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quinta-feira, 7 de junho de 2018

Sobre as Assembleias Gerais: o que é legal e o que é ilegal

Muito se tem discutido a legalidade da convocatória de Marta Soares e "daquela coisa" que Bruno de Carvalho inventou chamada Comissão Transitória da Mesa da Assembleia Geral. Infelizmente muitas dessas discussões são feitas fora das margens de onde deveriam ter lugar. E essas são as que são delimitadas pelos estatutos. Se aí se mantivessem muita da agressividade e irracionalidade que a generalidade das discussões contêm não existiriam. Mas quer uma quer outra também existem para camuflar a falta de argumentos para contrariar o óbvio.

 
Não é preciso "ir a Coimbra" para perceber o que está aqui em causa. Mas é bom saber o que pensam os juristas e aí, à excepção da D. Judas, não ouvi ainda ninguém contrariar a ideia de que a actuação de Jaime Marta Soares não cumpre os estatutos. Ontem na SIC foi possível ouvir a opinião de um jurista que esclarece ponto por ponto as questões de legalidade que as diferentes marcações da AG's suscitam e devem ser ouvidas com a atenção que merecem. Excepto por aqueles que acham que "o Bruno tem sempre razão", que o jurista "foi visto a almoçar com alguém da Holdimo", que em tempos "jantou no mesmo restaurante que o LFV", etc, etc.


Esse é um dos sinais mais claros do Brunismo que está a alimentar-se do Sportinguismo. O mundo uniu-se para nos tramar! Só ontem tivemos mais dois exemplos:

1- "O Marta Soares é um biltre". O facto de ter escolhido duas vezes para o mesmo cargo por BdC, onde foi bastas vezes parcial e reconhecidamente incompetente nunca interessou. Interessa agora que (surpreendentemente, diga-se!) tenta fazer cumprir os estatutos. 

2- O ex-administrador da SAD Guilherme Pinheiro viu ontem serem colocadas em causa as suas competências, nomeadamente como responsável que tutelava a Academia. E tal sucedeu não pela gravidade dos factos lá ocorridos, mas sim porque se demitiu. Não o tivesse feito e continuaria no cargo e a sua competência incontestada. É preciso ser mais claro?

Enquanto isso BdC avisa os sócios que não vai haver AG do dia 23. Vai haver mas se nos portarmos bem, fazendo o que, como e onde ele acha que deve ser feito. Não o que os estatutos preconizam. Só este simples facto deveria fazer sobressaltar os Sportinguistas. Com o Bruno é assim, é como ele quer, pode e manda. Só este ano já tivemos duas Ag's sempre para aprovar alterações estatutárias que reforçam o poder pessoal e tentativa de perpetuação no poder. Já quando os sócios as requerem inventa-se uma nova redacção dos estatutos.

Emoções à parte, o que está aqui em causa é a sobrevivência do clube conforme o conhecemos hoje. Um Sporting onde o clube é dos seus sócios e não uma entidade unipessoal. Sócios esses que sempre se têm manifestado de forma maioritária contra a ideia de uma SAD dominada por um ou vários accionistas, mas onde parece haver uma vasta parte que não se importa que SAD e clube sejam propriedade de apenas uma pessoa.

Confesso que ainda não percebi como e porquê chegamos até aqui. Isto é, perceber percebo pelos factos conhecidos. O que ainda não entendi é porque Bruno de Carvalho enveredou por este caminho, quando poderia ter assumido as responsabilidades directas e indirectas de tudo o que tem sucedido ao clube nestes últimos meses e colocado o seu lugar à disposição dos sócios. Estou convencido que teria voltado a ser eleito com menor ou maior dificuldade. Assim, estamos como estamos e quer o seu futuro como presidente quer sobretudo o do NOSSO clube estão envoltos na maior penumbra.

Nota: peço desculpa pela qualidade dos vídeos

sábado, 26 de maio de 2018

Em tournée



Fernando Correia, um trémulo recém nomeado porta voz do Conselho diretivo do Sporting, informou esta sexta-feira, da realização de três sessões de esclarecimento para os sócios. A primeira das sessões será realizada em Lisboa, este domingo pelas 10 horas no Pavilhão João Rocha, a segunda a 30 de Maio pelas 19 horas na cidade de Faro e a ultima terá lugar no Porto também às 19 horas, mas no dia 1 de Junho.

