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segunda-feira, 20 de julho de 2015

Quando a primeira escolha de Jesus dá razão a... Marco Silva

A primeira escolha de JJ, corporizada na convocatória para a digressão à África do Sul, contém algumas surpresas, por via da exclusão de alguns jogadores que, à partida, pareciam ter lugar assegurado no plantel. Como por exemplo Miguel Lopes, Labyad e até mesmo Viola. Sem surpresas, na minha opinião, é a ausência de Sarr, Héldon, Slavchev, Rábia, Sacko, Salomão e até mesmo Gauld.

Ora, foi a ausência de alguns destes jogadores das convocatórias do antigo treinador que provocou, ainda no inicio da época passada, o primeiro confronto entre Bruno de Carvalho e Marco Silva, que redundou no desfecho hoje conhecido de todos. Paradoxalmente, ou talvez não, ainda não apareceu nenhum José Eduardo de ocasião a acusar o actual treinador de ter uma agenda própria, etc, etc.

Esta nota, que pode deixar muita gente desconfortável, é importante porque lembra o desgaste e a fractura provocada no clube por aquela sequência de episódios, já sem falar nos ataques ataques "ad hominem" a que o antigo treinador esteve sujeito na praça pública, que em nada  honrou o clube. O que a primeira escolha de Jesus veio dizer sobre isto é que andamos a desperdiçar energia e tempo numa luta intestina injustificada, que seguramente se reflectiu também na perfomance da equipa. De facto, grande parte do lote de jogadores tidos como reforços no ano transacto não o foram então e alguns deles nunca o serão. Que todos tenhamos aprendido com o sucedido.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Entre as promessas da direcção e as promessas do treinador

De vez em quando é importante fazer uma pequena revisitação ao passado, especialmente quando as  épocas caminham para o seu final. Essa é talvez a melhor forma de percebermos o que foi feito das promessas feitas e também o que aconteceu com as nossas próprias expectativas. Foi isso que fiz hoje é dessa retrospectiva que nasce o artigo de hoje.

As promessas da direcção
A nove de Abril do ano passado Bruno de Carvalho prometia, à saída de um jantar com o "grupo parlamentar Sportinguista", "mexidas cirúrgicas para a próxima época". Um tema amplamente debatido já por ocasião da primeira época ao comando dos destinos do clube e que se tem mantido entre os assuntos mais polémicos. 

Ora a promessa de "mexidas cirúrgicas" saldou-se pela aquisição de André Geraldes, Nabby Sarr, Paulo Oliveira, Rábia, Jonathan Silva, Orioll Rosel, Ryan Gauld, Slavchev, Sacko e Tanaka, num total de dez jogadores. A estes somou-se uma única incorporação de um jogador oriundo da formação, João Mário. Tobias Figueiredo é chamado já numa segunda fase, para cobrir a saída de Maurício para Itália. Nani é de outro campeonato e por isso tem parágrafo à parte.

A ideia mais comum de "mexidas cirúrgicas" acabou suplantada por uma abundante intervenção.  Porém, os resultados desta enxertia de novos órgãos estiveram longe de serem felizes, sendo notória a existência de um número muito razoável de rejeições ou nulo aproveitamento. 

Vejamos: se a Gauld ninguém negará o talento, pode-se colocar a utilidade da sua contratação para um plantel onde já havia Medeiros e num clube que tem que administrar o dinheiro ao cêntimo. Mas, enfim, jogadores de talento têm sempre lugar e não podem ser considerados inutilidades ou muito menos maus investimentos. Sobre Nabby Sarr não escrevo nem mais uma linha, o presente faz-me a justiça necessária aos comentários aqui deixados sobre a opinião emitida oportunamente. Ao central francês podemos juntar Rábia, Slavchev Sacko, que desperdiçaram todas as oportunidades concedidas para justificar a preferência. Geraldes não se percebe e o exotismo de Tanaka não se traduz na qualidade que é exigível. 

Mas mais importante do que fazer a demonstração do acerto de um juízo emitido oportunamente, é verificar que, para um grande número de jogadores chegados o ano passado, já cá havia jogadores melhor habilitados para o desempenho das mesmas funções. A comparações foram feitas já várias vezes ao longo da época, pelo que é fastidioso repeti-las: (André Geraldes/Esgaio/Cédric/Miguel Lopes - Sarr, Rabia/Tobias, Semedo, Reis - Slavchev/Wallyson, Sacko/Chaby, Podence, Martins, só para falar nos mais óbvios).

Paradoxalmente a direcção haveria de realizar de forma surpreendente aquilo que se pode considerar uma cirurgia de elevado acerto: Nani. O que é difícil de perceber aqui é o critério. Obviamente que não temos possibilidade de contratar jogadores de valia semelhante para a defesa, meio-campo e ataque. Mas parece acima de discussão que o critério que prevaleceu foi a da quantidade e não o da qualidade. Acontece que a segunda é indispensável para cumprir as promessas de "lutar pelo título" de podermos partir da tão famigerada "pole position". Quer uma quer outra estiveram sempre muito longe de poder suceder.

As promessas de Marco Silva
No dia da sua apresentação Marco Silva proferiu uma afirmação que subentendia uma ideia base para o futebol que queria que a equipa praticasse:


Não deixando de ser uma ideia genérica, também não deixava de ser apelativa, antes pelo contrário. Porém, a sua colocação em prática sofreu vários engulhos, o que redundou em perda de pontos numa fase muito precoce da prova. Cedo se conseguiu vislumbrar que as dificuldades pela frente iam ser muitas e disse-o aqui ao fim de quatro jornadas:

No que diz respeito ao trabalho especifico do treinador pode-se considerar como atenuante o facto de, pelo menos em hipótese, não estarem ainda devidamente interiorizadas as ideias preconizadas. No entanto, sem desculpas, a falha principal residiu sobretudo no equilíbrio. 

Geralmente a equipa, nos jogos domésticos, foi quase sempre ambiciosa, procurou dominar os jogos em posse e de tendência atacante. No entanto, aponto três falhas cruciais que contribuíram para resultados comprometedores:

1- Sobretudo nas primeiras jornadas vimos uma equipa a subir no terreno, procurando pressionar alto  e reduzir os espaços, sem contudo conseguir controlar o espaço sobrante nas suas costas. Tal falha deveu-se em grande parte à (i) qualidade dos intervenientes (Maurício e Sarr, sobretudo), sobretudo à deficiente leitura de jogo que lhes permitisse antecipar os movimentos dos adversários. Mas também (ii) às suas características, que os deixava em desvantagem em relação aos adversários mais velozes.  Um treinador tem de perceber as limitações dos seus jogadores, de forma a, ao invés de as expor, lhes potenciar as qualidades.

Essa proposta parece ter sido progressivamente abandonada por Marco Silva, sendo notório nos últimos jogos uma linha mais descida. Esta mudança, conjugada com o facto de qualquer um dos defesas centrais actuais serem melhores do ponto de vista técnico, contribuiu para estabilizar o sector. Valha a verdade que ter que jogar com oito duplas de centrais diferentes deve ter constituído um sério obstáculo à consolidação de processos.

2- Várias foram as vezes em que a equipa ficava desequilibrada e não sabia responder de forma adequada ao momento da perda da posse de bola. É verdade que o recomeço de William chegou a ser penoso, registando erros comprometedores e pouco habituais nele. A isto somaria muitos erros de Adrien em posse e de posicionamento. Aqui convém salientar que, com Marco Silva, a sua área de intervenção se alargou, o que não estou certo que esteja de acordo com o que o jogador pode dar. 

