terça-feira, 31 de maio de 2022

Nuno Mendes: agora é definitivo


A transferência de Nuno Mendes está confirmada pelo Sporting junto da CMVM. 

Pode ler o comunicado na íntegra: 

«A SPORTING CLUBE DE PORTUGAL – FUTEBOL, SAD (adiante Sporting SAD ou Sociedade) informa, nos termos e para efeitos do cumprimento da obrigação de informação que decorre do disposto no artigo 17.º do Regulamento (UE) n.º 596/2014, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de Abril, que, no âmbito do disposto no contrato de cedência temporária celebrado em 31 de Agosto de 2021 entre a Sporting SAD e o Paris Saint-Germain Football Club, ao abrigo do qual o jogador Nuno Alexandre Tavares Mendes (Nuno Mendes) havia sido cedido ao clube francês, até ao final da presente época desportiva, pelo montante de €7.000.000,00 (sete milhões de euros), a Sporting SAD foi notificada do exercício do direito de opção pelo Paris Saint-Germain, tendo em vista a cedência do referido jogador a título definitivo. Em consequência do exposto são, definitivamente, transferidos para o Paris Saint-Germain os direitos de inscrição desportiva do jogador Nuno Mendes, com efeitos a partir do dia 01 de Julho de 2022, pelo montante fixo de €38.000.000,00 (trinta e oito milhões de euros), a pagar à Sporting SAD nos termos e prazos previstos no identificado contrato. Mais se informa que os encargos com os serviços de intermediação relativos à mencionada transferência ascendem a €3.800.000,00 (três milhões e oitocentos mil euros).
Lisboa, 31 de Maio de 2022.

Este terá sido, provavelmente, um dos melhores negócios de sempre do Sporting. Do ponto de vista financeiro, fica sempre aquele sabor agridoce de ver partir um menino da casa e todo o dinheiro parece pouco. Então no caso do Nuno Mendes esse sentimento é ainda maior, por se tratar de um menino com um trajecto longo e exemplar . 

Do ponto de vista desportivo há duas faces para a mesma moeda que esta venda representou: 

  1. Tal como se esperava, a sua substituição não foi totalmente pacifica. Vinagre, que veio para herdar o seu lugar, não se adaptou, deixando muitas dúvidas em muitos adeptos. E o seu custo é significativo... Nuno Santos e Matheus Reis fizeram o lugar mas o primeiro, apesar da entrega, revela algumas dificuldades a defender e o segundo destacou-se a central, onde a sua qualidade a sair a jogar surpreendeu muita gente.
  2. Porém a presença de Sarabia foi a descoberta da época e equilibrou os pratos na balança. Um jogador de qualidade superlativa para o nosso campeonatozinho. Acabou como o goleador da equipa, com 21 golos e 8 assistências.

Pudessemos nós realizar muitos mais e mais assiduamente negócios destes .

As modalidades aproximam-se das decisões

 
 Mais uma semana em que se houve resultados menos bons também houve outros muito bons.

Começando pelos resultados menos bons temos de começar pelo basquetebol. Afastando desde logo tudo de revoltante que foi acontecendo nos últimos jogos da época, a derrota no terceiro jogo da meia-final do campeonato ditou a nossa eliminação da prova e o fim da época para a equipa sénior, campeã nacional em título. O treinador Luís Magalhães, em declarações no fim do jogo, despediu-se e deixou bem claras algumas razões do seu abandono, não só do Clube mas também da modalidade.

O futsal masculino visitou o FC Azeméis, e num jogo muito difícil, saiu vencedor por 3-0, iniciando bem os quartos-de-final da Liga, que continuam no Pavilhão João Rocha no próximo sábado. Esta equipa merece toda a nossa confiança e apoio. Já a equipa feminina, nas meias-finais do playoff do campeonato, apesar de todo o esforço das nossas jogadoras, foi derrotada pelo GCR Nun’Alvares, recente vencedora da Taça de Portugal da categoria. Confiemos no desempenho das nossas leoas no próximo sábado em Fafe, para tentar inverter o resultado.

Já o andebol também se aproxima do fim do campeonato tendo ido vencer no sempre difícil Pavilhão da Horta, o Sporting local por 27-36, chegando agora à última jornada com o Póvoa AC no próximo sábado no PJR, tudo indicando que iremos terminar o campeonato do 2º lugar. No fim-de-semana seguinte (sábado 11) iremos defrontar o Benfica nas meias-finais da Taça de Portugal, no Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos.

O hóquei em patins começou no passado domingo as meias-finais do campeonato no PJR num jogo disputadíssimo com o Benfica, onde estivemos por duas vezes em desvantagem e só conseguimos empatar a dois minutos do fim do encontro, conseguindo o prolongamento. Fomos superiores durante quase todo o encontro mas com alguma infelicidade a acompanhar-nos. Só bolas nos ferros da baliza encarnada foram 4 em remates indefensáveis, além de um golo inexplicavelmente anulado por um árbitro. No prolongamento ambas as equipas foram muito cautelosas o que originou a ida para penalties. Aí brilharam Ângelo Girão que em sete grandes penalidades só foi batido uma vez, e Gonzalo Romero que converteu as duas oportunidades que teve de marcar. Sendo estas meias-finais disputadas à melhor de 5, iremos disputar o jogo 2 no Pavilhão da Luz no próximo sábado, estando o jogo 3 marcado para terça-feira dia 7 pelas 20:00, no PJR. Coragem Leões!

Para finalizar temos de comemorar mais uma taça para o nosso Museu. A Taça de Portugal de futebol feminino. Excelente exibição das nossas meninas que foram controlando o jogo, com um golo de penalty convertido pela Joana Marchão na primeira parte, e o segundo pela Chandra Davidson a meio da segunda parte. Após este golo as famalicenses refrescaram bastante a equipa e pressionaram bastante a nossa equipa. Por intervenção do VAR (tal como aconteceu com a outra a nosso favor) o Famalicão beneficiou de uma grande penalidade mas que foi superiormente defendida pela nossa guarda-redes Doris Bacic. Importantíssima essa defesa porque pouco depois, aos 89 minutos, o Famalicão ainda conseguiu o seu golo de honra, que daria o empate se a Doris não tivesse conseguido defender a grande penalidade.

PARABÉNS LEOAS!!!

Artigo da autoria do 8 

segunda-feira, 30 de maio de 2022

A verdade incomoda


É "engraçado" constatar como a verdade incomoda e como ela pode ser apresentada ou entendida como se de uma novidade se tratasse. Ou até como "violenta" ou "incendiária". Se houvesse mais gente com a coragem de dizer o que Frederico Varandas diz com esta clareza - e, é verdade, com esta crueza - o trajecto e sobretudo o curriculum de Pinto Costa no desporto (e não apenas no futebol...) não teria sido objecto da exemplar operação da  branqueamento e limpeza de quem tem sido alvo. As declarações do presidente do Sporting surgem como resposta às provocações reiteradas do presidente portista, claramente intencionais no seu propósito de explorar a divisão no seio dos adeptos sportinguistas.Quem é verdadeiramente o incendiário?

O discurso de Frederico Varandas na íntegra:

No Sporting, antes de fazermos a pergunta do que queremos ganhar, temos que nos perguntar o que queremos ser. Essa é a nossa prioridade e a nossa filosofia nestes 115 anos. A base do Sporting são os valores.

O caminho da vitória no Sporting é sempre um caminho difícil, duro, mas sempre assente na integridade, na rectidão, na honra e não procuramos atalhos assentes em condutas ilícitas. Os títulos serão sempre o resultado do trabalho e da aplicação desses valores.