Esta direção, que garante não estar agarrada ao poder, parte em tournée para uma ação de propaganda camuflada de esclarecimento. E tudo com meios disponibilizados pelo clube para servirem os caprichos de um líder que, não queria “falar de tudo o que sabe”…mas que vai falar. O espetáculo está montado, o palco vai ser preparado para que a comunicação social possa registar tudo (e por vezes nada) para depois ser desmentida e gerar ainda mais ruído. Bruno de Carvalho vive para o palco, e a comunicação social alimenta-se e alimenta essa situação. Usam-se mutuamente, numa mescla pérfida onde o único prejudicado é o Sporting, os seus sócios e apoiantes.

Quando a teimosia se transforma em arrogância perde-se a razão. As posições defendidas tornam-se pessoais e esquecem a instituição que representam.Tudo o que é essencial passa para segundo plano neste braço de ferro.

O garante de uma estrutura desportiva saudável e viável e a boa gestão desta parece não ser importante, embora seja isso que é apregoado para justificar a permanência deste conselho diretivo em funções na alegada defesa dos superiores interesses do Sporting e da SAD. Perdem o sentido todas as discussões jurídicas, os prejuízos, os ativos, os cativos e até os inativos quando temos de manter assinaturas em cofres para proteger quem decidiu assumir a sua posição face à atual direção.

Candidatos e candidatos a candidato chovem mesmo na ausência, para já, de escrutínio. Com timings melhores ou piores, dependendo do ponto de vista de cada um, este magote de candidatos pode vir a angariar mais força a Bruno de Carvalho. Mesmo assim são ferozmente atacados mal manifestam a sua vontade. A ver vamos quem sobrevive. Ou não. Entre croquetes, notáveis e sportingados a única certeza que tenho é de que estamos cada vez mais divididos, quando deveria ser exatamente o contrário.

Haverá alguém que não sendo a favor do atual presidente, seja “bom” para o Sporting?









quarta-feira, 23 de maio de 2018

Sobre o presidente-adepto...


Sejamos pragmáticos, não sendo mais do que um meio e um instrumento, o futebol serve os mais diversos fins, uns mais lícitos do que outros. É, porém, um meio e um instrumento demasiado importante para que possa ser utilizado de forma irresponsável.

E quando de paixão se imiscui, a razão fica aquém do desejável, ou moralmente aceitável. A euforia, a leitura enviesada dos factos e o sentimento de impunidade tomam de assalto o processo decisivo (quem sabe até o próprio cunho identitário) e os limites do que é permitido vão estendendo, tornando-se cada vez mais ténues e com tendência a desaparecer.  A transgressão é consentida porque quando “amamos” os fins justificam os meios.

Lideramos com estas premissas, a perceção do redor é toldada por um pequeno mundo que se forma, para onde todos convergem prestando a sua vassalagem à figura de proa, e todas as leituras do que acontece de menos favorável vão no sentido de um ataque cerrado. As respostas, essas, são quase sempre de vitimização.

A ausência de vergonha, culpa, de remorso que orientam o individuo para um pedido de desculpa, um aquietar reconciliando-se com o social, dificultam o entendimento entre todos.
Há uma impossibilidade de voltar atrás, de reconciliação. Já demais foi dito e feito sempre com um registo autoritário baseado nas convicções ocas de quem está alienado da realidade.

Também é certo que qualquer um de nós se dá conta de como é difícil praticar o bem em certas situações. O interesse pessoal e a pressão social, por exemplo, conduzem-nos à prática de ações conscientemente imorais. Não queremos aqui ser mais papistas que o Papa. Mas o consecutivo erro, a leitura das consequências desse erro, e partindo do princípio de que há a possibilidade de uma aprendizagem, devem ser alertas para uma alteração de conduta.


Dizem que quem conhece o bem, escolhe o bem. O problema começa quando deixamos de o conhecer...




Nota da Autora : Isa, camisola nº10, Sportinguista desde sempre e apaixonada pelo Futebol. Obrigada J.


quarta-feira, 16 de maio de 2018

Dead man walking...





O episódio mais degradante da centenária história do SCP
Parabéns, Bruno! Finalmente conseguiste que "os meninos mimados" fossem sovados...

