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sábado, 19 de outubro de 2024

Taça de Portugal: "As Harder as it gets"


 Não foi nada fácil ultrapassar a primeira eliminatória da Taça de Portugal. Como se houvesse jogos fáceis, apesar das diferenças de orçamentos e valores individuais em confrontação, ainda por cima sendo o adversário em causa  um recém despromovido que se preparou para regressar à liga maior, apesar de o campeonato até agora não lhe estar a correr bem. Equipas como o Portimonense lutam com armas muito semelhantes às que o Sporting enfrenta na I Liga e se dúvidas houvesse quem viu o jogo com o AVS e o desta eliminatória descortinaria precisamente a mesma estratégia: um autocarro de dois andares estacionado em frente à equipa leonina e o nosso guarda-redes, ontem Kovacevic, a ser mais um dos espectadores.

Tal como Amorim afirmou no final, o Sporting não precisava de se ter entregue à sorte de quase ter sido obrigado a disputar um aborrecido e longo prolongamento e sabe-se lá que mais, se conseguisse ter sido mais eficaz nas muitas oportunidades que dispôs. Foram várias as bolas a cruzarem a linha de baliza sem que ninguém se dispusesse a dar-lhe a estocada final. Isso e um pouco mais de rapidez na execução dos lances de ataque. A confiança que os nossos jogadores exibiam, parecendo crer que o jogo estaria sempre controlado após o golo inicial, não levou em conta que certezas em futebol é só quando o jogo acaba. O Portimonense, num dos poucos lances que os seus jogadores conseguiram conhecer finalmente Kovacevic, encarregaram-se de lhes lembrar isso.

Teria que ser a dupla que alguns diziam ser inconciliável a repor alguma justiça no marcador e ditar o justo vencedor da eliminatória. Konrad Harder tornou-se no homem do jogo, ao bisar, com mais uma assistência de Gyokers. Os dois nórdicos agradecem e retribuem-se mutuamente em cada jogo que jogam juntos. Harder é uma surpresa para um miúdo de 19 anos, pela sua presença física e pela maturidade que exibe. Com um modelo como o companheiro sueco e com um modelador de talento como Amorim, não podia ter feito melhor escolha para este momento da sua carreira.

Mas o jogo ficou também marcado pela estreia de Bruno Ramos, um miúdo brasileiro também de 19 anos, que fomos encontrar em Viseu, no Académico local e que deu mostras de grande maturidade, para lá também de uma interessante compleição física. Até os mais atentos ficaram surpreendidos com a titularidade do miúdo e há duas boas razões para tal: tendo chegado para a equipa B, tem apenas dois minutos de utilização no escalão. Acresce que na equipa A pareceria natural que o lugar que ocupou tivesse sido entregue a Fresneda, que aguarda pacientemente pela definição do papel a desempenhar neste Sporting, depois de um primeiro ano perdido com uma chegada tardia e uma lesão prolongada, que o afastou da a afirmação que certamente pretendia. 

Mas neste Sporting nada parece acontecer por acaso e gestão de Bruno Ramos dá a entender que é tudo menos casual. E quem melhor que Amorim para explicar o que se pretende deste miúdo promissor que, lembre-se é apenas emprestado e que está ligado por contrato ao Académico de Viseu até 2029, detendo o Sporting uma opção de compra.

O Bruno [Ramos], pé direito, não foi a nenhuma seleção na última paragem e foi ele que foi o central do meio na nossa equipa. É um jogador muito rápido, apesar de não estar a ser titular na equipa B, porque nota-se – e o João falou comigo sobre isso – na sua forma de jogar com a bola em ataque organizado que ainda lhe falta qualquer coisa, o que tira algumas rotinas e temos jogadores com mais tempo de treino lá. Eu gostei muito, é muito forte, é muito rápido. É um jogador que, muitas vezes, no treino, apanha o Viktor e isso não é fácil. É forte fisicamente, é difícil de ultrapassar no um para um. Estamos, juntamente com o João, a tentar trabalhar a sua forma de entender o jogo com a bola, porque sem bola acho que ele tem as características perfeitas para ser um central de uma equipa subida.

"Um jogador que muitas vezes apanha o Gyokeres" é, convenhamos, um bom cartão de visita.

Vamos agora até à Áustria, na próxima terça-feira. É para ganhar! 

quarta-feira, 3 de abril de 2024

SL Benfica 2 - Sporting 2: Jamor aí vamos nós!


O mais importante num jogo de futebol é sempre o resultado e esse foi inteiramente favorável às pretensões do Sporting, mas para lá chegar foi preciso saber sofrer, talvez mais do que esperaríamos, saber aproveitar quase todas as oportunidades criadas e, claro, a indispensável sorte. 

Mas sofremos muito, muito mais do que certamente havíamos projectado para este jogo, certamente influenciados pelo jogo da primeira mão. Sem retirar o devido mérito ao adversário, falhamos naquilo que sabemos fazer melhor: pressionar alto (no jogo anterior, com o Casa Pia, o Sporting completou o maior número de acções defensivas de uma equipa no meio campo do adversário), falhamos passes consecutivos para os pés dos adversários, perdemos duelos atrás de duelos, na agressividade sobre a bola, o que nos foi retirando o ar que necessitávamos para respirar o futebol ligado a que estamos habituados. 

