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domingo, 13 de junho de 2010

Não haverá Quaresma

Ficou-se a saber hoje que Quaresma ruma à Turquia, mais propriamente ao Besiktas. Nunca imaginei que fosse fácil tê-lo de volta, tendo em conta o preço do passe e seus elevados vencimentos. Mas depois de saber que custou 7 milhões de Euros, menos do que poderemos vir a pagar por Pongolle, talvez esse sonho não fosse assim tão irrealizável. Mas, pelo que se sabe até agora, tudo leva a crer que em Janeiro passado gastamos como se não houvesse amanhã e agora não podemos queixar de amanhã não chegar ninguém… Mas mais lamentável parece ser a opção do “cigano”: a Turquia costuma ser um refúgio dourado para estrelas decadentes, e do Estreito do Bósforo é mais comum a passagem para o anonimato do que para o estrelato.Uma pena para um jogador da sua categoria, se tal vier a suceder!

Falando em reforços, possíveis ou imaginários, não deixa de ser intrigante saber que Costinha foi de férias, precisamente um par de dias após ter declarado que “se um dirigente quiser ter sucesso não pode ter férias nem horários diários definidos". O que me leva a concluir que, a uma semana do inicio dos trabalhos, i) o director desportivo tem os dossiers todos tratados, tendo feito tudo o que estava ao seu alcance, ii) preparou-se para um período decisivo e extenuante, iii) há muito pouco ou nada a fazer na actual conjuntura em Alvalade e o plantel só ficará definido após o Mundial, depois de se saber o que se vende, para depois se saber o que se poderá comprar.

Os próximos dias poderão ser esclarecedores, ou talvez não. Mas não deixo de assinalar que seria uma pena que, precisamente no ano em que a pré-época voltou a ser preparada como dever ser a de uma equipa com ambições, que possa esta possa vir a ser desperdiçada. Que é o que acontecerá, se, no dia 5 de Julho, quando se partir para Evian-les-Bains, não se saiba muito bem quem sai ou quem entra.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Época 2009/2010 - O balanço (II)

CARLOS CARVALHAL E EQUIPA TÉCNICA
O Carlos Carvalhal foi técnico do Sporting? Não me lembro que tenha sido apresentado. Parece que sim. Lembro-me de ver no banco do Sporting um senhor de casaco e gravata ao lado do Lima. Devia ser o Carlos Carvalhal. Portava-se bem. Menos bem só quando depois de ser convidado a continuar na próxima época, e ter recusado, passar todas as semanas a fazer um discurso em que parecia que quase implorava um lugarzinho para continuar no Clube.
Ah! Mas isto não era para analisar Carlos Carvalhal. Era para analisar a equipa técnica de Carlos Carvalhal. Aí tenho de pedir desculpa a quem estivesse a contar com uma análise profunda a toda a equipa técnica, mas muito sinceramente não consigo identificar mais ninguém alem de Carlos Carvalhal e Lima, sem recorrer a arquivos que, agora, não tenho à mão. Penso que andavam pelo fosso do Estádio a tentar encontrar e colar os cacos em que encontraram a equipa quando, pela calada da noite, lhes disseram (só a eles) que faziam parte da equipa técnica do Sporting.
Na verdade o que se podia esperar de uma equipa técnica que os dirigentes tiveram vergonha de apresentar, que recebeu um grupo desorganizado, quer tacticamente quer psicologicamente, onde mal chegou foi confrontada pelo poder de alguns bons jogadores, mas maus profissionais?
A apresentação de Carlos Carvalhal foi o 2º grande erro desta época desportiva. O 1º, e principal, foi Paulo Bento ter iniciado a época 2009/10. Atendendo ao estado anímico em que se encontrava o Sporting, quer a equipa, quer o discurso dos dirigentes, quer a massa apoiante, era fundamental que Carlos Carvalhal fosse apresentado como o futuro treinador campeão pelo Sporting, com contrato a perder de vista, mesmo que redigido para poder acabar, sem encargos, no fim da época. Tinha de haver um discurso muito forte que mobilizasse a nação leonina e empolgasse a equipa. Tinha de ser mostrado à equipa que aquele era “o treinador”, e que os “meninos tinham de se portar com juízo”.Em vez disso foi anunciado, às escondidas, um treinador a prazo, ficando este imediatamente, em inferioridade perante os jogadores. Por tudo isto:
Conselho Directivo pela apresentação de Carlos Carvalhal:  6 valores.
Desempenho de Carlos Carvalhal e adjuntos: 10 valores
Média: 8 valores
A minha tendencia para o 8... Se ajudar alguma coisa,  na próxima época mudo o nick para 18...
por 8

LIGA SAGRES
Falar da candidatura do Sporting ao campeonato nacional 2009/10, agora Liga Sagres, é falar de um nado-morto. Falar da nossa participação é compilar um manual do absurdo, tantos foram os erros inqualificáveis que se acumularam. Os números são reveladores e demolidores: 26 golos sofridos e apenas 46 marcados. Apenas 13 vitórias, 9 empates, e 8 derrotas! E que dizer de zero golos de livre directo e apenas 3 golos de canto? O 4º lugar alcançado no final foi também o lugar mais alto a que se conseguiu guindar em 30 jogos.
Para lá dos números, não posso deixar de assinalar o que hoje é por demais evidente, e que aqui assinalei antecipadamente: a má planificação da época. Esta impunha sérias dificuldades, por um começo antecipado, por via de uma participação armadilhada na Champions League e pela manifesta aposta de tudo ou nada dos nossos adversários mais directos. Ao invés, mereceu descuido e leviandades. A constituição do plantel tem episódios que já constam do anedotário do futebol nacional – Caicedo, Ângulo, desinteresse por Hugo Viana – e como classificar o número insuficiente de jogos de preparação?
A participação na Liga fica assinalada pelo abandono de Paulo Bento, num reconhecimento tácito da sua incapacidade de dar a volta a 3 vitórias, 4 empates e 2 derrotas, em 9 jogos. Neste rol, não podem ser esquecidas as roubalheiras que foram os jogos com o Braga e FCPorto, precisamente as 2 derrotas. Mas também é um facto que nada houve que merecesse referência, fossem as exibições, fossem os resultados. Carvalhal conseguiu inicialmente não só mudar a tendência dos resultados, bem como as exibições. Os seus 6 jogos iniciais equivaleram a 16 pontos, mas a ida a Braga, na sequência do episódio Sá Pinto / Liedson, foi o estertor final. Já quando ninguém esperava, uma vitória por números históricos, ante o então campeão nacional, foi um ligeiro bálsamo para o orgulho leonino.
O melhor que se pode dizer da nossa participação na Liga 2009/10 foi que acabou. Estou convicto que o desfecho não tinha que ser este. Mas para que estes 9 meses não tenham parido uma total inutilidade há que ter aprendido com os erros para que não se repitam. Sem nota, por falta de comparência na maior parte das provas a prestar.
por LdA

