sábado, 15 de janeiro de 2011

Sporting volta à casa de partida

O Sporting regressa hoje à casa de partida do campeonato, voltando a jogar com o Paços de Ferreira. Seria precisamente na Mata Real, na jornada inaugural do campeonato, que muitos Sportinguistas - as bancadas que nos eram destinadas estavam lotadas - seriam confrontados com a primeira evidência de que a estratégia estava longe de estar afinada. Seria o começo de uma longa pré-época cuja 16ª jornada disputaremos hoje.

E, apesar de ser improvável voltar a ver hoje Carriço na posição 6, até porque Pedro Mendes está disponível, o 11 inicial do Sporting contínua a ser uma incógnitas, que, a breve trecho poderá merecer uma atenção dos sites de apostas online, tal a diversidade das apostas do treinador. O que certamente já ninguém se lembra é quantas voltas deu Paulo Sérgio para se conformar que André Santos seria a escolha natural para o lugar. Provavelmente, com a disponibilidade de Maniche e Mendes voltaremos ao "trio de trincos". Provavelmente.

Mas, se afinal perante um adversário bem mais difícil como é o Sp. Braga a equipa até esteve bem, isto segundo a opinião do treinador, porque não dar um voto de confiança ao mesmo 11 que , resultante da lesão Postiga, jogou grande parte do encontro?

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O que ontem era verdade afinal hoje é mentira.

O luso-venezuelano Danny afirmou esta quinta-feira que gostaria de regressar ao campeonato português para representar o Benfica ou o FC Porto e já informou os responsáveis do Zenit de São Petesburgo que não deseja continuar na Rússia. 

O médio luso-venezuelano do Zenit, Danny, desmentiu esta sexta-feira o seu interesse em jogar no Benfica ou no FC Porto, acusando a imprensa portuguesa de deturpar as suas palavras."Os jornalistas deturparam completamente as minhas palavras, o que poderão constatar todos os que viram a minha conversa com os jornalistas na televisão portuguesa. Essa é a gravação precisa, onde soou o que eu realmente disse", declarou Danny ao diário Sport-Ekspress. 

Nada disto é novo, como sabemos. Mas quem preza a sua credibilidade não pode publicar hoje uma coisa e amanhã o seu contrário sem efectuar um desmentido devidamente sustentado, um comentário ou um pedido de desculpas. Parece-me...

Nota: os links apontam para o Record mas a noticia foi difundida ontem e desmentida hoje pela generalidade da imprensa nacional. Com a mesma desfaçatez, diga-se.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Director desportivo por 1 mês

Vários têm sido os nomes apontados ao Sporting desde a abertura do mercado. No dia em que o Jogo demonstra, se bem que de forma benevolente, o resultado da revolução promovida por Costinha, sob a clara directiva presidencial do "tínhamos que fazer qualquer coisa" os próximos dias ajudarão a perceber se, para quem toma decisões Alvalade, o prazo de validade do treinador já expirou ou não.  As contratações, a existirem, permitirão perceber, ou não, se se pensa ainda salvar não se sabe muito bem o quê desta época ou se os olhos estão já postos no futuro.

Mas o mercado não espera e com isso podem-se perder boas oportunidades, que, tal como as águas, não passam debaixo da ponte 2 vezes. Paulo Sérgio, do Olhanense, seria o regresso de um filho que soube crescer e não faltará quem já o tenha percebido, pelo que qualquer hesitação poderá ser fatal. E é muito mais barato que Vieirinha ou Bruno Gama. O facto de ser Sportinguista de formação e coração é que pode não ajudar...

O interesse em Pedro Mendes deixa-me um sentimento ambivalente.  Se lhe reconheço valor, por isso o considero o melhor jogador português na sua posição, as suas constantes lesões retiram-lhe a preponderância que devia ter. E, ao pensar se o venderia ou não, não posso deixar de me lembrar da discussão que tínhamos aqui há precisamente um ano sobre Izmailov, sobre o qual havia uma proposta de 8 milhões de euros. O final da história ainda está para ser conhecido, mas passou um ano, Izmailov não jogou, provavvelmente não voltará a jogar de leão ao peito e dificilmente o Sporting receberá os 4,5 milhões que pagou por ele.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

As últimas de um mercado "loco"

Pode um jogador do Sporting, isto é, do Defensor Sporting, Rodrigo Mora e que tem como agente Betancourt ,estar em vias de assinar pelo Benfica? Pode. O Moutinho também tinha como presidente o Bettencourt e assinou pelo Porto.

Ao fim de quase 10 anos lá conseguiram arranjar um Jardel. Mas, se em 2002 quiseram levar um sem o pagar primeiro agora parecem mais interessados em jogar descansados os oitavos-de-final da Taça de Portugal. Depois logo se vê para que serve. Feio.

Castro, que é jogador do Porto, foi jogar para Espanha e promete dar tudo pelo... Sporting?!

Depois de César Ramirez e Luis Paez chega Morales. Porque nunca se lembraram de Roque Santa Cruz, Oscar Cardoso, Lucas Barrios ou de Nelson Valdéz quando tinham a mesma idade?



O azar aos números

Estava já preparado o post de hoje quando dei de caras com a citação que o Record hoje faz da entrevista ontem dada pelo André Santos ao jornal do clube. Ela contém um item que vem de encontro a um dos que hoje aqui me propunha a abordar. Obviamente que esse não é a questão do título ser ou não uma miragem, porque sabemos bem que o é. Não porque a matemática assim o imponha. Mas porque, além de ter que ultrapassar 2 candidatos que até agora têm sido muito mais convincentes, o Sporting não parece capaz de ultrapassar as suas próprias dificuldades. Dito isto, fica também esclarecido que não me parece que a explicação do nosso atraso se deva ao azar na finalização, como avança André Santos. Até porque ficam de fora os jogos, como o de sábado, em que tivemos sorte e eficácia.

O que me chamou à atenção foi precisamente a parte final da citação em que André Santos afirma "que nos primeiros 45 minutos, temos criado muitas oportunidades de golo mas não conseguimos concretizá-las.” Porquê os primeiros 45 minutos? Em primeiro lugar esta afirmação é a evidência de que no balneário se discutem os dados estatísticos. E eles dizem que se houvesse um campeonato das primeiras partes estaríamos em 2º lugar com 30 pontos, mas mesmo assim a 8 pontos do FCP e com o SLB um ponto atrás de nós. Mas se o campeonato fosse das segundas partes cairíamos para 3º lugar, ficando a 13 pontos do FCP e também a 5 do SLB. Isto é, precisamente os mesmos que temos no campeonato real.

Este dado interessante, do quail se podem extrair diversas ilações, leva-me a outro, que é o elevado número de lesões musculares que desde o inicio da época vêm afectando o plantel do Sporting. O mesmo  que agora atira Djaló pela 3ª vez este ano para o estaleiro e por 1 mês e Postiga pelo menos 2 semanas. Isto quando Pedro Mendes e Matias regressam de um longo afastamento pelo mesmo motivo, numa lista bem mais extensa. É impossível olhar para a quebra nas segundas partes e para o número elevado de lesões sem questionar que preparação física se faz em Alvalade. Ou será que tem a ver com o facto de pertencermos ao grupo das equipas mais velhas da Liga (média de 27 anos de idade)  nos 15 jogos já realizados? Ou é tudo mera coincidência?

Mas, na procura das razões do nosso atraso, há outros números a merecer atenção. Com 3 vitórias, 3 empates e 1 derrota, 8 golos marcados e 6 sofridos, somos apenas(!!!) a 9ª equipa do campeonato no aproveitamento do factor casa. Para lá das razões de ordem psicológica que se queiram introduzir na discussão, quem tem presente o que têm sido as nossas prestações caseiras sabe que PS ainda não conseguiu resolver as equações que os seus congéneres adversários lhe colocam quando recuam as linhas, como ele fazia quando vinha jogar a Alvalade com o Paços de Ferreira e tanto se orgulhou de fazer na jornada passada com o depauperado Braga. E os 6 golos sofridos levam a pensar que a explicação dada por André Santos - ou a que lhe deram a ele... -  talvez não esteja completa. Talvez devamos pugnar por um campeonato longe de Alvalade. Como visitante somos segundos, com 16 pontos, a 1 ponto do FCP e com o SLB a 4 pontos.

Neste quadro - muitos pontos de atraso, exibições pouco convincentes, poucos objectivos para alcançar - não admira que a média de espectadores em Alvalade (175.219) seja quase metade do que registam aqueles que deveriam ser os nossos principais adversários, (SLB 306.208, FCP 291.219) mesmo tendo em conta que temos menos um jogo que eles. O Guimarães está mais perto de nós do que nós da frente (75.915). Mas, se num jogo com a importância e o interesse do passado fim-de-semana, com o Braga, não chegamos aos 23 mil, não será o próximo jogo com o Paços de Ferreira que provocará alterações substanciais.

Tudo isto não admira mas entristece e alarma. Mais ainda quando se conclui que o jogo mais visto em Alvalade  é apenas o 11º no total dos jogos do ano, com 35.063 espectadores. É que o Porto-Nacional, para a ignorada Bwin Cup é o 13º da lista com 30.018 espectadores. Os dados foram compilados da informação disponibilizada pelo site da Liga.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Como se construíu um plantel para ser campeão

Numa das primeiras entrevistas dadas por Paulo Sérgio ainda antes da época começar Paulo Sérgio identificava aquilo que, no seu entender, o Sporting necessitava para lutar pelo titulo. Dessa entrevista demos conta aqui.

