sexta-feira, 10 de agosto de 2012

2 notas (sobre) notáveis

1- Não deve haver nenhum Sportinguista que não se tenha ainda pronunciado sobre a necessidade de renovar com Adrien. Entre os quais uma série de adeptos que entre nós são habitualmente designados por notáveis. Mas o que me parece mais notável neste caso é que olhando para o que dizem uns (adeptos) e outros (notáveis) é que não há... diferença nenhuma. Hoje é muito fácil dizer que é obrigatório renovar com Adrien, que é um crime lesa clube não o fazer, etc. 

Mas onde é que andou toda esta gente, que só agora reparara no jogador? Como é fácil reivindicar a exigência para avaliar os outros, como é fácil ser profeta do passado!

2- Ainda sobre o actual PMAG, Eduardo Barroso. Absolutamente notável que se disponha a abandonar o cargo que lhe foi confiado pelos sócios e onde, e, pela sua acção, pode realmente ser útil ao clube e fazer a diferença e nunca tenha ponderado fazer o mesmo com a sua posição de paineleiro de, pelo menos, muito duvidoso proveito para o clube. 

Sobre este caso soube-se se hoje que o PMAG se encontra de férias, o que de certa forma ajuda a perceber um pouco a forma distendida, to say the least, como se pronunciou. O que me parece absolutamente notável é que não se imagina o insigne cirurgião a actuar com esta ligeireza na sua profissão, onde é uma referência. Porque o faz com o Sporting, onde também o é?

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

O Sporting é o petisco mais apetecível para os papagaios

Vamos ainda na quinta-feira desta semana e:

Já falou várias vezes o advogado de Adrien;

O Carlos Xavier falou sobre o Adrien;

O Bruno de Carvalho falou sobre o Adrien;

O Rogério Alves falou sobre o Adrien;

O José Eduardo falou sobre o Adrien;

A generalidade da blogosfera, eu incluído, falou sobre o Adrien;

Os jornais só parecem conhecer os jogadores do Sporting cujo contrato expira no final da época;

O pai e empresário do Jeffren falou sobre o filho, exigindo que o jogador jogue mais ou saia, esquecendo-se que ele não jogou mais porque não esteve à altura das exigências, sem que com isso não deixasse de receber o que era dele de direito.

Para fechar com chave de ouro vem hoje o Presidente da Assembleia Geral, entre frases enigmáticas, manifestar-se desaproveitado, esquecendo-se, por exemplo, de fazer qualquer referência à medalha olímpica conquistada no dia anterior por um atleta do Sporting. Na sua qualidade de representante de todos os sócios era capaz de não ser de todo descabido.

E para me ficar por aqui recomendo-lhe que procure nos estatutos as funções do cargo que exerce e, se ainda assim se sentir perdido, que olhe para o que fazem os seus congéneres. Por exemplo, o que teria dito o PMAG do SLB ou do FCP se estivesse no lugar de Eduardo Barroso?

Se fosse o do SLB iria perguntar a Luis Filipe Vieira porque comprou um suplente do Atlético de Madrid por 13 milhões de euros?

Ou se fosse o do FCP, perguntaria a Pinto da Costa porque estão Sapunaru e Bellushi a treinar à parte, ou para que se gastou dinheiro em Walter, Souza, Janko (fala-se em empréstimo ao Maiorca), Sapunaru, Rodriguez (custou 7 milhões e saiu a custo zero) e Belluschi?

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Porque é que isto acontece sempre connosco?

Porque é que isto só acontece connosco? Esta é uma das perguntas recorrentes quando os Sportinguistas tomam contacto com alguma noticia ou facto negativo. Muitas podem ser as explicações, que não devem deixar de fora a falta de títulos no futebol. Mas, bem vistas as coisas, os Sportinguistas podem e devem continuar a ter razões para se orgulhar do seu clube, nos bons e nos maus momentos. 

A noticia de mais uma medalha de prata nuns Jogos Olímpicos é "apenas" mais uma, que se junta a muitos outros feitos ímpares no desporto português e que nos obriga a acreditar que no futuro o verde e branco continuará a ser incontornável  e do leão rampante. Neste caso, e atendendo ao que tem sido a história, é caso para perguntar: porque é que isto acontece sempre connosco? (Atendendo a muitas reacções que já vi porque o feito foi alcançado por um atleta do Sporting, é caso também para dizer: um grande feito para Portugal, um grande dor de cotovelo para muitos...)

Nota: E voltando ainda ao tema Adrien e ao titulo do post já viram que por exemplo o Tottenham tem o problema pior com Modric, e o At. Bilbau ainda maior com Llorent e com Javi Martinez? E isto pegando apenas em 2 exemplos ao acaso de jogadores com apenas mais um ano de contrato com os seus clubes, mas de valor no mercado muito acima de Adrien.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

A solução para o caso Adrien

Antes de ir directamente à solução para o caso Adrien vale a pena perguntar porque se fala tanto num jogador de a quem se reconhece apenas uma época ao mais alto nível. Obviamente que o argumento colhe à primeira vista mas é tremendamente redutor, para não dizer primário e superficial. 

Adrien não é apenas o que fez o ano passado na Académica, tem atrás de si um percurso muito bom nas selecções jovens, onde acumulou  43 internacionalizações. Ainda com 18 anos, estreou-se na equipa principal do Sporting, em 2007, onde realizou cerca de 33 jogos até ser "deportado" para o Macabi, de Israel, no final da época de 2009/10. 

Para quem já não se lembra, convém recordar que essa foi a primeira época da presidência de Bettencourt, do "Paulo Bento Forever!" que duraria apenas uns meses e terminou com Carvalhal e um 4º lugar. Foi nessa altura que Adrien renovou o contrato que expira no final da presente época.

Perante tudo isto o estranho não é porque se fala tanto de Adrien, mas como é que o jogador conseguiu afirmar-se ao estrear-se em anos de nítido declínio colectivo, ausência de uma aposta consistente e planificação de carreira e ser um dos melhores valores nacionais da sua geração como, aliás, sempre foi. Isso diz tudo do seu valor e responde, ou deveria responder aos mais cépticos. 

Os que sempre disseram que o jogador não prestava ou não tinha estaleca para o Sporting, seguramente que pensam o mesmo relativamente aos clubes rivais, pelo que, neste momento, só lhes deveria interessar que o jogador saltasse para o colo de um deles porque, sendo coerentes, eles ficariam mais fracos.

Muito se tem falado do papel da SAD no presente caso. Sendo o clube e SAD só um há pelo menos 3 equipas de diferentes dirigentes da SAD a tomar decisões no futebol do Sporting desde que Adrien é sénior. Depois da demissão de Ribeiro Telles e sua equipa, onde foram directores desportivos Carlos Freitas e Pedro Barbosa, Adrien conheceu ainda Costinha, que o mandou para Israel (decisão co-responsável de Paulo Sérgio),tendo o jogador volta a encontrar Carlos Freitas, desta feita com Luis Duque. 

Esta é uma realidade que não pode ser esquecida quando se analiza e delibera sobre o que é hoje o futebol do Sporting e como se chegou aqui. Torna-se difícil, neste cenário, perceber onde começam as responsabilidades de uns e de outros mas, mais importante parece-me perceber que, entre erros e acertos, é difícil fazer muito melhor perante tanta mudança em tão pouco tempo e a consequente instabilidade que lhe está associada. Seguramente um tema para outro(s) post(s) e também um bom tema de reflexão a quem exige uma revolução a cada resultado negativo...

Mas para que a responsabilidade não fique solteira é bom dizer-se que a actual gestão ou (a) foi conservadora na análise que fez do jogador, (b) não estava segura do valor do jogador, (c) ou confiou em demasia na ligação ao clube que o próprio mais do que uma vez apregoou publicamente. E, convém lembrar, que Adrien quis regressar ao Sporting depois de uma aventura no Chelsea, que não deixou boas recordações ao jogador nem aos seus compagnons de route. A verdade é que emprestar um jogador nas condicionantes de Adrien é uma demonstração de dúvida e um risco que agora se pagará, de uma forma ou de outra.

