segunda-feira, 22 de outubro de 2012

E depois do adeus (à Taça)?

Estive ontem em Moreira de Cónegos e não fiquei surpreendido com o resultado. Nem com a exibição. Surpresa seria se, face ao que a equipa vinha produzindo, fizéssemos uma exibição de encher os olhos. 

Agora importa pouco falar sobre a justeza do resultado, o facto, incontestável e doloroso, é que estamos apeados da Taça de Portugal na primeira eliminatória e ante um adversário perfeitamente ao nosso alcance.  Naturalmente são muitos hoje os diagnósticos, que vão da qualidade do plantel até às responsabilidades da SAD.

As dúvidas sobre a qualidade do plantel são naturais quando se acumulam resultados negativos ainda por cima com adversários do calibre do Moreirense ou Rio Ave. Mas, por muitas que sejam essas dúvidas, e por mais legítimas que possam ser, não me parece que o problema esteja aí. Neste momento quase nenhum dos jogadores do plantel joga a mais de 30% (valor meramente abstrato, sem rigor) do que é capaz e isso faz parecer que qualquer jogador adversário teria lugar no Sporting. Este equívoco já nos foi fatal no passado, quer na hora de dispensar quer na hora de contratar.

Serei dos poucos que, pelo menos até ontem, cria que o nosso principal problema tem origem em questões técnicas, relativas à concepção do modelo de jogo e muito provavelmente no treino e respectiva operacionalização. Problemas que se arrastam desde o inicio de época, que redundaram na saída de Sá Pinto e não era crível que Oceano os resolvesse em duas semanas. Depois do jogo de ontem visto in loco, parece-me claro que a questão psicológica é um factor a ser também trabalhado. É nítida, e também compreensível, a falta de confiança dos jogadores na hora de decidir, e que os leva a valer muito menos do que podem.

E seria inevitável não ver posto em causa o trabalho da SAD. Não foi por acaso que a frase mais ouvida ontem na bancadas fosse "tiveram 15 dias para contratar um treinador e nada". Isto dentro das que são publicáveis, obviamente. Sobre isso pronunciei-me no post anterior a que se seguiu um silêncio voluntário. Hoje ainda mais sentido me parece apontar a indecisão da substituição do treinador como erro grave e  aos mais variados níveis.

É sobretudo um erro estratégico que desde o inicio desprezou todas as variantes possíveis, entre as quais se deveria incluir o que sucederia após o jogo de ontem. Não há nenhuma garantia de que um novo treinador garantiria outro resultado mas pelo menos os Sportinguistas teriam ficado com a ideia de que se tinha feito algo. 

A sensação que foi apreendida pela maioria - que é a conta - é que a SAD e o presidente não tinham uma ideia para o dia seguinte à tomada de decisão de despedir Sá Pinto  e por isso o controlo do que vai suceder a seguir pode já estar fora seu alcance. À imagem de desnorte fica associada a de orfandade da equipa num momento particularmente sensível. Ontem, quando o autocarro da equipa abandonou o estádio, não se avistam responsáveis da SAD, já a caminho de Lisboa há algum tempo. Não surpreende por isso que já decorra há alguns dias recolha de assinaturas para convocação e uma AG com vista à convocação de eleições. Veremos o que vai acontecer mas ao escolher o presente caminho não duvido que GL alienou não só muitos indecisos como também muitos apoios.

Devo ser dos poucos que não vejo nas eleições como a solução para os problemas que afectam neste momento, e de há anos para cá, o nosso futebol e que se repercutem em cascata, ou circulo vicioso se preferirem, por todo o clube. E porquê?

Não é de agora, é já de há muitos anos, que não emerge no Sporting uma liderança forte e carismática, o que contribui para uma pulverização de grupos, de ideias mais ou menos dispersas, ao som do momento e muito em função dos resultados. Não há quem personifique no Sporting um discurso inspirador e uma figura aglutinadora. Se da SAD estamos conversados o que dizer da figura patética de um PMAG, simultâneamente paineleiro, colunista e sei lá que mais, anunciar que "vai apertar o Godinho", proclamar publicamente a iminente extinção do clube e que convoca um Conselho Leonino onde nem sequer estará presente? Esta é um pouco a imagem do Sporting actual: muita gente disposta a falar e poucos com vontade de contribuir para um momento melhor.

Julgo que o ambiente vivido nas anteriores eleições nos devia ter ensinado algo. É muito provável que assistamos à mesma profusão de candidaturas e no final, com resultados mais ou menos próximos, se construa a mesma suspeição e, no final de contas, estejamos mais ou menos no mesmo ponto onde estamos hoje. Mas, como sempre, serão os sócios a tomar as decisões. E é cada vez maior o número dos que acham que está na altura de baralhar de dar de novo.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Quando o treinador é um Oceano de problemas

Não é fácil perceber que objectivos procurou atingir a SAD quando despediu Sá Pinto de forma tão apressada, para depois deixar a equipa principal a cargo de um interino, a ganhar contornos de definitivo a cada dia que passa. Se com isso pretendia dar a impressão de estar como o tolo no meio da ponte, que é a pior das imagens que um decisor pode projectar, o objectivo está plenamente alcançado.

Voltando um pouco atrás, continuo sem perceber a pressa de despedir Sá Pinto, e o jogo no Dragão serviu apenas para confirmar o que aqui fui antecipando: uma chicotada psicológica, naquelas circunstâncias, era mais provável de funcionar ao contrário do pretendido. A forma melancólica como a equipa esteve em campo confirmam-no. Não vou especular que com Sá Pinto o resultado podia ser outro, até porque pareceu que FCP tinha o resultado seguro à prova de qualquer risco. Mas correr apressadamente com Sá Pinto, como se ele tivesse uma doença contagiosa, para depois deixar no seu lugar Oceano, é uma estratégia (?) que está para lá da minha compreensão, e julgo que nisso devo ser acompanhado da maior parte dos Sportinguistas.

A questão da estratégia é fulcral nesta matéria. Ela pode ser a melhor mas, não sendo perceptíveis os objectivos que se perseguem, esse começa por ser logo como o primeiro factor a concorrer para a sua falha. Há rumores que dão a entender que o Sporting já terá feito a sua escolha, mas o treinador pretendido não está livre no momento, só podendo abraçar novo compromisso no inicio da próxima época. Mas há também muitos outros rumores, que vão desde a dissensões no núcleo duro (Godinho Lopes, Luís Duque, Carlos Freitas) às noticias de recusas mais ou menos humilhantes, mesmo que nem se tenham feito convites sequer.  E os rumores provocam desgaste, ansiedade e ruído que em nada ajudam neste momento muito particular.

Desses rumores não me surpreenderia que o do abandono de Carlos Freitas fosse verdade. Vem de um profissional e qualquer profissional sabe que a dúvida é pior dos caminhos na solução de uma crise. E sabe por isso as consequências que ela tem num grupo de trabalho, que ainda por cima leva a segunda época a ser castigado pelos resultados. O que pensam os jogadores quando recebem ordens de um treinador que não sabem se estará lá no dia seguinte?

