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segunda-feira, 29 de março de 2010

Um clube melhor

Quando se fala em treinador para a próxima época é cada vez mais comum ouvir dizer, quando se questiona a continuidade de Carvalhal, que o Sporting precisa de um treinador melhor. O que nunca vejo levar em linha de Carvalhal também merecia um clube melhor. Leia-se um clube melhor organizado, um clube realmente preparado para ganhar, o que, convenhamos, não foi nada de parecido com o que o treinador encontrou. As apreciações ao trabalho de Carvalhal que não levem em linha de conta i) a distorção provocada pelo caos em que encontrou a equipa ii) e o sem número de situações impensáveis que teve que suportar não podem ser consideradas justas. Há quem acrescente que Carvalhal tem um discurso de clube pequeno. Eu pergunto: há algum clube pequeno que seja tão difícil e aparentemente tão desregrado como o nosso?

É já tarde para Carvalhal, como tudo parece indicar. Adeptos e dirigentes parecem mais inclinados para o deixar cair, como se com isso esconjurassem os males que endemicamente nos atrofiam e desviam do caminho do êxito. Mas não nos iludamos, os problemas já existiam ou medravam antes do actual treinador chegar e, se nada for feito, por cá continuarão.

Se com isto advogo a continuidade do treinador? Como em tudo há vantagens e desvantagens. Se por um lado o considero um treinador preparado para a função, e o conhecimento prévio do plantel e suas deficiências permitiriam pensar numa evolução, julgo que lhe falta força. Carvalhal nunca foi levado a sério pelos que o escolheram, nunca foi protegido e os adeptos, a grande maioria, não deixou de o olhar de outra forma.

Não falta muito para saber quem será o novo dono do lugar. Como me dizia o meu amigo Bruno Martins, na II Tertúlia Leonina no Solar do Norte, também não me parece saudável que a discussão seja entre a continuidade de Carvalhal e a chegada de Vilas Boas. O perfil do actual técnico da Académica é uma promessa sem suporte curricular. Também não vejo no futebol português nomes interessantes para nós. A ser estrangeiro, mais importante que o curriculum é a ambição, com trabalho reconhecido por futebol de qualidade, europeu ou com trabalho já feito no continente, e sem medo de apostar na prata da casa.

Aqui ao lado, em Espanha, há 2 nomes interessantes: Schuster, que além do mais, como jogador enorme que foi, seria interessante para um clube formador. O seu excelente trabalho no Getafe e o resgate do futebol sem chama de Capello, com 2 títulos no Real, sem contratações galácticas falam por si. E Ernesto Valverde, relativamente jovem, pelo seu desempenho interessante no Athletic Bilbao, Espanhol e Olympiacos, onde venceu tudo, e isto apesar do insucesso em Villareal.

terça-feira, 16 de março de 2010

As Costinhas de Carvalhal

Foram muito elogiadas as declarações de Costinha após o jogo de Madrid, em que o director desportivo afirma que  “no Sporting não há somente jogadores, mas também seres humanos que merecem respeito. (..) queremos mais respeito, nomeadamente pela equipa técnica, o que não tem sucedido” . As palavras são adequadas mas falta-lhes o suporte da acção. A apresentação de CC em Alvalade, a pressa do presidente em demarcar-se em tempo de maus resultados, o seu isolamento evidente e a falta de um vigoroso ou até envergonhado desmentido da contratação de Vilas Boas tornam pública e notória a falta de apoio a Carvalhal. E é também evidente que não cessou ainda entre os adeptos a desconfiança que o seu nome suscitou.

É nesse quadro que entendo as suas mais recentes declarações. Ao puxar dos seus galões, CC fala para fora mas essencialmente para dentro. "Tenho 12 anos de treinador. Não são 12 dias, nem 12 jogos. Relembro que estive nas finais todas que existem em Portugal. Escusado será dizer que o trabalho realizado no Vitória de Setúbal me parece de excepção, para não falar também no Leixões. Certo é que chego ao Sporting aos 44 anos, com trabalho feito, a subir a corda a pulso para cá chegar”. Mais do que o seu conteúdo, conhecido de todos, é a mensagem que fica: ainda ninguém no Sporting lhe comunicou o que pretende dele para o futuro que aí está.

Não é Costinha, com as suas omissões, ou Carvalhal, com o seu curriculum, o cerne da questão. Esta está acima das suas cabeças e em quem tem a missão, diria a obrigação, de zelar pelos interesses do clube. Mais do que esperar pelos resultados, especialmente os de Abril..., deveria haver estratégia na decisão e esta deveria escudar-se em critérios de competência. Um treinador que ganha pode não ser o treinador para a época seguinte, como dizem agora de Jesualdo. O mesmo se pode aplicar a um treinador que nada ganhe, caso os factores que isso conduziram não sejam da sua inteira responsabilidade. Seja qual for a escolha parece porém indesmentível que CC deixará o futebol do clube melhor do que encontrou e saúdo em especial a sua postura, em particular um discurso à Sporting.

Somos de facto um clube especial, onde o facto de um treinador ter subitamente começado a ganhar, com um nível exibiciocional em patamares de todo inesperados parecer constituir um problema. Porém, e ao contrário do que dizia ontem JVP, não é só ao próximo treinador que as vitórias de CC podem constituir problema. É sobretudo a JEB e a todos nós, ao clube que somos. É que, quem vier a seguir não vai ter tempo para errar. Seria sempre assim, mais ainda depois de CC. Joga-se aqui o futuro da próxima época, ninguém duvide disso.

“Abola” faz hoje o inquérito já habitual aos notáveis. Que me perdoem, mas as suas opiniões, em grande parte, são em todo idênticas ao de qualquer adepto comum, sem qualquer outro argumento que o navegar À vista, em função dos resultados. Se pensarmos que são estes alguns dos potenciais dirigentes, talvez consigamos perceber porque o Sporting tem ganho menos do que precisa e merece.

domingo, 14 de março de 2010

Até que enfim!




"Até que enfim" ou "finalmente" foram das expressões que mais ouvi e me vieram à cabeça ontem, enquanto aguardei 1 hora, algo completamente invulgar no passado recente, para comprar os bilhetes para o jogo com o Guimarães e o Atlético de Madrid.

Até que enfim que jogamos à bola; até que enfim que temos equipa; até que enfim que vamos ter um estádio bem composto.

Este último ponto não é justificado totalmente pela campanha realizada tendo em vista o Dia da Mulher, pois outros jogos houve, com preços similares e nem assim houve tanta afluência. O que trouxe Sportinguistas de volta ao estádio, é a melhoria na qualidade do jogo e a atitude que evidenciam em campo.

O problema nunca foi a qualidade dos jogadores como alguns acreditaram e outros, incluindo Sportinguistas, quiseram fazer crer. O que me leva a pensar: como é que foi possível o Paulo Bento ter ficado tanto tempo, quando era nítido que não havia evolução e pior, havia uma saturação tremenda em relação ao "futebol" praticado pela equipa.