Entre o que foi então dito e o que realmente aconteceu é um balanço que deve ser feito ,até para que se entenda que, quando a época terminar, o actual técnico estará longe de ser o único a ter que prestar contas. Embora, como afirmo desde o inicio, a sua escolha para técnico principal seria o pior dos erros, do qual o Sporting ainda terá que pagar durante muito tempo. Em prestígio, pontos e dinheiro.

Vukcevic não fazia parte do projecto de Paulo Sérgio para a época em curso, seria dispensado, quase vendido e regressou a Alvalade.

Paulo Sérgio contava com Izmailov mas este, lesionado e novamente operado, ainda está longe de Alcochete. E não se sabe se o seu regresso será em definitivo ou apenas para limpar o cacifo.

Paulo Sérgio queria centrais com centímetros e talento. O Sporting vendeu o central mais alto, Tonel, trocando um jogador com 161 jogos de leão ao peito por 2 jogadores mais altos mas que não conseguem oferecer mais garantias que a dupla Polga - Carriço que até são significativamente mais baixos.

O técnico confiava em Pongolle e passado duas semanas este seria emprestado. E quando suspirava pelo "pinheiro" entrava Tales de menos de 1,70m.

Eram necessários extremos com "velocidade, potencia e criatividade". Chegaram Salomão e Valdés. Curiosamente os dois para o lado esquerdo, sendo por demais evidente que o as qualidades do chileno mingam quando encostado à linha.

O Sporting compraria ainda Evaldo, que, apesar da quantidade de jogos disputados, está longe de evidenciar qualidade irrepreensível como seria desejável em quem custou 3 milhões.

No espaço de um ano o Sporting envelheceu o seu plantel à procura da experiência que se dizia faltar,  apesar de ter prescindindo de praticamente todos os  jogadores do meio-campo, que, apesar de jovens, tinham no curricullum, um número muito apreciável de jogos em todas competições, Liga dos campeões, inclusive.Se não conseguiu melhorar a competitividade fez pelo menos disparar os custos, que, segundo hoje o Record, quer agora conter.

Pedro Mendes, apesar de ser provavelmente o melhor jogador nacional na sua posição, é um jogador caríssimo, se atendermos ao número de jogos que disputa por ano. Maniche pode ser experiente, pode até estar a fazer uma boa época mas ganha muito mais do que lhe podemos pagar face à sua preponderância.  Zapater ainda não conseguiu impôr-se, sendo a 4ª opção, atrás de Maniche, André Santos e Pedro Mendes. Hildbrand não conta.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Paulo Mahatma Sérgio Ghandi

Alberto Zapater sintetizou na perfeição a 1ª volta realizada pelo Sporting neste campeonato: "Aqui tudo muda de um dia para o outro". E como podia não mudar se no registo de 15 jogos é uma linha irregular de sobe desce? Senão repare-se no que foi o percurso da equipa na primeira metade da época: D-V-V-E-D-E-E-V-V-D-V-E-V-V-V. Os Sportinguistas não precisarão tanto de psicoterapia como de uma uma equipa competitiva.

Seria uma verdadeira tortura repetir aqui os argumentos que que aqui invocamos jogo após jogo, para lembrar o que foi então a primeira volta. O registo desses momentos retira qualquer entusiasmo para executar a tarefa. O Jogo diz hoje que, bem vistas as coisas, o Sporting está, tão-só, a fazer no campeonato aquilo que vem fazendo desde 2005, que é entregar o campeonato ante equipas pequenas e nos primeiros jogos de cada temporada. Isso qualquer Sportinguista tem presente, até aqueles que, nos anos em apreço, defenderam  que era impossível fazer melhor. No que foram secundados, é bom que se lembre, pelas artigos de opinião que alguns dos seus jornalistas foram deixando dia após dia. Hoje, com uma pouco mais de distância, parece ser possível perceber melhor aquilo que alguns, poucos, vinham apontando como o resultado inevitável de uma série de opções que desvirtuaram de alto a abaixo o futebol do Sporting. 

É possível ou não inverter aquilo que inevitavelmente já se tornou um padrão no futebol do Sporting? Obviamente que sim. Mas não enquanto tolerar em Alvalade que o jogo com o Braga foi "uma boa exibição da equipa" ou enquanto o Sporting jogar "o que o jogo dá". O Sporting ,ao contrário do que diz o seu treinador, tem mesmo que se armar em fino, não com a conotação sobranceira de mais esta expressão infeliz, mas porque, se quer voltar a ser campeão, tem que impor o seu futebol e não jogar na expectativa das dádivas da fortuna. A ambição começa no discurso e tom "bonzinho", o apelo ao "bright side of life" - "estamos sempre à procura de polémicas e a procurar o lado negativo das coisas" - pode resultar em grupos de auto-ajuda mas dificilmente funcionam no futebol, muito menos sem exibições e resultados.

sábado, 8 de janeiro de 2011

1.ª volta acaba com vitória

Festejos do 1.º golo leonino na segunda década do Séc. XXI

SPORTING 2; BRAGA 1


No primeiro jogo da segunda década do Século XXI do SCP para o campeonato, assistimos a uma primeira parte que arrancou viva, mas que nem sempre foi bem jogada dada a insegurança no passe de parte a parte. Entra o Braga mais confiante com domínio nos 10 minutos iniciais. A fortuna sorriu ao SCP já que na primeira jogada que consegue encarrilar, inaugura o marcador. Golaço de Diogo Salomão que tinha entrado momentos antes a substituir um infeliz Hélder Postiga. O 33 não fez por menos e aos 10 minutos de jogo festeja a recente renovação do seu contrato, logo com um golo de excelente registo artístico. O Braga acusa o toque, desorganiza-se e Liedson aproveita falha defensiva flagrante de Vandinho para servir Jaime Valdés. O chileno não se faz rogado e, isolado, concretiza o segundo golo leonino. Se é verdade que, face ao volume de jogo ofensivo apresentado, a equipa verde-e-branca não justificava a vantagem de dois golos aos 13 minutos, também não deixa de ser curioso que o Braga reduza logo na sua primeira tentativa, através de Paulo César, aos 19 minutos, numa antecipação sobre João Pereira. O jogo acalma, Paixão começa a dar nas vistas e chega o intervalo.


Rui Patrício a luzir-se praticamente no primeiro lance do reinício da partida, segura a vantagem. Liedson responde por duas vezes, com remates de fora da área: fraco e à figura o primeiro, em força e ao lado o segundo. Entra Hélder Barbosa decorria o minuto 58, substituindo um apagado Moissoró. O Braga instala-se no meio campo do SCP, que parece não se importar com a situação… Aos 68 minutos nova defesa de Rui Patrício a um livre directo de Hugo Viana. Num raro contra-ataque, a bola ‘beija’ o poste (já cá faltava…) da baliza à guarda de Artur Morais. Na ausência de Postiga, foi o levezinho o autor da proeza que começa a tomar contornos de uma verdadeira saga… Outra saga, mais particular, mantinha Paulo César com Rui Patrício, que foi fazendo por evitar que o bracarense bisasse. O jogo corre para o fim sem grandes motivos de interesse, pachorrento, sem o SCP conseguir sair com perigo no contra-ataque, nem o Braga a causar calafrios à defensiva sportinguista., até que Paulo Sérgio resolveu injectar moral a Salomão e a Carlos Saleiro… Segundo o próprio (na flash interview), as entradas de Nuno André Coelho para os últimos 10 minutos e de Saleiro nos descontos, serviram para dar… centímetros. E garantir mais três pontos.

Ahhh… O publico esteve participativo, mas ainda não foi desta que se encontrou o espectador 5 milhões. Fica para a próxima actuação em Alvalade…

Permitam-me apenas acrescentar uma nota pessoal. Dedico esta minha crónica a uma das pessoas que contribuiu decisivamente para o meu sportinguismo e que faleceu na passada quarta-feira: obrigado tio Toni, por todos os bons momentos proporcionados. Entre outros, jamais esquecerei com quem vivi a gloriosa noite da conquista da Taça CERS em Hóquei em Patins, num pavilhão de Alvalade a abarrotar de entusiasmo.

Ficha de Jogo:
Sporting Clube de Portugal
com Rui Patrício; João pereira, Daniel Carriço, Anderson Polga e Evaldo; Simon Vukcevic (Carlos Saleiro 90+2’), Zapater, André Santos e Jaime Valdés; Hélder Postiga (Diogo Salomão 8’; Nuno André Coelho 81’) e Liedson

Sporting Clube de Braga com Artur Morais; Miguel Garcia, Moisés, Paulão e Sílvio; Mossoró(Hélder Barbosa 59’), Vandinho, Hugo Viana (Leandro Salino 73’) e Alan; Paulo César e Lima (Meyong 59’)


Golos: Salomão 10', Valdés 13' e Paulo César19'.