Ao contrário dos muitos diagnósticos feitos pelos comentadores sempre à mão, parece-me que o Sporting tem começado a falhar pelos treinadores. Nisto dos comentários o Sporting não é um covil de leões, parece mais um ninho de josés eduardos de ocasião, cujo pensamento estratégico se resume nesta tirada: "o Sporting não tem um projecto, devia investir na formação" para, antes que o ponteiro dos segundos desse uma volta completa ao relógio, dizer que este ano "devia ter comprado mais 3 ou 4 jogadores". E claro, que Duque e Freitas se deviam demitir, como se de cada vez que despede um treinador fosse bom para uma organização não só perder o treinador mas toda a estrutura que o sustenta e recomeçar do zero.

Quando hoje atira com o sucesso de Domingos no Braga, por comparação com o fracasso em Alvalade, já ninguém se lembra que Salvador o deixou de mão estendida quando ele se ofereceu para renovar no meio da sua última época, num momento em que o Braga caia na classificação e já se sabia que Jardim, que saíra de forma precipitada de Aveiro, se sentaria na sua cadeira na época seguinte. Foi neste cenário, que está longe de corresponder a um modelo de apoio ao treinador, que Domingos renasceu e levou a equipa a uma final que havia de perder. Foi o apoio recebido ou foi o acerto das suas decisões que o levaram a Dublin? A final foi êxito para o SCBraga mas o mesmo desfecho não teria passado de mais uma tragédia no Sporting, mais ainda se acontecesse com o mesmo adversário.

Há dias Jeffren trazia à liça um elemento que não tem sido abordado quando se fala na crise do Sporting: a questão psicológica. Muito apropriada diga-se, num jogador talentoso que tarda em confirmar com constância o que muito promete. Dizia ele que a equipa bloqueava em campo. Esse é um sintoma que identificaria no trajecto de Domingos e de Sá Pinto. O primeiro terá experimentado aquilo que todos sabemos: a camisola do Sporting é muito mais pesada que a do Braga. A Sá Pinto terá faltado, além da sorte - tudo o que podia correr mal, correu - o discernimento, o que se percebe: queria ganhar tanto como qualquer um de nós, acrescido do facto de se querer afirmar como profissional. 

Godinho Lopes disse no passado fim-de-semana que não queria que o Sporting se transformasse num cemitério de treinadores. Mas, a prosseguir por este caminho, é bem capaz de estar a cavar a sepultura do seu atribulado mandato. No futebol o futuro é hoje, o amanhã pode nunca chegar. Faz por isso pouco sentido pensar num treinador para amanhã quando o dia de hoje é um oceano de dúvidas e problemas por resolver.

domingo, 14 de outubro de 2012

O regresso do râguebi e do basquetebol - Ecletismo sempre


Por coincidência no dia de ontem deu-se simultaneamente o regresso oficial do basquetebol e do râguebi ao Sporting, respectivamente 17 e 48 anos depois da suspensão das modalidades no Clube.

Embora o Sporting "viva" do futebol e para o futebol, ninguém pode ignorar a sua brilhante história nas modalidades ditas amadoras, e o seu lugar como primeira potência nacional do que ao ecletismo diz respeito.

Ultimamente essa diferença para os nossos principais rivais, tem vindo a ser reduzida, quer graças ao muito dinheiro empregue, quer, justiça seja feita, também a algum trabalho na formação e na prospecção de jovens talentos. Temos de acelerar de novo para repormos a diferença.

Brilhantemente o regresso deu-se com duas claras vitorias: 22-7 no râguebi e 73-37 no basquetebol. Saúde-se e felicite-se.

Mas não podemos nós, Sportinguistas, pensar que regressam mais duas modalidades e vão "arrasar". Os êxitos só se conseguem com muito trabalho, trabalho de base e trabalho consistente fazendo uma retaguarda forte para dar um bom apoio.

Temos de ser conscientes.  Há muitos clubes que nunca suspenderam as modalidades, que mesmo treinando râguebi em alcatrão não pararam, e logicamente têm uma estrutura muito mais consistente.

Felicidades para as gentes do râguebi e do basquetebol leonino, fazendo votos para que, sendo eles "organismos autónomos" sejam rapidamente cooptados, e integrados de corpo e alma dentro do Clube.

O que escrevi atrás relativamente à relação entre trabalho e êxitos, aplica-se perfeitamente ao resultado de ontem do hóquei em patins. Criticar negativamente, como já vi, quem tem feito um trabalho extraordinário, de tal modo extraordinário que antecipou em dois ou três anos o primeiro grande objectivo, só pode vir de pessoas que não têm a noção do que é trabalhar em desporto.

O hóquei do Sporting, sempre com apoios muito reduzidos do Clube (para não dizer sem apoios, ou em alguns casos, com "desapoios") vem fazendo um trabalho extraordinário. Vai ter de lutar com clubes já instalados, alguns com muito dinheiro para prometerem, e depois não pagarem, com casa própria  mas irá reagir a resultados menos bons, e os seus jogadores deixarão sempre o máximo do seu esforço na pista. Uma palavra de solidariedade e apoio para as gentes do hóquei do Sporting, personalizada na pessoa de Gilberto Dias Borges, o seu líder.

Não imaginam os Sportinguistas as dificuldades diárias que quem trabalha para estas modalidades tem. Só com muito esforço, muito Sportinguismo, muitos "sapos" engolidos, conseguem apresentar obra.

Portanto, Sportinguistas, temos de ser pacientes para com as modalidades renascidas, percebermos que estão a trabalhar no duro, e que os triunfos não aparecem com um estalar de dedos, mas vão aparecer, especialmente, como é o caso, se o trabalho continuar a ser bem executado.

Uma palavra final para o Presidente Godinho Lopes. Pode ter falhado muito em muitos aspectos da gestão do Clube, na gestão do futebol também, mas quando as modalidades autónomas, em casos extremos, lhe têm "batido à porta", tem respondido sempre presente e resolvido muitas dificuldades.

*Artigo de autoria de 8 (Carlos Sousa)  

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Sporting, um clube em permanente reconstrução

Nota prévia: um adepto decide fazer desaguar na blogosfera um artigo cujo conteúdo é validado por grande parte dos comentadores, sem qualquer contraditório. A indignação é grande, a lógica é profundamente maniqueísta (os insultos e as agressão são bons ou maus consoante quem é o agressor e o agredido) ao ponto de se prometer deixar de pagar quotas, rasgar cartões e ameaças piores. No entanto o único facto irrefutável estava no final: o autor acusa os leões de Lisboa de serem cornudos (seja lá o que isso significa), o que não mereceu qualquer reparo ou indignação. Isto diz muito da qualidade das discussões actuais na blogosfera. Qualquer argumento serve desde que sirva os objectivos pretendidos. Adiante.

Mudar, mudar, sempre mudar
Se há alguma coisa em que o Sporting se especializou ao longo dos últimos anos foi em mudar. Desde a saída de João Rocha, em 1986, o Sporting já vai no nono presidente. Isto dá uma média inferior em 3 anos por presidente, e quando estamos a falar de presidentes temos que considerar a generalidade dos corpos sociais.

Mudar de treinador
Acontece que no futebol se tem mudado até muito mais que na gestão do clube: 31 treinadores em 30 anos, descontando os que ocuparam interinamente a posição. Não há Sportinguista que não sinta com dor a ausência de triunfos mas, olhando para estes números, parece-me que seria difícil fazer muito melhor. 

A escolha do treinador é o momento mais importante no sucesso desportivo de um clube e, mesmo as que parecem ser as melhores escolhas, não são qualquer garantia de sucesso, tantos são os imponderáveis associados. Podemos fazer boas escolhas e ainda assim não obter bons resultados. Pior, podemos escolher bem, ser bons e haver quem seja melhor e, no futebol português, ser melhor não é garantia de nada.