Como é óbvio faz pouco sentido "cortar os pulsos" perante a possibilidade de perder o jogador a custo zero, ou de nos acharmos particularmente "incompetentes" quando fizemos o que fizemos ao PSV com Labyad. Seria apenas compreensível a quem tem problemas de auto-estima e não percebe que estar no mercado é como jogar à bola: ganha-se umas vezes, empata-se e perde-se noutras.

Com o mal consumado o lote das panaceias reduz-se drasticamente. E, por isso mesmo a resolução do caso começa seguramente por, perdoem-me o francês, começar por tê-los no sitio. A SAD e  até os adeptos, bem entendido. 

A SAD porque se trata de uma activo importante e que poderá vir render dividendos desportivos e económicos mas, saliente-se, está longe de ser um jogador insubstituível ou fundamental para o êxito da equipa, face ao que é hoje o plantel principal e equipa B.

Os adeptos, pelas mesmas razões que a SAD, e por estarem mais expostos às maquinações e estratégias de quem gostaria de ver o jogador com mau ambiente em Alvalade. Para lá dos rumores há muita informação que nos escapa.

Chegados aqui é fácil constatar que o jogador não permanecerá em Alvalade pelo dinheiro que possa vir a auferir. Com clubes ingleses na corrida, e até eventualmente os nossos rivais, o Sporting dificilmente poderá igualar a oferta. Esse será também o ponto de vista do advogado do jogador a quem interessa sobretudo vender pela melhor oferta, sendo-lhe indiferente a carreira do jogador.

Do ponto de vista desportivo também não é certo que Adrien seja titular, mas pode muito bem sê-lo, como ainda se viu recentemente em Huelva. Assim tivesse ele coragem para apostar na permanência, no que me pareceria uma boa decisão face à sua valia e ao momento da sua carreira. Adrien tem tudo para vingar neste Sporting e, jogando, é um dos principais candidatos à renovação inevitável da selecção A.

É aqui que o Sporting ainda detém uma arma importante sobre o caso. Adrien também sabe que pode triunfar no Sporting ou que, não assinando, pode passar um ano na casa das máquinas. Esta é uma solução, ao jeito de bomba de fragmentação, que está nas mãos do clube mas que não evita que, no futuro, Adrien apareça pintado de outras cores. Ora isso não deixaria os Sportinguistas indiferentes. Pessoalmente, e sobretudo porque acredito no valor do jogador, seria uma afronta semelhante a outras.

Falando-se insistentemente no interesse do FCP no jogador - mais por "tradição" ou por interesse real, vá-se lá saber, mas a SAD saberá... - poderia equacionar-se a hipótese de uma negociação directa, não com o objectivo de uma venda, mas como hipótese de uma troca. Sabe-se que Moutinho pode sair - o que também nos interessa - e sabemos que o lugar de 9 continua em aberto. Não me repugnaria, e apenas no caso de Adrien não querer ficar, a troca com Kleber. Trata-se de um avançado jovem que por isso está ainda a tempo de limar algumas das suas insuficiências para as juntar às qualidades que indiscutivelmente possui e que poderia constituir uma alternativa e até mais-valia em relação a Wolfswinkel. Veríamos depois quem ficaria a ganhar com a troca...

Dito isto, e se se confirmar a irredutibilidade do jogador em renovar, a solução que satisfaria as partes envolvidas seria a venda com cláusula de preferência e/ou recompra. Mas a casa das maquinas não deixa de ser uma solução a equacionar e a aplicar caso a SAD esteja segura da má-vontade  e menor lisura de processos e intenções do jogador para com o clube.

O Troféu "Os 5 Violinos" permitirá lançar alguma luz sobre o assunto. Sá Pinto seguramente que não continuará a dar minutos - como tem dado, saliente-se - a um jogador que sabe que não pode nem deve contar com ele. No mais Adrien tem todo o direito, como têm todos os jogadores, em procurar o melhor para si na hora de assinar qualquer contrato.

PS- Post actualizado posteriormente à publicação inicial, com a inserção do parágrafo relativo à troca com Kléber, que ficou no prelo. Aos que já comentaram as minhas desculpas. 

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

O Sporting não pode ser um vício, é uma paixão!


Ao contrário do ano passado, nos meus posts deste inicio da época tem prevalecido a dúvida sobre o trabalho realizado pela equipa técnica comandada por Sá Pinto. Dúvida que não tem tanto a ver com os resultados mas sim com os processos de jogo e parece-me legítima em relação ao que se tem presenciado. 

Mas hoje não vou voltar a repisar as mesmas ideias porque, além de fastidioso, não contribui em nada para dissipar as dúvidas e, sobretudo, não me interessa engrossar a espiral de amargura e negativismo que já assola grande parte dos Sportinguistas que se pronunciam sobre o tema.

Ter dúvidas não significa ausência de esperança. No futebol não há certificados de garantia e as decisões finais, em regra, só ocorrem quando soa o último apito do árbitro. Ao expressar as minhas dúvidas revelo preocupação e tristeza por que sei da importância que assumem os resultados nas dinâmicas internas do clube e como estas podem provocar turbulência nefasta em torno da equipa.

Como é óbvio não é me é indiferente que o Sporting ganhe muito ou pouco, mas os resultados não contam para pautar a minha ligação ao Sporting. Não me surpreende que aqui e ali (leia-se nas caixas de comentários deste blogue) me considerem de forma mais evidente ou velada como um sportinguista apócrifo, como por exemplo quando escrevo "José de Alvalade" ou me pronuncio sobre os efeitos da publicidade nas camisolas.

Não sou um sportinguista com "pedigree leonino", não tive ninguém que me ensinasse o que e quem era o Sporting, dei comigo a gostar do clube pelo seu espírito, pela forma de estar no desporto, pelas lições que ia recebendo. E, nos jornais onde, cada vez com mais afã, procurava diariamente noticias sobre o clube, era comum ver assim escrito o nome do nosso fundador. A publicidade parece-me um mal necessário em que se perde alguma coisa para receber outra em troca e o negócio tem de ser vantajoso para ambas as marcas, ou não se faria.

Fui sozinho pela primeira vez a Alvalade (e foi muitas vezes sozinho que vi os jogos do Sporting)  e com dinheiro que juntei para o efeito. Não é possível descrever a sensação que foi ver um estádio inteiro a vibrar com a entrada da equipa mas apenas a certeza que era ali que queria estar, eu era um sportinguista. 

Não dou lições de sportinguismo a ninguém, encontro sempre à minha volta quem tenha feito muito mais e melhor do que eu, sobrando-me sempre o sentimento, sem falsa modéstia, de que cheguei sempre tarde ou com demasiados hiatos e fiz pouco. Nem o facto de ter vivido sempre longe de Alvalade serve de desculpa, como constato à minha volta.

Mas a geração espontânea do meu sportinguismo tem pelo menos uma grande virtude: não tenho dúvidas sobre a forma como o quero exercer. Serei sempre sócio, uma conquista pessoal de valor inestimável, apesar de tardia, e que não dependerá nunca de quem for o presidente, o treinador ou de vitórias estrondosas ou copiosas derrotas. Aliás, apesar de "acreditar" que há algo de "destino" no facto de uma das grandes conquistas internacionais do Sporting ter sucedido no ano em que nasci, quando dei comigo a gostar do clube tenho a certeza que esse sentimento não foi produto de um título, vitória ou momento feliz. Quando me perguntam, muitas vezes com ironia de quem se acha melhor porque tem episodicamente ganho mais vezes, eu costumo retorquir com genuína convicção: mas há outro (clube)?

A existência deste blogue deve-se essencialmente a essa má consciência, (juntamente com a necessidade de criar um escape para a pressão de quem, como muitos, pensa todos os dias no seu clube): a de nunca ter feito o suficiente pelo meu clube e assim procurar, à sua reduzida escala, equilibrar o saldo devedor.

