sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Upgrade


Depois de uma qualificação sofrida frente a uma equipa dinamarquesa, heis que o destino nos traz outra equipa dinamarquesa.

Curiosamente, tive a oportunidade de conviver com os membros da associação de adeptos do Brondby no último congresso europeu de adeptos em Barcelona. Criou-se uma boa relação entre os dois grupos e não fossem os jogos à mesma hora, tenho a certeza que adeptos do Brondby estariam presentes no nosso jogo com o Nordsjaelland.

Calha-nos agora um adversário mais forte que na eliminatória anterior, 3º classificado no último campeonato dinamarquês (Nordsjaelland ficou em 7º) e actualmente em 5º lugar no campeonato, com os mesmos pontos que o segundo classificado.

Espera-se naturalmente um "bocadinho" (irónico) mais que pelo menos o jogo de ontem.

EM FRENTE SPORTING!

Vista sobre o futuro?

Estive em Alvalade e sai de la triste e preocupado.

Triste porque, com Hugo disse e comentamos entre nos durante o jogo, perdeu se uma oportunidade de fidelizar alguns adeptos que estiveram longe de por algum tempo. Não foi por falta de apoio que a equipa não fez mais, bem antes pelo contrario.

E como eu dizia ao Hugo na bancada,  de alguns tempos para cá que se vive um ambiente de desconfiança em Alvalade. De cada vez que o adversário desce para o ataque as reacções dividem se entre o silencio sepulcral e o assobio. E isso torna tudo muito mais difícil.

Saio preocupado, para não dizer preocupadissimo. OS problemas que o Sporting ontem revelou serão bem piores com equipas pequenas do nosso campeonato, que, em regra serão mais competentes, mais conhecedoras e ate, algumas delas estarão melhor apetrechadas de jogadores que o adversário de ontem. E e com essas equipas ditas mais pequenas que se ganham e perdem os campeonatos.

O problema esta longe de estar nos jogadores, na atitude ou na falta dela. A questão e essencialmente de treino e modelo de jogo. Paulo Sérgio tem uma semana e meia para repensar a forma como quer ver esta equipa a jogar e já teve os avisos necessários.  Se tambem e verdade que esta equipa e nova e tem que se mecanizar, e por demais evidente que ha muito trabalho pela frente para que o futuro imediato nao seja espinhoso.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Credo


Sporting - 2

Nordsjaelland - 1

Primeiro jogo oficial da época em Alvalade. Na realidade foi mais um jogo treino do que um jogo a sério, o adversário era daquelas equipas falsas que nada têm a temer, a derrota para ele era uma realidade tudo o que viesse diferente disso era lucro.

Para vencer equipas fracas, não chega saber-se que se é melhor, nem ter jogadores com atributos e curriculum superior. Em cada momento, tem de se demonstrar em campo essa superioridade, e essa superioridade não é só fazer mais fintas, ter mais posse de bola, ser mais correcto nos passes e recepções. É também e principalmente, estar mais concentrado, superar melhor as adversidades e ultrapassar os obstáculos do momento, sejam eles uma equipa defensiva, um árbitro sem critério, um relvado em más condições.

Ainda não estamos lá, o controlo do jogo foi feito com displicência, relaxando, menosprezando o adversário que não tem obrigação nenhuma de nos prestar vassalagem. Se a queremos, se precisamos de reconhecimento para ganhar confiança temos de a conquistar a cada minuto do jogo.

Valeu o golo de Postiga a mascarar a fraca finalização da equipa, num futebol que bate leve, levezinho, faltou o goleador que se ficou pela assistência para o seu companheiro, hoje foi a vez de Hélder ser “…zinho”. Nota-se falta de ligação entre sectores (ou entre linhas como se diz agora), melhorou muito a equipa nesse aspecto com a entrada de Matias, ele ocupou terrenos que estavam virgens e jogou e fez jogar a equipa, infelizmente esta recusou-lhe muitas vezes a tabela que ele oferecia preferindo lances inconsequentes.

Para os minutos finais veio a emoção, o credo na boca, o próprio estádio a vacilar entre a recriminação e o apoio incondicional. É para evitar momentos destes que a nossa superioridade tem de ser vincada no marcador o mais cedo possível e o controlo do jogo deve ser pró-activo e não relaxado. Até os pernas de pau conseguem de um momento para o outro engatar uma jogada e marcar um golo, ou acertar um remate indefensável de 30 metros como tantas vezes aconteceu no passado.

A pintura foi salva por uma jogada típica de contra-ataque, onde Evaldo pagou a primeira tranche da sua transferência e Maniche conseguiu o golo que tanto procurou durante todo o jogo, mereceu, mas é também a ele que cabe a responsabilidade de não deixar a equipa arrefecer e deixar o adversário alimentar o seu desejo de vencer.

A equipa esteve bem quando efectuou acções conjuntas, rápidas, solidárias, falhou quando se tornou egoísta, com movimentos isolados e desconexos, apanhou um susto. Que lhes sirva de lição. As oportunidades para falhar acabaram, agora é a sério e vale sempre 3 pontos.

Fééééérias!

Paulo Sérgio convocou  todos os jogadores do plantel, com os lesionados Pedro Mendes e Marat Izmailov incluídos. Zapater,  Torsiglieri (porquê tanto tempo?)e Stojkovic não estão inscritos nas competições europeias mas integram a convocatória. E eu, que estou de férias, incluí-me na lista, mas não devo passar da bancada. ainda bem para Paulo Sérgio.

Lista de inscritos na UEFA:
Guarda-redes: Rui Patrício, Tiago e Vítor Golas.
Defesas: Carriço, Polga, Evaldo, Tonel, Grimi, Nuno Coelho, André Martins, João Pereira e Abel.
Médios: André Santos, Maniche, Matías Fernandez, Valdés, Diogo Salomão e Vukcevic.
Avançados: Saleiro, Pongolle, Yannick Djaló, Hélder Postiga e Liedson.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Zapater tocará rabecão?

Tinha estes dias na caixa de e-mail um pedido para aderir a um grupo no facebook de Sportinguistas que gostam de Zapater. Não aderi, obviamente, porque não costumo gostar do que não conheço. E de facto, não conheço o espanhol. Mas espero vir a gostar. Tenho pena é nunca ter recebido igual pedido por Veloso, que assinaria de cruz. Como dizia o meu amigo LMGM, contrariando os que acham que Veloso estava condenado a ser suplente, “o Miguel Veloso só não é titular numa equipa onde o treinador seja o Luís Campos. Miguel Veloso desesperou por alguém com quem partilhar a posição 6, quando esse alguém finalmente chegou ele passou a jogar em todo o lado menos onde rende mais. Foi mau? Eu não vi melhor...”. Felizmente que ninguém no seu perfeito juízo, só porque chegou o Zapater vai passar a utilizar o Pedro Mendes como defesa esquerdo, ou médio interior, ou extremo, ou todas estas posições num só jogo.” E quando saiu Miguel Veloso saiu ignorando todos os insultos e assobios que ouviu ao longo dos últimos anos, não os confundindo com a instituição centenária que representou e a quem prestou homenagem. É de homem:  O Sporting deu-me tudo!

Zapater insere-se dentro de um perfil de aquisição que me parece ajustado aos interesses do Sporting , a par de Nuno André Coelho, eventualmente Salomão e Evaldo por razões diferentes, Torsiglieri, João Pereira e até a Pongolle, se o francês conseguir uma segunda vida. O espanhol tem escola e pode ter futuro. O resto depende dele e sobretudo do que a equipa onde se insere a partir hoje conseguir fazer. Há até um certo paralelismo nestes dois jogadores cujo destino se encarregou de cruzar nas portas de saída e entrada: grandes nomes e futuros enormes já lhes haviam sido dados como destino. De Veloso todos conhecemos o que foram os últimos anos. O que talvez ninguém se lembre é que o espanhol foi pretendido pelo Real e Barça, há precisamente 3 anos. Ambos veriam o seu valor depreciado, talvez não porque tivessem falhado individualmente, ou não estariam a ser pretendidos, mas porque os projectos desportivos dos clubes de que faziam parte fracassaram de forma rotunda. O Zaragoza desceu de divisão e ao Sporting aconteceu algo equivalente, se atendermos o que representa a época passada para a história do nosso clube.