LIGA EUROPA
A participação do Sporting nesta primeira edição da Liga Europa teve alguns aspectos positivos, mas deixou no ar a sensação que a nossa marca na competição poderia ter sido um pouco mais ambiciosa. O apuramento foi conseguido por Paulo Bento, e o último jogo da fase de grupos, juntamente com as eliminatórias com o Everton e o Atlético de Madrid ficou a cargo de Carvalhal, que perdeu aqui a oportunidade de, com o campeonato perdido, deixar um legado de sucesso no clube e uma porta aberta para o regresso.
Ao futebol sofrível da fase de grupos, a equipa juntou um pouco mais de qualidade nas eliminatórias, sem, no entanto, nunca deslumbrar. O golo de Miguel Veloso nos últimos minutos do jogo em Liverpool fez com que a equipa e os adeptos pudessem sonhar com voos mais altos, mas tal não se concretizou. O momento memorável do ano veio com a eliminatória com o Atlético de Madrid, que muitos já esperavam desde sorteio de finais de Dezembro. Cinco mil sportinguistas estiveram presentes em Madrid numa quinta-feira à tarde, numa demonstração de força impressionante; um cortejo de três kms pelas ruas velhas de Madrid, a fazer parar o trânsito e a trazer todos às janelas para ver "los portugueses" - e uma homenagem do plantel às vítimas dos atentados de 11 de Março que ficou bem vincada nos espanhóis. Foi isto que me ficou da Liga Europa. Isso, e a imagem de marca deste Sporting, no jogo em Berlim com o Herta: quando já tínhamos a qualificação assegurada, quando podíamos, sem pressão, tentar corrigir um pouco a vergonha de Munique e, pela primeira vez na história, ganhar na Alemanha, perdemos o jogo contra uma equipa que terminou a Bundesliga como lanterna vermelha. A falta de qualidade, ambição e amor próprio da equipa ficou bem patente nesse momento. 12 valores.
por Bruno Martins

TAÇA DE PORTUGAL
Analisando o comportamento da nossa equipa ao longo da última época, constei que a Taça de Portugal acaba por retratar ou estar no “caminho” dos principais momentos do Sporting durante 2009-2010.
Sporting 3 – 0 Penafiel
A contestação à equipa e a Paulo Bento já era uma constante, verificando-se oscilações exibicionais constantes bem como algumas vitórias importantes. No campeonato, o SCP somava já duas derrotas e na Liga Europa contava com duas vitórias em exibições sofríveis (Hereenveen e Hertha de Berlin). Na recepção ao Penafiel, o SCP vinha de um empate caseiro frente ao Belém e arrumou a equipa duriense por três golos sem resposta.Logo depois, a equipa entra numa série de maus resultados (e sobretudo exibições) que culminaram com a saída de Paulo Bento.
Pescadores da Caparica 1 – 4 Sporting
Este foi o primeiro jogo de Carvalhal no banco do Sporting. Durante as semanas anteriores, os sportinguistas manifestaram-se surpreendidos com a escolha da direcção leonina, que recaiu num treinador com um currículo modesto e que acabaria por ser apresentado através de uma pequena entrevista colocada no site do clube.Em relação ao jogo, apesar do adversário ter inaugurado o marcador, um Sporting ainda com pouco tempo de trabalho sobre a alçada do novo treinador pareceu exibir-se com outra dinâmica e com outro tipo de abordagem ao jogo. Nesta altura, apercebíamo-nos que Carvalhal pretendia aplicar um 4x3x3, dar novas funções a Miguel Veloso e Matias Fernandez e dar mais preponderância a jovens como Adrien, Pereirinha e Saleiro. Apesar desta estreia, nos 5 jogos seguintes, o Sporting venceu apenas um jogo, empatou duas vezes e perdeu outras tantas.
Sporting 4 – 3 Mafra
Para mim, foi o jogo da época, pelas piores razões e sem querer tirar qualquer mérito ao jovem chinês Zhang.Numa partida que o Sporting parecia ter completamente controlada e a vencer por 3 bolas de diferença, a descontração e o desleixo de alguns jogadores veio ao de cima e o adversário aproximou-se no marcador e os adeptos criticavam as exibições, neste jogo em particular, Rui Patrício. A vitória calhou ao Sporting mas o pior estava para vi.Na manhã seguinte, os sportinguistas acordam com a notícia dando conta das cenas de pancadaria entre Sá Pinto, então director - desportivo, e o avançado Liedson. Carvalhal havia aparecido na conferência de imprensa completamente combalido e os relatos sobre o sucedido multiplicam-se.Todo este caso deixou a nu os problemas de balneário dentro do Sporting e a fraca capacidade directiva tanto por parte do clube em si como do próprio treinador que cada vez mais confirmava capacidades para preparar uma equipa em termos de treino mas que tinha dificuldades em gerir uma equipa.
FC Porto 5 – 2 Sporting
Depois de perder em Braga para o campeonato, o Sporting é humilhado no Dragão em mais um jogo da série de 7 partidas sem vencer. Além de ter entrado a medo na partida, a nossa equipa parecia desconcentrada permitindo praticamente três golos em outras tantas vezes que o adversário foi à baliza, sem demonstrar capacidade de reacção no momento de atacar a bola e impedir o adversário de finalizar. Pelo meio, Izmailov marca o golo fantástico através de um forte pontapé, dando razão aos que defendiam que ele não devia ser negociado, longe de saber dos episódios que aconteceriam até ao final da época…
A Taça de Portugal espelha a época do Sporting. É impossível negar que toda a temporada foi mal preparada e que tanto equipas técnicas como estrutura directiva demonstraram incapacidade para gerir o nosso grupo de trabalho que por sua vez é composto por jogadores de temperamento difícil e elementos que acumulam comportamentos pouco profissionais, privilegiando o individualismo e demonstrando, em minha opinião, uma posição de desrespeito pelo peso institucional de um clube centenário como o Sporting Clube de Portugal.
por Hugo Malcato

TAÇA DA LIGA
A taça da liga é uma competição que ainda não está suficientemente solidificada no panorama futebolístico nacional. Talvez por isso, a maioria dos adeptos encare a competição sem grande entusiasmo e com alguma indiferença, estilo, não aquece, nem arrefece, o importante é o campeonato.
A partir das meias-finais, esta competição ganha necessariamente outra importância, porque a probabilidade de existir um derby ou um clássico é quase certa. Como esses são jogos que ninguém quer perder, a competição ganha outra importância e estatuto à medida que o calendário avança. Foi o que sucedeu nesta terceira edição. Houve derby nas meias finais e clássico na final.
Importa salientar que o Sporting teve sempre um comportamento digno em todas as edições da Carlsberg Cup, facto que sustenta a velha máxima de entrar em todos os jogos e competições para vencer. Não subestimar a competição é meio caminho andado para lhe dar o estatuto e a solidez necessária à sua afirmação no calendário futebolístico nacional. Se há clube grande que sempre prestigiou esta competição, foi o Sporting Clube de Portugal, ao contrário dos seus pares. A Liga Portuguesa de Futebol, deveria portanto ter mais respeito pelo Sporting, coibindo-se o seu Presidente de prestar declarações infelizes, tanto nesta como na edição anterior, em função dos constantes erros de arbitragem com que o nosso Clube tem sido brindado. Recorde-se que na época passada, fomos escandalosamente prejudicados e a competição ficou ferida de morte nessa época.
Mas é sobre esta época que agora estamos a fazer o balanço da participação do Sporting nesta competição.  Após uma excelente caminhada na fase de grupos, com 3 vitorias sobre Braga, Leiria e Trofense, estas duas ultimas fora de casa, a meia-final ditou um derby entre Sporting e Benfica, presenciado em Alvalade por 30.081 espectadores, provavelmente o derby com menos público nas bancadas.
Copiosamente derrotado pelo rival, não nos podemos esquecer que aos 6 minutos ficamos reduzidos a 10 elementos e aos 7 acontece o primeiro golo adversário, factos que mataram o jogo à nascença, conforme reza a crónica do jogo de então. Os 4 golos sofridos doeram, como dói qualquer derrota perante o rival de sempre. Seja como for, não podemos ignorar a caminhada do Sporting até à meia-final, pelo que, em jeito de balanço, vou dar 10 valores à participação do Sporting nesta edição da Taça da Liga.
por Leão Transmontano

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Época 2009/2010 - O balanço (I)

A SAD
O que dizer de uma SAD que, após um seu funcionário afirmar que aí se manteve quatro meses a mais, batendo logo de seguida com a porta, derruba praticamente todo o seu edifício e deixa a respectiva cúpula chorosa e como que abandonada?