Para isso contribuiu o número considerável de jogadores a jogar a um nível abaixo do que era esperado. Diomande, Inácio, Santos, Trincão e Paulinho perdiam bolas consecutivamente, deixando Gyokeres muito desamparado, por não conseguir ligar com ele ou servi-lo de apoio. Mas a grande virtude desta equipa tem sido não se conformar ou amendontrar perante o infortúnio e o desacerto, tem fé, acredita em si mesma e nos princípios que lhe são vertidos por Rúben & Cia.

Foi assim que, numa jogada tipica deste Sporting 23/24, se chegou ao golo inaugural, por sinal magistral, de Hjulmand, após assistência de Gyokeres. A ampliação da vantagem trazida de Alvalade foi determinante para o desfecho da eliminatória. Por muito que se inflaccione a boa prestação do adversário, tida como a melhor da época até ao momento, não pode ser escamoteado da análise que o Sporting nunca esteve em desvantagem nesta eliminatória a duas mãos. E isso é significativo porque nunca é demais lembrar que jogamos contra o campeão em titulo que, por sinal, deve ter investido quase tanto no mercado de inverno como o Sporting em toda a época.

Nos destaques individuais o destaque vai para Hjulmand, que está em toda a parte a defender e até marcou um golo determinante para o desfecho final. Igualmente para Israel, em cujo colo caiu a responsabilidade inesperada, face ao infortúnio de Adán, de ser o último bastião, tendo estado a um nível elevado, defendendo bolas de elevado grau de dificuldade. Coates foi o capitão que precisávamos para a ocasião.

Sobre a arbitragem o melhor que se pode dizer é que foi muito melhor do que o esperado. O lance que maior polémica suscita creio que é claro, visto pela câmara que filma por trás, que é Rafa, que está atrás de Coates, quem toca no pé deste. Fossem sempre assim as arbitragens de João Pinheiro.

E agora, no Jamor, é levantar o caneco. Aí vamos nós!

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Taça de Portugal: a tragédia que está por acontecer

Desenganem-se os que, ao ler o título do post, supõem tratar-se de uma provocação ao clube vencedor da Taça de Portugal, que andou bem perto de revisitar o final traumático do ano passado. O Rio Ave esteve bem perto de conseguir algo mais do que ser apenas um digno vencido. Tivesse sido tão eficaz como o adversário e provavelmente estaríamos a falar agora de um vencedor inédito da segunda competição mais importante do nosso calendário futebolístico. Acabou por prevalecer a lei do mais rico e a repetição da "tragédia" não chegou a ocorrer mas fica o registo de uma equipa digna, que representou de igual forma a cidade e as gentes vilacondenses.

Mas a tragédia de que fala o título não tem aspas e não se compara à que foi abordada no parágrafo anterior. Falo da tragédia que poderia ter ocorrido à entrada do estádio Nacional e de que o MaisFutebol deu conta. 

A ocorrência de uma situação como a descrita só colhe de surpresa quem acompanha de muito longe o futebol ou até por quem já se deslocou ao Jamor para a festa anual que a Taça de Portugal representa, mas só por incompetência ou irresponsabilidade pode surpreender que tem a cargo a segurança dos adeptos, como são as forças de segurança. O que se passou ontem, e vem descrito na referida noticia, assemelha-se em tudo aos mesmos episódios vividos por mim e amigos com que me desloquei há dois anos ao Jamor. Só por uma conjunção favorável de factores completamente aleatórios não se registaram ferimentos graves e até perda vidas na confusão que se instalou à porta da entrada para a superior destinada aos adeptos do Sporting.

Dessa conjunção de favorável de factores não se contam a da acção das forças de segurança, policia e empresa de segurança contratada pela FPF. Antes pelo contrário. A sua acção conjunta pautou-se pelo total alheamento pela sorte dos envolvidos e só a percepção da necessidade de evitar males maiores por parte dos adeptos terá mudado o destino dos acontecimentos. Infelizmente, mais uma vez, as forças de segurança sacodem as culpas do seu capote para cima dos adeptos, ficando por saber se o ocorrido há dois anos foi mencionado em relatório ou simplesmente ignorado. Este enfiar a cabeça na areia é uma irresponsabilidade que tende a cobrar um preço elevado em circunstâncias menos favoráveis. Uma final entre os grandes infelizmente pode não ter os mesmos resultados.

Só quem nunca teve a sorte de viver uma final no Jamor, especialmente os que não vivem em Lisboa, não percebe o quanto do melhor futebol ainda se pode viver nas matas do Jamor. Perdê-lo equivale a encerrar em definitivo das portas do romantismo no futebol português, registando o triunfo do futebol tecnocrático. Quando tal acontecer a Taça de Portugal, que será provavelmente um fenómeno único, tornar-se-á igual a qualquer uma das outras competições, mas sem as peculiaridades que tornam querida entre os adeptos de futebol.

Noticias como esta são um maná para quem acha que a final do Jamor não faz sentido. E que o faz apenas por não conseguir mais do que olhar para o umbigo dos seus próprios interesses. Porém a discussão sobre as condições do Jamor é necessária, uma vez que não há força da tradição que justifique a perda de vidas ou a sua simples ameaça. 

