quarta-feira, 17 de junho de 2015

O caso Doyen: porquê fechar as portas dos Fundos?

O Sporting expõe por estes dias os seus argumentos no caso que a opõe à Doyen. Como é hoje sabido por todos, o conflito entre o clube e a referida empresa remonta à venda de Rojo ao Manchester United, envolvendo simultaneamente os direitos económicos sobre Labyad, que ainda se mantém como nosso jogador.

A estratégia poderia ter sido outra?
O caminho seguido pela administração neste caso, à semelhança de outros, foi de elevado risco. Vencendo, recolherá os louros de uma vitória muito importante para a sua estratégia. Sendo derrotada, terá que arcar com as consequências que se estenderão para lá das importantes repercussões económicas. Porque, como não é difícil de adivinhar, a derrota terá um significado importante na já de si sempre atribulada vida interna do clube.

Veremos se o risco assumido compensa. Mas afigura-se-me muito difícil de prevalecer o argumento de apenas devolver o dinheiro investido por um parceiro, ficando o clube com a totalidade dos lucros. Argumento já repetido no que parece ser o futuro caso Carrilo.

No meu entender, tendo em conta as consequências que uma decisão negativa pode representar para a recuperação económica da SAD, seria mais avisado deixar extinguir a validade e acção dos contratos deste género e, uma vez que a SAD os entende como perniciosos, deixar de recorrer a eles, o que me parece que tem sido seguido. Mas também é verdade que me falta o conhecimento total dos contratos, dos argumentos das partes e, mais importante que tudo o mais, competência jurídica para os apreciar. Estimo que a decisão se tenha estribado em sólidos argumentos dessa natureza e que tenha sido tomada após cuidada reflexão interna.

A árvore e a floresta 
Foi a partir deste conflito de interesses que o Sporting, através do seu presidente, encetou uma luta não apenas com a Doyen mas com toda a forma de partilha de direitos dos jogadores por entidades externas aos clubes, conhecida hoje pelo acrónimo TPO's (third party ownership).

É muito provável que as razões de desconfiança relativamente à Doyen sejam mais que justificadas. E que, por exemplo, o valor inflacionado que nos foi pedido pelo Abubakar, relativamente ao valor que o FCP acabou por pagar pelo mesmo jogador, seja apenas uma das pontas de um enorme iceberg, do qual conhecemos muito pouco do que fica abaixo da linha de água. 

A recente promoção feita pela empresa em Madrid foi o que se pode chamar de verdadeiro tiro pela culatra para os interesses dos próprios. A falta de abrangência dos convidados, o atabalhoamento e falta de argumentos capazes de contestar os que são geralmente apontados como os principais defeitos chegou a raiar o confrangedor. Parece-me contudo que se confundiu aqui apenas uma das árvores com toda a floresta.

A enxurrada proibitiva é apenas destrutiva, não regula.
Ora a Doyen é apenas uma das muitas operadoras no mercado. O Sporting lidou com algumas delas e o recente resgate de parte dos passes de alguns jogadores em condições favoráveis e sem conflito é a prova de que o relacionamento é possível como pode ser interessante para todas as partes. 

Mas quando se fala de TPO's esquece-se que não existe apenas a possibilidade do uso de entidades financeiras e fundos de investimento como parceiros de negócio. Há uma diversidade de outras possibilidades, algumas das quais são usadas por clubes cujas circunstâncias e contextos se assemelham em muito aos do nosso clube. 

Um bom exemplo disso são os clubes holandeses: embora o país produza mais riqueza que o nosso (o PIB deve situar-se num valor perto do quadruplo do nosso) as limitações impostas pela demografia (menos de 17 milhões) reduzem-lhe o mercado alvo, impedindo-os de competir com os mais ricos (alemães, espanhóis, ingleses e italianos).

Detendo uma forte imagem de grande capacidade de formação, os clubes holandeses, para contrariar a saída precoce dos seus talentos, tem usado uma ferramenta que julgo que o Sporting não deveria ter desdenhado. Por exemplo o Ajax, cujas possibilidades económico-financeiras os impede de oferecer salários superiores a um milhão de euros anuais, tem oferecido aos seus jogadores, nos momentos de negociação de novos contratos, um valor percentual dos seus passes. 

