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sábado, 6 de março de 2021

E dos pés de João Mário e da cabeça de Coates aconteceu Sporting!

Nota: A foto é da autoria da @Idzabela. É expressamente proibida a modificação e/ou reprodução sem autorização expressa da autora. (clique na imagem para ampliar). 

 
Todos os jogos até ao final do presente campeonato são finais de elevado grau de dificuldade e o próximo será sempre o mais difícil. Mas ao jogo de ontem surgia à nossa frente embrulhado num manto de recordações nefastas e agoirentas. 

É que à mesma data, num jogo iniciado precisamente no mesmo dia, à mesma hora, em 2016 e também em Alvalade, o Sporting veria cair por terra as suas pretensões ao titulo, de forma inglória. Na cabeça de muitos de nós, e especialmente dos que viveram esse dia in loco, era impossível não notar a coincidência e cogitar, mesmo que ao de leve, se o triste fadário seria reeditado como em tantas outras ocasiões em que à beira de um êxito tão desejado "acontecia Sporting".

À medida que o jogo decorria e se sentia os nossos jogadores tolhidos de movimentos e enleados nas teias urdidas pelos açorianos, mais parecia confirmar-se o reencontro fatídico com o destino, que o empate concedido a escassos minutos do fim parecia querer confirmar. Mas se  alguém teria que ser capaz de deslaçar este novelo seriam precisamente aqueles que entre nós, conheceram em campo com suor derramado, o quão amargo é o sabor dos sonhos desfeitos. Sairia dos pés de João Mário e da cabeça de Coates o antídoto, e que este seja o momento do esconjuro de todas as malapatas e desditas.

Esconjuro que não é nada mais nem menos para já que o adiamento até à confirmação plena e irrefutável pela matemática daquilo que tanto desejamos (mas quem nem me atrevo sequer a pronunciar para já) com  uma batalha mais no pecúlio e menos uma montanha para escalar.

Não o ponho em palavras o sonho de todos nós por medo, porque os nossos jogadores, pela coragem com que se batem sempre até ao último silvo do apito, não merecem cobardias. Mas por realismo, que o jogo de ontem mais uma vez veio por na ordem do dia. Num sistema de três pontos por vitória e um por empate, as vantagens derretem-se mais facilmente que manteiga no cabaz de um veraneante incauto. O que se conquistou em Janeiro e Fevereiro pode ser rescindido num ápice ou decomposto paulatinamente até Maio. 

Esse pragmatismo e realismo merece-o também Rúben Amorim. É muito fácil, sentados nas poltronas de comentadores, discorrer sobre quem joga melhor, mas muito mais difícil é fazer o que o Sporting tem estado a fazer com o que ele tem à disposição. O Sporting ontem fez um dos piores, senão o pior, jogo na presente Liga. A produção atacante andou muito próxima da nulidade, sem quase nunca conseguir ferir o adversário. Olhe-se pois para o que o treinador tinha à disposição para assaltar o último terço e compare-se com as dos treinadores rivais. O que esta equipa de gente brava que ele lidera tem conseguido alcançar até agora ganha ainda mais relevo quando comparado com os demais.

À comparação do valor individual e experiências de liderança do nosso plantel e de todo um clube acresce inevitavelmente a mudança de estatuto que o empate no Dragão conferiu. E se o peso da responsabilidade se tem feito notar há algumas jornadas em jogadores (como por exemplo Nuno Mendes), ontem parece ter -se estendido a toda a equipa como também RA fez notar no final do jogo. Foi preciso estar perante o espectro de um resultado indesejado que a equipa se transfigurou e acabou por chegar à vitória, parecendo recuperar a alma dos jogos com o Gil Vicente, Farense, SLB e que só não foi com Famalicão pelas razões sabidas por todos nós. 

Essa atitude é também nova, comparada com o baixar de braços que tantas vezes notamos em equipas nossas muito melhor apetrechadas que a actual. Saber acreditar como eles e merecer a sua coragem é a nossa obrigação. Convenhamos que é uma tarefa muito mais fácil para nós que correr num relvado carregando aos ombros os seus sonhos juntamente com os anseios de milhões e enfrentar com esse peso às costas adversários mais poderosos e preparados. É verdade que temos tido estrelinha mas ela tem    CORAGEM  e DETERMINAÇÃO no apelido. 

Façamos acontecer Sporting!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Nós acreditamos em vocês. Vençam por nós!

Nota: A foto é da autoria da @Idzabela. É expressamente proibida a modificação e/ou reprodução sem autorização expressa da autora. (clique nas imagem para ampliar). 

