A revolução que pode estar a caminho
Para já não passa de uma série de rumores. Mas, a ser bem sucedida a intenção da associação internacional de classe dos jogadores de futebol, conhecida como FIFPro, o futebol enfrentará uma revolução sem precedentes. Aquela associação estará disposta a verter abundantes somas numa disputa legal que abula um dos pilares tão antigo como o futebol: as regras que norteiam as transferências, mais concretamente as verbas que os clubes cobram cada vez que um jogador sai do clube A para o clube B.
Pelos vistos o lobying junto da União Europeia já terá começado, sob o argumento que aos jogadores de futebol não são reconhecidos os mesmos direitos que aos demais trabalhadores. Apesar de a União Europeia ser apenas uma parte de todo o mundo e alguns dos argumentos usados poderem ser contestados, o que me parece mais importante salientar é que, depois da sentença Bosman, os esforços e as atenções para mudar o actual sistema de transferências permanecem.
Vista neste momento e sob as actuais condições a abolição total do valor dos passes parece uma medida injusta e que beneficiaria os clubes mais ricos das maiores Ligas, cavando ainda um maior fosso que o existente. No entanto a tradicional letargia e inércia dos reguladores pode ter um poderoso efeito de ignição junto daqueles que, não tendo nada a perder, não se importam de apostar todas as fichas na obtenção de um precedente legal que transfigure por completo as actuais regras, obtendo assim os ganhos pretendidos.
Para seguir com atenção, especialmente as consequências que poderiam advir para um clube como o Sporting.
(Este texto foi redigido com base no artigo da Bloomberg, "FIFA's New Headache: Plot to end 125-year-old transfer rules").