Ora isto não só permite, no momento de uma futura venda dos passes, uma compensação justa para os jogadores, como os co-responsabiliza pelo seu sucesso. Por isso não é de estranhar que um dos responsáveis do clube holandês se tenha referido recentemente à extinção generalizada dos TPO's, numa entrevista à Bloomberg, como devastadora para os interesses particulares do seu clube e generalizado aos dos clubes que vivem em circunstâncias semelhantes.

O exemplo acima é apenas um dos muitos que poderiam ser dados. E um dos vários de que o Sporting poderia socorrer-se como forte argumento negocial, particularmente com os jovens que querem tanto ganhar dinheiro - aspiração tão diabolizada como justa - como gostariam de poder continuar a evoluir tranquilamente no clube que escolheram para se formar.

O que UEFA e a FIFA tomaram foi uma não-decisão baseada no ruído de fundo
Sem grande convicção e enfermando da mesma escassez de conhecimento da realidade e de argumentos, ambas as organizações muniram-se de um machado legislativo para cortar o mal pela raíz, invocando quase sempre o mesmo argumento: a falta de transparência. Ora estas entidades estão longe de poder ser consideradas um modelo de virtudes neste âmbito e muitos outros. Por norma, abstêm-se do uso do seu poder regulador, sendo pouco pro-activos e mais reactivos e permeáveis à força da opinião pública. 

Por isso, estou em crer, que a atenção agora devotada aos TPO's, surge muito por causa do ruído de fundo construído à volta do caso Rojo, quando já de trás se ouviam muitos zunzuns. Mas como por enquanto não há barulho sobre os tão confidenciais mas duvidosos verdadeiros seguros de derrota que alguns clubes já deitam mão para se prevenirem das perdas por ausência da Liga dos Campeões, ambas as organizações assobiam para o lado.

O medo como argumento
Muito desta campanha foi fabricada sobre a irracionalidade que o medo e a ignorância provocam. No Sporting particular e algo justificadamente, depois de duas experiências que, tendo começado com o inefável e infeliz exemplo de Pongolle, se saldaram por resultados desastrosos. Exemplos não faltam, até ao nosso lado, de que era possível ter feito outro caminho. Ora este resultado não se deveu tanto pelo uso dos fundos em si, mas pelo total falhanço por parte da administração desportiva propriamente dita. Se bem que considere que a discussão sobre a quantidade e extensão do seu uso seja não só plausível como obrigatória. 

Olhando para os jogadores adquiridos com recursos aos fundos, não deixo de me perguntar o que seria se o Sporting tivesse conseguido juntar-lhes estabilidade e algum dos três últimos treinadores. Ou melhor, o que seria na próxima época o Sporting se JJ tivesse ao seu dispor os recursos que Domingos teve na sua primeira época. Nunca saberemos.

9 comentários:

  1. Excelente e desmistificador dos muitos lugares-comuns e teorias das cabalas e conspiração em que os sportinguistas embarcaram.

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  2. Tudo nasce de uma assimetria. Qualquer clube da premier league paga mais que o Sporting, Benfica ou Porto, a todos os níveis. O contrato televisivo astronómico da Premier permite-lhes isso e cria a tal assimetria. O problema é que 90% dos fundos ou proprietários apenas reforçam essa assimetria. Os tubarões não vão deixar de o ser, mas o valor global das transferências saiu muito inflacionado desde que este tipo de "players" surgiram. Basta ver que qualquer trambolho hoje em dia vale facilmente 30/40/50 milhões. Bolas, o David Luiz foi vendido por 50 milhões.
    A tal aproximação que nos querem vender é ilusória. Por mais que os fundos ajudem, um Benfica, Sporting, Porto ou Ajax não vão gastar regularmente 20 milhões num só jogador, quanto mais 30/40 em 2 ou 3.

