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quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Este já está ganho!

O Sporting foi o grande triunfador do campeonato das transferências que ontem encerrou. Foi o clube que mais dinheiro ganhou, que menos gastou e que - mais importante de tudo - melhor se reforçou. As duas primeiras afirmações são factualmente confirmáveis, a segunda, apesar da subjectividade inerente, está muito perto de recolher a unanimidade não apenas entre os Sportinguistas, mas estender-se à generalidade dos comentadores e adeptos rivais.

De que me lembre este é também um dos melhores, senão o mesmo o melhor, trabalhos realizados por uma direcção no reforço do plantel. Que rivalize com este a esse nível talvez só a época em que trocamos Horvath, MPenza e Spehar com Jardel, juntando o ponta-de-lança brasileiro a um lote de internacionais portugueses (Dimas, Rui Jorge, Beto, Vidigal, Pedro Barbosa, Paulo Bento, João Pinto, Quaresma, Sá Pinto) e estrangeiros (André Cruz, Prates, Niculae) com o resultado que se conhece: fomos campeões. 

No actual período há ainda a acrescentar um volume de vendas absolutamente extraordinário (76,7 milhões de euros) tendo conseguido o reforço da equipa com cerca de um terço desse valor, embora se deva assinalar que constituiu compromissos para o futuro que não surgem ainda contabilizados, como é o caso de Meli. Ainda assim foi aqui também o clube triunfador, como se pode ver no quadro acima.

Este trabalho de excelência é naturalmente visto com entusiasmo pelos adeptos, mas este não deve ser substituído pela euforia e muito menos pela arrogância. Os seus efeitos são semelhantes à da embriaguez: toldam os raciocínios. O Sporting ficou mais forte, sem dúvida mas não ganhou nada ainda que não seja um campeonato que não conta para quase nada. E o campeonato que vai recomeçar será difícil, contará com adversários igualmente fortes e não nos será colocado no colo. Contraímos, isso sim, enormes responsabilidades desportivas e económico-financeiras.

As responsabilidades desportivas são as de sempre: a nível interno o Sporting está obrigado sempre a ganhar. Na minha perspectiva, depois de se ter reforçado com a qualidade com que o fez, e resolvendo pelo menos de forma aparente algumas das suas fragilidades tornou-se no principal candidato. Assumir isso não significa o menosprezo das demais candidaturas.

A nível externo, não existindo a obrigação de ganhar títulos, o elevado nível de investimento e massa salarial obriga a olhar para a Liga dos Campeões com maior ambição que a tida no ano passado. A falta de sorte no sorteio empurra-nos para fora da competição em termos teóricos, mas continuamos incumbidos de tentar. Nesse trajecto, se as exibições forem vistosas granjeamos prestigio e promovemos jogadores, o que nos permitirá permanecer no carrocel, que agora entramos, dos clubes que fazem grandes negócios. Pelo meio é importante realizar receita não só com a bilhética mas também a que resulta da conquista de pontos pois, com o plantel que temos, a continuidade na Liga Europa deve ser vista como objectivo.

Do ponto de vista financeiro são enormes os desafios e as responsabilidades. A massa salarial do actual plantel deve ter ficado perigosamente num nível muito aproximado - se não o excede - do das receitas ordinárias. Até Janeiro jogar-se-á, de forma umbilicalmente ligada com os resultados desportivos, muito do destino dos resultados económicos da época. A sustentabilidade financeira estará agora sob maior pressão seguramente, pelo que a gestão tem de ser ainda mais criteriosa. 

Como mais uma vez se comprova "o petróleo de Alvalade" são as mais valias realizadas com a venda de jogadores. E aqui há sinais mistos que convém estar atento: 

- Acréscimo considerável de jogadores de jogadores de "idade avançada", que dificilmente poderão render, mas cujos honorários estão no topo da folha de pagamentos. 

- Acréscimo considerável do número de jogadores sob contrato.

