O desastre pontual é também um desastre comunicacional
Passaram apenas sete jornadas e o Sporting já perdeu seis pontos. É verdade que não perdeu nenhum jogo, mas os pontos deixados nos três empates equivalem a duas derrotas. Talvez isso baste a Rui Borges, que ontem, na conferência de imprensa, se declarou satisfeito por nunca ter perdido com o SCBraga, quando o jornalista o confrontou com o facto de nunca lhes ter ganho enquanto treinador do Sporting.
Como o próximo jogo é precisamente com o SCBraga, lembrei-me daquele episódio em que Godinho Lopes proporcionou ao presidente António Salvador uma visita ao nosso museu. Frederico Varandas precisa de fazer algo semelhante com o seu treinador, para que perceba a diferença que existe, ou devia existir, entre treinar o Sporting Clube de Portugal e treinar o Moreirense, sem qualquer desprimor para o clube minhoto. Até porque aquela resposta nem sequer no Vitória Sport Clube, o seu anterior clube, seria hoje admissível.
Espera-se também, para logo, uma ambição maior do que «não perder com o Braga», porque já estão esgotadas todas as margens de erro. O que também é válido para Gonçalo Inácio, a quem o treinador dirigiu uma observação igualmente infeliz sobre as férias que gozou na seleção.

Um treinador com um prazo de validade definitivamente expirado desde a fatídica final no Jamor completamente resignado e entregue ao se deus quiser
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