O campeonato só começou verdadeiramente agora. Agora, como quem diz, há umas jornadas para cá. O marco provavelmente tenha sido o Natal, quando a data foi comemorada com o Sporting no comando da Liga. Depois veio Janeiro, onde os leões, na prosa dos "experts", eram uns miúdos promissores mas tinham como destino inevitável a degola, oferecendo o pescoço aos executores  Braga, Benfica e Porto. Janeiro passou e quem vinha pela lã saiu tosquiado. 

O Sporting não só sobreviveu como viu reforçada a sua liderança. E então aí começaram a levar-nos a sério. De meros aspirantes a observadores dos triunfos alheios depressa passamos a favoritos, sem nunca termos passado sequer pela casa dos candidatos. Salvo um ou outro, cujas lições do passado recente e longínquo de nada lhes serviu, a generalidade dos Sportinguistas não embarcou num triunfalismo bacoco, de todo injustificado. Sabemos bem quais são as as nossas debilidades, que apesar da tão surpreendente e esplêndida carreira até ao momento, não esfumaram e poderão ser determinantes com o avançar da competição.

Depois, como muito bem lembrou recentemente o presidente Frederico Varandas, sabemos bem do poderio dos nossos adversários, dentro e fora de campo. Se não fosse de todo lamentável, teriam sido comoventes as reacções de censura que a segunda parte da afirmação suscitou no seio da "comentadoria" oficial, na permanente tentativa de normalização do longo historial de maquinações e tramóias dos nossos rivais antes, durante e depois do jogo jogado em cima do relvado. Como se os "conselheiros matrimoniais" se tivessem aposentado, as "toupeiras" não continuassem a minar na escuridão dos seus tugúrios" e os "padres" já não rezassem as suas missas e tivessem agora enveredado pelo caminho da rectidão, redenção e penitência. Bastam os episódios de Famalicão e "caso Palhinha" para perceber que não podemos ser apenas competentes, temos que estar sempre perto da perfeição.

O realismo e pragmatismo com que Rúben Amorim obriga a equipa a encarar os jogos, independentemente do nome e do estatuto dos adversários nasce precisamente da consciencialização que, exceptuando a Taça da Liga, nada mais está ganho e nada nos será depositado graciosamente a nossos pés. Bom, talvez seja justo reconhecer um grande "pelo menos": ganhamos uma equipa. Humildade, empenho, perseverança, compromisso e a sintonia e todo o grupo de trabalho, têm sido premiados com a obtenção de resultados que poucos teriam sonhado ser possível.

Essas qualidades têm sido amplamente reconhecidas pela generalidade dos adeptos, contagiando-nos. Chegados aqui, nas actuais condições nada mais temos para pedir a estes homens que não seja que mantenham esta atitude exemplar e que nos orgulha. Resta-nos cantar bem alto nas nossas salas, ao telefone com os amigos, nas mensagens nas redes sociais 

"NÓS ACREDITAMOS EM VOCÊS"!

"VENCE POR NÓS, FORÇA GRANDE SPORTING"

Em breve, esperamos nós, terão todo o estádio de pé a cantar. Se quebrarem o enguiço eternizaremos os vossos nomes e, tal como fizemos no passado, eles passarão de geração em geração.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Mercado: os que foram e os que vieram


Algumas notas breves sobre os últimos movimentos de mercado, começando pelos que saíram:

Ao contrário do que possa parecer, a aparente despromoção de Sporar e Borja pode não o ser tanto assim, como podem vir significar  senão um progresso na carreira pelo menos um marco importante no seu aperfeiçoamento como profissionais. Vão encontrar um clube com excelentes condições de trabalho e com uma estrutura profissional ao nível do melhor do que se faz em Portugal. Mas, talvez o mais importante, vão ter a oportunidade de ser treinados por um dos melhores pedagogos e teóricos do futebol luso.

Sporar há muito que dava indicações de sentir em demasia o peso da camisola. A eventual disputa de lugar com um júnior (TT) e aparentes dificuldades em integrar-se com acerto e proveito  no sistema de Rúben Amorim foi redundado numa cada vez mais baixa percentagem de aproveitamento das oportunidades de que beneficiava. Jogar num clube onde a exigência, pressão e expectativas são menores podem oferecer-lhe a serenidade que lhe parece faltar.

