domingo, 18 de outubro de 2009
Sporting Clube de Portugal - Futebol Clube de Penafiel
Sem foco
Em primeiro lugar, confesso o meu orgulho pelo convite. Não é todos os dias que editores de um blogue de referência (não só pelo número de leitores, mas acima de tudo pela qualidade dos artigos) me endereçam uma proposta deste género (esperem... quando refiro que não é todos os dias até parece que tal acontece de vez em quando. Na verdade... hmmmm... pois...). Confesso que até me senti algo intimidado. Mas pondo de lado o acanhamento, seria com prazer que participaria na iniciativa. Acontece que tenho dois problemas (em rigor, até tenho mais, mas não são para aqui chamados):
I used to love her, but I had to kill her
I used to love her, but I had to kill her
I had to put her
Six feet under
And I can still hear her complain
I used to love her, but I had to kill her
I used to love her, but I had to kill her
I knew I miss her
So I had to keep her
She's buried right in my back yard
I used to love her, but I had to kill her
I used to love her, but I had to kill her
She bitched so much
She drove me nuts
And now I'm happier this way
I used to love her, but I had to kill her
I used to love her, but I had to kill her
I had to put her
Six feet under
And I can still hear her complain
Expostas as minhas limitações, compreenderão que não poderei escrever o post e que não me resta alternativa senão declinar o convite. Talvez venha a fazê-lo noutra oportunidade, quando o debate se centrar num assunto que domine - por exemplo, mobiliário de baixo custo.
Abraço Leonino!
sábado, 17 de outubro de 2009
Um reporter militante
ReporterH
Andebol e futsal em acção este fim de semana
Joga-se hoje pelas 18.30, o São Bernardo - SCP. Sendo um jogo teoricamente mais difícil que o anterior (Marítimo), o SCP é superior e outro resultado que não a vitória, será negativo. Na ronda passada, o SCP recebeu e venceu o Marítimo por 34-23, ao passo que o São Bernardo deslocou-se a Braga, perdendo por 30-23.
Neste momento do campeonato, somos a equipa com melhor diferença entre golos marcados e sofridos, tendo marcado 128 e sofrido 100. Em caso de vitória, passaremos para o 2º lugar, a um ponto do Madeira SAD mas com menos um jogo.
Destaque ainda para o Belenenses - ABC, jogo que será disputado amanhã pelas 17h.
Em relação ao futsal, o SCP joga amanhã às 18h contra a UTAD, num jogo em que apenas a vitória interessa. Depois da derrota contra o Fundão em casa na 4ª jornada, o SCP não pode ter mais deslizes, principalmente quando se joga um Belenenses - slb, 1º e 2º classificados, com 15 pontos (5J) e 12p (4J) respectivamente. O SCP está em 4º com 9 pontos em 4 jogos disputados.
Este jogo terá transmissão directa no site oficial do SCP. Para tal, basta aceder a www.sporting.pt ou www.sporting.pt/futsal.
Que seja um fim de semana de vitórias no andebol, futsal e futebol que bem precisamos.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
O Apoio que não é virtual
Na 3ª Feira, com a aprovação do Projecto de Reestruturação Financeira, os Sportinguistas deram mais um forte sinal do que pretendem para o futuro do Sporting. Mais do que discutir, os sportinguistas sentem que é mais do que nunca necessária a união de todos os adeptos nesta fase difícil do nosso clube.
Como alguns de vocês saberão, fui membro de uma lista contrária ao actual Presidente mas, tal como (quase) todos dos membros da Lista A, assumi na noite de 5 de Junho a expressiva derrota e a consequente eleição destes órgãos sociais para o meu Sporting. Desde ai que José Eduardo Bettencourt é o meu Presidente, e é a ele que reconheço capacidade, vontade e empenho em colocar o Sporting no lugar que ele merece.
Nesse sentido criei este site que (não foi por acaso) chamei Sporting Clube de Portugal – Site de Apoio, e em que tentei que fosse (penso que estamos a conseguir) um espaço de discussão “leonina” onde todos tivessem voz no nosso Sporting. Sei que muitos me criticam por considerarem este site muito próximo da "oposição" (apesar de também já me terem acusado do contrário), o que não me parece lógico. É um espaço de opinião em que o único critério é ser Sportinguista, tudo o resto não passa de preferência e opiniões pessoais.
Na minha opinião, reconheço em José Eduardo Bettencourt um grande sportinguismo, e isso meus caros, é meio caminho andado para o sucesso.
