Dinâmica, classe e calma
Muita calma... Foram um belo presente os últimos resultados
do Sporting, na antecâmara do jogo de apresentação aos sócios este renovar de
ilusões e confiança é refrescante para todos nós que nunca viramos a cara a
dizer presente nos momentos difíceis. As feridas profundas e rasgadas nas
últimas épocas leoninas estão longe de estar saradas mas não conheço melhor
antidoto para qualquer problema que um golo do Sporting.
O elemento comum aos jogos da passada semana para mim foi a
superação, cá como lá longe, nas américas, muitos esperavam resultados negativos,
mas quem vestiu a nossa camisola soube despir-se de preconceitos e fazer aquilo
que sabem melhor, jogar à bola.
Acompanhei no ano passado vários jogos da equipa B, como
antes tinha também visto alguns das camadas jovens, impressiona a dinâmica das
nossas equipas, parecem 11 Andrés Martins a jogar em conjunto e o jogo flui
naturalmente, há ingenuidade, há deslumbramento, mas a qualidade das dinâmicas
é impressionante. Do mesmo modo é perfeitamente incompreensível o deserto de
futebol que tem caracterizado a equipa de futebol principal, que mais se tem assemelhado
a um buraco negro que suga todas as boas características individuais dos seus
elementos. Da América sopram ventos que anunciam boas novidades para conferir
in loco no sábado.
A classe com que o nosso grupo de “miúdos” limpou os dois
jogos que por cá realizou também ajudou colocar no seu lugar as Brumas que
pelos gabinetes e tribunais vagueiam. O Sporting precisa tanto de pavões
indispensáveis como um tuaregue de um aquecedor ao meio-dia no meio do deserto.
O excelente Bruma, só o será na realidade no relvado, acompanhado de outros não
menos excelentes leões que devem estar satisfeitíssimos pela oportunidade que
Baldé lhes proporcionou para brilharem já este ano quando tudo levava a crer
que a oportunidade tinha sido agarrada pelo seu companheiro. Seja qual
for o desfecho deste caso, julgo que será de bom tom que Bruma desça no patamar
de prioridades para a equipa principal para trás de quem, mesmo com inferior
qualidade, disse presente quando foi necessário.
Agora é manter a calma, uma pré-época é isso mesmo, “pré”, a
antecipação daquilo que poderá ser uma época, na realidade não vencemos,
empatámos, mas com golos! Marcados (que saudades) e sofridos (trabalha Jardim! Trabalha
Abel!). Falta ainda muito até 1 de Setembro, data que defini como a
primeira barreira ciclópica que a actual direcção teria de transpor. Ainda
vamos ter muitas ilusões e desilusões, temos de manter o sangue frio e a calma
quando as más noticias vierem, para já a lesão de Rojo, que vai apresentar mais um
desafio técnico ao treinador, promove um B? Aposta em Maurício? Ou é Dier que
volta onde, para mim, nunca devia ter saído? Muita água vai ainda correr e
realmente importante é o dia 18 de Agosto onde os erros valem pontos que serão irrecuperáveis.