E mesmo quando, no passado recente, o Sporting ameaçou desviar-se desses valores, o próprio Sporting resolveu a situação sem precisar de ninguém ou da justiça. Os Sócios do Sporting mobilizaram-se e fizeram-se ouvir. Mais do que o presidente ser o fulano A ou B, ele tem é de seguir o código de valores do ADN do Sporting. Os nossos valores são a nossa força motriz. E não é por acaso que cada vez há mais jovens a seguirem o Sporting. Mais jovens e mais famílias no Estádio José Alvalade. Mais do que tudo, as pessoas seguem valores. Mais valiosos do que os 23 títulos no futebol, do que os 42 títulos europeus, do que os milhares de títulos nas nossas modalidades, são os nossos valores, a nossa integridade e o nosso carácter.

Terminada a época de futebol há duas notas extremamente relevantes que quero destacar.

A primeira é como é motivador, hoje, os nossos Sócios e adeptos já só ficarem realmente realizados com título de campeão. Como é motivador constatar que os Sócios e adeptos já não ficam realmente realizados por termos ficado no segundo lugar, termos feito exactamente os mesmos 85 pontos que na época anterior, termos vencido duas taças e termos atingido os oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Ninguém ficou 100% realizado, mas também é real o sentimento de orgulho de todos os Sportinguistas nos seus jogadores, no seu treinador e sobretudo no trajecto e crescimento do seu Clube. 

Se é verdade que há um ano fomos campeões também é verdade que, apesar de hoje sermos vice-campeões, temos hoje um Clube mais bem preparado do que há um ano. Temos um Clube mais forte, mais estável, mais sustentável e batemos vários recordes de receitas, tais como do merchandising, da bilhética e de quotização. Temos também o maior número de Sócios com quotas em dia da história do Sporting – dados estes que demonstram a vitalidade da militância e envolvimento dos Sócios no seu Sporting. Concluindo, o Sporting continua a seguir o seu caminho, a crescer enquanto Clube de uma forma sustentável e sem hipotecar o seu futuro por qualquer vitória de curto prazo.

Há quatro anos era unânime que o Sporting estava a uma grande distância dos seus dois rivais e que não era tido sequer como um sério candidato. Hoje, é igualmente unânime que o Sporting passou a ser um natural, sério e óbvio candidato a qualquer título em Portugal. Em quatro anos recuperámos muitos anos de atraso para os nossos rivais do ponto de vista organizacional, financeiro e competitivo. E no curto/médio prazo cá estaremos para ver quais os clubes portugueses mais bem preparados para continuarem a ser competitivos.Todos os Sportinguistas estão de parabéns e os Sócios são parte fundamental desse sucesso.

A segunda nota que quero referir é que não me lembro de ver o nosso rival FC Porto vencer um campeonato e o Sporting e o seu presidente serem o  alvo da sua comunicação e o centro da sua atenção. Não só não é motivo de preocupação como é reconfortante, motivador e encorajador. É a confirmação que estamos no rumo certo. É a confirmação que o Sporting já não é visto como o terceiro grande. Como o terceiro e o simpático grande. E como é maravilhoso ouvir o sr. Pinto da Costa com saudades e a elogiar o Sporting do passado recente.

Há gente que por muito que ganhe continuará sempre a ser muito pequena e, sobretudo, muito pobre. Não existe maior pobreza que a pobreza do carácter, da integridade e de valores. São e serão sempre gente muito pobre ao contrário da grandíssima e honrosa instituição que representam.

Instituição essa que jamais será chamada em Alvalade, pelo nosso speaker, por outro nome que não seja FC Porto.

Instituição essa que jamais terá os seus jogadores agredidos por elementos da organização do Sporting.

Instituição essa que jamais verá em Alvalade o seu presidente a ser-lhe roubado o telemóvel cobardemente.

Instituição essa que terá sempre os seus órgãos sociais e colaboradores recebidos em segurança e de uma forma institucionalmente correcta e digna.

Instituição essa que jamais verá em Alvalade jornalistas agredidos, ameaçados ou coagidos por colocarem questões no exercício da sua profissão.

Pois eles não sabem, nem nunca saberão, o que é de facto ser grande. E jamais o Sporting será pobre ou pequeno.

E, sobre o sr. Pinto da Costa, sou obrigado, a discordar veementemente com o sr. Secretário de Estado do Desporto que recentemente tomou posse. O sr. Pinto da Costa não é, nem nunca poderá ser, uma referência do desporto nacional. E eu vou explicar porquê convidando o sr. Secretário de Estado a ouvir apenas uma escuta, uma entre muitas que estão disponíveis para qualquer pessoa na internet, do processo 'Apito Dourado'. Destaco esta de 24/01/2004 (horas antes de um FC Porto vs. Estrela da Amadora), onde, de viva voz, o presidente do FC Porto, sr. Pinto da Costa, por intermédio do empresário de jogadores António Araújo, oferece os serviços sexuais de três prostitutas à equipa de arbitragem liderada pelo árbitro Jacinto Paixão, a quem Pinto da Costa, nessa escuta, chama carinhosamente por 'JP'. É verdade que estas escutas não foram autorizadas pela justiça portuguesa para uso de prova - esse é um problema para a justiça responder – e o sr. Pinto da Costa foi absolvido do processo. Mas se é verdade que essas escutas não puderam ser usadas como prova, também é verdade que essas escutas são reais e aconteceram mesmo

Aqui, sr. Secretário de Estado, neste caso, não é preciso a justiça portuguesa dizer o quer que seja para sabermos que o sr. Pinto da Costa é um corruptor activo e alguém que deveria estar banido do dirigismo desportivo há décadas. Difícil é explicar a qualquer cidadão como é que uma pessoa apanhada a dizer isto não é condenada. Ao sr. Pinto da Costa, por mais que lhe custe e por mais tentativas que faça para tentar apagar as suas acções, será sempre recordado como um corruptor ativo. E eu aqui estarei para lhe recordar até ao último dia da sua presidência que é um corruptor ativo e uma vergonha para o desporto português, ao mesmo tempo que aguardarei com expectativa o desfecho do processo 'Cartão Azul'.

Um país que reconhece o sr. Pinto da Costa como uma referência é um país sem valores. E um país sem valores é um país sem futuro. Portugal não pode, nem nunca poderá ser esse país.

Mas não é justo referir apenas o sr. Secretário de Estado. Nestas últimas semanas, tive a oportunidade de ler inúmeros comunicados e textos de personalidades da nossa praça a felicitarem os 40 anos da presidência do sr. Pinto da Costa e a enumerarem as qualidades, as conquistas e os feitos. Fiquei surpreendido porque que na lista dos feitos não vi nada sobre as vergonhosas escutas do 'Apito Dourado', não vi nada sobre o facto de este ter fugido para a Galiza horas antes da Polícia Judiciária ir buscá-lo a sua casa, de ter pagado a familiares seus milhões de euros da FC Porto SAD e dos inúmeros casos de coação e intimidação a jornalistas como a recente agressão, vista por todo o mundo, a um jornalista da TVI por um elemento da comitiva do presidente. Se é para referir os feitos dos 40 anos de presidência, então, por favor que o façam com rigor e coragem.