Borja deixava perceber que a sua adaptação às exigências do futebol europeu estava ainda por completar. É verdade que o período de instabilidade que a equipa viveu não foi propicia para a evolução desejada, agravada pelas chamadas intermitentes à titularidade, que foram ainda mais raras com o surgimento de uma das estrelas mais cintilantes do firmamento de Rúben Amorim: Nuno Mendes. Em Braga vai encontrar Sequeira, pelo que a vida não lhe será facilitada. Mas, tal como Matheus Reis sai agora por cima após o curso intensivo com Carvalhal no Rio Ave, também Borja tem nesta viagem para norte a possibilidade de progressão.

Sobre os que entram:


João Pereira o seu regresso não deixa de ser surpreendente, ainda por cima quando muitos já lhe haviam perdido o rasto. Curiosamente é o terceiro ingresso no Sporting e não espantaria que à terceira seja não de vez, como diz o ditado, porque isso no futebol não existe, mas signifique a assumpção de nova carreira e responsabilidades a curto prazo.


Matheus Reis parece ser mais do que o colmatar de uma necessidade premente - até porque a sua posição habitual está servida - mas a antecipação da saída de Nuno Mendes, inevitável no curto/médio prazo. Trata-se de uma jogador que progrediu a olhos vistos desde que viajou de Moreira de Cónegos para Vila do Conde. Fica a dúvida sobre a sua condição após seis meses de paragem,.


Paulinho fecha um lugar vago desde a saída Bas Dost. Representa um anseio de Rúben Amorim, que o conhece bem. A sua chegada representa muito mais que apenas os golos que marcará, que se espera e deseja sejam muitos. Significará mais oportunidades também para os homens da frente, pela forma como sabe gerir os tempos e explorar os espaços. Pote, Nuno Santos, Jovane, e TT beneficiarão em muito dos seus movimentos de apoio, que tenderão a deixá-los muitas vezes de frente para o golo. E quanto ao jogo de cabeça estamos conversados, é um dos melhores, talvez mesmo o melhor nesse capitulo em Portugal. 

Uma nota sobre os custos da sua aquisição: trata-se de uma jogada de enorme risco, em que claramente se aposta na qualificação para Champions e transferências no verão, num momento de profunda indefinição. Essa é a minha maior dúvida mas, tal como aquando da aquisição de Bas Dost, é este tipo de jogadores que o Sporting precisa.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Dérby eterno: a sorte gosta mais dos audazes

Nota: todas as fotografias são da autoria da @Idzabela. É expressamente proibida a modificação e/ou reprodução destas fotografias sem autorização expressa da autora. (clique nas imagens para ampliar)

 

Confesso que foi com grande apreensão que vivi quer os momentos que antecederam o dérby quer o jogo propriamente dito. As razões para tal basearam-se no reconhecimento do valor do adversário, especialmente o individual. Quanto tens bons valores individuais estás sempre mais perto seja de resolver um jogo a teu favor, seja regressar à produção que o teu potencial deixa adivinhar. A segunda premissa aplicava-se perfeitamente aos comandados de Deus, por ausência de JJ.

Ora foi precisamente pela postura do adversário que começou a minha desilusão mas também esperança relativamente ao dérby. O recurso aos três defesas, à semelhança do que vem sucedendo com a generalidade dos adversários que nos vêm defrontando, revelava desde logo pouca segurança, confiança ou convicção nas escolhas mais comuns, e que certamente resultariam do que é mais habitualmente treinado pelos lados do Seixal. 

Desilusão por perceber que tal iria resultar em menos espaços, dos tais que Nuno Santos, Pote e TT precisam para melhor expressar o seu talento. Esperança porque tal opção deixava-nos por cima pelo menos do ponto de vista psicológico, porque não só dominávamos melhor o que nos era pedido pelo treinador, como percepcionávamos a importância que nos era atribuída pelo oponente. Não deixa de ser estranho que, com tamanho atraso pontual, o adversário pouco ou nada tenha arriscado para ganhar o jogo. Mais do que o querer ganhar, pareceu não o querer perder e isso, como bem sabemos, deixa-nos sempre mais perto do desgosto.

Ora se Deus não fez, não teríamos de ser nós, tidos como underdogs, a fazê-lo. O empate só nos servia do ponto de vista anímico, face ao resultado do jogo do FCP, mas antes manter a invencibilidade na Liga do que atirarmo-nos nas cavaladas de antanho, que tantas vezes nos acabaram por nos remeter para mares tantas vezes navegados de desgosto e frustração. 


