sexta-feira, 1 de setembro de 2023

Um grande mercado deu lugar a um grande plantel?


Sem dúvidas que este foi um dos melhores mercados de sempre para o Sporting.O Sporting vendeu e comprou como nunca havia acontecido. E, se é indiscutível que vendeu muito bem, parece para já seguro dizer que comprou em igual medida.

Do lado das saídas saliento a saída de Chermiti por valores que eu julgava impensáveis, bem como Ugarte pela cláusula de rescisão. Vender bem num ano abaixo das expectativas e sem êxitos desportivos não é muito comum. De assinalar também o facto de a quase totalidade dos jogadores que não contam para Amorim terem já destino, restando apenas, ao momento em que este post é editado, Eduardo e Camacho.

SAÍDAS 23/24

JogadorClubeValor
FC Paris Saint-Germain60,00 M €
Tottenham Hotspur40,00 M €
FC Everton12,50 M €
VfL Wolfsburgo8,00 M €
Cruzeiro Esporte Clube3,00 M €
Al-Ahli SCcusto zero
CD Mafracusto zero
Real Bétiscusto zero
Salernitana Calcio 1919Empréstimo
FC Andorracusto zero
FC CopenhagaEmpréstimo
GD Estoril PraiaEmpréstimo
Olympiacos PireuEmpréstimo
Al-Markhiya SCEmpréstimo
Sem clube-
Sporting CP B-
Sporting CP B-
Hull CityEmpréstimo
Leicester City FCEmpréstimo

Do lado das entradas o destaque vai para já para Gyokeres, fechando finalmente um lugar onde jogamos carenciados nos últimos anos. Hjulmand e Fresneda vêm suprir lugares em aberto pelas saídas de Ugarte e de Porro. Não deixaria de fora o regresso tão desejado de Bragança e a aperitivo deixado até agora por Geny Catamo como perspectivas de reforços a considerar.

ENTRADAS 23/24

JogadorClubeValor
Coventry City20,00 M €
US Lecce18,00 M €
Real Valladolid CF9,00 M €
FC Barcelona7,00 M €
Sporting CP B-
Sporting CP B-
Sporting CP B-
Sporting CP B-

Mas não se pode falar deste período de mercado sem abordar as entradas de valores significativos de forma indirecta, em virtude dos novos contratos de Matheus Nunes e provavelmente Palhinha (ainda não está confirmado). Talvez tão ou mais importante do que os referidos valores é ver jogadores formados no Sporting chegarem aos maiores clubes europeus. Para lá da satisfação de os ver triunfar é ver o nome do nosso clube afirmar-se também como capaz não apenas de fazer grandes vendas como de grandes jogadores cobiçados pelos melhores. O seu mérito é ainda maior por nunca terem merecido a devida atenção da comunicação especializada ou dos seleccionadores nacionais. Subir a pulso é isto!

A pergunta que se impõe agora é: mas afinal estamos mais fortes?

Aparentemente sim. Mas, para uma época que se pretende longa por perseguirmos os maiores objectivos - Liga e competições UEFA e chamadas de diversos jogadores às selecções - creio que apostamos muito na sorte. Sem dúvida que, pelo menos no que ao onze inicial diz respeito, e sem lesões ou castigos estamos melhores. Edwards e Trincão no banco dizem-nos isso... Mas estaremos realmente mais fortes?..
 
Gyokeres veio-nos dar o que tanto precisávamos na frente - comprimento, potência, profundidade - mas é claro que dependemos sempre do imponderável, que são as lesões ou até castigos. Como já vimos o sueco tem um alvo na testa para adversários e árbitros.

Onde subsistem algumas dúvidas é no meio-campo, onde já se percebeu nos jogos a doer que, sem um "seis" de raiz, a equipa tende a sofrer quando os minutos passam e as pernas começam a pesar. Ainda por cima é uma posição de grande exposição a faltas disciplinares e grande exigência física. Vamos ver o quanto vale Morten Hjulmand. A missão de fazer esquecer os antecessores na posição é das mais espinhosas.

Muita curiosidade para perceber quão terrível é o nosso novo Ivan, o Fresneda. A contratação de um internacional sub-19 espanhol, cheio de referências elogiosas - dizem que com a mesma idade de Fresneda não era tão bom - aguça o apetite, mas a ponderação obriga a parar no semáforo que diz só no dia próximo dia 29 completará 19 anos. Não deixo de achar curioso que, por um acaso - a lesão de Carmona - o Sporting tenha decido não só gastar mais dinheiro como apostar num perfil diverso do que parecia definido para a posição.

Resulta mais ou menos clara a nossa exposição em lugares considerados chave: o "9" e o "6". E não desdenharia a tal prenda que, tudo indica não vai chegar. Falou-se muito mas não parece ter passado de conversa para vender jornais a possibilidade de chegar o tal extremo.

quarta-feira, 30 de agosto de 2023

Sporting bem!


A propósito da queixa efectuada pelo jogador Octávio relativamente aos insultos racistas de que foi alvo o Sporting emitiu um comunicado no qual me revejo totalmente e merece o meu aplauso.

"O Sporting CP condena qualquer acto discriminatório, independentemente da origem ou destinatário. Foi assim Ontem, é assim Hoje, será assim Sempre. Nascemos assim, crescemos assim, educamos assim. Está escrito no nosso ADN e no artigo terceiro dos nossos Estatutos. Mais, repudiamos todos os actos com esse intuito, ou outro persecutório ou violento, independentemente do canal utilizado. Motivo pelo qual fomos dos poucos Clubes, se não mesmo o único, em Portugal, a aderir ao Blackout nas redes sociais, mesmo quando decorria a final da UEFA Futsal Champions League em 20/21, que vencemos. Apoiaremos sempre todos aqueles que levantem a voz e tomem medidas por terem sido alvo deste tipo de discriminação ou violência. E apoiaremos sempre aqueles que a estes últimos se juntam nesse labor. Apoiamos Otávio Ataíde. E apoiamos todos os milhões de pessoas que são diariamente visados de igual ou semelhante forma. Mas vamos mais longe: apelamos a todos os que, tal como neste caso, se juntaram e levantaram a voz, que o façam sempre, e assumam esta luta diária e constante. Os casos são muitos e recorrentes, sobretudo nas redes sociais onde quem ofende se esconde cobardemente por trás de um teclado. Mas não se esgotam no mundo digital, nem no mundo do desporto. Levantemos todos a voz a todo o tipo de conduta agressiva, a que semanalmente assistimos em Portugal dentro dos próprios relvados por parte de dirigentes e equipas técnicas. Ou fora deles, inclusive em agressões físicas a órgãos da comunicação social. Esta é uma realidade transversal a qualquer sector, à qual o desporto não é alheio. O Sporting CP tem um propósito muito claro de usar o desporto como exemplo para, todos os dias, todos, sermos melhores, darmos um exemplo melhor. Obrigado a todos os que connosco praticam este caminho. Todos eles são verdadeiramente Sporting CP."

terça-feira, 29 de agosto de 2023

Des Liga


Passaram apenas três jornadas do inicio da Liga para perceber que pouco ou nada mudou no futebol nacional no que à arbitragem diz respeito. E o pouco que mudou, como a introdução do VAR, aos poucos vai desaparecendo, até se reinstalar a velha ordem.

Nem vou falar do "penalty mariquinhas" sobre João Mário que beneficiou o SLB. O que ontem assistimos no relvado do Rio Ave e o que se seguiu depois nos órgãos de comunicação social dão conta que a "velha ordem" voltou com toda a desfaçatez, apostando certamente na falta de memória de todos nós. Não são já apenas os nomes que compõem o Conselho de Arbitragem, de que falamos aqui, cujo currículo se assemelha mais a um cadastro. 