Destaque: Salomão pela autoria de um golo memorável


Um pedreira que se aproxima de Alvalade

Os dois Sporting´s que mais logo se encontram nunca pareceram estar tão próximos como nos últimos anos. Invertendo a tendência que o registo histórico documenta, o Braga ganhou os dois últimos jogos em Alvalade para o campeonato e, no final da competição do ano transacto, tomou o lugar no pódio que nos pertenceu durante os 4 anos anteriores. São 3 anos de aproximação da Pedreira a Alvalade, num movimento convergente, que tem tanto de crescimento dos arsenalistas como de depreciação do nosso valor.

Mas não é apenas no relvado que a aproximação do Braga tem acontecido. Fruto de uma gestão realista e apontada por muitos como um exemplo, o clube minhoto conseguiu, no último exercício, uma receita extraordinária com a venda de jogadores acima dos 11 milhões de euros (desses 7 milhões “são” nossos, pela compra de J. Pereira e Evaldo) e apresentou um orçamento para a época em curso de cerca de 17 milhões de euros. (Não consegui apurar o valor do orçamento da nossa SAD mas andou nos últimos anos um pouco acima dos 20 milhões.)

Se a contabilidade pouco diz aos adeptos, o facto é que, com uma primeira volta abaixo do que se esperaria, o Braga deveria chegar hoje a Alvalade com muito mais do que apenas 5 pontos de atraso. Daí que, se Paulo Sérgio quer continuar no grupo da frente, tem que se esmerar na estratégia para mais logo. É que o Braga de Domingos sentir-se-à como peixe na água a explorar as deficiências na manobra colectiva que o Sporting apresenta desde que lhe foi entregue a braçadeira de treinador. E a hipótese avançada pelos jornais da possível titularidade de um Zapater sem ritmo deve ser uma boa noticia para Domingos e companhia, que, mesmo sem ter Aguiar, não faltará quem a conduza. A vitória de mais logo é necessária para manter o 3º lugar mas, a ocorrer, será muito difícil de alcançar.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Já tinham ouvido falar nisto?

A 31 de Março Nobre Guedes previa implementar a já famosa reestruturação financeira no prazo de 2 meses. Passados 3 meses dava a reestruturação como "quase feita" e o seu anúncio iminente. Hoje o DN diz que "a CMVM aprovou na quarta-feira o prospecto dos Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis (VMOC), em acções, no valor de 55 milhões de euros e desbloqueou a situação." E que "a reestruturação financeira do Sporting foi desbloqueada. Ainda este mês vão entrar nos cofres leoninos 73 milhões de euros." 

Pronto, diríamos agora. O que eu não sabia e nunca tinha ouvido nestes termos, a não ser na voz dos habituais contestatários e sempre negado pelos representantes dos orgãos sociais  é que, e citando o que o DN encontrou no prospecto, há alguns riscos inerentes à subscrição. Como por exemplo: "A Sporting SAD poderá ser alvo de uma oferta pública de aquisição" e ver-se "condicionada na execução da sua estratégia/linhas de orientação". Além de que "poderá ter dificuldades na contratação e retenção de pessoal qualificado". Já tinham ouvido falar nisto, nestes termos?

Como é bom nascer longe...

O Sporting alheou-se do futuro de Pereirinha ao emprestá-lo a um clube grego concedendo-lhe o direito de opção. Mandou Adrien para crescer para oriente. Entretanto duplicou o ordenado a Salomão. Que parece ter caído no goto dos adeptos mas que, ainda tem muita relva para comer  para provar a sua utilidade. 

Não sei se foi uma boa medida, até porque, ao contrário da grande maioria dos adeptos, não lhe consegui ainda vislumbrar qualidades e rendimento que justifiquem tanto "frisson", mais ainda quando já completou 22 anos. O que sei é que o Sporting deveria ter feito o mesmo e em primeiro lugar com Patricio, Carriço e Djaló, por exemplo. Que deveria ter renovado os contratos de Bruma, Renato Neto, Diogo Rosado, Wilson Eduardo, Adrien e não o fez. No Sporting é cada vez mais difícil de perceber quais são as prioridades  e o melhor parece ser nascer longe.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

2001-2010: a história de uma viagem de montanha russa

Estamos em 2001. O Sporting vive ainda sob duplo efeito da conquista do mais ansiado titulo da sua história e a constatação que a sua renovação era impossível. O técnico campeão já havia sido despedido, Mourinho, então um treinador sem outro feito de relevância que não ter-nos goleado poucos dias antes, entra  e sai deixando menos vestígios que as traduções feitas para Bobby Robson anos antes. O Sporting começava a primeira década do actual século no mesmo estilo em que sempre viveu as 2 anteriores: em convulsão, sem uma estratégia desportiva definida, sem medidas sustentadas. Luís Duque, que de uma penada havia contratado Carlos Freitas e este um cabaz de Natal de luxo – André Cruz, Prates, Mpenza - acabaria por sair também no final da temporada. Esta não acabaria sem que Manuel Fernandes, de passagem pelo lugar de técnico principal, trouxesse uma Supertaça numa finalíssima disputada em Coimbra. Acosta, que abandonaria no final da época, despedia-se da mesma forma como sempre esteve no clube: discreto mas eficaz. Os dois golos marcados nos 3 jogos seriam da sua autoria.

Chegamos ao mais esplendoroso verão da década. Se havia petróleo em Alvalade não se sabe, mas o Sporting parecia determinado a voltar a ter as cinco quinas estampadas nas suas camisolas.  Carlos Freitas realiza o negócio do século: a troco de largos milhões, troca Jardel  pelos apagados Horvath, Spehar e Mpenza, junta-lhe o promissor Niculae,  que se vêm juntar a internacionais como Pedro Barbosa, Paulo Bento, Beto, André Cruz, Rui Jorge, Rui Bento, Dimas, Sá Pinto e João Pinto. Comandados por Lazslo Boloni, desconhecido treinador mas fabuloso 10 do não menos fabuloso Steua, que em Sevilla havia roubado de forma quase literal a Taça dos Campeões ao Barça. Boloni demorou a  afinar a estratégia e sobretudo a perceber que Jardel valia muito mais que a sua barriga de parturiente faria supor. Depois de desperdiçarmos os 3 pontos de uma surpreendente vitória nas Antas, tendo caído para um incrível 15º lugar após 4 jornadas, dobramos o meio campeonato na frente, pela primeira vez em muitos anos. Essa seria a posição final, parecendo que se cumpria o fabuloso destino que Roquete apontava poucos anos antes: ser campeão pelo menos 3 vezes em 5 anos. Faltava apenas um.

Andávamos entretidos a festejar a dobradinha, alcançada frente a um surpreendente Leixões de Carvalhal, pelo que ninguém percebeu os sinais de decadência de Jardel e  que este seria o título mais caro da nossa história. Apesar de Boloni ter lançado jovens talentosos como Quaresma e Viana, eram Pedro Barbosa, Paulo Bento, Prates, André Cruz, Dimas, João Pinto, Phill Bab e Jardel que  pressionavam perigosamente a tesouraria. O desequilíbrio entre entre o valor desportivo e o valor de mercado do plantel, apesar de evidente, passou despercebido. A precisar de receitas para manter o nível, o Sporting seria obrigado a vender os seus produtos da formação quase ainda em fraldas - Viana sai para o Newcastle - inaugurando uma tendência que fez escola e ainda hoje se mantém: comprar caro com pouco proveito e fazer depressa para vender como pode ainda mais rápido. Os jogadores consagrados acima citados haveriam de sair ou terminar a sua carreira sem proporcionar receitas equivalentes que sustentassem a sua substituição.

3 factores se  haveriam de conjugar maquiavelicamente para fechar um ciclo virtuoso que o Sporting não voltaria a fazer replicar. O tristemente célebre episódio da saída de Jardel marcaria o destino da época seguinte. Debilitado, o Sporting não teve argumentos para chegar à fase de grupos da Liga dos Campeões, perdendo com o Inter. Boloni arrastou-se sem chama até final de contrato. Sairia como o melhor técnico da década, ganhando todos os troféus nacionais que disputou.O Sporting entraria numa letargia que só foi interrompida a meio do decénio. Nesse entretanto há 3 momentos a merecer destaque: a chegada de Liedson, a partida de João Pinto e a inauguração do Estádio de Alvalade XXI.

Apesar de não escapar a alguma controvérsia, ninguém regateará a Liedson um lugar na história do Sporting. Quem acompanha o "ANorte" saberá que não é "o meu jogador", reconhecendo-lhe porém a importância que lhe é devida.

João Pinto é o meu eleito como o melhor jogador da década. Profissional enorme, com uma atitude e aplicação inexcedível e com uma característica que distingue os grandes jogadores dos outros: o seu inegável talento sempre ao dispor da equipa. Talvez lhe tenha faltado a afirmação internacional, que podia ter logrado com os seus companheiros de geração quando, no Europeu de Inglaterra, se encontravam no zénite das suas carreiras. Desse tempo apenas o talento de Figo lhe poderá fazer sombra.