Da conjunção destes factores resultou uma exibição plena de consistência e personalidade. Aquele Sporting timorato, descrente de si mesmo, sobrevalorizando as melhores qualidades do adversário  - e, dessa forma, diminuindo-se - foi deglutido por um Sporting determinado, firme e corajoso. Em nenhum momento se sentiu uma equipa desconfiada de si mesma, dócil ou submissa perante os nomes e os milhões do endinheirado oponente. Bem antes pelo contrário. Vimos uma equipa confortável e segura  em todos os momentos de jogo. Para lá do resultado - que obviamente é o mais importante, porque é o que fica na história do dérby eterno e o que nos dá pão para alimentar o sonho, a fome de vitórias e a liderança da Liga - essa segurança que vem de dentro para fora é mais do que gratificante, digna de entusiasmo.

Valha a verdade que não foi um jogo espectacular, no sentido da velocidade e vertigem que nos lembramos de alguns dérbys ou clássicos. Muito por força da opção do adversário e por convicção de Rúben Amorim - que prefere acima de tudo a segurança dos pontos à fábula e utopia do que podia ser mas não é - as equipas estavam literalmente amarradas uma à outra. Ao invés da emoção óbvia de uma desenfreada corrida de cavalos, assistimos a um cerebral combate de xadrez, onde as peças se moviam sempre no sentido de anular o movimento pretérito do adversário. Não sendo espectacular, não deixou de ser sobriamente emocionante.

É muito difícil destacar individualidades acima daquela que tem sido a nossa maior força e que ainda ontem nos valeu para arrancar do fundo do empate que já se desenhava: a força colectiva, o foco, a abnegação e o empenho de todos concentrados na obtenção do bem comum. Ainda Assim arrisco:

Ádan: presença plena de segurança e eficácia em todas as intervenções. O Sporting precisava desta qualidades para poder crescer em segurança.


Porro: Trocou a habitual locomotiva expresso pelo diligente e eficaz pelo comboio pendular urbano, que leva todos ao destino. Mas com força suficiente para ir contribuir para causar a miséria final do adversário.


Neto: paradoxalmente é um dos avós desta equipa e, simultaneamente, a extensão de um dos braços e voz do treinador. A sua entrega e humildade é uma lição ao vivo para os miúdos do plantel.


Coates: encontrou finalmente o sistema onde fica mais confortável e onde melhor pode expressar as suas qualidades. Ao centro não fica tão exposto aos ímpetos dos  adversários mais velozes e do, imponência dos seus quase dois metros, faz de controlador aéreo eficiente.


Fedal: Sóbrio, não inventa, integrou-se rápida e integralmente no clube e na linha de três que Rúben Amorim prefere. Tem sido uma mais valia indiscutível.


Nuno Mendes: um júnior que joga como um veterano, tal a eficácia, segurança a que acrescenta o indispensável talento. Ainda joga por nós e já se advinham saudades...


Matheus Nunes: O homem do jogo. Aposta de Amorim que progressivamente tem vindo a ser ganha. Para quem ainda há pouco tempo servia cafés numa pastelaria e ontem nos presenteou com a cereja topo do bolo, superando a desconfiança sobre o seu valor, não está nada mal.


João Mário: Sem jogar mal, não vive o seu melhor momento, não tendo a preponderância que dele se espera e o que seu valor exige.


Nuno Santos: foi dos mais prejudicados pelo encaixe das equipas, porque as suas características pedem espaço para o drible em progressão e não espaços em curtos e limitados.


Pote: Sem ser brilhante foi sempre de uma disponibilidade total e obrigou a vigilância apertada por dele se adivinhar sempre o perigo eminente.


TT: excelente desempenho, especialmente na primeira parte. Um júnior que levanta a garimpa para internacionais do quilate de Otamendi e Verthogen deixa um registo importante sobre si.


Palhinha: Depois da rábula do seu injustificado afastamento acabou por provar em campo as razões para impedir a sua presença, apesar das dificuldades para entrar no ritmos elevado  em que o jogo decorria.


Tabata: Entrou num momento em que, após a entrada de Taarabt, o nosso meio campo perdia qualidade de decisão e em posse, acabando por abanar novamente o jogo o suficiente para voltar a impor respeito e cautela no ultimo reduto encarnado e participar no lance do golo do nosso contentamento.


Daniel Bragança: provavelmente só Rúben Amorim percebeu a necessidade da sua entrada nos descontos, mas lá estava ele na área encarnada no momento do golo.


