Suspensão de sócios - Revolta na Academia - A informação e o custo de Gauld - O sorteio
Para o post de hoje elegi quatro temas que decorrem ainda do fim-de-semana, tempo que me imponho de relativo afastamento das inúmeras plataformas digitais, de forma a produzir o necessário descanso e distanciamento. Apesar de já imensamente discutidas nos diversos fóruns, a sua menção aqui permite-me o registo dos temas, que me parecem importantes, e da minha opinião sobre os mesmos.
Suspensão de sócios
Não é muito comum a acção disciplinar sobre sócios, pelo que o caso teria sempre que suscitar algum impacto. Como todos sabem-se trata-se da conclusão de um processo disciplinar com origem nos acontecimentos ocorridos numa sessão de esclarecimento, aquando do processo que levou à queda da anterior direcção e consequentes eleições. A medida é grave como o foram os actos praticados. Tivessem os anteriores órgãos disciplinares actuado nas muitas vezes em que actos de gravidade semelhante ou até de maior grau ocorreram e certamente que aqueles não teriam tido lugar.
O caso ficaria encerrado se a Juve Leo, de cuja organização fazem parte os visados, não viesse agora reclamar do processo que levou à sentença proferida. A ser verdade o que é afirmado no comunicado da claque, isto é, que os sentenciados não foram ouvidos no decorrer do processo, qualquer pessoa, mesmo sem o curso de direito, percebe que o processo não foi bem conduzido. Se houver apelo, facto que não estou certo de estar previsto no regulamento disciplinar, a decisão será difícil de sustentar. Se os regulamentos não o previrem, restará aos visados recorrer aos tribunais civis, onde, se aqueles argumentos forem verdadeiros, a sentença será anulada. Facilmente se conclui que um acto impensado e reprovável não pode ser resolvido de forma ligeira, como parece ter sido o caso em presença e as ondas que agora novamente se levantam não indiciam nada de bom para o bom nome do clube. De tudo o que foi dito, isto parece-me o mais importante. Evitável.
O caso ficaria encerrado se a Juve Leo, de cuja organização fazem parte os visados, não viesse agora reclamar do processo que levou à sentença proferida. A ser verdade o que é afirmado no comunicado da claque, isto é, que os sentenciados não foram ouvidos no decorrer do processo, qualquer pessoa, mesmo sem o curso de direito, percebe que o processo não foi bem conduzido. Se houver apelo, facto que não estou certo de estar previsto no regulamento disciplinar, a decisão será difícil de sustentar. Se os regulamentos não o previrem, restará aos visados recorrer aos tribunais civis, onde, se aqueles argumentos forem verdadeiros, a sentença será anulada. Facilmente se conclui que um acto impensado e reprovável não pode ser resolvido de forma ligeira, como parece ter sido o caso em presença e as ondas que agora novamente se levantam não indiciam nada de bom para o bom nome do clube. De tudo o que foi dito, isto parece-me o mais importante. Evitável.
Revolta na Academia
A noticia de um jornal sobre a uma pretensa revolta na Academia recebo-as em primeiro lugar com desconfiança. A forma como as noticias aparecem nos jornais estão longe de obedecer ao mero interesse jornalístico, correspondendo, bastas vezes a outras conveniências menos óbvias. No caso concreto não sei que credibilidade atribuir à noticia em causa. Ainda assim, porque o tema me é caro, aproveito para discorrer umas linhas sobre a matéria, com as declarações de Bruno de Carvalho como pano de fundo.
O presidente veio a este propósito dizer que "a formação está calmissíma", acrescentando que "não há uma via verde, pura e simplesmente, porque se é da formação." Ora é preciso que o contrário não seja verdade também. E, se é verdade que, como também disse BdC, os jovens jogadores têm de "evoluir e demonstrar que são melhores" não é menos verdade que os jogadores que chegam têm responsabilidades ainda mais acrescidas.
Creio que esta questão tem alguma premência pelo facto de, com excepção de Tanaka, os jogadores contratados até ao momento serem todos mais ou menos da mesma idade que os compõem a equipa B, acrescendo o facto de terem origem, Tanaka incluído, em campeonatos emergentes, de valor inferior ao nosso. Sem colocar em causa à priori o valor dos contratados, este será com certeza um factor que acrescerá na apreciação do acerto da sua contratação. Se, com as características acima descritas, muitos deles não conseguirem ser as mais valias pretendidas, não passando do banco ou da bancada, esta questão voltará com intensidade redobrada.
Uma nota final neste ponto. Muito se falou do valor de Gauld, quase todo ele baseado num único vídeo. E se o jogador que acabássemos de contratar fosse este?
Creio que esta questão tem alguma premência pelo facto de, com excepção de Tanaka, os jogadores contratados até ao momento serem todos mais ou menos da mesma idade que os compõem a equipa B, acrescendo o facto de terem origem, Tanaka incluído, em campeonatos emergentes, de valor inferior ao nosso. Sem colocar em causa à priori o valor dos contratados, este será com certeza um factor que acrescerá na apreciação do acerto da sua contratação. Se, com as características acima descritas, muitos deles não conseguirem ser as mais valias pretendidas, não passando do banco ou da bancada, esta questão voltará com intensidade redobrada.
Uma nota final neste ponto. Muito se falou do valor de Gauld, quase todo ele baseado num único vídeo. E se o jogador que acabássemos de contratar fosse este?
A informação e o custo de Gauld
Bruno de Carvalho insurgiu-se também contra "os disparates que foram escritos" a propósito da contratação de Gauld. Obviamente que tudo isto não aconteceria se o Sporting divulgasse os valores da transferência. Uma informação que se tornará obrigatória no relatório e contas trimestral e que este adiamento, até prova do contrário, ao invés de favorecer o clube, permite a especulação que, como o próprio presidente dá a entender, é aproveitada por terceiros para prejudicar o clube. O mesmo se poderia dizer da falta de comunicação do despedimento (?) de Abel, da sua substituição por Barão, sendo os Sportinguistas confrontados com a noticia no Record.
Sorteio
Não fazem muito sentido as declarações de ocasião dando a entender que o calendário não importa, uma vez que todos têm que jogar com todos, etc, etc. Grande parte do destino do campeonato fica decidido no seu primeiro terço. Não tanto o campeão mas sim a performance competitiva das equipas, sendo muito raro, para os lugares que o Sporting disputa, assistir a recuperações depois de falhanços iniciais. Os últimos anos têm até acentuado a tendência que, nos lugares da frente, duas ou três jornadas consecutivas a perder pontos arredam uma equipa do título.
O sorteio deste ano foi algo semelhante ao do ano passado, as duas primeiras jornadas diferem apenas nos locais onde se disputam. Nesse sentido, não se pode dizer que tenha sido particularmente agreste para os nossos interesses. Os jogos mais difíceis não são seguidos, permitindo por exemplo, e em teoria, que um mau resultado não se some a outro.
Mas as candidaturas e favoritismos afirmam-se nas quatro linhas. Não me parece, ao contrário do que ontem afirmou Inácio, que o Sporting parta na pole-position. Esta afirmação não só não faz qualquer sentido, levando em linha de conta os meios e os plantéis dos adversários, como não me parece ser a melhor estratégia. Grande parte do bom desempenho da época passada nasceu da desobrigação de fazer tanto como os principais rivais.