Há quem afirme que a SAD do SCP tombou de forma temporã, podendo, esse facto, ter contribuído decisivamente para a pior época de que à memória, mas há, também, quem defenda que já caiu de podre. Pode parecer paradoxal, mas eu admito ambos os diagnósticos. Explico-me: se caiu cedo na época dando azo a tamanha instabilidade, a verdade é que uma estrutura profissional, que supostamente deveria ser de excelência e que prometera, pouco antes de cair, elevada solidez consolidada na longa experiência da maioria dos seus membros, jamais poderia revelar-se tão dependente das decisões de apenas uma pessoa, por maior importância que essa pessoa, o seu responsável técnico principal, efectivamente detivesse. Ora, posto isto, julgo ser coerente concluir-se que tais membros nunca deveriam ter assumido o comando do ‘negócio’ futebol… No mínimo por manifesta falta de auto-confiança, de estofo, mas ainda mais por falta de pró-actividade e até, por que não dizê-lo, por falta de coragem e esbanjamento da dita ‘experiência’. Basta verificar a ausência de rumo, de uma qualquer estratégia, a indecifrável politica de contratações e a lastimosa gestão do plantel, para confirmar o veredicto da frase anterior.

E depois do desmoronamento? Bem, depois foi ao ritmo do forrobodó que se iniciou a ‘reconstrução’ dos fracos alicerces, numa dança de cadeiras com o irrequieto Salema, ‘Le Garçon’, a protagonizar o papel de bailarino principal. Pelo aspecto físico, ninguém lhe adivinharia tamanhas valências, mas se é certo que o homem é cheio de ‘formosura’, também não se lhe pode negar o jeitinho que tem para se mexer e manter permanentemente dentro daquele ‘Sádico’ palco, ao qual, nem cenas de violência ‘hard-core’ faltaram.

Concluindo, os resultados que a SAD produziu na época finda revelam-se muito pouco, para não dizer nada, leoninos: uma autentica perda de tempo, com ausência de títulos, espectáculo e notória redução do seu valor patrimonial. Mas a preocupação mor dos seus gestores de topo, talvez surja quando forem divulgados os (verdadeiros?) prejuízos económico-financeiros. Até lá, alegremo-nos com o “estamos mais fortes que nunca!” bradado aos Céus por um histriónico líder da SAD em vésperas de onze miúdos da Academia se alimentarem de hóstias ministradas pela própria mão de Bento (o XVI, não o I que já não foi a tempo, tão pouco o II que ainda não chegara…).O que se seguirá? É uma incógnita, mas já o velho ditado pronuncia que o futuro a Deus (dos agentes) pertence… Haja, então, como é q lhe chamam?… Fé! É isso.

CLASSIFICAÇÃO – A vontade era atribuir uma nota abaixo de zero, mas dada a sua impossibilidade dou um 4, para incentivar o Costinha a ‘orar’ muito (e bem) ao seu ‘Deus’…
por Virgílio 
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EQUIPA TÉCNICA DE PAULO BENTO
Pré-época & Liga dos Campeões
Iniciámos a época com um técnico tremendamente desgastado, não só pelo facto de ser o único a dar a cara pelo SCP pois a Direcção evitava fazê-lo, como principalmente, pela fraquíssima qualidade do futebol praticado. Tudo isto já vinha de trás, ou seja, de campeonato(s) anterior(es). Ao contrário do próprio, não acho que ele tenha ficado apenas 4 meses a mais pois há muito que era favorável à sua saída.
Numa pré-época marcada por apenas(!!!) 4 jogos, sendo que um deles foi com o At. Cacém onde se averbou a única vitória,  contratações simplesmente incompreensíveis, fosse pela qualidade do jogador (Caicedo), pelo timing da mesma (Angulo) ou ainda por nenhuma delas visar colmatar as principais lacunas do plantel - defesa especialmente as laterais - o SCP discutiu o acesso à LC com a Fiorentina, averbando dois empates: 2-2 em casa (com uma péssima arbitragem a favorecer a Fiore) e 1-1 fora, valendo a regra dos golos fora, sendo por isso relegado para a Liga Europa.

Liga Europa
Foi nesta competição que Paulo Bento efectuou o seu último jogo ao comando do SCP. No dia 5 Novembro, o SCP defrontou em casa o Ventspils, não indo além de um empate a 1, estando a perder. Apesar de ter deixado a equipa quase apurada, as dificuldades sentidas para ganhar jogos contra adversários nitidamente inferiores e o agoniante futebol praticado, deixaram-nos à beira de um ataque cardíaco.

Taça de Portugal
Vitória contra o Penafiel por 3-0.

Campeonato Nacional
Paulo Bento quando deixou o SCP, tinha realizado 9 jogos, deixando a equipa no 7º lugar com 13 pontos em 9 jogos (3V-4E-2D) e com 10 golos marcados e 8 sofridos.Desde a 2ª jornada que, matematicamente, não dependíamos de nós para alcançar o título nacional, após o empate forasteiro com o Nacional e derrota caseira com o Braga, equipa que tinha ganho o seu jogo inaugural contra a Académica.

Avaliação - Nota 0
Péssima avaliação dos lugares a reforçar, e para tal o dinheiro não serve de desculpa pois foi dito que a defesa não necessitava de reajustes, exibições paupérrimas, erros recorrentes, discurso desculpabilizante - sacudindo a água do capote - e responsabilizando sistematicamente os jogadores, ausência de resultados, tirando a Liga Europa. Foi este o legado que nos deixou esta época.  Saudades do Paulo Bento? Como treinador, não!
PS: Sob a batuta de Paulo Bento, estivemos 4 jogos seguidos para o campeonato sem ganhar, entre a 6ª e 9ª jornada: (FC Porto 1-0 Sporting, Sporting 0-0 Belenenses,V. Guimarães 1-1 Sporting, Sporting 1-1 Marítimo). 
por JVL

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PLANTEL
Falar do plantel do Sporting da época que agora termina é passar em revista todos os problemas do clube. Tomando como referência o número de jogos efectuados por cada jogador o nosso onze típico seria:

Rui Patrício (30 jogos)
Abel (18 jogos)
Carriço (25 jogos)
Tonel (23 jogos)
Grimi (20 jogos)
M. Veloso (25 jogos)
J. Moutinho (28 jogos)
M. Fernandez (28 jogos)
H. Postiga (22 jogos)
Liedson (28 jogos)
Y. D’jálo (18 jogos)

A primeira constatação que faço é que este onze nunca jogou, o que revela uma das características que ajudou a uma época desastrosa, instabilidade. No início da época o plantel foi mais remendado do que reforçado e por essa razão não é de estranhar que o único reforço da época com lugar nesta lista seja Matias Fernandez. De Angulo e Caicedo já ninguém se lembra, de Pongolle esperamos uma lembrança no futuro, André Marques teve guia de marcha para crescer, João Pereira e Pedro Mendes deram um pouco mais de consistência mas não transformaram a equipa.