Não fiquei nada agradado com a contratação de Carvalhal mas seria ridículo não achar que a melhoria evidenciada não é da sua responsabilidade. Atribuir mérito apenas à chegada do Costinha, como faz o Record pelos motivos que assumimos, ou à contratação de um jogador, por muita importância que possa ter na recuperação do SCP, e ignorar o mérito do treinador, é injusto.
Se tem condições para levar o SCP ao título? Não depende apenas dele mas também da solidez e organização da estrutura. Acho que se o trabalho dele for positivo até ao final da temporada, em termos de resultados e exibições, merecerá o benefício da dúvida. Tanto quanto Paulo Bento mereceu e mais ainda do que Villas Boas.

PS: Uma palavra positiva em relação ao preço dos bilhetes para o embate com o At. Madrid. Finalmente viram para além da receita, constatando que o apoio será imprescindível para passarmos à fase seguinte.

terça-feira, 9 de março de 2010

Clandestino

A SAD do Sporting, e mais concretamente JEB, tem toda a legitimidade para decidir que direcção técnica pretende para o clube. E essa decisão não deve ser tomada baseada em sondagens ou movimentos de opinião, antes sim tendo como objectivo o que lhe parece ser o melhor para o Sporting. Isto a propósito de uma sondagem do DN de hoje, em que uma percentagem ligeiramente superior a 50% entende que Carlos Carvalhal merece a oportunidade de começar a nova época. E também ninguém duvida que este é o timing para as tomadas de decisões e consequentes acções. Mas ao contrário dos adeptos, espera-se que a decisão não seja tomada em função dos resultados, sejam eles série de vitórias ou derrotas, mas em função de um perfil de competências que há muito deveria estar definido.

Ao que tudo indica André Vilas Boas parece ser o técnico que corresponde ao desejo de JEB. Assim se entende a insistência no actual treinador da Académica. Devo dizer que, quando o seu nome foi referido em meados de Novembro, o recebi com agrado. É indiscutível o bom trabalho que está a realizar em Coimbra, com meios reconhecidamente escassos. Já vi jogar a Académica e é indiscutível que ali há dedo treinador. Mas não deixa de ser um tiro no escuro.  O risco, melhor ou pior calculado, está sempre inerente na tomada de decisões e é para isso que os sócios elegem as direcções, podendo, a qulaquer momento pedir-lhes contas.AVB tem literalmente meia dúzia de meses de treinador e não se conhecem competências em formar plantéis e equipas. Espero contudo que a sua contratação não corresponda à ideia pacóvia de um “novo Mourinho”. Porque Mourinho só há um, - que por sinal esteve em Alvalade para assinar contrato e saiu pelas portas do fundo - e não há nada mais injusto e perigoso que pôr o novo treinador a carregar esse tipo de fardo. E convém lembrar que o sucesso do Special One se baseou numa retaguarda forte, que está longe de existir por hoje em Alvalade.

Se ela existisse não atiraria o futebol do Sporting para uma espécie de limbo clandestino, onde se desconhecem sequer as listas de convocados. O actual blackout nada tem de protecção do actual treinador. Se assim fosse CC não teria que se arrastar como um condenado em conferências de imprensa, após os jogos, mesmo que para isso se pagassem as multas necessárias. Mas não desmentir o Record e deixar o principal visado pela noticia permanecer fragilizado ante a opinião pública, sócios, adeptos e, pior, o grupo de trabalho que tem de liderar, mais não é que uma estratégia de preservação. Não do treinador, claro está, mas de quem tem que tomar decisões. Alguém acha que isto é dar o peito às balas? Da sua apresentação à sua saída, CC deverá ficar na história do Sporting como o primeiro treinador clandestino.

domingo, 7 de março de 2010

Communication breakdown


Foi tudo menos pacífica a saída de cena de António Sousa Duarte do cargo de director de comunicação. Uma saída consensual, negociada, não acontece de forma abrupta e sem assegurar soluções de continuidade de funções. Assim o Sporting prosseguiu o seu papel inovador no panorama do futebol português este ano: que me recorde foi a 1ª vez que não se conheceram os convocados para um jogo de uma equipa da I Liga. Costinha prometeu um novo período na comunicação para o Sporting e ninguém duvida que mais silêncio à volta e sobre o balneário são medidas que deviam ser para ontem. Mas convém não exagerar…

De igual modo não deve ter sido fácil para Carvalhal saber por terceiros que o Sporting anda à procura de treinador, sem ainda lhe ter comunicado o que pretende fazer com a opção que está clausulada no seu contrato. Assim como não será fácil enfrentar mais logo a bateria de jornalistas. O Sporting tem todo o direito de escolher novo técnico, não pode, ou não devia fazê-lo prescindindo de regras éticas que deveriam ser norma num clube que gosta de ser visto como padrão no meio desportivo. Pelo meio fica “uma mensagem aos Sportinguistas” que de nada serve. Ou se desmentia vigorosamente a noticia, ou ignorá-la apenas serve para lhe dar sentido.

E é assim que se chega ao jogo do Restelo. Onde não se espera outra coisa que não uma vitória ante uma equipa que apenas conseguiu vencer 1 vez. Gostava que o Belenenses, clube com o qual nutro simpatia, superasse este momento.Os seus  adeptos merecem-me especial  solidariedade pelas sucessivas atrocidades que a sua classe dirigente tem cometido num clube que há 30 anos era claramente um grande e que hoje está confinado ao seu pequeno reduto. Espero que a recuperação fique para depois do jogo de logo.


quarta-feira, 3 de março de 2010

Chapa 3

Chapa 1: Só os Sportinguistas nascidos na década de 60 se lembrarão de vitória tão expressiva e categórica ante o FCP como a de domingo. Precisamente desde o tempo em que éramos o 2º clube com maior número de títulos nacionais com uma posição, vista pelos olhos de então, aparentemente inalcançável. Não restando hoje qualquer dúvida sobre os métodos empregues para nos escorraçar desse lugar, (sem esquecer anos que acumulamos sem liderança, divisionismo e a nossa inépcia), é de estranhar as honras que ainda se destinam a Pinto da Costa em Alvalade. Mas são de arrepiar e de fazer dar voltas no túmulo aos fundadores do clube as notícias de que o Sporting se apresta a apresentar uma candidatura conjunta com os azuis à liderança da Liga. Não consigo imaginar como pode Rogério Alves, ou outro Sportinguista qualquer, prestar-se ao papel de peão de brega da estratégia de PdC. Este tem pelo menos um mérito que lhe tem que ser reconhecido: conseguiu do nada construir uma organização tentacular para combater a hegemonia desportiva dos clubes de Lisboa conseguindo, simultâneamente, mantê-los de costas voltadas, aliando-se ora a um, ora a outro, consoante lhe ditam os seus interesses. Dividindo para reinar, tem conseguido os seus objectivos.