Sejamos claros, BdC não enlouqueceu após Madrid, dos quartos-de-final da Liga Europa. Bdc Está a ser o que sempre foi! Desde o início. A mim também me enganou… Quando nele votei em 2011. Mas, por pouco tempo, pois a reacção dele a essa derrota, e todo o seu comportamento durante o mandato de GL deu logo a entender o que mais tarde se tornaria óbvio para mim: ele colocava sempre os seus interesses pessoais à frente dos do SCP. O pior que podia acontecer (para o SCP) era que a direcção de GL fracassasse da forma estrondosa com que aconteceu… A saturação, o desgaste acentuado do regime, a decadência financeira e a pior classificação no campeonato, deu azo a que este auto-proclamado 'maluco', mais o seu populismo e demagogia tivessem possibilidade de vencer. Desde o início que nunca escondi a antipatia pelo sujeito. Mas, ao longo que os deploráveis episódios se sucediam e acentuavam, e os erros escabrosos se repetiam, ficou claro para mim, que muito dificilmente BdC garantiria clima e condições de sucesso no futebol profissional, modalidade na qual ele constantemente metia o bedelho… Foi sempre o principal e mais determinante foco de instabilidade dentro do futebol profissional! Também começou a ficar claro, e disso dei conta regularmente durante estes cinco penosos anos, verbalmente a amigos e em diversos posts nas minhas páginas pessoais das redes sociais e mais esporadicamente aqui no blogue, que BdC iria desgraçar o Sporting…. Porquê? Porque todos os sinais assim o evidenciavam. Expliquei aqui, resumidamente, o porque de tamanho flop Brunaico: um líder com mau carácter não será nunca um bom líder. No máximo será um chefe arrogante e ditatorial. Porquê tamanha popularidade entre sócios e adeptos, apesar da visível falta de estratégia e do clima de guerrilha interna constantes? Porque BdC pode não dever muito à inteligência, principalmente emocional, mas de espertismo e sabujice tem de sobra. Ele sempre falou aquilo que a massa adepta leonina gostaria de ouvir, mesmo quando faltava às promessas e se desdizia logo a seguir… e, pior, aproveitou-se de um ódio visceral que ainda permanece em grande parte dos adeptos do Sporting ao rival e alimentou-o, porque sabia que isso lhe dava dividendos. BdC sempre usou, privilegiou, explorou até, os sentimentos negativos e mais básicos em seu favor. Este mandato será conhecido não pelo extremo amor ao Sporting, mas pelo acerrar do ódio contra o eterno rival… Foram as vitórias do rival, muitas delas conquistadas de forma dúbia, que aguentaram BdC, circunstância que sempre o favoreceu nessa tácita de manutenção do poder pessoal e das consequentes regalias financeiras e mediáticas que ele sempre desejou … O que também fica do mandato de BdC é o ódio em forma de insultos vis e atitudes persecutórias, contra todos os sportinguistas que, em que circunstância fosse, se manifestassem contra ele ou discordassem das suas posições, acções ou afirmações. Fê-lo muitas vezes a roçar a ordinarice e a provocação pura e dura. Ora, esse ódio, acabou por se voltar contra ele. Ao contrário do que afirmou no recente entrevista ao “Expresso” (a enésima a auto promover-se, a desculpar-se e a acusar outros do insucesso), BdC não tinha qualquer controlo sobe o clube que comandava e a sua permanente instigação contra o plantel e equipa técnica desde que percebeu que teria de quebrar mais uma promessa (demitir-se caso não conseguíssemos o titulo mais desejado e que foge há 16 anos) durante semanas a fio e o incentivo ao clima de ódio contra os próprios atletas degenerou no episódio mais degradante dos quase 112 anos de vida que leva o Sporting Clube de Portugal… Como afirmei antes, o “Brunismo” já tinha morrido. Ontem foi só o princípio das cerimónias fúnebres.

Nota final: espero que as suspeitas que giram em torno do andebol não se venham a concretizar. Mas as notícias divulgadas esta manhã, deixam-me ainda com muitas dúvidas e inquietações… Isso seria uma machadada final no meu sportinguismo, patrocinadas por esta deplorável administração.

terça-feira, 10 de abril de 2018

Foram os 90% que te lixaram, Bruno…

O Fim do Brunismo...