O destaque acaba por ser Saleiro de todos os reforços aquele que mais cumpriu com a sua tarefa e revelou-se um jogador de grande utilidade e valor como Joker e tapa-buracos de lesões e castigos, pagando com golos.

A segunda constatação que faço é, onde estão as referências desta equipa? Onde estão Polga, Izmailov, Caneira e Vukcevic? Todos eles têm menos de 15 jogos. Por diferentes razões (lesões, castigos, opção técnica) todos estiveram longe da decisão, todos passaram ao lado da época deixando a equipa numa deriva fatal. Os nomes que aparecem imediatamente após estes onze são Saleiro e Pereirinha (ambos com 17 jogos) só depois surge Polga com 15, Vukcevic com 14 e Izmailov com 13. Pouco, muito pouco para quem consome grande parte do orçamento disponível.

A terceira constatação, é a mais difícil de escrever, a qualidade do onze justifica um ano tão desastroso? Não, apesar de todas as culpas que possam imputar a terceiros não se livram da responsabilidade de terem feito um trabalho muito abaixo das suas reais capacidades. Nunca mostraram em campo aquilo de disseram aos microfones, nunca foram solidários, nunca tiveram concentração competitiva, nunca se superaram como grupo, nunca foram ambiciosos. É para mim a parte mais desastrosa da época ver todo o talento ali presente desperdiçado sem reacção.

Para finalizar uma análise por sectores. Na defesa não consigo reconhecer um líder, Tonel tem capacidades mas faltam-lhe as qualidades, Carriço cresce mas ainda não se impõe, Patrício mostrou evolução mas continua ter erros de principiante que têm de ser castigados com o banco principalmente quando se repetem e há mais dois colegas que trabalham tanto como ele. Abel já foi e Grimi nunca será… Reforços precisam-se

Meio campo, o sector mais forte da equipa e de quem nós tanto esperávamos, Veloso foi pau para toda a obra, defesa esquerdo, médio defensivo, interior e extremo esquerdo e interior direito, com tanta voltinha aprendeu a marcar golos. Moutinho acompanha o seu amigo no carrossel de posições e talvez por já o fazer há mais anos esteve pior do que o normal mas não se vislumbra quem faça melhor. Mátias é a surpresa, 28 jogos, é muito mais do que eu diria que ele jogou e se tivesse baseado esta equipa em minutos de certeza que percebia a razão, alguém se lembra de um jogo completo do Matias? Eu também não. Estabilidade precisa-se.

Ataque, quando uma equipa que joga em 4-4-2 só tem 3 jogadores do meio campo com mais de 18 jogos algo correu mal. No ataque passa-se o contrário, é Liedson e sus muchachos. Tanto experimentaram que Liedson nunca teve sossego ou um amigo fiel, mas três mosqu(i)eteiros que zumbiram à sua volta e que no que se refere a poder de finalização e golos pouco acrescentam. Remates precisam-se.

Avaliação global - 7,5 valores. Com o conselho para este grupo se candidatar às novas oportunidades.
por LMGM

PS: decidimos fazer uma avaliação conjunta da  época 2009/10, com quando um dos editores a responsabilizar-se por um tema. A avaliação incidirá sobre os 3 agora editados, a SAD, a equipa técnica de Paulo Bento e o plantel, seguindo-se a equipa técnica de Carvalhal, e a participação nas competições Liga Sagres, Liga Europa, Taça da Liga e Taça de Portugal. Fica à vossa disposição a caixa de comentários.

sábado, 8 de maio de 2010

Fim!!!





Finalmente chegou ao fim a época 2009/2010. Como diz o povo, esse mesmo do tempo de Marco Aurélio, “não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe”.

O que fazer com ela? Gravar, ou apagar? Para esquecer ou para lembrar?

Pelo Sporting Clube de Portugal, instituição que está acima de todos nós, pelos milhares de atletas que nas várias modalidades serviram este clube com honra, com dignidade, com esforço, devoção, dedicação e glória, pelos milhares de sócios e adeptos espalhados pelos quatro cantos do mundo, pelos valores, pela crença, pelos ideais leoninos, pela história, pelo futuro, será bom que se retire a devida lição, para que na próxima época não se continue a matar o Sporting Clube de Portugal.

Gravar ou apagar?

Julgo que a interrogação é geral: o que fazer com época que agora termina? Apagá-la definitivamente da nossa memória ou guardá-la para memória futura? É que se é importante que os erros cometidos não se repitam não deixa de ser verdade que alguns deles foram tão absurdos e improváveis que não é preciso nenhum manual para perceber que nunca deveriam ser cometidos. Nesse sentido, parece-me que até nesse aspecto esta época foi uma perda de tempo, pouco ou nada se podendo retirar de positivo. Daí o meu veredicto: apague-se todo e qualquer registo, como se de um grafitti feio num belo monumento se tratasse.
 

terça-feira, 13 de abril de 2010

Pouco, muito pouco

Primeira parte a dominar completamente o jogo, fazendo de Patrício mais um dos muitos espectadores a assistir ao jogo. No entanto raras vezes o Sporting conseguiu estender o seu domínio até à baliza do adversário, faltando comprimento ao seu futebol.

Na segunda parte deu a sensação de que não subiram os onze ao relvado. A entrada de Aimar mudou o cariz do jogo, com o Sporting a não conseguir ligar a construção dos lances, permitindo por isso o retorno da confiança do adversário. Com tanto tempo para jogar custou-me ver escorrer o tempo sem que do campo ou do banco viessem as necessárias rectificações, reagindo apenas quando era tarde demais, após sofrer o golo inicial. Não gostei.

João Ferreira fez aquilo que sabe. A entrada de Luisão, com o jogo parado, visando evitar a reposição rápida da bola, só não é vermelho porque não dava jeito nenhum.

Não é mais um, é o derby!

Já foram escritos verdadeiros rios de tinta sobre o derby do futebol nacional, pelo que pouco ou nada poderá ser escrito de verdadeiramente novo quando se joga o 282º o episódio da saga mais popular do futebol português.  É sabido por todos que este não é mais um derby. É o derby, porque, apesar da história que o antecede, o próximo é sempre o mais importante, é o resultado desse jogo que marcará as memórias e ditará o teor das conversas, até que outro suceda e lhe tome o lugar. Por isso tem pouca importância o lugar que cada um ocupa e o seu trajecto ao longo do campeonato, e o resultado final é sempre um grande ponto de interrogação.

Mas as circunstâncias em que o derby sucede não podem ser negligenciadas. A equipa de Jesus é a grande candidata ao título nacional, chega a esse jogo com a moral elevada, mas temperada pela ida a banhos a Liverpool. Talvez por isso Jesus use agora vestes mais humildes ao analisar as dificuldades que a partida de logo encerra, deixando para trás a cagança dos “permenores” tácticos com que julgava ir embrulhar Benitez. Veio de lá embrulhado e com 4 lacinhos dourados, a condizer com a arrogância quase generalizada com que o “a melhor equipa do Universo  e quiçá de todo o Mundo” abordou o jogo.

