maioria clara.

Para o bem e para o mal, Bruno de Carvalho marcará indelevelmente o seu nome na história do nosso clube. Os seus sucessores terão obrigatoriamente que cuidar com redobrada atenção e carinho a matéria que constitui simultaneamente alma e o cimento sobre o qual assenta e se sustenta o edifício que é o clube: os seus sócios e adeptos. Para estes, os adeptos, ficou a notificação: só se participa e decide os destinos do clube tendo direito a voto e para isso a condição de associado é indispensável. 

Ficam igualmente avisados aqueles que um dia ocupem a cadeira do poder: acima de tudo o lugar é uma comissão de serviço que lhes é confiada e retirada mais tarde ou mais cedo, assim o ocupante queira ser maior que a cadeira ou que todo o clube. Indispensáveis somos "apenas" todos nós e os nossos símbolos.

Obviamente que uma liderança de cariz populista e também, para o bem e para o mal, permanentemente presente, teria que deixar marcas profundas no clube. É preciso tempo para digerir, compreender e ultrapassar a desilusão, angústia e o ressentimento. Quem gosta acima de tudo do clube certamente que terá mais facilidade em superar este momento, porque o apelo das nossas cores nos estádios, pavilhões ou somente nos ecrãs acabará por se impor e voltaremos a estar ombro com ombro juntos nos mesmos objectivos. 

Os que gostavam do Sporting apenas com e por uma pessoa viram antecipada a sua dor mas também o seu próprio resgate: o clube sobreviverá sempre a uma só pessoa e nós juntar-nos-emos à história. Isso será tão verdade e surgirá tão rapidamente assim surja uma liderança que demonstre que a competência e eficácia não é uma miragem e podem ser alcançadas com proveito de todos.

Este artigo foi apanhado já escrito quando Bruno de Carvalho nos ofereceu mais um post, no local do costume. Mais um de arrependimento. Um post tardio, a tresandar a agência de comunicação. Foi preciso bater contra uma parede para constatar que a parede lá estava, apesar de tantas vezes ter sido avisado "olha a parede"? Por isso, para ser levado a sério como arrependimento genuíno teríamos que apagar da memória todos os últimos meses e muito particular os actos pessoais e os que por ele foram patrocinados no passado final de semana. 

Quem agora parece sugerir clemência para actos disciplinares foi particularmente inclemente para quem dele divergiu apenas pela opinião. Para não ir mais longe, basta lembrar que o próprio Bruno de Carvalho fez gáudio em difundir imagens da AG, quando o próprio processou injustamente um associado por supor que havia praticado esse "delito".

Gostaria que encerrássemos este capitulo da nossa história dando a possibilidade a Bruno de Carvalho de se apresentar a eleições. Mas para tal ser possível não creio que seja desejável recorrer à excepcionalidade de suspender os regulamentos que ele em primeiro lugar devia defender pelo exemplo.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Comissão de Gestão, a mãe de todos os males

A Comissão de Gestão (CG) não pode dar entrevistas à CM TV, já ligar-lhes a meio de um programa e entrar em directo poderia? Ou dar-lhes um exclusivo de um casamento? (Ou de um funeral, atendendo à idade avançada dos seus membros...)

O Héldon foi oferecido ao BB Erzurumspor, numa vergonha de negócio por 250 mil euros, um jogador que se valorizou bué no errrm... Ah, espera, foi o Carlos Vieira que negociou e bem, é um jogador que não nos dava jeito nenhum.

O William por 10 milhões mais o refugo do Inter? Isto é oferecer um jogador. Jogador esse que tem o passe na mão, mas o advogado ia ganhar o processo, é um lento, estou cheio dele, mas vale muito milhões etc, etc.

O Sporting está a abrir as pernas ao Jorge Mendes, incrível. Uma noticia que vem no jornal O Jogo, nem é preciso confirmar. Precisamente ao mesmo Jorge Mendes, a quem pedimos ajuda para vender o Patrício. Uma noticia que vem no jornal o Jogo, por isso é mentira.

Está visto que vai ser assim até estragar ainda mais o que já de si já tinha sido estragado. A memória é curta e pior ainda é quando é curta e selectiva. Chama-se desonestidade.

P.S.- Eu também não gosto da solução CG e também não gosto de alguns dos nomes da comissão de gestão. Mas compreendo a necessidade e a sua transitoriedade. Pior era continuar a chapinhar no charco de lama e esgoto onde estávamos e de onde não saímos.

terça-feira, 26 de junho de 2018

Somos as nossas escolhas


Nada como situações limite para pressionarem a tomada de decisões medíocres. Sempre balizadas pelos estatutos que nos regem, mas sempre decisões de gestão quotidiana sem a possibilidade de seguir um projeto com objetivos e metas devidamente delineadas. É o que temos de momento, fomos obrigados a tal para gáudio de alguns, tristeza de outros e na dor de todos.

Tivesse havido clareza de espírito de quem estava responsável pelos destinos do Sporting Clube de Portugal e não chegaríamos a tanto. Parece que pouco ou nada se aprendeu com o antecessor Godinho Lopes nem com os desaires de mais uns quantos presidentes que se foram sucedendo nas rédeas do clube.

Bruno de Carvalho também aparece numa situação limite, com um Sporting arrasado por obra de Godinho. O Clube parecia seguir apenas com a dignidade de quem morre de pé. É nesse momento que o Messias verde consegue dar aos sportinguistas uma esperança, um querer e um crer, um sabor da prometida vitória como poucos o conseguiram. Foi nesse acreditar que cresceu uma massa adepta e associativa devota do projeto apresentado por Bruno de Carvalho. Era essencial quebrar com o passado e voltar a página. Era vital ganhar.

Ironia das ironias, voltamos a necessitar de romper com o passado recente, voltamos ter de reconstruir e de trilhar complicados caminhos. Haja coragem.

Democraticamente já iniciámos esse processo com uma adesão que só nos orgulha. É a participar com sentido de dever e sensatez que se constrói a mudança. O ruído de quem assim não o entende e teima em contrariar este processo não pode servir de barreira.

Preocupa-me o marasmo e as decisões forçadas inerentes as estas breves comissões de gestão que, muitas vezes, não estão devidamente inteiradas da situação em que o clube se encontra. Preocupa-me toda a movimentação ardilosa que tem apenas em mente o assalto ao poder e não o futuro viável e consistente do Sporting. Preocupa-me não sabermos escolher, ou não termos uma opção que nos inspire confiança e nos una. 

Será que desta vez aprendemos com os erros do passado?

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Os Sportinguistas aturam um filho da mãe enquanto ele for útil ao clube

Uma votação clara e inequívoca favorável à destituição do actual Conselho Directivo recolocou outra vez nas mãos dos seus legítimos donos - os sócios - o destino do clube. Ao contrário do que denodadamente  de tenta fazer crer, esta não foi uma votação de uma falange, de uma elite social, ou de uma faixa etária. Foi a vontade abrangente e transversal de uma larga maioria de sócios e isso está documentado nos resultados eleitorais, nas diversas secções de voto e foi isso que presenciei in loco. Essa vontade superou estoicamente todas tentativas para primeiro silenciar os sócios para que não houvesse AG e, quando esta se tornou realidade, quem os tentou intimidar. 

O resultado expresso pelo voto devolve outra vez a palavra aos sócios. Ainda sem sair em definitivo de um momento particularmente fracturante, talvez este não seja o momento ideal para assumirmos novamente as nossas diferenças. Mas, na diversidade que nos é peculiar, saibamos fazer as nossas escolhas individuais e respeitar a vontade da maioria. As do futuro e as que foram feitas no passado. Porque se culpas e responsabilidades há a atribuir, elas devem ser pedidas não a quem confiou, mas a quem os enganou e traiu, depois de lhes ser confiado repetidamente uma parte importante das suas vidas: o destino do clube. Só assim sairemos deste momento mais fortes. Ao invés, estaremos mais vulneráveis aos "salvadores de ocasião".