Domingos não foi uma má escolha. Era o melhor treinador português disponível, com resultados que superaram os objectivos em todos os clubes onde passou. Falhou rotundamente, perdeu o pé (como ficou evidente em algumas conferências de imprensa) e a confiança do balneário.

Sá Pinto foi bom quando entrou, falhou quando teve tempo para fazer a diferença mas, ao contrário do seu antecessor, não perdeu o balneário. Não fiquei convencido da inevitabilidade do seu abandono, caso tivesse sido mais respaldado. Cedo na época se percebeu que algo estava a correr mal, disse-o aqui, mas teria mesmo que ter acabado assim?

Atendendo ao desnorte comum a ambos nos piores momentos, é importante perceber se a estrutura que os devia suportar não falhou também. É fácil de perceber que muito era esperado deles, atendendo a que ambos foram a cara da campanha anual de gameboxes. O que aconteceu depois foi apenas da responsabilidade dos treinadores?

Mudar a direcção
A conversa das eleições é recorrente sempre que os resultados não aparecem. Neste mandato em particular, pelas razões que sabemos. Como sócio sujeito-me à vontade da maioria, mesmo quando as decisões são contrárias ao meu sentido de voto, como tem acontecido muitas vezes nos últimos anos. Por isso talvez esta conversa seja prematura, pelo  menos até haver convocatória para o efeito. Mas não sou dos que veêm aí uma solução porque:

- Falta saber se a actual direcção cairia. A avaliar pelo sentido de voto das AG´s parece-me dificil. E, se tal acontecesse e fosse reeleita, tudo não passaria de uma enorme perda de tempo e sobretudo de energia.

- No que tem sido pior na actual gestão, a falta de resultados desportivos, não há ninguém que possa garantir melhores resultados, embora também seja verdade que é difícil obter pior. Nesta altura é também bom lembrar quais eram os candidatos a treinadores apontados pelas outras listas (Van Basten, Zico, Rijkaard), e o qual tem sido o seu percurso.

- Mas há um motivo essencial: evitar os alibis. Se esta direcção cair antes do final do seu mandato, além de se interromperem alguns projectos  importantes em curso - financiamento da SAD, Sporting TV, p.ex.- cuja conclusão se espera para breve, abre-se o caminho para a instalação da maior instituição lusitana: a desculpa. Quem sai sentir-se-à desresponsabilizado porque não acabou o que se propôs e quem entra poderá sempre alegar a herança que encontrou. 

- Acrescentaria apenas que, não fazendo o meu balanço definitivo, e exceptuando o que disse sobre os resultados desportivos, uma má gestão da comunicação, sobretudo interna, dou nota positiva a esta direcção. Isto atendendo ao que foi o ponto de partida, o ambiente muito particular em que foi eleita e ao que eu esperava que poderia vir a fazer.

Mas as direcções dependem de 2 factores muito importantes: os resultados desportivos, que não controla. Mas sobretudo da sua própria acção, a qual depende de si, no essencial. É a conjugação dos dois que ditará a apreciação dos Sportinguistas e a longevidade dos actuais corpos sociais.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

O Sporting (não) é isto

Corre desde ontem, por quase toda a blogosfera leonina, um texto com origem no Fórum Sporting que terá sido publicado por alguém que terá estado nos tristes acontecimentos ocorridos no Porto, que se estenderam do Solar do Norte, passando pelo hotel onde estagiou a equipa, até ao estádio do dragão, onde se disputou o jogo.

Sobre o que se passou no Solar do Norte dei aqui a minha opinião ontem. 

A situação em que o Sporting vive hoje é motivo de sofrimento, indignação e até de revolta. Esse sentimento não é exclusivo de ninguém, todos o sentimos. O argumento, muitas vezes usado, dos sacrifícios feitos em prol do clube, também não colhe, só os faz quem quer. 

Os Sportinguistas não podem ficar refém dos que têm mais força, falam mais alto ou têm maior predominância para poderem opinar, reunir e confraternizar. E isso depende de todos, dos que querem manifestar o seu descontentamento e da forma como o escolhem fazer, dos que todos os dias radicalizam cada vez mais o discurso, fomentando a violência, até aos que, de forma conivente ou fugindo às suas responsabilidades, fazem de conta que não se passa nada.

Sou um confesso apreciador do papel das claques - para mim é o melhor sitio para ver um jogo do Sporting. O que se passa entre claques não me cabe a mim julgar, porque desconheço o meio com a profundidade necessária para o fazer, há muitos dados que me escapam. A única coisa que posso dizer relativamente ao assunto é que não me revejo em qualquer acto de violência, muito menos entre Sportinguistas, venham eles de onde vierem.

Mas, e não é de agora, há em tudo isto algo está profundamente errado quando, seja em Alvalade, seja nas deslocações que fazemos pelo país fora, além de termos que nos preocupar com as recepções dos adversários, ainda temos que andar a fugir uns do outros. Todos nós, mas acima de tudo o Sporting, merecemos muito mais do que isto.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Dias mau para o Sportinguismo

São dias mau para o Sportinguismo.

Perder no Porto já quase se tornou um hábito, tão comum como ser espoliado pela arbitragem. O que torna tudo ainda mais incompreensível é que até em jogos como o de ontem, em que fomos particularmente inofensivos, não tenha faltado mais uma vez o pé na cabeça a tentar tudo para que à derrota fosse associada uma humilhação. Um anti-sportinguismo primário, visceral que me enoja.

Mau para o Sportinguismo é também ver acumular exibições no dragão jogando a medo, exactamente da mesma forma que jogava o FCP sempre que atravessava a ponte da Arrábida, nos anos da grande depressão azul, que foram nem mais nem menos que as primeiras 8/9 décadas da sua existência.

Reagiu o Sporting pela boca de Luís Duque e também pelos jogadores que, ainda em campo, se olhavam incrédulos para o que se passava. Mas, no que aos dirigentes diz respeito, é chorar após o leite estar há muito derramado. Talvez por estarem demasiado ocupados em fazer uma das chicotadas psicológicas mais ridículas que conheço - insisto: o que se pretende com uma mudança de treinadora 48 horas de um jogo? A forma cabisbaixa como a equipa se apresentou confirmou os meus maiores temores -esqueceram-se de contestar a nomeação do superdragão Jorge Sousa, fundador do núcleo de Lordelo daquela claque. 

Mas pior. O presidente do Sporting, seja ele qual for, não pode elogiar a "competência" de Pinto da Costa, esquecendo-se do que foram os últimos 30 anos do futebol português, sem com isso não estar a divorciar-se dos sócios que representa. Não se pode continuar a sentar ao seu lado quando, por muito menos, se escusou a fazê-lo no camarote presidencial da Luz.

Para terminar este tema fica a contabilidade dos clássicos Antas/Dragão (30anos): G.P. FCP - 15 / G.P. contra FCP - 3 / Expulsões FCP - 10 / Expulsões SLB e SCP - 37. É preciso dizer mais alguma coisa?