Por fim, e agora dirijo-me novamente ao sr. Secretário de Estado do Desporto, mas também ao sr. Ministro da Administração Interna. No dia 8 de Maio, o país assistiu a um bárbaro assassinato, em plena via pública e aos olhos de todas as pessoas que ali estavam. Ocorreu às portas do Estádio do Dragão aquando das celebrações do título. É seguramente dos episódios mais brutais de violência que há memória em Portugal. O que aconteceu foi muito, mas muito mais grave que o ataque de Alcochete, apesar de ter tido apenas um centésimo de cobertura mediática. Foi um episódio chocante que mereceu o seguinte comunicado do FC Porto: 

"A morte de um adepto, durante as celebrações da conquista do título nacional de futebol, não pode deixar de ser lamentada independentemente das circunstâncias que venham a ser apuradas. À família da vítima, o FC Porto endereça sentidos pêsames."

E pergunto: só a mim é que este comunicado faz confusão?

"A morte"? - Não. Não foi apenas "a morte". Foi um bárbaro assassinato.

"Não pode deixar de ser lamentada" – Lamentada, claro que sim, mas o termo que devia estar bem vincado era 'condenada'.

Este é um comunicado pobre, cobarde e condicionado.

Apelo ao sr. Ministro da Administração Interna para ser implacável na luta contra este crime organizado que se acha impune à justiça e à lei portuguesa. Muitos dizem que isto é um problema da sociedade e não do futebol. Não é verdade, meus senhores. Claro que é da sociedade, mas a origem deste problema está intimamente ligado ao futebol e aos clubes que permitem o seu financiamento ilegal, alimentando este crime organizado. Estes episódios são tão chocantes como embaraçosos para o nosso país.

Podem contar com o Sporting Clube de Portugal nesta luta e em todas que venham a acontecer para que o desporto português seja mais limpo, transparente, saudável e digno.

Viva o Sporting Clube de Portugal!

domingo, 29 de maio de 2022

A Taça voltou a ser nossa

A equipa feminina do Sporting voltou a trazer para casa a Taça de Portugal. Ao ganhar à sua congénere do FC Famalicão o Sporting faz assim o pleno de vitórias em finais disputadas. É a nossa terceira de muitas, estamos em crer. Os nossos parabéns às meninas de Mariana Cabral, bem como a todo o staff por este feito. Vamos continuando a fazer história!
 

sexta-feira, 27 de maio de 2022

O que eles querem é isto, ou como "a má moeda expulsa a boa"

(foto do Sporting Clube de Portugal)


Ontem, depois do jogo com FCP, onde ficou decidido o afastamento do Sporting dos play-off de apuramento do campeão nacional de basquetebol, Luís Magalhães anunciou o abandono da liderança da equipa técnica, não sem antes tecer comentários cáusticos, porém lúcidos e irrefutáveis:

 "Hoje, também saio do Sporting e do basquetebol. Estou cansado. Há mais coisas a fazer na vida. Não me revejo neste tipo de coisas. Não quero estar metido nisto, prefiro afastar-me. Agradeço aos jogadores, ao staff do Sporting. Era por ter vindo por uma época e fiquei três. Sou treinador há muitos anos, quando a Liga tinha um basquetebol elevadíssimo. Esta própria federação, estes membros que lá andam há vários anos deitaram-na abaixo. Agora continuam a dar golpes no basquetebol e não quero estar metido nesta situação. Prefiro sair, prefiro afastar-me".

Antes de mais o mais importante: o sincero agradecimento a Luís Magalhães pelo muito que nos deu ao longo destas últimas três épocas. Com o seu contributo fez com que o Sporting não apenas regressasse mas regressasse em grande, construindo uma hegemonia que os seis troféus em nove possíveis demonstram: 1 campeonato nacional, um tri de Taças de Portugal, uma Supertaça e uma Taça da Liga. Com ele o Sporting voltou a ser pioneiro, tornando-se no primeiro clube português a chegar aos quartos-de-final na Europe Cup organizada pela FIBA.Como se sabe, liderávamos a Liga em 2020 quando, por força da pandemia, esta foi suspensa.

Esse agradecimento é extensível a toda a sua equipa técnica, aos jogadores e demais staff. Ao Conselho Directivo por recuperar uma modalidade que nunca deveria ter desaparecido, pelo que ela representa no nosso historial e pela importância que ela tem em termos de implantação no panorama desportivo internacional. Há muito futuro a desbravar neste cantinho da Europa e o Sporting pode e deve ter nessa acção um papel de relevo. 

No capitulo da gratidão serão sempre incontornáveis os nomes de Jaime Brito da Torre, Edgar Vital, Carlos Sousa e Juvenal Carvalho que, muitas vezes na sombra, trabalharam para este sucesso ter lugar, depois de lutarem durante anos pelo regresso da modalidade.

A saída de Luís Magalhães deixa um grande desafio à secção. A sua substituição não será fácil porque foi a excelência dos seus conhecimentos que atenuou e até anulou a vantagem financeira dos rivais, bem como as dificuldades que a implantação, a partir do zero, de uma modalidade contra organizações estabelecidas e bem alicerçadas representou. O Sporting obrigou os rivais a abrirem os cordões à bolsa, fazendo jorrar literalmente rios de euros para, sem grande sucesso, tentar contrariar a eficácia do nosso jogo.

Não o tendo conseguido na quadra, enveredaram pelo seu método tradicional: coacção, chantagem, pressão sobre as instituições, com ameaças de abandono da modalidade. Ao que a Federação respondeu, pondo-se de cócoras (diria mesmo de quatro...) perante o FCP, no já tristemente célebre amuo, em que ameaçaram o abandono da modalidade. Atitude que mereceu sonora reprovação por parte da Associação Nacional dos Juízes de Basquetebol, tendo então emitido um comunicado a propósito:

"A ANJB evidencia de forma clara não se rever minimamente na forma e no conteúdo do comunicado [...] e enaltece a necessidade da garantia da autonomia e independência da arbitragem do basquetebol"

Infelizmente a generalidade dos clubes da Liga permaneceu muda e queda, aceitando este acordo ignóbil, que premeia um comportamento aberrante e que deveria merecer ampla condenação.

Mas as queixinhas, os achaques e os chiliques do FCP devem ter entretanto perdido a razão de existir com as recentes eleições para a federação. Nomeadamente, e entre outras, para o Conselho de Arbitragem. Quem é, que curriculum tem na arbitragem o actual presidente, além de, no basquetebol, ter sido jogador e treinador, nomeadamente do FCP?

O que eles querem é isto, que pessoas competentes, capazes de se lhes opor e desmascarar, acabem por se fartar de escorregar no lodo onde aqueles gostam de chafurdar. Quem gosta verdadeiramente de desporto sente-se escorraçado. A má moeda expulsa a boa moeda.

quinta-feira, 26 de maio de 2022

quarta-feira, 25 de maio de 2022

Ou perdem e há circo, ou ganham e circo há


Depois de assistirmos a  jogadores e restante staff serem insultados, cuspidos, ameaçados, com a conivência das autoridades presentes, o que acaba por merecer destaque para a imprensa são os dedos do meio dos jogadores expulsos (António Monteiro, João Fernandes e o adjunto Flávio Nascimento) que acabam a merecer destaque na imprensa, juntamente com a vitimização descarada dos da casa, pelo "irrepreensível" J. Marques. Não podemos aprovar os actos referidos mas, à luz do que podemos assistir, é fácil de compreender.

Luís Magalhães, o nosso treinador, sintetizou bem o trajecto que o basquetebol nacional empreendeu desde que, no ano passado, por notório mau perder, o FCP resolveu ser estender o seu tradicional modus operandi do futebol às modalidades. A Federação acobardada resolveu premiar o prevaricador, contanto com a inacção dos clubes, perante as ameaças de abandono da modalidade feitas então com todo o descaramento. Ou ganham ou há circo, ou ganham e circo há.