Apesar da consciência tranquila, sei que poderia ter sido melhor e ter feito mais. E não me orgulho de muitos posts desbragados  ao tempo do "ciclo Bettencourt", (e ainda antes de se confirmar a sua eleição), isto apesar da história poder vir a justificar alguma brandura numa possível condenação. Mas, mesmo que tenha sido justo nas apreciações, era-me cada vez mais penoso falar do Sporting quase sempre pela negativa, e por vezes de forma ácida e corrosiva.

Infelizmente essa é cada vez mais única forma de estar de muitos dos meus consócios e adeptos como eu. As exibições desta pré-época vieram carregar nas tintas já de si bem escuras, depois daquela fatídica tarde no Jamor. Muitos não se recompuseram do choque de uma derrota quando já tinham celebrado antecipadamente a vitória que era impossível não alcançar. Não ignoro também que para alguns também seja conveniente (para a sua estratégia) o "quanto pior melhor" e que por isso ou aguardem em silêncio que tudo se desmorone para aparecer no seu cavalo branco, ou que bramam já alto e a bom som "já vimos este filme" ou "vem aí mais do mesmo". Creio, contudo, que a maior parte exprime como pode a sua apreensão, remetendo-se  a uma defensiva que, em última análise, visa proteger um coração fervoroso mas com muitas cicatrizes.

É com tristeza que noto que para muitos o Sporting é hoje mais um vicio do que uma paixão. Não sei qual o seu valor numérico mas é pelo menos ruidoso e maligno. As expressões muitas vezes usadas entre sportinguistas superam em muito as que usam os nossos adversários e inimigos, porque também os temos. O nome do clube é muitas vezes referido como se se tratasse de uma substância aditiva perigosa mas que pouco ou nenhum prazer remunera aos que o "consomem". O Sporting, para alguns, parece ter-se tornado um vicio diário e um escape para as agruras de uma vida cada vez mais difícil e menos um prazer e uma paixão.

Embora, repito, não tenha lições para dar a ninguém, essa é uma postura que me lembra muito aquilo que, apesar das influências exercidas por familiares próximos e pelos resultados, eu não queria ser: pertencer ao clube em que a maior parte dos adeptos vive permanentemente descompensado, crendo-se sempre os maiores na primeira vitória e em profunda depressão porque a realidade os desmente a cada passo.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Quais são afinal as ideias de Sá Pinto?

Quais são as ideias de Sá Pinto para a época que vai começar?

Depois de ver o jogo com o Getafe esta parece-me a fazer tendo em conta a produção da equipa. E dito isto só posso concluir que ou sou eu que não percebo ou são os jogadores que não estão a perceber. Pensar que foi apenas um jogo parece-me demasiado optimista face ao que têm sido os jogos até agora realizados. 

O problema nem sequer é a derrota, porque nada se perdeu, mas é a ausência da mais elementar articulação colectiva, em particular na organização do jogo ofensivo, que deixa um sabor a frustração e dá razões para preocupações. Diria até duplamente frustrante ao constatar que até falta de intensidade e a postura generalizada estão longe de fazer jus ao carácter do nosso treinador, que nos habitou a deixar a pele em campo, fosse qual fosse o resultado. E mesmo que tivessemos ganho ver-me-ia obrigado a dizer mais ou menos o mesmo, tendo em conta a forma como jogamos.

E como a lei de Murphy postula, já não bastava a sensação de as férias terem varrido alguns dos bons indícios deixados nos jogos do final de época, só nos  faltava mesmo uma lesão de Wolfswinkel para nos tirar ainda mais o sossego.

Considerações sobre a equipa B

Decorreu ontem a apresentação da equipa B do Sporting em Rio Maior. O resultado não foi positivo - a Académica acabaria por ganhar por 1-2 - mas, retiradas as devidas ilações e ensinamentos, o jogo de ensaio só pode ser considerado tempo ganho.

NOTAS AVULSAS SOBRE O JOGO
Se considerarmos a aposta na equipa B como uma etapa imprescindível e, por isso, há muito necessária para o crescimento sustentado dos jogadores que formamos, o jogo deve ontem teve o "mérito" de demonstrar aos nossos jogadores uma realidade muito conhecida de todos nós: não basta jogar bem para ganhar, é preciso ser-se mais eficaz que o adversário. Foi talvez o único ponto em que fomos inferiores à AAC, não ignorando que a eficácia dos estudantes teve também um importante aliado no árbitro do encontro, que participou activamente na obtenção dos 2 golos. Também aqui fica uma lição importante na aprendizagem dos jovens jogadores.

Ficou evidente que, se dúvidas havia, há muito talento neste plantel e há até jogadores que já poderiam representar mais-valias em equipas de I divisão. A dupla de centrais Mendes - Reis impressionou-me particularmente pela maturidade e acerto, em nítido contraste com a sua juventude. Isto para lá de alguns valores individuais conhecidos de muitos que acompanham de perto a formação.

Do ponto de vista colectivo ficou patente que o trabalho realizado pela equipa técnica é positivo, embora, tal como nos mais velhos, seja evidente que falta também fazer o mais difícil e que, por isso mesmo, demora mais tempo, que é chegar mais vezes e melhor à baliza adversária.  Sem isso não é difícil advinhar grandes dificuldades para fazer golos

NOTAS AVULSAS SOBRE A EQUIPA B

Dificuldades da II divisão 
Retenho contudo algum receio no que possa vir a ser a campanha desta equipa como também já anteriormente aqui referi. Os jogos da Liga Orangina serão a sério e a acérrima disputa de pontos que lhe é peculiar trará dificuldades acrescidas à "miudagem", que terão que se bater com jogadores mais velhos e experientes, com equipas determinadas a ganhar de qualquer forma, sem grandes primores técnicos, não se inibindo em mandar a bola para o quintal mais próximo ou colocá-la directamente dos centrais nos avançados. O embate promete ser duro e pode ser traumático para os menos preparados. É também por isso que este estágio na B é tão importante na formação dos jogadores.

Financiamento / Despesas
A equipa B não deve ser vista apenas como uma municiadora de jogadores para a equipa principal. Se o projecto for bem articulado pode significar muito mais do que uma mera peneira onde se separa a farinha do farelo. 

Um dos aspectos mais notáveis e por sinal mais esquecido da nossa formação é a sua capacidade de fazer sair da Academia jogadores de futebol separados apenas pelo talento mas todos eles habilitados para o exercício da profissão. Nem todos eles chegarão à equipa principal, mas poderão criar mais-valias de forma a auto-financiar o projecto que agora nasce. Uns porque são muito bons e não conseguimos segurar, outros porque, sendo bons, têm a sua progressão no clube tapada por valores idênticos ou superiores. 

A alienação de passes com cláusula de recompra, julgo que já usada no caso Ié/Cá, e muito praticada por Barça e Real, nem corta as pernas aos jogadores nem obsta à rentabilização por parte do clube.A gestão de carreira dos jogadores, promessa eleitoral do actual CD, assume agora uma importância primordial.

A criação da equipa significa o acréscimo da despesas e uma maior pressão na tesouraria dos clubes que, como sabemos, está já há muito no vermelho. E, como é bom lembrar, não é fenómeno exclusivo do Sporting como quase diariamente nos querem impor. Os adeptos que gostam de acompanhar mais directamente a formação serão os que talvez o percebam melhor, ao ver as suas despesas acrescidas. A criação de uma Gamebox especifica, de custos adequados à realidade do País e da competição seria uma medida  a considerar, e uma atracção que combata o aspecto desolador de bancadas vazias.

A IMPORTÂNCIA DE COMUNICAR

Como bem sabemos a opção pelo complexo de Odivelas teve na base a criação da equipa B. Problemas com o estado depauperado do referido complexo, em particular do espaço reservado ao futebol terão obrigado a fazer as malas e a respectiva viagem para Rio Maior. A informação prestada pelo clube não foi clara relativamente à duração desta deslocação a Oeste, mas o município ribatejano já se encarregou de confirmar a duração desta época como se infere das palavras do responsável pelas instalações Carlos Coutinho.