Mas o dia de ontem foi muito pior para o Sportinguismo do que apenas uma derrota, mais uma, no dragão. Como foi tornado público ontem, o presidente do Sporting foi vaiado e insultado aquando da recepção no Solar do Norte por uma facção do Directivo XXI, insultos que se estenderam ao hotel onde a equipa estagiava. Só quem tem um enorme vácuo entre os dois pavilhões auriculares pode aplaudir estes métodos para exprimir a indignação, justa diga-se, pelos resultados negativos acumulados.

Este é um sintoma muito claro de que a ausência de vitórias está a contribuir para a degeneração do Sportinguismo pelo qual me apaixonei. E essa forma de estar era diferente, ou pelo menos assim a percepcionava, dos demais na vitória e na derrota. E esses sinais são cada vez mais evidentes na autofagia que alastra, pouco falta para estarmos a comer o cotovelo.

O episódio é ainda mais lamentável porque o associa o nome de um bastião de Sportinguismo na mui nobre e Invicta cidade do Porto e do Norte do País, que muitas vezes são ambos confundidos com os métodos soezes e linguagem torpe de Pinto da Costa. Mais lamentável ainda porque nos faz parecer iguais e porque passa por cima do esforço que muitos fizeram e continuam a fazer para manter o Solar do Norte como ponto de encontro de muitos Sportinguistas. Ao Carlos, ao Bruno, ao Diogo, Gabriel, Tiago, Hugo, Nuno e ao Sr. Leite (espero não me ter esquecido de ninguém, das pessoas que conheço melhor) o meu abraço solidário.

Nota importante: Corre o rumor, cada vez mais insistente, de que Scolari será o próximo treinador do Sporting. Espero que não passe disso mesmo mas, como se costuma dizer, não há fumo sem fogo. A ser verdade isto significaria mais uma fuga para a frente, muito longe de contribuir para resolver o(s) problema(s) do  nosso futebol, além de mais um passo para gastar uma fortuna que não temos. Tal obrigar-me-à a repensar o meu relacionamento com o clube. Serei sempre Sportinguista, mas há momentos em que, por auto-preservação, somos obrigados repensar a forma de melhor nos relacionarmos com os que não são caros.

domingo, 7 de outubro de 2012

Sem surpresa

Oceano não foi feliz na estreia (Foto: site abola)

Sem surpresa, continuam a faltar metros, velocidade e consistência a este Sporting. E falta não ofertar golos ao seu adversário, em lances inacreditáveis como o que sofreu neste clássico logo aos dez minutos de jogo.

E, sem surpresa, continua a faltar decência no futebol português. Hoje, mais uma vez, vi lances dentro de uma grande área, cujas decisões só podiam ser marcadas contra o Sporting… e, no Dragão, somam-se duas vontades consolidadas e muito presentes há longas décadas deste podre futebol luso. Estes penalties representam bem o paradigma do que tem sido a arbitragem no que diz respeito a proteger / ajudar uns e atacar / prejudicar outros. Uma sem vergonhice pegada.

Para além do critério técnico, sempre favorável à equipa da casa, o Super Dragão do apito utilizou um critério disciplinar ‘apertado’, nas palavras de alguns experts, quando o epíteto mais justo seria o de ridículo. Foi, também sem surpresa, que a fava do segundo amarelo, seguido da consequente expulsão, tinha que calhar a um jogador leonino…

Enquanto isso, nós cá continuaremos na nossa luta fratricida. De vez em quando temos uns ‘abre-olhos’, como a arbitragem de hoje, e despertamos dessa luta interna entorpecedora. E as armas, que tínhamos apontadas uns contra os outros, voltam-se esbaforidas, mas a disparar tiros de pólvora seca para fora… Sem qualquer surpresa também e, como sempre, apenas por breves instantes, porque o próximo capítulo da autofagia leonina seguirá já dentro de momentos.

Para a transição, homens de barba rija

O Sporting que entrará hoje em campo para disputar os 3 pontos terá pela frente mais do que um adversário. Além do FCP, que fez uma bela exibição ante os milionários do PSG, o Sporting terá, como muitas vezes nos últimos anos, de lutar também contra si mesmo para lograr vencer ou pontuar. Vencer um momento traumático, com o acumular de maus resultados, acrescidos da saída do treinador que, ao que se conta, chegou a fazer correr lágrimas no balneário.

Será essa a melhor cartada de Oceano: o apelo emocional. Sem qualquer tempo para alterações substanciais, ganhará importância crucial saber invocar o brio profissional dos jogadores, lembrando a honra de vestir a camisola centenária, e a importância de representar a esperança de milhares de adeptos que não se rendem nem nos piores momentos.

Nesse sentido parece-me que a melhor estratégia a adoptar será chamar a campo os jogadores mais experientes, capazes por isso de melhor lidar com as muitas dificuldades que o jogo trará. Uma equipa claramente conservadora, capaz de ter a bola nos pés sem se precipitar,e também de sofrer quando for necessário lutar para a conquistar. Por isso jogaria com

                                                                     Patricio
                       Cedric,                         Boulharouz,                    Rojo,             Insua                  
                                                                     Rinaudo
                                    Elias,                                                      Schaars, 
                                                  Izmailov                                                        Pranjic
                                                                Wolfswinkel
Dúvidas apenas se não deveria trocar Rinaudo por Gélson ganhando com isso maior apoio para os centrais, mesmo perdendo algum dinamismo. A Izmailov caberia o papel de dar apoio mais próximo a Wolfwswinkel, que juntamente com Pranjic, teriam que pressionar a saída de jogo dos portistas o mais subido possível no terreno. E recomendaria a maior atenção quando sair a jogar desde trás, a avaliar pelo que vi o FCP fazer esta semana, teremos muita gente a pressionar logo à saída da área.

sábado, 6 de outubro de 2012

Os tais 10 treinadores que o Sporting queimou

O Jornal de Noticias coloca hoje na sua capa a titulo: "Sporting queimou nove treinadores em 10 anos". 

Fui mais longe e elaborei a lista dos treinadores que passaram pelo Sporting, desde o titulo que marcou o fim do grande jejum, até aos dias de hoje, não incluindo os técnicos que ocuparam o lugar de forma interina.

Sá Pinto
Domingos Paciência
Paulo Sérgio
José Couceiro
Paulo Bento
Carlos Carvalhal
José Peseiro   
Fernando Santos
Laszlo Bölöni
Augusto Inácio
Manuel Fernandes
Giuseppe Materazzi

A quantos deles o Sporting proporcionou a oportunidade, provavelmente irrepetivel, de treinar um clube grande?

Quantos deles tiveram sucesso antes e depois da passagem pelo clube?

Quantos deles teriam chances de treinar um dos nossos rivais, por exemplo?

Olhando para o percurso de todos, quer no que fizeram antes quer posteriormente, fico com muitas dúvidas quem é que saiu mais chamuscado, se grande parte dos treinadores enunciados, se o Sporting.

Tendo em conta a importância do cargo na estrutura de um departamento de futebol, talvez esteja na forma como se escolhem os treinadores muitas das razões do insucesso acumulado.

Para reflectir fica também o facto de, neste período, o Sporting ter tido comprometidos 2 treinadores como Mourinho e AVB, sem que estes nunca chegassem a orientar um treino que fosse.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Sá Pinto sai - 1 decisão incompreensível

É-me muito difícil de perceber o que se pretende com a substituição de um treinador a 48 horas da realização de um jogo de futebol. Fosse qual fosse o jogo, mesmo que até a feijões. Mais ainda sendo um jogo como o de domingo, onde se jogam sempre muito mais do que os 3 pontos. 