 «É um jogo que se estava a prever. Montam este circo todo... Desde o princípio da época que o FC Porto andou a brincar com o basquetebol. A Federação [Portuguesa de Basquetebol] não teve coragem e deixou que isto se arrastasse. Enxovalharam os árbitros todos e o basquetebol e depois é isto que acontece. O treinador do SL Benfica também já tinha avisado que isto podia acontecer e é o que se v», começou por dizer o experiente técnico, aos microfones da Sporting TV. «Qualquer decisão do árbitro é contestada por tudo e por todos e depois não têm coragem para marcar as faltas que devem marcar e os maus comportamentos. Deixam isto chegar a um estado que não tem nada a ver com o basquetebol normal. Isto não era o basquetebol português. Nos jogos europeus, com árbitros estrangeiros sem esta pressão toda, não havia nada disto. Estragaram o basquetebo

Quanto ao jogo, o Sporting fez o que as limitações impostas pelas lesões deixaram, batendo-se com galhardia, prolongando a incerteza do resultado até aos últimos segundos do jogo. E, quando assim é, os nossos atletas merecem o nosso respeito e consideração. 

terça-feira, 24 de maio de 2022

O museu do Sporting Clube de Portugal tem de começar a procurar mais espaço!


No passado sábado o futsal, continuando na sua saga de sucessos, conquistou a 9ª Taça de Portugal da sua história, 4ª consecutiva, numa final com o Benfica, extremamente renhida, em que depois de estarmos a vencer por 2-0, estivemos a perder por 2-3 até à reviravolta final que nos deu a vitória por 4-3. 

Uma palavra especial para Nuno Dias e do seu adjunto Paulo Luís que fazem um trabalho extraordinário. Numa equipa formada por grandes jogadores, e em que se vai vendo a entrada de alguns jovens de muito valor, menção para Cardinal, que nos vai deixar no fim da época. Todos sabemos que não é Sportinguista, mas ao longo dos anos que envergou o Sagrado Manto sempre demonstrou um profissionalismo enorme e foi um grande prazer vê-lo tirar uma foto agarrado a uma criança de tenra idade ao colo da sua mãe, ambos equipados à Sporting, penso que familiares seus. Do futsal masculino do Sporting já nada mais há a dizer. Esperemos agora pelo playoff da Liga, que começa já na sexta-feira com o FC Azeméis.

Quem também começará a disputar a meia-final do playoff do respectivo Campeonato Nacional no próximo sábado é a equipa feminina, que irá defrontar no Pavilhão João Rocha, o GCR Nun’Alvares que neste fim-de-semana também venceu a Taça de Portugal.

Mas nem tudo foram alegrias no passado fim-de-semana. O basquetebol começou mal as meias-finais do playoff da Liga. Jogo no Dragão Arena com a primeira parte equilibrada, mas um terceiro quarto muito fraco fez que o FC Porto ganhasse uma vantagem, que foi sempre gerida até final. Sempre acreditei numa vitória neste primeiro jogo, onde o pavilhão estava meio vazio porque havia a Taça de Portugal em futebol, praticamente à mesma hora. Esta noite o segundo jogo será mais complicado, porque acredito que a seita azul irá encher o Dragão Arena criando um ambiente bem mais pressionante.

O andebol venceu, normalmente, o Madeira SAD, indo este fim-de-semana até à ilha do Faial para disputar a penúltima jornada do campeonato com o Sporting da Horta.

A equipa de hóquei com duas vitórias sobre o Hóquei Clube de Braga nos quartos-de-final do playoff apurou-se para as meias-finais ficando a aguardar o resultado do outro confronto desta eliminatória de onde sairá o seu opositor. Benfica e Valongo disputam o jogo de desempate amanhã, quarta-feira.

Artigo da autoria do 8 

segunda-feira, 23 de maio de 2022

Rui Costa: um prémio merecido, em cenário a condizer


Quando um dos piores árbitros da sua geração e com um curriculum que se pode assemelhar a um cadastro, é premiado com o desígnio de arbitrar a Final da Taça de Portugal fica quase tudo dito sobre o que continua a ser a arbitragem portuguesa, após todos os escândalos: mudou-se alguma coisa para ficar tudo mais ou menos na mesma. Se o mérito fosse um dos principais critérios esta nomeação nunca seria possível. Creio mesmo que o árbitro em causa nunca teria chegado a internacional, sequer.

Mas a realidade é a que conhecemos e, nesse sentido, que melhor cenário poderia ser escolhido que o emparelhamento de Rui Costa no baile dançante com as cores do novo campeão nacional? 

E que melhor enquadramento poderia ter que o súbito desfalecer do Pêpê - que dá origem ao penalty - para ilustrar o filme de uma época e porque os árbitros nacionais vão ver o Mundial à lareira? (isto se as alterações climáticas não nos puserem de t-shirt e bermudas...)

domingo, 22 de maio de 2022

A Nona, Nuno!

 

Num dos melhores derbys que se pôde presenciar nos últimos tempos, o Sporting conquistou a nona (!) Taça de Portugal em futsal, prosseguindo assim um percurso absolutamente notável: trata-se da quarta Taça de Portugal consecutiva e do terceiro troféu ganho este ano, falhando apenas a Liga dos Campeões, onde foi o finalista vencido. Contabilizando o dobro dos títulos nacionais na Liga que o seu rival, o Sporting oferece-nos a possibilidade de ver escrever um palmarés histórico e que, no futuro, será muito difícil de alcançar. 

São muitas as pessoas que têm contribuído, ao longos dos anos, para este momento excepcional. Sem querer ser injusto com nenhuma delas, destacar o trabalho de Nuno Dias é da mais elementar justiça. O alcance do seu trabalho estende-se para lá dos resultados alcançados no nosso clube. A renovação em curso, com jovens jogadores da formação, tem sido crucial para o sucesso da seleção nacional, facto que tem passado ao lado do holofotes da comunicação social e até da entidade federativa.

O curriculum de Nuno Dias:

🏆 6 Campeonatos Nacionais
🏆 6 Taças de Portugal
🏆 6 Supertaças
🏆 4 Taças de Honra
🏆 4 Taças da Liga
🏆 2 UEFA Futsal Champions League

sexta-feira, 20 de maio de 2022

O certificado que faltava à arbitragem portuguesa


Não haverá árbitros portugueses no Mundial. É o certificado de qualidade que faltava à arbitragem portuguesa. Não porque, do ponto de vista técnico, os árbitros portugueses sejam piores que os demais. Isso pode ser constatado todos os dias na observação dos jogos internacionais ou de outros campeonatos. 

A falta de transparência do sector, a falta de uma voz independente, que separe a classe dos escândalos e polémicas sucessivos e da sujeição bovina a quem lhes põe e os dispõe condena a classe à imagem de um grupo de paus-mandados, mais preocupados em entrar no rol dos preferidos, para assim ascender à internacional.

Os árbitros e as suas organizações (Conselho de Arbitragem, APAF) já nem ousam o tradicional "mudar alguma coisa para ficar tudo na mesma" e parecem ser à prova de qualquer vexame porque a última coisa que querem são alterações ao seu status quo. Este é só mais um. Um sector que parou no tempo, apesar do VAR, e perdeu a comboio da distinção internacional onde viajam em primeira classe muitos jogadores e treinadores portugueses.

quinta-feira, 19 de maio de 2022

Porquê Trincão para o lugar de Sarabia?

