Arouca 1 - Sporting 2: Suárez é fixe!
Alguém, em tempos, afirmou que os jogos da Liga dos Campeões só terminam na jornada seguinte do campeonato. Foi isso que aconteceu na noite fria e chuvosa de Arouca. A exibição foi resvalando de serviços mínimos para abaixo de zero e quase chegou a comprometer a arrecadação dos três pontos. Foi quando já nada, nem sequer a esperança, acreditava que Luís Suárez usou a cabeça (que tanto faltou à equipa...) para, já em cima dos descontos dos descontos, fechar o resultado.
Logo desde o início do jogo, a movimentação dos jogadores e as respetivas decisões deixavam pressentir que a fatura da vitória épica sobre o campeão europeu em título estava em cima do relvado, ainda por liquidar. Nestas circunstâncias, o papel do treinador está seriamente limitado, porque o que entra pelos ouvidos dos jogadores nem sempre é descodificado pelo cérebro e, mesmo quando tal sucede, nem sempre as pernas conseguem executar.
Daí que seja muito provável que o que quer que Rui Borges tenha pensado para o plano de jogo de Arouca possa muito bem ter ficado no caminho entre o balneário e o relvado, e ele, como treinador, possa estar exposto a críticas talvez injustas. Tal como é mais fácil acertar no Totoloto à segunda-feira, hoje talvez se possa dizer que havia outras opções para o jogo. Talvez refrescar a equipa inicial com jogadores menos expostos à fadiga física e emocional, mas não sabemos o que isso representaria no jogo jogado.
Considerações à parte, o que realmente foi importante e ficará para a história do campeonato foi a vitória alcançada. São três pontos importantes para quando se fizerem as contas finais.