É verdade que, e de forma praticamente inédita, o Sporting foi beneficiado por um erro do VAR. Um erro que teve influência no resultado, como aliás o Sporting reconheceu através de Rúben Amorim. O que também deve ser inédito no futebol português, porque se o clube fosse outro é muito provável que em vez do reconhecimento teríamos o silêncio ou manobras de diversão. Felizmente o Sporting, na senda de quem não deve não teme, não ficou petrificado perante um erro para o qual não contribui e reagiu já através do comunicado que se pode ler abaixo. Tem legitimidade de sobra para o fazer.

Agora são os Leirós e restante milícia de comentadores estrategicamente colocados nos órgãos de comunicação social, que viveram no auge do Apito Dourado e que a tudo assistiram de cadeirinha, sem nunca terem levantado a voz ou mostrado o mais leve incómodo por conviver no lamaçal. E ainda se outorgam o direito de nos tratar como mentecaptos com o seu ar condescendente e pretensamente didático. 

Os mesmos que pediram vermelho para Gyokeres na simulação de Octávio (deve ser do nome...) vêm agora perorar sobre as agressões de Eustáquio que o deviam ter posto bem cedo a tomar banho e que querem transformar em meros descuidos desculpáveis sem punição adequada, que era obviamente a expulsão.

Não é por acaso que a Liga nacional perde cada vez mais seguidores e os operadores de TV estrangeiros a abandonam por óbvio desinteresse. Os responsáveis dos clubes, da Liga e da Federação enterram a cabeça na areia enquanto a nossa trajectória descendente no ranking da UEFA se instala e os nossos clubes se afundam nas provas internacionais de terceira divisão. É que desta Liga apetece mesmo desligar. Não fora o amor imutável pelo Sporting e era o que faria.

Comunicado do Sporting Clube de Portugal

É com desilusão que o Sporting Clube de Portugal regista a ausência de comunicação por parte do Conselho de Arbitragem relativamente aos grosseiros erros da equipa de arbitragem que apitou o jogo entre Rio Ave FC e FC Porto.
 
Ontem, erraram clamorosamente ambas as equipas de arbitragem, dentro e fora de campo, prejudicando claramente o Rio Ave FC e favorecendo o FC Porto.
 
Seria expectável que, dadas as evidentes e graves falhas, em nome da coerência, no seguimento do sucedido com o erro do vídeo-árbitro (VAR) registado no Casa Pia AC vs. Sporting CP, o Conselho de Arbitragem viesse reconhecer os erros, lamentar o sucedido e tomar medidas. E que o fizesse rapidamente. Porém simplesmente, neste caso, optou por nada fazer.
 
Após uma noite e manhã inteiras é incompreensível que não o tenha feito, o que não contribui positivamente para a melhoria necessária.
 
A linha de magnitude dos erros mede-se pela evidência dos mesmos e pelo impacto que eles têm.
 
A consequência de um erro técnico ou de um erro grosseiro de mau juízo é a mesma para a verdade desportiva.
 
Os erros de omissão, sobretudo do VAR, são tão ou mais graves que os erros de acção.
 
Assim como os do Conselho de Arbitragem, que se omitiu de rapidamente intervir decidindo “apitar” para o lado.

segunda-feira, 28 de agosto de 2023

Sporting 1 - Famalicão 0 : uma amostra do que nos espera


Quem esperava um jogo dificil foi bem avisado. O Famalicão era o mesmo que já tinha virado o resultado em Braga, impondo uma derrota inesperada, precisamente o nosso próximo adversário. E cedo disse ao que vinha: sem problemas em jogar atrás da linha da bola, deixando o tempo decorrer a seu favor, enquanto o resultado estivesse inalterado. Adicionalmente, aproveitou todos os lances possíveis e os imaginados pelo árbitro para enervar os nossos jogadores, atirando-se de forma deliberada ao Gyokeres, numa estratégia que quase era bem sucedida. 

Com o decorrer do tempo, e especialmente no final da primeira parte, a equipa começou a dar sinais de alguma instabilidade e desgaste, chegando o intervalo no momento certo para recuperar energias e sobretudo o controlo emocional. O golo de Paulinho introduziu a justiça desejada num  resultado que só não se alterou mais cedo porque os últimos passes de quase todas as jogadas de perigo que o precederam saíram para todo o lado menos para o jogador em melhor posição para finalizar. 

O marcador não voltaria a alterar-se mas o Famalicão, após mexida do seu treinador, conseguiu deixar-nos à mingua, retirando-nos a bola e com isso logrou instalar algum desconforto e até precipitação, com os nossos jogadores a falharem as saídas de bola, oferecendo-a de forma consecutiva. A entrada de Bragança ajudou ao regresso de alguma serenidade e o jogo caminhou para o final sem grandes sobressaltos.

Foi um bom jogo para nos prepararmos para o que aí vem. Quase todos os adversários da Liga são bem orientados e as equipas mais modestas fazem o que nós fazemos quando jogamos com adversários de "outra liga". Adicionalmente contam quase sempre com a benevolência dos árbitros, cuja tarefa também não é fácil, quando têm pela frente artistas de teatro como o central Octávio do Famalicão. 

Gyokeres joga com um alvo nas costas, e os defesas usam todos os meios para o travar. Ontem, além de ter que aguentá-los nas costas, teve que lidar com a teatralização. A cara atónita, depois da simulação do Octávio no lance em que recebe amarelo, ao jeito de "onde é que eu vim parar", diz tudo. É este futebolzinho que premeia os simuladores com penaltys e vermelhos para os adversários que nos atira ranking UEFA abaixo.

terça-feira, 22 de agosto de 2023

Pode ser azar, João


Certamente que não terá passado despercebido o facto de o CA de Arbitragem ter interrompido o jantar da passada sexta-feira para emitir o já célebre comunicado sobre o golo permitido ao Paulinho aparentemente em posição irregular. Como é pouco provável que os respectivos elementos estivessem fisicamente no mesmo lugar, deve ter havido recurso ao telefone ou qualquer outro serviço disponível para conversação em conferência. É uma pena que não haja gravações do momento, seria uma peça para a história do futebol nacional.

As conclusões e respectivas consequências foram demasiado rápidas, como foi referido aqui ontem, para não levantarem suspeitas do que realmente foram as razões que estiveram na base de tanta celeridade. Mais uma vez, desta feita de forma totalmente involuntária, o Sporting acabaria por ser pioneiro. É que erros e omissões do VAR está o inferno cheio, mas pelos vistos só os que têm o Sporting como protagonista é que suscitam raciocínios rápidos e decisões vertiginosas. Mas é "engraçado" que já não é a primeira vez que tal sucede. 

Já em 2011, e na sequência de criticas feitas pelo Sporting à arbitragem, o árbitro então nomeado, de seu nome João Ferreira, recusou-se a arbitrar e, apesar de todas as tentativas levadas a cabo, não apareceu ninguém devidamente credenciado para o efeito. Esta iniciativa é até hoje sem par.

Ora, criticas à arbitragem e em tons muito mais desabridos ouvem-se todos os dias, mas pelos vistos só as do Sporting fazem dói dói.  O jogo acabaria por ser arbitrado por um "espontâneo", que até acabou por fazer um trabalho que muito gostaríamos que fosse o "normal" entre nós.

Puxando um pouco pela memória, é impossível não tropeçar noutro evento em que o mesmo protagonista esteve envolvido com o Sporting. O que a foto abaixo documenta. É bom lembrar que no campeonato desse ano, 2006-07, o Sporting terminou apenas a um ponto do vencedor...

 
 
Ora onde anda agora o Sr. João Ferreira? Pois, foi premiado, após distinta carreira, com um lugar no CA de Arbitragem, como se pode ver abaixo. E em boa companhia, como se pode ver.