 

 

Os jornais dão insistentemente conta de um interesse de Rúben Amorim no "regresso" de Trincão à sua orientação, acrescentando que esse interesse é mutuo. O preço do jogador torna-o num desejo impossível de realizar numa perspetciva de contratação definitiva. O facto, aparente pelo menos, de o Barcelona, actual clube do jogador, não ter nenhum interesse declarado sobre nenhum dos nossos jogadores torna o negócio ainda mais difícil de realizar do que seria caso houvesse lugar a contrapartidas num possível negócio.

Mas, olhando para as estatísticas da GoalPoint, (mesmo considerando o seu valor relativo, porque não comparam situações iguais) ficam algumas pistas sobre o que Trincão poderia oferecer no lugar que Sarabia deixa agora vago. Do ponto de vista pessoal parece-me que Trincão significaria maior velocidade, algo que a idade já vai cobrando a Sarabia, mas ficaria aquém na segurança, maturidade e qualidade de decisão. 

Resta ainda a dúvida no que é que a entrada do jovem ex-jogador do Braga poderia influenciar o papel destinado a Edwards. É que ambos são esquerdinos e ambos atinge o melhor do seu rendimento a executar a partir do lado contrário. Sobretudo Edwards, de quem espero venha a ser um dos jogadores em maior destaque na nossa equipa e de todo o campeonato.

quarta-feira, 18 de maio de 2022

Muito mais do que só futebol


O Sporting Clube de Portugal não se limita a ser um clube de futebol. Muito mais que isso, o Sporting é um dos clubes mais ecléticos do mundo.

E por isso não podemos deixar de salientar a vitória da equipa de voleibol feminina na Taça Fundação, com uma brilhante exibição, no passado domingo, na negra da final da competição.

Na passada sexta-feira quem não esteve tão bem foi a equipa sénior masculina de futsal que se deixou surpreender pela Quinta dos Lombos, num jogo que não afetou a classificação, mas não deixa de ser uma surpresa. Descontracção ou simplesmente um “relaxamento” com os olhos já apontados para a Final 8 da Taça de Portugal, que vai decorrer de hoje até sábado no Pavilhão Municipal de Sines. O Sporting começa hoje às 17:00 com o Candoso e se vencer defrontará amanhã, também às 17:00 a Quinta dos Lombos, que venceu hoje os Leões de Porto Salvo. Mas, para evitar dissabores, convém ganhar o jogo com o Candoso primeiro...

Quem também vai começar hoje o playoff do Nacional é a equipa sénior de hóquei em patins com o HC de Braga pelas 20:00 no Pavilhão João Rocha. Esperamos que conte com o apoio de muitos Sportinguistas.

Artigo da autoria do 8

 

terça-feira, 17 de maio de 2022

Mas que grande negócio!


Foi ontem oficializado o novo contrato de Pedro Porro, que o liga ao Sporting até 2025. Mas, infelizmente para nós, e a menos que os scouters dos melhores clubes europeus (leia-se "mais abastados") estiverem todos a dormir, dificilmente assistiremos ao cumprimento integral do contrato.

As fotografias dos calções rotos da apresentação foram depressa substituídas pelas dos rasgões nas defesas adversárias. Com ele o Sporting ganhou velocidade e largura na faixa direita, não descurando nunca a possibilidade de procurar associar-se por dentro com os colegas mais avançados, conquistando muitas vezes posições privilegiadas para visar directamente a baliza dos adversários. O seu posicionamento aberto dá-lhe uma perspectiva alargada do campo e assim observar as movimentações dos colegas, servindo-os com passes longos a procurar a profundidade. A forma como se entrega ao jogo vale-lhe o apreço das bancadas.

O negócio Porro é seguramente um dos melhores negócios que o Sporting realiza nos últimos anos. Quer sobre o prisma desportivo, quer financeiro. Recebemos por empréstimo de dois anos um jogador cuja carreira carecia ainda de afirmação e que demonstrasse, de forma inequívoca, razões que levaram o Manchester City a colocá-lo debaixo do seu rol de jogadores. A verdade é que até chegar ao Sporting o destino de Porro parecia ser a de mais um entre muitos outros. Hoje Porro é um nome obrigatório quando se fala dos europeus  mais promissores com a sua função e a selecção espanhola deixou de ser um sonho remoto.A cláusula de rescisão de 45 milhões parece ser um chamariz perfeito para atrair libras...





 


segunda-feira, 16 de maio de 2022

domingo, 15 de maio de 2022

Um aroma a limpinho, limpinho!


O campeonato que agora se encerra remete-nos para a famigerada época 15/16 onde, apesar de termos finalizado com 86 pontos, não chegamos ao titulo. Tal como então, fica agora a sensação que, por mais que fizéssemos, os rivais disporiam sempre de uma rede protectora que os deixaria a salvo dos imponderáveis próprios do jogo. Precisávamos de ter feito um campeonato perfeito e, talvez, um pouco mais da estrelinha que no iluminou o caminho para o titulo na época transacta.

Mas, não tendo sido o campeonato perfeito, significou a confirmação, para quem tivesse dúvidas, que o título do ano passado não caiu do céu. O tom de festa que se viveu em Alvalade durante o último jogo não era de regozijo pelo segundo lugar,  mas sobretudo por se pressentir que este Sporting está no caminho certo. 

Como nota estatística importante, para enquadrar melhor o que aconteceu de importante para nós nesta Liga, o Sporting há 50 anos (!) que não terminava acima do terceiro lugar, depois de ser campeão. Quem não se lembra dos fiascos das épocas seguintes aos últimos títulos, e quanto eles pesaram nas épocas que se seguiram?

sexta-feira, 13 de maio de 2022

Aqueles que passam por nós (...) deixam um pouco de si, levam um pouco de nós.”

Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós. Antoine de Saint-Exupéry, in o Pequeno Príncipe.

Zouhair Feddal Agharbi, ou apenas Feddal é um nome que já está registado para sempre na nossa história. No alto da discrição dos 191 centímetros o marroquino foi instrumental numa época de recuperação do tão ansiado título, deixando à sua passagem um rasto empatia com os adeptos e a imagem de um profissional íntegro.  

No nosso museu, onde decorreu a gravação da sua despedida, estão depositadas duas Taças da Liga, uma Supertaça e o tão desejado troféu de campeão e para as quais o seu contributo foi importante.
Feddal entrou como um internacional marroquino que jogava no Bétis e sai com um leão, um de nós. 




quinta-feira, 12 de maio de 2022

Mais uma taça para o Museu

Texto da autoria do nosso redactor "8"

 É bom o regresso do “A Norte” para podermos assinalar a vitória do Sporting Clube de Portugal na Taça de Portugal de Basquetebol pela 3ª vez consecutiva. Com a particularidade de serem vencidas todas as Taças de Portugal disputadas desde o regresso da equipa principal à prática da modalidade.

Relativamente aos Campeonatos Nacionais, na época do regresso (2019/20) devido à pandemia o campeonato foi interrompido após a 22ª jornada, quando o Sporting ia no comando, não tendo sido terminada a competição. Na época passada o Sporting foi o campeão, e nesta época terminou no 3º lugar da fase regular, muito devido a lesões de vários jogadores importantes, na fase intermédia, mas como ficou provado na passado fim de semana, em Albufeira, ainda com algumas ausências, os leões provaram que são a melhor equipa nacional, apesar das constantes contratações para reforço dos nossos principais opositores.

Na actual temporada a equipa também já venceu a Supertaça e a Taça Hugo dos Santos (Taça da Liga). Resumindo o Sporting venceu as 3 provas já disputadas nesta época. Além do acerto das escolhas da Direção e dos elementos do departamento da modalidade, todas estas conquistas são o reflexo do trabalho exigente de Luís Magalhães e da sua equipa técnica com António Paulo e Flávio Nascimento, a que se juntou esta época Ivan Kostourkov.