Essa discussão tem de começar pela constatação de que há ainda muito que pode ser feito pela segurança dos adeptos. Por exemplo, para evitar os ajuntamentos caóticos junto às entradas - falo em particular das entradas para os topos, onde a maioria dos adeptos acorre - bastaria que a revista ocorresse bem antes, formando-se corredores de grades que obrigassem à formação de filas, anulando a possibilidade da formação de aglomerados de largas centenas ou até milhares de adeptos com a consequente instalação do caos. Culpar os adeptos, como faz a PSP, recomendando-lhes que não cheguem atrasados é mera desresponsabilização. Para o perceber basta constatar que se o mesmo número e adeptos acorressem mais cedo o problema tinha... ocorrido mais cedo também.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Taça de Portugal: algumas notas do festim leonino

1- Merecem-me a primeira nota de respeito o público presente em Alvalade. Não apenas o público Sportinguista, que deu o seu já habitual recital, mas também os apoiantes do Alba. Estimam-se em mais de 2.000, número a fazer inveja a muito clube com mais pretensões e corar de vergonha outros que se dizem grandes mas que mais não fazem do que exibir as suas limitações. 

2- Lição de respeito e seriedade foi dada também pela equipa do Sporting. Respeito pela profissão, respeito pelos adeptos. É verdade que nem sempre que um jogo corre mal se possa acusar os jogadores de menos empenho ou vontade de ganhar. Muitas das vezes as dificuldades são também sinónimo de acerto táctico do adversário. É também verdade que o adversário não podia fazer muito mais do que fez mas tal sucedeu pela conjunção das suas limitações com a postura da nossa equipa, que levou o jogo até ao final do tempo regulamentar e não apenas quando se tornou claro o resultado do jogo.

3- Nota também para as ideias de Leonardo Jardim reveladas na forma como geriu o plantel. Ao contrário dos seus congéneres dos rivais, Jardim tem que lutar com o abrandamento do ritmo imposto pelas selecções. André Martins e Cédric tiveram direito a passeio patrocinado pelo seleccionador nacional, algo que já havia sucedido com Adrien recentemente. Se a memória não me atraiçoa Rojo e Carrilo jogaram pela Argentina, Patricio e William Carvalho por Portugal e o resto do plantel esteve parado. Isto seguramente que tem custos no ritmo dos jogadores, pelo que as opções de Jardim em constituir a equipa que abordou um jogo com uma maioria significativa de habituais titulares se justifica. Descontando naturalmente Boeck, apenas 3 mexidas para dar minutos a Piris, Magrão e Vitor.

Algumas notas individuais:

Boeck: Infeliz no golo e no próprio jogo. No golo reparte culpas com Ruben Semedo, mas não deixa de confirmar que chá de banco é pior inimigo para a boa forma de qualquer jogador, em especial de quem joga numa posição tão especifica.

Piris: Ficaria com imensa pena de ver interrompida a afirmação de Cédric, que até já o levou, mesmo em circunstâncias especiais, à convocação para a selecção principal. Por outro lado estar ali Piris deixa Jardim e os adeptos mais ou menos confortáveis com a eventual necessidade de o chamar a jogo.

Magrão: Quanto mais joga mais evidencia as suas dificuldades, mesmo levando em linha de conta que a lateral-esquerda da defesa não é da sua preferência. Dificuldades que não são técnicas mas físicas e também de integração numa filosofia de jogo que exige muito mais intensidade que ele parece poder dar.

Rinaudo: Provavelmente a maior surpresa da época, como consequência da titularidade de William Carvalho. Se Jardim conseguisse fazer a osmose de ambos, dando ao mais novo a fibra e capacidade de reacção do argentino e a este o sentido posicional e a forma como sai da pressão  tínhamos provavelmente os melhores "6" do campeonato.

Vitor: O mesmo que foi dito sobre Piris/Cédric aplica-se a Vitor/André Martins. Só lhe peço que se for titular no dragão que não falhe uma oportunidade como a de ontem. De resto que jogue o que sabe.

Slimani: Ainda não vi o suficiente deste jogador para formar uma opinião. Falhou um golo feito que o próprio parecia ter tornado fácil, mas marcou nos 20 minutos que esteve em campo. Diferente de Montero e o Sporting teria tido muita sorte em ter contratado dois matadores como o colombiano. A rever.

Montero: Chega ao Dragão com o ponteiro da confiança completamente a fundo. Correndo normalmente só precisa que lhe dêem umas bolitas que ele faz o resto.
Infografia MaisFutebol

terça-feira, 18 de maio de 2010

Época 2009/2010 - O balanço (II)