    A questão da % para os jogadores não é nova e poderia ter sido uma solução, é verdade. Esta sim, é uma das formas de atenuar ligeiramente a diferença existente.
    Nestas coisas, é tudo muito 8 ou 80 e nunca se escolhe o 40 que separa o mau do bom. É pena.

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    1. Dimitris Nalitzis,

      Os clubes mais ricos quase sempre o foram. Por isso é que Real Madrid, Barcelona, ManUnited, Liverpool, Bayern, etc, têm o historial que têm. Os clubes de países mais pequenos de vez em quando conseguiam contrariar este poderio com bom planeamento, boas escolas. O que tem acontecido nos últimos anos é ao cavar de um fosso ainda maior, o que fará com que equipas de países como Portugal, Holanda, etc, só por um milagre possam voltar a ganhar uma CL. Esse desequilíbrio não advém apenas das receitas televisivas mas também pela chegada dos petromagnatas que aportam verbas muito para lá do razoável. Não me parece que se possa fazer muito para contrariar isto. São as disputas de jogadores entre este tipo de jogadores que mais tem contribuído para encarecer os jogadores e não a existência ou ausência dos fundos. Uma coisa é fazer preço de um jogador para o Getafe outra é para o At. Madrid ou Valência.

      O que os diversos tipos de fundo permitiam não era aproximar mas sim contrariar esta tendência. Quanto a mim a extinção é uma não solução e ainda por cima preguiçosa. A regulamentação para uma actividade mais transparente parece-me muito mais racional. Lá está o tal 40, em vez do 8 ou do 80. Não duvido que o dinheiro encontrará sempre novas formas de "viver e multiplicar-se", falta saber se de forma ainda mais opaca que já acontecia com os fundos.

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    2. Eu tenho impressão que os fundos ainda vieram desequilibrar mais a balança, ao contrário do que eles dizem. Basta comparar quantos clubes iam às meia (ou até quartos se quisermos) finais nos anos 80, 90 e início dos 00 com o que hoje se passa. Nunca existiu um grupo de clubes tão reduzido que controlasse o futebol como hoje em dia, e isto coincidiu (quer se queira quer não) com a entrada dos fundos em cena. Eu sou a favor da proibição dos fundos pois mais cedo ou mais tarde iriam ter outra vez uma influência extrema no mundo do futebol.

      Outra coisa que eu acho interessante é ver as fontes de receitas de clubes:
      -quotizações
      -merchandising
      -publicidade
      -vendas de jogadores

      Situação: Altos passivos e falência técnica metade deles.

      E olhamos para as fontes de rendimento dos fundos:
      -intermediação em negócios de transacção de jogadores. PONTO

      Situação: Estão ricos, e hoje em dia conseguem pagar mais facilmente 10 milhoes por alguém do que Sporting, benfica e porto.

      Pensem nisto

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    3. Aliás, os fundos só acabam se eles quiserem. Podem fundar o Mendes FC ou o CF Doyen. Ou até comprar capital social de sad, onde ficariam com liberdade de colocar a jogar quem queriam. Ah pois, mas isso traria não apenas os ganhos, mas também as perdas, sem falar de que teriam de pagar impostos, ao contrário do que acontece hoje em dia (sedes em malta e luxemburgo).

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  3. Só gostaria de acrescentar duas coisas:
    1- Se não estou em erro a regra de TPO imposta agora pela UEFA estende-se a entidades alheias a clube e jogador. Quero dizer com isso que, os jogadores podem continuar a ser possuidores de parcelas dos seus passes.
    2- Os clubes holandeses não são um bom exemplo, porque na maioria dos casos não realizam boas vendas por uma questão de estratégia. Os jogadores não querem renovar, os clubes não querem vender e o jogador acaba muitas vezes por sair a custo zero, ou no ultimo ano/6meses de contrato a um preço muito inferior ao que é o seu valor.

    No entanto, naquilo que é a minha opinião enquanto adepto e sócio do Sporting, acho positivo que deixemos de fazer negócios com fundos. O nosso modelo deve ser baseado na academia e na compra de jogadores para posições estratégicas que a academia não consiga suprir. E para este ultimo caso, se ainda vamos recorrer a fundos, não vejo como nos possa beneficiar.