3- Várias vezes se falou na falta de jogo interior. Neste aspecto há que conceder que nenhuma equipa em Portugal tem o seu jogo atacante tão bem estruturado e é tão eficaz como o SLB. Por exemplo, quem tiver presente o primeiro golo deles no último jogo (Gil Vicente) percebe o que tento dizer. É nesse sentido que deveria crescer o nosso processo ofensivo, e isso depende muito do trabalho do treinador, da operacionalização do treino mas também muito da qualidade e talento individual dos jogadores. Ambas as condicionantes deveriam crescer para o Sporting poder estar à altura das suas ambições.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Querer Uvini ou a embriaguez do mercado

Não haverá grande surpresa se se concretizar a aquisição de mais um central para o plantel à disposição de Marco Silva. Surpresa foi a contratação de um jogador, Ewerton, para vir fazer a recuperação de uma longa paragem por lesão a Lisboa. Sobre este jogador mantenho tudo o que disse anteriormente: parece-me uma aquisição interessante, face ao que foi a sua passagem pelo Braga de Leonardo Jardim. A dúvida está em saber quando e como regressará, a certeza é que Marco Silva tem apenas 2 centrais disponíveis minimamente confiável.

Hoje fala-se em Bruno Uvini, um jogador com um curriculum interessante, estando habituado a liderar e a vencer desde cedo. Campeão e capitão paulista de júniores com apenas dezoito anos, repetiu o feito em 2011, capitaneado a selecção brasileira que se sagraria vencedora no campeonato sul-americano, célebre pelos 0-6 com que cilindrou o Uruguai. Jogo que Uvini já não jogaria mercê de uma grave lesão, fractura da tíbia, que havia contraído. Não deixou por isso de ser uma referência no seu escalão etário e não constituiu surpresa ter repetido o feito, desta vez jogando todos os jogos, no Mundial sub-20 do mesmo ano. Completaria o ciclo fazendo parte do lote de sub-23 que representaria o Brasil nas Olimpíadas de Londres em 2012.

Senhor de uma estampa física de respeito (1,87m), não é um jogador conhecido pela sua rapidez, fazendo por isso da antecipação e da robustez as suas principais armas. Com vinte e três anos apenas parece estar a precisar de assentar arraiais numa equipa que lhe ofereça uma outra estabilidade que o saltar de clube em clube não permite. Desde que saiu do S. Paulo vai já no terceiro país (Brasil, Inglaterra, Itália) e cinco clubes (S. Paulo, Tottenham, Nápoles, Siena e Santos). 

É na falta de afirmação plena que poderá residir agora a possibilidade de o Sporting contratar, por preços mais acessíveis, um jogador que difere bastante do experimentalismo barato cujos resultados estão há vista. Nomeando de cor, este poderá ser o oitavo central que o Sporting contrata para os seus planteis a seguir a Maurício, Sambinha, Ewerton, Rabia, Sarr, Hugo Sousa, Matias Perez, sem que se perceba o porquê de tanta quantidade e tão reduzida qualidade.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Novo central Ewerton: certezas e dúvidas

Ewerton José Almeida Santos é o novo central do Sporting e deveria estar a aguardar a confirmação da guia de marcha de Maurício para se tornar jogador do Sporting. É um "velho" conhecido de quem acompanha o futebol português, uma vez que foi uma das figuras em destaque na boa época realizada pelo Braga de Jardim na então época de 2011/12. De tal forma que o seu nome foi bastas vezes associado a outros clubes, sendo que o que correu com maior insistência foi o do FCPorto. O seu passe pertencia a dois parceiros do clube do Porto, o banco BMG e o Corinthians Alagoano, e uma reduzida parte ao Braga. Isto é, "gente da casa". Surpreendentemente o jogador acabaria por viajar para o então fervilhante Anzhi, onde o dinheiro parecia sair pelas torneiras.

A experiência não foi de todo bem sucedida: o jogador jogou menos por lá em dois anos do que em Braga numa época, e o dinheiro a rodos secou tão rápido como havia brotado. Ao finar-se a fonte o clube viu-se arrastado para divisão secundária e o jogador quase não tem jogado. Ao que se diz um pouco por via do seu carácter introvertido, que não permitiu a melhor adaptação a costumes e língua completamente diferentes dos que estava habituado. Obviamente que o falhanço do projecto desportivo do clube, e a respectiva instabilidade gerada, não foi, como habitualmente não é, factor promotor de sucesso. Ewerton acaba por ter agora uma nova oportunidade para repor nos carris a carreira que, quando chegou a Portugal há quatro anos, prometia.

Do que a memória deixou da sua passagem, parece-me um upgrade em relação aos elementos ao dispor de Marco Silva, incluindo o próprio Maurício. Se alguma coisa há a lamentar é que não tenha sido esta a opção, antes de se enveredar pelos equívocos Sarr e Rábia. Especialmente este ano, em que havia liga dos Campeões. Se se confirmar a impressão positiva anteriormente deixada, agrada-me a ideia de se pensar num jogador capaz de ser uma opção na construção de uma equipa para a próxima época, uma vez que, tal como disse aqui, não me parece que os objectivos de curto prazo justifiquem investimentos.

As dúvidas na aposta neste jogador prendem-se com o seu estado anímico e físico. As paragens prolongadas e mesmo o tempo de jogo numa liga menor não costuma proporcionar evolução, antes o oposto. Acresce que o jogador, segundo se diz, esteve há algum tempo a tentar debelar uma lesão, que atendendo à natureza e local, costumam ser assaz arreliadoras e demoradas.

Balanço da 1ª volta em 11 pontos

Antes de ir ao balanço propriamente dito regresso a Setembro deste ano. Após a 4ª jornada, e quando já havíamos perdido seis pontos em doze possíveis, escrevi este post:


Neste artigo procurava perceber os principais problemas que me pareciam estar então a afectar o desempenho da equipa. Estávamos na quarta jornada e o Sporting registava 3 empates, dois deles comprometedores, tendo em conta que um tinha sido consentido quase no dealbar da partida com a frágil Académica. O outro, precisamente nessa jornada, foi cedido em casa, ante o Belenenses.

Fazendo agora o balanço das primeiras dezassete jornadas, e comparando com o que então foi afirmado registo uma evolução positiva resultante da estabilização da linha defensiva, embora haja muito para fazer na qualidade com que a equipa defende e isso não depende apenas dos quatro defesas. No ataque pode-se constatar mais ou menos o mesmo, embora a amostra positiva que se verifica desde 14 de Dezembro, aquando do empate em casa com o Moreirense, seja ainda curta. Mas sempre são nove golos em quatro jornadas. Melhor já havia sido concedido após o empate com o Belenenses, quando, com o mesmo número de jogos, apontamos treze golos, até "cair do cavalo" em Guimarães.

De facto, a carreira da equipa nestas dezassete jornadas tem sido marcada por alguma irregularidade, de arranque difícil até à quarta jornada, aparente estabilização em plano superior até ao jogo em Guimarães, sinais contraditórios até ao empate com o Moreirense e renascimento até fechar a primeira volta.

Ora um campeonato é essencialmente uma prova e regularidade e os que a seguir se descrevem parecem-me ser os principais problemas do Sporting, que acabam por justificar os resultados alcançados e a posição na tabela classificativa:

1- De forma genérica, a qualidade do plantel, face às responsabilidades assumidas para a época em curso. Há alguns jogadores de qualidade indiscutível, não muitos. Quando esses jogadores não estão presentes, registam abaixamento de forma, ou têm que jogar vários jogos num curto espaço de tempo tal reflecte-se no desempenho da equipa. Não será por acaso que algumas perdas de ponto inesperadas se registaram na sequência de jogos da Champions League. Apenas Nani pode ser reconhecido como um verdadeiro reforço do plantel, os restantes, e com alguma benevolência para alguns, podem ser considerados alternativas. Os reflexos na competição pela titularidade e na resposta em momentos de maior exigência são inevitáveis.

