Ronaldo & Matias
Não é uma dupla sertaneja, tão pouco actuaram juntos, mas têm algo que une os seus percursos profissionais: o Sporting Clube de Portugal. Ronaldo tem o seu passado ligado ao nosso clube e é o expoente máximo da imagem de qualidade que o departamento de formação muito justamente granjeou. Hoje CR7 é muito mais do que apenas o melhor jogador do Mundo: é um ícone mediático, ao nível das estrelas mais cintilantes de Hollywood. Se o Sporting conseguisse despertar a sua atenção, por entre as inúmeras solicitações de que é alvo, tornando-o, por exemplo, sócio do clube, teria mais retorno que as bem urdidas campanhas de Gameboxe´s. E se Ronaldo falasse das suas origens futebolísticas duas ou três vezes por ano, faria mais pelo nome do Sporting do que uma boa campanha da UEFA este ano. Quem sabe não bastaria uma pequena conversa e de Madrid a Lisboa é apenas pouco mais de meia-hora de voo.
O que liga Matias Fernandez ao Sporting é, ao contrário de Ronaldo, o futuro. Um futuro do qual gostaria de lembrar, quando, daqui a anos, a sua passagem por Alvalade pudesse ser lembrada pelo talento que indiscutivelmente possui. Não tem o estatuto de Ronaldo, mas é um ídolo na sua terra e foi lá que desde cedo mostrou qualidades inatas para o futebol.
O que liga Matias Fernandez ao Sporting é, ao contrário de Ronaldo, o futuro. Um futuro do qual gostaria de lembrar, quando, daqui a anos, a sua passagem por Alvalade pudesse ser lembrada pelo talento que indiscutivelmente possui. Não tem o estatuto de Ronaldo, mas é um ídolo na sua terra e foi lá que desde cedo mostrou qualidades inatas para o futebol.
Há também na carreira destes dois jogadores 1 facto, entre muitos, que os diferenciam: Ronaldo tem êxito nos clubes por onde passa, mas está longe de conseguir a mesma performance na Selecção Nacional, acontecendo precisamente o oposto com Matias. Ronaldo parece ter dobrado o seu cabo das tormentas na mais recente exibição com a Coreia e tem hoje, frente ao Brasil e, espera-se, em pelo mais um jogo neste Mundial, a oportunidade de mostrar que percebeu finalmente que o seu talento rende mais quando é depositado à ordem do colectivo.
Matias tem mais um ano pela frente para fazer render o talento que possui. Depende dele mas também do esquema táctico em que for inserido. Como se percebe pela sua actuação no Chile, Matias não joga no vértice mais avançado de um losango, que foi a tarefa para a qual o Sporting de há um ano o foi buscar. Hoje o seu insucesso percebe-se melhor: nessa posição Matias é um alvo fácil de marcação quando tem que construir jogo. E, sem bola e com necessidade de defender, o chileno fica com demasiada areia para a sua camioneta (leia-se espaço para as suas possibilidades físicas) tornando-se num elemento a menos, desequilibrando a equipa. Na excelente selecção de Bielsa (será preferível à Espanha?...) Matias descai lateralmente e entre as linhas médias e defensivas adversárias, onde consegue fazer a bola inventar espaços que só os predestinados enchergam, ficando a sua missão defensiva mais limitada, sem constituir um peso morto para a equipa.
Não é por acaso que Moutinho, que tem menos talento mas outra disponibilidade física e mental para o jogo e, sobretudo uma grande escola, cumpriu melhor sempre que chamado à mesma função. Aliás é este aspecto que realça o valor da Academia Sporting: os seus jogadores destacam-se por conseguir jogar em várias posições, o que os torna num fruto apetecido e de valor seguro para qualquer jogador. Talvez porque em Alcochete se ensine a jogar futebol.
Tem a palavra Paulo Sérgio e também Matias e, claro está, toda a equipa. O treinador, na sua mais recente entrevista, revelou já conhecer o chileno ainda este jogava no Chile. E revelou também que espera muito dele, porque sabe do que ele é capaz. Nós cá ficamos à espera para abrir a boca de espanto até às câimbras nos maxilares com as habilidades do chileno.





































