terça-feira, 15 de novembro de 2022

Modalidades: fim-de-semana tranquilo

Autor: 8

Este foi um fim de semana com menos actividade no que às principais modalidades diz respeito devido à interrupção dos campeonatos de hóquei e de basquetebol devido aos compromissos das respectivas selecções.

Quem começou a semana foi a equipa de voleibol que, na quarta-feira, que se deslocou à Estónia para defrontar o Pärnu para a 1ª mão dos 1/16 avos da CEV Challenger Cup, donde regressou com uma vitória por 3-0, com os parciais de 25-17, 25-12 e 25-14. Uma vitória fácil perante um adversário frágil.

Depois de uma viagem complicada, regressados a casa recebemos, no sábado, o SC das Caldas e vencemos por 3-1, com os parciais por 25-20, 25-18, 22-25 e 25-16. Jogo mais equilibrado do que o da Estónia, mas que, tirando o 3º set, os nossos jogadores sempre conseguiram controlar o marcador. Este jogo ainda foi orientado por Afonso Seixas, apesar do Clube ter anunciado na quinta-feira João Coelho como o novo treinador do voleibol masculino do nosso Clube.

Na próxima quarta-feira 16 teremos a 2ª mão da eliminatória da CEV Challenger Cup com a recepção ao Pärnu, no PJR pelas 19:30, esperemos que seja para confirmar a nossa superioridade.

Já a equipa feminina esteve este fim de semana no Minho. No sábado visitámos o Vitória SC de onde saímos com uma derrota por 3-0, com os parciais algo desequilibrados de 16-25, 20-25 e 18-25. Domingo fomos a Braga defrontar o Sporting local, de onde regressámos com uma vitória por 3-0 (25-22, 25-15 e 25-23) num jogo mais equilibrado mas onde as nossas meninas souberam controlar, e vencer, os sets.


A equipa de andebol recebeu e venceu o Póvoa AC por 32-22. Jogo que começou equilibrado de tal modo que a meio da 1ª parte os visitantes venciam por 7-8, o que obrigou os leões a reagir o que fez com que ao intervalo já vencêssemos por 15-12. Numa 2ª parte algo quizilenta, e com uma arbitragem muito parcial em nosso desfavor, fomos dilatando o marcador mesmo tendo 3 baixas: Edmilson expulso a 26 minutos do final, quase de seguida Natan saiu lesionado,
tendo abandonado o campo nos braços dos companheiros não voltando ao jogo, e a meio desta parte Kiko também foi expulso por resposta a uma agressão de um adversário. Mesmo com estas baixas a diferença foi aumentando atingindo-se o final com 10 golos de diferença. Gassama com 7 golos e Martim Costa com 6 foram os nossos melhores marcadores. O próximo jogo será no sábado 19 em Braga com o ABC.

Já a equipa de futsal fez a alegria de todos os anti-sportinguistas. Perdeu. Num jogo em que a sorte sempre nos virou as costas depois de estarmos a vencer por 2-0 acabámos por perder por 2-3, com o golo da derrota a ser sofrido a 8 segundos do fim. Começámos bem, com o jogo controlado e já perto do intervalo Cavinato fez o golo com que atingimos o intervalo. Logo no início da segunda parte Neves conseguiu o 2-0. A partir dai o Braga tentou reagir passando a jogar bastante com o guarda redes avançado, que a defender esteve excepcional, e foi com um remate dele, que depois de ressaltar em Pauleta, o Braga chegou ao primeiro golo. Continuámos a tentar aumentar a vantagem jogando também Guita no meio campo adversário. E uma perda de bola no ataque originou um lançamento para a nossa baliza deserta que permitiu o empate. E depois de mais golos quase feitos falhados da nossa parte, um potente remate de longe, a 8 segundos do fim, permitiu ao Braga vencer o jogo.

Também a nossa equipa feminina de futsal jogou recebendo o Povoense e tendo vencido por 5-1, com 3-0 ao intervalo. Debora Queiroz voltou a ser a nossa melhor marcadora com 2 golos. Na próxima jornada as nossas meninas vão a Coimbra jogar com a Academica.

segunda-feira, 14 de novembro de 2022

Do dilúvio de golos falhados para acabar a tremer


A noite de inverno antecipado em Famalicão acabou com mais três pontos importantes arrecadados para o tão necessitado cofre o Leão. Uma vitória mais do que justa, pelo que as equipas fizeram em campo, mas uma vitória à Sporting: do esbanjamento de oportunidades clarinhas com a água que caia dos céus da primeira parte até ao final de "valha-nos Nª Srª dos Aflitos"  da segunda. E, para não fugir ao guião da época, mais um golo fortuito, resultante de uma tabela que engana Adán e foge até ao interior da baliza, a contribui para a agonia final.

O intervalo no campeonato vem mesmo a calhar. É tempo de lavar a alma, respirar fundo e repensar sem "envelopes fechados" praticamente tudo. O bom futebol acontece a espaços mas rapidamente alterna para uma fragilidade evidente e confrangedora para a qual contribui seguramente o enorme volume de golos falhados de forma quase infantil. Este Sporting é uma equipa demasiado exposta, demasiado insegura e que tem sido pouco eficaz. Mesmo quando marca mais do que um golo, fica a dever si mesmo quase sempre outros tantos ou até mais. E isso tem significado uma factura pesada em resultados adversos e no lugar na tabela.

sexta-feira, 11 de novembro de 2022

É preciso Catar para ver Sporting na selecção de Santos


A ausência de jogadores do Sporting na convocatória para uma fase final de um campeonato do Mundo é inédita mas não é surpreendente. Neste momento não há nenhum jogador português do nosso plantel que viva um momento de forma que o torne num indiscutível na lista de Fernando Santos. O mesmo não quer dizer que Gonçalo Inácio, Pote ou até o sempre ignorado Nuno Santos fariam pior que alguns que têm bilhete para o Catar. 

Se aceita, por isso, o critério do seleccionador nesta convocatória, já não se percebe porque ignorou Inácio na época do título e adoptou o mesmo comportamento relativamente a Pote, o melhor marcador do campeonato. Mas talvez mais intrigante seja o que aconteceu com João Mário, a quem bastou mudar para o outro lado da estrada para voltar a ser convocado.

Há quem entenda que, para o actual momento, o melhor que poderia acontecer  ao Sporting é que os jogadores portugueses permaneçam em Alcochete para uma espécie de "reset" à época, aproveitando a paragem do campeonato. À falta de alternativa melhor, que assim suceda. Porém a mensagem que fica é que para quem joga no Sporting é que as portas da selecção são muito mais difíceis de abrir do que para outros de outras origens e ainda que se apresentem na pré-reforma e ainda a coxear, como é o caso de Pepe.

A representação leonina deverá ser assegurada por Morita, Ugarte, Coates e Fatawu. Para ver Sporting na selecção de Santos é preciso catar até às suas origens. Não são dois ou três, como ontem, num canal um jornalista (!) se preparava para comentar, mas sim 8: Rui Patrício, William, Rafael Leão, Ronaldo, João Mário, Matheus, Nunes Nuno Mendes, Palhinha.

terça-feira, 8 de novembro de 2022

A próxima eliminatória da LE traz saudades de Jardel & Cia


O encontro do play-off da Liga Europa traz um regresso à Dinamarca, a casa do Midtjylland e saudades de Jardel. A única vez que os dois clubes se encontraram até hoje foi no fatídico dia de 11 de Setembro de 2001. Enquanto o mundo assistia estupefacto à queda das torres gémeas em Nova Iorque a equipa do Sporting levantava para um voo estratosférico, que terminaria com a aterragem no Marquês e o titulo do campeonato 2001-2002 gravado no coração.