A 6 de Agosto de 2003 o Sporting inaugura sua nova casa. A milhares de quilómetros de casa, recolhido no meu quarto, chorei como uma criança ao som da música de Enio Morricone na voz de Dulce Pontes. Inebriado pela melodia, num misto de incredulidade e esperança cria que estava dado o último passo para a entrada numa era de modernidade e afirmação do clube. Como eu, certamente muitos Sportinguistas. Era ainda cedo para perceber todos os "ses" e "mas" em que assentou o projecto imobiliário que conduziu à demolição do velho Alvalade e  à construção do majestoso edifício Alvalade XXI. Hoje serão poucos os que conseguirão negar que a ideia que lhe esteve subjacente fracassou em quase toda a linha.

Ao contrário do projecto do anterior estádio, da autoria gratuita do Arq. Anselmo Fernandes, Sportinguista, o projecto do novo estádio foi entregue sem qualquer critério a um Arq. sobejamente controverso. Os azulejos exteriores estão longe de ser um exemplo de bom gosto. O fosso, as cadeiras e os problemas recorrentes no relvado são um atestado de incompetência ao projectista e um exemplo de demissão de responsabilidades a quem tinha por obrigação de olhar para o projecto e sua execução como quem olha para a sua própria casa. Do tal espaço alternativo para os nossos familiares que não gostam de futebol pouco mais se vislumbra do que os cinemas, sendo um embaraço para proprietários e uma vergonha para nós. O pavilhão encolheu, de pouco servindo. Na verdade o estádio que hoje julgamos como nosso, já não nos pertence na totalidade. Fracções como a Clinica Cuf e Holmes Place foram alienadas bem como o edificio Visconde de Alvalade. O Sporting, de proprietário passou a inquilino.E, para ficarmos com pouco mais do que as bancadas, acumulamos um passivo que nos espartilha, não sem antes termos alienado paulatinamente a totalidade do património imobiliário, fazendo-o em baixa num momento alto do mercado. São muitas as sombras de dúvida senão na legalidade pelo menos na ética como alguns negócios foram conduzidos. Os terrenos comprados pela MDC são a melhor ilustração deste facto. A casa que construímos para as próximas 5 décadas é também hoje um monumento à irresponsabilidade que enegrecerá a memória de todos nós junto das gerações vindouras.

Chegamos já a 2004/05.  Para trás ficam 2 anos de total esterilidade sob o comando de Fernando Santos. O nome de Peseiro surpreenderia, tal como a época que acabaria por realizar. Foi a melhor colheita da década no que à qualidade do futebol diz respeito. As semanas que antecederam o final temporada deitariam a perder uma época que poderia ter sido memorável. E apesar de a lembrança ser amarga não pode ser esquecida a final europeia alcançada. As meias- finais com o AZ-Alkmar são um momento inesquecível, bem como algumas das eliminatórias que as antecederam. O golo de Miguel Garcia na voz Jorge Perestrello ficarão para todo o sempre. Peseiro sairia pouco depois da época seguinte se iniciar.

O final da época ficaria também assinalado pela despedida de Pedro Barbosa. Se considero João Pinto o melhor jogador, o ex-capitão é o mais importante. Está presente em todas as conquistas alcançadas neste período. Jogador de enorme talento mas limitado pela inconstância. Tão genial como desesperante.

Seria o seu amigo Paulo Bento que marcaria a última metade do decénio. Contratado como treinador, chegando ao lugar principal depois de ter alcançado um título no último escalão da formação, foi muito mais que apenas isso. Por isso qualquer balanço que se faça da sua passagem estará longe de gerar consenso. É o segundo treinador com mais tempo de clube, embora já poucos sejam os restem que tenham testemunhado quem o suplanta. Marcou uma época, e, tendo deixado 2 Taças de Portugal e 2 Supertaças no museu, não logrou ser campeão. Um bocado à imagem da década em análise, Paulo Bento entrou em alta e saiu em baixa. Com a diferença de 2 temporadas o Sporting haveria de, na estreia de PB na Champions, bater o pé ao Bayern de Munique para ser 2 anos depois goleado de forma diluviana. 

À saída de Paulo Bento corresponde também o desmoronar de toda a estrutura do futebol, com a retirada de Miguel Ribeiro Telles, cuja importância estará muito para lá do que a sua circunspecta actuação deixa perceber. Na sua última entrevista, após o abandono, MRT avisa que "O Sporting ou aumenta as receitas ou tem de ter um investidor". E explica que "quando foi campeão (2001/02) tinha custos próximos dos seus opositores mas não conseguiu aumentar as receitas. E indica a filosofia seguida "O Sporting excede em pouco os 50% dos custos salariais face às receitas, a UEFA pretende que não ultrapasse os 60% por cento. É possível chegar ao titulo com esta filosofia." As saídas dos dirigentes juntamente com os treinadores já não era uma estreia. Dias da Cunha abandonou com Peseiro, Bettencourt só não o fez com PB porque não conseguiria explicar porque o faria, quando acabava de ser eleito com 90% dos votos. Esta lógica invertida leva a pensar quem no Sporting suporta quem.

Não é este o post indicado para abordar a história recente do dirigismo leonino. Mas uma análise da última década ficaria incompleta sem lembrar a profusão de gestores profissionais que passaram pelo Sporting sem deixar marcas mais visíveis do que as indemnizações a que tiveram direito, sem o apuramento de responsabilidades da sua acção directa. Rui Meireles é talvez o caso mais mediatizado, mas está longe de ter sido o único.

As eleições que conduziram o actual presidente ao cargo pareciam ter inaugurado um período de estabilidade e paz interna. A votação maciça em Bettencourt e a declaração do candidato vencido assim o faziam supor. A história é ainda recente pelo que, sendo uma tarefa dolorosa, me vou abster de enunciar os passos que nos conduziram a um estádio vazio, a 2 anos consecutivos de rotundos falhanços no futebol, que, por ter o peso que tem, nos arrastam para um dos piores momentos que a memória é capaz de  proporcionar. Vivemos o segundo maior jejum da nossa história, mas, ao contrário do primeiro, somos muito poucos os que se interessam. E isso sim, é o sinal mais preocupante e ao mesmo tempo desafiador para o decénio que agora começa.

Não posso terminar sem lembrar que um clube que conseguiu formar, no tempo em apreço, um lote invejável de jogadores como Quaresma, Carlos Martins, Ronaldo, João Moutinho, Hugo Viana, Miguel Veloso, Varela, Patricio, Nani, Carriço, Djaló não devia ter sobre o seu futuro uma enorme interrogação. Precisamos de perceber como chegamos até aqui para não voltar a repetir os erros que acumulamos. É necessário realismo para compreender que o Sporting não poderá continuar muito mais tempo na situação em que se encontra sem colocar em causa o estatuto que ainda detém, nem poderá, de um dia para outro refazer-se dos sucessivos erros cometidos. Mas é vital que se interrompa o plano inclinado em que nos encontramos para que a esperança de dias melhores volte a mobilizar os Sportinguistas. Neles começa e acaba o Sporting.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Uma Década... "Modalidades"

Terminou a primeira década do século XXI e o “ANortedeAlvalade” dedicará os próximos dias a fazer o balanço da actividade desportiva centrada nas 2 grandes áreas do clube: as modalidades e o futebol. Começamos hoje pelas modalidades, num texto em que contamos com a preciosa ajuda de um amigo “desta casa”, e que nós, para todos os efeitos consideramos um homem da casa, o Juvenal Carvalho. Alguém que conhece bem o meio, pela dedicação como fervoroso adepto e pelo desempenho de funções de dirigente.

Leão de Alvalade

Embora longe de registos como das décadas de 70 e 80, a década que agora finda guardará também uma série de bons registos no que toca ao ecletismo leonino.

Daquelas que são consideradas as modalidades de “competição” no Sporting, o atletismo voltou a ser a que alcançou melhores resultados. Depois das conquistas do gémeos Castro, Francis Obikwelu, Naide Gomes e Rui Silva elevaram o nome do Sporting e de Portugal em diversas competições nacionais e internacionais e lideraram a nossa equipa em excelentes participações na Taça dos Clubes Campeões Europeus.

No ténis de mesa, e apesar da concorrência de equipas como São Roque e Estrela da Amadora, os leões alcançaram 5 títulos nacionais entre 2001 e 2010, assumindo cada vez maior destaque no panorama da modalidade no nosso país.

Pioneiros no futsal, o Sporting já andava e conquistava títulos na modalidade, muito antes de outros clubes aparecerem. A natureza do desporto – invariavelmente ligada ao futebol – faz desta modalidade uma das mais atractivas e competitivas em Portugal. 4 Títulos na última década, presença na inauguração da principal competição europeia e cedência de diversos atletas presentes nos excelentes resultados da Selecção Nacional, são apenas alguns dos pontos a anotar desta secção leonina cujo trabalho continua a alimentar os sonhos e expectativas dos sportinguistas.

O início da década trouxe também o título nacional de andebol para o Sporting, quinze anos após a última conquista, correspondendo a um justo prémio para uma das melhores gerações que passou pelo clube nos últimos tempos. A finalizar, a primeira conquista numa competição europeia por parte de uma equipa nacional. Pelo meio, o litígio Liga – Federação proporcionou ao SCP duas vitórias na Divisão de Elite, mas também pairou pelo ar a hipótese da secção deixar de competir.