2- De forma mais especifica, a solidez a defender e a eficácia a atacar. É muito lapalissiana a afirmação mas o que se reteve no inicio do campeonato foi a perda de pontos por falta de eficácia no momento de fazer golos que nos dariam mais pontos, especialmente com equipas habitualmente designadas de "ao nosso alcance". Do mesmo modo as dificuldades registadas no inicio de época com a formação da dupla de centrais, retiraram-nos alguns pontos que habitualmente coleccionaríamos. Não é por acaso que o Sporting está a grande distância dos golos marcados e sofridos dos que o precedem na classificação.

3- Marco Silva tem ainda muito trabalho pela frente e demorou um pouco a encontrar a melhor forma de contornar as equipas "desavergonhadamente" defensivas. Agora que a equipa parece estar mais segura e até mais paciente na procura do golo, falta dar-lhe mais consistência na movimentação colectiva, principalmente nos momentos em que perde a bola. Melhor posicionamento, mais coberturas, especialmente que evitem a excessiva exposição ao centro do terreno. Mas aqui voltamos à questão individual: tanto Jorge Jesus como Lopetegui têm disposição mais e melhores jogadores e é a qualidade individual que muitas vezes acaba por ditar as diferenças, especialmente quando os jogos registam equilíbrio acentuado e é no relvado que se têm de encontrar as soluções.

4- A impressão geral que o futebol do Sporting tem deixado é precisamente a que resulta do somatório das análises feitas acima. O Sporting nem sempre tem encantado, embora em alguns jogos tenha conseguido momentos de muito bom futebol. Nota-se que a equipa tem crescido com a acumulação de resultados positivos, o que pode estar relacionado com a maior confiança que aqueles proporcionam. Conseguiu finalmente alcançar o terceiro lugar, o qual não está ainda consolidado, mas repõem alguma justiça - seja lá o que isso é em futebol - face ao que fez nestas dezassete jornadas. Depende contudo de terceiros para chegar mais acima. Esses são precisamente os seus rivais de sempre que, pelos meios que conseguiram reunir, detêm também maiores responsabilidades.

5- Um dos principais contributos para a sensação de desempenho abaixo do esperado vem do exterior, não estando por isso ao alcance da sua acção directa. Refiro-me em concreto à carreira do comandante da prova, o SLB. Muito poucos pontos perdidos, incluindo um bom inicio de época atípico na era Jorge Jesus, colocam-no a uma distância que quase obriga a esperar não um mas vários milagres para a situação poder ser revertida. E cada jornada que passa sem que os tais milagres surjam mais difícil parece ser a nossa tarefa. 

6- O pior momento, e que poderia ter estado na ruína de uma parte importante do seu edifício futebolístico, - a equipa técnica - foi vivido em Guimarães. Quanto a mim tomou-se a árvore, aquele resultado especifico inesperado, pelo todo, o que até me pareceu injusto ao que a equipa vinha fazendo no computo geral das competições. 

7- Curiosamente o momento mais importante pareceu-me ter sido vivido na cidade vizinha e rival, onde e com quem o comandante actual da competição conheceu os maiores reveses. Ao ganhar em Braga e da forma quase épica como o fez o Sporting sacudiu o fantasma incómodo de não conseguir ganhar às melhores equipas do campeonato, ganhando confiança e fôlego. Também curiosamente, não perdeu com os que agora o precedem na classificação, tendo até dado uma muito boa conta de si em ambos os encontros.

8- Como revelação da época elegeria, de forma que me parece indiscutível, Carrillo. Finalmente a ser aquilo que não tinha conseguido ser até agora: consistente. Talento já tinha demonstrado ter de forma inequívoca.

9- Do lado das desilusões estão Capel, que poderia e deveria estar a render muito mais, mas parece ter cristalizado. A época abaixo da expectativa de evolução de Mané e o que parece ser mais um adiamento na confirmação plena de André Martins, também podem entrar neste lote.

10- O melhor, e cuja importância ultrapassa em muito as suas boas acções em campo, tem sido o regresso e as exibições de Nani. É bom para o nosso campeonato poder ter jogadores com a sua categoria e estatuto.

11- Como o pior não elegeria um jogador mas um lote de jogadores cujo valor e futuro no clube são uma enorme incógnita. Seja pelo que já demonstraram uns até agora, sem convencer, seja por aquilo que já fizeram e que apenas contribuiu para adensar a dúvida expressa. Um lastro atado aos pés da equipa, que precisava agora exactamente do oposto, de forma a que pudesse evoluir.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

O que deve o Sporting esperar e procurar no mercado de Inverno?

Estamos a cerca de duas semanas do final da actual janela de mercado pelo que é agora que se vão registar as movimentações decisivas. Tal como outro qualquer clube o Sporting tem aqui uma oportunidade de refazer o seu plantel em função das ofertas que lhe venham a ser feitas e das possibilidades que o orçamento lhe permita.

Saídas
Voltaram os rumores sobre a possibilidade de saída de William Carvalho, desta vez com o Arsenal a aparecer no lugar do Manchester como principal pretendente. Pelos valores que circulam nos rumores (32 milhões) aceitaria de bom grado o negócio, pese a importância que o jogador tem na manobra da equipa. Porém, ao contrário de Carrillo, por exemplo, a sua saída seria mais facilmente suprida. Não que considere a posição de “6” mais fácil mas a de um desequilibrador é mais difícil e mais cara. Acresce que o Sporting precisa de liquidez para resolver algumas renovações que me parecem cruciais. Por exemplo, as do próprio Carrillo, Martins ou Cédric. O mesmo poderei dizer em relação a Jefferson. Obviamente que as verbas a obter serão consideravelmente mais baixas, mas de quatro milhões para cima por um lateral-esquerdo é razão pelo menos para nos sentarmos a negociar. O que seguramente não deve e certamente não sucederá é registar-se a saída de mais do que um titular habitual.

As saídas de Fokobo e Iuri Medeiros para o Arouca estão consumadas. Estimo que o camaronês venha a ter missão mais facilitada que Iuri. Pela posição que ocupa no terreno e pelo que é habitualmente o jogo que o Arouca tem que fazer, embora seja claro que terá que fazer muito mais do que tem feito para tirar o lugar a Rui Sampaio. Já Iuri não terá que temer tanto pelo confronto directo com a concorrência mas sim pelas dificuldades que representam jogar na frente numa equipa como Arouca.   

Outras como de Capel, Heldon, Slavchev, Rabia, Sarr, Esgaio, Geraldes, por exemplo, não teriam reflexos na competitividade, como representariam alivio da folha salarial e oportunidades para crescer para os mais novos.

Entradas
O que deve o Sporting procurar no mercado de inverno e com que objectivo, parecem-me ser as perguntas primordiais. 

Olhando para o plantel e sobretudo para o onze habitual e banco à disposição de Marco Silva há “buracos” que são pacificamente aceites: falta de um central ao nível das pretensões do Sporting, falta de substitutos à altura de Carrillo, Adrien. Nani não entra nestas contas pelo seu valor, mas obviamente que também tem que ser considerado que os podem entrar para o seu lugar e têm sido chamados têm estado abaixo dos mínimos exigíveis. 