O pão nosso de cada dia foi-nos dado frequentemente por Jardel. No jogo na Dinamarca apontaria o primeiro golo europeu de verde e branco, num total 55 golos em 42 jogos nessa época. O João Pinto era o seu escudeiro-mor, o André Cruz ainda apontava livres para o Baía ver passar, o Hugo Viana e o Quaresma eram uns meninos, Pedro Barbosa ainda oferecia croissants em slalons, Tiago era um dos guarda-redes, hoje um dos treinadores, o Niculae ainda não se tinha lesionado e o Sá Pinto ainda não tinha ido ao Jamor ...

Talvez o Midtjylland fosse o adversário mais desejado nesta altura da prova. Mas esta é a equipa que em Setembro "espetou" cinco  à Lázio e terminou o grupo de apuramento com os mesmos pontos do vencedor Feyenoord. Isto apesar de, na competição caseira, estar a fazer um campeonato abaixo das expectativas. Mas isso também nós, não é?

Daí que esta seja uma eliminatória que não trará qualquer glória, porque "estamos obrigados" a passar - seja lá o que isso for em futebol... - e, havendo algum descuido, estaremos condenados a sofrer um doloroso dissabor. Vale a pena lembrar que os jogos se disputarão a 16 de Fevereiro em Alvalade e a 23 na Dinamarca. O frio, por isso, pode ser um factor a ter em conta.

segunda-feira, 7 de novembro de 2022

Modalidades quatro jogos, quatro vitórias

autor:8

ANDEBOL
 
Quem começou a semana, no que às modalidades diz respeito, foi a equipa de andebol que, na terça-feira, se deslocou à Catalunha para defrontar o Granollers para a 2ª jornada da Liga Europeia da EHF, donde regressou com uma derrota por 29-32, perante uma equipa tradicionalmente muito forte do andebol espanhol. O jogo começou equilibrado até meio da 1ª parte, mas até ao intervalo os espanhóis abriram para uma diferença de 5 golos (17-12). Na 2ª parte a nossa equipa esteve bem melhor, tendo reduzido a diferença no marcador para os 3 golos no final. O capitão Salvador foi o nosso melhor marcador com 7 golos. A 3ª jornada só se disputa a 22 de Novembro indo à Croácia defrontar o Nexe que actualmente ocupa a primeira posição da tabela, juntamente com o Granollers, ambos com duas vitórias.
 
No sábado, a contar para a 7ª jornada do Campeonato Placard, deslocaram-se os nossos andebolistas a Santo Tirso para defrontar o GC Santo Tirso. Um jogo onde começou muito mal, não percebemos se por confiança excessiva, causando um certo relaxamento, se por algum cansaço devido ao desgaste do jogo a meio da semana bem como as respectivas viagens. Uma coisa é certa: o Sporting só conseguiu o seu primeiro golo quando já havia 10 minutos de jogo e perdia por 3-0. De qualquer modo as coisas melhoraram e já chegámos ao intervalo a vencer por 15-10. Uma segunda parte também algo incaracterística, se tínhamos vencido a primeira parte por 5 golos vencemos a segunda por 6 (19-13), o que permitiu os 34-23 finais. Kiko com 10 golos foi o nosso melhor marcador. Na próxima jornada receberemos no próximo sábado 12 no PJR o Póvoa.


 BASQUETEBOL

A nossa equipa de basquetebol iniciou a semana na quarta-feira indo até à Polonia defrontar, e vencer o Wloclawek por 85-73, no jogo respeitante à 4ª jornada do nosso grupo da FIBA Europe Cup, primeira da segunda volta. Defrontámos uma equipa que tinha ganho no PJR por 24 pontos de diferença. Só conseguimos vencer por metade (12 pontos), mas chegámos a estar lá perto, a cerca de 3 minutos do final do terceiro quarto vencíamos por 23 pontos (69-46), mas uma má entrada no último quarto, cinco pontos nos primeiros 8 minutos, originou uma perigosa aproximação dos polacos que a 48 segundos do final já tinham reduzido para 7 pontos a diferença (80-73). Aí os polacos “pararam” e nós ainda conseguimos marcar 5 pontos. Fenner com 23 pontos e Lovett com 19 foram os nossos melhores marcadores.Com este resultado o Sporting fica com os mesmos pontos do Wloclawek mas em desvantagem no confronto directo. Faltam duas jornadas para tentarmos conseguir o apuramento para a próxima fase da FIBA Europe Cup, ambas a serem disputadas no PJR, na segunda quinzena de Novembro. Tenhamos fé!

No sábado regressámos à Liga Betclic para no PJR defrontarmos o Lusitânia, num jogo que aparentava ser mais fácil do que realmente aconteceu. Começou bem a nossa equipa com um parcial de 32-19 no primeiro quarto, diferença de pontos fundamental para a vitória no desafio. O segundo quarto foi equilibrado tendo os açorianos reduzido a diferença pontual com que se chegou ao intervalo (39-47). Já no terceiro quarto a percentagem de lançamentos do Lusitânia permitiu-lhe uma aproximação perigosa com o terceiro quarto a terminarmos apenas com 3 pontos de vantagem (70-67). O quarto período começou uma serie de 6-0 para o Sporting seguido por um 0-8 que fez com que os nossos adversários passassem, pela primeira e única vez, para o comando do marcador a menos de 4 minutos do encontro (76-78). Nesta altura do jogo os leões acordaram e fizeram um 10-0, com 6 pontos de DJ Fenner, que resolveram o jogo, que terminou com um 90-83. Lovett com 18 pontos foi, mais uma vez, o melhor marcador.


VOLEIBOL

O voleibol também iniciou a sua semana de jogos na passada terça-feira indo defrontar fora de casa a AA Espinho, de onde regressou com uma vitória por 3-0, mas com uns parciais muito equilibrados (25-23, 25-21 e 25-23). Uma deslocação difícil onde os leões estiveram bem.

Já no sábado deslocámo-nos a Viana do Castelo onde obtivemos outra vitória por 3-0, mas com uns parciais menos equilibrados (25-15, 25-21 e 25-19). Esta foi a terceira vitória seguida da nossa equipa, após Afonso Seixas ter assumido a sua liderança. Na próxima quarta-feira dia 9 irão os leões do voleibol até à Estónia para defrontarem o Pärnu no jogo da 1ª mão dos 16 avos da CEV Challenger Cup.

A equipa feminina de voleibol do Sporting recebeu no PJR o Boavista, um clube com muita tradição na modalidade mas actualmente com uma equipa em formação, muito jovem. Vitória fácil por 3-0 (25-9, 25-11 e 25-12) mas onde a nossa equipa não facilitou. Facilitar em jogos mais fáceis é faltar ao respeito ao trabalho que se faz durante a semana e também à equipa adversária. No próximo sábado 12 as nossas meninas deslocam-se a Guimarães para defrontarem o Vitória local.


FUTSAL

O futsal leonino deslocou-se a Guimarães para defrontar o Candoso no regresso à Liga Placard. Um jogo sempre dominado pelo Sporting, rodando muito a equipa e fazendo descansar alguns jogadores mais utilizados, onde aos 12 minutos já ganhávamos por 2-0, mas um golo fortuito do Candoso fez o resultado ao intervalo 2-1. Uma segunda parte sempre controlada e onde fomos mais concretizadores e obtemos mais 3 golos sem resposta. Cavinato com 2 golos foi o melhor marcador da nossa equipa.

Já a equipa feminina de futsal também começou a semana na terça-feira recebendo o Feijó terminando o jogo com um empate 1-1. Já no passado sábado foi a casa do Quinta dos Lombos vencer por 9-0, com 4 golos de Debora Queiroz. No próximo jogo as meninas recebem o Povoense no sábado 12.

quarta-feira, 2 de novembro de 2022

A queda do cavalo dos Campeões para o burro da Liga Europa


A sensação de que qualquer decisão final sobre a classificação final do grupo do Sporting seria possível foi amplamente confirmada ontem pela sequência dos eventos: todos podiam ter sido apurados, quase todos poderiam cair fora das competições europeias. O Sporting esteve "em todos os lados", do primeiro ao último, acabando classificado para Liga Europa já quase com os jogadores a tomar banho.