Bruno "morreu". Mas, como se verá a seguir, vai tentar levar o SCP para a penumbra com ele. Porquê? Porque na realidade o que sempre lhe interessou foi o seu próprio triunfo. Claro que só o conseguiria caso o Sporting, nomeadamente o futebol profissional, a mola real do clube, triunfasse… Nessa ânsia, deitou sempre tudo a perder… Com actos e declarações bombásticas, as quais, quase sempre prejudicavam e desestabilizavam o plantel do Sporting ao aumentar a pressão sobre este e, simultaneamente, ao espicaçar adversários, provocando reacções briosas nestes… Um erro sempre repetido. À exaustão. Tinha (e mantenho) amigos de longos anos de luta "anti-croquete", que o apoiavam incondicionalmente. Muitos concordavam com a “truculência” da personalidade, mas respeitavam e louvavam o decisor, o “gestor”… O maior erro foi esse, eu jamais acreditei e jamais acreditarei que um mau carácter, alguém que mente, manipula, intoxica de forma a ficar sempre por cima, seja um bom gestor, nomeadamente de recursos humanos. A um líder, perdoa-se que se engane numa decisão, mas não se perdoa a falta de carácter. Um líder desaparece nas alturas do triunfo colectivo, e dá a cara, responsabilizando-se pelos seus na hora da derrota. BdC fez sempre exactamente o contrário…

Esta ultima sucessão de decisões “à la Bruno” que ditaram o seu fim, não foram um caso isolado, não! São fruto de um padrão comportamental que manifestou desde sempre, mas que se acentuou após a sua estrondosa vitória eleitoral em Março de 2017. BdC convenceu-se, ainda mais, que podia exercer o cargo de forma déspota. Ele convenceu-se, de ser o Rei-sol… a quem tudo lhe era permitido. Enganou-se… Os 90% derreteram-se … Após ter sido, finamente, desmascarado, sem apelo nem agravo. Espanta-me, aqueles que antes sempre o apoiaram, até nas situações mais absurdas, e que agora o condenam tão veementemente: esquecem as incontáveis atitudes irreflectidas, d egocentrismo inerente, o oportunismo latente que ele sempre manifestou.

O que aconteceu então de diferente, desta vez? A reacção publica de (praticamente) todo um plantel. Farto de serem usados, os futebolistas profissionais do SCP manifestaram-se publicamente, após Madrid. Por fim… Recorde-se que Bruno de Carvalho já havia admoestado publicamente os jogadores noutras ocasiões… Que me lembre, após derrota em Guimarães e Chaves para a Liga, e com aqueles albaneses para a CL. Isto para não falar das posições contra equipa B e outras equipas das modalidades (Hóquei em Patins, Futsal?????, Andebol, etc, etc)… Não obstante ter sido alvo de criticas, mais ou menos veladas, por essas reacções extemporâneas, Bruno não quis aceitar, como aliás, nunca aceitou escutar quem o criticava, fosse qula fosse a matéria ou o tema em causa… Julgava-se infalível, lá está, no seu complexo de “Deus-sol”.

Alguém com um pingo de bom senso e equilíbrio mental, teria conhecimento de uma das regras mais básicas e sagradas da liderança: criticar os seus súbditos em privado e elogiá-los em publico… BdC, mais uma vez, foi useiro e vezeiro, em proceder exactamente de forma contrária, aparecia para recolher louros nas vitórias (ridícula a volta olímpica em Alvalade após eliminação de um adversário de escalão inferior em eliminatória da Taça de Portugal, no que foi talvez o ex-libris da falta de sentido de ridículo), e expunha os atletas à opinião pública nas más situações. Como aconteceu na génese de toda este episódio final.

Foi, portanto, o deflagrar publico, de um mal-estar prolongado e latente, que tornou clara, a falta de capacidade de liderança de uma pessoa que, para além de graves lacunas no seu carácter pessoal, também se revelou um flop na gestão humana e desportiva. Resumindo, este é apenas mais um caso que prova a impossibilidade de fazer de um mau carácter, um bom líder.

Espero por novas eleições e aguardo que, para bem da nação leonina, o próximo líder do Sporting, não deixe de continuar a pugnar pelas lutas justas em que o Sporting se embrenhou, e que Bruno de Carvalho também se bateu (apesar de não ter sido pioneiro, como tantas vezes quis dar a entender). Temos muitas batalhas para combater, mas que o faça de forma inteligente, incisiva e polida. Que finalmente arregimente as tropas. Que se reuna de uma equipa sólida que o apoie, que o aconselhe e que a ESCUTE. Que não use o falhanço dos seus antecessores para justificar as suas eventuais falhas. Que não divida para reinar: que não estimule o ódio entre “facções”… No fundo que exerça uma liderança forte, promovendo a imagem do Sporting, dos seus atletas e não a sua própria imagem… Que seja alguém com bom senso, lutador, bravo, leonino, mas educado. Essas características podem (e devem) existir em simultâneo. A cultura do Sporting assim o exige e na nossa História existem sobejos exemplos disso mesmo. Farto de pseudo salvadores e de homens providenciais...