Chega de assobios, apupos, gritaria…ninguém consegue trabalhar condignamente com este tipo de pressão. Vamos apoiar quem nos move por este sentimento, quem luta diariamente por tornar o Sporting maior. Em democracia, concordemos ou não com a política adoptada, a decisão é por maioria. Neste caso a maioria deu um enorme sinal do que pretende, vamos dar oportunidade de mostrar se está certa ou errada.
Sou do Sporting por que sinto que somos diferentes, ninguém me obriga a ser deste clube.
Deixemos as divergências de lado, porque o importante não é o que nos divide mas sim o que nos une, e esse sentimento Sportinguista é mais forte do que qualquer laço que possam imaginar.
Vamos lutar pelo Sporting!
Vamos colocar o nosso clube no lugar que merece!
Viva o Sporting Clube de Portugal
Saudações Leoninas
Nuno Mourão
P.S- Uma pequena nota, ontem o nosso Site Sporting Apoio fez 2 meses tendo tido um crescimento acima das expectativas, com cerca de 200.000 visitas em 2 meses! Obrigado a todos vocês, nossos parceiros, que nos tornaram uma referência no universo virtual "leonino".
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Do SectorB32
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
JL - O Plano do Plano
É com coração pesado que escrevo este post, numa altura em que se sabe já o desfecho da AG de 13 de Outubro de 2009, dia que, de tão mau agoiro ameaça ser, bem podia ter sido Sexta-Feira.
Começo por agradecer aos Caríssimos editores do blogue o simpático convite para vir deixar neste salutar espaço de debate Sportinguista a minha visão do que foi, podia ter sido e, creio, será o SCP.
É importante que se tenha em consideração que a Assembleia Geral de dia 13 de Outubro (“AG”) foi das mais importantes de sempre da história do Clube.
Nela decidiu-se o direito a usar o nome Sporting Clube de Portugal deve ser do Sporting Clube de Portugal ou não.
Nela decidiu-se se a SAD deve ser, de uma vez por todas, um veículo societário ao serviço dum Clube centenário ou se o Clube centenário deve suportar até gota de sangue não lhe restar os caprichos comerciais duma sua empresa.
Numa escala maior, decidiu-se o a prioridade de sobrevivência das instituições: Se for preciso sacrificar uma para salvar a outra, qual sobrevive?
A este respeito, cumpre salientar que é inaudito na história da prática comercial Portuguesa uma entidade detentora assumir a posssibilidade de se descapitalizar até ao osso e fazer perigar a sua existência para sustentar uma sua participada.
Dirão os mais objectivos que apenas se decidiu a passagem de um activo do Clube para a SAD.
Na minha modesta opinião, esta AG pintou um retrato preocupante daquilo que é a nossa realidade hoje, senão vejamos:
Decidiu-se muito mais. Decidiu-se o futuro. Mais concretamente, decidiu-se não ter futuro.
E tudo em nome do Plano de Reestruturação Financeira (“Plano”).
Antes de entrarmos na discussão do Plano, urge fazer duas notas:
a) Para não tornar o post ainda mais insuportavelmente longo do que é, por Plano deve-se entender a parte do Plano que foi aprovada na AG, i.e., a passagem da Sporting Comércio e Serviços para a SAD; e
b) De “numerologia” já estaremos todos saturados, e essa acaba por ser irrelevante, até porque do prisma financeiro, o Plano equivale a, na prática, urinar para um fogo florestal na esperança de assim o apagar.
Dito isto, venho hoje discutir as condições “climatéricas” por detrás da AG e em que medida estas revelam a convicção e conhecimento dos Sócios quanto à aprovação do mesmo.
O Plano enfermou desde nascença de vários males que sempre deveriam ter minado a sua credibilidade e deveriam ter ditado um “Não”, nem que fosse em nome dum “Sim” posterior, senão vejamos:
1. O Plano enquanto Monólito
O Plano foi, desde que surgiu nas bocas da nação Sportinguista com aura sebastiânica, uma inevitabilidade.
“É o único Plano”; “Não há vida para além do Plano”; “Se não aprovarem o Plano, seremos devorados pela besta negra da Banca”.
Estas e outras aleivosias assumiram, ao melhor estilo de Goebbels, o carácter de mentira que, tantas vezes repetida, se tornou verdade.
É preciso ter presente que o Plano nasce duma recusa assumida pelo anterior Presidente em renegociar com a Banca ou em procurar outra instituição bancária com que negociar a compra da dívida em condições mais vantajosas.