Que ninguém tenha ilusões: os Sportinguistas amam o seu clube acima de tudo, mesmo quando aturam um filho de mãe porque lhes parece ser útil ao clube. Os Sportinguistas não desistem. Os Sportinguistas não rescindem. Os Sportinguistas não renegam o seu clube nem que seja por catorze horas.

quinta-feira, 21 de junho de 2018

"Bruno de Carvalho merece um juízo justo"

Roubo descaradamente este texto ao Sérgio Barroso [LINK], num dos meus pontos de paragem obrigatória, A Insustentável Leveza de Liedson:
 
"Bruno de Carvalho merece um juízo justo, despoluído do linchamento comunicacional a que foi sujeito nos últimos dois meses. Suficientemente justo, para se lhe reconhecer que a revogação do seu mandato não deve ser ditada, nem pelos sistemáticos insucessos desportivos da equipa de futebol 11, nem pelos históricos resultados das modalidades ditas amadoras. 

Inequivocamente justo, para que não se lhe atribuam culpas pelo bárbaro ataque que foi perpetrado contra a equipa de futebol e objetivamente justo, para lhe atribuir totais responsabilidades na deserção de quase metade da equipa e na destruição estúpida do trabalho de 5 anos, criando uma guerra pública irresponsável contra os jogadores, que abriu a porta ao oportunismo e ao desrespeito pelo Sporting Clube de Portugal.  

Completamente justo, para lhe atribuir exclusivas responsabilidades pela crise institucional em que o clube mergulhou, não tendo promovido a necessária clarificação e pacificação com a realização urgente de eleições. Claramente justo, para não omitir que, aberrantemente, patrocinou a criação de estruturas contrárias aos Estatutos do Sporting Clube de Portugal, como a Comissão Transitória da senhora Judas, que por sua vez queria ilegalmente realizar uma Assembleia Geral apressada e inopinada, para promover alterações estatutárias espúrias.

Totalmente justo, para não haver dúvidas que o presidente do Conselho Diretivo colocou Sportinguistas contra Sportinguistas, Sócios contra os Sócios, promovendo uma brutal fratura entre os adeptos, suportada na ideia peregrina que de um lado temos 6 Sportinguistas de uma santidade imaculada e do outro, uma corja de oportunista, golpistas e conspiradores, que vai da quase totalidade dos membros dos órgãos sociais que integraram as suas listas aos jogadores, abrangendo todos aqueles que dele discordam.

Inapelavelmente justo, para reconhecer que nos enganámos na sua capacidade em constituir uma equipa diretiva séria e competente, porque afinal, nas suas palavras, fez-se rodear de “ratos” e de “cobardes”. Genuinamente justo, para reconhecer que quem convidou o Comendador Jaime Marta Soares a integrar a Candidatura Sporting no Rumo Certo - Bruno de Carvalho, como Presidente da Mesa da Assembleia Geral, foi Bruno de Carvalho, não fomos nós.

O juízo justo de quem criou esta guerra fratricida, que nos envergonha e nos divide, que nos enfraquece e desprestigia, e da qual também Bruno de Carvalho é autofagicamente vitima ao pulverizar o reconhecimento que os Sportinguistas lhe tinham, cabe somente a cada um dos sócios. De preferência, mostrando desta vez, na forma e no resultado, que aquilo de “sermos diferentes” é mesmo verdade e que Bas Dost tinha razão, quando não confundiu a delinquência com os verdadeiros adeptos do Sporting."

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Ao fim de cinco anos com que jogadores da formação podemos contar?

Quando Bruno de Carvalho, Inácio (o homem para o futebol) e Virgílio (responsável pela Academia de Alcochete) chegaram ao Sporting em 2013 o clube dispunha nos seus quadros um lote de jogadores sub-23 constituído por Vitor Golas, Santiago Árias, Tiago Ilori, Cédric, Pedro Mendes, Nuno Reis, Fokobo, João Mário, Erik Dier, Zezinho, Ricardo Esgaio, Betinho, Iuri Medeiros, Bruma, Ruben Semedo, Filipe Chaby, Wallyson, Carlos Mané, André Carrillo, Zakarias Labyad, Martin Viola, Gael Etock, Diego Rúbio. A lista nem é exaustiva, ficam de fora outros nomes. 

Desse lote de jogadores que compunham a equipa B alguns acabaram por ser determinantes para que o vergonhoso sétimo lugar não fosse ainda pior. Nomes como Ilori, Dier, Bruma acabaram por se salientar sobre outros que tínhamos contratado a peso de ouro e que, quando mais deles precisávamos, falharam. Juntaram-se a Patrício, Adrien e mais tarde William Carvalho.

Passados cinco anos, depois dos elogios recebidos por ser do Sporting a espinha dorsal dos campeões europeus e depois de, durante este período termos visto chegar ao clube um extenso rol de "reforços", para a equipa B, a saber:

2013: Ousmane Dramé, Everton Tiziu, Samba, Lewis Enoh, Matías Pérez, Hugo Sousa, Diogo Sousa, Mama Baldé, Tiago Palancha, Paulo Lima, Ronaldo Tavares, Jefferson Encada, Janilson Fernandes, Al Hassan Lamin, André Serra

2014: Jorge Silva, Hadi Sacko J Ivanildo Fernandes, Aya Diouf, Paulo Borges, Zhang Lingfeng, David Tavares, Rúben Varela, Luís Elói, Gil Santos, Jovane Cabral, Bernardo Moura, Rafa Benevides, Olávio Gomes, Diogo Barbosa, José Correia, Abou Touré, Abdoulaye Dialló, Ever Peralta, Bruno Pais, Khadime Ndiaye, Bruno Wilson, Jorge Santos, Sérgio Santos, Muhamed Djamanca, Luis Caicedo

2015: Murilo de Souza, João Coelho, João Pedro Ricciulli, Gabriel Pajé, Francisco Sousa, Zé Pedro Oliveira, Bruno Fernandes, Sérgio Félix, 

e depois de a equipa B ter sido a primeira das três grandes a descer de divisão e se avançar para um novo projecto, a equipa sub-23, cuja constituição está praticamente fechada:

Guarda-redes
Stojkovic e Diogo Sousa

Laterais direitos
Thierry Correia e João Oliveira

Laterais esquerdos
Abdu Conté e Echedey

Defesas centrais (e médios?)
Tiago Djaló, Demiral, João Queirós, Tomás Silva, Miguel Luís, Mitrovsky, Nuno Monteiro

Extremos
Elves Baldé, Marcos Túlio, Jovane Cabral

Avançados
Diogo Brás, Pedro Mendes, Pedro Marques e Leonardo Ruiz.

Quem serão os jogadores da formação em que Sinisa Mihalovic, apresentado como um treinador que gosta de apostar em jovens jogadores, irá arriscar, para além Palhinha, Geraldes, Matheus Pereira  e Mané, Mané?  

terça-feira, 19 de junho de 2018

"Um presidente que atraiçoe todos à sua volta não deve ser presidente."

Apesar de ser já amplamente divulgado, não podia deixar de publicar aqui o manifesto da autoria de Jorge Sanches, Luís Loureiro, Rita Matos, membros demissionários do CD do Sporting. Imagino que não deva ter sido fácil esta tomada de posição publica, depois dos anos de dedicação a um projecto em que acreditaram e que subitamente foi corrompido. Homenageio-os pela coragem de o fazerem, apesar de saberem os custos pessoais que esta tomada de posição pode acarretar. Amar este clube acima de tudo e de todos os interesses é a lição que nos dão. Não é a altura de ficar à janela a ver a história passar. Obrigado!

1. Um presidente que, de um momento para o outro, atraiçoe todos à sua volta que tanto lutaram por um projecto digno para o clube e contribuíram para essa missão sem qualquer benefício pessoal, não deve ser presidente.

2. Um presidente que se revele inesperadamente um déspota, que não seja capaz de admitir uma opinião divergente da sua e que corra o risco de ser percepcionado publicamente como alguém que procura apropriar-se do clube para garantir um projecto pessoal de poder, não deve ser presidente.

3. Um presidente que deixe de considerar limites éticos, civilizacionais, de respeito pelas pessoas – valores fundamentais de qualquer instituição prestigiada, não deve ser presidente.

4. Um presidente que se lembre de destruir a base de um modelo de negócio assente no futebol profissional apenas para afirmar a sua personalidade autoritária e vingativa, não deve ser presidente.
5. Um presidente que passe a usar um discurso beligerante para desagregar em vez de agregar, dividir antes de unir, afastar ao invés de atrair e que desrespeite todas as instituições de uma sociedade democrática, não deve ser presidente.