Por último, convém realçar que o negócio Veloso também é hoje visto com generalizada decepção nas páginas dos jornais. A discussão sobre o tema foi interessante aqui na caixa de comentários. Registo que, e reconhecendo que cada um tem direito à sua própria opinião, são precisamente os mesmos que aqui me vêm acusar de um sentido crítico exacerbado que sempre encontram razões para justificar toda e qualquer decisão tomada em Alvalade. Até aquilo que parece ser um negócio frouxo, para ser suave.

O que dizem de Zapater:
Ex-treinadores de Zapater

Iñaki Sáez | Personalidade de capitão
É um jogador de equipa, que trabalha muito e está concentrado durante todo o jogo. Vive o jogo intensamente e dá tudo em acção. É um médio com bastante 'quilometragem', que às vezes sobe no terreno e também marca golos. É mais defensivo que ofensivo e comigo era capitão nos sub-20 da Espanha, por minha escolha, pois tem voz de comando e faz-se querer pelos colegas, que arrasta com a sua personalidade. Não percebo como clubes importantes de Espanha não lhe pegaram... Saiu do Saragoça porque o clube desceu à segunda. Tem sempre muito bom rendimento. Não esperem dele coisas espectaculares, mas num balanço final é sempre o que mais rende! Não falha! Nós, treinadores, sempre dizemos que não queremos os que hoje rendem com nota 9 e amanhã com 3, preferimos os que têm sempre nota 7, notável... como ele. O Sporting é um clube muito bom para ele, é dos três melhores de Portugal. Está a procurar o seu futuro e por alguma coisa escolheu o Sporting.

Victor Muñoz | Constante e seguro
É um jogador muito constante, que defende, ataca e é muito seguro. Ganhou experiência na liga espanhola e na italiana. É uma boa opção para o Sporting, se ele faz essa opção é porque lhe interessa. Terá os seus motivos...

Javier Irureta | Médio de transição e fiável
É um médio forte, com muito boa condição física, mais de contenção, mas também polivalente, pois até já jogou várias vezes a lateral-direito. É muito bom na recuperação, um médio de transição, de passes seguros e curtos, com bom domínio de bola. É um jogador interessante para um clube, pois é fiável, seguro e regular, e não é propício a lesões. Era muito querido no Saragoça e vi-o sempre muito seguro, a jogar com critério. Foi crescendo e ganhou mais experiência em Itália, onde o cheguei a ver a jogar e a comandar. Não é jogador de talento, mas sim de muito trabalho. Acho que se pode adaptar bem ao Sporting.

Luis Carlos Cuartero, de 34 anos,  capitão do Saragoça:
"Zapater é um grande jogador. É um médio de características defensivas, formado no Saragoça, que tem apetência para o ataque e para chegar à grande área do adversário. Joga preferencialmente com o pé direito, mas também utiliza o pé esquerdo e marca alguns golos, embora se trate de um médio cujo papel principal é defensivo. É um rapaz um pouco tímido, mas uma excelente pessoa. Preza muito a família e é um grande apaixonado pelo futebol. Conheço-o há já alguns anos. Zapater tem semelhanças com Albelda [médio que se notabilizou ao serviço do Valência e da principal selecção de Espanha], ao nível do estilo de jogo e é, também, um jogador de equipa. O Sporting fez uma excelente contratação"

Ginés Carvajal, agente de Zapater
"Ele está muito contente com a mudança e tem óptimas expectativas. Desde a primeira abordagem que pensou no Sporting como uma equipa de top, em estar numa boa liga, numa cidade estupenda e numa equipa muito boa."

Rossi, capitão do Génova

"Zapater é um organizador de jogo e trata-se de uma óptima aquisição para o Sporting. É um belo jogador e uma pessoa excepcional. Poderia jogar em clubes como o Milan ou a Juventus, como chegou a falar-se ."

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Nem 15, nem 10, mas 7

Afinal o negócio Veloso não foi tão chorudo como apontado inicialmente. Dos inicialmente falados 15 milhões (10 Veloso+ 5 do custo de Zapater ao Génova) sabe-se finalmente que, certos estão apenas 7 milhões: o Sporting recebe 9 milhões mas paga 2 aos italianos. O resto saber-se-á no futuro:

«Nos termos e para efeitos do cumprimento da obrigação de informação que decorre do disposto no artigo 248º, nº1 al. a) do Código dos Valores Mobiliários, a SPORTING - Sociedade Desportiva de Futebol, SAD, (Sporting SAD) vem informar ter celebrado acordo com o Genoa Cricket and Football Club S.p.A. (Genoa CFC) para a cedência definitiva dos direitos desportivos do jogador Miguel Veloso pelo montante de €9.000.000,00. 

A Sporting SAD terá, igualmente, direito a receber o montante adicional de €500.000,00, caso o Genoa CFC atinja o apuramento para a fase de grupos de uma competição da UEFA, enquanto o jogador Miguel Veloso a si estiver vinculado. 

A acrescer, esta Sociedade ficou ainda com o direito a receber 20% da mais-valia que se venha a verificar numa futura cedência do jogador do Genoa CFC para um terceiro clube, por valor igual ou superior a €10.000.000,00, deduzindo o clube italiano o montante de €7.000.000,00 para efeitos de cálculo da mesma.
Como contrapartida adicional, o Génoa CFC cedeu a favor da Sporting, SAD, a título definitivo os direitos desportivos do jogador Alberto Zapater, pagando esta sociedade a quantia de €2.000.000,00. A Sporting SAD e o jogador Alberto Zapater celebraram contrato de trabalho desportivo válido até 30 de Junho de 2015, tendo sido fixada cláusula de rescisão de € 25.000.000,00. 

Lisboa, 3 de Agosto de 2010

O Conselho de Administração»

Transplante de coração

Se uma equipa a funcionar em pleno se comparasse a um corpo de um atleta, o meio-campo poder-se-ia dizer que é o seu coração. Coração como órgão que faz chegar o sangue a cada extremidade do corpo, e coração no sentido de alma, Muita da sorte de uma equipa acaba por se decidir precisamente aí, no seu jogo de meio-campo, não invalidando contudo que, esta vale pelo seu todo. Aliás, da mesma forma que nenhum atleta consegue bons resultados se tiver bons pulmões e bom coração, mas tiver problemas ósseos ou musculares ou se lhe faltar alma, saber ou vontade.

Se algum diagnóstico foi feito às necessidades do plantel do Sporting, tudo indica que lhe foi detectado um problema de coração, isto é, no meio-campo. Da linha média que começou o campeonato passado saíram Rochemback, Angulo, Adrien, Pereirinha, Veloso, Moutinho. Continuam apenas Matias, Izmailov e Vukcevic. A esse trio juntam-se agora Pedro Mendes, Maniche, Valdés, André Santos, Zapater. Izmailov, infelizmente para o próprio e para a equipa, não conta e não se consegue saber quando contará. Não se sabe ainda também se chegará mais alguém. Com os elementos disponíveis, cada um que faça o seu juízo, vaticinando se estamos mais fortes ou não. Eu aconselharia prudência nas análises, que a operação é recente, e este é ainda o período de convalescença. Esperemos que as cicatrizes fechem, que o diagnóstico e tratamento correctivo tenham sido sensatos e criteriosos.

Outra análise imprescindível, tão importante como a qualidade individual, é como disporá Paulo Sérgio as pedras no tabuleiro de jogo. Como muito bem assinala o PB desde o Lateral- Esquerdo, o que a partida de Veloso e chegada de Zapater parecem querer indicar é vem aí o 4x4x2 clássico. Será assim?

