quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Sobre o corte de relacões institucionais

Haveria muito a dizer sobre o corte de relações institucionais com o SLB ontem decretado e que se vem juntar ao que já vigora com o FCP. Mas na verdade é-me indiferente porque nem vou dar por ele. Nem eu nem quase ninguém. E também porque não acredito na eficácia deste tipo de medidas. O corte que gostava de ter feito ao SLB era no campo, diminuindo a distância que nos separa.

A questão que se pode colocar é se a decisão tomada é correcta ou inevitável face ao reacção da direcção do SLB relativamente ao comportamento dos seus adeptos. Enfim, vale o que vale. A este nível, o do comportamento dos adeptos, infelizmente não há nenhum clube com folhas limpas, o que diminui desde logo a  autoridade para poder fazer julgamentos, especialmente os de carácter moral.

Há quem diga que os três grandes estão condenados a entender-se a bem do futebol. Não duvido que todos lucraríamos com isso, sobretudo os que gostam realmente de futebol e do desporto em geral. Mas para isso seria preciso pelo menos um acordo de cavalheiros o que é caso para perguntar: e onde andam eles? 

Infelizmente o que se constata cada vez são direcções completamente submetidas à lógica das claques abstendo-se de uma das suas mais importantes funções: liderar. Eu gosto de claques, em particular das nossas, é onde gosto de ver os jogos. Mas dispenso a cultura de violência que lhes está subjacente. Porque também e acima de tudo gosto de futebol, e do desporto em geral.

12 comentários:

  1. "A este nível, o do comportamento dos adeptos, infelizmente não há nenhum clube com folhas limpas, o que diminui desde logo a autoridade para poder fazer julgamentos, especialmente os de carácter moral."

    Acho este comentário extremamente infeliz. Concordo até certo ponto, no bote boca pré-derby, no twitter, na piada em jeito de provocação.

    O que se passou em Alvalade foi muito mais que isso. O que se passou no Jamor em 96 não deveria nunca ser relembrado da maneira que foi.
    E isto não é folclore. Para que fique claro.

    O que eu acho que está a acontecer é uma tentativa de isolar o Sporting ainda mais. Este acto da direcção do Benfica foi uma forma de se incompatibilizar ainda mais com o Sporting de BdC. De o isolar ainda mais, desgastando o clube e as suas tomadas de posição.
    O que eu acho que deveriamos discutir é sobre o que este "orgulhosamente sós" vai trazer para nós.
    E sob a melhor forma de responder a isso.

    Neste momento, somos contra os fundos, contra a Liga, contra o Porto e Benfica,etc...
    Muitas batalhas em aberto.



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  2. Sporting e Benfica, no passado fim-de-semana, viram-se confrontados com o problema recorrente da violência no desporto. Após o final do fim-de-semana, um problema que é comum a ambos os clubes e que portanto seria melhor servido com uma solução comum, teve o seguinte resultado: um corte de relações. Depois de um fim-de-semana em que se tornou evidente a necessidade de trabalhar em conjunto na procura de soluções, o resultado final acentua os problemas e divergências e está-se mais longe de encontrar uma solução do que se estava à partida.

    A partir daqui, falar de inevitabilidade é próprio de imbecis. Quer o resultado "violência no desporto", quer o resulado "afastamento de uma solução comum" não interessam a ambos os clubes (ou pelo menos aos adeptos de futebol, daqueles que gostam de ver o futebol ao vivo). Isto porque é do interesse do adepto comum ver um jogo com paz e tranquilidade e é do interesse dos clubes proporcionar esse ambiente de paz e tranquilidade. Quando isso não acontece - e os presidentes de ambos os clubes são useiros e vezeiros em comportamentos que expõem os próprios adeptos -, quem se lixa é mesmo aquele que vai ao futebol ver um jogo (porque os presidentes estão no conforto dos camarotes e rodeados de seguranças).

    Claro que isto é mais difícil quando se adjectivam outras instituições (ou pessoas de instituições) de ventosidades e outras coisas que tais. Razão pela qual (mais) este corte de relações não deixa de ser o corolário lógico do comportamento de pessoas que não têm a dimensão ética suficiente para os cargos que ocupam.