CARLOS CARVALHAL E EQUIPA TÉCNICA
O Carlos Carvalhal foi técnico do Sporting? Não me lembro que tenha sido apresentado. Parece que sim. Lembro-me de ver no banco do Sporting um senhor de casaco e gravata ao lado do Lima. Devia ser o Carlos Carvalhal. Portava-se bem. Menos bem só quando depois de ser convidado a continuar na próxima época, e ter recusado, passar todas as semanas a fazer um discurso em que parecia que quase implorava um lugarzinho para continuar no Clube.
Ah! Mas isto não era para analisar Carlos Carvalhal. Era para analisar a equipa técnica de Carlos Carvalhal. Aí tenho de pedir desculpa a quem estivesse a contar com uma análise profunda a toda a equipa técnica, mas muito sinceramente não consigo identificar mais ninguém alem de Carlos Carvalhal e Lima, sem recorrer a arquivos que, agora, não tenho à mão. Penso que andavam pelo fosso do Estádio a tentar encontrar e colar os cacos em que encontraram a equipa quando, pela calada da noite, lhes disseram (só a eles) que faziam parte da equipa técnica do Sporting.
Na verdade o que se podia esperar de uma equipa técnica que os dirigentes tiveram vergonha de apresentar, que recebeu um grupo desorganizado, quer tacticamente quer psicologicamente, onde mal chegou foi confrontada pelo poder de alguns bons jogadores, mas maus profissionais?
A apresentação de Carlos Carvalhal foi o 2º grande erro desta época desportiva. O 1º, e principal, foi Paulo Bento ter iniciado a época 2009/10. Atendendo ao estado anímico em que se encontrava o Sporting, quer a equipa, quer o discurso dos dirigentes, quer a massa apoiante, era fundamental que Carlos Carvalhal fosse apresentado como o futuro treinador campeão pelo Sporting, com contrato a perder de vista, mesmo que redigido para poder acabar, sem encargos, no fim da época. Tinha de haver um discurso muito forte que mobilizasse a nação leonina e empolgasse a equipa. Tinha de ser mostrado à equipa que aquele era “o treinador”, e que os “meninos tinham de se portar com juízo”.Em vez disso foi anunciado, às escondidas, um treinador a prazo, ficando este imediatamente, em inferioridade perante os jogadores. Por tudo isto:
Conselho Directivo pela apresentação de Carlos Carvalhal:  6 valores.
Desempenho de Carlos Carvalhal e adjuntos: 10 valores
Média: 8 valores
A minha tendencia para o 8... Se ajudar alguma coisa,  na próxima época mudo o nick para 18...
por 8

LIGA SAGRES
Falar da candidatura do Sporting ao campeonato nacional 2009/10, agora Liga Sagres, é falar de um nado-morto. Falar da nossa participação é compilar um manual do absurdo, tantos foram os erros inqualificáveis que se acumularam. Os números são reveladores e demolidores: 26 golos sofridos e apenas 46 marcados. Apenas 13 vitórias, 9 empates, e 8 derrotas! E que dizer de zero golos de livre directo e apenas 3 golos de canto? O 4º lugar alcançado no final foi também o lugar mais alto a que se conseguiu guindar em 30 jogos.
Para lá dos números, não posso deixar de assinalar o que hoje é por demais evidente, e que aqui assinalei antecipadamente: a má planificação da época. Esta impunha sérias dificuldades, por um começo antecipado, por via de uma participação armadilhada na Champions League e pela manifesta aposta de tudo ou nada dos nossos adversários mais directos. Ao invés, mereceu descuido e leviandades. A constituição do plantel tem episódios que já constam do anedotário do futebol nacional – Caicedo, Ângulo, desinteresse por Hugo Viana – e como classificar o número insuficiente de jogos de preparação?
A participação na Liga fica assinalada pelo abandono de Paulo Bento, num reconhecimento tácito da sua incapacidade de dar a volta a 3 vitórias, 4 empates e 2 derrotas, em 9 jogos. Neste rol, não podem ser esquecidas as roubalheiras que foram os jogos com o Braga e FCPorto, precisamente as 2 derrotas. Mas também é um facto que nada houve que merecesse referência, fossem as exibições, fossem os resultados. Carvalhal conseguiu inicialmente não só mudar a tendência dos resultados, bem como as exibições. Os seus 6 jogos iniciais equivaleram a 16 pontos, mas a ida a Braga, na sequência do episódio Sá Pinto / Liedson, foi o estertor final. Já quando ninguém esperava, uma vitória por números históricos, ante o então campeão nacional, foi um ligeiro bálsamo para o orgulho leonino.
O melhor que se pode dizer da nossa participação na Liga 2009/10 foi que acabou. Estou convicto que o desfecho não tinha que ser este. Mas para que estes 9 meses não tenham parido uma total inutilidade há que ter aprendido com os erros para que não se repitam. Sem nota, por falta de comparência na maior parte das provas a prestar.
por LdA

LIGA EUROPA
A participação do Sporting nesta primeira edição da Liga Europa teve alguns aspectos positivos, mas deixou no ar a sensação que a nossa marca na competição poderia ter sido um pouco mais ambiciosa. O apuramento foi conseguido por Paulo Bento, e o último jogo da fase de grupos, juntamente com as eliminatórias com o Everton e o Atlético de Madrid ficou a cargo de Carvalhal, que perdeu aqui a oportunidade de, com o campeonato perdido, deixar um legado de sucesso no clube e uma porta aberta para o regresso.
Ao futebol sofrível da fase de grupos, a equipa juntou um pouco mais de qualidade nas eliminatórias, sem, no entanto, nunca deslumbrar. O golo de Miguel Veloso nos últimos minutos do jogo em Liverpool fez com que a equipa e os adeptos pudessem sonhar com voos mais altos, mas tal não se concretizou. O momento memorável do ano veio com a eliminatória com o Atlético de Madrid, que muitos já esperavam desde sorteio de finais de Dezembro. Cinco mil sportinguistas estiveram presentes em Madrid numa quinta-feira à tarde, numa demonstração de força impressionante; um cortejo de três kms pelas ruas velhas de Madrid, a fazer parar o trânsito e a trazer todos às janelas para ver "los portugueses" - e uma homenagem do plantel às vítimas dos atentados de 11 de Março que ficou bem vincada nos espanhóis. Foi isto que me ficou da Liga Europa. Isso, e a imagem de marca deste Sporting, no jogo em Berlim com o Herta: quando já tínhamos a qualificação assegurada, quando podíamos, sem pressão, tentar corrigir um pouco a vergonha de Munique e, pela primeira vez na história, ganhar na Alemanha, perdemos o jogo contra uma equipa que terminou a Bundesliga como lanterna vermelha. A falta de qualidade, ambição e amor próprio da equipa ficou bem patente nesse momento. 12 valores.
por Bruno Martins