Não é tão consensual a falta de um avançado que jogue a “9” embora essa seja a minha opinião porque, apesar do actual “hype” em volta de Tanaka, não o acho como um jogador para esse lugar especifico, porque não me parece um “9” e, além disso, não me parece sequer um jogador para o nível do Sporting.

Obviamente que o Sporting não iria nunca resolver estas situações no mercado de inverno. No actual contexto, ainda menos o deve fazer. E que contexto é esse? É o dos objectivos realizáveis. 

O campeonato é uma miragem que ficou dos melhores  sonhos de verão. O segundo lugar, não sendo impossível, está já no limite da linha do horizonte. O que me parece ao alcance é obviamente o terceiro lugar, (é o que se pode chamar de serviços mínimos), e sobretudo a Taça de Portugal. A Taça UEFA deve ser encarada como uma etapa de formação, ao jeito de uma pós-graduação. Importante sim, mas determinante, nesta fase da vida do clube, é a afirmação nas competições nacionais.

Faz sentido, para alcançar estes objectivos de tão curto prazo, realizar um significativo esforço para se reforçar? 

Pois, não me parece. Assim ainda menos sentido fazem aquisições como as de jogadores como Ricardo Costa. Não faz sentido, não por não ter valor, porque tem em nível suficiente para se tornar titular. Mas porque é caro e sobretudo porque representa uma incompreensível inflexão à politica de aquisições empreendida esta época, em que se se procuraram jogadores jovens para afirmação num futuro de curto prazo. Se o fizesse a SAD ou estaria a admitir que errou, o que até se aceitaria melhor do que transparecer que, na verdade, não tem uma estratégia definida.

Em jeito de conclusão o que me parece fazer mais sentido nesta altura e com os objectivos de curto prazo enunciados, é que o foco esteja já no próximo campeonato. Perceber com quem se deve contar como “imprescindível”, quem precisa de estágio para poder representar no médio prazo uma opção (não faltam jogadores nessas condições, quer na A, quer na B) e quem não se deve contar no futuro. As possíveis receitas obtidas com negócios de ocasião deveriam ser canalizadas primordialmente para o reforço do plantel com jogadores que possam ser determinantes na Liga 15/16.

Não duvidando do que digo no parágrafo acima como a politica mais conveniente para o clube faço aqui uma meia ressalva. Em ambas as competições  com possibilidades de alcançarmos os tais “serviços mínimos", - a Taça de Portugal e terceiro lugar  - teremos provavelmente como principal oponente o SCBraga, o que torna a missão do Sporting um pouco mais complicada em caso de insucesso. Uma coisa são os diferentes resultados alcançados com os nossos principais rivais. Outra é com os emergentes, em particular com arrivistas como António Salvador. Para o orgulho dos adeptos e para a imagem que o clube projecta para o exterior o pior que poderia acontecer era dar a ideia que está mais longe dos seus habituais rivais e mais perto dos que sempre lhe estiveram atrás.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Da melhor geração de sempre a uma das piores duplas de centrais. Que defesas centrais para o Sporting?

Ainda há poucos anos se falava da facilidade com que a formação do Sporting "produzia" grandes extremos, bons médios, mas não atingia a mesma perfeição nos pontas-de-lança e defesas, em particular os defesas centrais. Esta conversa ganhou particular acuidade no tempo em que Carriço começava a fazer as suas primeiras aparições na equipa principal e os desastres ante o Bayern acabaram por o fazer cair do pedestal de capitão em todas as categorias de formação e rico curriculum nas selecções nacionais, a proscrito por uma parte substancial das bancadas de Alvalade.

Enquanto isso sucedia, em Alcochete continuavam a evoluir as gerações seguintes e, sem grandes alaridos mas enorme eficácia, o departamento de formação procurou responder aos anseios e criticas, produzindo em anos consecutivos dos melhores jogadores nacionais naquela função: Pedro Mendes, Nuno Reis, Eric Dier, Tiago Ilori, Tobias Figueiredo, Ruben Semedo.


Indiferente ao fenómeno o Sporting ia fechando todos os lugares disponíveis com Torsiglieris, Nuno André Coelhos, Onyewu's, Xandões, Boulharouz's e, mais recentemente com Mauricios, Sarr's.  

A equiparação de valor de uns e outros nunca será consensual entre os adeptos, mas há um barómetro que  permite avaliar a impressão que causam entre os profissionais (treinadores, scouters, dirigentes) a quem cabe a tomada de decisão de comprar. Pedro Mendes tem contrato com o Parma, Eric Dier com o Tottenham, Illori com o Liverpool. Torsiglieri é jogador do Metalist, Nuno André Coelho está no Balieksispor, da Turquia, Xandão no Krasnodar, Boularouz no Feyenord, onde não joga e Onyewu perdi-lhe o rasto. Dos 6 jogadores citados acima apenas Tobias e Rúben Semedo mantêm ainda ligação contratual ao clube. 

(Não me esqueci de Nuno Reis, mas usar a palavra ligação a um jogador que o clube voluntariamente transformou num pária, sem qualquer aproveitamento seria excessivo. O que, no caso do jogador em questão, é um verdadeiro mistério. Valor para pedir meças aos defesas recém recrutados não lhe faltará, Maurício incluído, isto avaliando pelo que é do conhecimento de todos: o curriculum.

Dos jogadores aqui formados e que entretanto abandonaram o clube, todos têm um percurso semelhante: a sua saída decorreu de forma mais ou menos litigiosa e sobre quase todos eles recaem acusações de mercenarismo e falta de respeito pelo clube que os fez jogadores. Uma tentação em que é fácil cair se a análise se detiver em casos individuais e não perceber que pode haver uma tendência que se regista, um padrão.

Aí chegados seria necessário perceber que, para lá das falhas que possam ser imputadas aos jogadores, pode ser o próprio clube, como organização, que está a falhar. Um exercício pouco apetecível pela generalidade dos adeptos e, neste momento particular de exaltação permanente das qualidades do líder e da sua equipa, muito menos.

A hipótese que resta é acreditar no azar, numa cabala dos deuses que nos atiram para os braços maus-caracteres. Uma conclusão para pobres de espírito e vontade, parece-me. Se há algo de positivo a retirar dos episódios Rojo, Slimani e outros semelhantes noutros clubes, é que não estamos a lidar com um problema especifico do nosso clube ou exclusivo da nossa formação, antes sim um fenómeno comum e não apenas circunscrito ao futebol.

Porque não criou/cria o Sporting condições para retirar o devido proveito dos centrais que forma? O Sporting não lhes reconhece as qualidades que outros não hesitaram em procurar e adquirir?

Porque procura o Sporting centrais com características diferentes dos que forma, denotando uma preocupação excessiva num perfil fisico (Xandão, Onyewu, Mauricio, NAC, Sarr) e negligenciando o perfil técnico que se reconhecem em Illori, Dier, Reis, Tobias, etc? 

(Esta procura não se tem esgotado nos centrais, a chegada de jogadores como Fokobo, Sambinha, Matias Perez, Cissé e Enoh são indicativas da preferência pelos quilogramas e centímetros ao valor do talento e da técnica. A dispensa de Betinho para a Premiership em desfavor da aposta em Enoh parece-me uma aberração que confirma esta tendência, quando as características de ambos recomendariam precisamente o oposto. Oxalá esteja enganado.)

Qual é o peso que terá no curto/médio prazo para a qualidade do futebol praticado ter jogadores que se assemelham entre si, acumulando entre eles enormes limitações para assegurar não apenas qualidade no desempenho defensivo, bem como no inicio da construção do jogo, determinante para uma equipa com as pretensões e exigências do Sporting?

