O futebol do SCP transformou-se num ridículo processo de
deja vu de anteriores
dejá vu (perdoem-me o franciú)… Um truque que a mente nos prega, sobre a eventual repetição dum acontecimento virtual que é experienciado na realidade… Não sei se será bem a mesma coisa, mas expliquem-me lá, porque é que raio, ainda hoje dei comigo a temer, após a expulsão do Maniche, uma reviravolta épica da equipa adversária? A desejar uma coisa, e a temer o seu oposto… Sonho? Realidade? Acreditem que o pesadelo do 2 -3 passou-me pela mente, logo após ao momento da expulsão. E, claro, como não podia deixar de ser, aconteceu.
Here we go again…, ahhh, aquela velhinha e 'leonina' sensação, logo após o primeiro golo vimaranense. A certeza, do consumar da derrota, surgiu apenas poucos segundos depois com o segundo. Estava iniciado o processo… bastava a guardar o seu desfecho. É infalível... Deve ser por isto, que a leitura das caixas de comentários após o jogo de hoje contra o Vitória de Guimarães não pôde deixar se ser, para mim, um exercício terrível e absurdamente onírico…
Explico-me: o filme, cujo título repito neste post, passa-se essencialmente na mente de um gajo quando, por despeito, decide envolver-se num procedimento que permite apagar da memória
o seu grande amor, depois deste(a) o ter apagado anteriormente a si da sua memória. É como eu estou capaz de me sentir hoje: despeitado (por este SCP que não respeita nenhuma memória...nem a sua, quanto mais a minha), desesperado e prestes a entrar num processo de apagamento e com isso, eliminar todas as memórias mais amargas.
Mas, descansem, não me serviria de nada. Porque o SCP assemelha-se, cada vez mais, a uma espécie de história de um amor tumultuoso e alienado, que mil vezes repetida, não deixa de acabar (quase) sempre mal. Apesar disso, também entranhadamente belo, com episódios deveras marcantes, com tudo para poder dar certo. Sei que vou-me reencontrar com aquele meu grande amor ao virar da próximo acordar, apaixonar-me irremediavelmente, encher-me de eternas fugazes esperanças, apenas para repetir o novo velho episódio. É já a seguir, num estádio próximo de si, não percam no próximo ‘capítulo’:
“Dark green, almost black”… Digam lá, se não tem toda a pinta para acabar igualmente mal?...