Quem toma decisões destas deixa-me muito pouco tranquilo, sabendo que serão os mesmos a quem caberá a tarefa de escolher o próximo treinador. Uma decisão incompreensível, reveladora de que não é apenas a Sá Pinto que faltava a clarividência.

Nota: Já depois de publicado o post tomei conhecimento das declarações de Godinho Lopes, revelando que Oceano assume o comando técnico apenas no jogo no estádio do dragão. Ora isto ainda reforça mais a ideia expressa anteriormente: o desnorte é total.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Sobre a saída de Sá Pinto

A noticia já corre nos canais de televisão e são muito prováveis que venham a ser confirmadas entre hoje e amanhã. A ser verdade não deixa de constituir uma meia surpresa para mim e o timing parece-me errado.

Não porque não ache que a situação de Sá Pinto seja actualmente sustentável mas porque, pela imagem que tenho dele, não o estou a ver a furtar-se à responsabilidade de encarar o jogo no dragão e deixar que um outro pobre coitado se sente no topo do vulcão. 

Menos avisado me parece que tal decisão venha da direcção da SAD. Mesmo um treinador de transição que fosse não merecia ter que passar por tal situação porque, como é óbvio não há nenhum treinador que quisesse vir até lá para o Sporting, para lá dum louco ou arrivista. E, parecendo-me como me parece, que os jogadores ainda estão com o treinador, essa seria a forma de tornar ainda mais difícil do que já é a deslocação ao dragão no domingo.

Video em tom pornográfico

É desde logo pornográfica a forma como o Sporting vem sendo castigado, jogo após jogo, pelo próprio futebol. Atravessando um momento dificil, nada pode ser pior para uma equipa que sofrer  um golo na primeira oportunidade que o adversário cria. Ou na segunda. Mas, ainda pior, é dar trunfos aos adversários como também aconteceu hoje (Boulharouz) e já tinha acontecido no jogo anterior nesta mesma competição.

Com isto não quero furtar-me à análise do trabalho do treinador, mas essa venho fazendo ao longo da época e nada mais tenho a acrescentar. E independendentemente do que venham a ser as decisões da SAD relativamente ao treinador, só posso concluir que, enquanto durar esta maré negra, vai ser muito dificil de dar a volta. É por isso que no domingo, lá estarei no estádio do dragão. É nestas alturas que o Sporting mais precisa, para festejar nunca falta gente.

Ficha de Jogo:

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

A solidão de Sá Pinto


Palavras que o vento leva (e traz...)

Sá Pinto tem aparecido sozinho nas conferências de imprensa o que deu azo, e justificadamente, sobre a solidez da sua relação com os dirigentes, em particular com Luís Duque, com quem lida de forma mais próxima e até com Godinho Lopes.

Pude constatar que, no mesmo período, Mourinho vivia também um período complicado e também não vi Florentino Perez aparecer ao lado do treinador, o que me levou a estabelecer um paralelo com o sucedido no Sporting. Como devem os dirigentes comportarem-se perante situações de crise?

A resposta é "lapalissiana", cada caso é um caso. Por exemplo, Mourinho é um eucalipto de raízes bem fundadas, um "one man show" que, ao invés de alguém a seu lado, gere como ninguém as mais variadas situações em que um treinador tropeça ao longo da carreira. É também um treinador com muitos anos de estrada, muito diferente do que sucede com Sá Pinto.

Soube-se ontem que Sá Pinto, Luís Duque e Carlos Freitas jantaram juntos num restaurante em Lisboa. Nem o mais ingénuo dos mortais acredita que o acaso de se encontrarem jornalistas para o testemunhar foi um mero acaso. Assim presume-se que esta foi a resposta encontrada pelos responsáveis para atalhar os rumores cada vez mais crescentes de que Sá Pinto estaria transformado num general abandonado pelas cúpulas, entregue a si próprio.

Actos simbólicos como este valem o que valem. No futebol em particular, o seu prazo de validade extingue-se com o próprio acto. Antes este que nenhum, se com isso se conseguir devolver alguma tranquilidade ao grupo de trabalho que, não vivendo numa torre de marfim, vai lidando, cada um a seu modo, com as ondas de choque de ver o seu líder fragilizado.

Do meu ponto de vista, mais do que as refeições propaladas nos jornais um treinador deve ser respaldado nas conferências de imprensa que antecedem e sucedem aos piores momentos e de preferência não fora do meio natural: Alvalade ou Alcochete. Uma imagem dessas, presenciada por adeptos e sobretudo pelo grupo de trabalho, vale por mil jantares ou por comunicados com mais ou menos retórica.

Actualmente, nos clubes de topo do futebol português, só Pinto da Costa se pode dar ao luxo de poder ver naufragar um treinador sem que o seu esbracejar não o salpique ou, no extremo, o leve com ele. Talvez possamos incluir o Braga, face aos últimos resultados. No caso de uma direcção do Sporting, e desta em particular, o falhanço de um treinador dificilmente lhe permite escapar entre os grossos pingos da borrasca que se instalaria. Daí que qualquer manobra de distanciamento em relação ao treinador está condenada ao fracasso, as suas sortes estão umbilicalmente associadas. E, no caso concreto de um treinador a dar os primeiros passos, a falta de amparo tende a ser mais um factor de perturbação, a juntar ao acumular de maus resultados.

O general no seu labirinto

Só Sá Pinto poderá confirmar ou desmentir a falta de apoio de que se tem falado. Mas, como é bom de ver, admiti-lo é um cenário de pré-ruptura anunciada ou já consumada, havendo, caso suceda, pouco ou nada então a fazer.

Mas, sem poder confirmar ou desmentir as falhas da direcção no apoio ao treinador, e confirmando a ligação umbilical acima descrita, é por ora evidente que Sá Pinto também tem faltado a esta direcção, ao clube que confiou nele e, porque não dizê-lo, a ele mesmo como profissional que necessita de resultados para consolidar a sua carreira.

Como dizia ontem aqui um leitor não é possível olhar para a carreira do Braga sem concluir que, não apenas este ano, tem faltado um treinador que saiba potenciar e reverter num colectivo as qualidades individuais que possuímos hoje no plantel. De forma quase trágica mesmo os que acertaram no clube da cidade nortenha, Domingos, falham em Alvalade. A questão é que para o Braga até o terceiro lugar é bom, para o Sporting é um mal menor.

O que vi em Alvalade no passado sábado deixa-me preocupado e espero ver desmentido já amanhã, seja qual for o resultado. Tal como havia previsto após o jogo com o Gil Vicente, naquelas condições dificilmente voltaríamos a ganhar um jogo, não esperava é que tal se confirmaria tão cedo. Ao insistir num 4x2x4 o Sporting perde a tal segurança de posse que tanto Sá Pinto parecia perseguir e que, sendo um bom principio, não se percebe que possa agora ser abandonado. Dessa forma perde também muita da capacidade de reacção à perda de bola e, sem ela, podemos sofrer golos mas não os marcaremos de certeza.