Chapa 2: Os passivos dos 3 grandes têm dado que falar. Dos 3, o Sporting é o que tem o modelo mais racional, mas que não tem sido aplicado na plenitude, nem tem tido a gestão mais adequada. Como se pode ver hoje nas 1ª´s dos jornais, é a formação que tem procura. Para que este modelo dê mais títulos tem falhado a politica de aquisições e a aposta num treinador, consagrado ou não, que não prescinda do bom futebol. Seria trágico para nós que a formação passasse para o plano secundário, como parece indicar a promessa de grande investimento na próxima época. Não havendo de facto petróleo em Alvalade, duvido que tal possa suceder sem vender anéis. E com as receitas a definhar de ano para ano, não vejo tesouraria para aguentar as consequências. O Sporting precisa de saber vender melhor, ou vender sequer, mas sobretudo de não falhar tanto a comprar. E é aí que tem residido o nosso calcanhar de Aquiles. Trabalhar com um bom empresário como Jorge Mendes pode ajudar um pouco, desde que o Sporting saiba defender os seus interesses. Que, como sabemos, estes não são exactamente os mesmos que o dos empresários.

Chapa 3: A gata borralheira em que a equipa se havia transformado o Sporting, apresentando-se de forma andrajosa na maior parte da época, tem pelo menos já um par de sapatos de cristal, conseguidos com 2 vitórias categóricas consecutivas. Se o jogo com o Everton poderia ter deixado a sensação de vitória casual, em que o demérito dos ingleses poderia ter prevalecido sobre o nosso mérito, o jogo de domingo confirmou que a subida de nível não era fortuita. Mas quem ouviu do princípio ao fim as perguntas colocadas nas conferências de imprensa dos 2 técnicos, poderia até ser levado a pensar que tinha sido Carvalhal a ser goleado, tal o fogo que se abriu sobre ele. Sabe-se que Carvalhal não tem a boa imprensa do seu antecessor. Os mesmos que tudo desculpavam a Paulo Bento, dizendo que ele não tinha plantel e por isso fazia milagres, são os mesmos que insinuam agora que Costinha, entrado na quinta-feira, já tem responsabilidade nas vitórias. Ou como parecia querer dizer Inácio, o Sporting passou a jogar melhor apenas por causa da entrada de um só jogador. Isto é, Pedro Mendes sozinho fez o milagre da multiplicação dos golos, em simultâneo com o do desaparecimento da debilidade defensiva. Afinal ficou barato... Para Carvalhal fica apenas o “mérito” de 7 derrotas consecutivas.

P.S.: A A.A.S. pede-nos a divulgação do  seguinte comunicado(clique para aumentar):
 

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Vitaminas

Costinha é o novo director desportivo, o Sporting alcança os oitavos-de-final da liga Europa e Izmailov permanece em Alvalade. 3 boas noticias, ocorridas num espaço de 24 horas, uma quebra numa fastidiosa rotina de desapontamento e frustrações. Uma recarga vitaminica na auto-estima a verde-e-branco.

A escolha de Costinha colheu de surpresa a nação verde-e-branca, - não o “ANortedeAlvalade” – mas, observando a reacção geral, está longe de ter sido decepcionante. Tem a vantagem de não ter anti-corpos em Alvalade, de ser uma opção pessoal de ingresso no clube do seu coração de um profissional bem reputado e titulado. A missão está longe de ser fácil, como sugerem os rápidos carimbos de “homem de Jorge Mendes” ou outros que se atiraram para lançar a dúvida. É também a prova que o lugar era apetecível para muitos. Voltaremos seguramente a falar de Costinha, mas esta é a hora de ratificar ou rejeitar a escolha. Eu escolho a primeira, pela adequação do perfil. O sucesso, esse está muito mais dependente do que se passará acima dele do que do seu desempenho, embora este seja importante.

A passagem aos oitavos-de-final não pode ser considerada uma grande surpresa, face ao resultado e o que se viu em Liverpool, mas o mesmo não se dirá da forma categórica como foi alcançado. Um merecido prémio para o grupo de trabalho de Carvalhal e para os adeptos. E também, convém dizer, um severo castigo para Moyes e seus boys e para a forma como menosprezaram o valor do Sporting. A postura era inequívoca: julgaram que quem mal consegue rematar em 90m à baliza do Paços ou Olhanense muito menos seria contra eles, acabados de obter triunfos moralizadores sobre dois dos Big Five da League. Acontece que o Everton tanto tentou arrefecer o jogo que acabou por ficar congelado sem conseguir depois reagir. Tivemos pelo menos o mérito de não desperdiçar a oportunidade.

Por fim Izmailov. É minha opinião que se trata de um bom jogador que, no entanto, sofre de demasiadas intermitências, não sendo a sua influência tão intensa como a sua qualidade e a nossa necessidade fariam supor. Não é um extremo como muitas vezes se lhe pede, mas é um bom oficial de ligação do meio-campo com o ataque, como se viu quinta-feira. As suas movimentações pelo interior são essenciais quando não se pode ou não se consegue carrilar o jogo pelas laterais. A sua escolha pela permanência, em detrimento de um saco mensal de petrorublos e o regresso ao clube de formação e do coração, indicam que o pequeno Czar acredita no Sporting. Isto é, se não se foi pelo dinheiro é porque acredita que desportivamente vêm aí bons tempos. Oxalá!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Não caíu do céu

A vitória de ontem foi mais do que merecida e era há muito necessária a um clube onde tudo correu mal desde o inicio. Dizia ontem, no lançamento do jogo, que “é difícil de recordar um jogo que tenha sido ganho de forma categórica do princípio ao fim, independentemente da valia do adversário.”. Pois desde ontem que isso é possível.

Esta vitória justa premiou uma competência que tem andado arredada dos nossos jogos. Não caíu do céu, antes deu muito trabalho a obter. E como é trabalhoso ser competente. E é também um sério aviso a todos aqueles que preconizam o “reviralho” do nosso plantel. Ontem foi apenas uma amostra do que ele é capaz e da qualidade dos seus valores individuais. Imaginem o que seria possível conseguir uma vez estabilizada emocionalmente, e com níveis de confiança “normais”. Foi sem dúvida a vitória da qualidade sobre a dúvida e um prémio para a convicção dos nossos amigos PLF e Kovacevic.

Se alguém mereceu a vitória de ontem foi Carvalhal e o grupo de trabalho que lidera. Apresentado num vão de escada, elogiado na vitória e descartado nos primeiros contratempos, CC tem o perfil humano á altura da grandeza do Sporting. Quem duvida disso que reveja as suas palavras ontem depois do jogo. Se tem a necessária competência técnica para o cargo? Não tenho distanciamento suficiente para responder. O que sei é que CC chegou por acaso ao Sporting – a rábula Villas Boas – mas seria uma pena que saísse de igual modo. Lembro-me da ligeireza com que se despediam os treinadores nos anos 80, nomes consagrados antes ou depois de aqui chegarem. Se não queremos voltar a esses tempos, é bom que não tomemos decisões idênticas. Os adeptos reagem por instinto e paixão. A quem cabe dirigir convém ver além das nuvens dos desgostos e das derrotas.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

E que tal começar já hoje?

É já uma imagem de marca do nosso presidente a sua admiração pelo modelo do FCP. A incredulidade dos Sportinguistas é natural. A ideia é tão estapafúrdia como um pai anunciar à família que tutela que, para resolver os seus problemas, esta deve passar a comportar-se como o seu vizinho que enriqueceu sem olhar a meios. E que nesse processo não se coibiu de o ridicularizar ou até de assaltar o seu próprio quintal.