Jovane: a sua presença foi discreta apesar - o que não é pouco! - da sua participação no lance do golo.


domingo, 3 de janeiro de 2021

Sporting 2 - Braga 0: Vitória saborosa sobre padres e arcebispos


Uma vitória feliz e saborosa esta que foi alcançada sobre a equipa da cidade dos arcebispos. Saborosa porque o resultado, sem ser expressivo, deixou créditos a nosso favor em vários campos. Desde logo a contrariar a ideia de que a equipa de Amorim só ganhava às equipas do meio da tabela para baixo como nos deixa confortáveis em caso de necessidade de desempate.

Feliz porque em momentos cruciais do jogo tivemos a sorte de ter Adán e a sorte de ter sorte. Feliz porque as dificuldades sentidas encareceram o custo do resultado final. Feliz porque a equipa soube responder a essas dificuldades e às contrariedades que lhe foram sendo colocadas no caminho de forma madura, sabendo por isso merecer a sorte que teve.

Entrando a controlar o jogo nos primeiros minutos, o Sporting foi-se deixando manietar do meio-campo para a frente, revelando as dificuldades já sentidas em jogos anteriores no controlo do meio-campo, onde revelava dificuldades em controlar e opor-se aos movimentos dos adversários, que até ao golo bem anulado a Paulinho foram a equipa a criar os momentos de golo mais iminentes. Até aí o poste e Adán foram os nossos melhores amigos.

Com Pote, Nuno Santos e TT engolidos pelos arcebispos parecia estarmos condenados a ter que agradecer um nulo como melhor resultado. Até que os dois primeiros inventaram um golo de belíssimo efeito. Valeu a pena passar quase uma hora a praguejar contra a má forma do Pote. Depois Rúben Amorim entendeu que era a hora de jogar os trunfos que tinha na mão e que poucos imaginariam que iam ser decisivos para fechar o resultado. Tanto assim foi que o golo da confirmação sai do banco nos pés de Matheus Nunes, cuja deslocação sobre a direita foi tão eficaz como surpreendente.

Esta podia, porém, ser uma história completamente diferente caso o padre de serviço, Fábio Veríssimo não viesse com a missa encomendada, no que foi muito bem acolitado por João Pinheiro. Tudo velhos  conhecidos na hora de nos excomungar sempre que o nosso nome se cruza com os respectivos apitos. Perdeu-se toda a vergonha e já nem sequer se disfarça. A aplicação dos critérios é conforme dá mais jeito para promover uns e nos prejudicar deliberadamente. Grande parte dos lances de penalty nem de VAR precisam, quanto mais quando existe a possibilidade de visionar os lances no conforto da cadeira. O mesmo se aplica aos lances disciplinares. 

Por isso agora se fala de eficácia e da falta dela. Já da falta de vergonha e do total descaramento de nos obrigar a jogar mais poder somar três pontos é para esquecer. Por isso esta vitória sobre padres e arcebispos é ainda mais saborosa. E, ao que parece, dá ainda mais força a esta equipa que, pela sua entrega e raça só nos pode deixar orgulhosos.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

B SAD 1 - Sporting 2: é possível ser feliz no lamaçal nacional


Nota: todas as fotografias são da autoria da @Idzabela. É expressamente proibida a modificação e/ou reprodução destas fotografias sem autorização expressa da autora. (clique nas imagens para ampliar)

Com clarividência e humildade Rúben Amorim sintetizou na perfeição onde começaram as dificuldades do Sporting: na preparação e definição da estratégia para o jogo. Mérito total de Petit, que estudou bem a nossa equipa e, com outros argumentos individuais, teria provavelmente saído com um ou mesmo três pontos da gamela onde se disputou o jogo.


A estratégia do treinador adversário expôs muitas das nossas debilidades: dificuldade em defender a toda a largura por inferioridade numérica, beneficiando do condicionamento de Palhinha e da pouca agressividade e reacção na hora de defender de João Mário. Castigou o nosso lado esquerdo defensivo, onde Nuno Mendes foi muitas vezes batido, expondo a verdura de Gonçalo Inácio. Do outro lado Neto ia escondendo as dificuldades com muita entrega mas muito desacerto. Coates tentava apagar os fogos como podia e sabia. 

Um dos mérito de Petit foi criar a incerteza na forma como atacava: ora através de lançamentos longos, explorando as costas de  uma defesa onde a falta de rins e velocidade são uma evidência, ora através de combinações que deixavam os médios azuis nas costas de Palhinha e João Mário. Tal ia criando instabilidade e alarme na nossa defensiva. 