Por fim, uma palavra ao plantel: aproveitem toda esta confusão e provem, a todos, que vocês não são maus profissionais. Só há uma forma de o fazer: dar tudo. Comer a relva. Esfarraparem-se e, se a sorte não for arredia, com a vossa qualidade, ainda damos a volta por cima. Acabo com idioma futebolês: “não atirem a toalha ao chão” e lutem. Sejam felizes e façam-nos felizes.

Esforço, dedicação, devoção e glória - Eis o Sporting Clube de Portugal!

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Manual para burros


1- Burrice é pensar que os Sportinguistas são burros e precisam de manuais.

 2- É uma burrice desrespeitar e insultar os que, alguns até com muito sacrifício, nos pagam o ordenado e assim nos permitem alcançar e manter o nível de vida e depois ainda lhes pedir sacrifícios e união.

4- Burrice é disparar para tudo o que mexe mas os tiros só produzirem fumaça.

5- Burrice é ridicularizar e descredibilizar toda a política de comunicação do Sporting para conseguir um castigo pessoal mais pequeno. Aliás é bem pior que burrice, é abdicar do carácter e dignidade para se livrar de um castigo que, ao invés de ser tido como tal, devia ser entendido como uma medalha.

6-  Burrice é andar a reboque e fazer a promoção de agendas alheia, sendo incapaz de construir uma própria.

7- Burrice é preferir criticar os Sportinguistas e esquecer-se de desmascarar mais uma jornada vergonhosa para a arbitragem, em que mais uma vez fomos prejudicados.

8- O problema do Sporting não são os adeptos e sócios Sportinguistas que pagam quotas, bilhetes, viagens, gameboxes e que têm opinião. Não é a opinião que impede o Sporting de ganhar, são e  sempre foram as decisões dos dirigentes que os Sportinguistas elegem.

9- Um dos grandes problemas do Sporting sempre foram os funcionários que aterraram de paraquedas para ganhar ordenados chorudos e que, sem nada no passado que os recomende e sem presente que lhes justifique as mordomias, ainda se acham no direito de dar lições de Sportinguismo.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Bruno de Carvalho: não adianta ter razão, é preciso saber ter

Julgo que entre Sportinguistas (e não só, mas esse é o universo que me suscita o maior interesse e atenção) ninguém duvida de que o futebol português está minado por interesses e favores e que enquanto tal subsistir a verdade desportiva estará comprometida. Assim, julgo que também ninguém duvidará que é necessário uma oposição tenaz e sem quartel, como da luta contra  um tumor maligno se tratasse. 

A comparação é obviamente excessiva, especialmente para aqueles que sofrem directa ou indirectamente de problemas de saúde dessa gravidade, mas a corrupção, seja de que teor for é de facto um cancro e por isso deve ser combatido.

O Sporting tem procurado combater essa doença especialmente através dos posts editados no Facebook do presidente Bruno de Carvalho e do director de comunicação Saraiva. Num dos seus últimos posts o presidente queixava-se de manobras de diversão para fazer esquecer a teia de problemas em que se envolveu o SLB e cuja clarificação é obrigatória mas está ainda por fazer. 

Não podia concordar mais com esta afirmação, é notória a aflição e desorientação para os lados da Luz. Não duvido que noutro país que não este muito dificilmente os dirigentes daquele clube escapariam a uma condenação por tráfico de influências, senão mesmo de corrupção, com o clube a ter que sofrer uma penalizadora descida de divisão. 

Por isso mesmo a comunicação do Sporting deveria ser mais objectiva e profissional e não dar ela também argumentos para este guião de ocultação, dissimulação e e desvio de atenção do que realmente importa. É isso que acontece quando ao invés de ser directo, conciso e demolidor na argumentação e nos factos invocados, estes são abafados pelos insultos e linguagem de carroceiro. Ou que se dispare em simultâneo contra tudo o que mexe, dispersando as munições e atenções. Que ninguém duvide que isto funciona como gasolina vertida directamente no depósito do "inimigo". Com e sem aspas... 

Expressões como "latoeiro", "imbecil", "cretino", "idiotas" soam mais alto e acabam por servir para abafar os factos do o caso dos "emails", a fuga de informação saída de dentro da própria FPF, etc, etc. Não é por acaso que é isso que faz as manchetes dos jornais. E depois, mais do que atingir os visados, os insultos qualificam quem os profere. De igual modo a falta de critério nos assuntos e nos alvos retiram força e atenção.