Noutros desportos de menor visibilidade mas igualmente com forte tradição no nosso clube como ginástica, natação e bilhar também registaram-se nobres feitos, deixando um merecido destaque para as duas medalhas de prata alcançadas pela secção de Bilhar na Taça dos Clubes Campeões Europeus.

O controlo orçamental por parte do clube aumentou o número de secções geridas de modo autónomo dentro do Sporting e com isso, aumentou também a oferta disponível. Surgiram novas modalidades como o automobilismo, futebol de praia, corfebol ou até mesmo paintball. Contudo, algumas destas experiências deixaram más recordações como o caso da equipa de hóquei que regressou à I Divisão e depois abandonou a competição ou então a equipa de ciclismo que teve uma fugaz aparição nas estradas nacionais.

Em jeito de resumo - e cometendo as naturais injustiças para com outras pessoas em nomeações como a que faço agora - apontaria as seguintes figuras como referências da última década:

Atleta - João Benedito
Dirigente - Eng.º Gilberto Borges
Equipa - Andebol (2000/2001)

Alimento a esperança de ver o afastamento de determinados fantasmas em torno das modalidades. Muitos ainda acreditam que as modalidades “amadoras” asfixiam o futebol profissional e retiram-lhe competitividade, sem no entanto avaliar a capacidade que estas têm de atenuar um sem fim de erros cometidos em termos de futebol. Pequenos pormenores como a contratação de João Silva para o Triatlo, João Pina para o Judo ou mesmo o excelente trabalho sustentado que vem sendo realizado no Hóquei em Patins encherão de orgulho os demais sportinguistas e devem ser tidos como exemplo no desporto leonino.

Para o fim deixei propositadamente o tema do Novo Pavilhão. Não devem existir dúvidas que o fim da “Nave de Alvalade” contribuiu para uma certa travessia do deserto por parte das nossas modalidades que se sentiram órfãs do seu clube e sobretudo dos seus adeptos. Mais recentemente, temos assistido a uma nova vaga de comunicação e destaque às modalidades que não deixa de ser descoordenada face ao afastamento provocado pelo motor do desporto sportinguista, o Futebol. Apesar disso, entramos na nova década com a esperança de ver um novo pavilhão edificado junto ao Estádio José Alvalade e aguardamos pacientemente pela oportunidade de acompanhar longas sessões desportivas, com equipas competitivas e valorizadoras do nome do Sporting Clube de Portugal, para no final do dia podermos dirigir-nos ao nosso lugar no Estádio e acompanhar a equipa de futebol profissional.

Aproveito ainda para deixar alguns agradecimentos em particular a diversas figuras ligadas ao Sporting e que em muito têm contribuído para o meu crescente interesse pelas modalidades leoninas. Assim, uma palavra de apreço para os seguintes leões:

- Nuno Ramos e Alexandre Ribeiro do "Armazém Leonino"
- Alfredo Pinheiro, Atleta e Técnico do Andebol do Sporting ao longo de 3 décadas.
- Eng.º Gilberto Borges, Director da Secção de Hóquei em Patins
- Pedro Miguel Moura, um dos melhores mesa-tenistas nacionais de todos os tempos
- Henrique Salgado, fervoroso adepto e coleccionador
- Juvenal Carvalho, companheiro de grandes "batalhas"

EM FRENTE SPORTING!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Ano novo, vida velha

O intervalo competitivo excessivamente dilatado, misturado com viagens e alguns eventuais excessos não levariam a supor um regresso prodigioso, mais ainda numa competição depreciada de interesse pela generalidade dos intervenientes directos e indirectos. Mas o facto de o adversário de hoje ser o mais débil da Liga e encontrar-se há largo tempo órfã de direcção técnica obrigar-nos-ia a apresentar outros argumentos que não os que vimos no jogo de hoje com a Naval. O grande golo de Liedson acabou por ser a melhor nota numa orquestra geralmente monocórdica e previsível.

No fundo mudou o ano mas o essencial mantém-se. E o contrário é que seria um milagre, uma vez que a mudança necessária ao futebol do Sporting não passa pelos números dos calendários.

Ficha de Jogo
Taça da Liga: 1ª Jornada do Grupo D da 3ª Fase
Estádio de Alvalade, Lisboa
Árbitro: Hugo Miguel (Lisboa)

SportingRui Patrício, Abel, Daniel Carriço, Anderson Polga e Evaldo; João Pereira, André Santos, Maniche e Yannick Djaló; Liedson e Hélder Postiga.
Suplentes: Tiago, Marco Torsiglieri, Carlos Saleiro, Jaime Valdés, Alberto Zapater, Diogo Salomão e Simon Vukcevic.
Treinador: Paulo Sérgio.

Naval 1º de MaioSalin, Carlitos, João Real, Orestes e Daniel Cruz; Godemèche e Alex Hauw; Marinho, Hugo Machado e Camora; Fábio Júnior.
Suplentes:  Jorge Baptista, Michel, Edvaldo, Godinho, João Pedro, Gómis e Giuliano.
Treinador: Fernando Mira.

Golos: Vukcevic (69'), Liedson (72').

Águia que ladra não morde, problemas com o gás e os pezudos

“Há momentos que exigem ponderação de análise e firmeza na acção”. Era assim que começava o comunicado do plenário dos órgãos sociais do SLB em meados de Setembro passado. E, certamente resultante da tal ponderação analítica, propunha o boicote aos jogos fora, proclamando ‘persona non grata’ o Secretário de Estado do Desporto, que, como sabemos, dificilmente pode ser acusado de alguma coisa, pois, pouco ou nada faz de concreto. A firmeza da acção também foi levada às últimas consequências: o boicote que era para ser nos jogos fora foi mais notado nos jogos em casa e a de boicotador na Taça da Liga passou a ser o principal favorito. Obviamente porque ganhou.

Aqui a norte o FCP deve ter gasto grande parte do gás nos assados das festas e nem com o Olegário a soprar conseguiu fogo suficiente para chamuscar a sua filial madeirense. Não foi preciso chamar S. Jorge para voltar a derrotar o dragão, bastou que a sabedoria popular prevalecesse, por afinal não há mal que sempre dure nem bem que não acabe.

Enquanto isso aguardamos por mais logo a nossa entrada com  o pé direito e com o esquerdo em 2011, isto depois do nosso treinador, auto-confesso pezudo, ter chegado à conclusão, e certamente após reflexão natalícia, que o tempo não está para poupanças. Talvez um pouco tarde, não Paulo Sérgio?

domingo, 2 de janeiro de 2011

"Jamais haverá ano novo, se continuar a copiar os erros dos anos velhos"


Foi assim que, há precisamente um ano, coloquei o primeiro post de 2010:

Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar
no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar
e entregar os pontos.

Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez,
com outro número e outra vontade de acreditar
que daqui pra diante vai ser diferente

Carlos Drummond de Andrade

Nenhum de nós acha que o simples mudar de número mudará alguma coisa de substancial na vida de uma pessoa ou colectividade. Mas, quando o ano anterior deixa poucas razões para ser lembrado, tendo grande parte dos acontecimentos castigado o espírito e as convicções, um novo ano e um novo número renovam o ânimo. Esse é o espírito, muito bem retratado no poema de Drummond de Andrade, que aqui partilho convosco. (...)
Se o inicio de um ano corresponde à esperança de um recomeço é bom que todos percebamos que, passado um ano, temos que recomeçar um bocado mais atrás. Hoje, e depois de olhar para onde estávamos há um ano, e o que então escrevia, facilmente concluo que não houve  o tal "milagre da renovação" pelo qual os não se muda a forma de estar e de trabalhar. 
As noticias da dispensa, com opção de compra, de Pereirinha para o longínquo e anónimo Kavala da Grécia são um sinal preocupante, em contraste com a prioridade estabelecida para a renovação com Abel. E evidenciam que em Alvalade ainda ninguém percebeu porque, em menos de um ano, o tal fundo de jogadores que se estimava de 20 milhões será feito, na melhor das hipóteses, por metade desse valor. Ou porque Varela e Carlos Martins são agora internacionais A com outras camisolas. Saber que o Sporting parece disposto a aumentar o vencimento a Salomão mas tem jogadores como Diogo Rosado, Diogo Amado ou Rui Fonte, por exemplo,  na sua última época de contrato, e, que, sem perceber ainda o seu valor, estão livres para assinar por outros clubes é também pouco tranquilizante.

Nos actuais moldes o futebol do Sporting não valoriza os seus activos mas não deixa de ser "curioso" que, mesmo assim, sejam os Pereirinhas, os Djalós e outros a continuar a ter procura e não haja uma única oferta por jogadores em que o Sporting continua a esbanjar dinheiro.

No dia em que o novo Director-Geral inicia funções deixo-lhe à atenção uma frase que muitos atribuem a Camões, mas que, embora duvidando da autoria, não deixa de merecer reflexão: "Jamais haverá ano novo, se continuar a copiar os erros dos anos velhos."

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Desejos

Os optimistas acham que no novo ano tudo mudará para melhor, os pessimistas pensarão exactamente o contrário. Realisticamente sabemos que o Novo Ano não será tão bom como desejaríamos mas não tem de ser tão mau como esperam os que já nada esperam. Sabemos também que o dia de amanhã não chegará sem vivermos o de hoje, e assim sucessivamente, pelo que para vivermos bem há saber, a cada momento, colocar o tempero certo.