Pode ser que o João tenha azar com o Sporting. Ou ao contrário... Trata-se seguramente daquelas coincidências em que a vida é fecunda. No nosso caso e no que à arbitragem diz respeito pode-se dizer com propriedade que somos fecundados amiúde...

segunda-feira, 21 de agosto de 2023

As linhas com que (des)cose o VAR


Há muita afinação ainda por fazer, é a conclusão que se retira da visita do Sporting à casa emprestada do Casa Pia. E, como se pôde ver durante o fim-de-semana, pelo mesmo processo ainda terão que passar também os nossos competidores mais directos, pelo menos a avaliar pelas dificuldades registadas para ultrapassarem adversários tidos como "acessíveis", ainda por cima em casa.

Mas o acontecimento da jornada, senão mais importante pelo menos o mais notório, foi o primeiro golo permitido ao Sporting de forma aparentemente irregular. O advérbio impõe-se porque se há alguma coisa que ficou claro é que há muitas explicações a dar sobre o sucedido.

A precipitação em tornar público um comunicado tão em cima do final do jogo não foi um mero incómodo pelo erro. Quis desviar a atenção do enorme elefante que ficou plantado na sala do VAR. A explicação dada de forma tão esbaforida, como irreflectida, suscita ainda maiores dúvidas:

- Se houve erro na colocação das linhas esse erro é da responsabilidade do árbitro ou essa tarefa pertence a técnicos devidamente habilitados para a função? 

 - E, se como tudo indica que assim será (?...) quem é que os certifica? 

- Quem os selecciona?

- Se a colocação das linhas é da responsabilidade de terceiros porque se suspendem indefinidamente os árbitros envolvidos?

- Como poderemos estar descansados que erros semelhantes não aconteçam no futuro e não se tenham registado já no passado?

Tudo leva a crer que a suspensão apressada dos árbitros foi uma tentativa infeliz para tentar apaziguar os ânimos e desviar as atenções sobre as perguntas acima e que todos estarão a fazer agora e que a FPF deverá esclarecer quanto antes, sob pena de descredibilizar inapelavelmente o sistema.

Mas não só. Estava envolvido o Sporting, e havia que dar uma satisfação aos DDT's da bola. A figura que o Conselho de Arbitragem fez foi semelhante à de um qualquer animal de estimação que, sem se conter, faz as necessidades na meio da sala e logo sobre o seu estimado e dispendioso tapete persa. E, antes que ele reaja, apressa-se a ir lamber a mão ao dono.

sexta-feira, 18 de agosto de 2023

Classe, Garra & Classe

Imagem Record


Em três penadas o Sporting renovou com três campeões nacionais que ainda fazem parte do plantel: Pedro Gonçalves, Nuno Santos e Inácio. O reforço da equipa também se faz por esta via, através da continuidade e estabilidade do grupo de trabalho.  

Pedro Gonçalves é um Pote de classe, parece que alguns já não se lembram que foi da sua inesperada bota de ouro que saíram muitos dos golos que nos fizeram campeões. Nem vou lembrar o que aconteceu o ano passado no Emirates, em Londres. Assinalo apenas como é possível que o seu nome não apareça com regularidade nas convocatórias da selecção. Se tivesse oportunidade de falar com ele dir-lhe-ia para mudar de empresário e de sotaque. Só não digo de clube porque está bem onde está. Aposto que o Galeno ainda vai lá primeiro...

Nuno Santos é a imagem da garra e quanto a mim imprescindível em campo, seja à frente ou a lateral. No entanto a definição de "jogador com garra" parece-me redutora para quem é autor dos golos cheios de classe que amiúde nos oferece. A renovação é um acto de justiça, como seria, atendendo à idade, que o deixássemos fazer o contrato da vida dele, caso houvesse propostas desse teor. Mas ficaria um buraco por preencher no inconformismo e irreverência. 

Gonçalo Inácio é tão discreto como eficiente. Com apenas vinte e um anos ainda, parece um veterano a jogar. Deve ser por isso que também tem um escasso número de internacionalizações. O Rui Jorge quando o via jogar devia pensar "este tipo era bom para os sub-21, é pena ter já para aí vinte e cinco anos". Depois joga à esquerda ou à direita com a mesma classe, descrição e eficiência.

Falta agora o lateral direito e, quem sabe, pelos rumores que se vão espalhando com o vento de Agosto, alguma prenda natalícia antecipada para o Amorim. E para nós também, que nos alimentamos de golos, mas também de novidades.

quinta-feira, 17 de agosto de 2023

Fatawu como o destino

 Crédito: Álvaro Isidoro / Global Imagens

Fatawu não conta para a Rúben Amorim. Para já ou definitivamente ainda não é percetível, mas a opção não deixa de ser surpreendente. Tomando como exemplo o último jogo, Fatawu parecia estar à porta de entrada do plantel principal mas quem surgiu no seu lugar foi Afonso Moreira. Aliás, na sequência daquilo que vinha sucedendo nos  primeiros jogos da época. Afonso Moreira não foi nada feliz - no que foi acompanhado de perto de quase a generalidade dos companheiros - facto que suscitou ainda mais atenção mediática sobre a decisão de Amorim.

Nada do que Amorim tenha dito pode ser entendido como uma desistência imediato treinador no jogador:

Fatawu e Tanlongo fazem parte de um lote de jovens jogadores que se podem afirmar no clube, que tiveram a sua oportunidade e que, por isto ou aquilo, não se conseguiram afirmar. Vão rodar noutros clubes ou, quem sabe, sair. Já aconteceu com vários jovens, o importante é darmos as oportunidades.

O Fatawu teve a sua oportunidade e teve algumas dificuldades porque apanhou um treinador que é muito estruturado e ainda é difícil para ele. Surgiu o Geny Catamo que tem as mesmas características que ele, adaptou-se à nossa forma de jogar e não vamos ficar com dois jovens com as mesmas características. Foi uma escolha nossa deixar o Geny no nosso plantel e fazer crescer o Fatawu noutra realidade

Fatawu, que é há já algum tempo internacional A do seu país, destacou-se o ano passado num jogo onde estava como um tubarão num aquário de peixe miúdo. Para lá disso não teve grandes oportunidades e, quando as teve, não demonstrou nada de especial. Por duas razões: 

- porque jogou fora da posição que me parece render mais - à esquerda - parecendo-me que poderia ser, senão excelente, pelo menos a melhor alternativa no plantel a Nuno Santos. 

- porque a época transacta foi demasiado instável do ponto de vista colectivo, o que não é propriamente o melhor ecossistema para revelação de jovens.

Os próximos dias farão luz sobre o destino do jogador. Do que se fala - a Premier League - parece-me o destino adequado às características do jogador: rapidez e potência fisica, além do já famoso remate com o pé esquerdo. Não me parece contudo que é por elas que o jogador não se afirmou ainda na cabeça de Rúben Amorim. 

Nas entrelinhas do seu discurso subentende-se uma necessidade de mudança no jogador, talvez a pedir maior maturidade ou empenho. Para um treinador não basta ter talento, o que no caso do Fatawu nem é para já sequer uma evidência. É preciso pelo menos correr e saltar tanto como os demais, não apenas nos jogos, mas durante a semana, para merecer a chamada. Ao que parece é por aí que Fatawu precisa de crescer.

Isto dito, porquê tanta polémica à volta do jogador? Porque é o Sporting e no Sporting tudo pode ser polémico. É Fatawu como o destino.

domingo, 13 de agosto de 2023

Sporting - Vizela: que sirva de lição


Fechados no seu estágio pré-jogo certamente que jogadores e staff técnico não prestaram atenção ao que se havia passado em Braga, na noite de estreia da Liga. E se prestaram não atribuíram  grande relevo e, depois de meia hora de bom nível a equipa colocou a cabeça na almofada enganadoramente confortável que os dois golos do meteórico Gyokeres ofereceram. Não fora Paulinho dar um pontapé num empate já desenhado e estaríamos a lamentar entrar já a coxear na Liga. 