Começando pelo fim, esta qualificação sabe a muito pouco, quase nada, depois do brilhante começo. Acabamos a fazer o caminho inverso do ano passado, e andar de burro em público depois de ter andado a cavalo não é propriamente um grande incentivo para o amor próprio. Mas há que, depois desta caída do cavalo, por-se novamente a pé, limpar o pó e continuar o caminho. Que pode e deve ser aproveitado para fazer crescer jogadores, quase todos eles de folhas quase virginais no que diz respeito a carimbos de Liga dos Campeões. Pior seria ficar de fora. Para a nossa actual realidade, especialmente da época em curso, a Liga Europa talvez até seja a competição adequada.

Sei que dizer isto estou a convocar "os exigentes", que são a nossa espécie de "terraplanistas", sabem tudo e o seu contrário, falam de uma realidade que ninguém vivo conhece  - a dum Sporting vencedor nas competições europeias, e até internas - só não dizem onde e quando o Sporting fez melhor do que nos últimos dois anos, de forma sustentada. 

Sobre o jogo de ontem há muito pouco a dizer. 

Houve um jogo até ao penalty inventado por uma equipa de arbitragem que pareceu vir articulada com um desígnio: espalhar cascas de bananas no caminho da nossa qualificação e empurrar os alemães. Nada de novo. É um "azar dos Távoras" que nos sucede sempre que encontramos os alemães em jogos decisivos. Invenção complementada com a uma expulsão perdoada, ainda com as equipas empatadas. O árbitro trouxe os alemães para o jogo, quando até ali pouco tinham feito para terem a "sorte" que tiveram.

Quando uma arbitragem erra apenas para um dos lados não preciso de um desenho para perceber o que se está a passar. Para mim o momento em que fica claro ao que vinha este esloveno foi a falta sobre o Paulinho, quando ele tinha acabado de ultrapassar um central e ficava numa posição privilegiada.O árbitro está bem colocado, não valida a falta  e cartão amarelo respectivo porque não quer. O penalty é do VAR. Ou seja, houve um trabalho de equipa que começou na nomeação. A UEFA prefere o Eintracht, levam milhares a todo o lado, são alemães, não são morenos nem pobres, são titulares da Liga Europa.

Outro jogo começou depois do empate. Aí veio ao de cima mais do que os erros de preparação da época as lesões de Ugarte e Nuno Santos. Com eles em campo o Sporting poderia ter respondido de outra forma. Ou talvez não. A minha dúvida reside na manutenção da opção por dois médios, que já o ano passado nos deixaram quase sem reacção com o Ajax e City e na segunda volta com  SLB e FCP (especialmente no jogo da Taça). Com Pote já a juntar os cacos e com Essugo é que seguramente não. Mas essa questão não se pôs com os com o Tottenham, por exemplo. Fica a questão para os "exigentes".

Ainda assim há que convir que ontem precisámos do Paulinho a fazer o que tão bem sabe - ligar o jogo - mas não foi feliz e mereceu atenção redobrada dos alemães, demonstrando reconhecimento da sua importância no nosso jogo. Precisámos do brilho de Edwards cuja lâmpada genial não se acendeu. E de uma equipa mais confiante em si mesma, o que, sabemos bem, não está a suceder.

Sobre Amorim, o planeamento da época, etc, falaremos depois. Neste momento parece-me mais adequado respirar duas vezes antes de dizer muito mais do que já foi dito.

segunda-feira, 31 de outubro de 2022

Modalidades: fim-de-semana vitorioso

Autor: 8
A semana “começou” na terça-feira com a nossa equipa de andebol a receber no PJR os austríacos do Alpla HC Hard e a vencer por 31-30. Começámos bem, mas após o 5-3, os nossos adversários com uma defesa 6-0 formada por jogadores muito fortes e com uma excelente circulação atacante e um bom trabalho dos pivots, foi dominando o marcador sempre até alcançarem os 8-13, altura em Ricardo Costa pede um timeout e Gaspar entra para a nossa baliza e aos poucos fomos recuperando até atingirmos o empate a 14, continuando o jogo equilibrado até ao intervalo em que se verificava um empate 18-18. O Sporting entrou bem na segunda parte e aos poucos foi ganhando vantagem graças à grande exibição de Manuel Gaspar, e da boa circulação em ataque da nossa equipa a libertar muitas a vezes os pontas, originando que a menos de 9 minutos do final ganhávamos por 5 golos de diferença (30-25). 

Nesta altura o técnico da equipa austríaca pediu um timeout e após isso, quando o jogo recomeçou, conseguiram anular o nosso domínio e foram-se aproximando perigosamente no marcador. O Sporting só conseguiu marcar mais um golo, a menos de 4 minutos do fim, e aos 29’35” de jogo os austríacos reduziram para 31-30, ficando a nossa equipa com 20 segundos para gerir. Os adversários apareceram com uma defesa homem-a-homem todo o campo, e a 9 segundos do fim Ricardo Costa pede um timeout para acalmar os nossos jogadores e definir como “gastar” os segundos finais. Mas aos 4 segundos Natan passa mal a bola, que é interceptada, mas quando, desesperadamente, o Hard vinha para o contra-ataque Francisco Tavares conseguiu recuperar a posse de bola e… o encontro terminou. Kiko com 7 e Folqués com 6 golos foram os melhores marcadores da equipa, mas Manuel Gaspar com algumas defesas “impossíveis” foi o grande garante da nossa vitória.

No sábado a nossa equipa recebeu o Académico de Viseu, equipa nitidamente mais fraca e que terminou com a nossa vitória por 39-19. Depois de um equilíbrio inicial, muito por acção do guarda-redes visiense que até aos 4-3 a nosso favor, cerca dos 10 minutos de jogo, tinha conseguido defender 3 livres de 7 metros e dois remates aos 6 metros, disparámos e fomos ganhando vantagem até atingirmos os 16-7 ao intervalo. Nesta primeira parte uma situação desagradável: Aos 11 minutos Edmilson, ao regressar ao chão depois de uma simulação de remate sem oposição, lesionou-se com alguma gravidade, tendo abandonado o campo nos braços dos companheiros não voltando ao jogo. Esperemos que recupere rápido. Uma segunda parte que confirmou tudo o que o jogo tinha demonstrado na primeira e que provocou um descanso a alguns dos nossos jogadores mais utilizados, atendendo a que na próxima terça-feira 1 se deslocam a Espanha para defrontarem a fortíssima equipa do Granollers, para a 2ª jornada da Liga Europeia da EHF. Mamadou Gassama com 6 golos foi o nosso melhor marcador.

Também o futsal começou os seus jogos a meio da semana na Croácia, com o início da disputa do seu grupo da UEFA Futsal Champions League onde defrontou duas equipas croatas e uma equipe cazaque. No primeiro jogo, na quarta-feira, defrontou o MNK Futsal Pula num jogo que serviu de adaptação ao piso e à bola, e que vencemos por 5-3. Falo da adaptação à bola porque nesta competição não há bola oficial e de entre as diferentes marcas a bola é escolhida pela equipa da casa, havendo sempre pequenas diferenças entre cada marca. Foi um jogo complicado contra uma boa equipa, com um excelente guarda-redes e que complicou muito o jogo da nossa equipa. A nossa equipa esteve sempre empatada ou a vencer por 1 golo, e, exceptuando 13 segundos após o quarto golo, apenas a 2’22” do fim conseguiu passar para dois golos de vantagem, após um bom remate de Pauleta.