Para todos aqui deixo ficar os meus desejos, para cada dia do ano que está a chegar:


Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconsequentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.

E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exacta para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga "Isso é meu",
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afectos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.

E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.
(Victor Hugo)

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

«Fizemos com Paulo Bento o que Barça fez com Guardiola»

O que Carlos Freitas se esqueceu de dizer foi que, infelizmente para o Sporting, Paulo Bento não fez com o Sporting o que Guardiola conseguiu fazer com o Barcelona.

No mais a entrevista do ex-director desportivo é igual a tantas outras que se realizam diariamente na cada vez mais pobre imprensa desportiva. Carlos Freitas disse o que quis e bem lhe apeteceu num discurso livre, sem qualquer contraditório ou confrontação com a realidade.

Cada um faça o balanço que quiser da passagem de Carlos Freitas pelo Sporting. Mas um director desportivo que diz que Paulo Sérgio "é um dos bons treinadores portugueses" e que "em Guimarães colocou a equipa a jogar um futebol atractivo" não precisa de dizer mais nada para me permitir concluir que ainda bem que daqui à Grécia estão uns largos milhares de quilómetros de distância.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Fazer diferente, fazer melhor e fazer primeiro

Foto Academia de Talentos
O Sporting tornou-se em pouco tempo num clube de desculpas e lamentos. Dirigentes e directores  assumem que não têm as mesmas armas que os principais rivais, esquecendo-se de explicar as razões porque é agora assim mas não o era no passado. O discurso alastra como uma epidemia aos adeptos e até a alguns jogadores, levando muitos a conformarem-se como se conforma quem recebe a noticia de uma doença incurável. Mas, o invés de mudar de rota, o clube parece sempre mais predisposto a imitar os rivais do que descobrir um caminho alternativo que lhe permita inverter o sucessivo resvalar.

É nesse contexto que interpreto os mais recentes rumores que dão conta interesse do Sporting em Edinho e da confirmação feita anteontem pelo próprio de que o Sporting terá sondado Hugo Almeida. Nem um nem outro ou ambos  resolveriam os problemas que afectam o nosso futebol, que, como muitas vezes tenho defendido aqui, começa muito acima dos jogadores. O Sporting tem um passado recente de más decisões para reparar e um futuro a preparar, pelo que o reforço imediato do plantel não deveria ser considerado uma prioridade, mais ainda face às possibilidades do que resta para a época em curso. Contratar pinheiros ou aproveitar o que sobra aos outros no Natal está longe de ser a mudança de paradigma que o futebol do Sporting necessita. Antes de olhar para fora o Sporting deveria olhar para dentro, tentando não repetir os erros que vem acumulando e que, feitas as contas, nos tornam cada vez mais pobres e cada vez menos competitivos.

Fazer diferente, fazer melhor e fazer primeiro que a concorrência seria com certeza a melhor forma de anular as vantagens dos rivais. A aposta na formação tanto tem servido de bandeira quando as coisas correm bem e como de desculpa quando correm mal, mas tarda em ser assumida não com a resignação de que nada mais ou melhor pode ser feito, mas como uma medida estratégica, capaz de voltar a por o Sporting nos eixos. Hoje o nosso clube é tão conhecido por produzir bons jogadores, por descobrir e burilar talentos como por os desperdiçar. Para vermos do que somos capazes de fazer e simultaneamente desperdiçar temos que ver os que outrora foram nossos brilhar com outras camisolas vestidas.

No meu entender o que se tem anunciado como uma aposta na formação tem sido o triunfo e afirmação dos jovens de Alcochete sobre jogadores com outro estatuto, contratados para serem titulares. A verdadeira aposta na formação nunca foi feita a sério no Sporting e nunca será feita sem que se dê continuidade à qualidade do trabalho desenvolvido em Alcochete no momento em que os jogadores se tornam seniores. Ao contrário do FCPorto, que nem faz da formação a sua maior aposta, o Sporting não acompanha de perto o crescimento dos seus jogadores, nem do ponto de vista técnico nem sequer do ponto de vista afectivo. Os que não conseguem o acesso à equipa principal, a grande maioria, além de deixados à sua sorte, não lhes vêm abertas grandes possibilidades de "estagiar" em equipas com projectos ambiciosos, estáveis ou pelo menos bem dirigidas do ponto de vista técnico.

Será que os Sportinguistas não se interrogam porque são os nossos jogadores dos melhores até aos júniores e depois são relegados para suplentes, ao contrário dos seus congéneres portistas, p.ex.? Nesta fase crucial do seu crescimento, e perante a inactividade, é aqui que perdemos o contacto com muitos dos jogadores que ouvimos depois falar. Mesmo não se tratando de grandes talentos, são bons jogadores que nos poderiam ser úteis em campo e na tesouraria, por serem tão bons ou melhores do que os que nos custam muito a pagar.

Para fechar esta reflexão sobre a importância de uma verdadeira aposta na formação, concluiria com 4 ideias-chave, que considero fundamentais para o sucesso desta estratégia:

1- Competência. Bons treinadores fazem boas equipas com planteis fracos e os outros conseguem fazer de planteis milionários equipas vulgares e enfadonhas.
O dirigente do Sporting não pode olhar para a principal actividade do clube com um adepto vulgar. Tem de perceber no mínimo que o futebol, não sendo, do ponto de vista do conhecimento, tão exigente como decifrar o genoma humano, tem profissionais mais e menos capazes e só os melhores conseguem os melhores resultados. Da direcção técnica a todos os intervenientes, o Sporting tem de se rodear de profissionais capazes. Mais ainda se a formação for uma área estratégica.

2- Liderança. Tem faltado na liderança do Sporting convicção no caminho a seguir. Ora se faz ora se desfaz. Falta falar verdade aos sócios, demonstrando que não há caminhos fáceis e que, não havendo sucesso imediato, pelo menos não se compromete o futuro.

3- Uma vez que até os clubes que melhor formam jogadores vivem na contingência dos melhores e dos piores anos, é necessário um gabinete de prospecção com conhecimento abrangente do mercado, para que o Sporting não esteja sujeito aos interesses dos empresários ou dos conhecimentos do director desportivo.

4- Faltam os indispensáveis: os adeptos. Ao invés de exigirmos ou sonharmos com jogadores que não podemos pagar, podemos começar a olhar para os da casa com a mesma paciência e igual exigência com que olhamos para os outros. Falhar a contratar não deve ser olhado como uma fatalidade mas os adeptos têm que perceber que, o nível do  mercado a que o Sporting pode aceder é em si mesmo potenciador de erros, uma vez que não podemos comprar onde compra o Real Madrid, o Chelsea ou ManCity, por exemplo.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

A misteriosa saga das responsabilidades

Carlos Barbosa da Cruz tem uma coluna de opinião no jornal o Público, cujos artigos aqui tenho algumas vezes deixado para discussão. Na semana passada este nosso consócio, que fez parte dos corpos sociais na gestão de Soares Franco, pronunciou-se sobre a saída da Nova Expressão da SAD do Sporting. 

Percebemos que, na sua opinião, foi uma operação que lesou os interesses do Sporting, que, ao contrário do que então foi dito, não foi uma exigência das entidades bancárias, que o clube foi mais vitima que culpado, que a operação beneficiou de forma especial o ex-accionista, que não foi ilegal. Mas continuamos a não perceber o essencial: porque razão o final desta história é igual a tantas outras, ficando sem saber porque aconteceu e de quem é a responsabilidade.


A saga das acções da SAD


"Muito se tem especulado sobre a compra das 2.450.000 acções de categoria B da SAD do Sporting que a Sporting SGPS adquiriu à Nova Expressão, pelo preço de 4.900.000 euros, ou seja, dois euros por acção, pagos em cinco anos. Já vi escrito que esta compra teria sido uma exigência da banca para o SCP manter a maioria da SAD nas operações de reestruturação (redução de capital/aumento de capital/emissão de VMOC).

Não se afigura que seja assim, porquanto o SCP tinha em todos os passos desta operação a maioria necessária; aliás, voz abalizada do clube já esclareceu (Record, dia 13) que a compra não tinha nada a ver com o processo de reestruturação.

Não terá também passado despercebido que as acções foram compradas por mais do dobro da cotação da bolsa e, para mais, com dinheiro emprestado... Cabe então perguntar por que carga de água o Sporting comprou acções da SAD de que não precisava e por um preço que elas não valem e com dinheiro que não tinha? Acho que esse esclarecimento deve ser dado aos sócios, ao mercado e sobretudo aos outros accionistas da SAD que não usufruíram desta benesse...

Esta não terá sido uma operação a que o SCP entusiasticamente aderiu; outrossim terá resultado de um concurso de circunstâncias a que não escapou. Por outras palavras, foi-se mais um anel para ficarem os dedos. Para ser mais claro, acho que nesta saga o SCP foi muito mais vítima que culpado.

A accionista vendedora tinha um lugar no conselho de administração da SAD e acesso a informação privilegiada, conhecia os detalhes da operação e, na altura certa, dessolidarizou-se e apareceu vendedora.