Assim, o Plano passa de monólito, de única tábua de salvação da SAD e do Clube num capricho do “menino” Soares Franco, que não quer afrontar os amigos, até porque, conforme afirmou a respeito de outros diferendos: “não tenho feitio para discutir”.
Dirão os mais críticos: “mas ninguém apareceu com outra solução!” O problema é que isso não corresponde à verdade.
Da renegociação com os bancos com que o SCP trabalha até à procura de outros bancos para trabalhar, passando pela titularização da dívida, várias outras opções surgiram.
Mas todas esbarraram em argumentos como “Pois, mas este Plano está pronto e se não agimos depressa, os Bancos levam tudo” ou “Pois, mas o Plano é melhor”.
Aos defensores mais empedernidos do Plano, pergunto sem sofisma: Quando é que o Plano foi debatido com abertura a alternativas a ele próprio?
A este respeito, cumpre salientar que se assistiram a melhoras. Do despeitado Franco que, confrontado com o chumbo do Plano, vociferou: “E eu é que tenho que mudar o Plano?!” passámos ao cândido Bettencourt que sempre afirma: “Há outras soluções, mas esta é a que está disponível a curto prazo”.
Se o Presidente admite que o Plano não é a via única, porquê tomá-lo como tal? E se o tomamos como tal por ser o único disponível AGORA, porque não se contemplaram outros desde início?
Aprovado que está o Plano, a pergunta cai para o academicismo.
2. O Plano enquanto “Cheque em Branco”
É importante manter presente que a SAD é uma sociedade comercial cotada em Bolsa, e que, como tal deve, ou devia, ser pautada por valores de rigor, transparência, responsabilidade e responsabilização dos seus orgãos dirigentes.
O Plano é a mais recente paragem na “via dolorosa” que tem sido a passagem de património do Clube para a SAD. Muito património foi passado, a pretexto da sustentabilidade da SAD e do Sporting Europeu, que ganha 3 campeonatos em cada 5, conforme vaticinou o pai de todo o “monstro”, José Roquette.
Sucede porém que, em 2009, a SAD apresenta um passivo gargantuesco sem contrapartidas ou resultados desportivos que o justifiquem. O património, esse, esfumou-se, perdido entre resmas de papel, e o seu produto anda ausente em parte incerta, com a única certeza a ser que não serviu para engrandecer o Clube conforme foi prometido.
Assim, chegados a 2009, temos que encarar o facto de que o buraco financeiro foi feito por pessoas. De melhor ou pior fé, mais ou menos competentes (na generalidade menos), mas pessoas.
Temos ainda que encarar que as mesmas pessoas que cavaram este buraco são as que nos pediram o sangue do Clube novamente na AG.
Pergunto eu: não se devia exigir uma sindicância da actuação destas pessoas ANTES de lhes dar mais património?
Não se trata de caçar bruxas, não se trata de apontar dedos. Trata-se de “corporate governance”, de garantir aos Sócios que o risco de má gestão futura deste activo é mínimo, por não ter existido má gestão passada dos outros.
A este respeito, Bettencourt é lapidar. Não se audita nada. O passado não interessa, e se erros houve, são para varrer para debaixo do tapete e não mais pensar neles.
É uma questão de fé, de confiança, dirão alguns. Face aos resultados da SAD e olhando para o património de que esta já dispôs, pergunto eu: como se pode ter confiança?
Mais, se não há motivos para desconfiar, não seria uma auditoria um poderoso instrumento pacificador, um lavacro purificador de onde JEB e a DIrecção sairiam ultra-legitimados sob a bandeira da transparência?
Aprovado que está o Plano, a pergunta cai para o academicismo.
3. O Plano Que nos foi Apresentado
O Plano foi vendido aos Sócios antes da AG como a última hipótese de sonhar com competitividade, estabilidade, e, a julgar pelo miserabilismo do Presidente, dignidade.
O Plano foi, sem papas na língua, apresentado sem valores. A generalidade dos Sócios ignora por que valores foi a SCS passada para a SAD, ignorando consequentemente QUANTO saiu da esfera patrimonial do Clube com esta passagem.
Esta não é a maneira de apresentar um Plano desta magnitude. Ocultando valores, apelando à necessidade basista de correr atrás dos outros, prometendo aumentos de investimento no futebol, depois subsequentemente mitigados ou desmentidos no dia da AG, i.e., já formadas as convicções, arvorando o caos como desfecho inevitável caso o Plano não seja investido na condição de salvador da pátria.