VANTAGENS E DESVANTAGENS DA DESLOCALIZAÇÃO

Pessoalmente nada tenho a opor à deslocação, até pode ser vista como uma boa medida de expansão e divulgação da marca e da força do Sporting. Do ponto de vista competitivo também pode ser positiva a deslocalização, ao afastar os jogadores do centro da pressão, como é muitas vezes Alvalade, em particular para os da casa. 

Mas, tendo em conta a forma como o projecto de Odivelas foi apresentado (novo bastião verde, segundo palavras então proferidas), não teria sido preferível explicar claramente os fundamentos que estiveram na origem da alteração, até para que se possa verificar o acerto e a bondade da decisão? Esse esclarecimento seria útil para todos, mesmo descontando os que encontram sempre um bom motivo para desconfiar e protestar das razões não estão todas as bancadas simultaneamente à sombra ou ao sol...


Como é evidente a dispersão dos pólos de acção das equipas que nos representam acarretam inconvenientes para os que vivem mais próximo do miocárdio leonino, como gostamos de ver Alvalade. Mas também não é menos verdade que é vantajosa para outros, que não serão assim tão poucos, porque o Sporting, como dizemos com justificado orgulho, é de Portugal. No caso concreto da estadia da equipa B por Torres Vedras têm a palavra os Sportinguistas do Oeste que, também justificadamente, gostam de ser reconhecidos pelo seu número e fervor clubístico.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Época 12/13: prioridades, possibilidades, inevitabilidades

Prioridades
Chegados ao final da época passada, e apesar dos desaires (vencidos mas não convencidos de não poder ter feito mais nas meias da UEFA, e um domingo negro no Jamor), era praticamente consensual que o Sporting precisava de mexer muito pouco para se reforçar para a época que agora começou. Para que tal sucedesse bastaria colmatar as fragilidades há muito identificadas  - centro da defesa, alternativas a Rinaudo e Wolswinkel - e fechar qualquer buraco que se abrisse com a saída de algum jogador e que não houvesse alternativa no plantel.

Falava-se em aquisições cirúrgicas que permitiriam à SAD voltar-se novamente para dentro, depois de um ano de abertura ao exterior para criar valor que não existia na passagem de testemunho da fatidica "era Bettencourt". Mas, a um mês do fecho do mercado, contamos já com 6 aquisições: Labyad, Gelson, Pranjic, Boulahrouz, Rojo e Viola. Entretanto continua por suprir a tal alternativa a Wolfswinkel e as renovações de Patrício, Adrien e Carriço em aberto, às quais se podem juntar a de outros jogadores que poderão ser importantes num futuro próximo, como Nuno Reis e Pedro Mendes.

Obviamente que o Sporting não poderia ficar tolhido até à resolução das renovações para fazer aquisições, porque o mercado não espera. Mas parece-me indiscutível que cada jogador novo que entra contribui para reforçar a posição negocial dos jogadores em final de contrato. Patrício não quererá figurar atrás de Boulahrouz ou Rojo no ranking salarial, e o mesmo certamente acontecerá com Adrien, Pereirinha, Nuno Reis relativamente a Viola que, diz-se, irá cobrar meio milhão de euros/ano.

Em jeito de conclusão deste capitulo podemos dizer que há demasiados dossiers de renovação em aberto para tudo correr bem, isto no sentido dos interesses do Sporting. Resultado de um passado de ausência de gestão desportiva assertiva, consequente e menos casuística e, mais recentemente, menos hesitante em relação a alguns valores já com provas de valor confirmadas como Patrício, Adrien e até Matias, que concorreram para a actual situação.

Possibilidades
Continuam inúmeras as possibilidades aventadas para entradas e saídas do actual plantel do Sporting.  O leque  é demasiado vasto para poder ser abrangido apenas num post, por isso cingir-me-ei às mais faladas, no entendimento de que o mercado só fecha daqui a sensivelmente um mês e, até que tal suceda, é difícil de dizer que o plantel está fechado.

Izmailov: Já aqui me pronunciei anteriormente sobre a possibilidade, aventada pelo próprio, de terminar a ligação ao clube. A qualidade do russo é tão evidente como a sua pouca fiabilidade, como o demonstram as suas 29 aparições no total de 54 jogos disputados pelo Sporting na época passada, pelo que a sua ausência poderia ser considerada quase como natural. Desde ontem que vários jornais russos aventam como certa a transferência de Izmailov para clubes locais, nomeadamente o Spartak de Moscovo, de quem, diz-se, o Sporting espera receber 7 milhões, o mesmo que pagou ao Lokomotiv de Moscovo, onde o Sporting o foi descobrir.

Elias: muito se tem especulado sobre a vontade da SAD em desfazer-se de Elias para reduzir os custos salariais. Seria um erro crasso, agravado pela eventualidade de partir juntamente com Izmailov. Não só porque perderíamos um dos melhores e mais experientes do plantel como seria muito difícil realizar nesta altura mais-valias com um jogador cujo passe foi avultado. Elias é um jogador incontornável para as aspirações deste Sporting 2012/13.

Xandão, Onyewu e Carriço: Fala-se na eventual saída dos dois primeiros mas é bom não perder de vista a situação contratual do terceiro, que "obriga" a renovação ou encarar a saída a custo zero no final da época. O brasileiro parece ser o que tem merecido mais apetite, no caso concreto da Lázio. Dois factores concorrerão para o Sporting abrir mão destes 2 jogadores em favor de outros que já estejam no plantel ou no mercado: os salários elevados (mais de Onyewu) para a provável condição de suplentes e as cotas de estrangeiros para a inscrição nas competições internacionais. É que, para lá dos jogadores da formação, há um número limitado de estrangeiros a inscrever do lote de 25 possíveis e não me parece que Onyewu, por exemplo, aceite de bom grado ficar de fora dessa lista, quando as opções de Sá Pinto têm deixado claro que ele é o último dos 5 centrais.

Sobre a questão dos centrais não me parece surpreendente que Sá Pinto pareça disposto a começar do zero este ano. Não foi apenas por aí que o Sporting não conseguiu os seus objectivos na época passada mas, quem se lembra do que foi o jogo de apresentação do ano passado, (derrota expressiva com o Valência) e das alterações/hesitações posteriores de Domingos relativamente ao posicionamento da defesa (mais subida? menos subida?), certamente que não deixará de o relacionar com os problemas sentidos nos espaços e ligações entre sectores e o que isso representou na dinâmica de jogo da equipa.

Inevitabilidades
Já ontem o havia dito aqui, na caixa de comentários o Sporting não tem comprado jogadores por valores que se possam considerar exorbitantes. Rojo, sendo internacional argentino já na Europa dificilmente se pode considerar caro por 4 milhões e mais convencido disso ficamos quando vemos o que o SLB despendeu com Sálvio, suplente no Atlético de Madrid . Já o mesmo não digo de Viola, com 20 anos e muitas interrogações pela frente. E se o compararmos com Matias, que vendemos por pouco mais de 3 milhões e um jogador feito, mais caro parece. 
Ao contrário de muitos não creio que haja incompetência ou inabilidade negocial por parte da SAD, como se se vendesse por pouco dinheiro porque sim. O mercado aproveita-se das nossas fragilidades colectivas e circunstanciais ( falta de êxito desportivo nacional e internacional, e a necessidade de vender para não perder dinheiro com jogadores em final de contrato). Mas é óbvio que o Sporting tem de vender melhor para se tornar um projecto sustentável.

A ausência do pote de ouro da Liga dos campeões obriga a encolher o orçamento o que, acompanhado do investimento na equipa B, obriga/permite um plantel mais curto, que poderia muito bem ser de 23 jogadores. Sem a atracção da promoção ao plantel principal a passagem pela B pode parecer um longo exílio embora, em nome da estabilidade competitiva, a equipa B não pode ser afectada por um carrossel de chegadas e saídas de jogadores em trânsito esporádico e aleatório para a equipa principal.