Em abono de quem vende, dir-se-á que a lógica da reestruturação da SAD de alguma maneira trucidou eventuais projectos de abertura de capital e interactividade com parceiros externos. Quero deixar claro que não está em causa a legalidade da operação de reestruturação da SAD, estudada minuciosamente por especialistas acima de toda a suspeita, sufragada pelos sócios e confirmada por auditores. Quem quiser então que extraia as necessárias conclusões. Eu já fiz o meu juízo."

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O preocupante abandono dos indispensáveis

Falta dinheiro para contratações? Vukcevic e Izmailov são bem capazes de estar de saída, provavelmente abaixo do preço de custo ou sem mais valias? Alvalade regista um descida de 30% no nível de assistências em quatro anos? Enquanto a competitividade da equipa se afunda os custos com o plantel aumentaram? Em todas estas noticias preocupantes há uma evidência indesmentível: a falência da gestão desportiva da SAD do Sporting. Esse é o grande problema do Sporting e não há "project finance" que nos regate da falência sem que o Sporting volte a ser competitivo.

Podemos até pensar que, no caso quer de Vukcevic quer de Izmailov, a culpa ou a responsabilidade da situação em que se encontram não seja exclusiva do clube. Mas é também evidente que são já demasiados os casos como os deles para não nos interrogarmos sobre a gestão dos recursos humanos em Alvalade. E admitindo que se tratam de jogadores com feitio especialmente problemático não ajuda muito a promover a sua venda deixar passar a ideia que o clube está ansioso para os ver pelas costas, como insistentemente vem aparecendo nos jornais nos últimos dias. À sua mais que provavel saída ficará também na mente de muitos Sportinguistas a ideia de que o seu rendimento nunca chegou a corresponder ao que o seu talento prometia, que agravará a sensação de desperdício de valores: o do rendimento desportivo e da mais valia financeira.

Não é surpresa para ninguém os números que vêm hoje no "Jogo". A quebra de 30% de público nos últimos 4 anos está intimamente ligada à descida a pique da qualidade do futebol exibido. Sem futebol de qualidade e competitividade os Sportinguistas vão preferindo outros espectáculos, como em tempos foram aconselhados. De todas as saídas a dos adeptos é aquela que mais preocupações suscita. O Sporting superou a saída de Peyroteu, de Yazalde, de Damas e de muitos outros, mas não suportará por muito mais tempo esta espiral depreciativa em que se afunda o seu futebol que leva ao afastamento dos únicos indispensáveis: os seus adeptos. Sem Sportinguistas não há Sporting!

domingo, 26 de dezembro de 2010

Porque somos do Sporting II (See you soon Mr. Alexander Ellis)

Na mensagem de Natal que deixei a todos os leitores do blogue terminei com uma das certezas mais intrigantes da minha vida: na hora de escolher um clube só me imagino Sportinguista. Intrigante por uma série de razões, que, dado o seu cariz pessoal, me tenho abstido de colocar em forma de post, embora ele esteja há muito escrito na minha cabeça e até no coração. De uma forma resumida posso afirmar que ter-me tornado Sportinguista nunca teve a ver com números de vitórias, de adeptos, por herança familiar ou por identificação regional. Ser do Sporting é mais do que tudo isso, é uma forma de estar, mesmo que nos seus piores momentos nos pareça uma noção perdida ou em vias disso. Por isso é que sustento que quem é do Sporting não podia ser outra coisa e me parece que ser de outro clube qualquer é mesmo isso: ser de outro clube qualquer, tenha muitos ou poucos adeptos, muitos ou poucos troféus, ganhe muito ou pouco.

A primeira vez que aqui falei sobre este tema foi por ocasião de uma entrevista dada pelo embaixador inglês Alexander Ellis, onde eles nos contava como se tornou Sportinguista. Alexander Ellis está de partida de Portugal e tornar-se-à em breve num dos muitos Sportinguistas espalhados pelo Mundo. Na sua crónica no "Expresso", "um bife mal passado" deixou aos portugueses um "pedido" de 10 coisas que nunca deveriam mudar no nosso País, cuja leitura recomendo. Tenho pena que a palavra Sporting não tenha sido mencionada, como fazia em muitas das suas conferências por esse País fora, como várias vezes testemunhou o Bruno Martins, editor "desta casa". Mas julgo não me enganar que voltaremos a ver Richard Ellis na tribuna ou na bancada de Alvalade, quem sabe para festejar mais um título nacional. See you soon Mr. Richard Ellis!
Esta é a entrevista da Bola a que fiz referência e que aqui publicamos em devido tempo:

Quem é do Sporting ponha o braço no ar. Sabe a data de inauguração do antigo Estádio de Alvalade? Se desconhece baixe o braço. Sugestão ridícula seguramente nem o levantou. Mas respondeu? A BOLA apresenta-lhe um adepto Sportinguista que tem essa resposta na ponta da língua. Essa e muitas mais. Venha daí conhecê-lo. Alexander Ellis podia ser um leão como tantos outros. Mas não se encontrarão assim tantos admiradores britânicos do Sporting que saibam tanto e tenham tão fortes recordações sobre os leões, a sua história, os jogos mais importantes, as suas figuras mais ilustres. E, já agora, que tenham carreira diplomática. Foi um bicho que me mordeu, justifica o embaixador, assim mesmo, num português perfeito.


Memórias de infância
Aiexander Ellis nasceu em Londres, perto de um grande templo do futebol mundial - Wembley - e a poucos quilómetros do Estádio de Highbury, palco antigo do Arsenal, transformado num condomínio de luxo. - Alexander Ellis é do Arsenal. Talvez por influência ou tradição familiar. O meu pai é do Arsenal e a minha tia é sócia vitalícia, conta, no hall VIP do Estádio de Alvalade.


Portugal e o Sporting
Gentil, cordial, elegante, sincero, combina os gestos extrovertidos com a gravidade diplomata enquanto nos conduz pelo percurso da sua vida, que o trouxe a Portugal em 1992. «Cheguei num fim-de-semana e não conhecia ninguém. Já percebia um pouco de português li num jornal que o Bobby Robson era O treinador do Sporting e que havia jogo. Fui ver e interessei-me pelo clube», recorda. Foi uma experiência incrível ver um jogo ao final da tarde, com o sol a bater no estádio e a beber cerveja. A sua professora de português encarregou-se de alimentar o interesse. «É uma Sportinguista profunda», esclarece. Depois, o «bicho mordeu» e ficou mesmo Sportinguista. Alexander Ellis evoca com admiração jogadores da época pré-Bosman., como Valckx, Balakov, Figo, Nélson, todos de «grande nível. O seu assistente da secção Política de Imprensa, Pedro Silva, pergunta: «E o Paulo Sousa?» O embaixador eleva os braços e responde: «ui, o Paulo Sousa, lembro-me muito bem (desse Verão quente). E ainda chegou a .Falar-se que o João Pinto também podia trocar o Benfica pelo Sporting. Como já se percebeu, o embaixador britânico ficou a saber muito bem quem era o tradutor de Robson no Sporking. Nem era preciso perguntar. «Mourinho, claro».


ROBSON e o 6-3
Como todos os britânicos, Alexander Ellis nutre especial por Bobby Robson. Imita o sotaque português do antigo treinador do Sporting e F.C. Porto. «João Pinto, graande jogador, graande jogador. Ainda não se conformou com a saída de Robson do Sporting. "Lembro-me bem do despedimento de Robson, depois de termos sido eliminados pelo Casino Salzburgo. Sofremos o 3ºgolo nos descontos (o Sporting tinha vencido2-0 em Lisboa, e perdeu 3-0 na Áustria, com o último golo aos 112minutos). Foi o desespero total, quase chorei.»


Mais tarde, já Robson era treinador do FC Porto, escreveu-lhe uma carta, convidando-o a vir a Lisboa para assistir a um jogo que Alexande Ellis e os amigos organizavam regularmente com a Casa do Gaiato. «Assim que recebeu a carta, telefonou-me logo. Pediu muita desculpa, porque não era possível vir a Lisboa. Era muito simpático. Tive pena por ter deixado o Sporting. Ele dizia: estávamos no piimeiro lugar, estávamos no primeiro lugar. Impressionante. Nunca tinha sido tratado assim. Em Inglaterra, a imprensa, por vezes, era dura com ele, mas nunca tinha sido despedido.» O embaixador entusiasma-se a falar de futebol. Corrija-se, dos Sporting.O pensamento segue veloz, sem rumo, e leva-o à derrota dos leões como Benfica, por 6-3. Começa por dizer que estava no estúdio, mas emenda, viu o jogo na TV em casa de um amigo, perto do estádio, num final de tarde e princípio de noite em que «chovia a potes». «Que frustração», desabafa. Mas o pior foi no dia seguinte. Provou do gozo adversário. «Entrei no carro, seriam umas sete e meia da manhã e recordo-me do locutor:Está triste? Tem problemas? Então ligue o 0800 63 63 63. Nunca mais esqueci.»