Um Plano destes apresenta-se com verdade, com números, com implicações práticas e concretas nas manifestações do SCP que os Sócios vivem, sentem e com que vibram.
Não tenho dúvidas que se Bettencourt tivesse, atempadamente, avisado do impacto apenas marginal do Plano no e.g., futebol, outro galo facilmente cantaria. Acho que ninguém tem. Um Plano que prometa craques é popular e passa. Um que não…não.
Assim, o Plano foi apresentado aos Sócios, que entraram para a AG para sobre ele decidirem, como um Finisterra medieval: dentro dele, a salvação. Para além dele, o abismo.
Convenhamos que não são pressupostos que encorajem o debate, e que, pelo contrário, predispõem à aprovação.
4. A Assembleia Geral do Plano
Se até aqui usei de alguma contenção, é aqui que ela se esgota. Porque, franqueadas as portas da AG, a lógica ficou à porta e só resta espaço para a pressão de parte a parte, o insulto, e um dos maiores exercícios de futilidade que alguma vez vi, ao ponto de me perguntar até que ponto o modelo de AG do SCP tem alguma semelhança com o associativismo.
Os Sócios estão divididos em guerra fractricida. De um lado, os situacionistas, que arvoram os 90% que elegeram Bettencourt como uma panaceia para todos os males que, na sua convicção, tudo desculpa, tudo perdoa, tudo permite. Para os situacionistas, a minoria deve acabar. Por ser minoria, é uma “quantité negligéable” que se deve subsumir ao juízo maioritário.
Os situacionistas assumem hoje a posição: “como vocês são menos, não vos temos que ouvir”.
Do outro, os oposicionistas, fartos de tudo. Fartos da incompetência, da falta de controle sobre a gestão da SAD, de terem que vir a AGs passar património porque a SAD só perde e não ganha, fartos do mau futebol, de ficarem em segundo, e, acima de tudo, fartos de estarem fartos de tanta coisa.
E este é um status quo que temo ser insanável. Ache Bettencourt e os 90% o que acharem, esta Direcção não é consensual. Sendo legítima, não é representativa. Tem 90% dos votos, o que representa sensivelmente 8.000 pessoas. O SCP é bem mais e que une 8.000 pessoas não pode pretender ter unido todos os Sportinguistas.
Não discuto que só votou quem votou e é esse o universo a ter em conta. Mas, se são só 10.000 os que votam, são bem mais os que se revoltam.
E foi neste clima que se iniciaram os trabalhos da AG: guerra surda.
Não pretendo fazer um relato exaustivo da AG, por isso, deixo apenas os pontos que, para mim, merecem nota. Quem esperar imparcialidade no registo, deverá passar à frente.
Num contexto em que se desconhecem os contornos fácticos do Plano, acho inenarrável o Presidente ter perdido tempos infindáveis a listar o seu currículo. Quem foi votar não sabe dos méritos do Plano, mas sabe dos do Presidente. O motivo é lapidar: “Não se preocupem se o Plano é bom. Eu sou bom, é o que vos interessa”. Não é bem assim, Sr. Presidente.
Acho inacreditável ouvir justificações de voto como “com isto temos mais dinheiro para o futebol” ou “se eles acham que é preciso…”
No geral, a AG do Plano mostrou ser pouco em torno do Plano e mais em torno dos seus fautores.
Por tudo isto, pela falta de informação, discussão, tolerância e conhecimento das matérias, a AG do Plano merece entrar para os livros como um exemplo claro de como NÃO fazer uma AG, da AG que não se deseja nem para decidir a cor das paredes das casas de banho do Estádio.
Para decidir, é preciso conhecer. E, digo-o sem reservas, quem decidiu não conheceu. E não conheceu porque não lhe foi dado a conhecer, o que não serve de desculpa, porque nestas coisas, ensinam os pais às crianças: se não se sabe de onde veio e por onde andou, não se mexe. Sejam cães, doces ou Planos.
Friso: a questão é menos se o Plano é bom ou mau. A questão é que ninguém sabe o que é o Plano. E, na dúvida, seguiu-se a irresponsabilidade de o aprovar.
5. E Depois do Plano?
Agora que o Plano está aprovado, é o momento de para ele olhar desapaixonadamente:
O Plano representa, em traços largos, a assunção pela SAD de que anda nua.