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    1. Nuno Rodrigues,
      O ponto 1 está explicado e negado no link sobre a reacção do dirigente do Ajax.

      O ponto 2 "Os clubes holandeses não são um bom exemplo" está desmentido por um historial de grandes transacções desde os tempos do Cruyff, passando pelo Gullit, Van Basten, etc, até aos dias mais recentes com o Memphis Depay por 31 milhões de libras.

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  4. O texto está muito bom, mas parece-me que não toca num ponto essencial: a falta de transparência das "third party ownerships".

    Parece-me que está aí o busillis da questão.

    Em poucos anos, os passes dos jogadores deixaram de ser detidos por clubes e passaram a ser detidos por entidades sem rosto.

    E qual é o grande problema disto?

    À partida parece não ter grande gravidade, mas tem.

    Imaginemos por instantes que a atual tendência se mantém e que as ditas TPO continuam a prosseguir a sua atividade no futebol.

    Nesse cenário que, espero, seja meramente hipotético, o mais provável é que, dentro de muito pouco tempo, teremos jogos em que jogadores são adversários dentro do campo, mas fora dele são "membros" (porque detidos) por um mesmo clube. Nessa hipótese, quem garante que o jogador estará a dar tudo pelo clube a não a prosseguir os interesses da sua verdadeira entidade patronal?? Quem garante que, por exemplo, sendo a Doyen detentora de vários jogadores de duas equipas que jogam entre si, não procurará condicionar os resultados desportivos em proveito próprio (tal como demandaria a mais elementar racionalidade económica)?

    Os perigos são inequívocos.

    Poderá sempre contra-argumentar-se que isto não é muito diferente do empréstimo de jogadores a clubes adversários. Por um lado, não é exactamente a mesma coisa, uma vez que no caso dos empréstimos as cartas estão todas em cima da mesa, na medida em que se sabe quem pertence a quem, pelo que a transparência é muito maior. Por outro lado, um mal nunca deverá ser justificado com a existência de outro. Por último, devo dizer também que sou um forte opositor, precisemante por razões de transparência, a emprésitmos a jogadores da mesma liga.

    Outro ponto sensível - e este vem tocado no texto - prende-se com a circunstância de se ter preferido a eliminação à regulação. Mas, também aqui, estamos perante uma falsa questão, uma vez que este não é um problema regulável, muito menos pela FIFA ou pela UEFA, entidades privadas, sem competências nesta matéria e, naturalmente, sem o Know-how necessário.

    Por outro lado, não vejo como é que isto seria um problema regulável. Dou um exemplo: imaginemos que, por razões de transparência, a FIFA decretava que os fundos não podiam ser detentores de jogadores em equipas rivais, isto é que tivessem hipóteses de se defrontar entre si. O mais fácil seriam impedir que cada fundo apenas pudesse deter jogadores num clube por país. Mas isso também não serve aos fundos pois eles ficariam muito coartados nas hipóteses de celebrar negócios. Além disso, existiria sempre a hipótese de jogadores seus se encontrarem em provas europeias. E isto para não falar no argumento mais evidente de todos: é que as TPO não têm rosto e desdobram-se em várias entidades com relações de grupo entre si, pelo que seria de todo impossível controlar a sua actividade.

    Tudo isto para dizer que a questão me parece séria, embora, naturalmente, reconheça que o Sporting apenas fez uso dela quando nisso teve interesse.

    Mas, no mundo do direito, sempre foi assim. Que o diga o Bosman.

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    1. Jô,
      Como digo no texto, o que não falta são exemplos de situações pouco transparentes no futebol, talvez até a necessitarem de maior cuidado que os fundos por si só requeriam. A história do futebol, mesmo a mais recente, está cheia de histórias de conluios para a adulteração de resultados, ainda não se falava em fundos. Obviamente que estes traziam novas questões a carecer de atenção. E foi esse o medo que levou a que o assunto fosse tratado numa base pouco racional, ao levantar-se meras suspeitas sem qualquer suporte factual, que são tão plausíveis neste cenário como em muitos outros.

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