Dos jogos que vi entretanto, sobraram algumas dúvidas em dois pontos fundamentais, já aqui faladas: i) como vai ser ligado o jogo à frente de ataque? É que quando ouço falar em mais um avançado, convém saber como se vai fazer-lhe chegar a bola. A ele e a quem já cá está. É que, pelo que se vê, o campo ainda é comprido demais… E se, a defender, a equipa vai continuar a ii) dar tanto espaço entre as linhas de meio-campo, permitindo que uma defesa mais subida seja frequentemente apanhada desprevenida com entradas velozes de adversários vindos detrás. Foi isso que se viu de forma flagrante com o Tottenham, por exemplo.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O que fizeste no verão passado?

É incontestável que o início de época, com a revolução no plantel, está a agradar aos adeptos. Quem não se lembra do que vivíamos há precisamente um ano? Se Bettencourt foi então eleito como o “presidente – adepto” é agora que actua exactamente como um vulgar e anónimo adepto faria se estivesse sentado no seu lugar. Tem toda a legitimidade para actuar como bem entende e com o que lhe parece ser o melhor para o Sporting. Mas, no exercício prático da política desportiva para o futebol – aquisições, vendas e dispensas e suas consequências na competitividade da equipa e implicações financeiras – tenho dúvidas, muitas até, que esta postura populista seja a que melhor defende o interesse do clube. Faremos as contas na próxima primavera, e nessa altura ainda nos lembraremos, estou certo, do que andamos a dizer, a fazer e a escrever no verão entretanto passado…

Tendo em conta este ambiente de relativa paz e satisfação dos adeptos Sportinguistas, não encontro razões para que muitos dos que se afastaram não voltem agora a Alvalade. Se no que diz respeito a aquisições o clube foi de encontro ao que exigiam – excluo obviamente aqueles que achavam possível competir com ingleses, espanhóis ou italianos no mercado de transferências, porque isso só pode ser entendido com a frequência de um curso de psiquiatria… - está na altura agora de cumprirem com a sua parte, respaldando a equipa na bancada. E se, e quando as coisas não correrem bem, imolar Costinha, Bettencourt ou até Paulo Sérgio pode até ser conveniente para o aliviar de muitas consciências e para esquecer a quota-parte de responsabilidade que cada tem nos resultados, mas será com certeza pouco honesto.

A verdade é que a estratégia mudou, como é reconhecido, lamentavelmente, pelo próprio director da Academia Sporting. A forma como revê a história recente, que apenas visa justificar a viragem, não tem em conta o que realmente aconteceu. Dizer que “a integração dos jovens da Academia não tem tido o sucesso esperado” é, além de uma falta de respeito com a verdade, descartar para cima desses mesmos jovens o odioso do falhanço desportivo dos últimos anos, alijando responsabilidades de quem contratou e desbaratou rios de dinheiro com jogadores que tinham por missão equilibrar em valor e experiência, ajudando a integrar esses mesmos jovens.Ou de quem nunca cuidou de contratar um treinador capaz para as exigências do Sporting.

Patricio, Carriço, Moutinho, Veloso, Djaló, Nani, só foram titulares porque Stojkovic, Gladstone, Tonel, Polga, Rochemback, João Alves, Tiuí, Purovic e tantos outros, só acrescentaram valor… ao passivo. Ao invés Nani, Veloso, Moutinho renderam perto de 50 milhões de euros. Ora, o que seria se a sua integração fosse bem sucedida? A estratégia mudou, é um facto, e a venda de Veloso e Moutinho serviu para financiar essa nova estratégia, porque eram os únicos jogadores a que o mercado reconhecia valor. O que Mil-homens não disse é que os nossos estagiários tiveram que entrevistar vários primeiros-ministros, aqui e na Europa, porque os que eram pagos para o fazer, ou faziam igual ou faziam pior.

Dito isto, estranho o silêncio que se instalou subitamente no seio de alguns sectores do clube e fico sem saber como o interpretar. Tirando uma declaração avulsa de Vicente de Moura, em que se revelava “inquieto e desapontado com o momento do clube”, não se conhecem quaisquer outras declarações que revelem pelo menos dúvidas ou receios. Serão isto tréguas, silêncios cúmplices, ou mera estratégia para ver no que “param as modas”?   Sou levado a pensar que é um pouco de tudo.

Nisto tudo há duas coisas que parecem preocupantes: que da excessiva contestação se passe ao unanimismo, tão perigoso um como a outra. E que não haja no Sporting quem corporize uma ideia coerente e autorizada sobre a política desportiva que melhor sirva o clube. E quem não fala agora não está legitimado para criticar depois. Como naquela célebre frase nos casamentos…

domingo, 1 de agosto de 2010

Exclusivo: Gyllenhaal no Sporting! (fotoreportagem)

Aproveitando a verba entretanto recebida pela venda de Veloso o Sporting foi de imediato ao mercado e contratou nada mais nada menos que Jake Gyllenhaal.  O americano, com 30 anos, e 1,83m de altura, insere-se na perfeição na política actualmente seguida em Alvalade, procurando dotar o plantel de experiência e capacidade física. Sendo dotado de enorme versatilidade, pode representar qualquer papel em campo, da baliza a ponta-de-lança, o que significa uma enorme mais-valia para Paulo Sérgio. Gyllenhaal chegou ontem a Lisboa e hoje de manhã já foi visto a treinar em Alcochete, com os seus novos companheiros. (foto abaixo)
A sua presença entre nós revela também que todos os pormenores do nosso futebol estão ser acautelados. Com a possibilidade ainda em cima da mesa da partida de Djaló, as tribunas de Alvalade ver-se-iam privadas de alguma beleza, com a ausência de Luciana Abreu. Com a entrada do americano a possibilidade de vermos Maggie Gyllenhaal, sua irmã, ou mesmo Kirsten Dunst ou Reese Witherspoon suas ex-namoradas, nas bancadas de Alvalade, são muito mais que prováveis. Esta aquisição provocou uma onda de satisfação entre os adeptos Sportinguistas, particularmente os mais exigentes, sempre sedentos de novidades retumbantes. Está contratada uma estrela à escala planetária. A sua chegada ao Aeroporto da Portela provocou um caos só visto aquando da chegada da Selecção Nacional da África do Sul, quando milhares de portugueses queriam ver de perto Carlos Queirós. (foto abaixo)
Desta feita o marketing do clube, numa acção inédita entre os clubes portugueses, prevê vender não só camisolas, mas também todo uma série de artigos menos comuns nos escaparates das lojas do género, como sejam roupa interior masculina nova ou usada em treinos e jogos, bem como uma série infindável de artigos mais comuns em sex-shop´s. Recordo que Gyllenhaal, apesar de ser heterossexual, é procurado de forma transversal por todas as tendências, após a sua participação no controverso filme de Ang Lee, O Segredo de Brokeback Mountain. Desde a difusão da notícia que pedidos de merchandising de todo estranho, e que o pudor deste blogue me impede de revelar, tem surgido de todo o lado, sendo neste momento já contabilizados mais de 6 milhões de interessados. Uma aquisição dispendiosa e arrojada que pelos vistos se pagará a si mesma.

sábado, 31 de julho de 2010

O ciclo não morreu


Poderá ser apenas uma solução de recurso por parte do Sporting sem ter conseguido arranjar colocação para este jovem que representou Portugal no Europeu Sub-19.

Cédric Soares, jovem lateral campeão nacional nas duas últimas épocas, foi integrado por Paulo Sérgio no plantel principal do Sporting (ler aqui). Numa posição já preenchida por João Pereira e Abel, acredito que o jovem formado na Academia de Alcochete, passo a passo, conseguirá ganhar o seu espaço no plantel leonino e remeter Abel para terceira escolha. Adicionalmente, tendo formação como "médio", Cédric conseguirá também dar um auxílio em lugares mais adiantados.

A aposta do Sporting ao longo deste ano tem sido sobretudo em jogadores mais "consagrados", contudo, os jovens continuam lá. Rui Patrício continua titular, Daniel Carriço afirma-se como capitão de equipa e André Santos é certamente uma carta forte no baralho. Salomão (embora não seja oriundo da Academia) e Cédric demonstram que a vertente de formação não está de todo esquecida.