Assim, apanhada nua na rua, a SAD vai ao já vazio estendal do Clube buscar roupa com que tapar as partes pudendas e poder caminhar novamente pela rua sem despautério.
O problema é que a SAD tem uma tendência relapsa para perder a roupa que tem no corpo, tendência essa que tem sido suportada pelo estendal do Clube.
Atenta a nudez despudorada da SAD, é de temer que brevemente esta desfile nua pela rua, desta feita de braço dado com o Clube, levado também ele à nudez.
Assim, é de prever que a SAD depois de vestir a SCS, queira vestir a Academia. E depois de vestir a Academia, queira vestir Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis (“VMOCs”). E depois de vestir VMOCs, queira vestir o Estádio.
Durante este percurso, nem uma vez a SAD foi instada a arranjar a sua própria roupa. E o Clube, que passou 103 anos a fazer enxoval, acaba também ele nu.
Porque um dia, a roupa acaba-se.
Bettencourt já avisou que o Plano “é fundamental, mas não suficiente”. Trocado por miúdos, quer isto dizer que a SAD quererá mais património, mais roupa, mais tudo.
A juntar a isto, a Direcção já faz saber, numa sandice situada algures entre a má-fé e o desconhecimento, que a passagem da Academia para a SAD e a emissão de VMOC foram já aprovadas, pese embora não terem reunido a necessária maioria estatutária e legal de aprovação. Aparentemente, a Direcção decidiu levar a sério a tese dos “omnipotentes 90%” sufragada pelos seus arrogantes acólitos.
Tudo somado, a vida depois do Plano afigura-se sombria para o SCP, que corre o sério risco de deixar de existir como o conhecemos e como um dia o sonhou o seu fundador.
Depois do Plano, teremos mais “um cheirinho” de dinheiro para investir no futebol, mas apenas na próxima época, pelo que esta deverá ser já para esquecer, o que aliás a realidade indicia de forma clara e dolorosa.
No meio de tudo isto, umas últimas perguntas académicas:
E o Sporting Clube de Portugal, que ganhou com o Plano?
Que ganhou com anos de gestão incerta de património?
Como é possível termos saído de casa para passear a SAD pela trela e voltarmos a casa pela trela da SAD?
É que por mais que me digam que é tudo igual, eu sou é do Sporting Clube de Portugal. E esse, depois da AG, ficou mais pobre, mais vazio, mais pequeno, mais dependente. E em nome ninguém sabe bem de quem ou de quê.
6. Conclusões e Nota Pessoal
4 meses volvidos sobre a eleição do pseudo-pacificador Bettencourt, o Sporting está pior. Mais pobre, mais dividido, mais desconfiado de si e dos seus, com o Estádio despido como sinal funesto da nudez generalizada e atroz que metaforizo em cima, a equipa de futebol um espelho do desalento da massa adepta, o treinador um espelho do autismo da Direcção, a Direcção um espelho de nós próprios: fria, desapaixonada, pouco exigente, acomodada, e esquecida do que um dia fomos e pouco empenhada em que o possamos voltar a ser.
Bettencourt chegou sob a égide na mudança na continuidade, seja isso o que for. Nada mudou. As pessoas as mesmas. A incompetência e o laxismo, os mesmos. Os resultados práticos são piores.
Prometeu plantel fechado a tempo horas. Não cumpriu.
Prometeu reforços para entusiasmar. Não cumpriu.
Prometeu emagrecer a estrutura directiva. Criou mais dois orgãos em 4 meses.
Prometeu ser o Presidente de todos os Sportinguistas. Mas se discordarem dele e não tiverem as quotas em dia, contem com a farpa na imprensa. Mesmo que isso seja ilegal.
Prometeu o fim do discurso do coitadinho. Não cumpriu.
Cumpriu uma: traz mais Sócios, geralmente à Segunda-Feira. Mas quando um desses Sócios assina um mês depois pelo arqui-inimigo de Carnide, dá que pensar até que ponto é que a única promessa cumprida por Bettencourt não passa duma operação cosmética.
Como ponto final, Bettencourt não é a fonte de todos os males. Já lá andava há anos e já sabíamos ao que íamos.
A fonte de todos os males somos nós. Por darmos sem pedirmos nada em troca. Por darmos tempo quando o futuro é hoje. Por darmos dinheiro sem perguntarmos o que se faz com ele. Por aceitarmos que um grupo de amigos governe há anos um Clube que é nosso.