Dessa forma o B SAD rapidamente anulou a vantagem madrugadora obtida num lance de manual de TT, autor de uma primeira parte excepcional na entrega ao jogo e no acerto na execução. Foi ainda um TT eficaz  - e revelando uma sagacidade rara para um miúdo que ainda é júnior - que se responsabilizou pelo fecho do marcador sem ter decorrido a meia hora de jogo, construindo uma grande penalidade.

Antes e depois do golo vitorioso foi a altura de explicar em desenhos em forma de defesas a importância de um bom e experiente guarda-redes. Depois da falha que contribuiu para o malfadado empate de Famalicão, Adán devia ter tomado nota na sua agenda a necessidade de mostrar as razões da sua aquisição, em detrimento da continuação da aposta em Max. Foi assim que se tornou, a par de TT, no homem do jogo. Foi para isto que veio, pois claro. Que assim prossiga, amén.

A segunda parte não permitiu tantas veleidades ao ataque azul mas também demonstrou como fica curta a manta quando não conseguimos segurar a bola e dessa forma readquirir a tranquilidade suficiente para explorar e criar dificuldades aos adversários. Pote está sem pilhas e sem elas não há magia. A sua ausência de zonas de decisão e a falta de bola a que tem estado condenado, por sagacidade do adversário e por menor fulgor próprio, tem-no conduzido a um solstício de inverno: a sua participação no jogo tem sido cada vez mais breve e menos iluminada. 

Tabata, tal como a generalidade do nosso jogo pelas laterais, foi quase completamente engolido pelos defensores e centro-campistas azuis. Salvou-se a sua participação no golo inicial e pelos breves apontamentos técnicos.Terá sido provavelmente um dos que viu o seu jogo mais condicionado pelo lamaçal nacional.

Falar em lamaçal torna obrigatória uma genuflexão e duas avé-marias ao padre Rui Costa. Claramente um árbitro do sistema ou há muito que já só apitaria jogos de solteiros e casados bêbados. 

A primeira avé-maria de bradar aos céus vai para o critério disciplinar abstruso. As regras são para cumprir desde o minuto zero até ao final. De outra forma se eu for apanhado a conduzir ébrio logo à saída da mesa da consoada não posso alegar que estava só a começar. Bem, alegar posso, mas... 

A segunda avé-maria vai para o critério em voga há muito tempo e que já nos valeu a perda de dois pontos em Famalicão e sabe-se lá se outros dois com o FCP: na dúvida é contra o Sporting. Isto é: na dúvida não marcou fora-de-jogo, o que de facto é muito duvidoso e no choque a culpa é do Adán. Um lance que passa incólume no VAR (O que se pode aceitar, o árbitro é que tem que decidir) e explica bem ao que esta gente vem.  

É claro que fomos felizes mas não menos felizes que outros rivais que também com muita sorte à mistura e que com muito mais argumentos não se revelam mais merecedores do que nós do lugar de líder. 

domingo, 20 de dezembro de 2020

Sporting 1- Farense 0: Antes de ser Boa Esperança o cabo foi das Tormentas



Nota: todas as fotografias são da autoria da @Idzabela. É expressamente proibida a modificação e/ou reprodução destas fotografias sem autorização expressa da autora. (clique nas imagens para ampliar

 O jogo com o Farense é apenas mais de um de muitos exemplos em que a Glória só vem depois de muita dedicação, esforço e a indispensável sorte. Esta, que tantas vezes nos tem perdido por falta de comparência ontem esteve presente num lance de penalty que caiu do céu, já com o pano a descer sobre o palco. É verdade que não foi merecida pelo lado da qualidade de jogo, mas sim apenas pelo esforço e pela perseverança.


Há muito mérito do Farense nas dificuldades sentidas. Pode-se dizer em seu desfavor que nunca quiseram muito mais do que o empate, mas é preciso ter em conta o seu trajecto no campeonato - muito difícil - agravado pelas dificuldades habituais de um recém-promovido. A isso deve-se somar a postura muito conservadora de Rúben Amorim, que nunca abdicou do controle total do jogo, apesar do tempo ficar cada vez mais escasso e o resultado permanecer imóvel em nosso desfavor.


A verdade é que a estratégia de Sérgio Vieira é bem capaz de ser uma espécie de mapa do tesouro para os adversários e um avisado guia de resolução de problemas para Rúben Amorim para o que nos espera. A receita parece ser simples: recuar as linhas para um bloco baixo, metendo assim areia entre as peças fulcrais da nossa engrenagem, impedindo a ligação entre si e, isolando-as, contribuindo para a sua baixa produção. Parar ou reduzir a produção do nosso sector mais forte e homogéneo - o meio-campo - é uma boa receita. Para o conseguir é preciso trabalhar muito e ser solidário - e isso o Farense conseguiu - e contar com a nossa menor inspiração e jogo sem grande risco, o que também aconteceu. 