O problema, no inicio de época, estava na anemia atacante. Agora somou-se a fragilidade defensiva, e a equipa assemelha-se a um sem-abrigo que não sabe se há-de puxar a manta para cima, para tapar a cabeça ao frio, ou para baixo, para tapar os pés gelados. Isto é um problema que compete ao treinador resolver e até ao momento, parece muito longe de o conseguir parecendo agora, nos actos, menos convicto da solução a adoptar. Mas quem tem nas suas fileiras Elias, Schaars, Rinaudo, Adrien, André Martins, Pranjic e Izmailov não devia, não podia, estar sujeito a tanta fragilidade.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

O Lobo e os cordeirinhos

Certamente que se lembram, não foi ainda assim há tanto tempo, do "problema" que era a falta de golos do Wolfswinkel, mal a época tinha começado. Muitos mééééés de muitos cordeirinhos foram então ouvidos. Pois agora que ele está a marcar, e ainda com a equipa muito longe de produzir um futebol de cariz ofensivo que o beneficie, já ninguém se lembra de olhar para o que ele faz. Claro, vai fazendo o que lhe compete, dirão. Pois vai e é assim que vai demonstrando a sua qualidade, sobretudo para os que a puseram em causa. E o melhor, estou em crer, estará ainda para vir. A médio prazo, com a idade, se tivermos a sorte e a oportunidade de o ver crescer e, no imediato, se a equipa conseguir melhorar. 
Foto Bancada de Leão
Por isso talvez se justifique pouco estar sempre a olhar para trás - Liedson, Jardel, Acosta, Manuel Fernandes, Jordão, Yazalde já não podem fazer nada por nós, é agora a hora de fazermos nós por eles, honrando a sua memória - e esperar o muito que o futuro nos reserva. Tivéssemos nós a sorte de todos os avançados em que gastamos rios de dinheiro tivessem marcado 25 golos na época de estreia, 14 dos quais num campeonato onde estivemos muito longe de ter estado bem.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

A Assembleia Geral e a queda de Sá Pinto

 Assembleia Geral
Tal como havia previsto na passada sexta-feira a AG foi uma fonte de desilusão para os que esperavam e desejavam que se repetissem as cenas indecorosas das registadas no nosso vizinho do outro lado da segunda circular. E talvez não fossem poucos os que desejariam em especial que as contas fossem reprovadas para que à crise de resultados se somasse uma crise institucional. 

Por isso as estações de televisão mobilizaram meios claramente desproporcionados face ao que estava em causa onde a preocupação de informar foi nitidamente negligenciada.  2 exemplos, se preciso fosse, o demonstram claramente: num dos directos um repórter declarava que o pavilhão atrás dele - referindo-se ao multiusos -se iria passar a chamar "João Rocha" e noutro canal informava-se que o relatório e contas havia sido aprovado por unanimidade!!! Ignorância e falta de respeito pelo Sporting e pelos espectadores que lhes pagam, mesmo que indirectamente, os vencimentos. Esta é a confirmação, se ainda preciso fosse, que a dever de informar há muito foi substituído pela vontade quase exclusiva de vender sensacionalismo a granel.

E como interpretar os resultados da votação dos sócios na AG, em particular a aprovação de contas? Não creio que, mesmo os que votaram favoravelmente, tivessem gostado dos resultados apresentados. Talvez tenham preferido fazê-lo a fomentar um cenário de crise da qual se sabe como se entra mas cuja saída contém demasiados cenários de resultados imprevisíveis. 

Os que agora lançam as mais diversas acusações sobre os sócios que aprovaram as contas deveriam percebê-lo, sobretudo os que querem ser vistos como alternativa à actual gestão. Chamar parvos aos outros é a forma mais fácil de se desresponsabilizarem e se demitirem de uma avaliação inevitável: perante o cenário actual do clube - acumulação de maus resultados desportivos e maus resultados económico-financeiros - a mensagem continua a não passar. Pretender que a culpa é apenas dos outros, ou que a verdade lhes pertence é uma arrogância e um erro que se paga caro.

A queda de Sá Pinto
Desde o final da Taça de Portugal que os resultados (não) conseguidos por Sá Pinto têm desbaratado o seu crédito junto dos adeptos. O seu grande mérito, e quando pegou numa equipa esfrangalhada, sem rumo e completamente descrente no seu treinador de então, foi a clarividência de perceber que, mais do que uma revolução, a equipa precisava de melhorar a sua auto-estima e confiança. Quase todos percebemos que aquele Sporting mais recuado e expectante era insuficiente para os desafios de um novo campeonato com ambições, mas servia quase na perfeição para apanhar os cacos de uma época decepcionante prestes a findar. 

É precisamente a mesma clarividência que agora lhe parece faltar. Infelizmente, como em quase tudo na vida, o futebol não valida as boas intenções, apenas os resultados. E esses são os que se sabem. Confesso que, como quase todos, fiquei preocupado com o vi com o Estoril. E também com a conferência de Sá Pinto, quando diz que aquele não é o seu Sporting. Concordo com ele quando recrimina a falta de intensidade dos jogadores, mas o problema não se esgota aí. A forma como Estoril - sim, o Estoril... - conseguiu estar confortável no jogo na maior parte do tempo, a forma desorganizada como lhes tentamos responder, quase sempre desequilibrados, deviam-no fazer pensar no que nasceu primeiro, o ovo ou a galinha. Isto é, o problema começa na falta de intensidade e vontade ou são as suas opções tácticas que não permitem melhor desempenho?

Como é evidente não há treinador que resista muito tempo à falta de resultados, mais ainda quando estes se acumulam com fracas exibições, muito aquém do que o grupo à disposição permite sonhar. Começa até a registar-se o inverso, há jogadores muito abaixo do que podem dar. E insistir em Xandão (se foi buscar o Betinho, não lhe faltará também coragem para ir buscar o Pedro Mendes, já que Nuno Reis está fora de hipótese), ou deixar Carrillo em campo num dia em que nada lhe saía bem também pouco ajuda.

O mais importante nesta altura é perceber se ele é capaz de inverter o actual curso. A primeira condição é perceber se os jogadores continuam a acreditar no seu líder, o que, neste momento, me parece assegurado. E, como é evidente, poder contar jogadores como Elias, Schaars, Boulharouz e Pranjic, pela sua qualidade e experiência serão também um importante auxilio para o treinador. Mas continuo a pensar que Sá Pinto depende sobretudo de... si mesmo para se voltar a por de pé.

domingo, 30 de setembro de 2012

Sem força nem vontade

Sem qualquer força nem vontade para fazer a crónica do jogo de ontem, que tive oportunidade de ver em Alvalade. E foi de forma algo semelhante que, na maior parte do tempo a equipa do Sporting jogou. Muito diletante, parecendo demasiado confiante de que, mais tarde ou mais cedo, acabaria por vir ao de cima a superioridade que a distancia da equipa estorilista. Mas essa superioridade ontem pouco se viu porque, colectivamente, o Estoril, ainda até mesmo já em inferioridade numérica, foi mais equipa, demonstrou mais vontade e força interior para lutar pelo jogo. 

É-me difícil ajuizar as opções de Sá Pinto sem saber se o que muito que ontem falhou não é apenas das opções tácticas ou  do treino, embora esses factores também tenham que merecer reflexão. Mas, antes disso, está a vontade de vencer os jogos que, no Sporting, não pode começar depois de disputada mais de uma hora de jogo. Porque se os jogadores tivessem partido desde o inicio do jogo com a intensidade que demonstraram nos 20 minutos finais, dificilmente estaríamos hoje a lamentar mais uma perda de pontos com equipas que lutam para permanecer na primeira divisão.