6. Um presidente que só encontre mérito em si próprio não deve ser presidente.

7. Um presidente que julgue que ofender associados, atletas, dirigentes, funcionários e adeptos , pelo simples facto de dele discordarem, é a melhor maneira de criar ondas de violência e ostracização na opinião pública para silenciar certas ‘vozes’, não deve ser presidente.

8. Um presidente que possa perder o apoio e a confiança de 85% dos dirigentes que integrarem as suas listas aos órgãos sociais e não retire daí nenhuma ilacção não deve ser presidente.

9. Um presidente que num momento de crise, sabendo que a sua permanência em funções possa implicar pedidos de rescisões financeiramente gravosos para a instituição, não coloque os interesses do clube em primeiro lugar, não deve ser presidente.

10. Um presidente que esteja convencido de que no desporto não há perdão para atletas que não ganhem todos os jogos devendo ser escorraçados via mensagem ou Facebook como metodologia infalível para assegurar futuras vitórias, não deve ser presidente.

11. Um presidente que no início do seu mandato se arrogue como um defensor acérrimo da verdade e, progressivamente, se transforme numa pessoa que a ignora, manipulando factos e acontecimentos, não deve ser presidente.

12. Um presidente que use os mecanismos de contra-informação operados nas redes sociais não para defender o clube da propaganda dos rivais mas para atacar associados do próprio clube que pensam de maneira diferente, não deve ser presidente.

13. Um presidente que tenha a soberba de considerar que um numeroso exército de fazedores de opinião nas redes sociais é suficiente para criar a ilusão de que os sócios possam estar divididos quanto à sua aceitação quando, na realidade, estão esmagadoramente contra ele, não deve ser presidente.

14. Um presidente que afronte, desconsidere e ofenda profissionais de órgãos de comunicação social num país livre não deve ser presidente.

15. Um presidente que transforme cada intervenção pública num espectáculo degradante que possa contribuir para continuar a denegrir a reputação de uma instituição a nível nacional e internacional e a ser motivo de escárnio para os rivais, não deve ser presidente.

Ser presidente de um clube "é chato".

O texto foi redigido em total desacordo ortográfico. Por ordem alfabética*:
Jorge Sanches, Luís Loureiro, Rita Matos

*Sócios do SCP com um total de 133 anos de quotas pagas, dois deles cinquentenários - membros demissionários do Conselho Directivo

sábado, 16 de junho de 2018

A malta quer é ver sangue


A malta quer é ver sangue… ver como escorre o sangue da boca do adversário enquanto desfere golpes contínuos, fortuitos e desprovidos de sentido, na maioria dos casos. Perdeu-se a capacidade de análise e interpretação do que se lê, o sentido de humor, a consciência da perspetiva do outro, a paciência e a sapiência.

Se ao menos o bombeiro e o incendiário se entendessem e pudéssemos eleger legitimamente novos corpos de gestão sem necessidade de AGs ensopadas de decisões judiciais e de providências umas mais “cautelares" do que outras, de comissões de gestão e de astutos estatutos. A primeira providência cautelar recorda-me o sábio Rei Salomão. Os puristas que me perdoem as comparações, simplificações, alegorias e afins. É que eu nunca tive jeito para complicar.

O juiz pronunciou-se em forma de decisão judicial do Tribunal Cívil de Lisboa relativamente a uma providência cautelar interposta pelo PMAG, Jaime Marta Soares. O dilema exposto no documento ultrapassava em muito o que literalmente continha. Continuamos numa guerra de poder, de posse, de dono do destino de uma criança já centenária que merece tanto respeito pela idade como pelo que representa para todos nós Sportinguistas.

Grosso modo: há duas partes que se apresentam com uma criança nas mãos a pedir que lhes seja entregue, reclamando-a cada um para si. Ambos a amam profundamente, dizem.

Ideal seria que à pergunta "cortar ao meio?” a resposta fosse:
Indefere-se liminarmente...

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Só tem sido enganado quem tem querido ser enganado

A propósito das AG's selvagens, Daniel Oliveira no seu Facebook. Não me lembro de uma direcção mentir, manipular, inventar, dividir tanto os Sportinguistas. Só tem sido enganado quem quer ser enganado.
(...) mais uma conferência de Imprensa de Bruno de Carvalho. O objetivo é envolver-nos na realidade paralela em que há meses vive até ela nos parecer normal. Não somos obrigados a enlouquecer ao mesmo ritmo que ele. Já chega. Este homem não vai conseguir que todos os sportinguistas fiquem no seu estado.
Mas de tantas mentiras que li nas citações de mais uma homilia de Bruno de Carvalho, que surgem na imprensa, acho fundamental deixar esta clara: como se vê pela última decisão judicial conhecida, já depois da proibição da realização da Assembleia Geral ilegal de dia 17 de junho, não é verdade que Bruno de Carvalho tenha decidido permitir a realização da Assembleia Geral legitima, marcada para dia 23 de Junho. Foi obrigado, por mais uma decisão de um tribunal, a garanti-la. Assim como foi obrigado a entregar cadernos eleitorais ao Presidente legítimo da Mesa da Assembleia Geral, a reconhecer a sua competência e a pagar aluguer do Altice Arena. E o tribunal considerou a famigerada Comissão Transitória da Mesa da Assembleia Geral, liderada pela inenarrável Elsa Judas, ilegal.
Fica claro um mês de ilegalidades e violações sistemáticas e descaradas dos estatutos aprovados pelos sócios para impedir o normal funcionamento do clube e dos seus órgãos. Lentamente se regressa à legalidade e não é, ao contrário do que Bruno de Carvalho quer fazer querer, porque ele tenha anuído. É porque a justiça o obrigou (a ele e à sócia Elsa Judas, que tentou usurpar um lugar que nunca lhe pertenceu) com a ameaça de pesadas multas e de ação criminal por desobediência. Assim, no dia 23 de junho vou à Assembleia Geral (e espero que todos os sócios compareçam) e o mais cedo possível irei votar para tentar salvar o que ainda possa ser salvo. Pena que tenha sido necessária a intervenção da justiça para que os estatutos do Sporting fossem cumpridos.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Os Três Porquinhos




A fábula, fonte de análise permanente e atemporal, acima de qualquer idade e época, permite a recriação como nenhum outro suporte. Este é apenas um exemplo.

Um belo dia, três porquinhos que adoravam jogar à bola, o Azul, o Verde e o Vermelho resolveram construir cada um sua casinha. Com medo que o Lobo Mau os atacasse e não pudessem mais jogar, meteram mãos à obra. Entre preguiça e empenho lá seguiram os seus projetos a solo, sem nunca porém tirar os olhos dos outros… que isto o seguro morreu de velho (ou de Pinto da Costa).

O Vermelho, senhor de seu nariz e porco de poucas palavras, começou por tapar os buracos de toupeira (maldito animal que mais parece andar a fazer renda com tanto buraco), e arranjou um belo gabinete de crise cheio de Luz, de onde podia ver grande parte do seu campo de futebol. Ficou tão orgulhoso do seu feito que distribuiu vouchers de visita a todos os seus amigos para que o fossem visitar. Eram obrigatórios, ou ninguém entrava. Distribuía-os em mão. Uma vez tentou por mail…e não correu muito bem. Estava tão confiante deste seu sistema de segurança que, um dia, se esqueceu do portão completamente aberto (o benficagate). O lobo apercebendo-se disto, esgueirou-se, soprou, soprou e tudo ruiu num instante. E enquanto o Vermelho pescava umas belas cavalas para o almoço ficou sem casinha.