Como sector mais recuado e os últimos com a missão de impedir as investidas à baliza de Adan, os defesas chegaram e sobraram para as encomendas. Com o posicionamento baixo do adversário não havia costas para explorar em lançamentos longos e fazer chegar a bola dentro do bloco quase nunca foi uma tarefa bem sucedida, por o adversário condicionar a recepção da bola de costas a João Mário, Pote e Nuno Santos. Os laterais não conseguiam dar profundidade por encontrarem sempre a passagem de nível fechada pelos extremos adversários.


Por isso não houve o ouro habitual dentro de Pote, João Mário não conseguiu ser maestro, Nuno Santos foi estóico, mas não teve quem o acompanhasse. As jogadas repetiam-se vezes sem conta, quase sempre com o mesmo resultado inglório. Pedia-se gente capaz de tirar da manga lances de magia que criassem desequilíbrios ou pressão suficiente para obrigar o adversário a recorrer à falta e, a partir de lances de bola parada, chegar ao golo. E assim foi, já quase no apito final.

Não vou discutir o lance do penalty. Ele divide as opiniões, uns porque não sabem mais, outros porque não lhes apetece ou não dá jeito concordar ou discordar do árbitro. Se o lance não tivesse o dramatismo de ter ocorrido naquele contexto - estivesse o jogo decidido para qualquer dos contendores - e quase não se falaria dele. Mais importante do que isso será perceber o que fará o CA de arbitragem a este seu elemento, por comparação com o sucedido, por exemplo, com Luis Godinho que, depois de espalhar a sua magia em Famalicão, ainda foi dar uma mãozinha ao SC Braga contra o Estoril.

E assim chegamos ao Natal em primeiro lugar. É verdade que não ganhamos nada, mas não é menos verdade que é bom não ter adversários a impedir-nos a vista para o horizonte tão desejado. Vamos ter que dobrar muitas vezes este cabo das tormentas para poder lembrarmo-nos dele como o da Boa Esperança.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Sporting 2 - Mafra 0 - Memorial do Jardim de Infância


Se Saramago fosse vivo e gostasse de futebol provavelmente já se teria sido tentado a escrever um memorial do nosso jardim-de-infância, tendo como personagens centrais esta miudagem cheia de personalidade que ontem foi chamada à titularidade para defrontar a equipa representativa da cidade cujo monumento está na base da sua obra-prima.

Quando olhei para a equipa inicial rapidamente me lembrei do sucedido o ano passado na precoce eliminação da Taça de Portugal. Então, Silas a acabar de chegar correu um risco em tudo semelhante ao de Rúben Amorim ontem, ao colocar em campo uma espécie de equipa B. As diferenças de então para hoje são abissais. Não é apenas o bom momento da equipa, até porque esse vem de um onze titular que ontem não estava lá. Vem da matéria prima: um treinador com ideias seguras, com o plantel na palma da mão e um naipe de miúdos cheio de talento e não menos personalidade. 

Não de depreenda que foi fácil, porque não foi. A primeira parte foi um excelente exemplo em como é difícil fazer jogar uma equipa junta pela primeira vez, quaisquer que sejam as indicações dadas no treino. A equipa de Mafra foi um excelente adversário para este teste, obviamente, porque sendo uma equipa muito bem orientada, o suficiente para criar dificuldades mas  não possui argumentos individuais para impor a sua autoridade. Assim, com paciência, nem sempre bem, nem sempre com eficácia, mas sempre sem tremer. O suficiente para atingir o objectivo proposto: a Final Four da Taça da Liga.

sábado, 12 de dezembro de 2020

Taça servida com personalidade e nota artística

Nota: todas as fotografias são da autoria da @Idzabela. É expressamente proibida a modificação e/ou reprodução destas fotografias sem autorização expressa da autora. (clique nas imagens para ampliar)

Pode-se dizer, com algum exagero, mas com alguma propriedade, que este jogo da eliminatória da Taça de Portugal começou a jogar-se no final do jogo de Famalicão. Ficava no ar se o trabalhinho encomendado (não é difícil de perceber por quem, basta ligar os pontos...) e muito bem executado por Godinho & Cia ia fazer chegar o Natal à sexta-feira, isto é ontem. 