A contratação de um jogador para a posição 9. Tenho insistido muito neste ponto e, para o justificar, basta imaginar o problema que representaria uma lesão que obrigasse à ausência, mesmo que curta, de Wolfswinkel. Se  a SAD foi em busca de alternativas seguras para o centro da defesa ou do meio-campo, não se imagina porque não deva fazer o mesmo para uma posição tão importante.

Contratações e dispensas à parte há 2 grandes inevitabilidades para o sucesso do Sporting na época que agora se inicia:

A arbitragem - é "inevitável" que não sejamos mais uma vez atirados fora do comboio seja na primeira estação, como sucedeu o ano passado, seja em que ponto for da viagem. A interferência, diria a guerra, dos homens da APAF foi decisiva para o desfecho final.

O modelo de jogo e a respectiva dinâmica - Mais importante do que o modelo de jogo primordial e as respectivas variações que venha a optar Sá Pinto, é importante que na pré-época o treino dote a equipa das armas necessárias para levar de vencida as principais dificuldades que os adversários irão impor jornada a jornada. Seja fora ou em casa, quase todos eles - praticamente todas as equipas que ficaram atrás de nós na tabela classificativa - esperarão atrás pela nossa iniciativa. É nessa maioria de jogos que se ganham os campeonatos e é sabendo superá-los que se ganha a confiança e a dinâmica de vitória. Nos jogos com os nossos rivais jogam-se o orgulho e raras vezes se decidem os campeonatos. Estão aqui as minhas dúvidas, que ainda não se dissiparam com o que vi ate agora nos jogos já realizados.

Achei curiosa a afirmação de Gelson, no dia da sua apresentação, com a qual concordo: é importante, inevitável diria,  chegar à 6ª jornada na luta pelo primeiro lugar, quando formos jogar ao Dragão. Guimarães (f), Rio Ave (c) Maritimo (f) Gil Vicente (c), Estoril (c) - 2 jogos em casa para aproveitar - não são fáceis nem difíceis, são o percurso decisivo para um Sporting melhor.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Sporting, que equipa-tipo?

Se há algo que resulta claro das primeiras observações que se podem fazer desta pré-época é existência de um leque equilibrado de jogadores para cada posição, exceptuando para a posição 9, tal como foi aqui anteriormente afirmado. Menos claro é ainda, e talvez resultante desse mesmo equilíbrio, é a equipa tipo com que o Sporting se apresentará nos primeiros compromissos oficiais da época. O presente post é um exercício meramente especulativo, tão ao gosto de qualquer adepto, mesmo que um pouco extemporâneo, face ao que ainda falta ver jogar, e por isso com elevado risco de ver as previsões falhar.

Baliza: Só em caso verdadeiramente excepcional se encara a possibilidade de o titular não ser Patrício. E a excepção poderia ser a sua partida, o que até agora não parece haver riscos de suceder. Com a desejável renovação em curso, espera-se que o titular indiscutível da selecção nacional se mantenha por mais anos de leão ao peito.

Lateral direito: a opção inicial de Sá Pinto, que já revelou não se deixar influenciar por alguns sectores da bancada, deverá ser Pereirinha. Nesse sentido lembro aqui o comentário do nosso leitor Tiago, no post anterior: "Por vezes os adeptos do Sporting parecem aquela velha história entre um oncologista e um neurologista. Um paciente é diagnosticado e para o oncologista é um cancro e para o neurologista é um problema neurológico O Bruno é tão patinho feio que não importa o que ele faça, a generalidade dos adeptos diz que ele fez mal". Há que dizer contudo que Cedric obrigará Pereirinha a manter o nível elevado se quiser ser titular. Depois de o ter visto jogar a primeira vez em Braga, no jogo final do campeonato 2010/11, não tenho dúvidas que temos o futuro assegurado na posição.

Defesas-Centrais: à primeira vista tudo se encaminha para a dupla Boulahrouz - Rojo. No entanto o holandês deve-se preocupar com Xandão e Carriço. Onyewu é nitidamente o outsider nestas contas.

Lateral esquerdo: Ínsua goza de estatuto semelhante a Patrício. Só um abaixamento de forma, lesão ou necessidade de rodar, deverão fazer Sá Pinto equacionar a deslocação de Rojo ou a inclusão de Pranjic.

Meio campo - O coração da equipa merece o tratamento por inteiro e não individualizado. Ainda sem Labyad e com Izmailov com um pé (pelo menos...) de fora, é muito provável que Sá Pinto opte inicialmente pela dupla Schaars / Elias e André Martins um pouco mais adiantado. Outra possibilidade é a utilização de um 6 mais posicional e aí parece-me que Gelson tem mostrado que Rinaudo não terá a tarefa tão fácil como no ano passado. O argentino, agora elevado à condição de capitão, parece sofrer por ora o preço da grave lesão e paragem prolongada.

Extremos:  Capel também goza de estatuto semelhante a Wolfs mas não poderá facilitar, num ano em que se espera a afirmação de Carrillo e a aparição de Jeffren a um nível mais próximo do que há muito promete.

Avançados- Wolfswinkel já se apresenta em forma muito apreciável, embora continue a estar, em muitos momentos dos jogos até agora disputados, muito longe dos colegas mais próximos. Um problema a carecer de solução até ao inicio dos compromissos oficiais, pois o holandês precisa de ter bola para fazer valer a sua qualidade de finalizador. Precisa de concorrência e de alternativa, até porque o seu jogo de cabeça está longe de ser tão eficaz como o dos pés. Parece-me ainda cedo para Wilson Eduardo, a quem não faria mal continuar a jogar com assiduidade e não deixa de ser uma pena que Rúbio passe mais um ano a jogar muito pouco. Veremos o que música nos dará Viola.

sábado, 28 de julho de 2012

Sporting 3 - St. Etiene 1: apresentação enCarrillada

De forma justa o Sporting venceu hoje o St. Etiene no jogo de apresentação aos seus associados e adeptos. Depois de alguma hesitação inicial o Sporting partiu para cima do adversário acabando por dominar quase totalmente um adversário de valor mediano. 

Se a nota de destaque individual continua a ser para Elias, hoje há que lhe juntar Carrillo pelo número de golos alcançados e pelos desequilíbrios criados,que são não foram mais determinantes porque ainda lhe falta alguma capacidade de decidir bem entre as possibilidades de rematar, passar, temporizar. 

Do ponto de vista colectivo, se foi notório que ainda falta alguma dinâmica nas movimentações, quando por vezes os jogadores se parecem esquecer de se movimentar para oferecer linhas de passe ao portador da bola, é cada vez mais notório que Sá Pinto tem muita qualidade ao dispor. De facto, se exceptuarmos o lugar de Wolfswinkel, o treinador terá muitas dificuldades em tomar algumas decisões quando quiser formar a equipa. E isso é indiscutivelmente uma evolução positiva face ao ano passado e sem dúvida nenhuma uma boa noticia para todos nós.

Ficha de Jogo:

Viola, (entre a surpresa e indignação) um instrumento de risco

Parece consumada a aquisição de Valentin Viola para a frente de ataque do nosso plantel. A noticia já não é surpresa mas o interesse por um jogador com o seu perfil, (posição e idade) é-o. E à surpresa com que colhe os adeptos Sportinguistas não deixa de ser curioso o mesmo sentimento acrescido da indignação que corre entre os adeptos do Racing por se estar a vender "barato, muito cedo, mais um bom jogador da cantera, que poderia render muito mais daqui a uns anos". Este é o sentimento maioritário expresso nos foruns, acompanhados aqui e acolá por sonoros insultos aos dirigentes do clube. Caso para perguntar, "onde é que eu já ouvi isto"?

Teremos que esperar para perceber as razões que levaram a SAD (e aqui tenho que incluir não apenas Carlos Freitas mas também Luís Duque e Sá Pinto, pois não me ocorre que não tenha havido concertação...), em tempo de vacas magras investir alguns milhões num jogador que, nos seus 20 anos, ainda tem um longo caminho a percorrer para ser o "novo Lisandro Lopez". Comparação que desde logo não o favorece, como vimos no passado com outros jogadores que vinham rotulados de "novo qualquer coisa" e que não eram, contabilidade feita, mais do que um novo equívoco. 