    Pensando exclusivamente no Sporting, acresce ainda que o comunicado do Sporting - além contribuir para o problema e não para a solução - consegue o inenarrável feito de confessar a própria incapacidade de mudar o rumo dos acontecimentos ("o Sporting tem lutado de forma isolada") e de qualificar de tentativa de homicídio actos que também foram praticados por adeptos do Sporting NO MESMO JOGO e sobre os quais não se vislumbra uma palavra de repúdio.

    De facto, só seria notável este grau de inconsciência se não estivéssemos a falar de pessoas inconscientes. Uma vergonha.

    Grande post.

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  3. Estou convicto que o Sporting, enquanto instituição, não obterá qualquer proveito deste “corte institucional” decidido pelo Conselho Directivo. É um tipo de decisão que outros, em diversos clubes e em diferentes momentos, já assumiram sem vantagens evidentes. Aliás, quem praticou o “corte” depois levou a cabo procedimentos que visavam a anulação dessa medida. É uma questão, de olhar para trás, para o tempo e as suas circunstâncias, para se concluir que o que se iniciou com grandes parangonas depressa esmoreceu e murchou.
    O cepticismo ainda é maior se se ponderar o contexto actual do Sporting, com fraca (ou nula) capacidade de intervenção nos processos decisórios que decorrem da organização institucional do futebol. Por outro lado, o Sporting clube fundador e histórico do futebol enquanto fenómeno cultural e desportivo de massas deve cuidar daquilo que também é seu e não omitir-se, devendo assumir uma função participativa e construtiva.

    Infelizmente L. F. Vieira e os directores do Benfica não perceberam a gravidade da situação que alguns energúmenos reconstruíram nas últimas semanas, revelando que não possuem dimensão humana. A recuperação da tragédia de Rui Mendes que envolve cada um dos seus familiares até ao último dia das suas vidas é algo de tão escabroso que é do domínio da maldade absoluta. Mas, reconheça-se que no Sporting também há adeptos igualmente mentecaptos que não hesitam em denegrir a memória de Eusébio. De certa forma, esses grupos, independentemente do clube que seguem, partilham de quadros mentais e culturais idênticos. Agora, falta ver em que medida, do lado de adeptos do Sporting se vai subir mais um degrau nesta escalada miserável de ofensas mútuas.

    A diferença teria de ser feita pelos dirigentes de ambos os clubes. Está visto que na Luz escasseia a honra e nem perante uma morte trágica agem no sentido da dignidade. Mas, em Alvalade vigora um profundo tacticismo e, a propósito do comportamento escabroso de uns mentecaptos, considerou-se que era o momento de agir para atingir determinado fim.
    Assim, Bruno de Carvalho e restantes dirigentes não hesitaram em utilizar uma tragédia para tentar remediar erros táticos recentes.

    O que se passou em Dezembro na sequência do “caso” Marco Silva marcou BdC e condicionará muita da sua acção nos tempos próximos, nomeadamente devido ao significativo isolamento junto dos sportinguistas em que BdC caiu. Agora, viu neste trágico acontecimento a possibilidade de recuperar apoio e élan ao recorrer ao corte de relações institucionais com o Benfica. Aí, a maioria dos sportinguistas, uniu-se ao presidente e, no essencial, afirmou que o comportamento clube rival era merecedor de uma decisão drástica.

    O tempo é grande mestre. Nada devolverá a vida a Rui Mendes, a família continuará a sofrer a sua ausência, mas, no Sporting, BdC já está a preparar os próximos movimentos de peças no tabuleiro. Está-lhe no sangue estar em permanente movimento, mesmo que permaneça imóvel na consecução de um projecto para o Sporting, mas é fundamental dar uma noção de dinamicidade mesmo que falsa. Por essa razão, apesar dos progressos a nível desportivo e financeiro que ele introduziu no nosso clube tudo é precário pela transitoriedade da acção e pela ausência de planeamento.