Como sabemos, é com estas que se perdem os campeonatos. Não é como diz o Rui Patricio que há muito campeonato pela frente, porque muito deste começa já a ficar para trás, alienando o maior capital que uma equipa tem juntos dos adeptos: a esperança. A menos que o muito campeonato pela frente de que fala seja o da próxima época...

Os mais de 35 mil espectadores ontem presentes mereciam muito mais do que lhes foi oferecido. 

Ficha do jogo:

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Os aquecedores de AG´s

Não é um fenómeno apenas de agora, mas nos últimos dias o Sporting tem dado muito jeito como cortina de fumo para desviar as atenções de problemas noutras paragens. Habituados anos a fio a ouvir falar nas suas contas, na falência técnica, quando se sabe que há quem mereça pelo menos igual destaque. Ultimamente é Sá Pinto que tem sido servido em pratos para os mais variados gostos. Há até  um jornal que se lembrou de o mencionar como um "aquecedor da AG" da SAD que hoje se realiza. Tendo em conta que o Sporting Clube é o principal accionista da SAD isto é no mínimo ridículo. O mesmo jornal, numa politica editorial difícil de compreender, consegue remeter para segundo plano o sucedido na AG do SLB. Um petardo jornalístico que rebenta nas penas dos seus responsáveis.

Já quanto à AG de domingo, e a despeito de todas as tentativas que se farão no sentido de inflamar ânimos ou de procurar o contágio do sucedido na AG do vizinho de cima da frente do Colombo, tenho a certeza que os sócios do Sporting saberão perceber a importância do momento, decidir com responsabilidade e as implicações das decisões a tomar, aceitando com espírito democrático as decisões da maioria. Todos os momentos são bons para, na prática, demonstrarmos a diferença tantas vezes proclamada.

É assim que tenho encarado as decisões tomadas em AG, eleitoral ou não, onde muitas delas - especialmente as que foram tomadas sobre o património - foram opostas à minha percepção do que era melhor para o nosso clube.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

A balada dos bois mansos

Lembrava muito bem ontem aqui o Bruno Martins o comportamento da APAF e seus associados, em meados de Agosto de 2011, reagindo a “notícias” (apenas isto) que davam conta da indignação dos dirigentes leoninos quanto à nomeação de João Ferreira para o Beira-Mar – Sporting. 

Peço desculpa por voltar ao tema, mas parece-me importante:

Vejamos então o que foi agora dito por dirigente de viva voz e respectiva reacção:

Declarações de Rui Gomes da Silva no site da TSF:


O dirigente encarnado sustenta, numa conversa com a TSF, que o Benfica e Vitor Pereira, presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, «já tinham sido avisados do que podia acontecer ontem à noite em Coimbra». Por isso, apela a que se investiguem as nomeações dos árbitros em Portugal, já que os prejuízos são «sempre para os mesmos».

«Quem dirige a arbitragem» deveria impedir a escolha de nomes como Pedro Proença, Olegário Benquerença, Carlos Xistra, Soares Dias, João Capela, Hugo Miguel e Rui Silva para os jogos dos encarnados. «Nos últimos 5 anos prejudicaram sempre a mesma equipa», afirma Rui Gomes da Silva.

Quanto a premeditação ou não, na forma como Carlos Xistra ajuízou os lances, «o que se passou Coimbra é difícil de explicar. As duas únicas oportunidades da Académica de Coimbra foram criadas pelo sr. Carlos Xistra», referindo-se Rui Gomes da Silva aos dois penalties assinalados a favor dos «estudantes».

Rui Gomes da Silva não tem mesmo dúvidas em classificar a atuação de Carlos Xistra como «um roubo...de Vaticano», usando uma expressão que recebeu sob forma de mensagem no telemóvel pouco depois do jogo terminar.

Este membro da direção encarnada lembra ainda o episódio em que Ricardo Santos, o assistente de Pedro Proença que não validou o célebre fora de jogo a Maicon no Benfica - FC Porto da época passada e que admitiu ter errado nesse lance específico, quando esteve presente numa homenagem da Associação Futebol do Porto, recentemente.

Resposta do presidente da APAF no site Sapo:

«São críticas que nós, após termos consultado o árbitro e a própria APAF ter reunido e analisado algumas questões do fim de semana, pensamos que atingiram o limite do razoável. Não passou daí, não puseram em causa a equipa de arbitragem, no seu sentido de honestidade ou idoneidade, apenas têm uma divergência de opiniões em determinados lances»

Recordando um dos lances que motivou alguma contestação por parte do treinador do Benfica, Jorge Jesus, à arbitragem do albicastrense Carlos Xistra no encontro de domingo, que terminou com um empate 2-2, o presidente da APAF considerou-a como uma divergência técnica.

«Para essas pessoas o lance é fora da área, para a equipa de arbitragem é dentro. É uma divergência de opinião técnica e não passou disso. Penso que não nos merece uma ação que não seja o de, mais uma vez, pedirmos aos agentes desportivos que tenham contenção nas palavras e não prejudiquem o futebol português com estas críticas», sublinhou.
E o que pensa FPF do assunto:
A Federação Portuguesa de Futebol solicitou à Liga de Clubes uma investigação às denúncias feitas pelo dirigente encarnado sobre Carlos Xistra. O caso foi entregue à Comissão de Instrução de Inquéritos da Liga com o intuito de serem averiguadas as acusações feitas ao árbitro do jogo Académica – Benfica.

Depois de concluídas as averiguações, ouvidas as testemunhas e elaborado um processo irá competir ao Conselho de Disciplina da FPF o poder de decisão em torno do processo.

Mas não é só. Hoje o Correio da Manhã noticiou uma reunião secreta entre dirigentes do FCP e Vitor Pereira, presidente do Conselho da Arbitragem, com o objectivo de vetar diversos árbitros.

O presidente da APAF já veio dizer que ""Essa reunião poderá ter existido mas não tenho conhecimento dela e que seja uma reunião nesses termos de vetar árbitros não acredito que assim seja..." 

Enquanto tudo isto decorre os jornais desviam as atenções como podem: faz algum sentido noticiar que o Conselho Leonino ia decidir o que quer que fosse sobre a situação do Sá Pinto?

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Ataques cerrados


Quando, no início da época passada, um conjunto significativo de árbitros decidiu fazer boicote aos jogos do Sporting, foi aberto um novo capítulo na falta de vergonha do futebol português. Em meados de Agosto de 2011, reagindo a “notícias” (apenas isto) que davam conta da indignação dos dirigentes leoninos quanto à nomeação de João Ferreira para o Beira-Mar – Sporting, esta pessoa recusou-se a arbitrar o jogo, contou com o apoio institucional da pandilha do apito e com o pancadismo-nas-costas de Vitor Pereira e de Carlos Esteves, presidente do Conselho de Arbitragem da FPF, que disse, e cito, “nunca se viu um ataque tão cerrado aos árbitros”, e, por isso, “estava na hora” da pandilha “tomar uma posição”. Nos labirintos da língua de Camões, “cerrado” serve de metáfora para apor a “ataque”, mas também serve para classificar, literalmente, os punhos de alguém que agride outra pessoa. Neste sentido, curiosamente, um “ataque cerrado” está muito mais perto de caracterizar uma agressão (literal) como a de Luisão a um árbitro alemão, do que, metaforicamente, uma agressão à dignidade de alguém da pandilha. No pós-peitaça do “grande profissional” Luisão (cito o árbitro Proença), ninguém da pandilha falou em ataque cerrado.