No respeitante a jogadores temos de referir em primeiro lugar a importância de Travante Williams no desempenho da equipa. Alem das suas excelentes capacidades técnicas e atléticas, tem um extraordinário espirito competitivo que contamina aos seus colegas de equipa, mesmo quando está fora de campo, impedido de actuar por qualquer lesão.

Não podemos deixar de referir também Diogo Ventura, João Fernandes, Diogo Araújo e Shakir Smith os quatro elementos que, além de Travante, estiveram em todos os títulos conquistados nestas três épocas. De salientar também o papel de Micah Downs, que já vai na sua segunda época no Sporting, mas, infelizmente, algumas vezes lesionado.

Referência também para os atletas que este ano reforçaram a equipa e a grande importância do seu contributo. Não podemos esquecer tão importante tem sido o desempenho de António Monteiro, Joshua Patton, Miguel Maria, Daniel Relvão, Mike Fofana e Tanner Omlid.

Amanhã lá estaremos no PJR para o início do play-off final do campeonato com o Lusitânia. Temos de apoiar e confiar totalmente na equipa, que sempre que é necessário responde com vitórias às dificuldades.

quarta-feira, 11 de maio de 2022

O regresso




Faz hoje um ano que Portugal assistiu ao regresso de um clube campeão ao lugar onde TODOS nós acreditamos que é o seu e, passado todo esse tempo ainda faltam palavras para definir todas as emoções daquele dia 11 de Maio.

Que melhor data poderia escolher para regressar à escrita aqui? Feito o anúncio, fica a promessa de o próximo artigo se debruçar sobre a mais recente conquista, a Taça de Portugal de basquetebol. E quem melhor habilitado para o fazer que o nosso 8, capitão, campeão na modalidade e um dos que, desde sempre, lutou pelo regresso da camisola mais bonita à prática da modalidade?

 


sábado, 6 de março de 2021

E dos pés de João Mário e da cabeça de Coates aconteceu Sporting!

Nota: A foto é da autoria da @Idzabela. É expressamente proibida a modificação e/ou reprodução sem autorização expressa da autora. (clique na imagem para ampliar). 

 
Todos os jogos até ao final do presente campeonato são finais de elevado grau de dificuldade e o próximo será sempre o mais difícil. Mas ao jogo de ontem surgia à nossa frente embrulhado num manto de recordações nefastas e agoirentas. 

É que à mesma data, num jogo iniciado precisamente no mesmo dia, à mesma hora, em 2016 e também em Alvalade, o Sporting veria cair por terra as suas pretensões ao titulo, de forma inglória. Na cabeça de muitos de nós, e especialmente dos que viveram esse dia in loco, era impossível não notar a coincidência e cogitar, mesmo que ao de leve, se o triste fadário seria reeditado como em tantas outras ocasiões em que à beira de um êxito tão desejado "acontecia Sporting".

À medida que o jogo decorria e se sentia os nossos jogadores tolhidos de movimentos e enleados nas teias urdidas pelos açorianos, mais parecia confirmar-se o reencontro fatídico com o destino, que o empate concedido a escassos minutos do fim parecia querer confirmar. Mas se  alguém teria que ser capaz de deslaçar este novelo seriam precisamente aqueles que entre nós, conheceram em campo com suor derramado, o quão amargo é o sabor dos sonhos desfeitos. Sairia dos pés de João Mário e da cabeça de Coates o antídoto, e que este seja o momento do esconjuro de todas as malapatas e desditas.

Esconjuro que não é nada mais nem menos para já que o adiamento até à confirmação plena e irrefutável pela matemática daquilo que tanto desejamos (mas quem nem me atrevo sequer a pronunciar para já) com  uma batalha mais no pecúlio e menos uma montanha para escalar.

Não o ponho em palavras o sonho de todos nós por medo, porque os nossos jogadores, pela coragem com que se batem sempre até ao último silvo do apito, não merecem cobardias. Mas por realismo, que o jogo de ontem mais uma vez veio por na ordem do dia. Num sistema de três pontos por vitória e um por empate, as vantagens derretem-se mais facilmente que manteiga no cabaz de um veraneante incauto. O que se conquistou em Janeiro e Fevereiro pode ser rescindido num ápice ou decomposto paulatinamente até Maio. 

Esse pragmatismo e realismo merece-o também Rúben Amorim. É muito fácil, sentados nas poltronas de comentadores, discorrer sobre quem joga melhor, mas muito mais difícil é fazer o que o Sporting tem estado a fazer com o que ele tem à disposição. O Sporting ontem fez um dos piores, senão o pior, jogo na presente Liga. A produção atacante andou muito próxima da nulidade, sem quase nunca conseguir ferir o adversário. Olhe-se pois para o que o treinador tinha à disposição para assaltar o último terço e compare-se com as dos treinadores rivais. O que esta equipa de gente brava que ele lidera tem conseguido alcançar até agora ganha ainda mais relevo quando comparado com os demais.

À comparação do valor individual e experiências de liderança do nosso plantel e de todo um clube acresce inevitavelmente a mudança de estatuto que o empate no Dragão conferiu. E se o peso da responsabilidade se tem feito notar há algumas jornadas em jogadores (como por exemplo Nuno Mendes), ontem parece ter -se estendido a toda a equipa como também RA fez notar no final do jogo. Foi preciso estar perante o espectro de um resultado indesejado que a equipa se transfigurou e acabou por chegar à vitória, parecendo recuperar a alma dos jogos com o Gil Vicente, Farense, SLB e que só não foi com Famalicão pelas razões sabidas por todos nós. 

Essa atitude é também nova, comparada com o baixar de braços que tantas vezes notamos em equipas nossas muito melhor apetrechadas que a actual. Saber acreditar como eles e merecer a sua coragem é a nossa obrigação. Convenhamos que é uma tarefa muito mais fácil para nós que correr num relvado carregando aos ombros os seus sonhos juntamente com os anseios de milhões e enfrentar com esse peso às costas adversários mais poderosos e preparados. É verdade que temos tido estrelinha mas ela tem    CORAGEM  e DETERMINAÇÃO no apelido. 

Façamos acontecer Sporting!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Nós acreditamos em vocês. Vençam por nós!

Nota: A foto é da autoria da @Idzabela. É expressamente proibida a modificação e/ou reprodução sem autorização expressa da autora. (clique nas imagem para ampliar). 

O campeonato só começou verdadeiramente agora. Agora, como quem diz, há umas jornadas para cá. O marco provavelmente tenha sido o Natal, quando a data foi comemorada com o Sporting no comando da Liga. Depois veio Janeiro, onde os leões, na prosa dos "experts", eram uns miúdos promissores mas tinham como destino inevitável a degola, oferecendo o pescoço aos executores  Braga, Benfica e Porto. Janeiro passou e quem vinha pela lã saiu tosquiado. 

O Sporting não só sobreviveu como viu reforçada a sua liderança. E então aí começaram a levar-nos a sério. De meros aspirantes a observadores dos triunfos alheios depressa passamos a favoritos, sem nunca termos passado sequer pela casa dos candidatos. Salvo um ou outro, cujas lições do passado recente e longínquo de nada lhes serviu, a generalidade dos Sportinguistas não embarcou num triunfalismo bacoco, de todo injustificado. Sabemos bem quais são as as nossas debilidades, que apesar da tão surpreendente e esplêndida carreira até ao momento, não esfumaram e poderão ser determinantes com o avançar da competição.