Seria de todo lamentável que não se extraíssem lições do que sucedeu ontem. E aí nem Amorim se pode excluir. A equipa adormeceu ainda na primeira parte, assim voltou na segunda e as substituições não lograram o efeito pretendido. O Sporting não foi uma equipa, como tinha sido inicialmente, foi um conjunto de jogadores que jogaram com a mesma camisola. É que nem sempre o furacão sueco terá possibilidade de exibir a sua fúria e potência como o fez ontem em dois lances consecutivos. E seria uma pena que o nosso jogo colectivo não aproveitasse a sua presença para fazer crescer as suas qualidades ontem já evidenciadas.

Que ontem tenha servido de lição.  


sexta-feira, 11 de agosto de 2023

Mais 40 anos disto?


Soará hoje o tiro de partida que inaugurará a Liga 23/24. Na antecâmara ficou o triste espectáculo da Supertaça em Aveiro, deixando entrever que nada mudará para melhor no que diz respeito à vontade de tornar o futebol num lugar menos tóxico e mais são. E onde ganhar seja reconhecido como um prémio justo para quem foi melhor ou teve mais sorte.

A barragem mediática que hoje se pode ver pelas capas dos jornais, na tentativa de branquear o comportamento renitentemente soez de Sérgio Conceição, foi secundado no apoio dado em forma saída a par de Pinto da Costa em Aveiro. A comunicação do clube, a oficial e a que age na sombra, lançou uma barragem de fogo sobre o árbitro, reconhecidamente infeliz e geralmente dando mostras de ser incapaz, mas sem influência no resultado, num jogo de passa culpas que não ilude nem sequer os portistas que assistiram ao jogo: a equipa de Sérgio Conceição não jogou um caracol na segunda parte, sendo claramente subjugada como se de um recém primodivisionário se tratasse. E, quando jogou bem, jogou sem balizas, o que no futebol equivale a dizer a zero, que foi afinal o que de melhor conseguiu o seu ataque no resultado final.

No palanque estavam praticamente todos os responsáveis do futebol, mais as entidades que o tutelam. Do Sec. de Estado, passando pelo presidente da FPF, o pelo presidente da Liga, etc, não houve 1(!) palavra de repúdio nem sequer sinal de desconforto perante o triste espectáculo mais uma vez proporcionado por Conceição & restante pandilha.

E porquê? Por muitas razões, entre as quais:

A Liga são os clubes e estes agem geralmente dominados por outros interesses e alianças que não os da salvaguarda do interesse pelo espectáculo, da transparência nas tomadas de decisão, de forma a credibilizar a indústria ou o fenómeno desportivo em geral, ou mesmo no sentido de respeitar os adeptos que os alimentam. As decisões absurdas estão aí para provar que a Liga se preocupa muito mais com as limousines e show-off do que com os adeptos que lhes pagam os cartões de crédito.

Os sucessivos governos não têm coragem de "cutucar as onças", de chamar os bois pelos nomes ou de mexer nas vacas sagradas. O Secretário de Estado deve estar a desejar que a equipa nacional de atletismo faça tão bons resultados ou tão maus no campeonato mundo que se avizinha para que as atenções divirjam e ninguém se lembre de lhe perguntar se gostou do que viu em Aveiro. Ou se está a programar mais algum almoço particular com Pinto da Costa, para de seguida lhe render uma rastejante homenagem pelos imensos títulos conseguidos, deixando convenientemente de fora as nódoas que se vêm de longe.

 A FPF tem um presidente que está a ver se vai mais longe na Uefa e FIFA, que quando fala da formação e de Ronaldo não consegue dizer o nome do Sporting Clube de Portugal, o que é como escrever um soneto sem uma única rima. O presidente da liga quer ser presidente da FPF. O Dom Pinto da Costa quer que alguma coisa mude para que tudo possa ficar na mesma, especialmente agora que lhe vê pela primeira vez alguma contestação e o poder a mudar de mãos.

Rui Costa quer que a amnésia colectiva que se instalou sobre o período em que foi o número dois do presidente que montou uma rede de interesses, com metástases a espalharem-se até ao sector judiciário visando o controlo dos árbitros, que incluía, pelo que se vai lendo, um saco azul de mais de 1 milhão de euros. Valor esse que seria certamente para acções de caridade e uns bilhetezinhos para a bola. De Rui Costa sabemos hoje apenas que fez o seu clube voltar aos títulos, de onde andava arredio, e que está a formar uma equipa invencível, o que é sem dúvida nenhuma meritório.

Onde e como  fica o Sporting no meio de tudo isto? Como e onde sempre tem estado. Sozinho e por vezes nem com todos os seus pode contar.

Por isso é provável que sejam mais 40 anos disto.

segunda-feira, 3 de julho de 2023

Apresentação foi um lugar estranho


Longe vão os tempos em que ao dia de apresentação dos jogadores ao primeiro dia de trabalho correspondia um corrupio de jornalistas e adeptos curiosos junto à mítica porta 10A, com o intuito de ver os craques e, em especial, as aquisições. O contraste não podia ser maior com o sucedido este ano.
A novela Viktor Gyokeres continua em alta, de forma fastidiosa, sem avanços nem recuos significativos. Às parangonas nos jornais não correspondem qualquer desenvolvimento nas páginas interiores. O que leva a crer que os títulos não passam de caça-níqueis e que as negociações, a haver, seguem no segredo dos deuses.

O mesmo é crível que esteja a suceder com os demais objectivos por todos identificados e que têm que ser pelo menos um “6” e um “2”. Provavelmente as decisões serão tomadas a partir da aquisição do que será inevitavelmente o “produto” mais caro: o “9”. Haverá por certo um plafond e esse bolo terá que ser fatiado com rigor para que a distribuição alcance todas as necessidades. 

Sobre o "9" sueco o que me parece é que o Sporting escolheu um mercado caro e com muita visibilidade, acrescido do facto de a origem do jogador lhe proporcionar por si só um palco sobre o qual estão os olhares de clubes com carteiras bem mais recheadas que a nossa. Acresce a esse possível problema um outro: a criação de um perfil sebastiânico, à semelhança do sucedido com Paulinho, o que está longe de ser salutar. Vamos ver como tudo termina e quanto fica a factura final.

É também estranho que, com necessidades à tanto identificadas, não haja sequer uma aquisição para adoçar o bico aos adeptos, havendo, ao que parece alguma liquidez por via das vendas de Porro, Ugarte e até de Rafael Leão. É verdade que  o mercado está um bocado PIFio, por força dos petrodólares que o fundo saudita pôs a jorrar, mas isso são mais uns quatro ou cinco andares acima do piso que habitualmente frequentamos no mercado.

Esta situação obviamente que tem que ser transitória. À saída para o Algarve deseja-se  e muito que aqueles que serão os 18 / 20 jogadores que constituirão os elos da coluna vertebral da equipa estejam já presentes no autocarro. Pelo menos a sua maioria, isto sabendo como sabemos que até o mercado fechar há sempre a possibilidade de uma qualquer cláusula possa ser exercida.

Mas de facto a nota dominante da apresentação ao trabalho é precisamente não haver notas dominantes. Nem o penso no joelho St. Just pode ser considerado propriamente uma noticia. Isso seria se ele não tivesse nada, não é?

sábado, 1 de julho de 2023

117 anos que nos enchem de orgulho


Todas as histórias com mais de um século têm períodos brilhantes a alternar com momentos que preferíamos não ter vivido ou  recordar. Mas a forma como nos levantamos e seguimos em frente quando esses momentos sucedem diz mais de nós do que as vezes que caímos. Os momentos gloriosos conquistados ao longo destes 117 anos ofuscam completamente esses períodos.

Ser do Sporting não se explica, sente-se. Mas se me pedissem para definir um aspecto  que definisse a  nossa identidade e nos permita distinguir dos nossos rivais, com quem disputamos ombro a ombro todas as conquistas, esse seria precisamente o nosso dia de aniversário. 

O dia um Julho de 1906 é incontestavelmente o dia da nossa fundação. Não pretendemos ser mais nem mais nem menos do que aquilo que somos e não nos faltam motivos para nos orgulhar disso mesmo.