A menção aos jogadores formados em Alcochete é aqui instrumental para marcar a diferença de perfis, uma vez que não se pretende aqui fazer a apologia de que os jogadores da formação são os melhores e únicos e têm de ser titulares. Aqui, como em tudo na vida, deve ser a justiça e o mérito  a determinar as escolhas. É muito comum ouvir os adeptos dizer que "lá por ser da formação isso não lhe dá salvo conduto para a titularidade". Infelizmente tem-se registado o inverso e muitas vezes com o beneplácito dos mesmos adeptos.

Falar da formação do Sporting acaba muitas vezes por ter um efeito pernicioso sobre uma discussão, os argumentos tendem a centrar-se em questões que resvalam para questões que nada têm a ver com a sua essência.

Mais importante que apostar ou não na formação é a aposta no talento, na inteligência, na compreensão do jogo, na competência dos jogadores que o Sporting escolhe para formar os seus plantéis. Algumas destas características/qualidades são inatas e o scouting da formação do Sporting é reconhecidamente competente na sua detecção, a que associa uma capacidade igualmente notável de ensinar o que é o jogo aos seus atletas. Daí que não seja fácil nem barato ir buscar jogadores que acrescentem valor ao que já está disponível.

Na impressão que me tem ficado neste inicio de época os centrais que o Sporting contratou não trazem nada de novo nem melhor ao que o Sporting já tinha dentro de portas, agravando-se essa percepção de pouco valor sobre a actual dupla de centrais. Esta deve ser das piores que temos nos últimos anos, o que pode vir a constituir uma forte limitação para as ambições para a época em curso.

Tem aqui a palavra Marco Silva, que não deixará de estar atento ao que têm feito Mauricio-Sarr, como aos restantes jogadores que tem à sua disposição para a função. Obviamente espero que este meu juízo negativo e apreensivo venha a ser desmentido até finais de Maio, inicio de Junho.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

11 jogadores e quase 18 milhões depois*

O mercado fechou e, depois de 11 novos jogadores contratados, quase 18 milhões gastos (*números que circulam hoje nos jornais, aguardo a confirmação oficial, mas que se devem cifrar algures entre os 14 e dezassete milhões), a pergunta que se impõem é: 

estamos mais fortes, tão fortes como precisaríamos de estar, para enfrentar os compromissos da época 2014/15?

Impressão geral: pouca felicidade e acerto nas aquisições que a excelente operação Nani e a contratação de Rosell não iludem. Talvez o fosso entre as segundas linhas e os titulares tenha diminuído mas não de forma significativa e desejável.

Não pode deixar de se assinalar o pelo menos até agora aparente desvio da ideia defendida por BdC: a aposta em jogadores nacionais, de preferência da casa, e opção por jogadores estrangeiros que constituíssem uma mais-valia clara. Dos 11 jogadores contratados 8 são estrangeiros e apenas um deterá esse estatuto.

O tema foi já sobejamente discutido entre os Sportinguistas, pelo que não vale a pena aprofundar os argumentos. Acrescentaria apenas dois pontos: 

(i) a procura feita com base na quantidade que me parece não ter justificação plausível quando a qualidade é que "faz a diferença".

(ii) A juventude da generalidade dos recrutados permite acalentar a possibilidade de os jogadores "crescerem" e com isso se tornarem as tais "mais-valias" que se procuraram. Isso será muito difícil de ocorrer se a generalidade dos jogadores permanecer sem jogar com regularidade. E, no futebol, o futuro é o próximo jogo.

O recado do mercado: Há uma diferença significativa entre o valor real - que terá que ser sempre o que é espelhado em propostas concretas - e o valor afectivo ou que os adeptos atribuem aos seus jogadores. Não houve propostas irrecusáveis a não ser por Rojo que, não por acaso, foi titular da selecção vice-campeã mundial.

Análise por sectores:

Guarda-redes: Não houve mudanças pelo que o valor se manteve em relação à época passada.

Defesa: muitas entradas - Sarr, Rábia, Geraldes, Paulo Oliveira, Jonathan Silva - para poucas saídas - Dier, Rojo, Piris (Welder não pode contar, Piris) - onde apenas um era titular. Nenhum dos jogadores entrados se aproxima do valor de Dier e Rojo, as primeiras impressões sobre o Sarr ficaram expressas no post anterior, muitas dúvidas sobre os restantes. 

O que o derby nos disse é que o reforço indiscutível já cá estava e chama-se Esgaio. Um mea culpa que aqui fica registado, quando havia dito que não o via como defesa direito. Muitos furos acima de Jefferson a defender e ainda a ter que se preocupar com o Maurício. Quem sabe Tobias não venha a imitar, se Marco Silva lhe der uma oportunidade?

Intrigante a lesão de Rábia ontem comunicada. Uma pubalgia mal debelada e não detectada nos exames médicos (uma lesão como esta não é uma anomalia facilmente detectável neste tipo de exames) ? Era esta a lesão de que o jogador se queixava ainda no Egipto, ou apenas azar em 2 semanas de treino e um jogo pelos B's? Tanto ele como Jonatham aguardam por provas mais exigentes que o que foi possível registar até agora. Geraldes é, até ver, um acto falhado.

Um estranho ocaso de Paulo Oliveira não pode deixar de registar. Embora aqui tenha dito que não seria a minha opção, reconheço-lhe muito mais valor do que até agora conseguiu demonstrar. Várias questões se podem levantar, desde logo a mudança para Lisboa, que o passado regista como um grande problema para tantos valores tidos como seguros, a juntar à mudança para uma camisola que pesa muito mais. Será um reforço importante se conseguir superar o desafio.

Médios: Um grande reforço, personificado na continuidade de William e dois bons reforços na chegada de Rosell e no regresso de João Mário. Um ligeiro mas importante nivelamento por cima que estas opções conferem, mas não apagam as incógnitas sobre Slavchev, que não tem correspondido minimamente ao que se anunciava. Ryan Gauld está muito longe de poder significar uma opção no curto prazo. A minha dúvida relativamente ao escocês não está sequer no seu valor como jogador mas em saber se trouxe algo que não tínhamos já (Chaby), se veio para um modelo que joga sem o 10 tradicional que ele é e, não menos importante, que evolução esperar numa equipa, a B, que joga um futebol que privilegia a força, onde ele de certeza não cabe.


Avançados (extremos): A chegada de Nani é a grande bomba deste verão, não apenas para nós mas para o futebol português. Uma das razões acrescidas para querer ainda mais o sucesso da nossa equipa este ano, para lhe poder agradecer a generosidade de querer contribuir para ele, ser parte activa e determinante para o sucesso. Assim será, estou certo, desde que tudo aconteça com normalidade e sem azares, porque categoria não lhe falta.

Para que tal aconteça será importante a presença de um Carrillo consistente, como nunca o conseguiu ser. Um grande reforço que poderia ser, indubitavelmente. Ou um Capel mais atento ao jogo do que o foco permanente e quase exclusivo na bola e no relvado onde ela rola. Sacko não conta para já, é a minha impressão. Conto mais com a irreverência e atrevimento de Mané.

Avançados (pontas-de-lança): Provavelmente Tanaka ficar-se-á pela primeira designação, sem parêntesis. Em conversa com amigos dizia há dias que precisávamos de um avançado que desse a profundidade de Slimani, com o jogo de cabeça deste e os pés de Montero. Um Islam Montero ou Freddy Slimani. Não me parece que o japonês o seja mas, se a sua veia goleadora for a da pré-época, isso seria muito bom para nós. Para já foi importante na vitória com o Arouca. 