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  4. Muito bem esplanada a sua ideia, que é minha tb no essencial. Mas as claques fazem parte do futebol. O problema da ma criação e do insulto é impossível controlar. O melhor é ignorar porque senão caimos na armadilha da "propagação do esterco" que vive do combustível do "comportamento gera comprtamento".
    Quanto â violência nas claques isso é outra matéria. E aqui não são os presidentes que resolvem o problema. Quem pode resolver isto é a autoridade do Estado. É ela que tem de criar mecanismos eficazes de deteção, identificação e proibição de que certas falanges entrem num estádio de futebol. Mas isso não se consegue com stewarts de formaçºao duvidosa a tirar isqueiros aos putos. Muitos deles sedentos de violencia pq passam os seus tempos livres nos ginasios a moldar o corpo para a luta. nem passa pela PSP da multa, nem tão pouco pelos primos praças da GNR. Não senhor. Isso passa por uma autoridade altamente independente da Liga e da Federação, dotada de meios tecnológicos e de uma lesgislação que mantenha os desordeiros com as grilhetas da justiça e não libertando-os no dia seguinte como tem sido feito até agora. Pq os Juizes não querem saber...eles vivem da lei geral e se tiverem um pacote legislativo concreto a coisa pia fino.

    Em conclusão, o população das claques do futebol está inseminada de gente que acorda para a violencia e adormece sonhando com a violencia. E aqui neste ponto, dizer que o corte de relações nada resolve, apenas vai instigar mais violência. E aqui neste particular, o Presidente do SCP foi muito mal assessorado. Oxalá me engane mas confundor a nuvem com JUno é um erro que está perfeitamente identificado nos classicos, qualquer licenciado em Ciências da Comunicação (não me refiro a um jornalista que passaou a assessor) saberia muito bem como tratar este tão melindroso assunto. Cumprimentos.

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  5. Excelente post. Em especial esta parte: "A este nível, o do comportamento dos adeptos, infelizmente não há nenhum clube com folhas limpas, o que diminui desde logo a autoridade para poder fazer julgamentos, especialmente os de carácter moral." - claro, energúmenos existem em todos os clubes e claques, e não nos fica bem a nós criticar as faixas dos outros quando na claque do nosso clube se fazem tarjas do género "sigam o king", ou "o outro perdeu-se na Croácia"... já tinha bastado a vergonha de não terem respeitado o minuto de silêncio aquando da morte do Eusébio e Coluna. Além disso, quem tem adeptos que pegam fogo a uma bancada, ou que andaram a semana anterior ao derby a pintar murais alusivos ao passado do adversário, ou que vandalizam talhos de árbitros, é de uma hipocrisia gritante apontar o dedo aos outros. E é aqui que BdC perde tudo (ou o pouco que tinha). E quando no comunicado fala que sempre defendeu a verdade desportiva, é bom não esquecer que foi um nosso vice presidente a ser apanhado a depositar dinheiro na conta de um fiscal-de-linha. Resumindo: se acabaram com o blackout para fazer esta triste figura dá vontade de dizer: volta lá ó blackout, estás perdoado...

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  6. "A este nível, o do comportamento dos adeptos, infelizmente não há nenhum clube com folhas limpas, o que diminui desde logo a autoridade para poder fazer julgamentos, especialmente os de carácter moral".

    Como é evidente, há adeptos estúpidos em todo o lado.

    Também os há no nosso Sporting.

    A diferença está na forma como os clube lidam com isso. Uns condenam - como sucedeu com o Sporting quando os seus adeptos incendiaram as cadeiras na luz. Outros acham que se trata de folclore.

    O corte de relações não tem nada a ver com os adeptos, mas sim com a posição institucional assumida pelo benfica através do seu porta-voz oficial. Foi essa atitude reprovável e irresponsável (eu diria quase conivente e achicalhante) que esteve na origem do corte de relações. Isto não tem nada a ver com os adeptos, pelos quais a direção do benfica não é obviamente responsável.

