Sporting 5 - Vitória SC 1: Manita para recuperar o ânimo
O Sporting construiu uma vitória robusta assente em princípios claros: abordagem ao jogo com seriedade espelhada na forma como se organizou, na intensidade como reagia à perda e, desta feita, beneficiando de elevada eficácia nos momentos de decisão. Num 3-4-3 bem mecanizado, O Sporting controlou os ritmos do jogo e explorou com precisão as fragilidades do Vitória de Guimarães. Isto não obstante o bom inicio dos vimaranenses, mas cuja atitude do Sporting retirou qualquer veleidade.
A vantagem surgiu cedo, num lance de bola parada que expôs das fragilidades defensivas do adversário. A partir daí, o jogo pintou-se definitivamente de verde branco. Sempre mais objetivo, o Sporting transformou recuperações em zonas intermédias em ataques rápidos e verticais, encontrando espaço nas costas da linha defensiva vimaranense punindo impiedosamente a forma atrevida como esta subia no terreno.
Houve mesmo alguns momentos de elevado brilhantismo, como foi o caso do segundo golo de Bragança, que certamente ficará na memória de todos quantos o puderam registar ao vivo como um dos melhores exemplos de como o futebol colectivo pode ser elevado à condição de arte em movimento.
Na segunda parte, com o resultado controlado, baixou o bloco e passou a gerir o jogo com inteligência, explorando a profundidade e o adiantamento adversário. Os golos foram surgindo com naturalidade, reflexo de uma equipa sempre mais organizada e incisiva. Houve então oportunidade para comprovar que os lamentos pela lesão de um dos reforços de inverno - Luís Guilherme, de seu nome - fizeram todo o sentido.
O resultado final espelha mais do que domínio: traduz uma diferença clara de nível das duas equipas, na forma como executam os princípios de jogo, na intensidade com que competem, e, sobretudo, na diferença dos valores individuais que constituem ambos os grupos.