Do nosso lado pareceu-me excessivamente humilde a forma como Carvalhal abordou o derby, falando de capacidade de sofrimento. Compreendo-o, face a toda a pedra que teve que partir para fazer o seu caminho, mas preferiria uma abordagem mais “à Sporting”: p.ex. “não temos nada a temer, apenas um 3 pontos a perder e um jogo grande para desfrutar e ganhar, como nos compete”.  Obviamente que Carvalhal também sentirá que foram dados trunfos ao adversário, ao permitir este estranho adiamento, que atirou um derby para uma terça-feira e que deu 10 dias de “férias” ao plantel. Mas há vantagens: não poderão ser invocadas as desculpas de cansaço que serviram de cortina de fumo para os 4 de Liverpool, e não estou a falar dos Beatles. Para lá de considerações tácticas, sempre importantes, penso que este detalhe poderá ser importante: férias e atitude competitiva são conjunturas que não costumam rimar, por isso me parece muito importante a forma como o Sporting abordará os momentos iniciais da partida.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Não houve casos, apareceu o futebol

O Sporting fez hoje uma descida tranquila do Rio Ave. E se pareceu fácil, como tanto se esforçou em salientar o comentador Sport TV, é porque tudo fez para tornar o jogo fácil. Controlou o jogo, controlou o adversário e sempre que acelerou o jogo conseguiu os golos. A ausência de casos nos momentos que antecederam o jogo ajudou certamente à forma concentrada como a equipa abordou o jogo.

Se o triunfo se deveu ao colectivo, é mais que justa a menção a Yanick Djaló. “Este” Yanick que, apesar das lesões e consequente intermitência, superou a sua marca pessoal de golos marcados na Liga, é o Djaló que ameaçava mas não concretizava. Hoje teve um jogo exemplar coroado com um golo monumental. Mérito inteirinho para Carvalhal que, em pouco tempo, percebeu as características e faculdades do nosso 20. Não será apenas em alguns sectores da bancada que o técnico deixará saudades, aposto.

Faço também uma referência a Hélder Postiga. Um avançado vive dos golos, é verdade, mas vale também pelo que joga e faz jogar. Não foi certamente por jogar como jogou hoje que saiu da equipa.

Criminoso o vermelho a Izmailov. Já se joga o derby que, de forma incompreensível, permitimos o adiamento. Duvido que a equipa técnica tivesse sido consultada. Chegaremos a esse jogo com 10 dias de intervalo, enfrentando um adversário moralizado e embalado. Veremos…

sexta-feira, 19 de março de 2010

O Leão ficou sem jantar…

Foto: maisfutebol.pt




Fez ontem 46 anos que o Sporting clube de Portugal ‘virou’ uma eliminatória perante o colosso Manchester United, numa época em que o clube inglês tinha, ao seu serviço, dos melhores jogadores mundiais e, em consequência, constituía uma das formações europeias mais potentes. E não o fez de uma forma qualquer, fê-lo de goleada.

Mas, é sabido que para que tal feito histórico pudesse suceder, o conjunto de técnicos e plantel do SCP mentalizou-se e uniu-se em torno de um objectivo maior e os nossos dirigentes souberam dar-lhes as condições para que o pudessem alcançar.

Ora ontem, nada disso se passou. O que se passou, aliás, o que se tem passado durante toda esta temporada, melhor ainda, o que se vem repetindo amiúde e tende a eternizar-se, época após época, é que o SCP começa a perder, neste caso a ser eliminado, ainda antes dos noventa minutos dos encontros se iniciarem.

Mesmo quando (aparentemente) estariam reunidas todas as condições para nos apurarmos para os quartos-de-final da Liga Europa, com a equipa a atravessar um bom momento, com um jogo em Madrid disputado em circunstâncias muito difíceis obtendo uma performance heróica, com um adversário acessível, com uma enchente no Estádio de Alvalade como há muito não se registava e uma ‘onda’ verde de renovada esperança entre os seus adeptos, eis que, invariavelmente, algo de pernicioso acontece. Desta feita, mais um caso de indisciplina despoletada na pior altura (não há altura boas, mas…) e logo tendo como intérprete um dos atletas mais insuspeitos…

O início trapalhão do jogo na noite desta quinta-feira protagonizado pelo Sporting, não se coaduna, em nada, com a confiança que os jogadores vinham revelando e não me custa a perceber que o que se passou no seu preâmbulo tenha contribuído para esse facto. O golo a seco, acentuou ainda mais o latente nervosismo.

Saleiro e Liedson ainda se encarregaram de empatar o encontro, mas logo depois a remendada defesa do Sporting permitiu um dos golos mais fáceis da carreira do Kun Aguero. Um golo ridiculamente fácil…

O dois a dois surgiu na altura ideal, à beira do intervalo (foi mesmo Polga o responsável?), mas nem isso permitiu recuperar o bom futebol que os jogadores leoninos vinham evidenciando. Para a segunda parte cresciam legitimas esperanças de todos nós noutro ‘volte-face’, mas De Gea evitou nova celebração a Saleiro e a cabeçada de Pereirinha às malhas laterais, indiciavam a falta de sorte e clarividência que existiram à 46 anos atrás e que ontem estiveram ausentes.

Face a isto, não é de estranhar a eliminação do Sporting às mãos de mais um clube que sentimos estar perfeitamente ao nosso alcance… Como em tantas e tantas outras ocasiões do passado. Dois empates e uma eliminação europeia: assim termina a famigerada época futebolística 2009/2010. Agora, temos no futuro próximo mais uma ‘novela’ para gerir e uma nova época a preparar… de preferência convenientemente.

Quero enviar um grande abraço solidário e amigo ao JG que à distância sofreu enormemente (nem consigo imaginar o quanto…), sempre pendente dos sms que atravessavam o atlântico com as notícias originárias deste nosso pequeno ‘rectângulo’ e destino no grande país irmão. Com muita pena minha registei que tais noticias apenas tiveram o nefasto efeito de lhe provocar uma incontornável de apetite. E pronto… foi mais um Leão que ficou sem jantar…

Antes de terminar, permitam-me uma nota pessoal... A noite de ontem foi negra, é certo, no entanto para mim nem tudo foi mau: pela primeira vez tive o meu filhote a sofrer comigo ao longo do jogo e, ao colo, nos últimos momentos… Foi, sem dúvida, uma bela forma dele antecipar o presente do dia do pai e a confirmação de que “o Sporting é o nosso grande Amor”… E podem crer que este sinal dele, vale OURO! Haja esperança, apesar de tudo. Ficam ainda os desejos do “ANorte” de um bom dia a todos os Pais Leões.

domingo, 14 de março de 2010

É disto que o meu povo gosta!

Demolidores, exibição monumental, do tamanho do castelo de Guimarães, foram assim os primeiros minutos de jogo do Sporting. Bons golos, jogadas colectivas envolventes, público on-fire, como deve ter sido liiiindo este jogo hoje em Alvalade. É disto que o meu povo gosta! Tentar minimizar a nossa vitória com o desacerto do adversário é ridículo. Se ele existiu ao nosso bom jogo se deveu. Falar da arbitragem é desonestidade intelectual. E é bom não esquecer que o Guimarães em nada facilitou a nossa tarefa, nem sequer permitindo que o jogo fosse disputado amanhã, mas pagou o "favor" bem caro.