Não aceito a desculpa tantas vezes invocada "ah e tal, é o estilo dele" e que não passa disso mesmo, uma desculpa. O Sporting não se pode confundir no estilo com aqueles que detestamos e sempre combatemos e aí o papel do presidente é fundamental.

terça-feira, 11 de abril de 2017

De cartilhas percebe ele. Nenhuma dúvida sobre isso.

Em condições normais seria grotesco vermos dirigentes do Sporting, em particular o seu presidente, acusar clubes rivais de prosseguir políticas de comunicação obedientes a "cartilhas". No entanto, a coisa deixa de ser grotesca a partir do momento em que este Sporting é uma autoridade na matéria. Tenta sê-lo, pelo menos, julgando pela quantidade ridícula de recursos e de tempo que afecta a agências e plataformas de comunicação.
Se não considerarmos as centenas de milhares de adeptos do Benfica evidentemente interessados no seu clube, será justo presumirmos (a partir das aparências) que somente Bruno de Carvalho, Nuno Saraiva, o ex sogro de Bruno de Carvalho Jaime Marta Soares, bem como uma quantidade mais ou menos incerta de acólitos sportinguistas, estão interessados no que o Benfica ou os seus comentadores têm para dizer sobre os assuntos que normalmente rodeiam o futebol em Portugal.
Já os sportinguistas que não vivem o clube como se de um pequenino culto se tratasse, exibem uma saudável e relativa indiferença para aquilo que o Benfica ou outros fazem, não fazem, dizem ou deixam de dizer.
Fazendo o seu campeonato, independentemente de mais nada, se o compararmos com 90% dos clubes com os quais compete e disputa pontos, contando com os seus adeptos (até há uns anos éramos sensivelmente 1,2 milhões em território português), e tendo à sua disposição uma quantidade formidável de recursos na comparação com esses emblemas, o Sporting para prosperar e para crescer precisa essencialmente de olhar para aquilo que faz. Não precisa de olhar para aquilo que os outros fazem. Tal qual um vulgar lampião ou um lagarto ridículo, Bruno de Carvalho não o compreende. Pior, jamais o compreenderá porque embora prejudicial aos interesses do Sporting, a actual narrativa beneficia os seus interesses pessoais. Com desapego por uma postura minimamente inteligente, coerente e decente, o discurso esquizofrénico que actualmente vemos relativamente ao Benfica é um si mesmo uma "cartilha" e faz, evidentemente, parte do pacote de propaganda que Bruno de Carvalho trouxe para o Sporting. Neste, inclui-se a permanente agressão psicológica que visa carregar na existência de um inimigo externo. Para este efeito o Benfica não é o único. Os próprios sportinguistas já foram, são, serão alvos da "cartilha".



Devidamente fomentada, em especial nos momentos ou nas épocas marcadas pelo insucesso, a existência e a diabolização desse inimigo externo ajudará a garantir a sobrevivência do presidente do Sporting e do restante bando de anormais que o rodeia.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Sporting sob o espectro da linha de água

Para o futebol profissional do Sporting o fim-de-semana passado dificilmente não podia ter sido mais longo e pelas piores razões. De tal forma que hoje, quando olhamos para as respectivas tabelas classificativas ambas as equipas se encontram debaixo do espectro da linha de água. Sim, leu bem “abaixo da linha de água”, porque é assim entendo a classificação da equipa principal do clube abaixo do último lugar do pódium: o terceiro lugar é e será sempre para nós o nosso “mínimo olímpico” que, infelizmente, em várias, demasiadas, ocasiões tem ficado por alcançar.

Ainda apenas relativamente à equipa A a decepção não podia ser maior pelo contraste entre as expectativas criadas no inicio da época e a prestação da equipa. Agora que se vai percebendo que aquilo que era apenas alguns indícios são agora já confirmações: o futebol do Sporting, ao contrário do que se esperava no segundo ano de Jesus, perdeu aquelas que eram as melhores qualidades que lhe reconhecemos no ano passado e tornou-se demasiado previsível e fácil de anular.

Ao contrário do que cheguei a pensar quando estes problemas se tornavam evidentes, não são as outras equipas que estão melhor preparadas para nos contrariar, pois jogar contra três linhas defensivas não é uma abordagem particularmente nova. O que é novo sob o comando de Jesus (mas já velho em outros infelizmente muitos anos) é não termos argumentos para as contrariar. E não é que equipa não tente mas depressa percebe, ao esbarrar nas primeiras duas linhas, a sua própria incapacidade de desmontar o adversário pelo meio, vendo-se obrigada a cruzar e cruzar e cruzar.