Enquanto estes crescem dentro das nossas paredes, outros continuam a desenvolver as suas capacidades para melhor poder servir o SCP num futuro próximo.

EM FRENTE SPORTING!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Veloso por Zapater

«Nos termos e para efeitos do cumprimento da obrigação de informação que decorre do disposto no artigo 248º, nº1 al. a) do Código dos Valores Mobiliários, a SPORTING - Sociedade Desportiva de Futebol, SAD, informa ter chegado a um acordo de princípio com o Genoa Cricket and Football Club S.p.A. para a transferência dos direitos desportivos do jogador Miguel Veloso e para a aquisição dos direitos desportivos do jogador Alberto Zapater, com o consentimento de ambos.» (comunicado feito à instantes à CMVM)

Actualizado:

Como se pode achar que o Sporting está a fazer um bom negócio sem se conhecer o valor do Zapater?

Como se pode achar que se está a fazer um bom negócio se vamos perder um jogador internacional A e o trocamos por um jogador que vem seguramente ganhar mais do que ele, e o Génova dá de mão beijada?

Só se pode achar um bom negócio porque o Sporting precisa de dinheiro. Em termos desportivos deixa-me desconfiado a facilidade com que o Génova abre mão do espanhol, quando reconhece que tem problemas no meio campo para resolver...

Por ultimo gostava de perceber porque mudou Miguel Veloso tão rapidamente de ideias.

Percebeu que não contavam com ele e por isso lhe seria difícil jogar com regularidade?

Não estou a ver como vai Veloso explicar aos tiffosi italianos a sua apreciação sobre o clube, pelo que sou levado a pensar que Veloso não estava a contar mesmo mudar-se para Génova.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Vukmarca

Rui Patrício; João Pereira, Daniel Carriço, Anderson Polga e Evaldo; Pedro Mendes (Veloso), Maniche, Vukcevic(Valdês) e Yannick(Liedson); Hélder Postiga e Carlos Saleiro.

Suplentes: Tiago, Nuno André Coelho,  Matías Fernández, e Sinama-Pongolle.

Uma entrada distraída quase provocou ter começado o jogo a perder,o que só não aconteceu  devido a Rui Patricio. De seguida a equipa procurou equilibrar-se, fazendo valer a sua maior valia individual e colectiva. Acabamos por chegar ao golo, num excelente passe de Maniche, a isolar Vukcevik, que não perdoou. E esta acabou por ser a toada comum a todo o jogo, com o Sporting a controlar o jogo e a permitir, aqui e ali, golpes sem grande perigo para a nossa baliza.

O jogo trouxe algumas confirmações. Ao contrário do que vimos suceder em anos anteriores, esta equipa consegue ter uma melhor posse de bola quando a recupera ou sai a jogar de trás, perdendo-a com menos frequência e de forma infantil do que era habitual. A responsabilidade nesta melhoria recai sobre a acção de Pedro Mendes e Maniche.

Falta porém ainda uma ligação fiável com o sector mais avançado da equipa. Seja porque hoje a acção de Hélder Postiga não foi tão relevante como havia sido com o Man. City, seja porque a acção de Djaló foi quase sempre inofensiva. Muito também porque é frequente, ao sair para o ataque, ver os jogadores demasiado isolados do resto da equipa, obrigando à opção pela solução individual, em detrimento da colectiva. Saleiro acabou por ser a maior vítima, uma vez que quase nunca teve bola. E com isso as soluções para um futebol “arrogante”, nas palavras de Paulo Sérgio, ainda está para chegar.

Para rever, com adversários mais poderosos, o posicionamento defensivo da equipa. Foram muitas as vezes que se viu a defesa esquecer as indicações do treinador, permanecendo muito baixa, dando demasiado espaço aos adversários, que não puderam, porque não sabem, aproveitar.

O jogo terminou com o Sporting completamente por cima dos dinamarqueses, muito pelo reagrupamento das linhas, dando uma imagem mais consentânea da diferença de valor existente entre as 2 equipas e do que está ao alcance desta equipa. Um bom resultado, que dá a tranquilidade necessária para continuar a sonhar e a… trabalhar. Preocupante a possibilidade de lesão grave de Pedro Mendes.

 

Força Sporting!

Imagem do Torneio N.Y. Challenge    

  
O Sporting inicia hoje a competição a sério. Será a doer? Sim, com certeza, mas que seja também de alegria e conquista. Força Sporting!

Força que não poderá ser apenas física, mas também mental. A força que têm as equipas competentes, cujo colectivo potencia as qualidades de cada individuo. A força que torna a equipa temida perante os adversários, para começar a ganhar antes de o jogo começar. Força para procurar sempre a vitória, força para não se conformar com o possível, desejando sempre mais. Força para ganhar e a força para se levantar quando cair.

E se não se pode ganhar sozinho,  que também ninguém perca sozinho. Que os adeptos tenham a força para acompanhar a equipa. A força para se levantarem do sofá e voltarem a Alvalade. A força para não esperar pelas vitórias, e a coragem para lutarmos juntos por elas.
Viva o Sporting!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Campeonatos Europeus de Atletismo




Mais uma conquista internacional de uma atleta do SCP!

Naide Gomes, que já nos habituou a resultados de topo de um modo regular, conquistou a medalha de prata nos Campeonatos Europeus de Atletismo que decorrem em Barcelona.

Apesar do seu melhor salto (6,92m) ser igual ao da vencedora da prova, a letã Ineta Radevica, o seu conjunto de saltos foi inferior ao da atleta da Letónia. Como diz a Naide, antes a medalha de prata que nenhuma, sendo que o seu objectivo sempre foi a de ouro.


Pior sorte teve o bicampeão Francis Obikwelu - vencedor em 2002 e 2006 - que acabou "ainda mais empatado" que a Naide. É que Obikwelu terminou a prova dos 100 metros em 4º, com o mesmo tempo (10,18s) do segundo, terceiro e quinto classificados!!! Foi necessário recorrer ao photo-finish para se apurar quem destes quatro atletas acabou "primeiro".
No entanto, não deixa de ser um bom resultado para o atletismo português.

Em suma, é um ORGULHO IMENSO ter atletas no nosso Clube como a Naide e o Francis.

ECLETISMO SEMPRE!!!

Que a história (não) se repita

Não sei se a NSA, o FBI ou CIA descobriram a terrível coincidência, mas "ABola" fez-lo e deixou-o hoje estampado na sua primeira página, como noticia relacionado com o Sporting. Espero que os organismos de segurança anteriormente citados não tenham feito qualquer relação, ou ainda veríamos o nosso presidente envolvido em tramas dignas dos melhores filmes de espionagem. Pelos vistos, à chegada à Dinamarca, JEB foi conduzido precisamente pelo mesmo motorista que, em 11 de Setembro de 2001 cumpriu as mesmas funções quando se deu a tragédia de Nova York. No mínimo estranho este destaque, com tantos outros que o Sporting mereceria.

Acho que não há ninguém que gostasse de ver repetido, em que circunstância for, o terrível espectáculo com que fomos brindados à hora de almoço nesse fatídico dia de verão. Mas, nesse mesmo dia o Sporting deslocava-se à Dinamarca, para defrontar o Midtjylland, que venceria dias depois por 0-3. Iniciava a época em que terminaria como campeão e a sua delegação era comandada, com agora por Bettencourt. Tenho a certeza que os sportinguistas veriam de bom grado a repetição da história!

terça-feira, 27 de julho de 2010

Sporting Clube da Albânia

As coisas até estavam a correr bem. Mais do que as exibições ou resultados, a digressão aos Estados Unidos deu aos Sportinguistas o direito à esperança de dias melhores, o toque de clarim necessário para reunir as tropas em volta da equipa que representa as nossas cores. A falta dela em anos anteriores foi o principal factor de afastamento dos Sportinguistas de Alvalade. 