Slimani ter ficado é apontado como um grande reforço. Não escondo que preferia uma outra solução. Talvez seja mesmo o melhor para continuar a jogar como temos feito.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Hadi(r) para o Sacko

Depois de Paulo Oliveira, André Geraldes, Junnya Tanaka, Ryan Gauld, Slavchev, Naby Sarr, Oriel Rosel, Ramir Rabia e Nani, chega agora Hadi Sacko. Como o próprio reconheceu já, vem para aprender. 

Felizmente há Nani para contrariar a impressão generalizada de que a ideia base da politica de aquisições foi o futuro. Logo num ano em que se assume declaradamente a candidatura ao titulo e há o regresso à Liga dos Campeões. No futebol o futuro é o próximo jogo.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Estágio na Holanda: os calcanhares de Achilles, os que não valem um Chaby e as minas de Gauld

Com a pré-época a decorrer há imensas ocorrências dignas de nota que infelizmente têm ficado para trás. O jogo de ontem na Holanda, por ser o último e o mais notório, servirá de pretexto para abordar algumas dessas matérias. Ficarão para melhor oportunidade as recentes saídas e renovações, bem como as dispensas.

O jogo propriamente dito não merecerá assim tanta atenção, tendo em conta que do objectivo do jogo, a equipa eleita e as incidências que dele decorrem não terão qualquer repercussão transcendental para a época que se avizinha.

Evitarei neste post usar o chavão "aposta na formação" bem como a sua negação. Esta tem sido uma discussão feita de forma quase sempre enviesada, excessivamente "politizada", mas será evidente, a quem ler este post, que muitas das questões levantadas lhe estão relacionadas. Porém não me parece ser este o momento para realizar esse debate, comprometendo-me a fazê-lo posteriormente, em altura mais oportuna.

As virtudes da convocação dos jogadores da equipa B
Indiscutivelmente uma excelente ideia a convocação dos jogadores da equipa B para o presente estágio da Holanda. Não apenas como medida motivacional para os jogadores em causa e para os que são agora precedidos por estes e que, na Academia, aguardam oportunidades para demonstrarem o seu valor. É também a forma mais adequada de Marco Silva, um treinador com um compromisso longo com o clube, conhecer melhor os jogadores que tem à sua disposição na segunda equipa do clube.

Embora tenha sido apenas um jogo, ainda por cima de uma equipa constituída por jogadores que, na sua grande maioria, jogaram juntos pela primeira vez e orientados por um técnico cujas ideias estão ainda em assimilação, o decorrer dos noventa minutos deixaram algumas evidências e não menos interrogações. 

Ao permitir a observação directa, em igualdade de circunstâncias, de alguns jogadores considerados reforços para este ano e outros que militam na equipa B, o jogo teve pelo menos uma virtude, nem por isso muito desejada: a de lançar interrogações sobre a virtude de algumas das escolhas feitas de jogadores para incorporar na presente época em detrimento da equipa B.

Em jeito de conclusão deste capitulo diria que a incorporação dos jogadores da equipa B, sendo uma medida de indiscutível mérito, tem alcance imediato muito limitado. Não é provável que, mesmo que se conclua que o seu valor é inferior nuns casos e idêntico noutros, que os jogadores agora contratados troquem de posições com os da equipa B. Não é também provável que, pelo menos até a Dezembro e em muitos casos até à próxima época, algumas dessas medidas possam ser corrigidas ou os seus danos limitados. Em alguns casos, porque o tempo é por vezes cruel, o destino acaba por ficar traçado. 

Mas a observação não é inútil, longe disso, até porque dela, além do melhor conhecimento do treinador, pode resultar a iniciativa de Marco Silva de solicitar a colocação de alguns jogadores como Chaby, Iuri, ou até mesmo Tobias Figueiredo a rodar em equipas de I divisão, assim houvesse treinadores e equipas interessadas, embora tal se me afigure muito difícil. 

Os calcanhares de Achilles (I) e os que não valem um Chaby
Ora o que resultou claro do jogo de ontem foram as semelhanças de qualidade, apesar dos diferentes graus de experiência, de Paulo Oliveira com Tobias. Da prontidão da resposta de Wallyson perante mais um engasganço de Slavchev. Pelo segundo jogo consecutivo se percebe que Geraldes ou está com sérios problemas de adaptação ou não vale um Esgaio. Que Héldon não vale um Chaby, pese a experiência que possa ter, e todo o dinheiro e tempo que dedicamos a um em detrimento de outro são deitados pela janela fora. 

Como é evidente os casos não são todos iguais. Não se trata de dizer que Paulo Oliveira ou Slavchev (o jogador parece-me, pela linguagem corporal, que está acusar cansaço, o que o limitaria e dessa forma também a sua prestação e respectiva avaliação) são maus jogadores, ou que não tenham futuro, mas sim interrogar a necessidade da sua contratação e do poder disruptivo que a sua chegada tem na afirmação dos jogadores de nível semelhante cujo lugar vêm ocupar. O custo de oportunidade de decisões deste teor ultrapassa em muito o valor pago nas respectivas transferências, uma vez que ficam por apurar quando o clube perde por não promover os jogadores de valor semelhante cujos direitos desportivos e económicos já são seus.

Calcanhares de Achilles (II): aquisições ou reforços?
Neste momento parece mais ou menos consensual que o Sporting, (quem o dirige, obviamente) tomou uma boa decisão quando contratou Marco Silva. Talvez a melhor possível, no actual contexto. Porém a escolha do treinador, sendo decisiva em percentagem que é muito difícil estimar mas largamente maioritária para sorte de um clube, não é tudo. Ele depende em muito dos meios que se lhe colocam à disposição. Por isso é que, quando se fizer a história da época que começa sensivelmente daqui a um mês, se terá que ter em conta o que foi oferecido a Marco Silva. Até ao momento apenas Rosell "disse" que com ele estamos mais fortes. Dos jogadores que falamos acima isso está longe de se poder confirmar. Ora o que se pede este ano ao actual treinador é muito mais do que foi exigido a Jardim: assumimo-nos como candidatos ao título e não como underdogs, faltando nesta equação uma participação honrosa no lado de tank-shark da Liga dos Campeões. Para isso é preciso não apenas jogadores com futuro, mas com presente e qualidade. 

As minas de Gauld
Num campo oposto podemos colocar o exemplo de Gauld. Não sei, ninguém sabe, se um jogador como Chaby (especialmente este pela semelhança no toque de bola) e Iuri Medeiros tivesse a oportunidade de ter jogador no Dundee e se se teriam destacado como Ryan Gauld. Assim como não sabemos se Gauld tivesse feito o mesmo percurso que os dois mencionados não estariam ainda hoje à espera de uma oportunidade como a que o Dundee lhe concedeu. É uma discussão estéril.  Mas percebe-se, nos poucos minutos de observação do escocês que o Sporting tem ali uma mina de ouro. A forma como recebe a bola e levanta a cabeça, como a procura servir ao colega melhor colocado, não engana ninguém. Mas ter uma mina de ouro, um poço de petróleo, não é por si só o garante de prosperidade. O crescimento de Gauld, de Chaby, Medeiros e outros com muito talento depende deles mas muito dos meios que o Sporting como organização lhes souber proporcionar. Um deles é indiscutivelmente uma boa equipa e os bons resultados.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Mais uma vez Ryan Gauld

O Record pega hoje numa crónica que Gordon Strachan produziu ontem para o Daily Record sobre o que ele pensa sobre o jovem jogador que o Sporting contratou há uma semana e a sua partida para Lisboa. 