Depois, como muito bem lembrou recentemente o presidente Frederico Varandas, sabemos bem do poderio dos nossos adversários, dentro e fora de campo. Se não fosse de todo lamentável, teriam sido comoventes as reacções de censura que a segunda parte da afirmação suscitou no seio da "comentadoria" oficial, na permanente tentativa de normalização do longo historial de maquinações e tramóias dos nossos rivais antes, durante e depois do jogo jogado em cima do relvado. Como se os "conselheiros matrimoniais" se tivessem aposentado, as "toupeiras" não continuassem a minar na escuridão dos seus tugúrios" e os "padres" já não rezassem as suas missas e tivessem agora enveredado pelo caminho da rectidão, redenção e penitência. Bastam os episódios de Famalicão e "caso Palhinha" para perceber que não podemos ser apenas competentes, temos que estar sempre perto da perfeição.

O realismo e pragmatismo com que Rúben Amorim obriga a equipa a encarar os jogos, independentemente do nome e do estatuto dos adversários nasce precisamente da consciencialização que, exceptuando a Taça da Liga, nada mais está ganho e nada nos será depositado graciosamente a nossos pés. Bom, talvez seja justo reconhecer um grande "pelo menos": ganhamos uma equipa. Humildade, empenho, perseverança, compromisso e a sintonia e todo o grupo de trabalho, têm sido premiados com a obtenção de resultados que poucos teriam sonhado ser possível.

Essas qualidades têm sido amplamente reconhecidas pela generalidade dos adeptos, contagiando-nos. Chegados aqui, nas actuais condições nada mais temos para pedir a estes homens que não seja que mantenham esta atitude exemplar e que nos orgulha. Resta-nos cantar bem alto nas nossas salas, ao telefone com os amigos, nas mensagens nas redes sociais 

"NÓS ACREDITAMOS EM VOCÊS"!

"VENCE POR NÓS, FORÇA GRANDE SPORTING"

Em breve, esperamos nós, terão todo o estádio de pé a cantar. Se quebrarem o enguiço eternizaremos os vossos nomes e, tal como fizemos no passado, eles passarão de geração em geração.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Mercado: os que foram e os que vieram


Algumas notas breves sobre os últimos movimentos de mercado, começando pelos que saíram:

Ao contrário do que possa parecer, a aparente despromoção de Sporar e Borja pode não o ser tanto assim, como podem vir significar  senão um progresso na carreira pelo menos um marco importante no seu aperfeiçoamento como profissionais. Vão encontrar um clube com excelentes condições de trabalho e com uma estrutura profissional ao nível do melhor do que se faz em Portugal. Mas, talvez o mais importante, vão ter a oportunidade de ser treinados por um dos melhores pedagogos e teóricos do futebol luso.

Sporar há muito que dava indicações de sentir em demasia o peso da camisola. A eventual disputa de lugar com um júnior (TT) e aparentes dificuldades em integrar-se com acerto e proveito  no sistema de Rúben Amorim foi redundado numa cada vez mais baixa percentagem de aproveitamento das oportunidades de que beneficiava. Jogar num clube onde a exigência, pressão e expectativas são menores podem oferecer-lhe a serenidade que lhe parece faltar.

Borja deixava perceber que a sua adaptação às exigências do futebol europeu estava ainda por completar. É verdade que o período de instabilidade que a equipa viveu não foi propicia para a evolução desejada, agravada pelas chamadas intermitentes à titularidade, que foram ainda mais raras com o surgimento de uma das estrelas mais cintilantes do firmamento de Rúben Amorim: Nuno Mendes. Em Braga vai encontrar Sequeira, pelo que a vida não lhe será facilitada. Mas, tal como Matheus Reis sai agora por cima após o curso intensivo com Carvalhal no Rio Ave, também Borja tem nesta viagem para norte a possibilidade de progressão.

Sobre os que entram:


João Pereira o seu regresso não deixa de ser surpreendente, ainda por cima quando muitos já lhe haviam perdido o rasto. Curiosamente é o terceiro ingresso no Sporting e não espantaria que à terceira seja não de vez, como diz o ditado, porque isso no futebol não existe, mas signifique a assumpção de nova carreira e responsabilidades a curto prazo.


Matheus Reis parece ser mais do que o colmatar de uma necessidade premente - até porque a sua posição habitual está servida - mas a antecipação da saída de Nuno Mendes, inevitável no curto/médio prazo. Trata-se de uma jogador que progrediu a olhos vistos desde que viajou de Moreira de Cónegos para Vila do Conde. Fica a dúvida sobre a sua condição após seis meses de paragem,.


Paulinho fecha um lugar vago desde a saída Bas Dost. Representa um anseio de Rúben Amorim, que o conhece bem. A sua chegada representa muito mais que apenas os golos que marcará, que se espera e deseja sejam muitos. Significará mais oportunidades também para os homens da frente, pela forma como sabe gerir os tempos e explorar os espaços. Pote, Nuno Santos, Jovane, e TT beneficiarão em muito dos seus movimentos de apoio, que tenderão a deixá-los muitas vezes de frente para o golo. E quanto ao jogo de cabeça estamos conversados, é um dos melhores, talvez mesmo o melhor nesse capitulo em Portugal. 

Uma nota sobre os custos da sua aquisição: trata-se de uma jogada de enorme risco, em que claramente se aposta na qualificação para Champions e transferências no verão, num momento de profunda indefinição. Essa é a minha maior dúvida mas, tal como aquando da aquisição de Bas Dost, é este tipo de jogadores que o Sporting precisa.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Dérby eterno: a sorte gosta mais dos audazes

Nota: todas as fotografias são da autoria da @Idzabela. É expressamente proibida a modificação e/ou reprodução destas fotografias sem autorização expressa da autora. (clique nas imagens para ampliar)

 

Confesso que foi com grande apreensão que vivi quer os momentos que antecederam o dérby quer o jogo propriamente dito. As razões para tal basearam-se no reconhecimento do valor do adversário, especialmente o individual. Quanto tens bons valores individuais estás sempre mais perto seja de resolver um jogo a teu favor, seja regressar à produção que o teu potencial deixa adivinhar. A segunda premissa aplicava-se perfeitamente aos comandados de Deus, por ausência de JJ.

Ora foi precisamente pela postura do adversário que começou a minha desilusão mas também esperança relativamente ao dérby. O recurso aos três defesas, à semelhança do que vem sucedendo com a generalidade dos adversários que nos vêm defrontando, revelava desde logo pouca segurança, confiança ou convicção nas escolhas mais comuns, e que certamente resultariam do que é mais habitualmente treinado pelos lados do Seixal. 

Desilusão por perceber que tal iria resultar em menos espaços, dos tais que Nuno Santos, Pote e TT precisam para melhor expressar o seu talento. Esperança porque tal opção deixava-nos por cima pelo menos do ponto de vista psicológico, porque não só dominávamos melhor o que nos era pedido pelo treinador, como percepcionávamos a importância que nos era atribuída pelo oponente. Não deixa de ser estranho que, com tamanho atraso pontual, o adversário pouco ou nada tenha arriscado para ganhar o jogo. Mais do que o querer ganhar, pareceu não o querer perder e isso, como bem sabemos, deixa-nos sempre mais perto do desgosto.

Ora se Deus não fez, não teríamos de ser nós, tidos como underdogs, a fazê-lo. O empate só nos servia do ponto de vista anímico, face ao resultado do jogo do FCP, mas antes manter a invencibilidade na Liga do que atirarmo-nos nas cavaladas de antanho, que tantas vezes nos acabaram por nos remeter para mares tantas vezes navegados de desgosto e frustração. 