É evidente que há um risco associado a esta aquisição, mais ainda quando se tem novos valores a levantar o braço, pedindo oportunidades na equipa B e nos júniores. Mas Viola tem pedrigree, e se é arriscado trazê-lo agora não deixa de ser verdade também que não seria possível fazê-lo depois de se ter tornado uma certeza garantida, seja lá o que isso é em futebol. Mas enquanto não percebo o que tem Viola que não haja já por Alvalade resta-me desejar-lhe sorte e grandes recitais de leão ao peito.

Não termino contudo sem perguntar quem será que fechará o ataque do Sporting. Isto porque não acredito que a baixa de forma e os possíveis castigos, lesões e cansaço de Wolfswinkel fiquem a cargo de ser colmatados por dois miúdos como o são Rúbio e Viola.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Quanto vale Matias Fernandez?

Actualizado: Agora que o Sporting confirmou a venda de Matias (por números não revelados) o meu obrigado e boa sorte El Crá! Um grande profissional que passou em Alvalade

Qual o valor de Matias Fernandez?
Esta tem sido e será a discussão dos próximos dias, isto enquanto não chegar uma outra noticia que supere em actualidade e importância a saída do craque chileno. 

Há 2 formas de avaliar Matias Fernandez, pelo seu potencial e pela sua produção. 

Pelo seu potencial, que é aquele que me parece que a maioria dos adeptos avalia o chileno, é jogador para valer muitos milhões. É olhando para os pormenores de classe do chileno e imaginando-o a realizá-los com frequência que se estima o seu valor de mercado. Deve ter sido por essa avaliação que o Villareal desembolsou 9 milhões pelo seu passe quando o foi buscar ao Chile.

Pela sua produção e pela participação no esforço colectivo temos que olhar para os dados concretos. Elegi os jogos de campeonato por serem um valor fixo (30) e não dependentes de apuramentos em eliminatórias:

2009/10
1373 Minutos jogados  / 50,85% do tempo possível
3 golos marcados
15 jogos como suplente utilizado

2010/11
1434 Minutos jogados / 53,11% do tempo possível
5 golos marcados
5 jogos como suplente utilizado

2011/12
1204 Minutos jogados / 44,59% do tempo possível
4 golos marcados
5 jogos como suplente utilizado

Talvez a melhor forma de responder à pergunta colocada "Qual o valor de Matias Fernandez?" seja colocarmo-nos na posição de comprador e dizer quanto daríamos por um jogador que não faz muito mais do que metade dos jogos da sua equipa no campeonato. Foi talvez por fazer essa avaliação que o Villarreal nos vendeu o jogador por quase um terço do valor que havia pago.

Vender ou ficar com Matias?
Claro que o Sporting não é obrigado a vender Matias, podendo para isso oferecer-lhe a renovação do contrato. Mesmo sem saber se Matias aceitaria ou não renovar, é preciso ter em linha de conta que o chileno, sendo já dos jogadores mais bem pagos do plantel, e tendo propostas do exterior, iria ficar provavelmente no top 3 da folha salarial. Poderia, deveria, o Sporting oferecer-lhe esse estatuto face à produção do jogador?

Sporting mau vendedor?
A questão é colocada sempre que o Sporting vende ou compra jogadores. No caso concreto de Matias Fernandez, como de outros, o mercado rege-se por factos muito concretos como o tempo de contrato que ainda lhe resta, a sua produção, o seu valor potencial, a idade, as internacionalizações, etc. 

Outro factor importante na valorização de um jogador é o clube de origem do jogador e as respectivas conquistas. Nesse aspecto a chegada de Matias coincidiu com o desmoronar do departamento de futebol do clube (de 2009 a 2011) e recomeço difícil como foi o do ano passado. Nesse período fizemos apenas uma venda superior a 11 milhões de euros (Moutinho) mas da forma que se sabe, fixando-se Veloso pelos 7 milhões. Milagre seria, perante a paupérrima prestação desportiva, que os jogadores se tivessem valorizado e tivéssemos feito grandes negócios a vender. Para alterar isto "basta" começar a ganhar e chorar pelos cantos dizendo que o Sporting é um mau negociador, como se fosse uma maldição, também ajuda muito pouco.

Negócio possível
É assim que classifico o negócio Matias com a Fiorentina, que deve estar prestes a confirmar-se a qualquer momento. Dentro dos parâmetros "péssimo", "mau", "razoável", "bom" e "óptimo" eu classificaria o negócio como razoável se ele se realizar algures pelos 4 milhões de que se fala.

Saudades do que Matias não fez
É este o sentimento pessoal que fica ao ver "El Crá" partir. Nunca chegou a ser um jogador preponderante no tempo que por cá passou, vitimado pelas lesões e pelo estado em que encontrou o clube e a sua gestão desportiva. Nas 3 épocas conheceu como treinadores Paulo Bento, Carvalhal, Paulo Sérgio, José Couceiro, Domingos e finalmente Sá Pinto. Foi precisamente com este que vimos Matias em melhor plano. 

Tendo finalmente gozado férias ao fim de 5 anos quase ininterruptos de competição e com 26 anos, julgo que este seria o tempo para o ver em plenitude. O que dificilmente acontecerá em Itália e em particular na Fiorentina, onde o futebol é duro e com poucos espaços, num campeonato que vem perdendo os seus valores e a sua influência, pese a boa participação italiana no campeonato europeu.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Belenenses-Sporting: Falta o mais dificil (e o rumor Matias)

Sá Pinto parece querer apontar o caminho
Depois de ver o Sporting pela 2ª vez não demorei muito para chegar à conclusão que titula o post: falta fazer ainda o mais difícil, que é fazer chegar a bola ao último terço do terreno e aí conseguir criar oportunidades de golo.

Para o comprovar basta dizer que Wolfswinkel não foi uma única vez servido e apenas conseguimos criar uma verdadeira oportunidade de golo, que Elias permitiu que o guarda-redes defendesse.  Também não será alheio a este facto a pouca participação de André Martins no miolo e o excessivo afastamento dos alas, Carrillo e Capel. Do ponto de vista defensivo, e apesar de estar em campo um quarteto completamente novo, foi pouco consistente a réplica dada pelo Belenenses.

Falta ainda algum tempo para o inicio do campeonato e é aí que me parece que se jogará a sorte do Sporting no campeonato que aí vem. Nesse aspecto o jogo com o Belenenses foi um óptimo treino porque quer a sua valia colectiva quer a sua forma de se opor à equipa comandada por Sá Pinto é em tudo semelhante a uma parte significativa das equipas que encontraremos na Liga Zon Sagres.

Do ponto de vista individual salientaria a boa forma de Elias, que me pareceu o melhor em campo. 

Schaars vai pelo mesmo caminho. 

Wolfswinkel precisa de mais bola e em locais onde o seu remate possa fazer estragos, mas parece-me numa forma já apreciável. 

Carillo e Capel tiveram uma participação muito distante do que era necessário, pouco esclarecidos.

Referência para os reforços, todos eles defesas. Mesmo reconhecendo que o Belenenses não causou grandes dificuldades, nenhum deles complicou e isso por vezes é o melhor elogio que se pode fazer a um defesa. Bons pés de Rojo e Pranjic, segurança e simplicidade de processos de Boulahrouz.


Marcelo Boeck; Cédric, Boulahrouz, Rojo e Pranjic; André Martins, Elias e Schaars; Carrillo, Capel e Van Wolfswinkel.

Nota 1: o post refere-se apenas ao jogo com o Belenenses porque foi o único dos 2 jogos do troféu Pepe.

Nota2: Não faz qualquer sentido comentar a hipotética mas mais do que certa transferência de Matias Fernandez sem esta estar ainda confirmada, mesmo sabendo que em Itália já a dão como certa.