O Verde, "Presuntinho" para os amigos, contratou um empreiteiro, um adepto fervoroso que tirou o curso pelo facebook. Ninguém sabia de onde tinha aparecido mas parecia entendido no assunto, demonstrava confiança e até falava bem (demais). “Esta casa vai resistir ao maior sopro do lobo mais forte do mundo” dizia ele…e o Verde nem discutiu o projeto, embora o tenha achado demasiado ambicioso (termo simpático para insano). Iniciadas as obras, o Verde estranhou não existirem alicerces, mas como a casinha ganhou uma forma muito interessante nem questionou e foi pagando. Efetivamente a casinha parecia uma bola (ball). “Espetacular! Mas tão dispendiosa…” dizia o Verde enquanto largava a nota (cash). “vou batizá-la de cashball”, dizia para si. O maior problema começou quando os seus vizinhos começaram a chamar a sua casinha de melancia! O Verde ficava tão irritado com os insultos que nunca mais jogou com eles. Dizem que chegaram até a haver rescisões de amizades e agressões, e por causa disso o seu campo passou a chamar-se Alcochete. O lobo só se ria de tanta escaramuça. Tirou proveito da situação e chegou à beira da casa que de tão redonda só precisou de uns leves sopros para a fazer rebolar pela encosta, destruindo-se facilmente.

Já o Azul, na elaboração do projeto da sua casinha, teve a sorte de ter um pai que além de velho era sábio. Sabia como escapar de lobos como ninguém. Anos e anos de prática! E explicou ao filho como fazer: “Constrói uma casinha forte, bem alicerçada e forte. Cuidado com as porquinhas, vai comendo e vivendo, mas foca-te sempre na tua casinha. Põe-lhe tijolo, muito tijolo e tapa bem todos os buracos. Não a deixes rebolar como a casa do outro e tranca bem o portão, não sejas preguiçoso! Empreiteiros? Eu cá sei de um bom para ti!”. O Azul escutou tudo com muita atenção e construiu uma casa forte. Para entrar e jogar no seu campo o Azul tinha um segredo. Só quem tivesse um apito entrava, de preferência dourado. Teve alguns problemas com o seu amigo macaco, que passava o dia a soprar no apito, mas depressa se fartou. E este sistema funcionou durante anos e anos…O lobo bem tentou, mas por mais que soprasse nunca conseguiu deitar a casinha abaixo.
A sua casinha ficou tão forte que era comentada em todo o lado. O Azul bem que se mostrava orgulhoso ao pé dos seus amigos desalojados e tristes, o Verde e o Vermelho.

Moral: quem constrói boas casinhas, ganha campeonatos...

quarta-feira, 13 de junho de 2018

"Álvaro Sobrinho é um Sportinguista fanático" "Justiça seja feita à Holdimo, foram mais inteligentes que muitas pessoas"

Tenha calma, as frases não são minhas. Foram proferidas em Setembro de 2013 por Bruno de Carvalho, numa entrevista ao Jornal de Negócios. Ela foi [AQUI] publicada na íntegra e o excerto segue abaixo. 

Ela ilustra como se mudam os tempos e se moldam as verdades sempre em torno de um objectivo: diabolizar e silenciar as vozes discordantes da acção de Bruno de Carvalho. Algo semelhante ao que se regista com todos os que no passado foram úteis por elogiar o presidente e hoje são tratados como traidores e representantes do inimigo. 

Há vários exemplos que poderia citar. Talvez dos mais notórios, pela sua presença activa na comunicção e redes sociais seja Daniel Oliveira. Basta estar atento ao que lhe têm feito por estes dias no Twitter e Facebook. Para esta estratégia resultar tem sido fundamental o silêncio de uns e a conivência de muitos. Bruno de Carvalho para muitos tornou-se mais importante do que o próprio Sporting e o resultado está à vista.


terça-feira, 12 de junho de 2018

A falência técnica pode ser apenas um pormenor "chato"

Estamos a meio de um processo caótico cujas consequências estão ainda muito longe de ser compreendidas. A falência técnica é uma possibilidade que não pode ser de todo afastada, o que acrescentaria mais quilómetros a um caminho ainda muito longo para a recuperação que teremos que encetar. 

Aconteça o que acontecer, acredito na força dos Sportinguistas e no seu amor pelo clube como factor determinante para o sucesso daquela que será provavelmente a empreitada das nossas vidas. Mas para que ela tenha sucesso, é necessário a alteração do estado de fractura total em que se encontra a família leonina. Este é o momento mais do que nunca de pensar em primeiro lugar e acima de tudo no SPORTING CLUBE DE PORTUGAL e não no que é conveniente para uma pessoa, ou para um grupo ou facção.

De outra forma, a falência técnica da SAD será apenas uma frase no epitáfio de uma grande instituição que faleceu por se ter afastado dos valores e ideais que a tornaram tão grande como os maiores da Europa.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

domingo, 10 de junho de 2018

Em busca do músculo para o poder absoluto

Cumprem-se hoje 62 anos da inauguração do Estádio José Alvalade. O Sporting foi campeão de iniciados, Tri-campeão de judo mas essas alegrias não são suficientes para diminuir a tristeza e a preocupação com que olho para o actual momento do Sporting. A confusão resultante da decisão sobre a primeira das providências cautelares é apenas uma amostra do que nos espera: interpretações à medida de cada um dos lados e provavelmente com algumas decisões a merecerem recursos. 

A possibilidade desta guerra se prolongar no tempo é obviamente alarmante, mas há guerras que valem a pena ser disputadas. Esta em particular, porque está em causa o Sporting como o que conheci e não um Sporting onde unipessoal, onde a vida de uma comunidade está constantemente à mercê do arbítrio de apenas um. Não sei o que é pior, se 
a) as propostas de alteração de estatutos estarem aprazadas para uma AG selvagem, convocada por uma figura fantasma e claramente ilegal chamada "Comissão Transitória"
b) se elas mais não visam do que o reforço do poder pessoal, 
ou se 
c) algumas delas estarem ainda por anunciar e debater.
Mas há uma coisa que fica assim bem clara: se a figura de Comissão Transitória fosse legal porque quer agora Bruno de Carvalho inclui-la nos estatutos? E do que se conhece já, o melhor mesmo é nem falar da pretensão de caber ao presidente a nomeação, em caso de demissão, dos membros do CD necessários para completar o quórum. Uma solução que faz das tristemente famosas cooptações uma brincadeira de jardim escola. Caso esta aberração fosse avante, o que não é provável até por via da sua legalidade duvidosa, isto significava
a) a anulação total da importância do voto dos associados;
b) submissão total destes à vontade de uma pessoa;
c) a anulação da possibilidade de escrutínio prévio dos elementos que viessem a ser nomeados;
d) a anulação da ideia de colegialidade e da necessidade de quórum.
d) no limite, uma lista poderia ser eleita pelos associados apenas para inglês ver, sendo rapidamente substituída por homens de mão do presidente.
Infelizmente as discussões no Sporting estão permanentemente armadilhadas. Quem não é por BdC é lampião, é croquete, tem agenda, quer tacho, é da Holdimo, é um complot, enfim, um desfiar de inimigos (mesmo que antes tenham sido amigos convenientes) que é preciso combater atrás das trincheiras. Em matéria de inimigos devemos ser por hoje o clube mais azarado do mundo. Ou isso ou tornamo-nos no caldo de cultura perfeito para a mistificação e manipulação de consciências e de massas.

Esta é a segunda vez que os sócios serão chamados a pronunciar-se sobre uma alteração estatutária desde Fevereiro. Em nenhuma das ocasiões se registou uma intenção estruturante para o clube, uma ideia modernizadora. As propostas de alteração de Fevereiro nasceram da vontade de controlar as opiniões dissonantes, as actuais nascem da necessidade de controlar a manutenção do poder e da sua perpetuação. Esta é uma questão de cidadania sportinguista, é uma questão de orgulho. Já não é sobre gostar ou não de BdC, é sobre gostar ou não do Sporting. Não sobre ganhar muito ou pouco, é sobre manter-se fiel aos valores que defendemos. Os sócios não precisam de um tutor ou de um caudilho.


ARTIGOS DOS ESTATUTOS QUE O CONSELHO DIRECTIVO QUER MUDAR

Artigo 37.º
(Cessação do mandato)
3 – Sem prejuízo do regime fixado nos presentes estatutos para os casos de cessação antecipada do mandato, os titulares dos órgãos sociais mantêm-se em funções até à tomada de posse dos sucessores.
PROPOSTA DO CD: DESCONHECIDA

Artigo 39.º
(Renúncia)

Redacção actual:
3 – Todavia, se a renúncia, individual ou colectiva, constituir causa da cessação do mandato da totalidade dos membros do órgão, a renúncia só produzirá efeito com a tomada de posse dos sucessores, salvo se entretanto for designada a comissão de gestão ou de fiscalização, ou ambas, nos termos dos presentes estatutos.