Da conjunção destes factores resultou uma exibição plena de consistência e personalidade. Aquele Sporting timorato, descrente de si mesmo, sobrevalorizando as melhores qualidades do adversário  - e, dessa forma, diminuindo-se - foi deglutido por um Sporting determinado, firme e corajoso. Em nenhum momento se sentiu uma equipa desconfiada de si mesma, dócil ou submissa perante os nomes e os milhões do endinheirado oponente. Bem antes pelo contrário. Vimos uma equipa confortável e segura  em todos os momentos de jogo. Para lá do resultado - que obviamente é o mais importante, porque é o que fica na história do dérby eterno e o que nos dá pão para alimentar o sonho, a fome de vitórias e a liderança da Liga - essa segurança que vem de dentro para fora é mais do que gratificante, digna de entusiasmo.

Valha a verdade que não foi um jogo espectacular, no sentido da velocidade e vertigem que nos lembramos de alguns dérbys ou clássicos. Muito por força da opção do adversário e por convicção de Rúben Amorim - que prefere acima de tudo a segurança dos pontos à fábula e utopia do que podia ser mas não é - as equipas estavam literalmente amarradas uma à outra. Ao invés da emoção óbvia de uma desenfreada corrida de cavalos, assistimos a um cerebral combate de xadrez, onde as peças se moviam sempre no sentido de anular o movimento pretérito do adversário. Não sendo espectacular, não deixou de ser sobriamente emocionante.

É muito difícil destacar individualidades acima daquela que tem sido a nossa maior força e que ainda ontem nos valeu para arrancar do fundo do empate que já se desenhava: a força colectiva, o foco, a abnegação e o empenho de todos concentrados na obtenção do bem comum. Ainda Assim arrisco:

Ádan: presença plena de segurança e eficácia em todas as intervenções. O Sporting precisava desta qualidades para poder crescer em segurança.


Porro: Trocou a habitual locomotiva expresso pelo diligente e eficaz pelo comboio pendular urbano, que leva todos ao destino. Mas com força suficiente para ir contribuir para causar a miséria final do adversário.


Neto: paradoxalmente é um dos avós desta equipa e, simultaneamente, a extensão de um dos braços e voz do treinador. A sua entrega e humildade é uma lição ao vivo para os miúdos do plantel.


Coates: encontrou finalmente o sistema onde fica mais confortável e onde melhor pode expressar as suas qualidades. Ao centro não fica tão exposto aos ímpetos dos  adversários mais velozes e do, imponência dos seus quase dois metros, faz de controlador aéreo eficiente.


Fedal: Sóbrio, não inventa, integrou-se rápida e integralmente no clube e na linha de três que Rúben Amorim prefere. Tem sido uma mais valia indiscutível.


Nuno Mendes: um júnior que joga como um veterano, tal a eficácia, segurança a que acrescenta o indispensável talento. Ainda joga por nós e já se advinham saudades...


Matheus Nunes: O homem do jogo. Aposta de Amorim que progressivamente tem vindo a ser ganha. Para quem ainda há pouco tempo servia cafés numa pastelaria e ontem nos presenteou com a cereja topo do bolo, superando a desconfiança sobre o seu valor, não está nada mal.


João Mário: Sem jogar mal, não vive o seu melhor momento, não tendo a preponderância que dele se espera e o que seu valor exige.


Nuno Santos: foi dos mais prejudicados pelo encaixe das equipas, porque as suas características pedem espaço para o drible em progressão e não espaços em curtos e limitados.


Pote: Sem ser brilhante foi sempre de uma disponibilidade total e obrigou a vigilância apertada por dele se adivinhar sempre o perigo eminente.


TT: excelente desempenho, especialmente na primeira parte. Um júnior que levanta a garimpa para internacionais do quilate de Otamendi e Verthogen deixa um registo importante sobre si.


Palhinha: Depois da rábula do seu injustificado afastamento acabou por provar em campo as razões para impedir a sua presença, apesar das dificuldades para entrar no ritmos elevado  em que o jogo decorria.


Tabata: Entrou num momento em que, após a entrada de Taarabt, o nosso meio campo perdia qualidade de decisão e em posse, acabando por abanar novamente o jogo o suficiente para voltar a impor respeito e cautela no ultimo reduto encarnado e participar no lance do golo do nosso contentamento.


Daniel Bragança: provavelmente só Rúben Amorim percebeu a necessidade da sua entrada nos descontos, mas lá estava ele na área encarnada no momento do golo.


Jovane: a sua presença foi discreta apesar - o que não é pouco! - da sua participação no lance do golo.


domingo, 3 de janeiro de 2021

Sporting 2 - Braga 0: Vitória saborosa sobre padres e arcebispos


Uma vitória feliz e saborosa esta que foi alcançada sobre a equipa da cidade dos arcebispos. Saborosa porque o resultado, sem ser expressivo, deixou créditos a nosso favor em vários campos. Desde logo a contrariar a ideia de que a equipa de Amorim só ganhava às equipas do meio da tabela para baixo como nos deixa confortáveis em caso de necessidade de desempate.

Feliz porque em momentos cruciais do jogo tivemos a sorte de ter Adán e a sorte de ter sorte. Feliz porque as dificuldades sentidas encareceram o custo do resultado final. Feliz porque a equipa soube responder a essas dificuldades e às contrariedades que lhe foram sendo colocadas no caminho de forma madura, sabendo por isso merecer a sorte que teve.

Entrando a controlar o jogo nos primeiros minutos, o Sporting foi-se deixando manietar do meio-campo para a frente, revelando as dificuldades já sentidas em jogos anteriores no controlo do meio-campo, onde revelava dificuldades em controlar e opor-se aos movimentos dos adversários, que até ao golo bem anulado a Paulinho foram a equipa a criar os momentos de golo mais iminentes. Até aí o poste e Adán foram os nossos melhores amigos.

Com Pote, Nuno Santos e TT engolidos pelos arcebispos parecia estarmos condenados a ter que agradecer um nulo como melhor resultado. Até que os dois primeiros inventaram um golo de belíssimo efeito. Valeu a pena passar quase uma hora a praguejar contra a má forma do Pote. Depois Rúben Amorim entendeu que era a hora de jogar os trunfos que tinha na mão e que poucos imaginariam que iam ser decisivos para fechar o resultado. Tanto assim foi que o golo da confirmação sai do banco nos pés de Matheus Nunes, cuja deslocação sobre a direita foi tão eficaz como surpreendente.

Esta podia, porém, ser uma história completamente diferente caso o padre de serviço, Fábio Veríssimo não viesse com a missa encomendada, no que foi muito bem acolitado por João Pinheiro. Tudo velhos  conhecidos na hora de nos excomungar sempre que o nosso nome se cruza com os respectivos apitos. Perdeu-se toda a vergonha e já nem sequer se disfarça. A aplicação dos critérios é conforme dá mais jeito para promover uns e nos prejudicar deliberadamente. Grande parte dos lances de penalty nem de VAR precisam, quanto mais quando existe a possibilidade de visionar os lances no conforto da cadeira. O mesmo se aplica aos lances disciplinares. 

Por isso agora se fala de eficácia e da falta dela. Já da falta de vergonha e do total descaramento de nos obrigar a jogar mais poder somar três pontos é para esquecer. Por isso esta vitória sobre padres e arcebispos é ainda mais saborosa. E, ao que parece, dá ainda mais força a esta equipa que, pela sua entrega e raça só nos pode deixar orgulhosos.

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