Hoje, na sua mensagem aos Sportinguistas, Bettencourt até começa bem. Os 3 primeiros parágrafos  contemplam um discurso de alguma humildade e de mensagem de esperança no caminho tomado. No quarto e no quinto volta ao registo de há um ano atrás. Só lá faltam os “terroristas”, mas lá estão subentendidos. 

O que quer Bettencourt afinal? Um Sporting clube da Albânia, em que quem não pensa como ele é contra ele e pior, contra o Sporting? Enver Hoxha não fez pior. Há apenas um caminho único, o dele, e os Sportinguistas ou o reconhecem como tal ou não têm direito à opinião? Não é mais do que legitimo duvidar da eficácia de quem dirigiu o clube a um dos piores resultados de sempre – o que pode acontecer a qualquer um – e de quem, ao contrário do que foi mandatado, ainda promoveu a discórdia e a desunião, conseguindo um dos pontos mais baixos na vida do nosso clube de que tenho memória? É esta a mensagem que o Sporting precisava neste ponto da época? 

E que razões tem Bettencourt para o endurecimento do discurso? Está a fazer a festa, deitar os foguetes e a apanhar as canas, por uma digressão bem sucedida, se a festa - a época oficial - ainda mal começou? E quando as coisas correrem mal - porque correm sempre, muitas vezes a quem não ganha, menos a quem triunfa - o que vai dizer aos Sportinguistas? Atribuirá a culpa às vozes e às intoxicações, como  recolhe agora os louros do êxito no Torneio de Nova Iorque?

Há quem há muito me diga que Bettencourt está para o Sporting como Vale e Azevedo para o nosso rival. Mas é melhor e pior do que isso. Melhor porque, ao contrário do homem dos iates e das trapaças, Bettencourt tem passado no Sporting e ninguém duvida do seu Sportinguismo. Melhor porque Bettencourt tem um passado pessoal e profissional impoluto e é um homem sério. Mas é pior justamente por isso. Porque sendo um Sportinguista ferrenho e um homem sério espera-se sempre muito dele, acreditando-se que, apesar dos pesares, é capaz. Mas não é. Cada vez que fala revela a sua falta de dimensão para a cadeira que ocupa. Eu não acredito nele, mesmo que ganhe o próximo campeonato com 28 pontos de avanço. Acredito no Sporting, sempre! E tenho que acreditar no brio dos seus profissionais   (ah, pois ele também é profissional ) para levar o nome do Sporting bem alto.

Caros Sportinguistas

É com esperança renovada e uma convicta sensação de que estamos no caminho certo que vos escrevo a poucos dias do pontapé de saída oficial da nova temporada futebolística.

Sou o primeiro a reconhecer que os resultados alcançados pela equipa de futebol profissional, na época passada, podem ter criado alguma desconfiança nos vossos espíritos.

Mas sou, igualmente, o primeiro a garantir-vos que essa angústia será superada pelos êxitos que tanto desejamos. Os primeiros ecos desse trabalho, julgo eu, estão já à vista. Em conjunto com o director Francisco Costa e com o treinador Paulo Sérgio, temos vindo a criar bases para um futuro que se quer de vitórias e de muitas alegrias para o nosso centenário Sporting. Terminámos uma tournée aos Estados Unidos da América que marcou o regresso do Sporting aos grandes jogos de pré época com um saldo bastante positivo, enchendo de orgulho os nossos emigrantes naquele país.

Muitas vozes têm vindo a público criticar a nossa linha de orientação. Muitas opiniões têm sido emitidas a duvidar da nossa eficácia. Muitas notícias têm criado dúvidas em redor do nosso projecto. A vocês, caros consócios, apenas peço que acreditem naqueles que dirigem e que não dêem ouvidos a quem (só) gosta de protagonismo, nem que para isso tenha de falar do que não sabe...

O Sporting está a mudar. E isso, isso, sim, perturba muito boa gente... Mas em sintonia, longe dos fóruns que tantas e tantas vezes tentam intoxicar a opinião pública, tomamos as decisões que julgamos acertadas em prol de um Sporting mais forte e mais ganhador. Um Sporting que precisa de todos nós e que só fará sentido se, todos juntos, gritarmos bem alto que este é e será sempre «o nosso grande amor!»

Como vos disse, faltam poucas horas para o arranque oficial da época. Será na Dinamarca, em jogo que nos poderá abrir caminho para a Liga Europa. E é por um Sporting cada vez mais global, diria mesmo mais universal, que me empenho, que me dedico e que luto a cada dia. Conto convosco.

Viva o Sporting!

José Eduardo Bettencourt

O Polvo: Um olhar sobre a concorrência

Com os agradecimentos ao Sportinguista Abdula Manafi Mutualo, nosso leitor em Jeddha, Arábia Saudita
Tenho estado atento ao que fazem os nossos principais concorrentes, nos quais incluo de forma óbvia o S.C.Braga. Do que tenho visto não consigo ainda posicionar-nos na hierarquia das candidaturas. Não tenho dúvidas que, parecendo-me que estamos bem melhor do que o ano passado - era impossível ser pior, não?... - mas aguardo pelos encontros com as equipas mais pequenas para perceber melhor quais são as nossas habilitações. Sendo esses a maior parte dos jogos, serão esses, como quase sempre, os que definirão o campeão.

Do que tenho visto o SLB continua forte e, tendo mantido a estrutura técnica e quase todo o plantel (pelo menos até ao momento em que escrevo) parece-me ser o principal candidato. O FCP ainda não estabilizou o plantel, há muitas indefinições entre quem entra e sai e tem uma nova equipa técnica. O SCB tem ainda que passar o seu rubicão para re-afirmar a sua candidatura: as pré-eliminatórias da Champions definirão em grande medida o nível actual e poderão, consoante os resultados, catapultar ou prostrar as ambições arsenalistas.

Isto ao nível do relvado. Nas secretarias e nos túneis não sei. Mas não me esqueço da promessa feita por Pinto da Costa há 30 anos, em que afirmou que, com ele presidente, o Sporting não voltaria a ser campeão. E até hoje só não o conseguiu por duas vezes. Sem nos eximir das nossas próprias responsabilidades no falhanço, continuo a pensar que são os seus tentáculos os que mais devemos temer. 

Pode chocar muitos Sportinguistas, sempre distraídos pela rivalidade com os vizinhos de cima, mas estes perceberam o perigo de que falo e foi combatendo o polvo no seu próprio campo , e com os mesmos métodos, que conseguiram alicerçar o título que ostentam. Ficar algumas vezes à frente do SLB distraiu-nos e para voltar a ganhar agora temos que recuperar a equidistância que sempre nos separou. Mas sempre com o olho no... polvo e outro no aviário.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Balanço

O balanço que podemos fazer da participação do Sporting no Torneio nos EUA, é francamente positivo. Não me refiro somente à componente desportiva e competitiva, ainda que essa seja sempre a razão de ser de qualquer digressão leonina neste âmbito.

Nos EUA vive uma significativa e sólida comunidade Lusa, especialmente neste estado de New Jersey. Como não poderia deixar de ser, existe também uma vasta percentagem de leões nesta comunidade. A vitalidade e o dinamismo que os vários núcleos leoninos apresentam, são a prova evidente da força leonina que existe no outro lado do atlântico.

Neste sentido, o Sporting deu um passo em frente no que respeita ao reforço dos laços de fraternidade com os seus sócios e adeptos, fomentando a cultura e espírito leonino. Deu também um passo de gigante no que respeita à solidificação da sua “grandeza” e do seu prestígio internacional. Há muito que não se fazia uma digressão deste calibre, ainda por cima com sucesso.

No plano desportivo, a equipa cumpriu as expectativas. Defrontou adversários de Liga Europa e de outro campeonato, mais competitivo que a Liga Portuguesa. Venceu o torneio, deixou excelentes apontamentos e contribuiu significativamente para abalar o cepticismo e as reservas que vão dominando o espírito dos sócios e adeptos.