PROPOSTA DO CD:
3 – (…) salvo se, entretanto, for designada a "Comissão Transitória de Gestão" e/ou a "Comissão Transitória de Fiscalização" e/ou a "Comissão Transitória da Mesa da Assembleia Geral", sendo que a primeira [...] tem por finalidade substituir o Conselho Directivo, a segunda [...] o Conselho Fiscal e Disciplinar e a terceira [...] a Mesa da Assembleia Geral.

Artigo 41.º
(Comissões de gestão e de fiscalização)

Redacção actual:
1 - Se se verificar causa de cessação de mandato da totalidade dos membros do Conselho Directivo ou do Conselho Fiscal e Disciplinar ou se, convocadas eleições para qualquer daqueles órgãos, não houver candidaturas, pode, no primeiro caso, e deve, no segundo, o presidente da Assembleia Geral designar uma comissão de gestão ou uma comissão de fiscalização, ou ambas, compostas por número ímpar de sócios efectivos com cinco anos de inscrição ininterrupta no Clube, para exercerem as funções [...]

2 – Deve, no prazo de seis meses contado da designação da comissão de gestão ou da comissão de fiscalização, ou de ambas, ser convocada Assembleia Geral eleitoral para a eleição do Conselho Directivo, do Conselho Fiscal e Disciplinar ou de ambos, conforme for o caso, cessando as funções da comissão que esteja em causa com a tomada de posse dos eleitos.

PROPOSTA DO CD:
Artigo 41.º

(Comissões transitórias de Gestão, de Fiscalização e da Mesa da Assembleia Geral)

1 - Se se verificar causa de cessação do mandato da totalidade dos membros do Conselho Directivo, ou do Conselho Fiscal e Disciplinar, ou da Mesa da Assembleia, poderá no primeiro caso ser constituída uma "Comissão Transitória de Gestão", e deverá no segundo e terceiro caso ser constituída, respetivamente, uma "Comissão Transitória de Fiscalização" e uma "Comissão Transitória da Mesa da Assembleia Geral"; compostas, cada uma delas, por número ímpar de sócios efectivos, com cinco anos de inscrição ininterrupta no clube, para exercerem as funções que cabem, respetivamente, ao Conselho Directivo, ao Conselho Fiscal e Disciplinar e à Mesa da Assembleia Geral, e que terão a competência do órgão que visem substituir;

2 – A "Comissão Transitória de Gestão" poderá ser constituída pelo presidente da Mesa da Assembleia Geral e a "Comissão Transitória de Fiscalização" deverá ser constituída pelo presidente da Mesa da Assembleia e a "Comissão Transitória da Mesa da Assembleia" deverá ser constituída pelo presidente do Conselho Directivo;

3 – Deve, no prazo de seis meses contado da designação de cada uma das comissões transitórias, ser convocada Assembleia Geral eleitoral para a eleição do Conselho Directivo e/ou do Conselho Fiscal e Disciplinar e/ou da Mesa da Assembleia, consoante o caso concreto, cessando as funções da comissão transitória que esteja em causa com a tomada de posse dos eleitos.

Artigo 55.º
SECÇÃO III – Conselho Directivo
(Composição do Conselho Directivo)

Redacção actual:
3 – A composição do Conselho Directivo obedecerá às seguintes regras:
a) Um terço dos seus membros terão de ter, pelo menos, vinte anos de inscrição ininterrupta como sócios efectivos A, e de ter pago ininterruptamente, pelo menos nos últimos vinte anos anteriores à data de eleição, as quotas de valor máximo do escalão de base;

b) Um terço dos seus membros terão de ter, pelo menos, quinze anos de inscrição ininterrupta como sócios efectivos A, e de ter pago ininterruptamente, pelo menos nos últimos quinze anos anteriores à data de eleição, as quotas de valor máximo do escalão base.

PROPOSTA DO CD (NOVO PONTO 8):
8 – "Em caso de cessação antecipada do mandato de membros do Conselho Directivo, o seu presidente poderá indicar para o preenchimento das vagas outros sócios efectivos A, contando que se mantenham os requisitos e a proporcionalidade prevista no n.º 3 desta norma estatutária.

[NOVO] Artigo 55.º - A
(Competência do presidente do Conselho Directivo)
1 – Sem prejuízo e além do mais que se encontre consignado nos presentes estatutos, o presidente do Conselho Directivo do SPORTING CLUBE DE PORTUGAL tem por competências:
c) Praticar todos os actos que sejam da sua competência, nos termos legais ou estatutários.

PROPOSTA DO CD:
c) Nomear, nos termos dos presentes Estatutos, novos membros do Conselho Directivo para preenchimento de vagas até ao limite estatutariamente previsto;

d) Praticar todos os actos que sejam da sua competência, nos termos legais ou estatutários.

Artigo 67.º
(Prorrogação de prazos)

Redacção actual:
Sempre que nos três meses que antecedam o termo dos prazos mencionados no número 1 do artigo 32.º e no número 1 do artigo 35.º ocorram eleições para o Conselho Diretivo ou para o Conselho Fiscal e Disciplinar, esses prazos consideram-se automaticamente prorrogados para três meses após a tomada de posse dos eleitos.
PROPOSTA DO CD: DESCONHECIDA

Artigo 32.º
(Orçamento de receitas e despesas)

Redacção actual:
1 – O Conselho Directivo deverá submeter à Mesa da Assembleia Geral, até 15 de Junho do ano associativo anterior àquele a que respeita, o orçamento de receitas e despesas para cada exercício económico, acompanhado do plano de actividades e do parecer do Conselho Fiscal e Disciplinar.

Artigo 35.º
(Membros dos órgãos sociais)

1 – Os membros dos órgãos sociais devem cumprir e fazer cumprir os estatutos e regulamentos do Clube [...].

Artigo 68.º

(Dissolução do SPORTING CLUBE DE PORTUGAL)
PROPOSTA DO CD: DESCONHECIDA

Nota: este post foi editado

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Sobre as Assembleias Gerais: o que é legal e o que é ilegal

Muito se tem discutido a legalidade da convocatória de Marta Soares e "daquela coisa" que Bruno de Carvalho inventou chamada Comissão Transitória da Mesa da Assembleia Geral. Infelizmente muitas dessas discussões são feitas fora das margens de onde deveriam ter lugar. E essas são as que são delimitadas pelos estatutos. Se aí se mantivessem muita da agressividade e irracionalidade que a generalidade das discussões contêm não existiriam. Mas quer uma quer outra também existem para camuflar a falta de argumentos para contrariar o óbvio.

 
Não é preciso "ir a Coimbra" para perceber o que está aqui em causa. Mas é bom saber o que pensam os juristas e aí, à excepção da D. Judas, não ouvi ainda ninguém contrariar a ideia de que a actuação de Jaime Marta Soares não cumpre os estatutos. Ontem na SIC foi possível ouvir a opinião de um jurista que esclarece ponto por ponto as questões de legalidade que as diferentes marcações da AG's suscitam e devem ser ouvidas com a atenção que merecem. Excepto por aqueles que acham que "o Bruno tem sempre razão", que o jurista "foi visto a almoçar com alguém da Holdimo", que em tempos "jantou no mesmo restaurante que o LFV", etc, etc.


Esse é um dos sinais mais claros do Brunismo que está a alimentar-se do Sportinguismo. O mundo uniu-se para nos tramar! Só ontem tivemos mais dois exemplos:

1- "O Marta Soares é um biltre". O facto de ter escolhido duas vezes para o mesmo cargo por BdC, onde foi bastas vezes parcial e reconhecidamente incompetente nunca interessou. Interessa agora que (surpreendentemente, diga-se!) tenta fazer cumprir os estatutos. 

2- O ex-administrador da SAD Guilherme Pinheiro viu ontem serem colocadas em causa as suas competências, nomeadamente como responsável que tutelava a Academia. E tal sucedeu não pela gravidade dos factos lá ocorridos, mas sim porque se demitiu. Não o tivesse feito e continuaria no cargo e a sua competência incontestada. É preciso ser mais claro?