Como não esqueceu, anos mais tarde, o encontro improvável com Peter Schmeichel, quando estava de férias. Foi num supermercado em Cascais que deu de caras com o gigante dinamarquês, que acabara de chegar de Manchester. «VI um tipo enorme [abre os braços], a comprar o leite e o pão. Não era só alto, era mesmo enorme. Era o Schmeichel e percebi, nessa altura, que tínhamos hipóteses de sermos campeões» E foram mesmo. Alexander Ellis não estava em Portugal, mas acompanhou tudo à distância, em Bruxelas. Vi o jogo com o Salgueiros na televisão, com o meu bebé ao colo e um cachecol. Foi um dia glorioso, atira, com orgulho. Sempre que pode, Alexander Ellis vai ao estádio. Protegido pelo anonimato do público está mais à vontade para expressar os sentimentos. Quem sabe para dizer uns palavrões, não conseguimos confirmar. Alguns adjectivos, pouco recomendáveis, aprendeu-os «no futebol e no autocarro entre o Porto e Matosinhos a caminho da escola». Dos grandes jogos em Alvalade, escolhe o particular com o Manchester United, no dia da inauguração do novo estádio, quando Gary Neville passou um mau bocado com Cristiano Ronaldo. Na final da TaçaUEFA, contra CSKA, em 2005, estava acompanhado do sogro e lamenta a derrota por 3-2. «Foi uma pena. O golo do Rogério foi muito bom e ele esteve quase a marcar outro. Mas o CSKA tinha uma grande equipa, Daniel Carvalho e Wagner Love eram muito bons, resume.


A conversa com A BOLA, em tom informal, acaba pouco depois. Mário Casquilho, director do Museu do Sporting, e António Sousa Duarte, director de comunicação dos leões, chegam ao Hail VIP e conduzem o adepto especial numa viagem ao passado do Sporting, pelo Museu do clube. A reprodução da sala de reuniões da administração, de 1947 a 2002, logo a entrada, proporciona uma oportunidade para o embaixador fazer uso de finíssimo humor. «Foi aqui que despediram Robson?» O embaixador ficou a saber que o Sporting teve um fundador inglês (John H. Scarleti) e surpreendeu-se ainda mais quando viu que se jogou cricket no clube. O impressionante número de atletas olímpicos dos leões despertou a atenção do embaixador, quase tanto como a Taça das Taças, os Cinco Violinos ou Vítor Damas. «O museu mostra a grandeza de um clube que não é só futebol. É notável» observa, ainda antes de passar numa área em que é simulada a entrada no relvado, ao lado dos jogadores. «Olha o Paulo Bento», diz, com surpresa, quando surge a imagem do ex-treinador do Sporting. Finda a visita, José Eduardo Bettencourt esperava o embaixador. Recebeu-o em privado e ofereceu-lhe uma lembrança. O diplomata regressou à embaixada antes da hora de almoço. Ainda mais Sportinguista, arriscamos sem medo. Alexander Ellis é dos mais «ferrenhos», como ele próprio reconhece. Por exemplo, reagiu em menos de um segundo quando viu uma  fotografia da inauguração do antigo estádio de Alvalade. « Foi em 1956». Está certo. Sabia?

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Boas Festas!

Pode um Natal sem pinheiro, sem rei mago (o Baltasar retirou-se) e com Jesus noutro presépio ser um Natal pobre e triste para os Sportinguistas? Pode, se o Natal não for o verdadeiro Natal. Neste tempo o que realmente conta não é o que se tem mas sim o que se é. Por isso, quando toda a agitação acessória, tão própria da quadra, cessar e olharmos para o que somos e à família que pertencemos  o que fica é a sólida certeza que só podíamos ser assim, Sportinguistas, ou mais nada. Obrigado a todos os que nos distinguem com a sua passagem por aqui, seja comentando ou apenas lendo. Boas Festas!
LDA
 
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"Como estamos na quadra natalícia, e sonhar não custa, gostaria que o Pai Natal - o meu equipa à Stromp - concedesse à Nação Leonina um presente: competência. Porque será ela que nos trará a tão ambicionada união, fruto do aumento da qualidade do trabalho efectuado e por conseguinte os tão ambicionados títulos. A todos os leitores do "A Norte" Boas Festas e que 2011 seja melhor que 2010."
JVL
 
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Foi um ano duro para os Sportinguistas, mais uma prova de fidelidade e militância ao nosso clube e aos nossos princípios. Será fácil dizer que tudo correu mal, mas felizmente tal não é verdade, um possível exemplo é aqui o “A Norte de Alvalade”, aqui vive-se Sporting de uma forma intensa e apaixonada, discutimos, acusamos, gritamos, somos racionais e emocionados, somos Leões! Todos temos razão, na base de qualquer argumento está um desejo, tornar o Sporting melhor, um clube tão grande como os maiores. O meu desejo para o futuro é ver a família reunida em paz e harmonia, não como leões amorfos, enjaulados e acossados mas como um grupo unido de reis da selva, agressivos, combatentes e vigilantes contra as hienas que nos atacam. Já sobrevivemos a 2010, venha de lá 2011. Nesta época de festejos e reunião familiar, quero desejar a todos, companheiros de edição,  comentadores e leitores um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo. Ergue-te Sporting!
LMGM
 
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Confesso que ao fim de viver mais de três décadas de festejos natalícios e com a excepção do meu filho, cuja imaginação não deixa de me surpreender, começou a ser complicado escolher presentes para oferecer aos meus entes mais próximos e, ainda mais, pedir ‘prendinhas no sapatinho’. De modo que, desde há uns bons anos a esta parte, à sazonal pergunta “o que é queres pró o Natal?”, adoptei uma resposta típica: “qualquer coisa relacionada com o Sporting”…

E, perguntam os nossos leitores mais curiosos, onde é que um episódio tão corriqueiro se encaixa com o que este post pretende? Simples, meus caros amigos leões, é que tenho a certeza que muitos mais milhares de sportinguistas têm episódios semelhantes para apresentar. E é o somatório de milhões e milhões de episódios banais como este, por nós protagonizados, que fazem do Sporting o COLOSSAL clube que é e que continuará a ser, eternamente! Assim sendo, os meus desejos para os nossos leitores e os meus companheiros ‘nortenhos’ são igualmente simples: que tenham um Feliz Natal (pintado de verde e branco) e que mantenham esse espírito leonino bem vivo no próximo ano de 2011!
VIRGÍLIO
 
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“Este é um Natal mais triste e amargo no universo Leonino. É inegável o desconforto e a descrença que se abateu em torno do nosso clube. Não escrevo desde Agosto e no meu último post, falava na “morte de Alvalade”. Bem sei que é um tema impróprio para ser relembrado numa quadra de vida como é o Natal, mas a verdade é que nos últimos tempos, Natal após Natal, o nosso Sporting parece que vai morrendo um pouco mais.

E porque este alerta deve estar presente em todos nós, urge para além de expressarmos livremente a nossa opinião, gerar esforços e concertar estratégias que voltem a erguer bem alto os valores e o nomo do Sporting Clube de Portugal. Se assim for, talvez no próximo Natal esta mensagem leve mais esperança e optimismo do que o momento actual.

Independentemente de tudo o resto, o Sporting vive em nós e nós no Sporting. A toda a família leonina, deixo votos de um Feliz Natal e um Ano Novo com muita saúde e sucesso.”
LEÃO TRANSMONTANO
 
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"O meu pedido de Natal desportivo anda à volta do 'sonho' que o Dr. Eduardo Sá Ferreira nos apresentou aqui há umas semanas atrás. E, de todas as dimensões que essa ambição encerrava, centro-me na união de todos os sportinguistas. Custa-me ver-nos desgastados em discussões ácidas e despudoradas. Se o Sporting precisa de todos, juntemo-nos todos para crescermos em conjunto e superarmos as adversidades. O adversário está lá fora. Desejo um bom Natal a todos os 'nossos' - todos os sportinguistas. Sporting Sempre!"
BRUNO MARTINS
 
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"Não sendo religioso, não deixo de aproveitar esta quadra para estar junto daqueles que me são mais próximos e desejar a todas as maiores felicidades para os próximos tempos. Dentro da nossa família leonina, o pensamento é naturalmente equiparável. Tal como as discussões que temos com aquele primo ou tio afastado, também no nosso clube temos as nossas desavenças e os nossos debates. No entanto, é mais forte aquilo que nos une do que aquilo que nos separe.

Durante largos anos, a família leonina soube manter-se unida de uma forma ou de outra, por isso, desejo que nesta quadra exista a oportunidade de consciencializarmos-nos da importância da nossa proximidade e crença pelo nosso ideal: Sporting Clube de Portugal. Boas Festas a todos"
HUGO MALCATO

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Em minha casa o Pai Natal é verde! É verde de esperança, repetida ano após ano, num mundo melhor para todos. É verde de raiva pelo caminho que o meu Clube vai percorrendo: derrotado mais vezes que o admissível, desagregado, onde todos têm as soluções milagrosas e entendem de futebol como mais ninguém no Clube. É verde de angústia por querer olhar para o futuro leonino e não ver aparecer nenhum Sportinguista, com vontade, saber e carisma, para reagrupar as gentes e reerguer o Clube. É verde para ensinar a nova geração que só há uma escolha possível. Mas em minha casa o Pai Natal é verde porque verde é a cor do nosso grande amor, o SPORTING CLUBE DE PORTUGAL! Um bom natal para todos e um 2011 cheio de vitórias do nosso SPORTING!
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