Ter disto com Jesus é tão decepcionante como comer um bife duro e umas batatas fritas rançosas num restaurante de um chef que ambiciona estrelas Michelin. O problema é que este não foi apenas um jogo mau, foi mais um jogo mau e quando se olha para o calendário não se consegue augurar nada de muito bom para chegar.

Como um mal nunca vem só, os resultados vão fazendo as suas primeiras vitimas. A mais óbvia para já estão na indispensável coesão que é necessária para superar momentos como os que se vivem. Um péssimo sinal que demonstra que o Sporting não mudou assim tanto como devia. Quantas vezes sem conta nos foi servido este prato?

Os nossos balneários continuam a ter paredes de vidro a deixar passar tudo. E a mesma falta de clarividência e assertividade nas relações entre SAD e os seus melhores activos, seja por excesso ou por defeito.  Quem acha  que confrontar profissionais no seu reduto em momentos de cansaço e desilusão extremas não é “cutucar a onça com vara curta” ainda está nos "anos 80". O mesmo para quem permitiu que tal acontecesse naquele local e naquele momento.Se a entrada do presidente se deu à revelia do treinador então o caso é ainda pior.

A ideia de que uma liderança se pode exercer com métodos ultrapassados, só porque são jogadores de futebol diz muito do quão desactualizados estamos e, de certa forma, ajudam a perceber os resultados. Por outro lado é ilusório pensar que passar culpas e alijar responsabilidades, oferecendo em sacrifício nomes para fogueira vai desviar as atenções. Apenas aumentará a chama na fogueira onde arde já em lume nada brando o nosso futebol. Ninguém duvide que, independentemente das decisões que venham a ser tomadas no futuro, a saída mais fácil do atoleiro em que nos encontramos é com TODOS a fazerem força para o mesmo lado.

Já a Equipa B está mesmo abaixo da linha de água literal. Não é propriamente novo e em parte é compreensível, atendendo às diferenças que separam as equipas deste campeonato. Por outro lado quem vê a equipa jogar continua a não perceber qual é a ideia de jogo pretendida. A única coisa verdadeiramente inteligível é que aquela fórmula não vai potenciar valor.  E este já é muito duvidoso que exista em muitos jogadores, pelo menos suficiente para significarem futuro com a nossa camisola. O que também não deve constituir surpresa para ninguém, com os constantes recursos ao mercado para uma escola que é conhecida mundialmente pela sua capacidade de formar.

terça-feira, 8 de março de 2016

És um palerma, ou és um palerma?

Se o campeonato se jogasse no facebook, ninguém duvida que o Sporting já estaria afastado da luta pelos 1ºs lugares. Felizmente o futebol ainda se joga com a cabeça (em sentido pouco literal) e com os pés. Aí, a natureza infeliz do presidente do Sporting não afecta (que se saiba) o trabalho do treinador e dos jogadores.
Não fazem muito sentido os pedidos para que o presidente do Sporting deixe de escrever diariamente no facebook. As pessoas agem de acordo com aquilo que são e o presidente do Sporting não é excepção.

Conheço sportinguistas, belenenses, benfiquistas e portistas. Já «falsos sportinguistas» é uma forma de sujeito inexistente. Surpreende-me pouco que Bruno de Carvalho não o saiba.

Não quero euforias nem depressões, mas agrada-me ver que já ficamos tristes quando perdemos! Essa é uma mudança de mentalidade que assusta os nossos rivais e os falsos sportinguistas.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Bruno de Carvalho: "Sou frontal, corrosivo e às vezes falo mal. Mas sou eficaz"





Nota: as minhas desculpas pela fraca edição que é devida à falta de tempo. É por isso que a presente entrevista, dada ao semanário Expresso, só hoje é publicada e a justificação também por falta de referência à actualidade do clube.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Assembleia Geral: porquê isto, agora?

A direcção em exercício apresentava na A.G. de ontem "os melhores resultados de sempre" da SAD. Naturalmente esperaria que o momento fosse capitalizado em favor do trabalho realizado. 

Como sabemos, estes momentos nos clubes, o nosso não é excepção, tem a sua liturgia muito própria. Daí até ao monólogo de duas horas "S. Bruno aos leõezinhos", no mais fiel estilo sul-americano dos anos 70/80, deveria ir alguma distância, mas não foi, infelizmente. Mas esperava tudo menos ver um presidente acossado dirigir um ataque em todas as direcções, para os inimigos externos e até, em jeito quixotesco, para uma oposição interna que, pelo menos de forma organizada, é inexistente. 