    Quanto à medida que foi tomada, parece-me que ela será mais simbólica que outra coisa, uma vez que as relações institucionais em nada interferem na vida dos clubes - basta ver que, até hoje, existiam relações institucionais, mas não havia qualquer tipo de entendimento no que diz respeito às prinicpais questões do futebol português. O que muda é o fim do croquete nos camarotes em dia de jogo porque quanto ao resto vai ficar tudo igual, ou seja os clubes vão continuar a desentender-se em tudo o que interessa ao futebol português.

    O Sporting não pode lidar institucionalmente com quem pactua - porque foi disso que verdadeiramente se tratou - com a prática de crimes contra os seus associados.

    Para quem não sabe, a tarja exibida no sábado foi colocada nas bancadas - como acontece com qualquer tarja em qualquer recinto desportivo - com o conhecimento e a autorização expressa do benfica, tendo a sua exposição sido feita nas barbas da direcção (o LFV estava lá), que nada fez para a mandar retirar, o que seria tudo menos inédito.

    A tarja em causa, os cânticos do "amanhã há mais" e a consumação da ameaça faz com que os crimes cometidos (no mínimo ofensas corporais, não estando de parte, naturalmente, a tentativa de homicídio) tenham sido muito mais graves dada a sua evidente premeditação.

    Só espero que o Sporting avance com as queixas-crime no mais curto espaço de tempo.





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  7. "O que eu acho que deveriamos discutir é sobre o que este "orgulhosamente sós" vai trazer para nós.
    E sob a melhor forma de responder a isso."

    J., parecendo que não é isso que o LdA tem tentado discutir aqui (entre outras, como p.ex. politica desportiva, equipa B, etc.), a conclusão que se retira das caixas de comentários é simples.

    O LdA é uma besta e o Sporting é nosso. Estás esclarecido?

    Não há nenhuma estratégia que tenha só defeitos, assim como nenhuma tem só méritos, aquilo que deveria existir, sempre, era espaço para discutir prós e contras para melhor potenciarmos os méritos e nos defendermos dos defeitos. Mas isto em Alvalade, há demasiados anos, é proibido.

    A culpa obviamente é do LdA.

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  8. LMGM, não percebi nada do que disseste.

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  9. Passados alguns dias sobre o derby muitos sportinguistas questionam-se sobre as vantagens que ocorrem para o Sporting das decisões de corte de relações institucionais com o FCPorto e com o Benfica.
    A meu ver, não ocorrem vantagens. Mas, pior, podem verificar-se graves consequências. Leio em vários sítios que são decisões meramente “simbólicas”. Não, pelo contrário, são medidas drásticas. Aliás quem recorre à palavra “simbólico” parece não conhecer o seu significado: figurativo, representativo.

    O Sporting Clube de Portugal é uma instituição centenária e co-fundadora do futebol português enquanto grande fenómeno social, desportivo e cultural de massas. Por essa razão, deve cuidar daquilo que também é seu e não omitir-se, devendo assumir de forma permanente uma função participativa e construtiva, para além de inequívoca capacidade negocial institucional. Um clube assim, de personalidades históricas do nosso futebol como Francisco Stromp, José Travassos e Vítor Damas, do massagista Manuel Marques e do técnico Fernando Vaz, de dirigentes como Francisco Gavazzo, Salazar Carreira e João Rocha, entre tantos outros, não pode ir para o meio da rua gritar a plenos pulmões “antes só do que mal acompanhado”.

    O Sporting é uma instituição com responsabilidade e que, de alguma forma, por acção ou omissão, contribuiu para o nosso futebol seja aquilo que é actualmente. Também sujámos as mãos noutro contexto temporal. Assim, compete aos actuais dirigentes que levem a cabo todas as intervenções conducentes à reforma do futebol português, estabelecendo negociações, fazendo alianças e promovendo decisões que, paulatinamente, tornem o futebol mais higiénico e saudável. Exige-se aos dirigentes sportinguistas nervos de aço e audácia, firmeza e coragem, pragmatismo e calculismo, para além de disponibilidade e capacidade para ocupar cargos nas instituições dirigentes que permitam a consecução desse objectivo crucial.