Se JEB quer copiar o modelo presidencialista seguido pelo seu homólogo azul-e-branco, não se pode esquecer que este se legitimou à custa de muitas vitórias, mesmo que inserida numa lógica de ganhar a qualquer preço. Para se alcandorar a esse estatuto JEB tem muita côdea dura para roer e tem que demonstrar, antes de mais, que tem dentes para o efeito. Se JEB quer um modelo presidencialista para poder mandar, isto é, para poder tomar decisões, porque não começa por tomar uma que seja, ao invés de desbaratar a sua autoridade cada vez que faz uma declaração?

E porque não começar já hoje? Se algum mérito pode ser reconhecido à gestão que tem merecido tantos elogios de JEB, o de defender os seus de forma intransigente é um deles. O Record achincalha hoje, de uma forma sem precedentes, um treinador de um clube grande. Nem nos tempos de Cantatore, Vital, Flores, Del Neri ou Couceiro vimos algo semelhante. JEB tem aqui uma boa oportunidade de marcar a sua posição como presidente, tomando a defesa de um alto funcionário do clube. Mesmo que Carvalhal tenha sido apenas uma manobra de diversão para desviar as atenções das suas próprias responsabilidades, impõe-se uma posição de repúdio do clube e até do grupo de trabalho.

É que eu não teria escolhido Carvalhal para substituir Paulo Bento. Não que a sua preparação ou C.V. não o colocasse pelo menos em pé de igualdade, mas porque a sua trajectória recente retirava-lhe a força necessária para o lugar. É que eu também não gosto de algumas opções de CC e suas consequências. Não gosto, p.ex., que CC não perceba que a dupla Liedson/Saleiro não funciona, que a diferença entre André Marques e Grimi são 4,5 milhões de euros e o futuro que se perde em cada jogo do argentino. Não gosto da troca de Adrien pelo futebol “mangas de alpaca” de Pedro Mendes, de passes lateralizados e sem qualquer risco. Mas JEB escolheu CC e cabe-lhe agora defendê-lo. Não de lágrima no olho, em qualquer conferência de imprensa, e também não me parece que seja boa política voltar a apanhar um avião para o Brasil.

Deixar CC à mercê destes “tarefeiros” que lhe fazem a cama é também não querer ganhar. Um treinador despromovido a bode expiatório de culpas próprias e alheias é um treinador menos capaz de vencer. E não me peçam a mim para não acreditar que não é possível ganhar um jogo antes de o disputar. Ainda tenho muita daquela crença, ou “estupidez natural” se quiserem, que era apanágio dos Sportinguistas, que era a de acreditar que a vitória é sempre possível. E de aqui até ao final da época ainda há muitos jogos para ganhar. A começar pelo de quinta-feira. E o que se segue. Essa é a forma de honrar a camisola do Sporting e essa a forma de reconstruir uma mística de vitórias.

Se JEB e a direcção a que preside mantiverem o silêncio perante esta vergonha, sou levado a concluir que ele suspira por PB não para serem os 2 a darem o peito às balas (presume-se pelo Sporting...) mas sim porque quer alguém que o faça por ele.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Excelente entrevista de JEB - Palavra de (ex-futuro?) director desportivo

Deixei aqui apenas uma reacção viral à entrevista de JEB da semana passada. Pensei posteriormente partilhar  uma opinião mais reflectida sobre a mesma, mas o tema é-me de tal forma desconfortável e infeliz que preferi ir adiando até perder actualidade. No entanto, ao ouvir, via podcast, a análise de Luís Freitas Lobo, dei-me ao trabalho de as transcrever.  Esta parece-me pertinente. Não tanto por vir de alguém que até foi dado como candidato ao cargo de director desportivo. (Após estas palavras talvez apenas ex-futuro candidato). Mas por duas razões fundamentais: i) é uma análise externa de alguém que não é seguramente Sportinguista ii) e independente, facto cada vez mais raro na comunicação social. Não deixa também de ser "curioso" ver referir-se ao nosso clube de forma correcta, contrastando com a utilizada pelo nosso presidente. A leitura é longa mas vale a pena.

"Ouvi alguns excertos na televisão, li em vários jornais e penso que foi uma excelente entrevista do presidente do Sporting. Sinceramente. Eu não duvido da sua entrega, da sua competência, da sua vontade de ver o Sporting ganhar, mas eu quando digo que foi uma excelente entrevista, é porque eu penso que ela devia ser gravada em DVD ou em CD e ser entregue a todos os clubes para eles saberem tudo aquilo que não se deve dizer ou não se deve fazer num clube de futebol. Penso que todas aquelas declarações que foram feitas são um completo despropósito e são um elenco enorme…"

"A questão do treinador estar dependente dos resultados e não da competência, quando um treinador entra a meio da época, com um contrato de 6 meses, restam-lhe 3, tem uma Taça UEFA para joga, jogava nesse dia, e é colocado dessa forma, o facto de ele dizer que está a preparar a próxima época, e ao mesmo tempo diz que não tem treinador, e responde que é ele próprio que está a preparar a próxima época, que o objectivo do Sporting é o 4º lugar (penso que o objectivo do Sporting deve ser jogar cada jogo para ganhar, com a máxima entrega, com a máxima capacidade de dignificar a camisola que o Sporting tem)."

"A questão de contratar o director desportivo em função do balneário, dizer que o perfil do director desportivo depende do balneário que existe, exactamente o contrário do que deve ser, porque quem escolhe o balneário é exactamente o director desportivo, em conjunto, como é evidente com o presidente da SAD, com o treinador e restante responsáveis, e só depois é que aparece o grupo e não o contrário."

"A questão Sá Pinto/Liedson, dizendo que um director tem mais responsabilidade que um jogador, é verdade sem dúvida nenhuma, em alguns aspectos. Neste aspecto em concreto, era uma questão para ser dirimida de outra forma. O que esteve aqui foi uma questão muito simples: o Liedson é um ponta-de-lança que faz golos, e o Sporting precisava era que o jogador jogasse, se fosse outro jogador a situação certamente não seria a mesma."

"A questão de dizer que o Sporting não é uma organização vencedora, quando alguém diz isso de si próprio, porque ele é que é o presidente, ele é que representa a organização, dizer que o Sporting não é vencedor, é algo perfeitamente incrível. Não é vencedor porque nem todos podem ganhar o mesmo campeonato, nem ganhar todos os anos, mas tem que ser vencedor para ganhar sempre cada jogo que passa."

"Comparar com o FCP é o absurdo, é dizer que não entende verdadeiramente o que é a Cultura do Sporting, o que faz a história do Sporting, e a herança do Sporting não tem nada a ver com a herança do FCP, que tem uma idiossincrasia completamente diferente, e ainda por cima quando recentemente se soube a forma como o presidente do FCP se referiu ao presidente do Sporting em escutas que foram reveladas."