TAÇA DE PORTUGAL
Analisando o comportamento da nossa equipa ao longo da última época, constei que a Taça de Portugal acaba por retratar ou estar no “caminho” dos principais momentos do Sporting durante 2009-2010.
Sporting 3 – 0 Penafiel
A contestação à equipa e a Paulo Bento já era uma constante, verificando-se oscilações exibicionais constantes bem como algumas vitórias importantes. No campeonato, o SCP somava já duas derrotas e na Liga Europa contava com duas vitórias em exibições sofríveis (Hereenveen e Hertha de Berlin). Na recepção ao Penafiel, o SCP vinha de um empate caseiro frente ao Belém e arrumou a equipa duriense por três golos sem resposta.Logo depois, a equipa entra numa série de maus resultados (e sobretudo exibições) que culminaram com a saída de Paulo Bento.
Pescadores da Caparica 1 – 4 Sporting
Este foi o primeiro jogo de Carvalhal no banco do Sporting. Durante as semanas anteriores, os sportinguistas manifestaram-se surpreendidos com a escolha da direcção leonina, que recaiu num treinador com um currículo modesto e que acabaria por ser apresentado através de uma pequena entrevista colocada no site do clube.Em relação ao jogo, apesar do adversário ter inaugurado o marcador, um Sporting ainda com pouco tempo de trabalho sobre a alçada do novo treinador pareceu exibir-se com outra dinâmica e com outro tipo de abordagem ao jogo. Nesta altura, apercebíamo-nos que Carvalhal pretendia aplicar um 4x3x3, dar novas funções a Miguel Veloso e Matias Fernandez e dar mais preponderância a jovens como Adrien, Pereirinha e Saleiro. Apesar desta estreia, nos 5 jogos seguintes, o Sporting venceu apenas um jogo, empatou duas vezes e perdeu outras tantas.
Sporting 4 – 3 Mafra
Para mim, foi o jogo da época, pelas piores razões e sem querer tirar qualquer mérito ao jovem chinês Zhang.Numa partida que o Sporting parecia ter completamente controlada e a vencer por 3 bolas de diferença, a descontração e o desleixo de alguns jogadores veio ao de cima e o adversário aproximou-se no marcador e os adeptos criticavam as exibições, neste jogo em particular, Rui Patrício. A vitória calhou ao Sporting mas o pior estava para vi.Na manhã seguinte, os sportinguistas acordam com a notícia dando conta das cenas de pancadaria entre Sá Pinto, então director - desportivo, e o avançado Liedson. Carvalhal havia aparecido na conferência de imprensa completamente combalido e os relatos sobre o sucedido multiplicam-se.Todo este caso deixou a nu os problemas de balneário dentro do Sporting e a fraca capacidade directiva tanto por parte do clube em si como do próprio treinador que cada vez mais confirmava capacidades para preparar uma equipa em termos de treino mas que tinha dificuldades em gerir uma equipa.
FC Porto 5 – 2 Sporting
Depois de perder em Braga para o campeonato, o Sporting é humilhado no Dragão em mais um jogo da série de 7 partidas sem vencer. Além de ter entrado a medo na partida, a nossa equipa parecia desconcentrada permitindo praticamente três golos em outras tantas vezes que o adversário foi à baliza, sem demonstrar capacidade de reacção no momento de atacar a bola e impedir o adversário de finalizar. Pelo meio, Izmailov marca o golo fantástico através de um forte pontapé, dando razão aos que defendiam que ele não devia ser negociado, longe de saber dos episódios que aconteceriam até ao final da época…
A Taça de Portugal espelha a época do Sporting. É impossível negar que toda a temporada foi mal preparada e que tanto equipas técnicas como estrutura directiva demonstraram incapacidade para gerir o nosso grupo de trabalho que por sua vez é composto por jogadores de temperamento difícil e elementos que acumulam comportamentos pouco profissionais, privilegiando o individualismo e demonstrando, em minha opinião, uma posição de desrespeito pelo peso institucional de um clube centenário como o Sporting Clube de Portugal.
por Hugo Malcato