Viola, Rodriguez e 1 leoa indomável

De Viola ?
Valentin Viola é o nome de quem se fala agora como possível reforço do ataque do Sporting para fazer companhia a Wolswinkel, Rúbio e Wilson Eduardo. Mas quem é Valentin Viola? É um jovem jogador de apenas 20 anos, internacional da sua categoria pelo seu país, onde é conhecido por Titin. Não é um goleador nato, como o próprio admite: "Não sou o tipo de atacante que espera na área para dar o toque final. Jogo mais nas costas do avançado de referência, a minha principal virtude não é fazer muitos golos." E os seus dados confirmam-no: em 49 jogos marcou 7 golos.

Trata-se de um jogador que já foi  pretendido pelo nosso rival SLB ( o que deve ter acontecido com quase todos os jogadores internacionais do mundo e arredores...) e, na sequência desse interesse que saiu gorado, o jogador acabou por fazer exigências salariais que levaram o seu clube, o Racing de Avelaneda, a afastá-lo temporariamente do plantel, junto com jogadores a dispensar. O seu perfil - juventude e posição preferencial - foge um pouco ao que se espera de um concorrente para Wolfswinkel, pelo que não me parece que seja este "o tal".

Rodriguez: mudo e caro
Conhecido por "El Mudo" pode-se dizer que assim entrou e saiu calado, tendo mais minutos de departamento médico e de voo entre o Peru e Portugal do que no relvado com a camisola do Sporting. Julgo que a gota de água, para Sá Pinto, foi o jogo com o Légia de Varsóvia em que o treinador fica "com a criança nos braços" quando, nos momentos decisivos da eliminatória, o central peruano sai lesionado, comprovando-se que não se podia confiar nele.

Um bom jogador que confirmou no exíguo número de jogos que realizou tratar-se de uma aquisição de alto risco. Domingos sabia-o, todos o sabíamos. A saída era inevitável depois da nega de Lendoiro - que não teve na base nenhuma lesão actual mas sim a pressão de que foi alvo pelo número de lesões que habitualmente acometem o jogador - ficando algumas dúvidas se a rescisão do contrato e deixando-o um jogador livre não é prémio excessivo para quem nos sacou couro e cabelo. 

Uma Leoa Indomável
Hoje começam os Jogos Olimpicos Londres 2012 onde o Sporting Clube de Portugal é o 2º clube com mais atletas presentes (19) , depois do Barcelona. Esse número podia ser de 22 caso não tivessem ocorrido as lesões de Obikuelo, Rui Silva e Naíde Gomes. Este eram os jogos que a nossa atleta apontava às medalhas, e que a apanharia  com o grau de maturação ideal para o conseguir. Um exemplo de dedicação à modalidade e ao clube que tanto gosta que não podia nem merecia ser atraiçoada pela sorte. 

Há dias passou a desoras um documentário sobre Naíde na RTP2, que julgo ainda não estar disponível em podcast, onde se vê o sacrifício - padece de um problema físico que lhe causa muitas dores - a sua perseverança - as dificuldades que enfrentou para chegar onde chegou, é sempre das primeiras a chegar e não chega atrasada - e onde confessa o seu sportinguismo e a alegria cm que recebeu o convite do clube do seu coração. Conhecida entre amigos como "a leoa indomável" merece bem o epíteto e é um exemplo para todos os atletas que vestem a nossa camisola, bem como para todos nós, sócios e adeptos.

Enquanto não está disponível o programa acima mencionado fica aqui o link para outra aparição de Naíde na TV, no programa Sexta à Noite.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Sporting-Sheffield Wednesday - Um desafio para si

Não tive oportunidade de ver o jogo de ontem em Albufeira e por isso aqui faltou um post alusivo ao mesmo. Mas, para que os leitores mais assíduos do blogue possam falar sobre o que viram, deixo meia dúzia de perguntas para quem quiser responder, desafiando assim os leitores a deixarem ficar as primeiras impressões da época:

1- Notou-se uma evolução positiva no jogo, relativamente ao que se havia passado no jogo de estreia, quer no aspecto defensivo quer ao nível da produção ofensiva?

2- Sá Pinto repetiu o quarteto de defesas. Será esse o que tem mais potencial para vir a ser titular ou espera alterações e quais?

3-O meio-campo parece ser o sector com mais e melhores opções para o treinador e Sá Pinto parece inclinar-se para um um 4x2x3x1. Parece ser uma boa solução face aos intérpretes disponíveis ou preferiria outra?

4- Que apreciação faz dos reforços que jogaram mais tempo (Gelson Fernandes, Boulahrouz, Pranjic)?

5- Fala-se muito na necessidade de mais um avançado (ponta-de-lança). Concorda? E que perfil ou até um nome concreto (e que pudéssemos pagar...)  lhe parece ser uma boa solução?

5- Em termos individuais quem o tem surpreendido (pela positiva e pela negativa) e quem é o jogador de quem espera muito esta época?

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Um acontecimento que não deve perder

O Solar do Norte, baluarte do Sporting Clube de Portugal na mui nobre e linda cidade Invicta e do norte do País completa 22 anos de vida e, para assinalar devidamente a data, realiza este domingo, dia 22, um almoço comemorativo que contará com a presença de muitos sportinguistas. 

Certamente que os Sportinguistas "de cá de cima" não quererão perder a oportunidade deste convívio, que contará com a presença do nosso amigo Juvenal Carvalho, um dos responsáveis pelo ressurgimento do basquetebol no clube e que, no final de almoço, explicará este novo projecto a todos os presentes.

O 22º Aniversário do Solar do Norte que vai ter lugar no Restaurante Mauritânia Grill,  localizado junto à praia de Leça da Palmeira (22.50€/pessoa) na Avenida Combatentes da Grande Guerra nº 50, pelas às 12:00.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Ainda tens muito que apertar com eles Sá Pinto

Importa pouco o resultado, importa muito mais o que o Sporting não conseguiu fazer em campo.O Sporting que esteve em Lepe hoje não deu nem a mais pálida ideia de ter mantido a quase totalidade dos jogadores e equipa técnica da época transacta nem do trabalho que tem andado a fazer. E este Charlton até fez o que precisávamos de um adversário nesta altura da época, colocando mais ou menos os mesmos problemas que muitas das equipas da Liga portuguesa nos irão colocar jornada a jornada. Há muito trabalho para fazer, tens muito que apertar com eles Sá Pinto!

quarta-feira, 18 de julho de 2012

1ª missão de Boulahrouz: contrariar uma ideia enraizada

Imagem de "ABola"

Kaled Boulahrouz é a última aquisição apresentada pelo Sporting e destina-se a colmatar o lugar em aberto no centro da defesa. Internacional holandês, de largo curriculum, ( com passagem por clubes de nomeada como o Ajax, AZ Alkmaar, Hamburgo, Estugarda, Chelsea e Sevilha) chega a Alvalade a custo zero, dando conta da sua vontade de ganhar títulos, prometendo "mostrar que o Sporting fez uma boa contratação".

Ora é precisamanente aí que reside a minha principal dúvida: que efectivamente se trate de uma boa contratação e não apenas a contratação possível. E, estando provavelmente encerrado o sector central da defesa, com Onyewu, Xandão, Carriço e Boulahrouz, que o Sporting esteja melhor apetrechado para as exigências do campeonato e para a defesa do seu estatuto do que esteve na época transacta. Vou até mais longe afirmando que me parece que os melhores centrais que o Sporting tem no activo falam ambos português e sem sotaque: Carriço e Nuno Reis. E, tomando o exemplo do que sucede com o meio-campo, parece ser notória uma evidente falta de classe.

Boulahrouz tem uma época inteira para contrariar esta ideia que já está enraizada a partir do momento em que foi avançado o nome do central holandês, e face ao que fui vendo as poucas vezes que o observei. Outra ideia terá Sá Pinto, mais habilitado que eu, e isso é que conta. 

Bem-vindo Boulahrouz, que esta seja a tua casa e ela fique marcada pelo sucesso.