- O risco de descaracterização do que é a imagem de marca do clube e da qual os seus adeptos tanto se orgulham, que são os jogadores da casa, por sinal as que mais procura continuam a ter.

Ainda no âmbito económico fica a menção a uma boa noticia dada como se fosse de cariz negativo: a obrigação do Sporting em reembolsar os credores em determinado valor percentual das receitas obtidas com a venda de jogadores. Ora é aqui precisamente que o Sporting pode dar um grande impulso e até mudar a relação de forças relativas entre os grandes do futebol português. Se uma parte substancial dos proveitos agora obtidos forem encaminhados para o abate da dívida o Sporting está a reduzir automaticamente o serviço da divida, podendo assim libertar mais dinheiro para investir, invertendo o circulo vicioso dos últimos anos - desde sempre, no que é igualado pelos seus rivais - e transformando-o num ciclo potencialmente virtuoso.

Ao contrário de todo o spin e  aparências, os nossos rivais também estão estrangulados pelos compromissos com os bancos e demais credores. Se o Sporting conseguir ser o primeiro a fazer esta inversão, mantendo-se competitivo, pode estar a lançar as bases de uma nova hegemonia no futebol português. Uma ambição que requer estratégia para lá da gestão do dia corrente actualmente praticada e que obriga também a um reforma estrutural do clube. Um tema interessante, mas que não cabe hoje aqui.

Creio que este será o cunho distintivo da actual época: um clube saído de uma das suas mais profundas crises à procura da recuperação do seu prestigio, que finalmente inscreve o seu nome no campeonato indispensável campeonato dos proveitos económicos significativos. Os resultados conseguidos terão efeitos determinantes e que se repercutirão tanto no imediato, como no médio / médio, longo prazo. Precisamos de sorte, mas também de muito rigor. Não faltam exemplos na nossa história de grandes e auspiciosos passos que, pelas mais variadas razões, redundaram em amargos dissabores.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Adrien, Jorge Mendes e outras teorias da conspiração. Elias (sim, leu bem) de regresso


Dificilmente a novela Adrien conhecerá o seu final quando expirar o tempo de transferências para os principais campeonatos europeus. A declaração do jogador ao jornal "O Jogo", seguidas das do seu pai e representante, deixarão marcas no relacionamento entre o jogador, dirigentes e adeptos. Neste processo, essa é talvez a única falha a imputar ao jogador, mas é uma incorreção de gravidade elevada, atendendo à sua condição de capitão. 

Mas é também um erro estratégico por trazer para a área pública uma matéria que deve ser tratada na esfera privada. Dessa forma o jogador deixou a SAD encostada à parede, mas avaliou mal o lado para o qual a espada ficava virada. É que, tendo ele renovado o contrato recentemente até 2020, tornando-se num dos jogadores mais bem pagos do futebol português, se continuar a rota de colisão, ele será o mais atingido pelas consequências. Pelo menos as imediatas.

Não sei qual a veracidade das alegações de Adrien e dos seus representantes relativamente a um acordo de cavalheiros estabelecido com o presidente que permitiria a sua saída por um valor a rondar os vinte e cinco milhões de euros. A este propósito só posso dizer que é igualmente mau prometer algo que não se tenciona cumprir até às últimas consequências como um rasgar um contrato que se assinou de livre vontade. 

Quanto à vontade de Adrien em abandonar o clube, lamento. Mas antes de o condenar tento perceber o que faria no seu lugar, mas não consigo desligar totalmente o meu kit de adepto. E aqui a questão é estritamente profissional, onde a emoção do adepto comum não entra. E, nessa conformidade, quem é que pode assegurar que se manteria inabalável perante a possibilidade de duplicar ou triplicar os seus rendimentos, ainda por cima com a idade de reforma a desenhar-se  no horizonte? Esta pergunta não tem como destinatários aqueles que se apressam a responder, deixando vir a cima os instintos mais primários e justicialistas.