Eu tenho culpa no Sporting que temos hoje. Assumo-a. Não dei por ele que chegue, não dei alternativas, não remei com força suficiente contra esta voragem, vi mais tarde embustes que devia ter visto mais cedo.
E agora, é tarde. A AG foi a AG para acabar com todas as AG’s. Entrando-se num rumo de inexorabilidade de transmissão do património do Clube para a SAD, quebra-se a possibilidade dos Sócios intervirem activamente na política do Clube, que é determinada necessariamente pelo dinheiro. Essa subiu ao éter da AG de accionistas da SAD. Os Sócios tornaram-se, depois da AG, um bocadinho mais dispensáveis na vida do Clube e o Clube é um bocadinho menos composto pela universalidade dos seus associados, conforme rezam os estatutos.
Vamos ver onde vai acabar. Só o amor me impede ver que vai acabar mal. E depressa.
Um abraço a todos, com o desejo sincero de que não se perca o que nos une: o Sporting Clube de Portugal.
JL
Nova Era
terça-feira, 13 de outubro de 2009
De Fonte Segura
Ecletismo:
Projectos futuros:
Entrevista Bettencourt
As minhas notas à entrevista:
1. O atraso deve ser imputado a quem, tendo em conta que a proposta é igual à que já anteriormente não colheu os votos necessários, e JEB já vai com 3 meses de presidência?
2. Se ele precisou desse tempo para avaliar o dossier, porque têm os sócios que a votar a correr e sem o poderem consultar com detalhe e tempo?
3. Porque não se avalia, antes de pedir mais dinheiro, a forma como tem sido mal consumidos os recursos existentes?
4. Se as actuais operações previstas não nos vão dar mais que o 3º lugar no campeonato dos orçamentos, posição que já ocupamos, porque não se aproveita a oportunidade para pensar numa alternativa que fortaleça a médio prazo as contas do Clube/SAD, do que tentar aprovar à força a sangria total dos bens do clube para a SAD?
5. Quanto ao futebol, não aceito a visão do meu Presidente: o futebol português sempre teve menos recursos financeiros que os espanhóis, italianos, ingleses, etc, mas, quando se juntou a eficiência com a qualidade, foi possível fazer igual ou melhor que aqueles. Se aceitassemos passivamente a condição de menos endinheirados, o que se parece querer instalar à força no Sporting, nunca teríamos chegado onde chegamos.
6. JEB não justifica a continuidade de PB com nenhum argumento válido para um treinador, pelo menos do Sporting:
a. Record de longevidade (sintomaticamente e para já 2º…)
b. 3 Ligas dos Campeões seguidas (que prestigio trouxeram ao clube?)
c. Venda do Nani (1º e último caso, pelo que deve ser considerado uma excepção e não o contrário)
d. 1ª vez nos oitavos de final (mas porque raio perder uma eliminatória por 12-1 pode ser considerado um feito?)
e. Fez melhor que muitos e também é verdade que antes dele houve quem fizesse mais com menos apoio.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Visão do "Lateral Esquerdo"
Para pensar
sábado, 10 de outubro de 2009
"A Norte" nas modalidades
Embora não haja futebol da equipa principal, não quer dizer que o Sporting pare. Hoje, desloquei-me ao Multiusos em Alvalade para assistir à partida da nossa equipa de Ténis de Mesa.
Como sabem, somos actuais campeões nacionais e temos "apenas" 30 títulos nacionais.Adoro cada vez que vou assistir a uma partida das nossas modalidades. No fundo, muita da nossa mística está ali e mesmo num momento de "crise" no futebol, a paixão vive-se de forma intensa e os atletas sentem-se motivados face ao apoio que recebem por partes dos apaixonados pelo clube. E quem se deslocou à Sala do Ténis de Mesa saiu satisfeito ao ver que o seu apoio resultou numa vitória por 4-0 (3-0, 3-1, 3-0 e 3-2) frente ao CD 1º de Maio.
A propósito do Ecletismo, deixo aqui a ligação para um excelente artigo do Arq. Pedro Silva, que ajuda a reflectir sobre os benefícios associados a um complexo desportivo onde agora parece ser possível o Sporting construir um pavilhão.
EM FRENTE SPORTING!
Entre a estranheza e a desilusão*
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Voando sobre um ninho de apupos
O Sporting encontra-se numa encruzilhada destas, há incendiários de maior ou menor dimensão espalhados por todo o lado e uma incapacidade enorme de apagar fogos, as razões para que nunca se consiga a extinção completa de um fogo e posteriormente fazer o respectivo rescaldo são várias e resultam num avolumar de condições propicias para reacendimentos.