Quer isto dizer que devemos embandeirar em arco? Não, pelo contrário. Devemos manter a lucidez, não deixando de ter consciência que estamos mais fortes e dispomos de mais recursos do que na época anterior, como não poderia deixar de ser.

Creio que necessitamos de um ponta de lança e mais um central. Um central de qualidade, porque não acredito na regeneração de Polga, que espero, ainda venha a ser transferido. Se não for, oxalá, me engane e possamos assistir a uma grande época do central brasileiro. Pongolle, saiu caro demais e ou se dá um milagre ou será mais uma época para esquecer, daquele que é dos reforços mais caros da história do Sporting. Liedson entrará em declínio. Não apenas pela idade, até porque ainda pode fazer mais uma ou duas épocas com nível, mas porque as várias lideranças parecem estar a acabar no seio do grupo para passar a existir apenas uma liderança. Não sei como é que o “levezinho” vai encarar que ninguém está acima do Sporting. Isto pode parecer um paradoxo, tendo em conta o episódio da braçadeira de capitão.

Li a entrevista que Costinha concedeu à Revista do Expresso desta semana. Gostei do que li e comungo da ideia geral do Director Desportivo. É preciso acabar com o clima de guerra civil que todos nós vamos fomentando aqui e ali, falar a uma só voz, com união, em nome do Sporting Clube de Portugal.

O ministro

Costinha é hoje no Sporting o equivalente a um C.E.O para o futebol ou até mesmo um presidente em exercício. Por isso conhecer as suas ideias é perceber o que se pretende no presente e para o futuro próximo da modalidade mais representativa e popular do nosso clube. Por isso seria muito importante ouvi-lo. O uso do condicional revela de imediato a minha decepção pela entrevista de 5 páginas dadas este fim-de-semana ao Expresso e que partilho hoje com os nossos leitores. Esta divide-se em 2 partes distintas, sendo a primeira a que mais interesse teria para os Sportinguistas, e que se debruça sobre actualidade do clube. A segunda versa sobretudo a sua vida e carreiras pessoais. Mais do que uma crítica ao entrevistado é sobretudo uma critica à falta de profundidade das questões e pela complacência ante algumas respostas com alguma superficialidade, apesar de muitas frases fortes. Que projecto é afinal este que passa “por uma evolução mental”e como se pretende fazê-la? Seja como for, julgo que não há nenhum sportinguista que não tenha consciência da dureza da tarefa que Costinha tem em mãos. Fica aqui para vossa leitura e apreciação. (Clique nas imagens para ampliar)
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domingo, 25 de julho de 2010

A amadurecer na Grande Macã

O Sporting empatou a 2 golos com o Tottenham e assegurou a conquista de um troféu que prestigia o nome do nosso clube, não só do lado de lá do Atlântico, mas também aqui pelo velho continente, tendo em conta os nomes dos participantes oriundos da Velha Albion. 

Antes de me debruçar sobre a partida, convém salientar a participação dos portugueses e dos Sportinguistas nas bancadas do estádio. Foram muitas as camisolas de todos os clubes, da selecção nacional e em maioria das listas verdes e brancas. Em reportagem que pude visionar ontem num dos canais de televisão, foram até bastantes as camisas do novo equipamento alternativo, revelador de que o nosso clube mantém o seu estatuto de grande clube, como às vezes alguns parecem esquecer.


Sobre o jogo propriamente dito, e até sobre o torneio em geral, saúdo com satisfação uma evolução positiva relativamente ao jogo que fechou o estágio em França, que me havia desapontado profundamente. Há ainda muito trabalho para fazer, entre correcções posicionais e vícios antigos por eliminar - p. ex. a forma pouco pensada e por vezes sôfrega como se sai para o ataque - mas é notória uma abordagem mais empenhada e até mais confiante ao jogo. A base necessária para progressos que são ainda necessários. Não vejo pois razões para depressão e menos ainda para euforias desmedidas. A valia dos adversários defrontados justificam a esperança , mas as peculiaridades do futebol nacional, em que a maior parte das equipas jogam em registo muito diverso do Tottenham e Man. City, justificam as cautelas.

Com o dito acima, completaria a reflexão dizendo que dificilmente se poderia esperar mais de uma equipa que jogou de inicio com 5 elementos recém-chegados ao plantel. Por isso fará mais sentido uma análise individual do que a alguns aspectos deficientes na movimentação colectiva. E, neste momento, parece-me ser correcto afirmar que, em termos globais, este plantel oferece mais soluções ao treinador que o do ano anterior. O mesmo não é dizer que não faltem soluções pontuais, como por exemplo nos extremos ou na fiabilidade da oferta para as ligações pelo centro do terreno no ataque, por exemplo. Do que vi até agora não me parece haver receios quanto à qualidade dos reforços - falei aqui já sobejamente da estratégia seguida,de que discordo - sendo Valdés jogador para ter "peña" mais numerosa entre os adeptos que vão a Alvalade.

A atitude da equipa permite para já a esperança de reconciliação de alguns adeptos  com o Estádio de Alvalade. Se assim for teremos dado pelo menos um passo importante, dos muitos que são ainda necessários. Como diz o Hugo,em frente Sporting!

SCP vs Tottenham




Jogo que decidirá o vencedor do torneio o New York Challenge.

SPORTING: Rui Patrício; Abel, Nuno André Coelho, Torsiglieri e Grimi; Salomão, André Santos, Miguel Veloso e Valdés; Matías Fernández e Liedson.

TOTTENHAM: Cudicini; Hutton, Bale, Naughton e Corluka; Walker, Huddlestone, Jenas e Taarabt; Kranjcar e Keane.

sábado, 24 de julho de 2010

Hã, Mister?!

In "ABola":

O treinador do Sporting, Paulo Sérgio, reagiu com vigor na madrugada passada – noite nos EUA – a um episódio protagonizado por Liedson. O técnico puxou em público as orelhas ao seu jogador, deixando bem claro quem manda no grupo...

Depois da partida com o Manchester City, Liedson – que estava a fazer exercícios de aquecimento, mas não entrou porque entretanto a partida terminou – recolheu aos balneários apressado. Perto do brasileiro seguia Nuno André Coelho, recém contratado ao FC Porto.

Paulo Sérgio chamou os jogadores para cumprimentarem os adeptos, mas Liedson seguiu em frente, sem dar ouvidos ao técnico. Nuno André Coelho voltou atrás, cumprindo assim as ordens de Paulo Sérgio e livrando-se de qualquer mal-entendido.

Mais tarde, Paulo Sérgio não fugiu ao assunto e em declarações aos jornalistas presentes foi bem claro quanto ao eventual mal-estar do internacional português por não ter sido utilizado: «O Liedson, bem como qualquer outro jogador, joga o tempo que eu quiser, não o tempo que eles querem».

Para quem se lembra - talvez fosse melhor dizer se é possível que alguém se tenha esquecido,... - a última vez que um episódio semelhante sucedeu, e tendo como protagonista precisamente Liedson, a coisa acabou aos xutos e pontapés no balneário. Sá Pinto teve que desfazer um gabinete que ainda mal conhecia., partindo ainda com as malas por desfazer. Desta feita foi Paulo Sérgio que deu a chapada  acertada, quer na forma quer no tempo escolhidos.

Divertiram-se a sério

SPORTING - Tiago; João Pereira, Daniel Carriço, Polga e Evaldo; Vukcevic, Pedro Mendes, Maniche e Yannick; Hélder Postiga e Saleiro.
Jogaram ainda Veloso, Pongole, Valdes,André Santos

Golos de Djaló. Resultado final: Sporting: 2 - Man. City: 0

O Sporting conseguiu esta madrugada um resultado e exibição bastante agradáveis, apresentando de inicio aquela que deverá vir a ser a equipa titular no primeiro jogo oficial da época. Com Pedro Mendes e Maniche a darem cobertura e estabilidade ao sector recuado, Vukcevic e Djaló abertos nas alas, e Postiga a ligar o jogo ofensivo, que contava com Saleiro como o seu ponto mais avançado, o Sporting dominou o jogo quase do principio ao fim. Se Costinha na antecipação do jogo dizia que este era um jogo para a equipa se divertir, a postura concentrada e séria da equipa permitiu a melhor das diversões que é jogar e ganhar. De salientar o bis de Djaló, em especial o seu segundo golo, numa jogada com participação colectiva vistosa.