A pergunta que se impõe nesta altura deste raciocínio é o que deveria o clube fazer? Ceder às pretensões do atleta, invocando o valor da cláusula como referência para um acordo? Ou pura e simplesmente não considerar a possibilidade de efectivação de qualquer negócio, em qualquer circunstância?

Infelizmente o clube não está em posição de negociar sem em simultâneo ter assegurada a substituição do jogador com a preponderância do nosso capitão, fragilidade que resulta de uma evidente falha de planeamento. Não apenas por não ter previsto como natural o aliciamento de um dos seus valores mais fulgentes depois da época realizada, mas por não ter aproveitado o defeso para prever a possibilidade de uma lesão ou abaixamento de forma. E se o jogador se lesiona gravemente no próximo jogo da selecção? 

Desportivamente é claro que a saída de Adrien significaria um golpe profundo na estratégia delineada para a actual época. Não se trataria da saída de apenas um jogador mas de dois, porque se associa à segunda no mesmo sector (João Mário). É aqui que a teoria conspiração ganha forma, com a "Jorge Mendes conection". O nome do empresário apareceu associado ao leilão do jogador no Mónaco, por ocasião do sorteio da Liga dos Campeões. 

O empresário perdeu os jogadores que tinha no clube, por indicação clara da direcção do clube. À possibilidade de ajuste de contas acresce a ligação ao nosso rival de estimação como "encarregado de negócios". Que momento seria o ideal para desferir um golpe profundo nas nossas aspirações que este, quando o tempo de reacção é tão limitado para substituir jogadores com a relevância de Adrien (e porque não de outros...) ?

Não sabemos como tudo isto vai terminar, mas é bem evidente que, qualquer que seja o desfecho, o amplo sorriso esboçado após a justa vitória no clássico depressa amareleceu com a entrevista de Adrien. A questão agora é saber como conter os danos. Vender o jogador, procurar rapidamente a sua substituição ou esperar que o tempo e os foco nos compromissos atenuem a acrimónia do jogador? É uma resposta que fico feliz não ter obrigação de dar. A possibilidade de, qualquer que ela seja, revelar um cenário desfavorável ao clube é grande.

Vender o jogador significa o encaixe de um valor significativo, provavelmente mais um excelente negócio, com um valor financeiro inflacionado relativamente ao valor técnico do atleta. Porém o risco de deixar um buraco aberto para fechar no meio campo no imediato, comprometendo a resposta da equipa é grande. Isto mesmo acertando no valor do substituto, porque as rotinas não descem dos céus como a chuva de inverno.

O risco de ficar com o jogador e este responder mal - hipótese que só coloco de forma académica - ou este se incompatibilizar com dirigentes e/ou treinador, acabando o clube por não realizar dinheiro, perdendo na mesma um activo técnico e económico elevado também pode suceder. A hipótese de incompatibilidade com os adeptos só coloco na eventualidade de a equipa se afastar dos bons resultados que todos estamos à espera. Esperança ainda mais justificada com este começo vitorioso conseguindo num ambiente de indefinição e incerteza sobre a constituição final do plantel, pelo menos até ao final do ano.

Entretanto parece que Elias está de volta. Ok, feche lá a boca de espanto.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

O primeiro campeonato está ganho, falta todo o resto (onde se fala de Adrien, obviamente)

Quando foi conhecido o resultado do sorteio do campeonato, ressaltou de imediato à vista que o Sporting teria pela frente um primeiro campeonato para vencer. O campeonato das três primeiras jornadas, que culminava no clássico que ontem venceu de forma categórica. Desta forma o Sporting tornou-se no primeiro líder isolado do campeonato, cumprindo as suas obrigações: ganhar os seus jogos, aproveitando o deslize do campeão em título e obrigando o FCP a dobrar-se sob o peso da derrota no clássico.