O Record sintetiza em poucas linhas

“Precisamos deixá-lo seguir em frente e não transformá-lo em algo que ele não é. Não vamos cometer o mesmo erro que o Brasil cometeu com Neymar”, argumenta o selecionador escocês, confessando-se “preocupado” com a alcunha que os antigos companheiros colocaram ao agora médio do Sporting: Mini-Messi. “Quem necessita desta pressão?

a versão integral do texto de Strachan, actual seleccionador escocês que aqui vos deixo:

I was surprised and delighted to hear about Ryan Gauld’s transfer to Sporting Lisbon last week.
He’ll be given a superb education in Portugal and it will be fascinating to see how he develops.
What we should do now is give him time to settle in and see how he gets on. He’s moving to a country with a different way of life and a different style of football.
With the weather and facilities over there he’ll train twice as much so it will be exciting to see how good he can get.
Scots will be looking at this move and wondering if this kid is going to be our attacking talisman in France in two years time.
But we should just back off and let’s see how he gets on. I already worry Ryan has too much expectancy on him just because of his nickname.
Whoever called him “Mini Messi” wants to have a good look at himself. Who needs that pressure?
I played against a boy at Under-15 I thought was the best player I’d ever seen. His name was Graeme Payne but it all went wrong which can happen with kids. You need a bit of luck.
However, Gauld is giving himself as good a chance as he can to become a top player because he’s prepared to work hard and to listen. I’m told he’s also good with people which helps.
We need to let him get on with it now and not build him up into something he is not. Let’s not make the same mistake Brazil has with Neymar."
Depois da leitura do veredicto de Strachan, (os sublinhados são meus) convido os leitores a lerem (ou relerem) o que eu escrevi a propósito do mesmo tema 

"Um conselho sobre Ryan Gauld, "o pequeno Messi"? Esqueçam-no!"

E digam-me lá se o Gordon Stracham, cujo texto bate mais ou menos os mesmos pontos principais do meu,  também merece alguns dos comentários aqui deixados na ocasião.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Tanaka do Japão e outras novelas deste verão


Junya Tanaka
Junya Tanaka foi ontem confirmado como jogador do Sporting, assinando um compromisso válido para os próximos cinco anos. Tanaka tem 26 anos, tem uma internacionalização pelo Japão e, embora os números não tenham tido divulgação oficial, estima-se que a operação tenha rondado valores entre os 500 mil e os 700 mil euros. Mais informações sobre o perfil do jogador podem ser lidos no post da semana passada "a contratação de Tanaka".

Sobre o valor do jogador nada a dizer, atendendo ao profundo desconhecimento geral do futebol nipónico, mesmo atendendo a que alguns dos seus jogadores já alinham em alguns dos melhores campeonatos europeus. A ideia de que se trata apenas de uma jogada de marketing semelhante à de Sunil Chhetri não me parece fazer sentido, tendo em conta a diferença de valor entre o futebol praticado nos dois países. Enquanto na Índia o futebol ainda dá os primeiros passos, o Japão tem competições organizadas há muito tempo, o pais já co-organizou  um campeonato do Mundo e a sua selecção tem presenças no evento mais importante de selecções. Dificilmente se poderá enquadrar esta contratação numa óptica experimental meramente comercial e os valores envolvidos são também um forte indicio: superam o que foi pago por Slimani.

Algumas reservas à extensão do contrato (5 anos) para um jogador que se apresta para completar 27 anos esta semana, o que estende a sua ligação até aos 32 anos. O mesmo relativamente à cláusula de rescisão, ficando sem perceber o alcance pretendido com um valor tão disparatado. A menos que o objectivo seja precisamente este: o valor é tão absurdo para um desconhecido que toda a gente se interroga e enquanto o faz fala-se no Sporting e no jogador.

Sporting TV
Muitos comentários se geraram já depois do post da semana passada sobre a rábula do logótipo da Sporting TV. Alguns deles a raiar o ignóbil, diga-se, como por exemplo os que foram feitos sobrea vida pessoal de alguns elementos da equipa de redacção. O escrutínio feito às preferências clubistas foi contudo o resultado da porta deixada em aberto pela direcção quando, no processo de adjudicação do outsourcing do dossier da comunicação. O que me parece decisivo na escolha de um profissional não deve ser o facto de aquele ser ou não Sportinguista, embora seja óbvio que a peneira deva começar a ser usada aí, tendo em conta que os há no mercado e, alguns deles, excelentemente reputados. O que me parece ser de evitar são profissionais com passado dúbio no que à qualidade diz respeito, ou marcados por uma ligação a clubes rivais. Isso sim seria intolerável. Da equipa já divulgada o Diogo Beja, a Rita Matos, o Fernando Correia e o Nuno Graça Dias são os nomes que conheço e qualquer um deles de Sportinguismo inquestionável. Uns com carreiras mais curtas, outros mais longas, mas qualquer um deles são nomes sólidos que me parecem boas escolhas. 

A outro nível está o adiantamento das emissões. O facto de a emissão não poder arrancar no dia 1 - amanhã - é um revés, mas não um revés decisivo, um mero contratempo, mesmo que algo embaraçoso para imagem do clube, que havia assumido publicamente que as emissões arrancariam a amanhã, por ocasião do aniversário do clube. Por mais necessário que se entenda ser a televisão não foi a sua falta que obstou a que o clube complete 108 anos de história e muitos deles de Glória para o clube e para Portugal. 

Grande parte das reacções que vi ao adiamento são "corporativas", alijando responsabilidades à Entidade Reguladora para a Comunicação Social. Esta contudo parece estar muito segura da sua posição quando remete para os Corpos Sociais quaisquer reacção afirmando que "não comenta" em que fase está o processo e muito menos a carta que escreveu ao clube, adiantando que "enquanto os responsáveis do clube não falarem, não serei a revelar o conteúdo da mesma". 

O Sporting porém, no seu comunicado, escolhe uma posição defensiva, evitando qualquer responsabilização da entidade reguladora, o que é sintomático. 

Alguém acha que o comunicado seria este se o Sporting suspeitasse sequer de tratamento desigual ou de negligência?

E o comunicado não explica porque divulgou o inicio das emissões para o dia 1, amanhã, quando só apresentou na passada quarta-feira, dia 25, o pedido para inicio das emissões experimentais, desconhecendo se estas seriam autorizadas ou não. (i) Porque o fez, (ii) quem é a World Channel, (iii) que responsabilidades lhe podem ser assacadas neste embaraçoso contratempo, (iv) quanto tempo demorará até que as emissões sejam possíveis, são algumas questões a carecer outra resposta que um mero comunicado anódino não realiza.

William Carvalho, parte 9859834, prodígio turco, Carrizo, Jonathan Silva, novo Balloteli e, sem terminar, já estou quase a ficar sem fôlego
William Carvalho, Slimani e Patricio merecerão provavelmente um post próprio, atendendo à sua especificidade. O primeiro apenas para dizer que há noticias que avançam a estadia em Lisboa de uma delegação do Manchester United para o contratar. Esta seria de facto uma noticia, pois as anteriores são meros rumores. Porém não há confirmação oficial e os rumores continuam, avançando que o jogador até vai para o Chelsea. Vamos ter que esperar, não é?