 O que é está a correr mal que ainda ninguém sabe? A unanimidade e aclamação já não são suficientes?

Já na véspera Bruno de Carvalho tinha ido longe de mais, quando se referiu ao S.L. Benfica , no seu perfil de Facebook, onde está identificado como "Presidente do Sporting", como "carnide". Quando vi a publicação cheguei até a pensar tratar-se de um dos muitos perfis falsos que existem naquela rede social. Por mais popular que lhe possa parecer, isto não é bom para ele, e muito menos para o Sporting. Parece-me faltar junto do presidente alguém que lhe faça o contraponto.

Uma nota adicional sobre o ataque "ad hominen" contra alguns sócios visados no discurso do presidente, para depois aparecerem os seus nomes no jornal Record, via "fonte oficial". Uma vergonha! Conheço pessoalmente um deles, o Juvenal Carvalho, e tenho amigos comuns a quase todos os visados. 

Por conhecer pessoalmente, falo do Juvenal. Não concordo sempre com ele, mas nunca me atreveria a colocar em causa o seu Sportinguismo. A sua condição de sócio de muitas décadas e o seu trabalho como dirigente de carolice e entrega total,  e os muitos sacrifícios pessoais feitos em prol do clube dão um disso um testemunho prático que nenhum discurso de ocasião poderá abalar.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Bruno, questionado pela Judite

Entrevista TVI
Acabei de ver há pouco a entrevista que ontem Bruno de Carvalho (BcD) deu à Judite de Sousa na TVI e, resumidamente, acho que o efeito Jorge Jesus (JJ) lhe está a fazer bem... Já o obrigou a engolir 3 sapos (and counting...), a saber: Octávio Machado (OM), Manuel Fernandes (MF) e ausência do banco (de suplentes)... Há muito que precisava de alguém que lhe desse um banho de humildade e o fizesse regressar à terra. Leonardo Jardim, discreto, não conseguiu tal como Marco Silva (MS), ao qual BdC não reconheceu autoridade para isso, talvez pela idade do jovem treinador ou talvez porque se julgasse ainda intocável. A realidade, no entanto, sobrepôs-se à (sua) fantasia e descobriu, na crise de Dezembro, que a maioria dos sportinguistas não passa cheques em branco a ninguém, mantendo-se do lado da razão, ou seja, mantendo-se com o ainda (até quando se mantém este imbróglio?) treinador do SCP. Depois de toda a novela em torno de MS - que era o seu treinador por 4 anos - e após o final de época com a apoteótica conquista da Taça de Portugal, ou mantinha Marco e engolia o mais difícil sapo de sempre ou despedia e... contratava alguém com um currículo acima de qualquer prova e que depressa fizesse esquecer Marco Silva... Conseguiu tirar esse coelho da cartola, com mérito, apanhando de flanco e com estrondo todo o espectro futebolístico 'tuga', mas com óbvios custos na sua liderança, digamos, mais que absoluta... Está à vista que terá que aceitar todas as condições que JJ lhe vier a impor, sob pena de “arranjar” mais um conflito com alguém que também não brinca em serviço... Ora, ao invés, de um, está a tornar-se perito em engolir sapos... O que verdadeiramente me deixa satisfeito. Não por sentimento mesquinho contra o presidente do CD do SCP, mas porque reconheço em JJ, MF e OM muito mais capacidade para liderar o futebol do SCP do que a BdC e respectivos lacaios de que se rodeou. Finalmente, o SCP terá aquilo que verdadeiramente se poderá denominar por ”estrutura”. É o primeiro passo para, finalmente definirmos um rumo coerente, devidamente pensado e que não ande ao sabor da agenda mediática de BdC.

terça-feira, 31 de março de 2015

“Em termos de gestão, o Sporting, em dois anos, conquistou a Liga dos Campeões e foi campeão nacional”

Termino hoje a trilogia de entrevistas dadas por Bruno de Carvalho à comunicação social, por ocasião do segundo ano de mandato, com a publicação da que foi efectuada pelo DN. Uma entrevista diferente das que são habitualmente realizadas pelos jornais desportivos. Contudo, para lá da frase que foi retirada para servir de título, nada de novo ou especialmente relevante é dito. A razão de ter ido à procura dela, para lá de a partilhar com os leitores, foi precisamente a referência à gestão, especialmente do que está pensado para o futuro, uma vez que esse foi um tema que não chegou a ser abordada nas entrevistas anteriores.


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