Na 2ª parte a equipa geriu, embora nem sempre bem, a vantagem confortável, acusando também o peso de um jogo difícil e extenuante da passada quinta-feira. Tivesse gerido com melhor critério as saídas para o contra-ataque e o resultado seria gordo. Uma vitória importante, ante um adversário que nos estava à perna. Motivação, confiança e auto-estima em alta a fazer o que nunca havíamos conseguindo nas jornadas anteriores: marcar 2 golos e não sofrer nenhum nos primeiros vinte minutos. Foi uma vitória colectiva a merecer um destaque individual de um jogador muito castigado: ao fazer 5 defesas de grande qualidade na 2ª parte Patrício segurou a vantagem conseguida na metade anterior.

PS: Sabiam que a irmã de Carvalhal é uma Sportinguista ferrenha?

segunda-feira, 8 de março de 2010

A equipa resolve!

O jogo de ontem tem um nome incontornável que é o de Liedson. O destaque é inteiramente merecido. Não há muitos jogadores a consegui-lo, nesta ou em qualquer liga, e a prova disso é que é preciso recuar até à época 2006/07 para se verificar um feito idêntico. E é sintomático que seja preciso recuar precisamente à melhor época dos últimos anos, em que o campeonato ficou à distância de um ponto, numa ponta final em que os jogos eram ganhos com autoridade.

Há porém no jogo de ontem uma nota diferente na proeza de Liedson. Ao contrário de muitos jogos anteriores, em que Liedson do nada cria um golo e a equipa praticamente não existe, (como por exemplo, ante o SLB, na Taça da Liga) quase todos os golos resultaram de jogadas de envolvimento colectivo. Também ao contrário de muitos jogos nesta época e em anteriores, e golos à parte, ontem foi dos melhores jogos de Liedson, no sentido colectivo do termo. E é a esse colectivo que cabe resolver os jogos e não apenas a um jogador. Numa equipa forte os bons jogadores destacam-se com naturalidade e as dificuldades dos menos bons tendem a passar despercebidas. 

O Sporting precisa de um Liedson forte, tal como de um Veloso, Moutinho, etc, mas todos e cada um deles necessitam de uma grande equipa para poderem espalhar a classe que possuem. Sem isso, e por muitos que sejam os destaques individuais, os tão almejados títulos colectivos serão sempre uma miragem.

PS: Há de certeza muitas histórias por contar de grandes mulheres na história do Sporting. Hoje, para elas em particular, uma lembrança especial. E, como não podia deixar de ser, para as que nos visitam, a Tite, a Dina e Ana, as mais regulares aqui, para todas as mulheres Sportinguistas, e para todas em geral, um grande dia!
 

domingo, 7 de março de 2010

Interlúdio a azul


O terceiro adversário de azul vestido e a 3ª vitória consecutiva e todas alcançadas de forma categórica e por número expressivos de golos sem resposta. A inviolabilidade da baliza de Patrício. Um penalty por marcar, um golo mal anulado. A estreia ao poker de Liedson no Sporting, o regresso desse número mágico à I Liga, depois de Carlos Bueno, também do Sporting, na ida época de 2006/07. A maior vitória também desde 2006/07. A tristeza de Carvalhal no flash-interview, “sou apenas treinador, existem pessoas na estrutura do clube para o fazer se quiserem”. Ah,os calções do Atletic são azuis…

PS: Porque não jogou o Sporting com o seu lindo equipamento habitual, ou com a bonita camisola Stromp?

domingo, 28 de fevereiro de 2010

É para jogar bem!



A poucas horas do clássico são pouco importantes as palavras. À equipa do Sporting peço apenas que jogue o que sabe, que jogue o que está ao seu alcance. E se o fizer estará meio resultado feito. O resto ficará a cargo dos factores aleatórios de qualquer modalidade desportiva. Tendo em conta a importância do jogo na decisão da Liga Sagres, esperemos que não haja qualquer manobra para inclinar o campo. Poucos têm sido os jogos com o adversário de logo em que isso não tem acontecido. Para melhor oportunidade ficará a análise à convocatória para o jogo de logo.

Não termino sem deixar a excelente sugestão do nosso leitor Nastase, que muito nos honra. Provavelmente já não a tempo do jogo de logo, mas muito pertinente, por estar relacionado com um esquecimento muito comum entre os Sportingistas:O Sporting é de Portugal e do mundo inteiro, onde existem Sportinguistas e não apenas de um bairro ou cidade.

Já se sabe que num clássico desses, tem vindo a ser cantado de forma recorrente o "Cheira bem, Cheira a Lisboa". Eu não sou de Lisboa. Uns 60Km mais a Norte. Apesar de ser uma cidade que trago no coração, não me revejo nesse cântico pois o Sporting, como toda a gente sabe, é de Portugal.

Por isso gostaria de sugerir uma nova letra para ser cantada sobre a mesma melodia:

Uns Leões de vitórias esfomeados,
Cheira bem, cheira ao Sporting!
Uma história de glória centenária,
Cheira bem, cheira ao Sporting

Do Futebol, basquetebol ao hóquei!
Andebol, atletismo ou futsal!
Cheira bem porque é o Sporting,
O Sporting Clube de Portugal!

Pode parecer pouco mas julgo que este seria um bom incentivo para nos apropriarmos de uma melodia muito conhecida e relembrar às pessoas que o Sporting é, de facto, um Clube de Portugal! O único com o nome da nação!

Pedro Anastácio aka Nastase
Sócio nº 61.107

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Vitaminas

Costinha é o novo director desportivo, o Sporting alcança os oitavos-de-final da liga Europa e Izmailov permanece em Alvalade. 3 boas noticias, ocorridas num espaço de 24 horas, uma quebra numa fastidiosa rotina de desapontamento e frustrações. Uma recarga vitaminica na auto-estima a verde-e-branco.

A escolha de Costinha colheu de surpresa a nação verde-e-branca, - não o “ANortedeAlvalade” – mas, observando a reacção geral, está longe de ter sido decepcionante. Tem a vantagem de não ter anti-corpos em Alvalade, de ser uma opção pessoal de ingresso no clube do seu coração de um profissional bem reputado e titulado. A missão está longe de ser fácil, como sugerem os rápidos carimbos de “homem de Jorge Mendes” ou outros que se atiraram para lançar a dúvida. É também a prova que o lugar era apetecível para muitos. Voltaremos seguramente a falar de Costinha, mas esta é a hora de ratificar ou rejeitar a escolha. Eu escolho a primeira, pela adequação do perfil. O sucesso, esse está muito mais dependente do que se passará acima dele do que do seu desempenho, embora este seja importante.

A passagem aos oitavos-de-final não pode ser considerada uma grande surpresa, face ao resultado e o que se viu em Liverpool, mas o mesmo não se dirá da forma categórica como foi alcançado. Um merecido prémio para o grupo de trabalho de Carvalhal e para os adeptos. E também, convém dizer, um severo castigo para Moyes e seus boys e para a forma como menosprezaram o valor do Sporting. A postura era inequívoca: julgaram que quem mal consegue rematar em 90m à baliza do Paços ou Olhanense muito menos seria contra eles, acabados de obter triunfos moralizadores sobre dois dos Big Five da League. Acontece que o Everton tanto tentou arrefecer o jogo que acabou por ficar congelado sem conseguir depois reagir. Tivemos pelo menos o mérito de não desperdiçar a oportunidade.