Tem existido nos últimos anos diversos casos que nunca foram devidamente concluídos, o exemplo mais gritante foi a eliminatória contra o Bayern, no nosso intimo foram dias de profunda amargura, similar a algo que nos é querido e que morreu, nestes momentos exige-se um velório, um luto para permitir enterrar o assunto bem fundo e partir com esperança renovada para o futuro.
Tal não aconteceu, a Culpa continua a passear livremente por Alvalade e quem sabe é a razão de repetidamente o nosso relvado apresentar condições melhores para a prática do Corfball do que do Futebol, tal nunca acontece seja por intervenções idiotas na comunicação social de jogadores e dirigentes ou por defesa insuficiente dos interesses do clube. Ninguém entende quando se chega a um acordo de dispensa com diversos jogadores nos quais vemos alguma utilidade, e por oposição nada se consegue resolver sobre um jogador que já provou à exaustão que é mau profissional e continua a ensombrar a nossa baliza.
Neste ambiente quem paga as favas é quem dá a cara, é indigno pedir ao povo que cale o seu descontentamento quando se deixa a duvida e a suspeita medrar livremente. As vozes que se ouvem não são de inconscientes ou energúmenos são o espelho fiel de uma liderança fraca e confusa que tem receio de se assumir perante nós.
Aquilo que há de mais urgente a fazer não é mudar de treinador é sim mudar toda uma forma de actuação interna do clube que permite a quem se “mete com o Sporting” continuar a sua vida sem consequências. Perante o momento que vivemos a decisão foi de novo nada fazer, como tal por não concordar essa inacção assumo eu essa função de regeneração se basta mudar umas letras para um plano financeiro que antes foi recusado ser agora aprovado também eu tenho o prazer de vos apresentar o novo treinador do Sporting.
Senhoras e Senhores eis Jorge Gomes!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Um murro na mesa
Obviamente, lá fui na mesma à mesa (de voto) para espetar com o tal murro … Confirmou-se, mais tarde, que efectivamente tinha saído ‘muita fraquinho’… Os murros dados ao longo desse dia, todos juntos, foram pouco mais que imperceptíveis. Quando assim acontece a margem de manobra de quem perde é francamente desoladora.
Apesar disso, obriguei-me a acreditar que com JEB, se poderia alterar alguma coisa, por ínfima que fosse. Aguardei que tal mudança pudesse trazer melhorias. Só que, passado pouco tempo, comecei a suspeitar da capacidade do novel presidente… A resolução dos casos que teimavam em aparecer, cedo o indiciaram … O caso das ‘pedradas’ foi o primeiro (uma oportunidade de unificação excelente, incrivelmente desperdiçada), outros lhe sucederiam: ‘Ricardo Peres vs Duarte ‘chifrudo’ Gomes' ‘contradições e decisões incompreensíveis na definição do plantel’, ‘chegada ao aeroporto’, ‘vassalagem ao papa’ e ‘afronta do Vitinho Pereira’, estes últimos dois casos numa semana de importância crucial, confirmavam o pouco acerto… Os recentes casos dos ‘sócios silenciosos e invisíveis’, e a recorrente preocupação com o que a vizinhança saloia faz ou deixa de fazer, que para além de estéril só nos diminui. Será que JEB não tem com o que se preocupar dentro da casa que dirige? Tiros nos pés a um ritmo verdadeiramente alucinante. Por fim, esta ultima charada da convocação de uma AG com um bombástico 2.º ponto na ordem de trabalhos e cujo local já foi alterado, não se perspectivando se o actual ou mesma a data determinada serão realmente definitivos. Mais uma rábula que ‘cheira’ à usual prática manhosa e truculenta que se vem consumando no SCP de há longos anos a esta parte…
Claro que não se sabe como seria com PPC mas creio que pior seria impossível... Durante a campanha PPC e a sua Lista cometeram erros… A escolha do treinador alternativo a Bento foi, na minha opinião, um deles. Demonstraram-se demasiado ambiciosos e apresentaram muitas promessas, muitas delas válidas mas que, dificilmente, seriam concretizáveis em apenas uma ‘legislatura’. Foi o suficiente para que a contra-informação e campanha negra perpretadas pela comunicação social funcionassem. Mas a nula credibilidade que os media desportivos me merecem, a demonstação de coesão, organização, garra e determinação em cortar com as práticas sombrias do passado, conjugado com a persistente nega de JEB em debater o Sporting durante a campanha eleitoral, todas as circunstancias que o levaram a avançar para a liderança quase no soar do gongo, mais a minha descrença na sua equipa (as mesmas caras que se perpetuam no poder ad eternum), fizeram-me optar pela Lista A. É conveniente recordar, que algumas das propostas e ideias então identificadas no Programa da lista de PPC foram, posteriormente, aproveitadas como porta-estandarte na acção de JEB… Aquelas que ainda vão recolhendo alguns elogios. Talvez porque Programa próprio foi assim uma espécie de um ligeiro e vago manifesto feito à pressão. Por fim, diga-se em abono da verdade, que JEB conseguiu tamanha votação porque, oportunisticamente, se colou a Bento o qual, todos sabíamos constituir um grande trunfo eleitoral, dada a ampla popularidade que, naquela altura, ainda gozava entre a maioria das franjas dos associados leoninos. Erro crasso que ainda agora estamos a pagar.