Ser do Sporting é do... isso mesmo: do melhor que há.

sexta-feira, 30 de junho de 2023

É lindo, não é Erick?

A despedida de Erick foi um dos momentos que vão ficar guardados na minha memória. Poucas vez nós, os adeptos, temos a possibilidade de nos sentir recompensados pela carinho que dispensamos aos nossos ídolos. E Erick era e é um deles. A este propósito a Marta Spínola escreveu um texto delicioso que, com a devida autorização, vou publicar e fica a assinalar aqui o momento em que Erick nos disse... até já.

Fica escrito, muito contra minha vontade, mas merecidamente. 

De 18/19 para cá começou isto. Adorei desde logo ver Erick Mendonça no nosso - meu e dele - Sporting. Dois anos de confinamento ajudaram,  houve quem fizesse massa-mãe, eu vi futsal. Aproveitei, diverti-me muito seguindo jogos e redes desta equipa, e já se sabe, quem me diverte e entretém, tem a minha atenção. Se for um leão, leva-me o coração verdibranco.

Erick é um universal e isso nota-se em tudo: a sua irreverência é madura, a sua maturidade irreverente, está bem em todo o lado e com todos. E quando não está, tem toda a razão certamente.


Em 2019, na festa da Champions, chegou, pegou no micro e eu acordei: "cá está, é como nós!", e se eu me sentia órfã de mais como eu.... Não deixei mais de o acompanhar. Na alegria e na tristeza (muito pouca, raríssima com estes bravos), nas bocas ou festejos, no bom e mau ganhar, de cabelo às cores ou sobrolho aberto, Erick é um campeão.

Mas os campeões às vezes têm de ir (não têm, ainda me estou a convencer) à sua vida, de maneira que fico assim, sem mo Erick. Eu sei, há o resto e o resto são todos, e nenhum me é indiferente (quem me conhece ou segue no Twitter sabe, mas isto hoje é sobre o Erick). Nenhum me é indiferente, mas... universal chega a todo o lado, é por aí com ele. 


Uma coisa é certa: é o primeiro que sai do Sporting e vou fazer questão de acompanhar (até ao natural regresso, claro). Té já, boy.

quinta-feira, 22 de junho de 2023

Vivemos um momento inolvidável e provavelmente irrepetível

Com a vitória alcançada ontem o Sporting conquista o 18º campeonato, o décimo em 15 anos. Dificilmente alguma vez se poderá assistir a tão avassalador dominio, numa modalidade em franco crescimento e cada vez mais atractiva do ponto de vista mediático. Que ao crescimento da modalidade não corresponda o desvirtuamento da verdade desportiva, como acontece nas restantes modalidades.

quarta-feira, 21 de junho de 2023

Modalidades: revista da semana


 A semana das modalidades começou no pavilhão da Luz na quarta-feira com a equipa de hóquei a disputar o jogo 3 da Final do Campeonato Placard, tendo perdido por 2-4, com 1-0 ao intervalo. Foi um jogo em que se pode dizer que só teve uma parte, a 1ª, em que se jogou hóquei. Foi um jogo sempre muito intenso, com várias oportunidades para ambos os lados, e onde o Sporting adiantou-se cerca dos 16 minutos através de um livre directo convertido por Nolito. Ao intervalo a equipa de arbitragem no acesso à sua cabina foi violentamente pressionada pelos donos da casa, que lhes devem ter oferecido óculos novos, que só viam para um lado, de tal modo que aos 5 minutos da 2ª parte já tinham descoberto 4 faltas e 2 cartões azuis da parte dos nossos jogadores, que originaram 2 livres directos a favor do nosso adversário, ambos convertidos em golo. E se o primeiro cartão azul ainda seria discutível, o segundo é perfeitamente risível. Um dos argentinos do Benfica, Nicolia, agarra a mão de Henrique Magalhães, puxa-a contra si, larga-a e atira-se para o chão agarrado à cara. E foi nesta base toda a 2ª parte. Rapidamente atingimos a 10ª falta dando origem a mais um livre directo novamente convertido pelo “heroi” encarnado colocando o resultado em 1-3. Tudo isto em 5 minutos. Mesmo assim os leões não desistiam e Nolito voltou a colocar a diferença mínima, mas depois de desperdiçarmos mais uma oportunidade sofremos mais um cartão azul, com o respectivo livre directo, novamente convertido. A cerca de 10 minutos do final ainda beneficiámos de um livre directo, que Nolito não conseguiu converter, e nem nos 2 minutos em que os adversários ficaram em inferioridade numérica conseguimos obter um golo que reduzisse a diferença. Até ao fim viu-se os visitados a gerirem a posse de bola não permitindo mais golos.

O jogo 4 foi disputado no domingo no PJR, completamente cheio, e voltámos a perder agora por 1-3, com 1-2 ao intervalo, mas desta vez com uma arbitragem decente. Começou bem o Sporting que aos 5 minutos ficou a vencer por 1-0, com um excelente remate de Nolito de fora da área. Os encarnados conseguiram o empate 5 minutos depois, também num remate de longe, e a 3 minutos do intervalo passaram para a frente com um desvio à boca da baliza. Na 2ª parte com pouco mais de 2 minutos jogados os leões beneficiaram de um livre directo, mas Nolito não conseguiu converter e na resposta os visitantes conseguem o 1-3. Visitantes que 3 e 4 minutos depois beneficiaram de um livre directo e de um penalti mas não conseguiram bater Girão, o mesmo sucedendo a Nolito, pouco depois, a voltar a não conseguir converter um livre directo, assinalado devido a um cartão azul a um jogador encarnado, com a agravante de nos 2 minutos seguintes com o adversário com um jogador a menos não se ter conseguido obter qualquer golo. Até ao final o jogo continuou com o Sporting a tentar, sem conseguir, reduzir a diferença e os visitantes a deixarem o tempo passar, até ao apito final. E assim terminou a época do hóquei em patins leonino.

No sábado a nossa equipa de futsal recebeu para o jogo 3 da Final da Liga Placard o Benfica a quem venceu por 3-2, após prolongamento, depois de 2-2 no fim do tempo regulamentar. Foi um jogo em que alguma falta de sorte dos leões fez que se chegasse ao intervalo sem golos. Os nossos jogadores tiveram algumas oportunidades, mas a grande exibição do guarda-redes dos visitantes, aliada a algumas falhas na concretização, não permitiram o golo leonino, sendo de registar um forte remate de Tomás Paçó que esbarrou no poste da baliza adversária, cerca dos 8 minutos de jogo. A 2ª parte começou, praticamente, com um golo que ficará para sempre nos anais do futsal. Com cerca de minuto e meio jogados Zicky Té finta o seu defensor directo num espaço mínimo, e no frente a frente com o guarda- redes esconde-lhe a bola e faz um toque com o calcanhar para um golo inolvidável. Pouco depois Pany Varela imita Tomás Paçó e faz mais um excelente remate esbarrar no poste. Cerca dos 6 minutos desta segunda parte Pauleta consegue o 2-0 após uma excelente jogada de Paçó. Mas a nossa vantagem por 2 golos durou pouco mais de um minuto. Um lançamento de linha lateral dos visitantes roçou nas pernas de um defensor leonino e enganou Guita conseguindo assim os nossos adversários o seu primeiro golo, que destabilizou um pouco a nossa equipa, e cerca de 3 minutos depois, aí numa boa jogada, conseguiriam o empate. Depois os leões reagiram a tentar resolver o jogo, mas a baliza voltou a atrapalhar, mais uma vez, os nossos jogadores. Desta vez foi Merlim que, com o guarda-redes batido, acertou na trave. Assim foi-se para o prolongamento, em que apenas houve um golo, a vinte e poucos segundos do fim da primeira parte. Mas foi um golo que além de valer a vitória no jogo, foi o resultado de uma excelente jogada colectiva, que começou no lado direito do ataque, em Erick, que colocou a bola em Sokolov, que estava dentro da área e quando defensores e guarda-redes se preparavam para defender o remate, Sokolov faz um excelente passe para Pauleta que aparece no lado contrário e remata para o golo, e para a vitória leonina. A segunda parte do prolongamento foi o arriscar encarnado na tentativa do empate, mas sem o conseguir. A 3 minutos do fim passaram a jogar com o guarda-redes avançado mas sem resultados práticos, e foi ainda o Sporting que beneficiou de um livre directo, a 36 segundos do fim, mas que Pany Varela atirou a rasar o poste. Os leões com esta vitória ficaram a um triunfo do tricampeonato, que pode já acontecer na quarta-feira 21 no jogo 4 a disputar no pavilhão da Luz.