Por fim Izmailov. É minha opinião que se trata de um bom jogador que, no entanto, sofre de demasiadas intermitências, não sendo a sua influência tão intensa como a sua qualidade e a nossa necessidade fariam supor. Não é um extremo como muitas vezes se lhe pede, mas é um bom oficial de ligação do meio-campo com o ataque, como se viu quinta-feira. As suas movimentações pelo interior são essenciais quando não se pode ou não se consegue carrilar o jogo pelas laterais. A sua escolha pela permanência, em detrimento de um saco mensal de petrorublos e o regresso ao clube de formação e do coração, indicam que o pequeno Czar acredita no Sporting. Isto é, se não se foi pelo dinheiro é porque acredita que desportivamente vêm aí bons tempos. Oxalá!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Morto à nascença

3 milhões de cabeçadas na parede não é penitência suficiente para a atitude irreflectida de João Pereira. Talvez agora perceba à própria custa como é pesada a camisola do Sporting, e que não se pode fazer com ela o que é permitida a outras. Mesmo que Tiago diga outras tantas vezes “palhaço” não conseguirá mais do que insultar quem escolheu essa difícil profissão de fazer rir os outros, se elas forem dirigidas ao artista do apito Olegário e ao seu amigo com nome de circo.

O resto é um jogo que não será lembrado pelos seus primores técnicos ou tácticos. E em que a atitude dos jogadores perante a adversidade não merece qualquer reparo. A jogar assim teria sido difícil perder alguns dos jogos que acabaram por nos afastar paulatinamente de tudo o que tínhamos para vencer.

Há vida para além do deficit



Salvar a época? Tudo ou nada? Grande teste para Carvalhal? O Sporting joga a época?
Esta visão catastrofista está longe de representar a realidade, mas é que hoje é expressa na maioria da comunicação social. A época está perdida há muito e não é uma taça de uma competição sem expressão que permitirá salvar o quer que seja. É porém a visão que mais interessa ao nosso adversário, de forma a que a pressão de “a vitória ou o fim” seja mais um jogador do seu lado do campo e do lado de fora, durante o jogo. É “apenas” mais um derby e como tal não espero outro resultado que não a vitória.

Há contudo vida para lá desta época deficitária. E é essa que deve estar na linha do horizonte. Que os Sportinguistas saibam perceber isso, porque é com todos que ela terá que ser construída.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Pare, escute e olhe!

 
Os tempos difíceis que se vivem no Sporting deveriam convidar à reflexão, quanto mais não fosse para que os erros cometidos, e que nos arrastaram para este momento terrível, não voltassem a ser repetidos. Mas os adeptos, que agem instintivamente e com o coração (muito maltratado, diga-se) perto da boca, preferem atirar em todas as direcções, sendo comum, nestas alturas, colocar em causa a categoria dos jogadores e/ou o seu profissionalismo. Como também por vezes sou tentado a reagir de igual forma, mas não conheci ainda nenhum jogador que perdesse de propósito, questiono-me. Não são eles afinal tão vítimas como nós da falta de rigor e de planeamento que grassa em Alvalade? O divórcio litigioso que ameaça romper a ligação entre equipa e adeptos merece reflexão.

Censurar os adeptos é também mais fácil que os tentar compreender. Não foi isto que lhes prometeram, mas isto é infelizmente o Sporting de hoje. Mas deixar que o desespero que a situação suscita tolde o raciocínio não é seguramente o melhor caminho para nos tornarmos mais fortes. Por isso deixo hoje 2 chamadas de atenção feitas em dois espaços da minha preferência, o 442 e a Bancada Nova.

"Saberá José Eduardo Bettencourt que o Sporting alinhou ontem com uma média etária de aproximadamente 26 anos?

Para gáudio e tranquilidade de uma ampla corrente de opinião, o leão recebeu a Académica com apenas dois produtos da academia no onze inicial. Um deles (R Patrício) ofereceu o primeiro golo ao adversário num frango inaceitável a este nível; o outro (J Moutinho, hoje com 23 anos e quase 250 jogos na equipa principal) repôs a igualdade ao romper na zona do ponta-de-lança.

Da linha titular, no entanto, constavam os 11 milhões de euros (Pongolle + J Pereira + P Mendes) que transformaram o clube no mais gastador da Europa este Inverno, além dos 3,75 milhões da superstar de Verão (Matigol),(...)e ainda os 4 milhões com que o AC Milan enganou uns papalvos em Lisboa (Grimi) ou, por exemplo, os 2 milhões que custou uma perna de Vukcevic(...)

Onze milhões de euros depois, praticamente sem vestígios da academia no onze titular, com uma média de idades de 25,8 anos, com todos os jogadores entre os 23 e os 32 anos, excepto Rui Patrício, com Polga em vez de Carriço, Pedro Mendes em vez de Adrien e Pongolle em vez de Saleiro, o Sporting voltou a perder."

"O que pretendem os jornais ou JEB (ou Salema Garção… ninguém sabe quem manda no clube por estes dias) com esta responsabilização directa dos jogadores pela performance desportiva do clube? Aligeirar a responsabilidade da culpa dirigente, que é TOTAL, no que aconteceu esta temporada. Senão vejamos:

1. PB4EVER – esta é a primeira declaração da actual “estrutura dirigente”. Uma declaração que o próprio PB, 4 meses depois, veio dizer que era emocionalmente (por oposição a racionalmente) motivada e, no fim de contas, errada. Um ciclo que deveria ter acabado antes do princípio da época foi alongado por este presidente. Culpa dos jogadores?

2. Estruturação da época – 4 jogos de preparação, contratação de jogadores para o lugar de futuros dispensados antes das dispensas efectivamente terem sido concretizadas, rábula da tentativa gorada de venda de MV24 e dispensa de Rochemback. Culpa dos jogadores?

3. Esgotamento da capacidade técnica da equipa, incapacidade de proporcionar um único jogo aprazível para a massa adepta qualquer fosse o adversário, mínimos históricos no arranque da época. Culpa dos jogadores?

4. Conferência de imprensa de saída de PB, choro convulsivo do presidente, vaticínio de que os sportinguistas terão muitas saudades e não merecem alguém como PB, guerrilhas internas, ameaças de expulsão de associados, ameaças físicas a um associado, assumpção da inexistência de um plano alternativo àquele que havia sido (erradamente) delineado no princípio da época. Culpa dos jogadores?

5. Saída em bloco da estrutura dirigente do futebol – MRT-Barbosa – que era também o suporte ideológico de JEB e cuja cumplicidade foi determinante no avanço da sua candidatura e na sua vitória eleitoral, com a assumpção de um projecto terminado e falhado. Culpa dos jogadores?

6. Desaparecimento público da estrutura dirigente, tentativa gorada de contratar um treinador (que hoje é adversário), contrato por 6 meses com o actual treinador, apresentação pública da contratação de CC feita com uma vergonha que questionava à partida a sua legitimidade para conduzir os destinos do clube. Culpa dos jogadores?