Na quinta-feira defrontámos o Ayat FC, a equipa cazaque, vinda de um empate (2-2) na véspera com o Novo Vrijeme, a equipa de Makarska, cidade onde se disputou este grupo, que não resistiu a uma excelente 1ª parte da nossa equipa, que atingiu o intervalo a vencer por 5-1. Uma segunda parte mais tranquila permitiu o resultado final de 7-1.

No sábado na terceira e última jornada defrontámos a equipa da casa, o Novo Vrijeme, vencendo por 7-0, com 5-0 ao intervalo, e tal como no jogo anterior com uma excelente 1ª parte e mais tranquilidade na 2ª, garantindo o 1º lugar no Grupo e o estatuto de cabeça de série na Ronda de Elite, a fase seguinte da UEFA Futsal Champions League. No total dos 19 golos obtidos pela nossa equipa ao longo do torneio, Hugo Neves com 4 e Pauleta e Zicky com 3 cada, foram os mais concretizadores.

Também a equipa de basquetebol iniciou a semana na quarta-feira num jogo da 3ª jornada do nosso grupo da FIBA Europe Cup, perdendo na Finlândia com o Karhu Basket por 85-104, com uma péssima arbitragem, que além de uma desigualdade de critérios ao nível técnico, ainda conseguiu enervar os nossos atletas de tal modo que conseguiram marcar 7 faltas técnicas, desqualificando 2 jogadores leoninos com a segunda falta técnica. O jogo foi equilibrado até meio do primeiro quarto (13-13), mas a partir dai até ao final do quarto sofremos um 3-18 que originou um 16-31 no fim do período. No segundo quarto estivemos melhor conseguimos vencer por 3 pontos (24-21) chegando ao intervalo a perder por 12 pontos (40-52). No terceiro quarto novamente os finlandeses conseguiram alargar a diferença para 55-74, ajudados pelas 9 faltas pessoais e as 3 faltas técnicas assinaladas contra a nossa equipa neste quarto. O quarto final foi equilibrado (30-30) originando o resultado final. Não pensamos que a equipa adversária seja muito melhor que a nossa, mas defendem com uma agressividade extrema que os árbitros não castigavam, tendo um critério oposto em relação aos nossos jogadores. Fenner com 21 pontos foi o nosso melhor marcador.

No sábado a nossa equipa deslocou-se a Ovar vencendo a equipa local por 94-72. Um jogo sempre controlado pela nossa equipa que venceu os quatro quartos, os primeiros e terceiros por 4 pontos e o segundo e quarto por 7. Lovett foi o melhor marcador com 24 pontos. Um bom resultado numa deslocação sempre difícil, sabendo-se que a equipa vinha de uma deslocação longa e difícil e que vai para outra longa viagem até à Polonia para defrontar na próxima quarta-feira 2 o Wloclawek no início da 2ª volta do nosso grupo da FIBA Europe Cup.

A equipa de voleibol regressou ao PJR para receber a AA São Mamede e voltou às vitórias. Durante a semana houve acordo para a saída de Gersinho, sendo a equipa orientada neste jogo por José Seixas. Foi uma vitória fácil por 3-0 com os parciais de 25-17, 25-16 e 25-18. A próxima jornada trará a visita na terça-feira 1 a Espinho para defrontar a Académica local, onde ainda brilha o “nosso” Miguel Maia.

Também a equipa feminina esteve brilhante este fim de semana com duas vitorias, uma delas muito importante. No sábado recebeu no PJR o Club Sports Madeira e venceu facilmente por 3-0 (25-11, 25-18, 25-14). No domingo as leoas deslocaram-se à Luz e regressaram com uma brilhante e importante vitória por 3-1 (25-22, 15-25, 26-24 e 25-18). A nossa equipa entrou bem no 1º set, mas no 2º como que relaxou, possivelmente a guardar forças para os 3º e 4º sets. O 3º set vencido nas vantagens e um 4º set dominador que permitiu o 3-1 e a correspondente vitória das nossas leoas.

quinta-feira, 27 de outubro de 2022

Tottenham 1 - Sporting 1: uma boa dose de sorte para VARiar


Se está a ler este post é sinal que nenhum de nós foi vitima de um ataque fulminante, na sequência do golo de Kane, o citizen de sua majestade que, tal como o protagonista do filme de Orson Wells, teve o mundo a seus pés. Como bem sabemos, tudo não passou de uma ilusão e ainda por cima efémera. Com isto seria até muito provável que tivesse perdido leitores no seio do adeptos Spurs, se os tivesse, com o desgosto. Não mas não me surpreenderia porém que alguns dos nossos leitores, quem sabe muitos, só ontem ou até hoje tenham sabido que o Sporting não tinha perdido o jogo. 

Não é de todo improvável que a nossa sorte - a de não perder o jogo imerecidamente - a segundos do apito final se fique a dever em grande parte ao facto de, do outro lado, estar o Tottenham, que rivaliza connosco em fatalidades e acontecimentos "kármicos". Tanto assim é que quem marcou o golo que nos vale a sobrevivência na competição foi Edwards, um ex-jogador deles, um clássico que conhecemos bem. Neste dérby do infortúnio só faltou o Dier fazer um hattrick, o que até terá sucedido, só que desta feita, de golos falhados. Quem não pecou por falta de comparência foi o VAR,  ao salvar-nos no derradeiro toque do gongo. Estava esconjurado o "azar" com os franceses.

A primeira parte foi jogada por nós como se não tivesse havido apito final no jogo de Alvalade. Lição bem estudada, equipa concentrada e personalizada, show de Edwards. Outro galo cantaria na segunda parte e esse foi do Tottenham. Não o do emblema do clube londrino, mas o da superioridade física e individual de que Conte dispõe no seu plantel, atiçados pelo resultado desfavorável à vista dos seus. 

Nessa altura fez-se notar a exiguidade e excesso de verdura para estas andanças. O banco que Amorim tinha à disposição não lhe concedia grandes veleidades e quando ele foi obrigado a refrescar a equipa o Sporting ficou quase sempre remetido às cordas, embora quando delas conseguiu sair ainda teve oportunidade de por selo e lacre no resultado final. E  por duas vezes (Nazinho) e meia (Fatawu). Porém, num lance infeliz de Adán, o empate acabaria por surgir. 

A invalidação do golo de Kane acaba por ser justa para todos nós e em particular para Ugarte. Senhor de uma exibição enorme, o seu nome não ficará ligado a uma derrota amarga e dolorosa. A presença tutelar do Capitão Coates e a inteligência e influência tão decisiva como invisível de Paulinho - sobretudo aos olhos dos que medem os avançados aos palmos dos golos - ficam nas notas individuais elevadas. 

O futuro continua já a seguir com o lançamento de dois miúdos (no banco só Rochinha e St. Just não o eram) que, no entanto, deixaram à evidência o risco destas apostas em jogadores com estas características. O futebol da Liga dos Campeões já é difícil para os experimentados, muito mais é para os caloiros e nem todos se chamam Nani, Figo ou Ronaldo.

terça-feira, 25 de outubro de 2022

Magazine Modalidades: um triunfo épico e outras histórias

Esta semana para o basquetebol leonino começou na quarta-feira na Hungria onde defrontou o Egis Kormend e de onde veio com uma difícil vitória por 99-98, a ser conseguida por Lovett, com um triplo em cima da buzina. Um jogo algo confuso, onde ambas as equipais tiveram várias “paragens do cérebro” ficando largos períodos sem pontuarem permitindo aos opositores a aproximação, ou o afastamento, no marcador. A maior diferença cifrou-se em 10 pontos a favor da equipa húngara, ainda no 1º quarto (14-24), mas os leões recuperaram e chegaram ao fim do quarto a vencer por 31-28. Aliás os nossos jogadores venceram todos os quartos por 3 ou 4 pontos, excepto o 2º que perderam por 9 pontos de diferença. Neste quarto aos 5 minutos ganhávamos por 7 pontos e acabámos a perder por 6 (6-19 nestes 5 minutos) numa daquelas “paragens” referidas. 