"Portanto há uma série de situações que são perfeitamente inacreditáveis. E se nos lembrarmos inclusive que o Sporting  esteve no mercado há pouco tempo, que comprou um jogador que ele próprio, o Sinama Pongolle, custa mais de metade do orçamento do Braga, se percebe a incompetência com que o Sporting tem sido gerido. Depois disto, perguntar-se quem é o responsável por o Sporting estar nesta situação, e falar sobre o treinador, e falar-se num jogador, e falar-se nos 4 anos que ficaram para trás em que esteve tudo parado, é de facto algo para deitar as mãos à cabeça"

"Perante isto parece-me que foi uma excelente entrevista para se perceber o que não se deve fazer, e que não se deve dizer. A partir de agora cabe a todos os Sportinguistas pensarem bem isto tudo, para perceberem onde está a razão de ser de o Sporting estar na situação em que está." 


P.S.- A Associação de Adeptos Sportinguistas estará hoje representada pelo seu presidente e conselheiro leonino Pedro Faleiro Silva no programa "Lugar Cativo" da TVI24 pelas 20h10 onde lançará o III Pensar Sporting a ter lugar no próximo sábado, dia 20 de Fevereiro, não se furtando, igualmente, a abordar outros temas da actualidade sportinguista.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Ecos de Liverpool


Há quem tenha visto na equipa inicial apresentada por Carvalhal a intenção deliberada de jogar para o nulo. Se a afirmação até poderia ser aceitável antes do jogo começar, ela acabou por ser desmentida pelo próprio jogo. A desvantagem no final dos primeiros 45m deveu-se à diferença na eficácia, uma vez que o número de oportunidades foi repartido.

É muito fácil criticar Carvalhal, é até cada vez mais popular. Mas, com o histórico de resultados com que se chegou ao jogo de ontem, compreendo que ele privilegiasse a consistência do meio-campo. Essa consistência acabou por falhar não porque o princípio estivesse errado, mas porque o colectivo deixou de o aplicar. Este não é ainda o futebol que desejo, mas creio que seja o possível. E, convenhamos, não foi por jogar como ontem que estamos como estamos.

Aceito a discussão se, nesta fase da sua carreira, Patrício seja o guarda-redes indicado para ser titular. Se todas as camisolas verde-e-brancas pesam muito, a do guarda-redes mais ainda. Mas apontar-lhe uma falha no lance do 2º golo é no mínimo um acto de má vontade. No Público chega-se a escrever esta pérola: “mais uma demonstração de como se pode marcar golos ao Sporting. Canto de Baines, Cahill salta com Patrício em falta e a bola embate em Distin, que faz o 2-0.” Ou seja para marcar golos ao Sporting “basta” fazer falta…

Dia mau para explicar porquê que o futebol do Sporting perde dimensão colectiva com as decisões do Liedson e com isso muitas jogadas de ataque. Perdas de bola no contacto ia em 7 quando deixei de contar. Passes de tabela nem um, apesar de solicitado por Yanick, Matias e Saleiro, mais do que uma vez. Sem ver isto, que quem gravou o jogo poderá confirmar, fica sempre a ideia que o problema é dos outros e nunca dele, porque no final o homem cava sozinho o golo. Como já tinha feito com o slb. E se ele continuasse a fazer o mesmo, jogando também com a equipa, não ganharíamos todos? E na selecção queixar-se-á de jogar sozinho? Jogará mais com o resto da equipa?

Vende ou não vende Izmailov? É uma decisão difícil, sobretudo porque a posição do Sporting no mercado é frágil. Mas os 6 milhões põe a zero o valor pago pelo passe, mais os vencimentos. Quantos negócios destes poderemos nós gabar-nos de ter realizado? Questiono sem dúvida o timming, quando se deixou fechar o mercado. Afinal se o preço é o mesmo, porque não se vendeu antes?

Não posso deixar de manifestar o meu apreço por Carvalhal, pela forma quase estóica como tem remado contra a(s) corrente(s). Enquanto o presidente (não merece a maiúscula…) acha que não deve explicações aos sócios que o elegeram ("Estou mais preocupado com aquilo que as pessoas que trabalham no Sporting dizem" a propósito das criticas de Dias Ferreira a mais um serie de declarações infelizes), Carvalhal apela a um “estádio tranquilo”, com “ambiente positivo”. É o mínimo que podemos proporcionar. O resultado de ontem permite-nos pensar no apuramento. Mas nada indica que ele seja fácil de conseguir.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Doloroso

O Sporting ontem perdeu por falta de brio, de categoria e também por um evidente esgotamento físico e psicológico. Quem viu o Sporting ontem não viu uma equipa, não viu uma ideia de jogo, não viu atitude competitiva. Em suma, perdeu por falta de comparência, por ter ficado ausente, em parte incerta, a correcta percepção e correspondente atitude perante a importância da partida no contexto de um annus horribilis. Não se trata de ter perdido, trata-se de não ter disputado o jogo.

Se é inadmissível para quem veste a camisola do Sporting apresentar-se num qualquer jogo “como quem vai ao shopping”, fazê-lo num jogo como o de ontem e em casa de um rival, não tem qualificação possível e merece um pedido de desculpas. Não só por palavras, mas sobretudo em actos. Mas que credibilidade tem este grupo de trabalho quando é reincidente neste tipo de comportamento, em momentos cruciais como o de ontem?

Carvalhal não sai incólume da hecatombe. Foi a sua estratégia para o jogo e para os compromissos futuros que foi chumbada também, embora seja difícil fazer vingar qualquer plano enquanto a postura dos jogadores for a de ontem. Mas apostar num alinhamento em tudo semelhante ao que já tinha deixado uma imagem anémica na passada sexta-feira em Braga, bem como jogar sempre com os mesmos em jogos mais fáceis não ajudou muito. A herança pesada não justifica tudo,  exigia e possibilitava até por isso maior ousadia. E sem ela Carvalhal dificilmente fugirá ao destino que lhe traçaram.

Liedson. Marcou um golo e por isso está tudo bem. Mas não comigo. Não porque não seja esforçado, mas porque no jogo e nas palavras não esteve nada bem. No jogo foi uma ilha, nunca combinando com Saleiro e perdendo bolas atrás de bolas por más decisões, geralmente por se querer virar para a baliza e esbarrar consecutivamente nos defesas. Por isso pareceu que jogamos num 4x13x1+outro. E pelas palavras desnecessárias, aludindo ao caso recente com Sá Pinto, como se o seu contributo para o pior resultado em muitas décadas no Porto, não fosse por si só grave.

Havia alguma curiosidade pela posição a assumir por Bettencourt após a divulgação das escutas em que ele e Paulinho eram visados de forma desrespeitosa. A opção de não comparência foi a pior das que tinha disponíveis. A menos que haja justificação de carácter imperativo, a sua ausência aparenta uma deserção sem perdão. E coincidência das coincidências, é no mínimo estranho que um presidente, a tempo inteiro ou não, nunca esteja quando a sua presença se impõe. Seja porque andam à bolachada no balneário, seja porque se sofre uma derrota humilhante. E como ficam os milhares que acorreram a apoiar a equipa, bem como os que não o puderam fazer, sem uma palavra de conforto que atenue a angústia e o temor pelo que virá a seguir? Entre declarações histriónicas anteriores e o silêncio absoluto de agora, apetece perguntar: para que serve um líder afinal?