Concluindo, não sei se faz sentido, hoje em dia, tentar ressuscitar PPC ou aguardar por uma posição da chamada ‘oposição’… Novo murro terá que ser dado por nós todos (sócios e adeptos ferrenhos e descontentes) e convém que, desta feita, se faça verdadeiramente sentir. Resta continuar a estrebuchar e ver se se força JEB a dar a importância e a atenção (ao invés de apoucar), a quem se preocupa com o rumo que o clube leva. E, já agora, a aplicar melhor o seu tempo e o nosso precioso dinheirinho…
Ser ou Parecer?
Certo dia na faculdade, um professor de Promoção e Publicidade contou numa aula uma história interessante: Um empresário com uma indústria de pequena dimensão conduzia um carro de grande cilindrada, deixando surpreendidos todos os que o conheciam e a sua riqueza. Quando questionado em relação a tal realidade, o homem respondeu: “Sabes, posso ser uma pessoa humilde e sem grandes riquezas, mas pelo simples facto de andar a exibir esta viatura em frente dos meus parceiros de negócio, obtenho logo o rótulo de pessoa de confiança garantindo assim preços mais competitivos e melhores condições de pagamento junto dos meus fornecedores”.
Por esta altura, devem estar a questionar-se porque razão há-de estar uma história deste estilo num blogue relacionado com o Sporting…
Face às crescentes dificuldades financeiras do nosso clube, é cada vez mais evidentes as dificuldades e baixa margem negocial que a nossa equipa tem. Não conseguimos negociar os nossos dispensados nem termos forma de conseguir os reforços que – concorde-se ou não - dizem ser necessários para melhorar a equipa e poder lutar de igual para igual com os principais adversários.
Instados com o que se vê noutros lados e talvez frustrados por não conseguir fazer o mesmo, desesperamos a pensar se somos mesmo os únicos a atravessar dificuldades. Dizem os mais conhecedores que não e que apesar de uns conseguirem negociar mais jogadores e com sucessivas verbas recorde, têm também uma folha salarial e um nível de custos muito superior enquanto outros apesar de conseguirem movimentar muitas verbas e financiar-se das mais variadas formas, têm também um sem fim de buracos por onde escapa a liquidez do clube. Onde está então a diferença?
A diferença está no já conhecido “Somos diferentes”. Nós somos os honestos, os sinceros e os frontais que bradamos aos sete ventos que não temos e não podemos. Nós somos os cumpridores e cavaleiros da virtude que não enganamos ninguém e cumprimos todos os nossos compromissos e respeitamos por completo aqueles que lidam connosco. Obviamente que nada tenho contra o que se pratica mas sim contra o que se prega.
O discurso que se exterioriza vulnerabiliza o Sporting levando o clube para níveis de credibilidade diminutos pois aparentemente estamos tão mal que necessitamos de despachar qualquer jogador para equilibrar as contas, nem que seja a preço de saldo. Por outro lado, aqueles que não pretendemos manter, estão mais que desprestigiados e ninguém se atreve a dar o que quer que seja por eles.
Em linguagem popular, diria que está na moda pregar “barretes” ao Sporting. Somos aqueles que são diferentes e como tal, imbecil é aquele que não se aproveita das nossas debilidades, seja na negociação de um qualquer jogador ou na contagem da electricidade ou pagamento de um qualquer honorário…
Que se lixe a mulher de César pois às vezes mais vale parecer do que simplesmente ser…