E foi seguindo assim até cerca de 3 minutos do fim do jogo onde parámos quando ganhávamos por 6 pontos e só “acordámos” a 12 segundos do fim onde já perdíamos por 4, e um triplo de Lovett permitiu reduzir para 1. A reposição da bola em jogo por parte dos húngaros permitiu que a nossa equipa fizesse uma falta a 2 segundos do final que provocou a ida para lance livres de um jogador adversário que só acertou o segundo lançamento. Com uma reposição longa Diogo Ventura conseguiu colocar a bola em Lovett, que a uma distância considerável, conseguiu converter mais um triplo que nos deu a vitória ao soar o apito final. Estes seis pontos contribuíram para Lovett ser o nosso melhor marcador neste encontro com 21 pontos.

Regressada a Portugal a nossa equipa deslocou-se no sábado a Esgueira para disputar o jogo relativo à 6ª jornada da Liga Betclic com a equipa local, onde venceu por 92-78, num jogo onde começámos mal perdendo o primeiro quarto por 7 pontos e ainda chegámos ao intervalo a perder (48-50). No terceiro quarto já tivemos um comportamento mais consoante com o valor da equipa e entrámos para os últimos 10 minutos já a vencer por 13 pontos. O ritmo do último quarto foi menos intenso, terminando o desafio com uma vitória por 14 pontos de diferença. Fenner com 19 pontos foi o nosso melhor marcador. Os leões do basquetebol viajam até à Finlandia para na próxima quarta-feira 26 defrontarem o Karhu Basket na 3ª jornada da FIBA Europe Cup, regressando para no próximo sábado 29 se deslocarem a Ovar para defrontarem a Ovarense na 7ª jornada da Liga Betclic.

O Futsal verde-e-branco começou a semana na quarta-feira 19 recebendo no Pavilhão João Rocha o FC Azemeis, num jogo relativo à 4ª jornada da Liga Placard, tornado fácil e que terminou com uma vitória por 10-1. Um jogo que permitiu o descanso de alguns atletas mais utilizados e que jovens jogadores começassem a habituar-se aos jogos da equipa principal. Neste aspecto de salientar as chamadas de Bruno Maior e de Duarte Correia. De anotar os 4 golos de Cavinato, e um golo “do outro mundo” marcado por Merlim, o nosso quarto golo.

No sábado deslocámo-nos a Oeiras, ao sempre difícil reduto dos Leões de Porto Salvo onde vencemos por 4-1, com 1-1 ao intervalo. Foi uma primeira parte equilibrada com a nossa equipa a abrir o marcador através de Guita, que depois de defender uma bola com um jogador isolado à sua frente iniciou um contra ataque que ele próprio viria a terminar com um golpe de calcanhar. Pouco depois os adversários conseguiram o empate através de um penalti erradamente marcado devido a uma mão, mas que foi fora da área. Para este resultado ao intervalo muito contribuiu o guarda redes de Porto Salvo, André Correia, com defesas impossíveis. A segunda parte continuou a ser equilibrada com a nossa equipa a conseguir obter 3 golos, o primeiro numa bomba de fora pelo Merlim, o segundo a terminar um rápido contra ataque por Pauleta, e o terceiro numa jogada toda ao primeiro toque por Hugo Neves. De salientar também, além do golo que marcou, a excelente exibição de Guita.

A partir de quarta-feira 26 vamos até à Croácia, no âmbito da UEFA Futsal Champions League, para defrontarmos os croatas do MNK Futsal Pula, na quinta-feira 27 defrontamos os cazaques do SK Ayat, e no sábado 29, outros croatas, o Novo Vrijeme Makarska. Confiemos!

A equipa leonina de andebol, num jogo a contar para a 5ª jornada do Campeonato Placard, foi defrontar a AA Avanca, no seu terreno, tendo vencido por 33-26. Com um início de jogo equilibrado, a meio da primeira parte a nossa equipa disparou chegando ao intervalo a vencer por 19-12. Na segunda parte também continuámos forte chegando aos 11 golos de diferença.

Depois houve uma descontracção geral que permitiu que o adversário reduzisse para os sete golos de diferença finais, sem nunca pôr em dúvida a nossa vitória. O capitão Salvador com 6 golos foi o melhor marcador da equipa.

É já na terça-feira 25 que a nossa equipa disputa o primeiro jogo da fase de grupos da Liga Europeia da EHF defrontando no PJR os austríacos do HC Hard, recebendo no sábado 29 o Ac Viseu em jogo a contar para a 6ª jornada do Campeonato Placard.

Já a equipa masculina de voleibol foi à casa do Castelo da Maia disputar o jogo relativo à 3ª jornada da Liga Una Seguros e veio de lá com uma derrota por 3-0, com derrotas nos dois primeiros sets por 3 e 2 pontos, mas com um terceiro set muito desequilibrado. Esperamos mais desta equipa que no próximo sábado 29 vai receber o São Mamede, indo na terça-feira 1 a Espinho visitar a Académica local, onde ainda brilha o “nosso” Miguel Maia. Esperemos duas vitórias.

Já a equipa feminina deslocou-se a Famalicão para a 4ª jornada da Liga Lidl e trousse de lá uma vitória por 3-0, com uns parciais bastante dilatados. No próximo fim de semana teremos pela frente dois adversários bem mais difíceis. No sábado 29 recebemos no PJR o Sports Madeira e no domingo 30 deslocamo-nos ao pavilhão da Luz. Confiemos!

Uma palavra para João Mansos que no último domingo se sagrou Campeão Nacional de triatlo, repetindo um título, que já com a camisola do Sporting, tinha obtido em 2018.

Como nota final mas não menos importante:


Leões do #FutsalSCP premiados na XXI edição dos Portugal Futsal Awards, prémios atribuídos pela revista Futsal Planet

🏆 Merlim - melhor jogador
🏆 Nuno Dias - melhor treinador
🏆 Guitta - melhor guarda-redes
🏆 Erick - melhor jogador português
🏆 Zicky - melhor jogador jovem
🏆Sporting Clube de Portugal: Melhor clube

segunda-feira, 24 de outubro de 2022

A Casa onde todos ficaram a piar


Devíamos estar a falar do retorno do Sporting às melhores exibições, talvez a conjugação de melhor exibição / melhor resultado desde o jogo com o Portimonense. Isto a nível doméstico, uma vez que a exibição contra o Tottenham foi seguramente das mais consistentes com que fomos presenteados nos últimos anos, ante um adversário com um "andamento" e plantel muito acima do que há por cá.

Porém o que infelizmente acaba por estar no centro das atenções  é o ocorrido na bancada sul. O sucedido deixou toda a gente a piar uma opinião, um veredicto, este é o meu. Tudo terá começado com os assobios à equipa, os insultos ao presidente, a pirotecnia e as duas cargas policiais que se seguiram. Quem ganhou com tudo isto? O Sporting não foi de certeza.

Comecemos onde tudo começou, na atuação da Juve Leo. Deixo para mais abaixo a discussão sobre a pirotecnia. Não tendo estado no estádio há muita informação que me falta para poder comentar de forma justa e equilibrada. E tenho a sensação que ainda que tivesse estado essa possibilidade continuaria a existir, uma vez que há relatos de actuação prévia ao jogo por parte da PSP, junto da sede da JL, conhecida como "casinha".  

