City – mais um freguês a ser servido
Comentava eu na caixa de comentários deste post do Sector que acreditava numa exibição digna do Sporting e que, num dia bom com uma pitada de sorte, também o resultado nos poderia sorrir. Pois bem, não fomos só nós, os adeptos leoninos mais optimistas, a acreditar… A equipa também acreditou. Acreditou tanto, lutou tanto, que conseguiu.
Partimos com uma vantagem magra para a segunda mão, ainda assim é uma vantagem contra mais um representante dos nossos fregueses habituais: os ingleses. A tradição será mais uma variável que deverá manter-nos a esperança em ultrapassar esta eliminatória. Com a sua ajuda é possível a este Sporting, que vimos hoje, ultrapassar este City, mas será sempre muito difícil. Esta equipa do Manchester City é poderosíssima, principalmente no ataque e hoje demonstrou-o. Se não marcou, ao nosso acerto defensivo e também à fortuna, há que reconhecer, se deve. Acompanhe-nos também a sorte até Manchester, que os nossos rapazes se encarregarão de fazer o resto.
Quanto ao jogo, começo por lastimar, mais uma vez, o horário da sua realização. Quem trabalha e tem deveres profissionais para cumprir, não basta o apelo e o amor ao clube para comparecer em frente ao televisor mais próximo, quanto mais responder afirmativamente com a sua presença física no estádio… Foi o meu caso e apenas a partir dos 25-30 minutos da primeira-parte me pude juntar a esta bela jornada europeia. Ainda assim e face às actuais circunstâncias, os quase 35.000 leões presentes nas bancadas do Estádio José de Alvalade, deram uma resposta cabal de crença e vitalidade sportinguista.
Xandão foi o herói improvável com a obtenção de um golo de calcanhar, um gesto técnico primoroso também imprevisível de imaginar ao brasileiro. Quase no fim do encontro impediria o empate ao cortar um remate com a coxa que se encaminhava para a baliza deserta, após a bola ter ultrapassado Rui Patrício. Dois lances decisivos a que juntou uma boa exibição, sempre com muita entrega. Na verdade a mesma dupla de centrais que claudicou perante um modesto Vitória de Setúbal, não falhou perante craques do calibre de Dzeko, Kun e Balotelli… à excepção da bola na barra do italiano. Mas não foi só o City a estar perto do empate. Antes disso e aproveitando uma toada mais vocacionada para o contra-ataque, conseguimos criar lances para ampliar a vantagem, com Wolfswinkel a dispor da oportunidade mais flagrante.
Hoje toda a equipa está de parabéns e apenas lamento que Izma e Matias tenham saído em dificuldades físicas. Oxalá não seja nada de grave e apenas reflexo de ainda não se encontrarem na posse das suas totais capacidades atléticas.
Os cânticos que encantam: mais uma vez o povo verde-e-branco deu um exemplo de apoio criando um ambiente espectacular. Aos nossos cânticos mais marcantes, juntou-se mais um: o hino nacional é uma boa contratação para o reportório.
O árbitro espanhol esteve quase sempre bem, mesmo a analisar vários lances de bola na mão que acontecerem em ambas as áreas. Imaginem a confusão que estaria agora armada se a APAF entrasse nestes campeonatos…
Por fim: Obrigado, Sporting!
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Ficha do jogo:
Sporting - Manchester City, 1-0.
Jogo no Estádio José de Alvalade, em Lisboa.
Ao intervalo: 0-0.
Marcadores:
1-0, Xandão, 51 minutos.
Equipas:
- Sporting: Rui Patrício, João Pereira, Xandão, Anderson Polga, Insúa, Daniel Carriço, Matias Fernandez (Renato Neto, 69), Schaars, Izmailov (Pereirinha, 59), Van Wolfswinkel e Diego Capel (Carrillo, 75).
(Suplentes: Marcelo, Rodríguez, Evaldo, Carrillo, Pereirinha, Renato Neto e Diego Rubio).
- Manchester City: Hart, Clichy, Kolo Touré, Kompany (Lescott, 12), Kolarov, Milner, De Jong, Barry (Nasri, 59), David Silva, Dzeko (Balotelli, 71) e Aguero.
(Suplentes: Pantilimon, Lescott, David Pizarro, Adam Johnson, Savic, Nasri e Balotelli).
Árbitro: Carlos Velasco Carballo (Espanha).
Ação disciplinar: Cartão amarelo para Izmailov (45), De Jong (45+1), Anderson Polga (78), João Pereira (81), Renato Neto (84) e Kolarov (90+4).