Sobre os restantes, o simples facto de ser noticiado o interesse do Sporting diminui a possibilidade de êxito. Os valores que o Sporting pode pagar pelas respectivas aquisições são passíveis de ser suportados por centenas de clubes pelo Mundo fora, pelo que o dinheiro não será de todo determinante. O prestigio do clube, as competições onde se inscreve serão factores relevantes na hora de escolher porque, neste estrato onde o Sporting concorre nem todos têm tanto para oferecer.

Mas quando as noticias terminam afirmando que o clube X da Premier League ou Y da La Liga também está interessada no jogador o meu interesse no seguimento da respectiva novela desaparece. Aliás, se estivesse inscrito logo no inicio da noticia nem teria completado a respectiva leitura.

sábado, 21 de junho de 2014

A contratação de Tanaka e a entrevista de Paulo Oliveira

Parece que está encontrado um novo avançado para o Sporting. A noticia foi avançada ontem pela Renascença e é hoje corroborada pela generalidade dos jornais desportivos. Segundo o jornal "OJogo" 

"Avançado japonês custa 500 mil euros: tem 26 anos, atuava no Kashiwa Reysol e pode jogar como ponta de lança ou extremo. As próximas horas podem ditar a formalização do negócio.
O Sporting está prestes a garantir o concurso de Junya Tanaka, avançado japonês de 26 anos que representava o Kashiwa Reysol, da liga nipónica. O negócio está a ser alinhavado há mais de uma semana e, por cerca de 500 mil euros, os leões estão perto de formalizar a contratação de um desejado reforço para o ataque, em colaboração com a firma que representa o atleta, o BISC International Sport Consulting, que terá adquirido a totalidade dos direitos do atacante antes de negociar a sua colocação na formação verde e branca. Na posse deste grupo deverá ficar uma percentagem dos direitos económicos de Tanaka, uma aposta que também pretende retirar dividendos da exploração comercial do seu nome no mercado japonês, de acordo com a estratégia de expansão da marca Sporting."

Noticia que "Abola" também aborda, ao que junta o perfil do jogador, parecendo indicar que se trata de um avançado e não de um ponta-de-lança, como já foi noticiado.


A entrevista de Paulo Oliveira hoje ao jornal "A Bola"



terça-feira, 10 de junho de 2014

André Geraldes, por quem o conhece. E Cédric

André Geraldes chega ao Sporting após ter representado do Belenenses, Istanbul BB, Desportivo das Aves, Chaves, Rio Ave e Maia Lidador. É defesa lateral-direito, mede 1,81m e a sua aquisição em definitivo ao clube turco Istanbul BB deve ter custado ao Sporting cerca de um milhão de euros.

André Geraldes chegou ao Belenenses em Janeiro deste ano, onde praticamente pegou de estaca. Jogou doze jogos, completando cerca de 1.305 minutos.

Sobre André Geraldes, fala quem o conhece bem, Paulo Fonseca seu treinador no Desportivo das Aves:

(Clique para ampliar)
No mesmo jornal, "a bola", é noticiado também o interesse do Schalke04 em Cédric, reforçando um rumor que já circula há algum tempo. Porém não creio que por 3,5 milhões de euros os alemães consigo muito mais do que comprar uma perna do nosso lateral. E provavelmente apenas a esquerda...

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Do Sporting de Kansas para o Sporting de Portugal: o trajecto de Oriol Rosell

Foto MaisFutebol
Quase toda a gente saberá hoje quem é Oriol Rosell, o terceiro reforço do Sporting para a época 2014/15. Jogador até ontem do Kansas City, um número seis, que fez a sua formação no Barcelona até à equipa B, tendo partilhado balneário com jogadores que hoje quase toda a gente já ouviu falar: Tello, Isaac Cuenca, Sergi Roberto, Montoya e Marc Bartra, Muniesa,  Rafinha, Joanathan dos Santos, e Deulofeu. 

Numa cantera tão concorrencial não estranha que Oriol Rosell tenha procurado outras paragens onde pudesse jogar mais. Pode ser estranho o recurso a tão remotas paragens no que ao futebol diz respeito, como é o soccer americano. Mas as oportunidades boas são as que aparecem e o seu regresso à Europa, e logo pela porta da Liga dos Campeões só pode contribuir para dar por bem empregue o tempo e o risco da opção que fez.

Da sua participação na campanha do Barça B de 2011/12, antes de rumar aos Estados Unidos, fica o registo de aparições muito curtas mas promissoras. Um ano difícil como são tradicionalmente os primeiros anos de sénior, que lhe proporcionaram um total de seis jogos como médio defensivo. Ele que na formação chegou a jogar a central algumas vezes. Pouco tempo mas bem aproveitado para exibir boa técnica mas ainda verde fisicamente para uma competição tão fisica como são os escalões secundários. Quando se esperava que continuasse mais um ano a evoluir na equipa B, Rosell acabou por se decidir pelo Sporting de Kansas City.

Recuemos mais um pouco para saber o que se dizia então de Oriel Rosell ainda enquanto júnior. E quem melhor para o fazer do que Marti Perarnau, jornalista especializado na cantera do Barcelona. No seu livro "Camí de Campions", onde elege os 50 jogadores mais promissores da formação blaugrana, Perarnau traça o perfil de Rosell, então com dezanove anos:

Pontos fortes: é um médio centro defensivo adaptado a central, a quem a confiança dos treinadores fez crescer exponencialmente. Técnica requintada, controla as bolas mais complicadas com uma frieza chocante. Trato de bola sem dificuldades ou complexos, não se exime a quebrar as linhas em posse, podendo tanto entregar nas laterais como por a bola à distância para os extremos, fazendo grandes diagonais.

A melhorar: não é rápido, o que compensa com uma boa colocação. Talvez precise um pouco mais de estaleca física para aparecer a grande nível.

Perspectiva: Um jogador a seguir. Está a crescer de forma discreta e pode vir a causa sensação daqui a alguns anos. Tem voz de comando sobre a linha defensiva. Melhor como médio centro que central.

Trajecto: Com doze anos esteve para ir parar ao Real Madrid, mas acabou no Espanhol. Como cadete do Barcelona ganhou a Nike Cup.

P.S.- Estatísticas oficiais de Oriol Rosell no período em que jogou na ML Soccer:

(clique para ampliar)

sábado, 31 de maio de 2014

Martínez & Martínez e Monsalvo, os nomes que se seguem?

Segundo o jornal "O Jogo" hoje avança o Sporting prepara-se para adquirir de uma assentada três jogadores sul-americanos, cujas características e funções abaixo se descrevem, para o seu plantel 2014/15. Ainda segundo o mesmo jornal

"Augusto Inácio, diretor para o futebol profissional,e Virgílio Lopes, director para o futebol de formação, têm sido protagonistas no início do sempre agitado período de transferências, multiplicando-se em viagens e contactos com vista ao reforço do plantel. Depois de uma estadia conjunta na Roménia, que quase culminou na contratação de Rotariu, desejo entretanto abandonado, fruto das exigências financeiras do Dínamo de Bucareste, os homens fortes do futebol leonino dividiram-se pelo planeta, tomando direções diferentes. Inácio partiu para a América Central e para a América do Sul, de onde surgem dois potenciais reforços apresentados nestas páginas, enquanto Virgílio rumou à Europa Central e à Europa de Leste, Sérvia incluída, de onde está iminente a chegada de outro novo elemento, o lateral-direito Marko Petkovic além de Josef Martínez, a atuar na Suíça. Antes, o Sporting já tinha garantido um reforço na Bulgária, o médio Slavchev, internacional pelo seu país, isto para além do único alvo até ao momento com proveniência interna, o central Paulo Oliveira, contratado ao V. Guimarães."

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