Foi também pelo sucedido em Famalicão que se começou a desenhar mais uma reacção de amor incondicional ao nosso clube. Uma reacção natural e espontânea, sem qualquer outra pretensão que não fosse dizer aos jogadores e todo o staff que não caminham sozinhos nas quelhas obscuras e bolorentas do futebol português. Podem contar connosco!


Se este jogo era então um teste, uma espécie de exame de aptidão esta equipa saiu a poder exibir com orgulho um certificado de habilitações, tal foi a exibição de querer e personalidade, ante um adversário difícil que soube transformar em fácil. Mas, como diz o aforismo, o sucesso só vem à frente do trabalho no dicionário. No campo é preciso trabalhar, trabalhar muito, ser competente, para nos superiorizarmos aos adversários. E foi isso que nos foi dado a assistir durante os noventa minutos.

A forma como o Sporting se soube superiorizar ao Paços de Ferreira, vulgarizando-os, pode ter lançado a dúvida sobre a qualidade de uma das melhores equipas do campeonato até agora. O próximo jogo, para a Taça da Liga, ajudará a desmistificar a questão. Mas, a menos que o Paços de Ferreira tenha entrado numa curva descendente, esta é uma equipa muito bem orientada, com um treinador esclarecido e plantel equilibrado, capaz por isso de ombrear com o historial de algumas que a precederam no clube e deixaram a sua marca.

Dois factos a atestar a grande qualidade da exibição colectiva:

a validação por parte do treinador adversário, Pepa, de forma elogiosa sem quaisquer rodeios.

A dificuldade em eleger o melhor em campo. Porro, Palhinha, Tabata, Nuno Santos, Tiago Tomás?

De assinalar a serenidade e equilíbrio patente no jogo do Sporting desde o começo do encontro. A confirmação de personalidade que se esperava para responder às duvidas do jogo de Famalicão. Sem apressar o seu jogo, nomeadamente para sair a jogar, a equipa soube procurar a profundidade com a mesma calma com que conduzia o jogo por dentro. Calma essa que pode funcionar mal para o adepto impaciente, mas que parece resultar da segurança e conhecimento do processo preconizado por Rúben Amorim.

Algumas notas individuais:


Porro está em grande forma, juntando força e velocidade à subida de qualidade nas execuções. Falta-lhe melhorar os cruzamentos (quase sempre rasteiros) e, talvez o mais dificil, o jogo de cabeça.


Coates está um Sr. Capitão. Foi seu o lançamento que haveria de acabar no fundo da baliza e desbloquear o jogo. Dominador no jogo aéreo em qualquer área, falta-lhe afinar a pontaria.


Palhinha está imperial, varre tudo à sua volta, não deixa crescer nada à sua volta. Como prémio merecido ainda marcou um golo que acaba com qualquer veleidade pacense.


Nuno Santos contribuiu para mais uma assistência de forma tão subtil como cheia de categoria. Jogo competente, apesar de discrição habitual.


Tabata tem pinta de craque, pela condução excepcional como conduz e pela habilidade que demonstra no um para um. Ainda por cima faz golos como aquele que nos foi dado ver, um verdadeiro primor. Tem tudo para ser um joker para o treinador.


TT é dos jogadores mais surpreendentes deste plantel. Com idade para andar ainda pela academia, apareceu ontem em grande nível e finalizando com enorme categoria, justificando assim a aposta do treinador.


Neto é um outro capitão em campo. Trabalhador incansável oculta assim as limitações individuais e menor apetência para jogar neste sistema.


Nuno Mendes está claramente a viver um período de eclipse, depois de exibições de grande fulgor e maturidade. Certamente que a lesão sofrida recentemente pode estar a condicionar o regresso ao patamar que nos habituou.


Sporar está sem confiança, tarda em encontrar o seu caminho.  O problema é que o banco não é o lugar  mais indicado para ganhar confiança e esse parece ser o lugar para onde TT o parece querer enviar.

Não gostando de falar sobre o tema tenho que dizer o seguinte do árbitro João Pinheiro: exibição serena, sem grandes complicações, que o jogo não as teve. Mas nos pormenores deixou a sua marca de incompetência e mediocridade. Um árbitro que, como quase todos, é um dos homens de mão do sistema, tais como os colegas do jogo anterior, Manuel Mota, Rui Costa, Tiago Martins, Nuno Almeida e outros sucessores naturais dos seus predecessores dos anos 80 e anos 90.

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