Parece que tudo terá tido origem na pirotecnia, mas também nas tarjas claramente dirigidas à policia, nomeadamente o "1312", um acrónimo para ACAB (all cops are bastard) é há muito usado pelos adeptos, especialmente no "fenómeno ultra". É "notável" que a atenção da policia se concentre tanto nas nossas claques, quando se sabe pouco ou nada relativamente às dos nossos rivais, e não é por não se fazerem notar...

A violência policial terá ocorrido como resposta à primeira intervenção e quando os elementos da policia foram despedidos à cadeirada. É o que se costuma dizer "estar mesmo a pedi-las", uma vez que a escalada da resposta por parte da PSP seria mais que óbvia. Daí que as queixas da JL não colhem, quem semeia ventos...

Quem se pode queixar e com toda a propriedade foi quem foi apanhado na enxurrada. Para a PSP e para a JL a lógica da violência não passa de "um dia normal no escritório". Para a generalidade dos adeptos é só mesmo isso: violência exercida num local que procuramos para nos divertir e, sobretudo, viver a paixão pelo nosso Sporting. A JL deu o pretexto que a PSP queria para descarregar a adrenalina acumulada pelos dias fechados nos quartéis, porque é cada vez mais raro ver policiamento na rua. Mas quando há futebol, parece que saem debaixo das pedras da calçada, numa exibição de força e material dignos de um país em estado de sitio.

Foi muito comentado o facto de em alguns sectores terem existido aplausos à intervenção da PSP. Não é bonito de ser ver, nunca o faria, mas é uma resposta ao que estava a ser a actuação da JL até ali, e totalmente ao arrepio do que deveria ser o que se espera de um "grupo de apoio" do clube. Se é para assobiar a equipa ou insultar o presidente talvez seja melhor fazer um protocolo com os SD ou os NN. Mas, pensando melhor, onde, quando, e por quem, mais episódios como este têm sucedido com mais frequência, senão em Alvalade e pelas claques? Com amigos destes, quem precisa de inimigos?

Isso leva-me ao comunicado emitido pelo CD, na sequência destes tristes acontecimentos. Este é omisso relativamente à carga policial e, quanto a mim, mal. Razões:

Por poder ser-lhe colada a autoria moral da carga policial, como aliás já está a acontecer nas redes sociais.

Por abrir a porta à ideia que em Alvalade a policia tem "bar aberto" para cascar nos adeptos, como aliás temos visto vezes sem conta, quando o mesmo não sucede nos outros estádios, especialmente nos dos nossos rivais. Ainda no recente clássico houve pirotecnia e não houve carga policial. E quanto a mim bem, porque a possibilidade de existir uma tragédia, como tantas outras que conhecemos, seria muito real.

Quanto ao cancelamento do protocolo com a JL só está a acontecer aquilo que Frederico Varandas havia prometido na sequência de uma entrevista, por altura da reeleição. Quem estiver para apoiar o Sporting terá esse apoio reconhecido e contrário também sucederá. É mau para todos, imaginam-se as cenas dos próximos capítulos, mas é também a mensagem adequada para a JL:  não haverá impunidade. 

Por último o "problema da pirotecnia". O governo já prometeu criminalizar este tipo de actividade, misturando no mesmo saco coisas que são completamente inofensivas com artefactos perigosos. Uma forma preguiçosa de actuar muito discutível. Porém, o que ressalta deste episódio, é que, não estando nenhuma lei ainda em vigor, a actuação da policia foi justificada pela necessidade de "proteger a integridade fisica dos espectadores" e pelo "teor ofensivo para as forças policiais" de algumas tarjas. 

Muito discutível esta legitimidade para intervir, porém o que ficou mais saliente é que a própria carga policial inicial esteve longe de "proteger a integridade física dos espectadores" e a segunda funcionou exactamente ao contrário, ainda que motivada pela cadeirada com que foram recebidos. Vamos ver o que vai acontecer nos outros estádios...

Foto: PATRICIA DE MELO MOREIRA Crédito: AFP

quarta-feira, 19 de outubro de 2022

A culpa não morrerá solteira, nem virgem e provavelmente até é poligâmica


Amorim tem um passado curto no Sporting mas recheado de conferências de imprensa que podiam muito bem constar de manuais de bem comunicar. Porém, houve um momento este ano em que pareceu que a pimenta lhe chegou ao nariz e, com o acumular de resultados negativos, tem-se mantido num registo dúbio, equívoco, aberto às mais variadas interpretações. 

Ora, para quem conhece o Sporting, como ele tão bem como surpreendentemente vinha demonstrando, é dar gás às teorias mirabolantes, aos profetas da desgraça, tudólogos e os "já sabia", "eu avisei", "estava-se mesmo a ver". É por isso que, de domingo para cá, nasceu um manancial de candidatos para casar com a culpa que Amorim assegurou que não vai morrer solteira. Esta, de domingo para cá, já foi casada com:

O Varandas que apesar de ter ido buscar o Amorim, ter sido campeão, e acumulado "mais umas tacitas"  não percebe nada disto. 

Com o Viana, que apesar do seu trabalho estar ligado à conquista do titulo e "mais umas tacitas", "não se percebe o que lá anda fazer"

Com o Paulinho (tinha que ser...). Um jogador que de Braga se anunciou a selecção e que entre nós é o anticristo. 

Outros haverá. Mas com tantos casamentos a culpa é já poligâmica e virgem certamente já não será.

Do que retiro no imediato é que, tal como havia dito aqui em post anterior, é que a crise de resultados, indiscutível face ao esperado, afectou claramente  Rúben Amorim e isso nota-se no discurso. Outro exemplo está na declaração extemporânea de que o Sporting não irá ao mercado de inverno, quando é ainda cedo para saber em que posição estaremos nessa altura e que ambições poderemos ainda acalentar. Nós, tal como os nossos adversários directos, com alguns jogadores preponderantes a participarem no campeonato do Mundo, sem se saber como dele sairão. É ainda cedo para atirar a toalha ao chão e ou para anunciar "novos ciclos" a meio de outubro.

Não é esta a altura de fazer balanços ainda por cima com o barco leonino a atravessar um mar de maus resultados. E talvez em vez de culpas fosse melhor falar em responsabilidades e aí todos os envolvidos terão que avaliar o seu desempenho. O  pior é buscar a explicações simples para o que está longe de o ser. Tal como nos aviões, os desastres geralmente não acontecem por uma única causa, mas por falhas consecutivas acumuladas. E no futebol há ainda que acrescentar o factor sorte/azar.  Ou estabelecer relações causais entre eventos / resultados cujas razões não são as mesmas. 

Por exemplo:

Pode haver alguma relação entre "a época foi mal preparada" com a derrota com o Varzim, uma equipa duas divisões abaixo de nós? Não me parece, ainda que o Varzim fosse da mesma divisão... Ou que o Matheus Nunes isto, o Palhinha aquilo. Para ganhar ao Varzim???

"Vendemos jogadores que não foram devidamente substituídos". Tendo a concordar, mas o futebol está sempre pronto para nos deixar mais interrogações. Com Palhinha, Matheus Nunes e Sarabia sofremos derrotas humilhantes (City, Ajax) e este ano, sem eles, conseguimos dos melhores resultados de sempre na Champions, estreando-nos a ganhar na Alemanha e vencendo uma das melhores equipas até agora da Premier. Já quase ninguém se lembra. Mas perdemos com o Chaves, Boavista e... Varzim.
 