O campeonato que se iniciará com a disputa da quarta jornada poderá ser outro completamente diferente. Isto porque os plantéis que jogaram este "primeiro campeonato" podem sofrer alterações estruturais que afectem a sua resposta competitiva, e isso pode suceder em qualquer dos sentidos. Isto é, não é certo que as alterações que se venham a verificar resultem na melhora dos plantéis e na sua competitividade. E aqui obviamente que é o Sporting o que mais pode vir a perder, por força do apetite que os seus melhores jogadores despertaram no mercado.

Falaremos mais adiante sobre Bas Dost e Castagnos e, porque lhe estão umbilicalmente ligados, de Slimani, obviamente. Mas é de onde menos se falou toda a janela de transferências que surge aquilo que mais temia: o interesse em Adrien. Confesso que já estranhava que não houvesse interesse declarado no nosso capitão, depois de um ano em grande nível, rematado por um Europeu onde a sua participação foi determinante.

Sobre as declarações produzidas, embora se possa considerar que elas eram desnecessárias, e que pretendem constituir alguma pressão na decisão, deve ser assinalado o tom elevado e respeitoso para como clube, presidente, treinador e adeptos. À altura do lugar de capitão, cuja braçadeira não me parece ter ficado manchada.

Sobre a intenção de Adrien, devo também dizer que o compreendo. Pela idade e pelos valores envolvidos - que podem representar um resto de vida confortável do ponto de vista financeiro para ele e respectiva familia - é perfeitamente natural e humanamente compreensível que Adrien se sinta compelido a aceitar a mudança. 

E depois há outra questão - a da equidade - que se desenhou imediatamente com a saída de João Mário e que certamente também precipitou a vontade de Slimani, de Adrien e outros que vamos ouvir falar até ao final de quarta-feira: "se a ele é permitido melhorar a sua vida porque não a mim?".

Aos responsáveis do Sporting caberá defender os interesses do clube. Aos jogadores compreender e se possível aceitar essas decisões. O clube não pode deixar a sua equipa ser amputada da sua espinha dorsal e, mesmo com dinheiro em caixa, sem tempo para suprir as ausências. É com essa pressão que jogam os clubes mais ricos como o Leicester, oferecendo tudo aos jogadores, desestabilizando-os, tentando por outro lado, pagar o menos possível aos clubes. 

A tudo isto assiste impávida e serena a UEFA, que ainda se apresta, com a alterações que pretende introduzir na Liga dos Campeões, a tornar cada vez mais fundo e intransponível o fosso entre os muito ricos e todos os demais.

sábado, 27 de agosto de 2016

O que eu não gosto no "Negócio João Mário"

O que eu não gosto no negócio do João Mário:

- A escolha do clube. Tenho o João Mário como um jogador inteligente e a escolha (que julgo ter sido dele) surpreende-me. Quer o clube, quer a Liga. Começando pela última, a Liga Italiana já viveu melhores dias no que diz respeito à qualidade do jogo praticado e isso é claro no reconhecimento interno e externo. O mesmo se pode aplicar ao clube, o Inter, cujo treinador também me oferece muitas dúvidas (pelo menos o que me foi dado observar no jogo da última jornada). 

Isto porque os jogadores formados por nós levam o nosso nome com eles e o seu sucesso tem sido dos factores que maior reconhecimento tem granjeado ao clube, sobretudo à falta de sucesso desportivo. São muitas vezes escolhas precipitadas ou mesmo erradas que obstam ao sucesso dos jogadores mais dotados, como é o caso de João Mário. Esperemos obviamente que tal não venha a suceder e que João Mário encontre no clube que escolheu o espaço necessário para a sua afirmação.

Já para o clube o negócio efectuado com o Inter é de enorme relevância. O valor conseguido era absolutamente irrecusável e é um feito enorme e importante não apenas no que isso significará para as finanças do clube - a percepção é óbvia - mas também no que representa para a nossa competitividade: o Sporting consegue ver o seu nome no mesmo patamar que o dos seus rivais no que a receitas de vendas de jogadores diz respeito, algo semelhante ao que já tinha sucedido com a negociação dos direitos televisivos. Mais do que irrepreensível este negócio merece os nossos melhores elogios. 

