FCP 1 - Sporting 1: "Quem tem medo compra um cão"
Dois factos relevantes a destacar do clássico no Dragão:
- Jogo marcado pelo conservadorismo dos treinadores, cujo medo de perder se sobrepôs à vontade de ganhar. Numa espécie de jogo de espelhos, as equipas arriscaram muito pouco.
- Quem nasce para ser parolo será sempre parolo, mesmo que use os melhores fatos, as melhores águas de colónia, e conduza os melhores carros. Afinal a "lufada de ar fresco" tem o mesmo cheiro bafiento retirado de um frasco guardado nos anos 80 do século passado. O que se viu e se soube do que foi a atitude do clube anfitrião é lamentável e dá pena. Pena que sentimos de alguém com uma doença incurável e cujas pústulas purulentas contaminam o ambiente à sua volta, enquanto o doente se pavoneia indiferente ao fedor que exala.
No que diz respeito ao jogo propriamente dito, o Sporting entrou bem no jogo, consciente das dificuldades que tinha pela frente. A imagem de marca de Farioli é o risco mínimo: equipa baixa no terreno, paciente, à espera do erro adversário, para depois responder com golpes rápidos, coordenados e bem assimilados pelos jogadores. A vida tem-lhe corrido bem e os resultados validam-lhe a estratégia. A vida tem-lhe corrido bem e os resultados validam-lhe as estratégia. Cabia ao Sporting, a partir da hora de jogo, e percebendo que o empate não era o resultado que lhe convinha, arriscar um pouco mais. Pote não estava nos seus dias, Trincão demasiado agarrado a Alberto Costa, Suarez jogando claramente diminuído, não permitiam a ligação criadora no último terço.
Foi preciso sofrer o golo fortuito após inúmeras carambolas para Rui Borges acordar. Ainda antes do golo sofrido já era perceptível que o Sporting jogava mais para não perder do que para ganhar, aceitando demasiadas vezes o conforto do empate como resultado possível. Depressa se percebeu que Trincão, na sua posição habitual, poderia ter sido a chave para outro desfecho, tal como Luís Guilherme teria feito sentido bem mais cedo no lugar de um Catamo visivelmente esgotado, mantido em campo até à lesão. O futebol é um jogo imprevisível e por isso não funciona com garantias, mas ficou a ideia de que valemos muito mais do que demonstramos e que quisemos menos do que devíamos.
O nulo mantém quase tudo como estava porque confere meio ponto aos actuais comandantes da Liga, por força dos resultados entre ambas as equipas. Nada a dizer da arbitragem, apesar das convulsões da plateia da casa a cada bola disputada.
Para lá do jogo, impõe-se agora perceber qual será a reacção da Liga e da FPF.. A condescendência no "caso Fábio Veríssimo" serviu para aumentar a sem-vergonhice, o medo dos comunicados parece tolher a coragem de quem devia cuidar do futebol.

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