Acontece que o adjectivo homófono “serrado” se aplica aos canos de espingardas, aquelas que disparam e ferem e matam. Neste caso, e metaforicamente, subindo na escala da gravidade dos adjectivos, as palavras do vice-presidente da agremiação de Carnide no pós-empate de Coimbra deste fim-de-semana, “tinham-nos avisado que isto podia acontecer”, constituem – mais do que um ataque cerrado – um tiro de espingarda de canos serrados na credibilidade e na honestidade e no profissionalismo da pandilha – que, curiosamente, continua, um ano passado desde o boicote, a ser constituída por gente que tem filhos e família. Palavras do supracitado Carlos Esteves, há um ano atrás, justificando o boicote ao Sporting: “O árbitro é um ser humano como os outros. Tem família e filhos e não tem prazer em errar”.

Não restam dúvidas a ninguém de que as declarações daquele vice-presidente referem que a má arbitragem do jogo de Coimbra foi premeditada. As declarações pressupõem que os dirigentes daquela agremiação acreditam – e não têm vergonha nem pejo nem receio de o dizer – que os erros do Xistra, pai de família, foram premeditados, e que ele errou de propósito. Eles não têm medo nem pejo nem receio porque sabem que nada vai acontecer. E não é porque vozes de burro não chegam ao céu (pelo simples facto da pandilha não estar por lá); é porque eles sabem que, na vergonha infinita do futebol português, no próximo fim-de-semana, lá estará mais um representante da pandilha, pai de filhos, a arbitrar o jogo deles, como se nada se tivesse passado. Fico contente que esse pobre infeliz não se cruze com o profissional exemplar Luisão, porque arriscava-se a mais ataque cerrado. Mas também lhe digo que não vá antes ao Colombo, e que olhe à volta à procura do diabo de Gaia, porque para as bandas de Carnide os ataques cerrados chovem de todo o lado.


Nota: post editado.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Até vencer, Sporting Allez!!!!


Grande vitória ontem! pequena vitória hoje. O jogo de ontem é daqueles que nos faz perceber porque somos apaixonados pelas nossas cores. Tudo para perder, tudo para ganhar, incerteza, nervos, emoção a rodos e no final a sensação grata da vitória conquistada, resgatada a ferros a um adversário inferior, mas que, como todos os que vamos enfrentar até Maio, não dá nada a ninguém.
 A vitória de ontem foi um grito de revolta, como diz Capel, grito que estava calado e impotente na garganta do Sporting. Após o jogo com o Rio Ave pedi “fome” à nossa equipa, ainda não foi ontem que a vi da parte dos jogadores, mas Sá Pinto deu o mote com aquela substituição louca, sai Xandão entra Carrillo aos 61 min., falta meia-hora de jogo, tempo mais que suficiente para em condições normais, um treinador no seu estado emocional normal temporizar os riscos.
Com aquela substituição Sá Pinto deu um murro na mesa, somos o Sporting e hoje vamos ganhar! Não há consciência, nem equilíbrio, nem coisa nenhuma, ou marcam um golo ou de seguida tiro o Patrício. Tenho a certeza que os jogadores sentiram esse arrepio, não há espaço para desculpas, é para ganhar! A equipa está toda desequilibrada, tenho que ser solidário com os meus colegas, tenho de lutar por todas as bolas, temos de ganhar, não há desculpas!
Sá Pinto não meteu toda a carne no assador, meteu a cabeça e o grupo percebeu isso e conquistou uma vitória que deve estar a render sorrisos pela face de todos os que trabalham na Academia Sporting hoje.
Mas é uma vitória pequena, vale 3 pontos, uma gota de água no que é necessário para encher a alma Sportinguista. O estímulo para vencer tem de ser mais permanente, tem de existir naturalmente no seio do grupo sem ser necessário a loucura táctica para despertar a fome.
Vocês, os 11 que têm a honra de vestir a camisola riscada a verde e branco, são Sporting! Vocês, são os melhores do mundo, são Sporting! Vocês, têm de provar isso na cara de cada adversário, são Sporting! Vocês, querem vencer, são Sporting! Vocês, não conhecem limites, são Sporting! Vocês, conquistam o respeito do adversário em campo, são Sporting! Vocês, não admitem a derrota, são Sporting! Vocês, são vencedores, são Sporting!
Uma vitória, em casa, contra o Gil Vicente, para vocês, não é nada é uma vírgula na história que podem criar. Sim, vocês podem fazer história, podem ser eternos, não há nada nem ninguém que vos possa impedir, nem autocarros, nem apitos, nem adversários.
Vocês, são Sporting! Até vencer, Sporting Allez!!!!

Este grupo está todo esfrangalhado


Este grupo está esfrangalhado


Os futebolistas estão cansados do treinador, o treinador acumula problemas com os futebolistas.
Sá Pinto está sem apoio da estrutura e isolado

Sá Pinto está por um fio

Sá Pinto é uma aberração da natureza
 

Tudo isto foi alimentado estes dias por adeptos, até "paineleiros sportinguistas, passando por três diários desportivos, a tentar lidar diariamente contra a sua óbvia inutilidade." 

Mas quem julga que os rumores ficarão por aqui, que se desengane. Ainda ontem foi desmentido, por Sá Pinto, o boato de que Elias tinha abandonado o estádio quando soube que não fazia parte das opções do treinador, quando afinal tinha ficado durante o jogo e estado no balneário com a equipa a comemorar a vitória no final do jogo.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Assim é impossível ganhar!

Liiiiiindo!
Quem tem Xandão pode perder um jogo em qualquer ocasião

Com adversários que marcam na primeira oportunidade de golo é sempre mais dificil de ganhar, especialmente quando se vivem momentos de angústia.

Com perdas de oportunidade consecutivas 

Com Sá Pinto a abdicar de tudo o que estava a fazer bem para se lançar na pior das vertigens: pensar que um jogo se pode ganhar porque se joga com muitos avançados, esquecendo-se que, sem ter quem lhes faça chegar a bola, só com muita sorte se chega ao golo. E essa, diga-se também não que nada connosco.

Uma louvor para os jogadores, não jogaram sempre bem mas deram tudo o que o fisico permitia.

Hã, que é isto? Perguntarão os meus caros. 

Pois era isto o que tinha escrito na minha cabeça a partir das substituições feitas na segunda parte. Sá Pinto arriscou e ganhou, poucas vezes o conseguirá desta forma. Mas ele mais do que ninguém merecia e esta vitória permite-nos entrar num novo capitulo neste campeonato.

E agora vou ali vomitar o jantar e chorar as lágrimas que consegui travar desde o golo de Wolfswinkel. Com aquele grito imortal: eu te amooooo meu Sporting!

Equipas: 

Sporting:
Rui Patrício
Cédric, Xandão (Carrillo), Rojo, Insúa
Pranjic (Labyad), Rinaudo, Izmailov, Capel
Viola (Jeffrén), Wolfswinkel


Gil Vicente:
Adriano
Luciano Amaral, Cláudio, Halisson, Daniel (Éder)
Luís Manuel, André Cunha, Tiero
Luís Carlos (Djalma), Pedro Pereira (Leonardo), Brito

Marcadores: Luís Carlos (6'), Capel (75'), Van Wolfswinkel (84')

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