Também no sábado se disputaram no PJR os jogos 3 das finais de sub-15 e sub-17 ambos com o Benfica, e se os sub-15 venceram, os sub-17 foram derrotados. Os sub-15 depois de perderem o jogo 1 por 4-5, após prolongamento, e venceram o jogo 2 por 2-0, desta vez venceram por 5-0, com 2-0 ao intervalo, e sagraram-se Campeões Nacionais da sua categoria. Os sub-17 que tinham perdido o jogo 1 por 3-5, e tinham ganho o jogo 2 por 5-0, começaram muito bem e aos 5 minutos já venciam por 2-0. Com os nossos jogadores a falharem várias oportunidades, os adversários foram reagindo, a menos de 8 minutos do fim conseguiram o empate, e a 4 minutos conseguiram a reviravolta e tiraram o título aos nossos jovens. E foi pena, porque os nossos jovens mereciam mais. Já no domingo, também no PJR, disputou-se o jogo 5 da final de sub-19, tendo também o Benfica como adversário. Tendo os nossos jovens vencido o jogo 1, perderam os jogos 2 e 3, voltando a ganhar o jogo 4 pelo que se decidiria o título na negra. E aí os nossos jovens impuseram-se por 3-1. Começaram bem os leões mas sem conseguirem marcar, e contra tudo o que se tinha passado até aí os visitantes fizeram o 0-1 a pouco mais de 2 minutos do intervalo. Os leões reagiram bem e no último minuto da 1ª parte tiveram mais um remate ao poste, desta vez por Macedo e ainda conseguiram o empate num excelente lance de Diogo Silva, que Pedro Santos concluiu. A 2ª parte começou como tinha acabado a 1ª. O Sporting a dominar o jogo, mas sem conseguir marcar, o que só viria a acontecer quando já estavam jogados mais de 9 minutos, através da transformação de um livre directo por Diogo Silva. A partir daí veio a reacção encarnada, que inclusive jogou com o guarda-redes avançado, mas sem resultado, e graças a isso Pedro Santos bisou no último segundo do jogo, fazendo o resultado final. Se os sub-17 tivessem conseguido o título o nosso Clube teria sido Campeão Nacional em todos os escalões masculinos de formação.


terça-feira, 20 de junho de 2023

A centralização de direitos televisivos promete


Sobre a centralização dos direitos televisivos já sabemos temos pelo menos uma informação importante:  Rui Costa prefere que o seu clube fique fora da lei. Ou, pensando melhor, fora-da-lei, mantendo assim uma postura idêntica à do seu antecessor. Para aqueles lados parece que mudou apenas o embrulho, uma vez que as moscas continuam as mesmas. A recente tirada "o SLB não cumprirá a lei, caso se sinta prejudicado" bem como a "visita" aos balneários dos árbitros na final de hóquei, que terá sido determinante na reviravolta dos critérios e do marcador, assim o indicam. A gravidade desta afirmação e o silêncio que se seguiu demonstra como é comprometida a comunicação social e o comentariado nacional.

Obviamente que a partilha dos direitos prejudicará os "3 grandes". Pelo menos numa primeira análise, feitas as contas de merceeiro, com o lápis saído de trás da olheira e rabiscado em papel pardo. Porque tentar perceber que a Liga só crescerá com clubes mais fortes, quem sabe talvez redimensionando a própria Liga (a ideia da redução do número de clubes, medida que requer análise e coragem para implementar, aumentaria o quinhão a receber) à dimensão do reduzido número de habitantes, quase todos com os pés no litoral deste rectângulo, é uma perspectiva muito afastada do umbigo do Rui Costa e do clube que representa. Ou vence o SLB ou não vence ninguém, não é?

A recente diminuição do número de clubes com acesso à Liga dos Campeões provocou apenas uma reação ridícula, em forma de vídeo, aos organismos que tutelam o futebol nacional. Antibióticos ou meros paliativos para esta enfermidade: zero!

Claro que abrir mão de receitas não é propriamente agradável, mas também é verdade que são os "3 grandes" que maior facilidade têm em angariar proveitos extraordinários, por via do poder do seu nome e da grandeza sem comparação do seu número de seguidores. Uma Liga mais forte e competitiva abrirá melhores possibilidades quando chamados a competir internacionalmente. 

Na negociação que certamente terá que existir, o Sporting pode procurar contrapartidas para abdicar de proventos que já tem como adquiridos. Nomeadamente nas regras que regulamentam as competições, a justiça desportiva ou a arbitragem, de forma a torná-las mais eficazes, transparentes e de aplicação mais célere. MAs dar apenas por dar e assistir de fora aos habituais silêncios ou conluios dos clubes ditos pequenos, que serão os principais beneficiários da medida, sempre cheios de receio de afrontar o poder é perder tempo e dinheiro.

segunda-feira, 19 de junho de 2023

Quando o elefante na sala se senta à mesa da AG


Pedro Proença pode-se considerar um homem feliz. O cargo que ocupa é muito bem remunerado mas a responsabilização é quase nula por via da rara ou inexistente verificação da actividade. O que faz um presidente da Liga no intervalo das deslocações entre tribunas dos mais variados estádios? Poucos saberão.

 Se o que é dito acima não fosse já razão para sobeja felicidade o presidente da Liga deve estar a rir-se, no sossego dos gabinetes ou dos bancos de trás das limusines onde se passeia com a ausência de perguntas realmente pertinentes sobre como, quando, por quem e porquê foi indicado o nome de Mário Costa, o recentemente demitido ex-presidente da Mesa da Assembleia Geral da Liga. É que a sua ausência de curriculum conhecido até assumir o cargo e a gravidade do registo que agora o ensombra, mais as mais variadas ligações estranhas que se vão descobrindo obrigariam a uma declaração bem mais transparente e esclarecedora do que o quase nada que foi dito sobre o tema.

É bom lembrar que Mário Costa foi recentemente reeleito para o cargo que agora renuncia. É muito dificil de acreditar que não houvesse pelo menos a mais leve interrogação sobre as suas actividades, quando à "boca pequena" elas eram há muito objecto de interrogação no meio. Terá agora a oportunidade de se defender e é inocente até que se prove o contrário. Mas fica a pergunta: o que tinha de recomendável para o cargo?

Interessante seria também saber qual foi o sentido de voto do Sporting.


sexta-feira, 16 de junho de 2023

A entrevista de Varandas foi uma oportunidade perdida


A primeira conclusão a retirar é que esta entrevista, em larga medida, foi uma oportunidade perdida. Perdida no sentido que nada do que foi dito justificava a alocação de recursos para abordar matérias que praticamente são já consabidas por todos e as confirmações feitas não justificavam um directo.

Uma das razões de maior interesse que a entrevista poderia despertar seria a das obras que estão a ser realizadas em Alvalade. Porém, além da data de término, mais nada foi tornado público. Ora, obras com duração de dois anos pressupõem alterações estruturais, o que cria ainda mais expectativas. E o secretismo só se justifica pelo efeito surpresa que se pretenda causar, o que, num prazo tão alargado, é quase impossível de manter. Tratando-se da casa de todos nós deveria haver uma apresentação prévia, mesmo que muito genérica seguindo as melhores práticas, como o fizeram por exemplo o Real Madrid ou o Barcelona. Teremos que aguardar para perceber. No entanto não deixo de saudar a iniciativa porque, parafraseando o presidente, os adeptos nunca se sentiram muito felizes pela obra final do Estádio José de Alvalade. 