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Afinação de pormenor

Não foi na sexta-feira que perdemos o campeonato, assim como não seríamos mais candidatos caso o desfecho do jogo nos tivesse sido favorável, como muito bem poderia ter acontecido. Mas se alguma frustração resulta do jogo de Braga, ela acontece porque foi evidente uma melhoria qualitativa no nosso jogo. Foi essa melhoria que fez muitos pensar que um milagre seria possível ou acalentar a esperança de que o veredicto final poderia ser adiado.

Mas o que há de sustentável nessa melhoria? Foi alcançado um patamar sólido na progressão da equipa, permitindo pensar que não há regresso a um passado indesejado e porém tão próximo? Não consigo responder a estas 2 simples questões sem receio de deixar que a objectividade se deixe iludir pelo desejo que as respostas sejam afirmativas. E a dúvida é legitima, uma vez que faltam ainda as vitórias sempre que o grau de dificuldade sobe. Foi assim contra o Hertha, o U. Leiria e frente ao Braga.

Carvalhal conseguiu devolver alguma auto-estima ao jogo da equipa, fazendo com que esta deixasse de ter medo de si e da própria sombra. Mas a ambição natural e obrigatória num clube da grandeza do Sporting não permite grande satisfação com a obtenção de mínimos. Digamos que Carvalhal conseguiu retocar a pintura, tapando as mazelas e pôr o carro novamente a trabalhar. Mas falta afinar um motor que ainda se engasga, e saber fazê-lo ou não é a dúvida que paira agora sobre o treinador. Por um carro a andar é uma coisa, torná-lo numa máquina de competição é outra bem diferente. É a altura da afinação dos pormenores.

Falta ainda alguma consistência ao nosso jogo, falta-lhe velocidade de execução, falta-lhe profundidade e presença perto da baliza. Com o modelo de jogo estabilizado é hora de perceber se este é o que melhor se adequa e se os seus intérpretes são capazes de o interpretar. Veremos. Não ainda hoje, porque um clássico é sempre um jogo onde o passado e o futuro começam e acabam nos 90 ou 120m de jogo.

Mas os pormenores não são apenas questões técnico-tacticas. Poder contar com o empurrão que por vezes - demasiadas - beneficiam os seus congéneres nos rivais também ajuda. Na Madeira foi ao apito que os azuis acordaram de 30m de um sonho feio, e o Guimarães poderia ter feito sentir o sabor da espada, se o árbitro visse o que fez Chavi Garcia. Um penalty e um jogador a menos costumam fazer a diferença.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

O mês de todas as oportunidades (e perigos)

O Sporting inicia hoje um ciclo competitivo terrível? Prefiro desafiador. Isto porque, tendo em conta o sucedido até agora, o risco de falhar é muito menor do que o de reequilibrar o saldo da época. Por isso, mais do que o perigo, eu vejo aqui uma boa oportunidade.

Tem-se falado muito em reforços. João Pereira e Pongolle chegaram, mas apenas o lateral direito conta, uma vez que o francês só agora está disponível. Continuamos a precisar de melhorar o plantel? Não há plantel planteis perfeitos e o nosso estaria longe de o ser, pelo que a chegada de 2 elementos não resolveria nunca os nossos problemas na totalidade. Mas a melhoria registada servirá pelo menos para provar que, mais do que um problema de qualidade individual, havia um problema de orientação técnica. Tão óbvio que não foi preciso um treinador consagrado para o demonstrar. Esse é o mérito indiscutível de Carvalhal, cujo trabalho, realizado sob condições extremamente difíceis, merece referência.

Mas não é possível falar em reforços sem comentar os tratos de polé que o nome Sporting vem recebendo e que até se vem tornando recorrente de há anos para cá. Em Alvalade “herrar é umano”, parece. Todos nos lembramos das promessas pós-eleitorais de uma “equipa de luxo” e os “artigos de fancaria” que desaguaram em Alvalade. Agora, na abertura do mercado foi o “gastar o que for preciso”, mas esse gastar tem correspondido apenas a rios de tinta nos jornais, emprestando o nosso nome para assinalar, qual farol, as referências de mercado. É isto o que se chamou “scouting de qualidade”? E quem o paga? Quando não se sabe comunicar, inflacionando as expectativas, que sentido faz penalizar depois os adeptos por ficarem deprimidos?

Por fim, mas não menos importante, os empresários. Não adianta protestar, eles estão aí e não os podemos ignorar. São como os sacos plásticos que embalam o arroz, são um mal necessário e se os dispensarmos, os grãos espalham-se pelo chão… E por isso mesmo, não servem para mais nada. É por isso que me custa perceber como podia Jorge Mendes representar o Sporting, representar Manuel Fernandes e negociar com o Totenham ou o Inter. No fim de tudo quem ficou a ganhar? O próprio, o jogador e eventualmente o Inter. Censurá-lo por defender os seus interesses? Censuro sim quem devia defender os nossos e não o faz. Contudo confesso-me aliviado. Duvido que Manuel Fernandes renda tanto quanto custaria mensalmente.

Não termino sem contudo afirmar que eu acredito no valor do nosso actual plantel, assim como acredito na viabilidade do nosso clube como um dos grandes entre os maiores. Às vezes, para que tal aconteça, bastaria fazer o óbvio. Ah, é óbvio que logo estarei em Braga, onde o ANortedeAlvalade terá representação de peso.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Quaresma, Páscoa ou Carnaval


É inaugurada na próxima sexta-feira, com uma visita ao líder do campeonato, uma maratona competitiva que nos fará jogar 2 vezes com o FCPorto, 1 vez com o SLBenfica, 2 vezes com o Everton, tendo pelo meio a recepção à Académica de Villas Boas e saídas a Paços de Ferreira e Olhão, como se pode observar no quadro em anexo.

29 de Jan SCBraga - Sporting - Liga Sagres
2 Fev. - FC Porto-Sporting - Taça de Portugal
6 Fev - Sporting-Académica - Liga Sagres
9 ou 10 Fev - Sporting- Benfica - Taça da Liga
12 Fev Paços de Ferreira-Sporting - Liga Sagres
16 Fev - Everton-Sporting - Liga Europa
21 Fev - Olhanense-Sporting - Liga Sagres
25 Fev - Sporting-Everton - Liga Europa
28 Fev - FC Porto-Sporting - Liga Sagres

É chegada a hora da prova de aferição deste plantel. Uma época que começou mal, fazendo muitos descrer das capacidades colectivas de um grupo que se mantém estável há vários anos consecutivos e do qual se esperava uma outra afirmação. É também uma boa altura para perceber que politica de reforços se segue nesta abertura de mercado. Com um começo de leão, contratando de uma penada Pongolle e João Pereira, os sinais que chegam são de dúvida e hesitação, com a janela de oportunidade prestes a encerrar.

São por isso sintomáticas algumas afirmações de Carvalhal, dando conta da sua indicação de compra de Ruben Micael, da necessidade de agir tão rápido como nas contratações iniciais, e da insuficiência do plantel. Foram recados para dentro ou para fora?