TAÇA DA LIGA
A taça da liga é uma competição que ainda não está suficientemente solidificada no panorama futebolístico nacional. Talvez por isso, a maioria dos adeptos encare a competição sem grande entusiasmo e com alguma indiferença, estilo, não aquece, nem arrefece, o importante é o campeonato.
A partir das meias-finais, esta competição ganha necessariamente outra importância, porque a probabilidade de existir um derby ou um clássico é quase certa. Como esses são jogos que ninguém quer perder, a competição ganha outra importância e estatuto à medida que o calendário avança. Foi o que sucedeu nesta terceira edição. Houve derby nas meias finais e clássico na final.
Importa salientar que o Sporting teve sempre um comportamento digno em todas as edições da Carlsberg Cup, facto que sustenta a velha máxima de entrar em todos os jogos e competições para vencer. Não subestimar a competição é meio caminho andado para lhe dar o estatuto e a solidez necessária à sua afirmação no calendário futebolístico nacional. Se há clube grande que sempre prestigiou esta competição, foi o Sporting Clube de Portugal, ao contrário dos seus pares. A Liga Portuguesa de Futebol, deveria portanto ter mais respeito pelo Sporting, coibindo-se o seu Presidente de prestar declarações infelizes, tanto nesta como na edição anterior, em função dos constantes erros de arbitragem com que o nosso Clube tem sido brindado. Recorde-se que na época passada, fomos escandalosamente prejudicados e a competição ficou ferida de morte nessa época.
Mas é sobre esta época que agora estamos a fazer o balanço da participação do Sporting nesta competição.  Após uma excelente caminhada na fase de grupos, com 3 vitorias sobre Braga, Leiria e Trofense, estas duas ultimas fora de casa, a meia-final ditou um derby entre Sporting e Benfica, presenciado em Alvalade por 30.081 espectadores, provavelmente o derby com menos público nas bancadas.
Copiosamente derrotado pelo rival, não nos podemos esquecer que aos 6 minutos ficamos reduzidos a 10 elementos e aos 7 acontece o primeiro golo adversário, factos que mataram o jogo à nascença, conforme reza a crónica do jogo de então. Os 4 golos sofridos doeram, como dói qualquer derrota perante o rival de sempre. Seja como for, não podemos ignorar a caminhada do Sporting até à meia-final, pelo que, em jeito de balanço, vou dar 10 valores à participação do Sporting nesta edição da Taça da Liga.
por Leão Transmontano

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Afinal, cheirou a Carnaval…

Onze cabeçudos...

Nunca gostei do Entrudo. Desde infância que os estalinhos, as serpentinas, os ‘olés’ dos gajos travestidos de sevilhanas e os ‘banhos’ das bisnagas, me irritam. Este ano, suspeito que não vai ser diferente. Resumindo, defino-o como uma época em que (quase) todas as partidas estúpidas têm desculpa. Sim quase, que esta, que o clube que tanto Amo me fez hoje, jamais. Pode até ser Carnaval, mas eu levei muito a mal.

Afinação de pormenor

Não foi na sexta-feira que perdemos o campeonato, assim como não seríamos mais candidatos caso o desfecho do jogo nos tivesse sido favorável, como muito bem poderia ter acontecido. Mas se alguma frustração resulta do jogo de Braga, ela acontece porque foi evidente uma melhoria qualitativa no nosso jogo. Foi essa melhoria que fez muitos pensar que um milagre seria possível ou acalentar a esperança de que o veredicto final poderia ser adiado.

Mas o que há de sustentável nessa melhoria? Foi alcançado um patamar sólido na progressão da equipa, permitindo pensar que não há regresso a um passado indesejado e porém tão próximo? Não consigo responder a estas 2 simples questões sem receio de deixar que a objectividade se deixe iludir pelo desejo que as respostas sejam afirmativas. E a dúvida é legitima, uma vez que faltam ainda as vitórias sempre que o grau de dificuldade sobe. Foi assim contra o Hertha, o U. Leiria e frente ao Braga.

Carvalhal conseguiu devolver alguma auto-estima ao jogo da equipa, fazendo com que esta deixasse de ter medo de si e da própria sombra. Mas a ambição natural e obrigatória num clube da grandeza do Sporting não permite grande satisfação com a obtenção de mínimos. Digamos que Carvalhal conseguiu retocar a pintura, tapando as mazelas e pôr o carro novamente a trabalhar. Mas falta afinar um motor que ainda se engasga, e saber fazê-lo ou não é a dúvida que paira agora sobre o treinador. Por um carro a andar é uma coisa, torná-lo numa máquina de competição é outra bem diferente. É a altura da afinação dos pormenores.

Falta ainda alguma consistência ao nosso jogo, falta-lhe velocidade de execução, falta-lhe profundidade e presença perto da baliza. Com o modelo de jogo estabilizado é hora de perceber se este é o que melhor se adequa e se os seus intérpretes são capazes de o interpretar. Veremos. Não ainda hoje, porque um clássico é sempre um jogo onde o passado e o futuro começam e acabam nos 90 ou 120m de jogo.

Mas os pormenores não são apenas questões técnico-tacticas. Poder contar com o empurrão que por vezes - demasiadas - beneficiam os seus congéneres nos rivais também ajuda. Na Madeira foi ao apito que os azuis acordaram de 30m de um sonho feio, e o Guimarães poderia ter feito sentir o sabor da espada, se o árbitro visse o que fez Chavi Garcia. Um penalty e um jogador a menos costumam fazer a diferença.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Quaresma, Páscoa ou Carnaval


É inaugurada na próxima sexta-feira, com uma visita ao líder do campeonato, uma maratona competitiva que nos fará jogar 2 vezes com o FCPorto, 1 vez com o SLBenfica, 2 vezes com o Everton, tendo pelo meio a recepção à Académica de Villas Boas e saídas a Paços de Ferreira e Olhão, como se pode observar no quadro em anexo.

29 de Jan SCBraga - Sporting - Liga Sagres
2 Fev. - FC Porto-Sporting - Taça de Portugal
6 Fev - Sporting-Académica - Liga Sagres
9 ou 10 Fev - Sporting- Benfica - Taça da Liga
12 Fev Paços de Ferreira-Sporting - Liga Sagres
16 Fev - Everton-Sporting - Liga Europa
21 Fev - Olhanense-Sporting - Liga Sagres
25 Fev - Sporting-Everton - Liga Europa
28 Fev - FC Porto-Sporting - Liga Sagres

É chegada a hora da prova de aferição deste plantel. Uma época que começou mal, fazendo muitos descrer das capacidades colectivas de um grupo que se mantém estável há vários anos consecutivos e do qual se esperava uma outra afirmação. É também uma boa altura para perceber que politica de reforços se segue nesta abertura de mercado. Com um começo de leão, contratando de uma penada Pongolle e João Pereira, os sinais que chegam são de dúvida e hesitação, com a janela de oportunidade prestes a encerrar.