Esta é a altura de falar menos e pensar mais. Perceber como se perdeu a virtude de bem defender, uma das que estiveram na base do título nacional, sofrendo poucos golos, para sofrer quase sempre. Como se sofreram golos em tudo semelhantes com o Braga ((Niakaté), Chaves (Steven Vitória) e agora com o Varzim. Porque se remata tão pouco, de forma enquadrada com a baliza, apesar de tanta posse de bola e jogo carrilado no último terço. Um factor comum nas derrotas com o Chaves, Boavista e... Varzim.

terça-feira, 18 de outubro de 2022

Modalidades: imbatíveis em mais um derby e outras histórias


Autor: 8

 Num fim de semana onde as principais equipas de andebol e de hóquei não jogaram devido à
programação das selecções nacionais o futsal foi mais uma vez a “estrela da companhia”.
Apesar de não ter regressado do pavilhão da Luz com uma vitória, o comportamento dos nossos
jogadores foi brilhante. Lutando contra uma equipa que teve sempre sete “jogadores” em campo,
mesmo assim conseguiu o empate, com o golo obtido pelo Anton Sokolov, a 23 segundos do fim,
quando já jogávamos com o capitão João Matos a guarda redes avançado. Não sei se foi estratégia de
Nuno Dias, ou se foi obra do acaso, mas o empate apenas a 23 segundos do fim fez que os “jogadores”
enviados pela FPF não tivessem tempo de inventarem mais livres diretos numa tentativa de Bernardo
Paçó ser ultrapassado, ele que já tinha defendido dois.

Além de todos os elementos que formaram a equipa leonina uma palavra especial para Diogo Santos,
um jovem de 19 anos que após uma paragem por lesão de oito meses, esteve muito bem quando foi
chamado pela primeira vez a estas andanças. Na próxima quarta-feira 19 a nossa equipa recebe o FC
Azemeis e no próximo sábado 22 visitamos os Leões de Porto Salvo.

A equipa de basquetebol, a meio da semana no Pavilhão João Rocha, defrontou na 1ª jornada da fase de
grupos da FIBA Europe Cup os polacos do Wloclawek. Uma equipa fortíssima, com uma percentagem de
lançamentos de três pontos verdadeiramente espectacular que nos venceu por 89-113. A diferença
principal deste resultado é devida aos 42 pontos obtidos nos primeiros dez minutos do desafio (23-
42).Os restantes três quartos foram muito mais equilibrados apesar dos polacos terem vencido todos
mas por margens mínimas (1, 3 e 1 pontos). Travante com 21 pontos e Fenner com 15 foram os
melhores marcadores da nossa equipa.

Já no passado domingo recebemos e vencemos o Vitória de Guimarães por 114-83, mais uma vez com
Fenner (20 pontos) e Travante (19 pontos) a serem os melhores marcadores da equipa. De salientar
também os 18 minutos do jovem João Troni que conseguiu 10 pontos. Um jogo em que um primeiro
quarto foi equilibrado, apesar do Sporting sair com 5 pontos de vantagem, mas nos dois quartos
seguintes a vantagem foi aumentando para atingir os 30 pontos com que se entrou no último quarto
novamente equilibrado. Um resultado final melhor que o alcançado na disputa do Troféu Stromp com o
mesmo adversário, cerca de um mês atrás.

A nossa equipa desloca-se à Hungria na próxima quarta-feira 19 para defrontar o Egis Kormend, jogo
relativo à 2ª jornada da fase de grupos da FIBA Europe Cup, regressando a Portugal para ir jogar no
próximo sábado 22 a Esgueira defrontar o clube local em jogo relativo à 6ª jornada da Liga Betclic.


A equipa masculina de voleibol deslocou-se à Ilha Terceira, para defrontar o Fonte do Bastardo, forte
equipa açoriana, acabada de vencer a Supertaça, não conseguindo evitar a derrota por 0-3, com uns
parciais algo dilatados (14-25, 21-25 e 19-25). Esperávamos melhor. No próximo sábado 22 iremos
defrontar outra equipa carismática do voleibol português, o Castelo da Maia, no seu reduto.

A equipa feminina disputou as 2ª e 3ª jornadas da Liga Lidl recebendo o Sporting de Espinho e o
AJM/Porto. Se no sábado vencemos categoricamente as espinhenses por 3-0, já no domingo perante as
campeãs nacionais perdemos por 1-3, num jogo em que as nossas meninas deram a luta possível,
perdendo a hipótese de ir à negra nas vantagens do quarto set (20-25, 25-15, 20-25 e 24-26).
Acreditamos nesta equipa!

Uma nota positiva, apesar da derrota: o regresso do râguebi sénior masculino do Sporting! Num jogo
relativo à Taça de Portugal defrontámos o RC Belas e perdemos por 12-39. Não fico satisfeito com o
resultado mas fico muito satisfeito pelo Sporting voltar ao râguebi sénior.

segunda-feira, 17 de outubro de 2022

Maré Negra


Não há adjectivos suficientemente fortes no léxico à minha disposição para qualificar a decepção causada pela eliminação da Taça de Portugal logo na sua primeira jornada. Perder é sempre um dos resultados possíveis quando se trata de um jogo, que o futebol ainda é. Mas ontem não foi um dia de azar, tão pródigos na nossa história. Ontem o Sporting perde praticamente sem criar verdadeiros lances de perigo ou oportunidades reais. Tudo isto perante um adversário dois escalões abaixo do nosso, com meios reduzidos e atravessar uma das maiores crises da sua instituição. Ao Varzim endereço os meus parabéns, pois souberam merecer o prémio alcançado.

Mais uma vez ficamos a dever a nós mesmos mais este resultado aziago, na linha de outros obtidos este ano. Como é habitual nestas circunstâncias elaboram-se as mais diversas teorias para justificar o sucedido, que vão desde análises à forma como época foi preparada, especulam-se sobre desavenças internas, do balneário à relação treinador / direcção, até explicações cabalísticas e suspeitas conspirativas. Porém, tudo se resume à expressão mais simples: o Sporting não jogou um caracol!

E quem melhor que o treinador adversário para explicar o sucedido: 

Detetámos na nossa análise que o Sporting era fortíssimo a encontrar o jogo interior. E a partir desse momento, quando o jogador consegue rodar e se vira para a frente, geralmente as linhas defensivas eram fixadas. O nosso foco para este jogo era nunca desmontar a linha defensiva e os médios tinham por missão tapar sempre que a bola entrasse por dentro», começou por explicar Tiago Margarido, detalhando em seguida outro aspeto relevante: «Os médios estavam compactos e a linha defensiva estava mais preocupada com a profundidade e não tanto com o espaço entrelinhas. A bola entrou mais vezes por fora e estávamos confortáveis com isso porque tínhamos três centrais fortes no jogo aéreo. Apesar de o Paulinho ser forte no jogo aéreo, trabalhámos cruzamentos esta semana e felizmente conseguimos anulá-los dessa forma.

O que fez o Sporting para contrariar isto. Cruzar, cruzar, cruzar. Ricardo, o veterano guarda-redes varzinista acabou por ter uma noite à controlador aéreo: era ver a bola passar, para esquerda e para a direita e vice-versa. Sem ver as estatísticas fiquei com ideia que remates enquadrados só aconteceram no período complementar e sempre sem grande perigo. A presença na área era custeada por Paulinho, que tem carregar às costas o odioso do resultado "porque não marcou" mas ninguém quer responder a "quantas vezes foi servido?" para o poder fazer.  Fica a pergunta: se é para usar o cruzamento como arma preferencial ou alternativa à porta fechada ao jogo anterior, não faltará presença fisica, em número e altura, para dar sequência a esse recurso constante?

Rúben Amorim já se apressou a dizer na conferência de imprensa que não haverá idas ao mercado. A mensagem foi percebida: não haverá um outro ponta-de-lança para se juntar a Paulinho. Na linha da conferência prévia ao jogo, em que Amorim confessou a sua teimosia. Com pena minha, que o quero por muitos e bons anos no sitio onde está, e que tanto já nos deu.  Preferia que continuasse apenas convicto, a teimosia está a desviá-lo do sucesso. A ele e a nós.

quinta-feira, 13 de outubro de 2022

Como se diz "esgar de dor" em francês?