Se as ausências do City facilitaram a tarefa? Não sei, vou agora dormir sobre o assunto. Mas se não gosto de desculpas nas derrotas tão pouco gosto que se minimizem as vitórias. O futebol é um jogo de equipa e a nossa hoje foi muito melhor que a adversária e isso é o melhor destaque que este jogo merece.

 1º Golo:
 

 2º Golo
 

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Disciplinar e liderar

O nome de Izmailov volta à ribalta e ainda não é pelas razões que todos ansiamos. Trata-se ainda das consequências do caso que antecedeu o jogo com o Atlético de Madrid, que culminou com o polémico abandono de estágio e posterior viagem não autorizada a Moscovo, com faltas injustificadas do russo ao trabalho. Se a recusa em jogar parece hoje mais do que justificada pelo estado em que ainda se encontra o joelho do médio russo, já a viagem e as consequentes faltas serão mais difíceis de enquadrar. O Sporting optou por multar o jogador, pretendendo descontar-lhe dois terços do vencimento, optando por uma medida dura e que pretende seguramente constituir exemplo e aviso à navegação. Poderia ser de outra de forma?

Creio que sim. Mesmo considerando o elevado número de casos disciplinares. Trata-se de uma pena pesada para um “primário”, isto é para um jogador de folha limpa e, como é vulgar na justiça comum, a atribuição de uma pena dura, mas suspendendo a sua aplicação, caso ocorra reincidência, acabaria por ser provavelmente a medida mais adequada. A sua publicitação no âmbito restrito do grupo de trabalho deixaria claro que a disciplina não é apenas uma figura de estilo. Assim, com a contestação pública de Izmailov, no exercício de um direito inalienável, o melhor que conseguimos é o prolongar senão o agonizar das relações clube / jogador, pelo menos de um ambiente indesejado e que não potencia o êxito.

Poderia isto ser diferente se houvesse um capitão? Talvez sim, se fosse um capitão na verdadeira acepção da palavra, e estivesse disposto a intermediar este difícil caso em favor do bem comum. Mas isso é uma figura cada vez mais rara, numa profissão pautada pelos horizontes limitados das perspectivas pessoais de carreira, em detrimento das funções que um verdadeiro capitão deve desempenhar. Seja como for não me parece que o folhetim da braçadeira de capitão saltar de braço a cada episódio seja dignificante para um clube como o Sporting Clube de Portugal.

Creio que Paulo Sérgio até pode muito bem ter sido apanhado descalço neste processo, quando se pronunciou sobre a braçadeira no caso de Moutinho. Sabendo já na altura que o desfecho poderia ser o que foi, Paulo Sérgio tentou desdramatizar a notícia. Agora sentir-se-à obrigado a manter-se fiel ao que disse anteriormente. Mas não creio que a braçadeira do capitão do Guimarães na época passada andasse de mão em mão como as pombinhas da catrina. Aliás, para perceber o caso Moutinho e a braçadeira de capitão, ajudaria muito saber quem “assobiou” à “Abola” a mudança de braçadeira. No interesse do Sporting não foi com certeza.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Think Big!




Em digressão pelos Estados Unidos da América o Sporting parece querer encarnar um dos lemas principais daquela sociedade, pensar grande. Na terra das oportunidades este é um factor basilar, podem limitar-te tudo mas ninguém te pode condicionar o pensamento e a ambição, e se assim é o melhor é pensar grande!

É o lema que diversos homens de sucesso têm vindo a apresentar como motivação para o seu sucesso, na garagem onde Bill Gates iniciou a sua empresa pensava-se grande, independentemente dos recursos serem escassos e a concorrência a poderosa IBM.

No Sporting pensa-se assim, e não, não estou (ainda) a falar de Paulo Sérgio, Costinha, Salomão ou Veloso. Falo da malta do Hóquei em Patins e em particular do seu porta-estandarte o Eng. Gilberto Borges, ontem ao ler no Sangue Leonino o seu texto apenas uma palavra me viajava pela cabeça, emoção.

O projecto do Hóquei em Patins sabia de antemão e como verdades assumidas que não teria qualquer apoio do clube (continua a não ter), que era um projecto impossível de realizar, que não tinha meios, nem atletas, nem locais para treinar. Esta conjuntura era capaz de assustar muita gente, mas um grupo de Sportinguistas conhecedores das palavras do fundador devem ter sorrido e dito entre si - “Vamos fazer uma secção de Patinagem grande! Tão grande como as maiores da Europa!” – imagino o Eng. Gilberto Borges a um canto a corrigir, “Da Europa não. Do Mundo!”, e deitaram mãos à obra antes que se fizesse tarde.

Para levar a cabo aquilo que têm em mente (sim que o projecto ainda nem no principio deve estar) apostaram naquilo que é, e devia ser sempre, o “core business” do Sporting Clube de Portugal fazer desporto ao mais alto nível de competência. E foram iniciar o trabalho por onde se deve começar, pelo princípio, uma resma de miúdos a quem deram o melhor do seu conhecimento. Esse conhecimento é tão bom, que os putos foram crescendo, ganhando, chamando mais amigos para fazer parte daquela família, e crescer mais, ganhar mais, até que ninguém lhes podia ficar indiferente.

Parabéns a todos os incluídos que nunca desanimaram com as dificuldades, tenho uma infeliz noticia para vos dar, as dificuldades só vão aumentar, mas perante a têmpera que têm demonstrado isto se calhar só vos vai motivar.

O Hugo Malcato deu voz aqui no A Norte a um dos miúdos da equipa de juniores do Sporting. Veio aqui, através dele, fazer um apelo, não veio pedir dinheiro, nem sticks, nem um pavilhão, nem rolamentos, nem reconhecimento. Veio pedir Sportinguistas a gritar Sporting no local onde iam jogar. Veio pedir bancadas cheias a motivar quando se falha aquele remate, quando se perde aquela bola, quando intersectam aquele passe. Era esse o seu único desejo, o desejo de um desportista que veste a nossa camisola e que quer ganhar, ser grande, tão grande como os maiores da Europa. Do Mundo diria o Eng. Gilberto Borges!

Ontem de madrugada, as bancadas estavam cheias, talvez por essa razão os “putos” da bola já nem se lembrem da importância de usufruir desse imenso valor – “Todo estádio a cantar…” – talvez por essa razão tenham dificuldade de identificar os seus lideres, esqueceram o que é ser uma família que durante um ano vive diferentes percalços que conhece a glória e a derrota mas que tem de se manter solidária entre si e firme no seu objectivo comum. Num conjunto de indivíduos é difícil identificar os líderes apenas se encontram as diferentes motivações individuais, num grupo forte eles naturalmente despontam e crescem. Gostei do que vi ontem, duas equipas completamente diferentes a tentar interpretar duas filosofias tácticas distintas mas com um bom espírito de entreajuda, muito diálogo, muita chamada de atenção, muita preocupação com o colega.

Até gostei da cara de desilusão do Liedson por ter falhado o penalty e do conforto que os colegas lhe deram. Mais do que resultados espero que a equipa traga dos Estados Unidos da América um novo espírito, esqueçam lá as dificuldades, o árbitro, a estrela que foi e a outra que nunca mais vem. Pensem Grande, tão grandes como os maiores da Europa!

Ups, desculpe Sr. Eng., do Mundo!

Same old thing

O Sporting perdeu ontem o encontro com o Celtic no desempate por grandes penalidades, no mítico palco de basebol Fenway Park, em Boston. As crónicas falam de um jogo equilibrado e de uma prestação razoável da nossa equipa de futebol, ante um adversário que disputará com o SCBraga o acesso à Champions League. 