São por isso sintomáticas algumas afirmações de Carvalhal, dando conta da sua indicação de compra de Ruben Micael, da necessidade de agir tão rápido como nas contratações iniciais, e da insuficiência do plantel. Foram recados para dentro ou para fora?

É já dada como certa a contratação de Manuel Fernandes em alguns locais da blogosfera, geralmente bem informados. Aqui vai estar uma oportunidade para os Sportinguistas perceberem finalmente o valor de Adrien...Quaresma era ontem o homem de quem se falava, por troca com Veloso. Hoje é o próprio Mourinho a dizer que ele é bom jogador (a sério?, bom, se ele o diz…) o que ainda contribui para acicatar as especulações de uma possível troca. Que a mim não me seduz -  também não parece seduzir o "cigano" - pelo desequilíbrio que provocaria, a não ser que o mesmo fosse prevenido com nova ida ao mercado. Mas a possibilidade de  empréstimo de um jogador da sua importância muito pouco aliciante. Perder Veloso por uma pipa de massa ainda vá lá…

Com o calendário que temos pela frente, o mês do Carnaval é uma janela de oportunidade para terminar a Quaresma que tem sido a época ou antecipar uma Páscoa quase inevitável. Com o estardalhaço da guerra entre azuis e vermelhos cada vez mais evidente em tudo o que é noticia, seria inteligente ou pelo menos sagaz perceber o que poderíamos nós ganhar com ela.

P.S.- Veremos se a FPF tem força para fazer prevalecer a data de 2 de Fevereiro para a realização do jogo da Taça de Portugal...

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Taça de Portugal - um jogo de memória


Decorreu há minutos o sorteio dos quartos-de-final da Taça de Portugal e este ditou um FCPorto- Sporting a ter lugar já na próxima semana. Sei que o Presidente do Sporting não precisa de conselhos meus mas eu lembro-lhe pelo menos o seu lema de campanha: os sócios têm sempre razão. Aqui está uma boa ocasião para lhe dar dimensão prática. É que, sem precisar de nenhuma sondagem para o corroborar, os sócios e adeptos do Sporting gostariam de ver o seu Presidente em boas companhias, pelo que é desejável que o jogo da próxima semana no dragão fosse o primeiro passo para afirmar uma posição mais firme relativamente aos nossos adversários e às diferenças substanciais que nos separam. Se JEB não o quer fazer por si que o faça pela instituição que representa, que o faça pelo Paulinho. 

P.S.- O Sporting solicitou, antes do sorteio ter lugar, a antecipação do jogo do dia 3, quarta-feira, para o dia anterior, para poder corresponder às exigências do apertado calendário. O FCPorto joga no sábado, pelo que não deveria obstar à sua realização. Alguém quer apostar na decisão que vão tomar?

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Naturalmente, fico Zhang...ado


Num jogo que esteve quase sempre controlado da parte do Sporting, dois erros infantis deram outros tantos golos a um adversário de um escalão inferior que foi a Alvalade disputar o jogo pelo jogo. Se por um lado, Rui Patrício não tem culpa das "batatas" no relvado, Vukcevic não pode perder a bola daquela forma.

Sporting entra em campo com cinco alterações em relação ao onze titular contra o Nacional da Madeira e apenas Matias Fernandez conseguiu "convencer-me". Pareceu-me que o chileno foi o principal dinamizador do ataque sportinguista e esteve na origem do penalty - que o próprio converteu - e apontou o canto que originou o segundo golo do Sporting, apontado por Carriço.

Mas antes do Sporting ter tomado conta da partida - pelo menos até aos minutos finais - o primeiro golo do Mafra resulta de alguma displicência por parte do Sporting que deixou o adversário entrar com alguma facilidade e rematar para o golo do empate.

No final da primeira parte, 3-1 com os golos leoninos a resultarem de lances de bola parada.

A começar o segundo tempo, a uma chouriçada de Vukcevic, Djaló corresponde bem ao acreditar que podia ficar com a bola e faz funcionar novamente o marcador. A partir daqui, acreditei que o Sporting podia partir com facilidade para um resultado bastante confortável. Mas foi o que aconteceu?

A rotação efectuada e os minutos dados a jogadores menos utilizados fizeram sentido em minha opinião já que por exemplo, João Pereira não pode jogar na Liga Europa (será Abel uma verdadeira alternativa?) e com a saída de André Marques para a Grécia, Grimi é o único lateral esquerdo no plantel.

Assumo-me completamente frustrado com a nossa segunda parte. Razões para tal? Se já no primeiro tempo tinha visto pouca atitude competitiva em muitos jogadores, na segunda parte essa pareceu intensificar-se e acrescentando o individualismo de Vukcevic, fiquei quase fora do sério. Nem mesmo o voluntarismo de Postiga me consegui "animar" (n.d.r. Pode não ser avançado para o Sporting, mas também pobre coitado está mesmo com azar).