É já dada como certa a contratação de Manuel Fernandes em alguns locais da blogosfera, geralmente bem informados. Aqui vai estar uma oportunidade para os Sportinguistas perceberem finalmente o valor de Adrien...Quaresma era ontem o homem de quem se falava, por troca com Veloso. Hoje é o próprio Mourinho a dizer que ele é bom jogador (a sério?, bom, se ele o diz…) o que ainda contribui para acicatar as especulações de uma possível troca. Que a mim não me seduz -  também não parece seduzir o "cigano" - pelo desequilíbrio que provocaria, a não ser que o mesmo fosse prevenido com nova ida ao mercado. Mas a possibilidade de  empréstimo de um jogador da sua importância muito pouco aliciante. Perder Veloso por uma pipa de massa ainda vá lá…

Com o calendário que temos pela frente, o mês do Carnaval é uma janela de oportunidade para terminar a Quaresma que tem sido a época ou antecipar uma Páscoa quase inevitável. Com o estardalhaço da guerra entre azuis e vermelhos cada vez mais evidente em tudo o que é noticia, seria inteligente ou pelo menos sagaz perceber o que poderíamos nós ganhar com ela.

P.S.- Veremos se a FPF tem força para fazer prevalecer a data de 2 de Fevereiro para a realização do jogo da Taça de Portugal...

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Os fantasmas de sempre


Segundo a RR, sempre muito bem informada sobre o futebol português, o triste episódio de ontem conta-se da seguinte forma:
Após o 2º golo registaram-se alguns apupos por parte dos adeptos. A coisa piorou quando alguém gritou o nome de Stojkovic. Foi aí que Liedson se empertigou, mandando calar os adeptos. Sá Pinto ter-lhe-à chamado à razão lembrando que “são eles que nos pagam os ordenados”. Liedson não gostou, a discussão manteve-se até aos balneários, onde, após alguns empurrões, Sá Pinto terá sido o autor da primeira agressão. A ser verdade, não se confirma a versão inicialmente posta a correr, que tudo teria começado com uma crítica pública de Sá Pinto à actuação de Patrício. E fica por explicar como é que tudo isto sucedeu sem intervenção de terceiros.

Parece-me inevitável a assumpção que Sá Pinto não era a pessoa certa no lugar certo. Bem como também que o balneário do Sporting está longe de ser um local recomendável para dar as costas, e que o ar que por lá se respira necessita com urgência de renovação. Falta ainda apurar que feridas foram abertas e que tempo durará a cicatrizar, sabendo-se a ligação que Sá Pinto tem com os adeptos, e que acaba por ser o respeito por eles a condená-lo. Mas, como sempre no Sporting, sabe-se de tudo sem nada se saber ao certo. Lembro-me de quando Argel quase chegou a vias de facto na torre das antas, destruindo à passagem 2 computadores. Só veio a público passado uns anos e porque o próprio o confessou em entrevista.

Não é por acaso que o nome de Stojkovic aparece de novo, nestas circunstâncias. Não soubemos matar conveniente as questões e assim elas vão e voltam, quando menos se espera, como se de fantasmas se tratasse. Diz-me um amigo meu que isto não aconteceu por acaso, e que Sá Pinto, pelas suas características pessoais, era o alvo mais fácil de uma franja que nunca viu com bons olhos as mudanças recentes. Para ele a seguir vai Carvalhal, lembrando-me do “desabafo” de Liedson, sobre as suas dificuldades em jogar sozinho na frente.

Não vou tão longe nas teorias conspirativas, parece-me antes o reeditar de um conflito pessoal mal resolvido e que não terá sido levado em conta na hora da escolha de Sá Pinto. Mas creio não restarem dúvidas que há problemas bem profundos no seio do grupo de trabalho e que, tal como os exorcismos, não serão fáceis de realizar, ou bonitos de ver, sendo porém de todo necessários, a bem do nosso estado de sáude.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Carvalhal, sim ou sopas?


No dia em que a lesão de Pongolle deixa alguma apreensão nas hostes leoninas - o pior que podia acontecer ao jogador que se quer afirmar e ao clube, que tanto investiu - deixo-vos hoje para comentário o artigo de Joel Neto, inserto na sua habitual coluna de opinião do JN das sextas-feiras. Concordando pessoalmente com a medida, não posso deixar de manifestar a minha total discordância com o que veio a lume há poucos dias, fazendo crer que o prolongamento do contrato de CC estaria dependente da conquista de um título ainda na época em curso. Tendo presente quão tumultuosa tem sido a presente época, resultante em grande parte de uma péssima planificação(?), a exigência primordial deveria ser preparar a(s) próxima(s) época(s). Obviamente que a dignificação da camisola do Sporting tem que estar sempre presente e que sem resultados não há treinadores sustentáveis. Mas, como muitas vezes aqui tem sido falado, que sentido faz abrir os cordões à bolsa para caucionar a estratégia de um treinador a prazo?



"Para mim, está mais do que provado: Carlos Carvalhal merece assinar contrato com o Sporting até ao final de 2010-2011. Assim como assim, não vale a pena esperar por aquilo que o seu Sporting possa fazer até ao final da temporada (os Olegários desta vida parece já terem mais ou menos definido quem vai fazer o quê até Maio). E o facto é: quase pela calada, dizendo apenas o que é essencial dizer, Carvalhal fez quase tudo bem até agora. Mexeu na equipa um bocadinho depressa de mais, é certo – e a equipa, afundada no marasmo em que a haviam deixado afundar-se durante quatro longos anos, demorou a responder. Mas pôs a administração da SAD à procura de recursos para fazer o que há tanto tempo era fundamental fazer: contratar jogadores. E, sobretudo, proferiu e institucionalizou a frase mais importante da história recente do clube: aquela em que explicou, num tom tão seguro que quase parecia estranhar o simples facto de ninguém o ter percebido ainda, que o Sporting não pode assentar numa estrutura de "meninos" formados na academia de Alcochete.

Não é preciso dizer o quanto isto significa de corte com o passado recente. Nem, aliás, o quanto isso me enche de esperança, a mim e a outros como eu (e que são muitos mais do que se pensa, apesar de os adoradores de Soares Franco, Paulo Bento e demais miserabilistas tristonhos continuarem a encher os fóruns radiofónicos e os comentários dos jornais online de frases como: "Isto ainda vai correr muito mal…"). Pois é fundamental reconhecê-lo: este discurso, bem como a atitude que o tem coisificado, começou com a chegada de Sá Pinto e Carvalhal a Alvalade. Ora, Sá Pinto não tem, tanto quanto se saiba, um deadline: independentemente dos resultados próximos, há-de ser director desportivo (sim, eu sei que não é "director desportivo" mesmo, mas também nunca ninguém explicou como se diz ao certo) ainda durante algum tempo, podendo mesmo trocar de treinador uma ou outra vez. Já Carvalhal não: tem contrato até Junho apenas – e pode muito bem estar a lançar as bases para outro brilhar.

