Michael Ciani: cesto gabado, cesto estragado
Dizia aqui, na passada sexta-feira, que "o que o Sporting está a fazer nesta pré-época quanto a aquisições é o que devia ter feito nas épocas anteriores: contratar com critério, sendo que este deveria privilegiar a qualidade, porque a quantidade pode sempre ser suprida por via da formação." Ora, logo de seguida o Sporting contrata dois defesas centrais que se afastam em muito deste perfil e que quer Teo Gutierrez (finalmente!) quer Bryan Ruiz possuem.
Como é evidente a lesão de Ewerton está por trás da decisão de contratar mais um central, perfazendo um total de quatro o lote à disposição de JJ. Mas, infelizmente, são ambos de valor mediano, não oferecendo muito mais em qualidade ao que já tem o treinador à disposição, pelo que o conceito de verdadeiro reforço acaba por ser de difícil aplicação. E, quando se diz que, com a aquisição destes jogadores, se está a privilegiar a experiência, esquece-se que nenhum deles, na sua carreira, sabe o que é jogar numa equipa com a responsabilidade de ter que ser campeã ou têm grande experiência de competições internacionais quer ao nível de clubes ou de selecções.
Ciani chega da Lázio, onde terminou o contrato, tendo realizado esta época apenas doze jogos, por força de uma demorada lesão de três meses que o afastou dos relvados. Joga em ambos os lados do centro da defesa, tendo como ponto forte o seu jogo aéreo, quer a defender quer quando sobe à área adversária, sobretudo em jogadas de bola parada. É francês, tendo representado a sua selecção principal uma vez.