Aquilo a que assistimos nos últimos minutos é completamente inadmissível. Depois do "azar" de Rui Patrício, reparem na facilidade com que o jogador do Mafra consegue cruzar a bola e o Abel ainda vira as costas ao opositor...

Mais uma vitória, novamente pela margem mínima mas que desta vez me deixa naturalmente zangado...

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Sorteio do Mundial




Dizia antes do sorteio que ficaríamos no grupo do Brasil ou Espanha. ZAS tiro e queda. O único grupo da morte no Mundial, é o nosso, o grupo G: Brasil, Costa do Marfim e Coreia do Norte.

Se continuarmos a jogar o que estamos, dificilmente passaremos a fase de grupos. Caso passemos, atendendo ao grupo nada complicado que a Espanha apanhou, jogaremos em princípio, com eles. Se assim for, seria excelente acabar-lhes com a cagança típica.

Vamos ver o que acontece até lá mas não estou muito confiante...

Restantes grupos:

Grupo A: África do Sul, México, Uruguai, França

Grupo B: Argentina, Nigéria, Coreia Sul, Grécia

Grupo C: Inglaterra, EUA, Argélia, Eslovénia

Grupo D: Alemanha, Austrália, Sérvia, Gana

Grupo E: Holanda, Dinamarca, Japão, Camarões

Grupo F: Itália, Paraguai, Nova Zelândia, Eslováquia

Grupo H: Espanha, Suíça, Honduras, Chile

domingo, 22 de novembro de 2009

Reset please


O primeiro jogo após a entrada de Carvalhal era aguardado com ansiedade. Antes de qualquer transformação táctica era importante avaliar que impacto havia produzido a mudança no ânimo da equipa. O jogo havia de proporcionar um bom exame ao brio dos jogadores.

Foram evidentes as mudanças produzidas na disposição dos jogadores no terreno. À frente da defesa esperada uma linha de 3, com Moutinho, Veloso e Pereirinha tendo por diante Matias, Vuk e Liedson. Não era um 4x3x3 convencional, uma vez que era Pereirinha quem forçava a linha no lado direito, com Matias a jogar por dentro. Veloso perdia protagonismo face ao esquema anterior,demonstrando pouca adaptação à exigência das novas funções. Foi igualmente notória a defesa à zona nos lances de bola parada.

O que ditaram as alterações? O Sporting teve posse de bola, teve oportunidades, teve acutilância. Teve o Grimi do costume, um Polga sempre presente nos lances infelizes e um Liedson invulgarmente perdulário Ao fim de muitos jogos sem oportunidades, estaria ele desabituado? E o que talvez não fosse muito esperado foi um bom golo do Costa, o que elevaria inesperadamente o nível de dificuldade do jogo. De repente o meu sofá perdeu todo o conforto. E foi em desvantagem que fomos para as cabines.

Dez minutos bastaram para repor justiça no marcador. Livre e penalty irrepreensíveis deixam-nos na liderança do marcador. Grimi já estava fora do terreno, no único lugar que merece por agora. Independentemente do seu valor nominal, é evidente que CC tem ali um duro trabalho de recuperação para fazer. Não parece precisar de tanta dedicação a Abel, mais confiante. Postiga entrava para 10, obrigando ao sacrifício de Veloso e Matias para o lado esquerdo. O primeiro havia de ser decisivo e deve ser esse o seu lugar nos próximos tempos.

Desfeita a resistência ficava apenas por responder apenas o volume do resultado. Mas, tal como o golo, seria a imprevista expulsão de Tonel a fazer mossa. Não tanto para o jogo de hoje, mas sobretudo para o próximo fim-de-semana. A dupla Carriço – Polga traz-me más memórias.

Da estreia de Carvalhal ficam-me as dúvidas se teremos matéria humana para esta nova disposição táctica. Confesso que me preocupa pouco o próximo jogo. Pelas suas características, qualquer resultado é possível. Mas está muito trabalho para fazer, muitos processos para consolidar. Como era bom poder fazer um reset e como ele é difícil de fazer em plena competição...

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Andebol: Taça de Portugal sorteio dos 16 avos



Sorteio da final da Taça de Portugal:

Sporting-ABC

FC Porto-Belenenses

Alto Moinho-Liberty São Bernardo

Vitória de Setúbal-Benfica

CD Olhanenses-AD Maria Balaio

Madeira SAD-AC Fafe

Ginásio do Sul ou Marienses-Juventude de Lis

Paço de Arcos-Ginásio de Santo Tirso

Afifense-Modicus

Xico Andebol-Évora AC

Almada-Vela Tavira

Sporting da Horta-Águas Santas

Marítimo-Avanca

CA Leça-FC Infesta

Sismaria-Ac. São Mamede

Alavarium-São Paio de Oleiros


Destaque para o SCP-ABC, que curiosamente será a próxima jornada do Campeonato mas com o anfitrião a ser o ABC, e para o fcp-Belenenses.


Infelizmente, o site da federação não fornece qualquer informação, acerca da data do jogo entre SCP e ABC:

"Os jogos vão decorrer no dia 15 de Novembro de 2009, domingo - excepto para os clubes participantes nas Competições Europeias.

O sorteio dos 1/8 final realizar-se-á no dia 17 de Novembro de 2009, terça-feira, pelas 17h00, no Departamento de Formação – Bairro do Alto da Ajuda – Rua nº 2 – Vivenda nº 246, em Lisboa.

Os jogos dos 1/8 final estão agendados para 01.12.2009."


Sendo assim, o jogo será quando mesmo?

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