7. Dispensa de dois jogadores (Caicedo e Angulo) contratados no início da temporada e apresentados como mais-valias para o clube. Culpa dos jogadores?

8. Gastos na ordem dos €11M – tornando o Sporting no clube que mais gastou neste mercado de inverno – quando os objectivos passíveis de se atingir, de forma realista, se deveriam reduzir a duas taças, uma das quais de pouca importância. Culpa dos jogadores?

9. Confrontos físicos entre o jogador mais bem pago do clube e o Director de Futebol, posterior demissão deste – tudo em ausência do presidente – após uma vitória sobre o clube com que se partilhava o 4º lugar. Culpa dos jogadores?

10. Derrota histórica com um presidente de férias no Brasil e uma estrutura dirigente reduzida a Pedro Mil Homens e(?) Salema Garção, em dias posteriores à divulgação de escutas que denigrem o actual presidente nas palavras de Pinto da Costa. Culpa dos jogadores?

11. Proposta de revolução de balneário sem que exista uma cúpula dirigente visível ou sequer imaginável, sem que se saiba que será o próximo treinador, em dia de jogo. Culpa dos jogadores?

E estou a ser simpático ao não falar das inúmeras outras ocasiões (como a da invasão da Academia à pedrada e a recente rábula da troca de bilhetes pela antecipação do jogo da Taça da Liga) em que o comportamento da estrutura dirigente tem sido pouco menos que vergonhoso…

E QUEREM TROCAR OS JOGADORES? Troquem mas é de dirigentes.

Havia condições para os jogadores terem um bom desempenho desportivo? A resposta é NÃO."

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Pesadelo autofágico

Para uma equipa saída de 2 jogos em que viu caducar, num deles com estrondo, as suas possibilidades em 2 competições, começar o jogo a perder com um golo evitável era um cenário proibitivo. Conseguir empatar e voltar a sofrer um golo por uma reincidência infantil de Vukcevic (cresce rapaz…) é imolar em erros individuais uma exibição colectiva que estava longe de merecer tal castigo.

Fazer tudo isto perante uma equipa bem orientada, cuja mais valia reside no colectivo, traçou o destino de mais uma derrota em Alvalade. Para se perceber o nosso momento e o sgnificado desta derrota a Académica conseguiu hoje a sua 1ª vitória fora, quando anteriormente tinha apenas 2 empates. Surreal? De forma nenhuma. O nossos maiores pesadelos são sempre ao vivo e a cores…

Se alguém acha que com assobios durante o jogo isto melhora, não será melhor assobiar mais alto?

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Estamos mais fortes?

Encerra hoje ao fim do dia o mercado de Inverno. A menos que haja uma surpresa de última hora João Pereira, Pongolle e Pedro Mendes corporizam a aspiração de nos termos tornado mais fortes, por terem sido resolvidos algumas das insuficiências do plantel. Será que estamos mesmo melhor preparados para enfrentar os compromissos que restam? Tendo o Sporting gasto uma verba considerável, recorde nos últimos tempos, era bom que assim fosse. Tenho as minhas dúvidas, mesmo sem colocar em causa a valia dos jogadores.

Esta movimentação no mercado fica marcada por uma certa “dislexia”, contratando-se ao contrário das necessidades identificadas como mais prementes. Há um novo lateral-direito quando a lateral-esquerda está muito mais necessitada. Chegou Pedro Mendes quando existem no plantel pelo menos 3 jogadores capazes de executar a sua função, sem esquecer que Polga já fez de 6 na canarinha, ao tempo de Scolari. Fomos buscar Pongolle, de características em todo semelhantes ao que já havia no plantel. Se Carvalhal pretendia mudar para 4x3x3 está visto que terá que ficar para segundas núpcias, se as houver, claro está. 

Não tenho dúvidas que contratamos bons jogadores. São estes que fazem os bons planteis. Estamos mais fortes porque temos mais soluções para o meio campo, porque temos um lateral direito capaz de fazer a linha – mas que já revelou em 2 jogos consecutivos falhas defensivas comprometedoras – e melhoramos com a troca de Caicedo – ainda ontem o vi jogar pelo Málaga e perguntava-me como é possível… -por Pongolle. Mas não vejo em nenhum deles novas soluções para o nosso jogo, que precisa urgentemente de ganhar comprimento e velocidade. Gostava que estivéssemos mais fortes, não que tivéssemos ganho apenas volume.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Domingos, dias santos e feriados

Ainda está para nascer o dia em que uma derrota do Sporting me seja fácil de digerir. E pior ainda quando a “indigestão” vem associada à irritação pelas incidências da partida. No entanto há que deixar bem claro que foi uma derrota imerecida e vendida por alto preço.

Lembram-se daqueles jogos em que o actual treinador do Braga, secundado por Kostadinov, ia 2 vezes à nossa baliza e acabava por ganhar o jogo? Pois foi isso que o jogo de ontem me fez lembrar. Foi sem dúvida um dia de Domingos. E se a eficácia bracarense acabou por ser premiada é também verdade que contou com a ajuda dos santos. Um golo à tabela, num momento em que o jogo estava por definir tornou a tarefa Sportinguista mais difícil. Hoje por hoje a equipa do Braga é das mais difíceis de bater após se apanhar em vantagem. As suas saídas para o ataque são venenosas e não tem vergonha de jogar com todas as linhas atrás da bola, contando com a consistência defensiva da sua linha mais recuada. S. Eduardo foi bem acolitado por S. Rodriguez e Moisés nem precisou de fazer o milagre de dividir as àguas.

O nosso jogo porém poderia ter sido outro. Há mérito do adversário mas também houve demérito nosso. Não me parece que a dupla Liedson – Saleiro (cada vez mais individualista) seja a ideal, nunca se vendo qualquer coordenação entre eles. Com as laterais tapadas tivemos dificuldade em dar profundidade ao jogo, não havendo quem, ao meio e pelo interior, fizesse a ligação do jogo. Isto sem desmerecer o enorme jogo de Moutinho, que deixou em Braga pormenores deliciosos de se ver. Em pólo oposto a “ausência” de Izmailov” foi notória, bem como o desacerto de Veloso. A nossa reacção final e o equilíbrio registado durante a partida tornam injusto o resultado final.

Será feriado o dia em que num jogo decisivo o Sporting conte com uma arbitragem isenta. São dias normais quando, em jogos deste teor, sejamos prejudicados. E a vitória do Braga ontem alicerçou-se em muito anti-jogo, que árbitro não só ignorou como patrocinou. O Braga está bem servido de jogadores como de maus actores, que viram as suas prestações circenses permanentemente aplaudidas pelo apito de João Ferreira. Isto sem falar nos momentos em que o jogo se aproximava da sua decisão, em que as faltas cirúrgicas marcadas ao contrário roçaram a palhaçada.

Seria sempre muito difícil inverter ou apenas anular a desvantagem numa conjuntura semelhante, para qualquer equipa. E, apesar disso, disputamos o jogo até ao fim, controlando as reacções num meio adverso. Espero por isso que a derrota não provoque estragos na confiança para o jogo difícil de terça-feira. Na minha não fez e por isso estarei lá. Para te ver ganhar, claro!

P.S.: Os pormenores são por vezes decisivos. Num mês sobrecarregado de viagens, não faria sentido ter evitado o regresso a Lisboa, com um jogo para jogar no Porto já na terça-feira?

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