Enquanto isso BdC avisa os sócios que não vai haver AG do dia 23. Vai haver mas se nos portarmos bem, fazendo o que, como e onde ele acha que deve ser feito. Não o que os estatutos preconizam. Só este simples facto deveria fazer sobressaltar os Sportinguistas. Com o Bruno é assim, é como ele quer, pode e manda. Só este ano já tivemos duas Ag's sempre para aprovar alterações estatutárias que reforçam o poder pessoal e tentativa de perpetuação no poder. Já quando os sócios as requerem inventa-se uma nova redacção dos estatutos.

Emoções à parte, o que está aqui em causa é a sobrevivência do clube conforme o conhecemos hoje. Um Sporting onde o clube é dos seus sócios e não uma entidade unipessoal. Sócios esses que sempre se têm manifestado de forma maioritária contra a ideia de uma SAD dominada por um ou vários accionistas, mas onde parece haver uma vasta parte que não se importa que SAD e clube sejam propriedade de apenas uma pessoa.

Confesso que ainda não percebi como e porquê chegamos até aqui. Isto é, perceber percebo pelos factos conhecidos. O que ainda não entendi é porque Bruno de Carvalho enveredou por este caminho, quando poderia ter assumido as responsabilidades directas e indirectas de tudo o que tem sucedido ao clube nestes últimos meses e colocado o seu lugar à disposição dos sócios. Estou convencido que teria voltado a ser eleito com menor ou maior dificuldade. Assim, estamos como estamos e quer o seu futuro como presidente quer sobretudo o do NOSSO clube estão envoltos na maior penumbra.

Nota: peço desculpa pela qualidade dos vídeos

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Frederico Varandas: «Se houver eleições acredito que ganho»

É médico, tem 38 anos e propõe-se lutar nas urnas contra Bruno de Carvalho. Lança-lhe um repto, ao pedir que se demita e se recandidate, pois o Sporting não aguenta por muito mais tempo o clima de guerra civil.

RECORD: Já se passaram algumas semanas desde que anunciou que tencionava candidatar-se à presidência do Sporting. O que tem feito desde essa altura?

FREDERICO VARANDAS – É importante historiar aquilo que se passou desde esse momento. Fiz duas comunicações numa só a 24 de maio. Pedi a demissão e assumi-me para liderar um processo de candidatura numa possível eleição. Fiz o ‘dois em um’ porque o Sporting estava completamente partido. Pedi que fosse dada voz aos sócios, mas era necessário existir um rosto. Ninguém iria promover uma destituição sem que houvesse uma alternativa. Por mais desgastadas que estivessem, as pessoas perguntariam sempre: ‘OK, destituir para quem, para quê?’. Tomei então a decisão de me demitir e ser candidato se houvesse eleições. Já me encontrava preocupado a 24 de maio, mas agora, a 5 de junho, ainda estou mais, pois o problema do Sporting atingiu outro patamar. Os sportinguistas não podem ficar indiferentes ao que se está a passar no clube. O Sporting foi alvo do maior golpe de Estado democrático! A partir do momento em que houve a demissão de órgãos sociais e se assistiu à substituição dos mesmos por outros… atingiu-se o coração do Sporting. É urgente repor a legalidade e a democracia no Sporting, devolver o poder aos sócios. Os sportinguistas têm de perceber que perderam o poder. Os sportinguistas votaram, mas esse voto vale zero se tudo isto continuar. Os órgãos sociais eleitos pelos sportinguistas foram destituídos de um momento para o outro sem fundamento estatutário. Isto é uma loucura, é perfeitamente surreal.

R: Pode falar-se na existência de uma ditadura?

FV – Quando o regime democrático é posto em causa… sim! É disso que estamos a falar. Se há uma semana pedia a Bruno de Carvalho para convocar uma assembleia geral e ouvir os sócios, hoje em dia o meu pedido é diferente. Peço-lhe que se demita, convoque eleições e se recandidate.

R: Ele não parece ter essa intenção. De que maneira se desata o nó?

FV – Espero que esta entrevista sirva de ajuda a Bruno de Carvalho. Que ele tenha um mínimo de coragem, peça a demissão e se recandidate. Vou dizer-lhes porquê. Está a haver imensos movimentos – providências cautelares, processos judiciais, possíveis suspensões –, mas esse não é o caminho. Isso não vai unir o Sporting, apenas acentua ainda mais as feridas já existentes. O futuro presidente do Sporting tem de estar altamente legitimado e só há uma maneira de o legitimar… ouvindo os sócios! Bruno de Carvalho diz que está legitimado por ter tido 90 e tal por cento numa AG onde supostamente estiveram 6 mil pessoas. OK! Se tem 90 e tal por cento, então tem medo de quê? Venha a jogo! Só isso lhe dará legitimidade e paz. Um líder que tem medo de ouvir o povo é um líder fraco e sem força moral, está condenado à nascença.

R: Crê que pode ser mais forte num frente a frente com BdC?

FV – Se houver eleições sou candidato, isso que fique claro. Estou em condições de me colocar em jogo para esclarecer o Sporting. Vou a jogo contra Bruno de Carvalho. Mas esse é, por agora, um cenário hipotético. Não quero é que haja guerras entre órgãos sociais, disputas nos tribunais. Então estamos a pedir ao exterior [aos tribunais] que decida como é que o clube se deve governar? Não! O Sporting tem de saber governar-se internamente. É preciso dar um murro na mesa e legitimar o futuro presidente do Sporting. A forma inequívoca de o fazer é realizar eleições.

R: Vê algum motivo para que ele não se demita?

FV – Não vejo que alguém que goste do Sporting não faça aquilo que estou a pedir.

R: Ele teme perder o poder?

FV – Não sei, pois não estou dentro da cabeça dele. Sei é que não vejo um motivo para que alguém que diz gostar tanto do Sporting o esteja a sujeitar a isto.

R: Qual é a melhor data para se realizar o sufrágio?

FV – Ontem... já era tarde!

R: Bruno de Carvalho critica o ‘timing’ da sua saída. Tem razão?

FV – A partir do momento em que Bruno de Carvalho começa a desviar-se dos valores do clube, o meu primeiro dever de lealdade é com o Sporting, não é com o presidente. Nunca um presidente estará acima de um clube.

R: Disse-lhe isso?

FV – Ele percebeu pela minha cara...

R: Quando notou que o ‘desvio’ era insanável?

FV – Foi neste último ano, sendo resultado de várias situações. Culminou com o clube completamente partido e em guerra civil. O Sporting nunca esteve tão dividido como hoje. Passámos agora para outro patamar, que é o da violação dos estatutos do Sporting, do nosso código genético, do garante da nossa soberania enquanto clube democrático.

R: A comissão transitória está a usurpar os poderes?

FV – Os estatutos são claros. Se existem órgãos eleitos pelos sócios, esses mesmos órgãos não podem ser demitidos e substituídos pelo presidente do Conselho Diretivo. A separação de poderes foi violada, o sócio do Sporting perdeu o seu poder.

R: Planeia comparecer nas AG previstas para os dias 21 e 23?

FV – Espero que Bruno de Carvalho tenha o mínimo de coragem, peça a demissão e se recandidate. Espero não ser necessária nenhuma AG. Se nada suceder só reconheço a marcação de uma AG, a do dia 23.

R: Porque não foi anteontem à manifestação?

FV – Não fui e... não gostei de ler um ‘post’ do diretor de comunicação, no qual brincava e gozava com os sócios que lá estavam. É esta cultura que tem de acabar, não há sportinguistas de primeira e de segunda. Eu, por exemplo, respeito os sócios que defendem a continuidade de Bruno de Carvalho. Peço que se dê um banho democrático ao Sporting, que se realizem eleições. O futuro presidente do Sporting tem de ter o engenho, a competência e a comunicação para unir o Sporting. Só o verdadeiro amor ao clube conseguirá unir, curar e regenerar o Sporting. Bruno de Carvalho não tem competência para o fazer, pois é incapaz de unir.

R: BdC é hoje um homem diferente em relação ao que era em 2013?

FV – Esse Bruno de Carvalho seria o primeiro a pedir a sua própria demissão. Peço, por isso, ao adepto e associado Bruno que convença o presidente Bruno a promover eleições. Creio que o Bruno presidente terá a coragem de fazer aquilo que é impreterível fazer.