P.S.- Ao contrário do que aconteceu com Pranjic, desta vez não foi possível manter o sigilo sobre o nome do jogador a contratar. Há mais de uma semana que ele circulava num fórum ligado ao Sporting e hoje, já ao inicio da tarde, o jornal abola dava garantia a sua contratação. Tendo em conta que a informação deve priveligiar os sócios e adeptos do clube, não fez muito sentido protelar a sua divulgação.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Liedson e outras movimentações no plantel

Liedson? Não obrigado!
À declarada disponibilidade de Liedson responderam muitos Sportinguistas com um sonoro SIM! Compreendo e respeito, tendo em conta o que o jogador representou num determinado período da vida do nosso clube, mas a questão é mesmo essa, é apenas o passado e o futuro não passa por ele. O futuro do Sporting passa por Rúbio, Wolfswinkel. Mais, o modelo de jogo do Sporting viu abrir-se novas possibilidades com a saída do Levezinho, de quem não gostaria de me voltar a despedir, mais ainda tendo em conta que foi dele a decisão de sair, por razões que também consigo compreender. Além de que fazer regressar Liedson seria tudo menos barato.

Árias e Neto
Parecem-me óbvias e até esperadas a decisão de ficarem na equipa B ou até a eventual negociação de um ou ambos. O Sporting no meio-campo tem até um superavit de número e qualidade onde não cabe Neto (tinha proposta do Standard de Liege) e dificilmente caberá no futuro próximo se olharmos para os que já se perfilam da equipa que foi campeã de júniores este ano. Árias tem o lugar tapado por Pereirinha e Cedric e não mostrou nada de especial nas poucas oportunidades que teve. Fala-se também na possibilidade de ingresso no PSV por troca com uma possível desistência dos holandeses na litigância por Labyad. Uma medida cautelar, tendo em conta a dificuldade de perceber com clareza o sentido das decisões da FIFA.

Quem sairá do meio-campo
Tema já aqui abordado aquando da contratação de Pranjic. O Sporting tem neste momento na sua linha intermédia o sector mais equilibrado e nivelado por cima. Ao ir buscar Gelson Sá Pinto corrigiu um erro que tanto nos custou o ano passado, quando não foi prevista uma lesão de Rinaudo. E com a entrada do croata mais Adrien fica muita gente para 3 - 4 posições, consoante o modelo a adoptar. Elias tem sido apontado como o principal candidato, por ser também um peso significativo na massa salarial e por, no ano passado, ter ficado aquém do que podia render. Seria uma pena a sua partida, tendo em conta que perderíamos aquele que me parece ser o melhor do sector. Matias, por estar perto do final do contrato, e Izmailov são outros dos candidatos. Qualquer que venha a ser, ou venham a ser os escolhidos o Sporting fica bem defendido com os que restarem e isso representa uma diferença significativa com um passado recente, quando a equipa dependia de 3 ou 4 nomes.

A saga continua
Já aqui havia referido a vontade que o JN tem em colocar noticias que parecem poder incomodar o Sporting. Desra vez foram os 27 jogadores estrangeiros que o Sporting contratou em contraste com zero portugueses. Defensor que sou do jogador português, também gostaria de ver um número diferente. Mas, atendendo às necessidades especificas do Sporting que jogadores portugueses encontraríamos no mercado com a qualidade de Schaars, Wolfs, Jeffren, Capel, Rúbio, Elias e quanto teríamos que pagar por eles? E, se o JN parece tão preocupado com os jogadores portugueses, já contabilizou quantos têm os nossos concorrentes no seu plantel principal? Quantos internacionais das selecções mais jovens constarão das suas equipas B?


segunda-feira, 16 de julho de 2012

O striptease de Carlos Barbosa e a (não) renovação do CD

Quem leu a entrevista de Carlos Barbosa, a segunda num curto espaço de tempo, percebe desde o seu inicio que ela não tinha outro objectivo que não salvar a face do entrevistado do autêntico flop que foi a sua passagem pelo Sporting. Dos importantes departamentos que teve a seu cargo (Marketing, Publicidade e Comunicação) nem a muito custo se consegue vislumbrar a tal "modernização" que diz precisar. Se sou levado a concordar quando diz que, nessas áreas o Sporting parou no tempo, é bem claro hoje para todos que se Carlos Barbosa não tivesse lá estado ninguém se teria apercebido da diferença. Mas, para alguém que se diz sportinguista, que teve responsabilidades na gestão do clube e por isso a possibilidade de fazer a diferença para melhor, fica claro que seria melhor que nem lá tivesse metido os pés. 

O pior da entrevista de Carlos Barbosa está no facto de ele ser sabedor das dificuldades que diz o clube atravessar -"não sei como Godinho Lopes consegue dormir.." -  e mesmo assim vir tornar públicas essa mesmas dificuldades, que, de forma geral, são mais ou menos as mesmas que as da sua concorrência, demonstrando um frio alheamento pela sorte do clube a que virou as costas. Deixar de Godinho Lopes a imagem de um líder fraco o que, mesmo que fosse verdade, é um trunfo que não se joga de dentro para fora de Alvalade. Este é infelizmente um erro muito comum de muitos Sportinguistas que, simultâneamente, são capazes de se queixar de ser difícil ao clube arranjar bons parceiros nas mais variadas áreas de negócio.

Este foi mais um daqueles momentos que o Sporting não precisava mas da qual pode retirar algumas ilações para o futuro, especialmente os que têm vontade de o servir e não de se servir dele.  É absolutamente lamentável que alguém que tenha passado de forma meteórica e sem deixar obra tenha agora tanto tempo de antena para expor (e se expor)  o clube num striptease ridículo.  

O Sporting tem nos seus quadros muita gente que lidera nas áreas onde desempenha as suas actividades profissionais mas de há muito que não consegue que, quando estes transpõem as portas de Alvalade, consigam obter os mesmos resultados para o clube. O caso de Carlos Barbosa é um bom exemplo do que não precisamos: de alguém que fica com um pé em cada margem, sem nunca estar de corpo e alma em lado nenhum. O Sporting precisa de disponibilidade total, energia e muita competência.

P.S.- O Sporting recompôs recentemente o seu CD com a entrada de José Manuel Silva e Costa para o pelouro comercial e marketing e João Carlos Pessoa e Costa assumirá o pelouro do património, infra-estruturas e operações, funções que em ambos os casos não serão remuneradas. Estas cooptações terão ser sufragadas pelos sócios em A.G. 

Não me surpreende, até face ao sucedido com Carlos Barbosa, este regresso ao passado, tendo em conta que ambos já desempenharam funções no clube. Pessoalmente preferiria um modelo diferente, que significasse renovação e disponibilidade total, mesmo que implicasse a sua remuneração.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Sobre Daniel Pranjic (ou adivinhe quem vai sair)

Num primeiro momento pode ter sido decepcionante constatar que a contratação anunciada com tanto secretismo acabasse por ser um croata pouco conhecido, de 30 anos, e para lugares que aparentemente já estão bem preenchidos.

Podemos especular sobre os motivos que levaram Sá Pinto a pedir ou a aceitar esta aquisição mas se se confia na sua análise resta esperar mais algum tempo para perceber as suas ideias.

Que podem ter por trás a saída de algum jogador:

Schaars, com elevado valor de mercado;

Izmailov, que já disse querer sair;

Alternativa a Capel ou acautelar a possível saída deste, tendo em conta a valorização do ano transacto;

Acautelar os problemas fisicos de Jeffren;

Ou simplesmente oferecer concorrência a sério a Ínsua, ou acautelar a saida deste, outro jogador valorizado;

Seja qual for a ideia falamos de um jogador experiente, que vem de um excelente campeonato e que tinha pretendentes em Inglaterra. (falava-se do Everton).

Benvindo  Daniel Pranjic!

Daniel Pranjic tem 30 anos (a caminho dos 31 em 2 de Dezembro) tem 1,71m, e é um internacional croata (15 internacionalizações sub-21 e 45 A).

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