Postiga marcou o golo do empate, na primeira vez que tocou na bola, ao entrar para substituir Djaló e Liedson atirou para a bancada no penalty que lhe competia. Não se pode dizer que seja propriamente uma novidade. Já novidade foi a braçadeira de capitão ostentada por Pedro Mendes. A pré-época a servir também para avaliar a quem ela fica melhor?

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Responda se souber

A possibilidade de Pavliuchenko ingressar no Sporting é apenas um sonho de uma manhã de verão? Assim parece, pelo menos a julgar pelas declarações do próprio e até pelo que manda o bom senso. Mesmo sem ter em linha de conta como poderia o Sporting pagar a um jogador como o russo, porque haveria o Tottenham de custear metade do passe de um jogador que quase pode escolher o clube onde jogar na Premiere League, tantos são os interessados? Será que a notícia surgiu para contra-balançar o desencanto de alguns adeptos por, no dia anterior, Costinha  ter  assumido  ter o plantel quase fechado?  (A propósito, direi que estas declarações de Costinha são as que mais se ajustam à gestão correcta do plantel, valorizando os que estão, sem fechar a porta ao reforço do plantel).

E que consequências teve o caso Moutinho no relacionamento com Pina Zahavi, empresário de alguns dos nossos jogadores? No imediato, parece ter sido a rescisão do contrato de Alexander Zahavi. Ou foi um mero acto de gestão da carreira do jovem jogador? Ou um acto preventivo, no caso de terem sobrado alguns ressentimentos? 

Está de parabéns a AAS e em particular a Pedro Faleiro Silva, que este fim-de-semana foi eleito membro do comité executivo da FSE - Football Supporters Europe, durante o III congresso europeu de adeptos realizado em Barcelona. Mais uma vez o Sporting abre o caminho, à custa do excelente trabalho que vem sendo realizado de forma sustentada mas discreta. Depois do reconhecimento da sua valia a nível internacional, chegará finalmente o reconhecimento nacional e em particular no nosso clube?

terça-feira, 20 de julho de 2010

Não chega, Veloso

Ao declarar ter rejeitado a proposta do Génova, porque "adora o Sporting" Veloso desarmará finalmente os que há quinze dias para cá o apontam como a próxima "maçã podre" a cair? Sinceramente, não creio. Há muito que o jogador tem colado a si um rótulo do qual dificilmente se libertará mas que não corresponde sequer à personalidade do homem por detrás do jogador.

Recusando uma proposta financeiramente mais vantajosa, numa Liga de "outra divisão", apenas aceitando trocar o seu amor pelo clube onde se formou por um projecto que lhe permita progredir na sua carreira profissional - "Mas terá de ser num clube de topo" - Veloso vem dizer do Sporting o que todos nós pensamos: o Sporting é um clube de topo! Fazê-lo neste momento em particular é digno de nota.

Mas chegará para uma larga faixa de Sportinguistas? Infelizmente, não creio...

Onde é que eu já ouvi isto?

Sabia que o Sporting ia a caminho do Pavlyuchenko - o Totttenham e o Sporting vão-se encontrar nos Estados Unidos,  nem torneio quadrangular,  com o Manchester City e o Red Bull  - mas que o russo poderia estar a caminho do Sporting é que julguei mais difícil. Aliás esta não é a primeira vez que esta noticia surge. Lembro que em Dezembro o Correio da Manhã, talvez depois de algum excesso natalício,colocava não só o russo como Gareth Bale e Tosic como reforços de Inverno. 

A acompanhar com atenção, até porque o jornal da Travessa da Queimada tem estado bem sintonizada com o que se passa em Alvalade. Como se lembram, a manchete de Moutinho foi deles, tal como de Torsiglieri. Não sei em que condições poderia chegar um jogador como este, mas seria um acréscimo de qualidade para o nosso plantel e até para o campeonato português.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Parece que correu bem

Parece que quem se deslocou a Alvalade deu o seu tempo por bem empregue, porque a vitória sempre saborosa sobre Lyon foi complementada por uma exibição agradável. Parece no entanto quem a queira minimizar pelo facto de o adversário não ter apresentado alguns dos seus melhores jogadores. Um argumento aceitável se não fosse esquecido o facto de alguns dos nossos jogadores, precisamente os internacionais, tivessem apenas dois dias de treino. Se for tido em conta o que podem vir a produzir em breve, o melhor que devem ter conseguido foi fazerem figura de corpo presente. Ignorar este facto é pouco honesto.

Estimam-se que tenham estado presentes cerca de 24.000 espectadores. Certamente que teriam sido mais, possivelmente se o jogo fosse sábado ou se a hora do jogo fosse um pouco mais cedo e mais cedo anunciada. Mas a diferença não seria substancial. E, como parece ter ficado implícito, a equipa tem esse fardo, mesmo que nada justo, às costas: eliminar a desconfiança dos Sportinguistas. Ontem parece ter conseguido.

Do pouco que pude ver nos resumos salientaria dois nomes, que me surpreenderam até agora: Vitor Golas parece-me muito melhor do que a última vez que o tinha visto há um ano, mais ágil e menos pesado e Salomão. Por esta ordem.

Retomando o apelo aqui feito ontem, quem sabe não era agora a altura, aproveitando o inicio de uma época tão difícil e tão importante para nós, de os Sportinguistas desistirem de destilar os seus ódios de estimação. Assobiar o Patrício, o Postiga, o Djaló ou o Veloso não os fará jogar melhor, seguramente. No caso do Patrício o caso é ainda pior, porque, pela posição que ocupa em campo, é um alvo demasiado fácil, num lugar em que a estabilidade e concentração é quase tudo. Quando muitos se queixam de a Academia formar jogadores e não formar homens, era capaz de ser útil avaliar a qualidade do carácter de muitos que se sentam na bancada. Pagar cotas, comprar gameboxes e ir a todas não constitui o direito de destruir.

PS: A rábula do capitão era completamente desnecessária....

domingo, 18 de julho de 2010

Fortuna considerável

Confessar-me satisfeito com o resultado de hoje, no jogo de apresentação frente ao Lyon é o máximo que consigo partilhar convosco, uma vez que não conheço outros pormenores do que os vêm na comunicação social. E como não costumo fazer crónicas de jogos que não vejo terei que ficar por aqui quanto ao jogo.

 Mas não posso de deixar de comentar que me parece estarmos em posse de fortuna apreciável e olhando apenas para o lote de 4 guarda-redes disponíveis. É que se um Roberto vale 8 milhões, quanto não vale cada um dos nossos? E se fosse o Patrício, o que se diria?

Homilia dominical


Não poderei estar presente, tal como pretendia, na apresentação da equipa para 2010/11. Os motivos que a impedem não são para aqui chamados, mas gostaria de partilhar aqui o desejo e o pedido a todos os que nos leêm e têm essa possibilidade que o façam. O jogo de apresentação da equipa é um momento simbólico, em que o jogo propriamente dito e até o resultado são de somenos importância. Trata-se do primeiro contacto dos jogadores com a nova casa e com os associados e adeptos e é talvez o primeiro momento mas também definidor em que poderão contactar com a grandeza do Sporting Clube de Portugal. Se não formos tantos como deveríamos ser, como poderíamos ser, ao menos que demonstremos de que é feito o carácter dos Sportinguistas. 

Hoje é dia de festas e nas festas se não se pode aplaudir não se assobia e muito menos insulta. Tal como dizia aqui há dias era bom que os adeptos percebessem que eles, os jogadores, e nós, os adeptos, estamos no mesmo barco. Tal como nós, eles dependem do acerto das decisões que são tomadas acima da sua cabeça e não há dedicação e empenho que possa valer à falta de boas ideias. Eles têm a carreira em jogo e nós o futuro do clube que amamos. Esqueçamos os ódios de estimação que cada um já elegeu no plantel e façamos uma nova partida. Hoje como nunca o Sporting precisa que estejamos com a equipa, mesmo que não estejamos de acordo com aqueles que a formam. Afinal aquelas são as nossas camisolas! 

As minhas humildes desculpas pela "homilia dominical".

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