R: BdC diz ter "mais honra militar do que alguns que hoje afirmam ser militares", argumentando que "nunca se deixam os colegas no combate". Como reagiu?

FV – Simplesmente ri-me. Quem diz ‘colegas’... está tudo dito! ‘Colega’ é uma palavra que não existe na tropa.

R: Bruno de Carvalho foi assistido à zona lombar na receção ao Paços, tendo surgido uma fotografia dele no balneário. Foi você que a tirou?

FV – Ele sabe que não fui eu. Não sei quem a tirou, mas sei quem não foi. Não foi ninguém do departamento médico e ele sabe disso. 

«Não recebemos lições de ninguém no corpo médico»

 R: A sua demissão deixou vaga em aberto na direção clínica do Sporting. Na sua equipa, quem será o seu ‘Varandas’?

FV – Se for presidente, já tenho o departamento médico completamente fechado. E garanto que mantém a qualidade. O diretor, se calhar, até é melhor do que eu [risos]. Está definido.

R: Na sequência da sua saída, os restantes médicos também rescindiram contrato com o clube, num ato solidário.

FV - Outra coisa de que fui acusado: o médico demitiu-se e ficou tudo órfão. Não exigi nenhuma demissão em bloco. Tive uma reunião com todos os médicos, expliquei o que fiz. Ficaram surpreendidos. Cada um tomava a decisão que entendesse, mas até 30 de junho os serviços médicos teriam de ser garantidos. E estão a ser. O despedimento de todos os fisioterapeutas, isso sim, surpreendeu-me. Se há coisa onde o Sporting não recebe lições de nenhum clube, é na estrutura médica. Retaliação? Não sei. Sei que foi mais um tiro no pé, um de muitos.

«Que Marta Soares saiba defender o clube»

R: Tem alguma crítica a fazer ao presidente da MAG [Jaime Marta Soares]?

FV – Não quero ter nada a ver com a MAG, que tem de fazer o seu papel. É importante compreender que Bruno de Carvalho é o presidente do Conselho Diretivo e Jaime Marta Soares é o presidente dos sócios, é a figura número um do clube. Não fui eu que indigitei Jaime Marta Soares para presidente da MAG. Foi Bruno de Carvalho, o qual tem de assumir a responsabilidade. Perguntam-me se a MAG devia ter feito isto ou aquilo? Não sei nem quero saber! A MAG é um órgão soberano do Sporting, nada tenho a ver com isso. Espero que Jaime Marta Soares, o presidente dos sócios, saiba defender o clube da melhor maneira.

R: Acha que o está a fazer?

FV – Espero que sim...

«Sporting está na unidade de cuidados intensivos»

 R: Recentemente afirmou que o Sporting "está doente". Acredita que é possível existir cura, tendo em vista a próxima temporada?

FV – É, sem dúvida. A época não está comprometida. O Sporting é um clube especial, com muita força. Não são os resultados desportivos que definem o futuro do Sporting, nunca foram. São 18 anos sem vencer o campeonato, mas a lutar e a encher estádios. Não vai acontecer, mas se forem 28, serão. Não podemos é negligenciar e enfiar a cabeça na areia. Hoje, o Sporting nunca esteve tão dividido. A mudança tem de ser com alguém com capacidade de unir. E não é o gostar mais do futebol ou do hóquei, esqueçam isso. É o amor ao Sporting. Quem quiser isso, vai estar comigo. Não tenho dúvidas nenhumas que o consigo fazer.

R: Não será mais uma época que já está hipotecada à nascença?

FV - Isso preocupava-me há uma semana. Neste momento, preocupa-me a sobrevivência do Sporting como o conheci. Falar de futebol, treinador, preparação, quando está em causa a violação dos estatutos… Quem conhece futebol sabe que isto terá um preço na próxima época. Mas agora estamos a discutir coisas muito mais profundas, como a própria existência do Sporting. Estamos hoje num patamar onde o voto do sócio vale zero. E o poder do Sporting tem de estar sempre nas mãos dos sócios.

R: Considera então que o Sporting está em estado crítico?

FV - Está, o Sporting que conhecemos está na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI). E temos de perceber se queremos desligar a máquina ou tirá-lo de lá. Do que depender de mim, a máquina do Sporting nunca será desligada. Mas é altura de os sócios perceberem que o Sporting está na UCI. Ando na rua, em Lisboa, e milhares de pessoas falam comigo. Sei que a larga maioria das pessoas percebe que o Sporting não está bem. O apoio que tenho tido tem sido inacreditável, nem eu próprio esperava isto. Creio que as pessoas acreditam em mim como uma solução, e não como um problema. Mais do que treinadores ou jogadores, a função do presidente que chegar tem de ser a de unir o clube. Assim como está, partido, não ganhamos a ninguém.

R: O facto de não ter um passado ligado à gestão pode ser um argumento usado contra si?

FV - Em tudo na vida quando lidero, lidero uma equipa. E não lidero uma equipa de ‘yes men’. Sou forte porque a minha equipa é muito forte, sempre foi assim! É uma equipa competente, especializada em cada área. Sei o que sei e sei o que tenho de ouvir. A minha força está na equipa que vou trazer - se houver eleições. A minha liderança não é autocrática, sei liderar. Existem determinadas áreas que são a minha vocação, por exemplo o ‘core’ do Sporting. Sei o que é o clube. Depois, noutras áreas específicas vou ter um especialista altamente qualificado. E tudo o que acontecer de mal serei eu o responsável. Lidero em equipa.

R: Essa equipa já está pensada? Existem contactos?

FV - Está completamente fechada. É uma equipa jovem, profissional e altamente competente. Não avanço com nomes, pois não estamos num ato eleitoral.

R: Tem alguém com passado nos órgãos sociais do clube?

FV - O Conselho Diretivo terá gente nova e competente. Mal fosse que em 170 mil sócios não houvesse pessoas com qualidade. Existe mais Sporting para além disto...

R: Caso venha a ser presidente, suspenderá as suas funções enquanto médico?

FV - Completamente. Serei um presidente profissional, 24 sobre 24 horas. Considero esse o meio mais transparente que existe. Não posso exigir competência se as equipas não forem profissionais, tal como fez Bruno de Carvalho. Esse é o modelo mais transparente. Uma pessoa vai para presidente do Sporting e vive de quê? De onde vem o seu ordenado? Isso é que eu acho que levanta suspeitas. Para mim há um pilar fundamental no Sporting: transparência. E saber dignificar o Sporting sem nunca perder a competitividade. Isso é um pilar básico.

R: Aceita a faceta de presidente-adepto? Planeia sentar-se no banco de suplentes?

FV - Aceito a faceta de presidente-presidente. O Sporting precisa de um presidente profissional, uma pessoa com paixão e pulso, mas também com muita cabeça.

R: É esse o seu estilo?

FV - Existem vários, cada um tem o seu. Serei o que sempre fui: simples, transparente e discreto. Sei o meu lugar. O presidente está lá para servir o Sporting. Existe um espaço que é para os jogadores e um outro que é do presidente. Confesso que fico preocupado quando vou ao estádio e vejo tarjas a dizer: ‘Zero ídolos’. Isto é condenar o futuro do Sporting. Sou sportinguista porque cresci com o ídolo Manuel Fernandes, com o ídolo Balakov, com o ídolo Luís Figo. Nunca vai haver um miúdo de 6 anos que se torne sócio por causa do presidente. Isso não existe! Um clube precisa de ídolos. E quem é que eles são? Os atletas! Ídolos no futebol, no andebol, no hóquei em patins, na ginástica, no atletismo.

R: E onde encaixa aí o presidente?

FV - Tem a missão de tentar tornar profissionais em ídolos. Não podemos cultivar o ‘zero ídolos’, isso tem de acabar. Os miúdos gritam e choram pelo Rui Patrício, pelo Bas Dost, pelo William, pelo Battaglia, pelo Girão. O clube é isto, só movimenta novos sócios com ídolos.

R: Caso se verifiquem mais rescisões, pode encontrar o clube numa situação de falência técnica. Está preparado para isso?

FV - O Sporting nunca vai acabar, tem uma dimensão que jamais acaba. Se tiver de se reerguer, reergue-se, seja de onde for. A massa de sócios nunca acabará. Agora, depende é do nível do qual vamos ter de nos reerguer.