    Se assim não for, a alternativa é muito perigosa para o Sporting que corre sérios riscos. Com as mãos livres e o caminho desimpedido, Benfica e FCPorto estabelecerão o seu “meridiano de Tordesilhas” algures no centro do país: o norte ficará para os das Antas, o sul para os da Luz. Todos sabemos quais serão as consequências ao nível da partilha de cargos, de dinheiros e de tudo o resto que é determinante no futebol português actual.
    Nesta conjuntura tão conflituante devemos avaliar o peso institucional do Sporting quase dois anos decorridos sobre a eleição de Bruno de Carvalho. Neste momento, o Sporting não exerce influência significativa nas estruturas dirigentes do futebol português, não estabeleceu cumplicidade e alianças sérias com outros clubes e isolou-se no contexto associativo. Nem com os clubes que são filiais possui um relacionamento desportivo e institucional privilegiado!

    Este é um tempo do trabalho e da construção, da crença e da persistência. A glória será para os corajosos que acreditarem que, neste espaço e neste tempo, há um percurso entre as pedras do caminho, um percurso que se realizará com ousadia e ambição, paciência e resiliência.

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  10. Este corte de relacoes esta 100 por cento correto depois da atitude cobarde da parte da direcao do clube de carnide que nao os teve no sitio para repudiar os acontecimentos originados pelos animais que estiveram presentes no pavilhao lampiao no Futsal e em alvalade um dia depois.Se as consequencias deste corte de relacoes serao positivas ou negativas sera para ver mais tarde.Mas que esta decisao esta 100 por cento correta disso nao tenho a menor duvida.Que existam Sportinguistas que ponham esta decisao em causa unica e simplesmente porque nao gostam do atual Presdente e lamentavel e enquanto existirem Sportinguistas destes nao chegaremos a lado nenhum.Que o atual Presidente do SCP e um Homem polemico nao tenh duvidas mas que e um Homen honesto e que defende o seu(nosso )Clube contra tudo e contra tododos e por de3mais evidente.Viva o Sporting

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  11. Caro Zargo,

    Como me encanta ler isto:
    "Neste momento, o Sporting não exerce influência significativa nas estruturas dirigentes do futebol português, não estabeleceu cumplicidade e alianças sérias com outros clubes e isolou-se no contexto associativo."

    Os fenómenos associativos do futebol português estão impregnados de compadrios, cumplicidades e lobbys que não interessam a ninguém. Muito menos a uma instituição séria como o Sporting. Não é preciso ir muito longe - basta ver o pedido que a Liga apresentou esta semana às escondidas (repito, às escondidas) para a revisão da decisão da FIFA sobre os fundos (TPO).

    O futebol português está submerso numa imundície tal, que, sinceramente, acho melhor que o Sporting faça o seu caminho, mesmo que isso traga as consequências que refere no seu comentário (e principalmente se esse for o único caminho para impedir o tal tratado de tordesilhas, pois que evitar um tal cenário pressuporia, naturalmente, jogar o jogo sujo dos nossos adversários).

    Quando disse que o corte de relações era "simbólico" queria dizer que ele não altera nada de relevante na vida do clube, na medida em que os dois clubes continuarão de costas voltadas no que diz respeito às questões mais relevantes. Trata-se apenas de uma tomada de posição, com relevo institucional (e por isso simbólico), mas, como é evidente, sem qualquer impacto no dia-a-dia do clube.

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  12. Caro Jô

    Compreendo a sua avaliação relativamente à perversidade que se vive no futebol português e concordo com a necessidade de se alterar o prostíbulo em que se tornou.

    Dito isto, considero que não há meninos de catequese a dirigir clubes profissionais de futebol, todos são pessoas habituadas a dirigir organizações/empresas e recursos humanos, sendo o estabelecimento de pactos, de alianças e de contrapartidas o pão-nosso de cada dia. Aliás, se algum fosse menino de catequese seria comido à hora da ceia que é quando se estabelecem alianças e se declara a guerra.

    Há um caminho honesto e próprio de pessoas que têm vergonha na cara que pode ser trilhado com vista a reformar o futebol português de modo a torna-lo mas higiénico e saudável. Tenha Bruno de Carvalho arte e engenho para isso.

    Um abraço cordial

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