Não merece. Pelo contrário: merece assinar contrato por pelo menos mais um ano, dispondo da oportunidade de montar uma equipa à sua imagem – e de geri-la depois durante tempo suficiente para que possamos formar uma opinião sobre o seu trabalho e as perspectivas que ele nos abriu. E então, sim, devemos ser implacáveis (implacáveis como nunca fomos com Paulo Bento): se for bom e proporcionar expectativas quanto a um futuro de sucesso, deixá-lo ficar; se for apenas mais ou menos e perder a capacidade de encher-nos de esperança, deixá-lo sair. O Sporting é e tem de continuar a ser um clube grande. Na pior das hipóteses, pode ficar três anos sem ganhar o campeonato (incluindo duas vitórias para o FC Porto e uma para o Benfica), não mais do que isso. E aquilo para que até hoje estávamos a preparar-nos, com Paulo Bento, com o discurso vigente e com a atitude conformista que se institucionalizara, era para passar outros 17 ou 18 anos no deserto, a ganhar uma Taça de Portugal de vez em quando – e, de resto, todos contentinhos porque íamos à Liga dos Campeões fazer figuras tristes."
Joel Neto

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Onde param os extremos?


Foi tão notória a mudança táctica com a entrada de Carvalhal que foi impossível passar despercebida. Para lá das convicções do técnico parece-me que, pelo menos numa primeira hora, pretendia-se associar à ruptura metodológica um rompimento com o pântano táctico em que a equipa havia caído.

O mais que se parece ter conseguido foi dar razão a Paulo Bento, quando este dizia que Liedson não era capaz de jogar em 4x3x3. Além do mau momento de forma, a mudança introduzida deixou bem claras as limitações técnico-tácticas e até mentais do Levezinho em adaptar-se a novas exigências.

Nos jogos mais recentes parece evidente que ficaram para trás as intenções de Carvalhal de voltar a implementar no Sporting o 4x3x3, afinal o mesmo modelo que serve de referência ao futebol das camadas jovens. A que se deveu esse recuo? Falta de jogadores para o modelo, dificuldades de adaptação do plantel?

Uma coisa ficou clara: a iniciativa de Carvalhal não resolveu satisfatoriamente a falta de agressividade e de comprimento dos nossos movimentos ofensivos. As dificuldades em criar perigo nos últimos 30/20 metros, e consequentemente de materialização em golos permaneceu idêntica, apesar das alterações introduzidas.

A alteração recente parece-me acertada, pelo menos enquanto os movimentos de mercado não introduzam alterações num plantel construído para jogar em 4x4x2. Vukcevic e Izmailov são bons jogadores mas estão longe de serem extremos. Jogar entre a linha e o defensor requer escola e vocação e ambos os jogadores foram adaptados a essas funções. Lembro-me de ver Vukcevic jogar na última selecção da Sérvia-Montenegro de esperanças como 10, embora a suplente. O mesmo sucedeu com Izmailov, que foi  afastado para a ala-direita por ter o lugar de 10 tapado. Sobra Pereirinha, que para mim tem as melhores condições para desempenhar todo o corredor direito. E sobra também Djaló, que, já com Paulo Bento, jogou na ala-esquerda, embora as suas limitações na recepção e passe o impeçam de se assumir como valor garantido.

Parece-me que, neste cenário, as alternativas de Carvalhal não seriam muitas. A haver alterações de fundo, ou teriam que esperar por nova época ou pelas soluções que o mercado do Novo Ano venha a permitir. Mas, atendendo ao que se ouve, onde estão afinal os extremos?

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Leão assusta


Na antevisão da partida do passado fim-de-semana, Carlos Carvalhal disse em declarações à comunicação social (aqui) que as pessoas estavam assustadas com a dinâmica do Sporting na abordagem ao mercado de Inverno.

Hoje, todos podemos ter dúvidas quanto à necessidade e/ou utilidade das contratações efectuadas ou que estejam para ser feitas, mas acho que Carvalhal até tem razão. Basta abrir qualquer jornal e constamos que três em cada quatro crónicas de supostos especialistas nas lides do futebol são sobre o Sporting. Seja de onde vem o dinheiro, seja o porquê dar a Carvalhal o que não se deu a Bento, seja sobre a insatisfação de Polga ou ainda justificar a derrota do Braga com a saída de João Pereira... para o Sporting.

Se calhar, é tudo coincidência. Mas quando existe um tetra-campeão e a Dream Team versão 2009/2010, ver tantas referências ao modesto 5º classificado da Liga faz concordar com o nosso treinador e verificar que alguém parece andar realmente assustado...

EM FRENTE SPORTING!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

CC´s a mais ou a menos?


Nas minhas passagens por África contactei de perto com a terrível doença do sono. São diversos os sintomas, dependendo do estádio da doença, recebendo a sua designação pela sonolência e apatia que caracterizam a sua fase mais grave. Chegada aí, sua cura é difícil, obrigando à administração de fármacos de elevada toxicidade, que, não raras vezes, ameaçam a vida do paciente. Sendo certo que o enfermo morrerá da doença, pode muito bem morrer na tentativa de lhe administrar a cura.

Quando olho para o futebol do Sporting vejo algo de semelhante. Com sintomas de doença instalada há já algum tempo, esperou-se que o doente se curasse por si próprio. Como é comum acontecer nestes casos, a inacção apenas contribuiu para o agravamento do estado de saúde. A terapia introduzida não permite detectar grandes melhorias, começando a instalar-se a dúvida, sempre perniciosa, se o medicamento e a dosagem é a mais indicada.

O jogo do Sporting de ontem foi igual a muitos outros desta época, dividindo-se em 2 partes distintas: antes de começar, em que sobrevém a esperança que a desejada melhoria aconteça, e o jogo propriamente dito, em que pouco ou nada de substancial se altera. O Sporting parece jogar mais, porque consegue gerir melhor a posse de bola, mas não joga melhor, porque essa posse é estéril. Não conseguindo colocar elementos entre a linha média e a linha defensiva dos adversários, não consegue criar desequilíbrios. Ao ponta-de-lança fica reservado o papel de Robinson Crusoé, sem direito à companhia de um Sexta-feira, mesmo que anacrónico. Com gente fora dos últimos 20 metros o Sporting não consegue infundir respeito, ou criar perigo. E para defender bem os adversários nem precisam de recorrer a inovações tácticas. Tal como para anular o losango, basta-lhes baixar as linhas e aguardar. Muitas vezes quase a assobiar, à espera que o cronómetro faça o resto.

Se me parece que Carvalhal diagnosticou bem os males da equipa, está na altura de se interrogar se a terapia é a mais apropriada, tendo em conta as características do plantel que herdou. Ou se a mensagem está a ser correctamente entendida. Se a sua margem era diminuta, as derrotas não a aumentarão, seguramente. Muito menos declarações pouco avisadas, podendo ser interpretadas como complacentes com uma derrota embaraçosa, tendo em conta a valia do adversário. Num aspecto porém, reconheço-lhe razão: o plantel precisa de concorrência interna. Todos percebemos, e os jogadores serão os primeiros a senti-lo, que há lugares que só podem ser bem desempenhados pelos mesmos de sempre. O problema é com que dinheiro se vai comprar jogadores para concorrer com Moutinho, Veloso, Vukcevic (banco, já!), Izmailov. Uma palavra final para Saleiro: duvido que Liedson fizesse melhor!

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