Foi bom saber que:

- À má época desportiva não vai corresponder uma revolução. Não é preciso arrasar o edifício construído para voltar a ganhar, estaremos mais perto de o conseguir se aproveitarmos o muito de bem que já foi conseguido. A base actual é indiscutivelmente melhor do que o inicio do mandato e o do consulado de Rúben Amorim.

- A percentagem do passe do Pote vai ser nossa quase na totalidade (90%) 

- Há dinheiro para investir como nunca houve. Essa tem sido uma das principais razões para o atraso em relação aos rivais e é sinal de que a gestão está a ir no caminho desejado.

- O número de sócios continua a aumentar, ainda que não se note muito nas assistências em Alvalade, o que se pode justificar pela má época.

- Está finalmente decidida a aquisição de um concorrente real para Paulinho, terminando assim com duas épocas e meia de anormalidade.

- Além desse, vai haver mais reajustes no plantel, pena não se saber onde, mas o segredo...

- Não sai mais ninguém dos jogadores nucleares, a menos que alguém bata a respectiva clausula de rescisão.

Foi preocupante saber:

- Que a falta de eficácia foi o principal problema da época passada. O número de golos marcados não o confirma e o número de golos sofridos obriga a um olhar mais cuidado e abrangente, Quando o diagnóstico não é correcto dificilmente o serão as soluções.

- Fiquei convencido que a transferência de Ugarte é definitiva e que o que foi dito ontem serve apenas para pressionar o fecho dos últimos detalhes ou cumprir as regras que obriga a CMVM. A não ser que...

quarta-feira, 14 de junho de 2023

Modalidade: revista da semana

 
autor:8

Disputou-se no passado fim-de-semana no Funchal a Final Four da Taça de Portugal de andebol que, brilhantemente e com muito suor, o Sporting venceu trazendo para o Museu mais uma taça. A meia-final disputou-se no sábado jogando com o Porto a quem vencemos por 39-38, após prolongamento, visto o tempo regulamentar ter terminado com o empate a 33. Os leões começaram muito bem o encontro, estando com 21 minutos jogados a vencer por 16-10, mas uma suspensão de Kiko Costa por 2 minutos, possibilitou aos nortenhos aproximarem-se até aos 16-15. Beneficiando de 2 golos de Martim Costa chegámos ao intervalo a vencer por 18-16. Na 2ª parte o jogo foi seguindo com golo cá/golo lá até aos 24-21, mas a partir dai os portistas foram conseguindo controlar o jogo tendo conseguindo empatar aos 25-25, e a meio deste período já venciam por 25-27. Reagiram os leões que conseguiram passar para a frente aos 29-28. O equilíbrio manteve-se até se atingirem os 60 minutos com 33-33 no marcador. Na 1ª parte do prolongamento o golo cá/golo lá foi-se mantendo sempre com o Sporting na frente e o Porto a empatar, até que no final com o tempo de jogo já terminado num livre de 9 metros com toda a equipa sportinguista a fazer barreira mesmo assim o jogador adversário conseguiu obter o golo, indo para a mudança de campo a vencer 35-36. A 2ª parte do prolongamento continuou com empate/diferença de 1 golo até ao fim, que chegou num momento em que os leões estavam na frente. Kiko com 15 golos foi o nosso melhor marcador, tendo Martim obtido 7, e Salvador e Mamadou Gassama 6 cada um. 

A Final disputou-se no domingo defrontando o Marítimo, por coincidência equipa proprietária do pavilhão onde se realizava o jogo. Jogo que terminou com o resultado de 30-29, que não demonstra bem a superioridade evidenciada pelos leões durante quase toda a partida. Começou bem a equipa que rapidamente chegou aos 9-3, mas com o decorrer do encontro os madeirenses foram diminuindo a diferença chegando ao intervalo com o resultado 17-14. A 2ª parte começou com o Marítimo a continuar a sua recuperação no marcador chegando até aos 22-21, mas aí os nossos jogadores sentiram o perigo e dispararam para 29-23, resultado a 7 minutos do final. Nova grande recuperação dos insulares que chegaram aos 29-28 a 1 minuto e meio do fim, o Sporting ainda fez 30-28 a 68 segundos do final, o Marítimo fez um ataque que não conseguiu concretizar, igual sorte teve o Sporting no ataque seguinte, para os madeirenses ainda conseguiram o 30-29 a 12 segundos do fim, mas mais não conseguiram. Pensamos que o desgaste físico do jogo da meia-final, com prolongamento, se fez sentir nos nossos jogadores no jogo da Final. Os irmãos Costa voltaram a ser os melhores marcadores da equipa, Kiko com 10 e Martim com 7 golos.

A nossa equipa de basquetebol depois de duas brilhantes exibições nos jogos 1 e 2 da Final da Liga Betclic disputados no pavilhão da Luz, onde perdeu o primeiro por um ponto, ponto esse obtido em violação não assinalada pelos árbitros, e venceu o segundo, teve uma actuação desastrosa no jogo 3 disputado na sexta-feira no Pavilhão João Rocha, onde perdemos por 57-101, com 34-48 ao intervalo. Foi um jogo onde tudo correu mal. Com um primeiro quarto muito equilibrado, que terminou com 17-17, seguiu-se um segundo quarto em que o Benfica ganhou um avanço de 10, 11 pontos, mas que terminou, no último segundo, com um lançamento para trás da linha de meio campo passando o resultado ao intervalo para 14 pontos de diferença. Neste momento surgiu um incidente que pode ter definido este desafio e a final. Devido ao comportamento de alguns jogadores tinha ficado decidido que a saída para as cabines ao intervalo, e no final, seria com cada equipa a sair por sua vez, sendo os visitantes os primeiros a sair. Devido ao “chouriço” obtido no último segundo os jogadores visitantes foram todos festejar para o meio do campo. Atendendo à situação os jogadores leoninos dirigiram-se para o acesso às cabinas mas um zeloso agente da PSP barrou-lhes fisicamente a passagem e levou um encontrão, indo depois fazer queixinhas aos árbitros que Travante o tinha empurrado e agredido, sendo este expulso. Com todos estes incidentes ao intervalo a nossa equipa não entrou bem conseguindo os adversários arrancar com um 0-14, que originou um parcial de 11-26 neste quarto. O último quarto foi semelhante onde a eficácia vermelha nos lançamentos, ao contrário da ineficácia leonina resultou num parcial neste quarto de 12-27, terminando o desafio com a grande diferença verificada no marcador. O capitão Diogo Ventura com 12 pontos foi o nosso melhor marcador neste jogo.