Obviamente que custa sempre perder os melhores, sobretudo quando eles são da casa, como era o caso de João Mário. Ainda por cima um grande jogador e um menino que se fez um homem deste calibre: (retirado do Facebook de João Mário)

Por onde começar.. 14 anos maravilhosos que não vou esquecer aconteça o que acontecer! Neste momento só me vem à cabeça a palavra agradecimento. Agradecimento ao Sporting por tudo o que fez por mim. Comecei como qualquer criança que chega à academia e sonha em chegar à equipa principal, passando por vários anos numa formação única. Desde o primeiro dia soube que tinha feito a escolha certa e agradecer a todas as pessoas sem excepção que fizeram parte desta história. Desde toda a direcção, todos os treinadores que tive, todas as pessoas que trabalhei durante anos na academia, o meu MUITO OBRIGADO! Ficarão todos no meu coração, assim como todos os sportinguistas pelo carinho que sempre me deram e toda a admiração. A partir de hoje sou mais um adepto a torcer pelo @sportingclubedeportugal e começa já amanhã! Obrigado ao @inter por esta oportunidade e por todo o carinho que tiveram comigo durante esta jornada. Ansioso por começar.

Mas são receitas como as hoje conseguidas que tornam possíveis quer a sustentabilidade económica quer a manutenção e crescimento das ambições. Não menos importante é o que esta venda representa para um clube formador e para os jogadores que nessa condição militam nos nosso quadros: não é preciso sair do Sporting para se poder aceder posteriormente às grandes ligas europeias, uma ambição legitima de qualquer profissional.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Afinal o Sporting precisa mesmo de vender. Só que não consegue.

A ideia de que o Sporting não precisa de vender jogadores para manter as suas contas saudáveis e para induzir maior qualidade ao plantel acaba de ser desmentida pelos empréstimos de Teo e Barcos. Essas saídas tornaram-se imprescindíveis para acomodar espaço na folha salarial reforço do plantel onde ele mais necessita e muito por culpa do falhanço que aquelas contratações representaram. Como é bom de ver, o Sporting só não os vende porque não tem quem os compre e o melhor que conseguiu foi arranjar quem os tivesse em aluguer um ano. Falta saber os custos totais deste vai-vem.

Há três questões que importa salientar nestes negócios e nenhuma delas é  a cobrança de se ter errado nas aquisições porque, como sabemos, é tal a contingência destas operações que só quem não as realiza é que está a salvo.

- A primeira tem a  ver com essa mesma contingência. No caso concreto destes dois jogadores, o Sporting agravou o factor de risco ao ir buscar dois jogadores, ainda por cima na mesma época, que tinham consigo características que pediam maior cautela e que eram do conhecimento geral. Isto é, não era preciso ter informação privilegiada para saber que Teo em termos comportamentais é uma granada já sem cavilha. E Barcos não reunia as condições mínimas para dar resposta no imediato, entre muitas, uma das principais condições para se contratar alguém em Janeiro. 

- A segunda tem a ver com a sustentabilidade. Contratar jogadores de "idade avançada" para um clube com as nossas características tem que ser um negócio seguro e significar valor acrescentado. Quer no que diz respeito à qualidade técnica quer ao nível do perfil psicológico e social. Porque a possibilidade de retorno resume-se quase em exclusivo ao rendimento desportivo porque o retorno financeiro é reduzido.

- Por último a necessidade de falar verdade aos Sportinguistas. Não o fazendo só se agravam os equívocos, criando realidades paralelas em tudo perniciosas para  a forma como os adeptos percecionam e, consequentemente, se relacionam com clube. Ainda por cima afirmações que o curso dos acontecimentos depressa se  encarrega de desmentir. Até clubes de finanças mais pujantes e localizados em países mais ricos têm necessidade de vender. São raros -  e contam-se pelos dedos das mãos - os que se podem furtar a este preceito.

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