Deve-me ter passado despercebido o protocolo estabelecido com o Marselha, onde ficou determinado que em ambos os jogos da jornada dupla, um dos nossos jogadores teria que se fazer expulsar de forma caricata, a roçar o absurdo, algures a partir dos vinte minutos. Se o protocolo foi estabelecido,mesmo que de forma tácita, temos pelo o consolo, ainda que triste, de não faltar ao acordado.

Quanto ao resto temos que agradecer ao Adán primeiro, e ao Esgaio ontem, terem criado uma crise, porque é na crise que nos sentimos melhor. Todos temos diagnósticos para explicar como entramos nela e ideias e soluções para dela sair. Perceber que perdemos dois jogos por dois erros grosseiros, e pelo menos os do Adán totalmente imprevisíveis, seria demasiado simples e deixaria pouco espaço para "discursar".

Mas há mais boas noticias: o Esgaio não joga em Londres. O meu cardiologista agradece. O Pote também não, terá assim tempo para pensar que a jogar assim está a dar razão ao Fernando Santos. 

Também tenho más noticias: estes dois resultados afectaram Rúben Amorim. A tradicional lucidez e perspicácia com que comunica não tem estado sempre presente nas suas aparições mais recentes. Ontem foi talvez a pior de sempre. Via-se no seu semblante e linguagem corporal que o jogo deixou marcas. Olha, afinal deus - a forma como, por gratidão e reconhecimento o trato - é humano, é a conclusão a tirar.

Como se diz "esgar de dor" em francês?

terça-feira, 11 de outubro de 2022

Fim-de-semana de vitórias

Este fim de semana foi um fim de semana de êxitos das principais equipas leoninas das modalidades. 

Autor: 8

 
Comecemos pelo hóquei em que a nossa equipa, com uma boa exibição, conseguiu vencer o Valongo, num recinto sempre muito difícil, por 5-3, em que foi fundamental a excelente primeira parte onde, depois de um primeiro golo do adversário conseguimos marcar quatro para atingirmos o intervalo a vencer por 4-1. Na segunda parte onde o Valongo conseguiu dois golos, reduzindo para um golo de diferença a nossa vantagem, Gonzalo Romero obteve o seu segundo golo na partida a seis minutos do fim estabelecendo o resultado final. O Campeonato Placard vai agora parar, para a selecção ir disputar o Mundial, só voltando em meados de Novembro.


A equipa de voleibol estreou-se na Liga, defrontando o Vitória de Guimarães, no Pavilhão João Rocha. Um jogo bastante equilibrado que terminou com a nossa vitória por 3-2, com 15-10 na negra, sendo esta a maior diferença registada em todo o encontro. Os dois primeiros sets caíram para o lado dos vimaranenses, por 3 e 2 pontos de diferença. Os adeptos presentes no PJR temiam o pior mas a nossa equipa soube reagir bem, não se entregando e vencendo os dois sets seguintes também por 3 e 2 pontos de diferença. Na negra os nossos jogadores conseguiram ultrapassar as dificuldades que os bloqueadores do Vitória tinham criado até aí, e embalaram para a merecida vitória final. Uma palavra para a homenagem justa e merecida que, antes do jogo começar, o Sporting fez ao nosso antigo jogador e capitão João Fidalgo, actualmente libero do Vitória SC. O próximo jogo será no próximo sábado 15, nos Açores, para defrontarmos o Fonte Bastardo, num jogo que se perspectiva como muito difícil.

Quem foi aos Açores este fim de semana, na 1ª jornada da Liga Lidl, vencer o Clube Kairós por 3-1, depois de ter perdido o primeiro set, foi a equipa feminina de voleibol, que tem no próximo fim de semana a visita de duas fortes equipas, no sábado o Sporting de Espinho e no domingo a AJM/FC Porto. Confiemos!

A equipa de basquetebol foi à Póvoa de Varzim derrotar a equipa local por 94-79. Uma vitória conseguida com base no 3º quarto onde “vencemos” por 12 pontos de diferença (28/16), que junto aos quatro pontos a mais conseguidos no 1º quarto (28-24), fizeram mais que a diferença com que terminou a partida, porque no 2º quarto “perdemos” por um ponto (23-24) e no último quarto as equipas marcaram o mesmo número de pontos (15). Num jogo com uma péssima arbitragem, Travante e Lovett foram os melhores marcadores, com 19 pontos cada. A equipa vai estrear-se na Fase de Grupos da FIBA Europe Cup, defrontando os polacos do Wloclawek, na próxima quarta-feira 12 no PJR pelas 17:30. Excelente oportunidade para quem venha assistir ao jogo com o Marselha em futebol possa vir um pouco mais cedo e apoiar a equipa de basquetebol. Para a Liga o próximo jogo também será no PJR no próximo domingo 16, com o Vitória de Guimarães.


Para a 4ª jornada do Campeonato Placard a equipa de andebol recebeu a equipa do Gaia, que equilibrou o jogo até perto do intervalo, onde já chegou a perder por 20-16. Na segunda parte o Sporting entrou mais forte e foi dilatando o marcador até aos 39-25 finais. Etienne, Salvador e Kiko Costa com seis golos cada foram os melhores marcadores num encontro em que o guarda-redes Manuel Gaspar também esteve muito bem, tendo ainda conseguido um golo. O Campeonato Placard é interrompido devido a compromissos das selecções recomeçando a 22 de Outubro com a visita da nossa equipa a casa do Avanca.

Menos positivas neste fim de semana foram a estreia no campeonato da equipa feminina de râguebi, que vinda da conquista da Supertaça respectiva a meio da semana, perdeu com o Benfica por 0-22, e a ida da equipa futsal feminina a Fafe disputar a 3ª jornada da Liga Placard de onde saiu derrotada pelo Nun’Alvares por 1-6, a sua primeira derrota. Melhores dias virão!!!

domingo, 9 de outubro de 2022

Ressaca europeia


A viagem aos Açores significava o regresso ao local onde o ano passado começamos a dizer adeus ao título, com a derrota de todo inesperada e que pôs fim a um trajecto que até ali estava a ser quase perfeito, jogos europeus à parte. Além desse enquadramento histórico de má memória o jogo acontecia na ressaca de uma passagem por Marselha à  "Velho Sporting": tudo o que podia correr mal correu muito pior do que a nossa imaginação, ainda que fértil e bem treinada por eventos catastróficos anteriores, nos poderia proporcionar.

Ora seria precisamente o protagonista de Marselha que assumiria novamente o papel principal, só que, desta feita, com as deixas bem decoradas e sem números gagos. Sim, de guardião a coveiro até novamente guardião foi uma viagem de poucos dias, mas muitas emoções. Este é o papel em que reconhecemos Adán e que ele construiu com muitas e sólidas exibições. Todos podemos aprender com este episódio, incluindo eu, que defenderia o descanso de Adán durante este fim-de-semana, até para dar minutos a Franco Israel. A decisão de Amorim foi a mais correcta e Adán mostrou fibra de campeão.

No mais foi notório, especialmente na segunda parte, o cansaço físico e mental da equipa, o que acontece frequentemente após os compromissos europeus e de um jogo de má memória e que, ainda por cima, foi jogado em inferioridade numérica durante quase 70 minutos.

Mas, para lá do adversário, que soube aproveitar as nossas fraquezas, fazendo-nos sofrer, houve que estivesse à altura da fama e do proveito ganhos jogos após jogos com o Sporting. Falo de Artur Soares Dias, o árbitro, e de Hélder Malheiro, o VAR. Tiveram azar, aquele golo do Santa Clara devia ter surgido mais cedo para o respectivo trabalho poder ser dado como concluído com êxito.

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