O jogo 4 disputado, no domingo, foi um jogo diferente, sempre equilibrado até pouco mais de 2 minutos do final, altura em que o desespero leonino permitiu o resultado final de 85-101. Começou muito bem a nossa equipa que venceu o 1º quarto por 28-23. O 2º quarto continuou equilibrado chegando o Benfica a vencer ao intervalo por 45-48. No 3º quarto continuou o equilíbrio acabando com o Sporting na frente por 70-69. No 4º quarto os leões ainda aumentaram para 74-69, mas os visitantes viraram para 74-84, e só quando já passavam mais de 5 minutos jogados, e o marcador já apresentava este resultado, é que foi assinalada a primeira falta aos encarnados, que com uma equipa muito mais forte fisicamente foi-lhes permitido uma defesa muito física e agressiva, ao mesmo tempo que os lançamentos exteriores leoninos não estavam a acertar. Os leões iam tentando resistir e aproximar no marcador, que a 2 minutos do final a diferença estava em 8 pontos, mas o arriscar leonino não estava a resultar e os adversários aproveitavam para se distanciarem até ao resultado final. Dos 85 pontos da nossa equipa 75 foram obtidos por cinco jogadores: Travante com 17, Ventura e Polanco com 16 cada, Patton com 14 e Lovett, um saco de box dos nossos adversários, com 12. Se houvesse honestidade na arbitragem o resultado desta final estaria em 2-2, pois a derrota no jogo 1 é devida a um erro de arbitragem inadmissível. Este é só o mais importante e flagrante, mas não nos podemos esquecer das arbitragens tendenciosas durante estes quatro jogos.
Na quinta-feira os leões do hóquei foram até ao Pavilhão da Luz para disputarem o jogo 1 da Final do Campeonato Placard, e saíram derrotados por 2-4, no prolongamento, após 2-2 no tempo regulamentar. Os donos da casa começaram melhor e chegaram cedo aos 0-2. Mas a 2 minutos do intervalo Verona reduziu para 1-2. Na 2ª parte apenas um golo e para o Sporting por Nolito a 6 minutos do final. Na 1ª parte do prolongamento não houve golos, mas logo no primeiro minuto da 2ª parte o Benfica na conversão de um livre directo, respeitante à 10ª falta leonina, conseguiu o 2-3, para quase no final, na transformação de outro livre directo conseguir o 2-4 final.

No domingo disputou-se o jogo 2 no PJR que terminou com a vitória dos leões por 6-3, com 6-1 ao intervalo, resultante de uma excelente exibição, especialmente na 1ª parte. Logo aos 6 minutos Platero concluiu um excelente passe de Ferran Font com o nosso primeiro golo. Dos 15 aos 23 minutos surgiu um período brilhantíssimo do Sporting que atingiu os 5-0 com golos de Souto, Verona, Nolito de grande penalidade e Ferran Font com brilhantes jogadas colectivas. O Benfica ainda reduziu para 5-1, mas Tony Pérez fez o 6-1 com que se atingiu o intervalo. Na 2ª parte os leões não aceleraram o jogo tentavam gastar os 45 segundos, muitas vezes não conseguiam rematar e não conseguiram obter qualquer golo, ao passo que os visitantes obtiveram dois, reduzindo para 6-3 a vitória leonina final. O jogo 3 está marcado para quarta-feira feira 14 no Pavilhão da Luz e o jogo 4 será no PJR no domingo 18.

O futsal leonino começou no sábado no PJR com o jogo 1 a disputa da Final da Liga Placard defrontando o Benfica e vencendo por 5-1, com 4-0 ao intervalo. Os leões fizeram uma excelente 1ª parte e entre os 7 e os 12 minutos e meio obtiveram 3 golos. O primeiro por Tomás Paçó, desviando dentro da área um lançamento lateral de Pany Varela, o segundo por Cavinato, num excelente remate frontal depois de um bom trabalho de Merlim na esquerda, e o terceiro por Pauleta desviando uma bola metida para dentro da área, novamente por Pany Varela. Mas o golo mais espectacular, o quarto foi da autoria de João Matos, no seguimento de um pontapé de canto, bem fora da área um pontapé à meia volta de primeira com um remate violento com a bola a entrar no canto superior direito da baliza encarnada, a menos de 2 minutos do intervalo. A 2ª parte foi disputada pelo Sporting a ritmo mais baixo, tentando os visitantes fazer uma pressão maior. Ainda conseguiram o golo (de honra, vou ter de substituir o adjectivo porque naquele clube há muito pouca honra) solitário quando num pontapé para a frente a bola tabelou em Zicky e traiu Guita, cerca dos 7 minutos de jogo. Pouco depois passaram a jogar com o guarda-redes avançado, mas sem resultados práticos e que originou a 3 minutos do fim que Guita defendesse uma bola e com a baliza adversária deserta fizesse o 5-1 final.

Na terça-feira foram os leões até ao Pavilhão da Luz disputar o jogo 2, saindo derrotados por 2-3, com 2-1 ao intervalo. O jogo começou com um ritmo muito elevado e logo aos 2 minutos Merlim ao marcar directamente um livre na zona central do meio campo encarnado conseguiu o 1º golo das nossas cores, para menos de um minuto depois os visitados conseguirem o empate. O jogo continuou muito lutado e sem golos até que a 17 segundos do intervalo Erick corta um passe entre dois adversários, recupera a bola e lança o contra ataque para Pauleta finalizar e chegarmos ao intervalo a vencer por 2-1. A 2ª parte começou praticamente com o golo do empate dos encarnados conseguido quando passava pouco mais de um minuto do reinício da partida. Praticamente a meio da segunda parte o guarda-redes visitado chuta na direcção da área, nenhum defensor leonino conseguiu cortar o passe que foi chegar a um colega de equipa que conseguiu desviar para a baliza leonina, fazendo o resultado final. O jogo 3 será no sábado 17 no PJR.
Nesta semana temos de destacar a conquista do Campeonato Nacional de Ténis de Mesa feminino pelas nossas leoas. O play off final, à melhor de 3 jogos, foi jogado contra o Mirandela, equipa que nos últimos anos tem dominado o ténis de mesa feminino em Portugal. As leoas Anna Hursey, Patrícia Santos e Galia Dvorak, bem comandadas por Marco Rodrigues, conseguiram superiorizar-se às nortenhas por 2-1 em 3 desafios todos com 5 jogos. No feriado de quinta-feira em Lisboa as nossas meninas venceram por 3-2. No sábado em Mirandela foram as jogadoras da casa que venceram também por 2-3, pondo o resultado do play off em 1-1, e sendo necessário o terceiro jogo marcado para domingo, novamente disputado em Mirandela. E mais uma vez o desafio só foi decidido ao fim de cinco jogos, desta vez sorrindo a vitória às leoas, também por 3-2. Parabéns meninas!

segunda-feira, 5 de junho de 2023

Quando o Rei faz anos


 

O nosso eterno capitão faz anos e o Sporting resolveu festejar da melhor forma: editar uma camisola replicando o número 9 que tantas vezes nos fez felizes. O reinado de Manuel Fernandes como jogador do Sporting ficou marcado por quase meio milhar de jogos (441), muitos deles como capitão, 260 golos oficiais, 2 campeonatos nacionais, 2 taças de Portugal e 1 Supertaça,  marcando uma época no Sporting, conquistando um lugar na história do clube.

 

quinta-feira, 1 de junho de 2023

Inaugurada a temporada do "drama, o horror, a tragédia"

Com a apresentação da "nova" camisola inaugura-se hoje a temporada do "drama, o horror, a tragédia", que habitualmente caracteriza a "silly season". Temporada essa que no Sporting habitualmente conhece apenas a data de re-inaguração, mas nunca a do seu epilogo.

Como é evidente cada um tem o direito à sua opinião e é impossível ser consensual quando nos afastamos tanto da versão original e as marcas tratam os clubes como clientes de uma grande superfície, desconsiderando as características que os distinguem.

Por mim as camisolas deveriam ser sempre o mais fieis possíveis às originais, algo de que estamos longe há muito. Que a melhor alternativa será sempre a Stromp, embora tenhamos lançado algumas bonitas, como as todas brancas. Das piores de sempre que me lembro são Sailev, uma das Macron e a alternativa preta e amarela deste ano, que de Sporting nada tinha. Fazer pior é muito dificil. 

Mas, se para obtenção de receitas, temos que aceitar estas "variações sobre um tema" saúda-se o facto de este ano o lançamento da nova pele do Leão não seja protelada para as calendas e se tenha, de forma atempada, aproveitando o período de alcavalas  como o dos subsídios de férias, para a rentabilizar. 

Contudo, talvez ainda mais importante porque mais perene que uma camisola de uso de uma época só, é o pré anuncio que é hoje feito por André Bernardo, no editorial do jornal do Sporting:

Na próxima época avançaremos com um conjunto de melhorias, a anunciar brevemente,
que vão permitir melhorar a experiência a todos os Sócios e adeptos.

Venham elas, que bem precisas são!

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