«Nunca tive um profissional tão bom como Patrício»

 R: O que sentiu ao ler a carta do pedido de rescisão de Rui Patrício?

FV – Li e vivi aquilo! É o resultado da má gestão do Conselho Diretivo e de Bruno de Carvalho em relação aos seus profissionais. É o resultado de inúmeros erros de liderança graves. Não gosto de ver jogadores a fazer comunicados nem a rescindir. Tenho de defender o Sporting, mas também preciso de perceber como se chega a este ponto. Onde está o líder? Essa é uma das razões que me levaram a pedir a demissão.

R: Compreende os motivos invocados para reclamar justa causa?

FV – Não sou jurista. Há profissionais que estão a tomar atitudes que se calhar não são as melhores para o Sporting nem para eles. E pergunto: Porque é que se chegou a este estado? Não posso ter um presidente que apoia a equipa quando ganhamos e vira adepto quando perdemos. Não é assim que se lidera.

R: Surpreendeu-lhe a decisão de Rui Patrício?

FV – Até ao dia em que pedi a demissão nunca tive um profissional tão bom como Rui Patrício. Durante o tempo em que lá estive, nunca faltou a um treino por doença, nunca deixou de treinar porque estava maldisposto. Deu um exemplo a todos os miúdos. Há dois ou três anos fui receber um prémio na Gala Sporting em que Bruno de Carvalho considerou Rui Patrício o futebolista do ano. O Rui estava fora e pediu-me para ir receber o prémio. No discurso disse que ainda fico surpreendido com aquilo que ele faz. É o número 1 da Seleção, número 1 do Sporting e continua a treinar-se como se estivesse no 1º ano de sénior. Se tivéssemos mais 6 ou 7 como ele… onde estaria o Sporting!

R: Ainda assim alegou justa causa para rescindir…

FV – Aí já mete outras variáveis, empresários e advogados… As pessoas desvalorizam o que aconteceu em Alcochete. Aquilo marca! Os jogadores acham que nunca mais terão condições para pisar Alcochete e Alvalade. Aquilo nunca poderia ter acontecido.

R: Houve incúria do clube na fatídica tarde do ataque à Academia?

FV – Esse é o dia mais negro da história do Sporting. O presidente é o responsável pela academia, pela segurança da academia, pelo grupo, pelos seguranças. Por tudo e mais alguma coisa. A responsabilidade é sempre de quem lidera. A má relação criada entre os profissionais de futebol e a massa adepta muito contribuiu para aquilo.

R: Quem é o responsável?

FV – O presidente é sempre o responsável!

R: Acha normal uma claque entrar nas instalações do clube para pedir satisfações a quem quer que seja?


FV – Não. Estive no Sporting que ficou em 7º lugar e não vi aquilo. Já vi manifestações de desagrado na academia, no parque de estacionamento, no aeroporto e à saída do estádio, mas nunca tinha visto semelhante coisa.

R: Se for eleito qual será a relação com as claques?


FV – As claques querem o melhor para o Sporting. Ora, quem quiser o bem do Sporting estará comigo, quem ama realmente o Sporting estará comigo. Eu próprio fiz parte da Juventude Leonina quando andava no liceu.

R: Ainda há volta a dar quanto às decisões de Rui Patrício e Podence?

FV – Enquanto sócio estou a fazer o que posso. O Sporting tem de preservar os seus ativos financeiros e desportivos.

R: Mas pode acontecer uma autêntica debandada…


FV – Isso não pode acontecer. Não pode, não pode! Não admito esse cenário. Seria um cataclismo financeiro e desportivo.

«BdC teve bons técnicos mas não soube lidar com eles» 

R: Sente-se confortável em ser presidente já com decisões definidas por outrem?

FV – A realidade neste momento é um diretor desportivo, [Augusto] Inácio. Quando assinou, ele disse que nunca seria um problema, mas sim uma solução. Conheço-o, estou descansado. Tudo para além disso neste momento é absurdo falar. Tenho tudo bem organizado na minha cabeça. Gosto muito de futebol e tenho identificado o que está mal. Academia, formação, prospeção de atletas não formados no Sporting...

R: Fala em concreto de quê?

FV - Não venho do futebol, mas acredito muito no meu ‘know-how’. Há coisas básicas que se foram perdendo. Não se impõe a um jovem que sinta o clube, ensina-se o que é. Houve uma perda de identidade do jogador da Academia. Chegam aos seniores e veem o Sporting quase como entreposto. Um miúdo tem de beber o futebol. Para mim é claro que os jogadores da Academia têm de ir ao estádio. Nenhum miúdo tem o desejo de ser do Sporting se não o vir a jogar. Não é em Alcochete, a 70 quilómetros. Aprendem o quê? Aprendem ali, a ouvir os sócios, os cânticos. Aí se cria o bichinho.

R: Falta, portanto, maior aposta nos produtos da Academia?

FV - É mais grave. Aurélio Pereira, que será para sempre um símbolo e um senhor sobre o qual me arrepio a falar, já não trabalha no Sporting há um ano por questões de saúde. Mas não houve essa substituição. Foi falta de coragem? É preciso perceber que há ciclos. A formação tem de voltar a ser competitiva.

R: Deixou-se ultrapassar pelo Benfica?

FV - Perdeu muita da qualidade que tinha. Mas vamos mais do que a tempo para a recuperar.

R: Como vê a saída de Jesus?

FV - Foi mais um grande treinador que Bruno de Carvalho teve a competência e arrojo de ir buscar, mas com outro tipo de liderança, tinha dado mais. BdC tem esse condão, de ter escolhido sempre bons treinadores, mas não soube nunca lidar com eles.

R: Sá Pinto pode ser a solução?

FV - Não vou falar de treinadores… Hoje estou a tratar do coração do Sporting, para bombear forte. Essa é a prioridade.

«Se há algo que está bem feito são as modalidades»

 R: Tem acompanhado a operação Cashball, onde está envolvido André Geraldes?

FV - Há valores que são inegociáveis. A palavra suspeição nunca existiu no clube. Aguardo com preocupação. Não temos nenhum condenado nem quero acreditar que seja verdade. Geraldes? Tinha uma relação profissional próxima, sim.

R: Uma investigação que teve por base as modalidades...

FV - Se há algo que está bem feito no Sporting, são as modalidades. Quero lembrar Bruno de Carvalho pelo bom que fez e continuar esse trabalho, com cabeça. As pessoas acham que só sou próximo dos jogadores de futebol, mas tratei atletas de todas as modalidades do clube.

«Se houver eleições acredito que ganho» 

 R: Num cenário de eleições, se não for eleito nem BdC, aceita regressar como médico, caso seja convidado?

FV – Se houver eleições, acredito que ganho.

R: Mas... e se não ganhar?

FV – Em tudo na vida tive de correr riscos. Neste momento, penso seriamente o que digo. Indo a eleições, os sportinguistas vão considerar a hipótese de regenerar o clube.

R: Nunca estará, então, afastado da vida do clube...

FV - Nunca conseguirei. Já era diretor-clínico do V. Setúbal e ao fim de semana ia para o meu lugar em Alvalade. Os sportinguistas têm direitos e deveres. O meu dever é saber cuidar do Sporting. Posso discordar de uma pessoa, mas se ela está no poder e ganha, quero que ela ganhe. Muitos preferem que o Sporting perca para terem razão. Farei tudo para ver o Sporting na frente. E acredito que sou a melhor solução para tal.

R: Teme perder a maioria do capital da SAD?

FV – No meu Sporting defendo que seremos sempre o detentor da maioria do capital da SAD, tratando os acionistas com a dignidade que eles merecem.

R: A não concretização do empréstimo obrigacionista compromete as finanças?

FV - Ouvi o presidente dizer que o plantel inteiro podia rescindir, que não teria problemas de liquidez. O Sporting atual vive num certo autismo.

R: Defende a reaproximação institucional com o Benfica?

FV - Terei relações com todos os clubes que queiram jogar limpo. Se eu jogo, vou exigir aos meus adversários que também o façam. Estive lá dentro, na ‘arena’, e vi muitas coisas que comigo não vou deixar que aconteçam.

Esta é uma entrevista  do Jornal Record

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