A p#t@ da Gala e a m€4)@ da camisola alternativa
Breve Balanço de Época
A Gala Honóris é um acontecimento recente na história do Sporting que acaba por juntar a data de aniversário do clube com o final mais ou menos generalizado da época desportiva. É por isso um momento de balanço, onde se homenageiam os que mais se destacaram ao longo da época. Nesse sentido, não tivesse sido o desastre registado na modalidade mais representativa e estaríamos a falar de um bom ano.
Bolas! Mas também não foi mau, afinal cumpriu-se um dos sonhos mais ansiados de todos nós, há casa nova para as muitas modalidades que tiveram que andar duas décadas de mochila às costas. E se atendermos ao muito que se conseguiu (no computo geral 61 títulos, se as contas não me falham ) muito se deveu precisamente à componente eclética do clube.
Aqui há que dizer que se pagaram alguns dividendos do vultuoso investimento realizado, acabando por triunfar a mudança de estratégia da direcção. Obviamente que me preocupa a questão que é inevitável: isto é sustentável? Teremos que esperar mais algum tempo para o perceber, mas pelo menos, e ao contrário do futebol, já há resultados palpáveis.
Talvez tenha que ser este o caminho, igualando o que é feito pelos rivais, interrompendo ciclos negativos, para posteriormente conseguir impor uma nova filosofia. Destacaria obviamente o regresso aos triunfos no andebol e o triunfo absoluto histórico e quiçá inigualável no futebol feminino.
A p#t@ da Gala
Definitivamente há um novo normal no Sporting e a última gala confirma-o logo nos seus primeiros momentos. O apresentador glorifica um momento extremamente infeliz do presidente ("a puta da gala é quando eu quiser!") e os principais atingidos por essa manifestação de poder prepotente e despótico aplaudem a ofensa como se de um elogio se tratasse.
O discurso evocativo dos 111 anos de existência do Sporting Clube de Portugal é pontuado com referências ao arqui-rival. O diligente director de comunicação que lhe levou o discurso então que
lhe explique melhor a ideia de que o SLB vive obcecado pelo Sporting. Acresce que o que deveriam ser piadas arrancaram apenas sorrisos amarelos, fazendo lembrar aqueles momentos constrangedores quando nos casamentos e baptizados aparece alguém com ideia que encarnou o Benny Hill. Humor é uma coisa séria e não é para todos.
Uma das principais vitimas foi precisamente a sua actual esposa, como se percebeu pelos sorrisos forçados. Não tenho a mínima intenção de me debruçar sobre a vida pessoal do presidente, mas não nos a imponha ele em forma quase permanente. Sem qualquer ironia, desejo as maiores felicidades a ambos, mas o Sporting não devia ser tratado como se fosse "o da joana", ou como uma extensão da sua casa. Tem tudo para correr mal, tendo-se o próprio já queixado de os média não respeitarem algo que ele se encarregou de promover e abrir a porta.
Sobre a gala propriamente dita não tenho opinião formada, por nunca ter assistido a nenhuma. Provavelmente nunca o farei por ser avesso a cerimónias. A questão da data só o foi este ano porque também foi o próprio presidente que se encarregou de a tornar num assunto polémico. Mais importante, para a generalidade dos Sportinguistas, foram as portas abertas da generalidade das instalações, especialmente do novo pavilhão João Rocha.
É este género de manifestações que celebra o verdadeiro espírito do clube que é, ao contrário das lendas, eminentemente popular, como se explica pela sua implantação nacional e em todo o mundo onde há portugueses. E será também por obras como o pavilhão que no futuro o nome de Bruno de Carvalho será lembrado, não é preciso que ele a imponha em frases sem a menor relevância para o universo leonino. João Rocha não o fez, sempre foi avesso a distinções, honrarias e protagonismos e tem um pavilhão que ostenta o seu nome.
A m€4)@ da camisola alternativa
Tema central da gala foi a apresentação da camisola alternativa. Entre amigos disse que preferia uma de manga comprida, porque só uso pijama no inverno. Agora mais a sério: alternativa é isso mesmo, para ser usada quando as que nos identificam por alguma razão regulamentar estejam impedidas.
Ora, sobre esta camisola, e respeitando todos os gostos, o que é importante dizer é que, se lhe retirarmos o emblema, podia ser de outro clube qualquer, fosse o Setúbal, Rio Ave, Moreirense, etc. Assim sendo, quer dizer que não tem o elementar: alma Sportinguista. E não faltam exemplos por ai fora de camisolas interessantes, feitas por mais ou menos anónimos mas fervorosos Sportinguistas. Alguns exemplos acima, que dada a eqxiguidade do tamanho nem fazem justiça aos originais. Mas qualquer uma delas faria melhor papel que a foi eleita.
Talvez tal como nos discursos muito se ganharia se nos cingíssemos ao que é importante e eliminássemos os ruídos e cacofonias.
Talvez tal como nos discursos muito se ganharia se nos cingíssemos ao que é importante e eliminássemos os ruídos e cacofonias.




