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| Goooolo de Rinaudo! |
Sim, estamos na Final. Hoje era dia do Sporting e, depois de muita transpiração ao longo dos 90 minutos, lá iremos visitar o Jamor em Maio. Suor e sorte q.b., foi, na verdade, esta a receita que nos levou até ao Estádio Nacional. O jogo foi intenso, mas esteve longe de ser um primor técnico, como costuma dizer-se na gíria futebolística.
Início de jogo muito complicado para os leões, com João Pereira a protagonizar dois lances seguidos disparatados. Seria, de resto, o mote de Pereira para o resto do jogo, bem à semelhança do que vem realizando nos últimos tempos. Na primeira vez que toca na bola só não deixa isolado um adversário porque Polga e Xandão estavam mais atrás e disfarçaram a aselhice. Pouco depois o desastrado lateral direito, atirava à barra de… Rui Patrício, após defeituosa tentativa de alívio. Aos dezoito minutos seria substituído o primeiro dos jogadores nacionalistas a sair por lesão, no caso, Moreno. Foi, no espaço de tempo que mediou a substituição do influente médio nacionalista, que surgiu a inauguração do marcador por Fito ‘bomba’ Rinaudo, através de um fortíssimo pontapé a aproveitar um ressalto à entrada da área madeirense. A bola ganha potencia, sai a meia altura com boa conta, peso e medida até que bate no poste e, ao contrário de muitas outras ocasiões, ressalta para dentro da baliza à guarda de Vladan. Um regresso que Fito merecia, porque a sua coragem e entrega ao jogo são altamente louváveis!
Há que reconhecer que dada a sequência de acontecimentos, a equipa leonina via-se cedo em vantagem, mais por obra e graça da fortuna do que por mérito próprio. De qualquer forma o golo serviu de tónico ao Sporting, aproveitando esse momento para impor-se, finalmente, sobre o Nacional. Foi num rápido contra-golpe que por pouco Matias não se isolava dentro da área após cruzamento com demasiada força de Capel. Mais tarde, seria Dieguito a empurrar a bola para dentro da baliza, lance mal anulado pelo árbitro auxiliar, uma vez que Carrillo no inicio da jogada parte de posição legal e Capel recebe a bola vinda de um defesa, encontrando-se, caso dúvidas da autoria do passe houvesse, atrás da linha da bola… O intervalo chegaria logo a seguir a mais um lance de contra-ataque leonino, disputado entre André Carrillo e Vladan, com o guardião nacionalista a antecipar-se e a lesionar-se na sua sequência. Segunda substituição que Caixinha se via obrigado a realizar. Pelo que se seguiu após a bomba de Rinaudo, o Sporting justificava a vantagem mínima com que chegava ao intervalo.
A segunda-parte apresenta-se com um SCP com maior posse de bola, a querer dominar o Nacional no seu meio campo defensivo, mas sem conseguir lances de muito perigo. Roldon recebe ordem de expulsão depois de ver segundo cartão amarelo, após rasteira perigosa a Rinaudo. Decisão justa, já que o avançado realiza entrada por trás e impede lance de ataque prometedor. O jogo colocava-se a jeito aos leões, parecia que se tornaria mais fácil com a dupla vantagem: numérica e no marcador… Mas nem seria do SCP se não resolvesse complicar. Com mais um jogador, a equipa leonina não evita uma transição veloz pela direita do Nacional, Claudemir faz um lançamento longo que apanha um Polga completamente apático a deixar fugir e a cabecear à vontade Diego Barcellos em plena grande área… bola à barra e golo do empate. Rinaudo ressente-se da lesão, entra Ribas, o Sporting reage, mais com vontade do que com organização e apenas algumas combinações de Matias com Ínsua, que subira no flanco esquerdo após troca de Capel (também saíra lesionado) por Evaldo, causavam sensação de perigo. A insistência pela esquerda, daria frutos: o (agora) extremo argentino ganha a linha de fundo desmarcado pelo chileno e, já dentro da área, é empurrado por um defesa quando quer flectir para dentro e cruzar. O Penalty, bem assinalado por Proença, permitiria o regresso de um apagado Wolfswinkel aos golos. Restou ao SCP gerir novamente o resultado, não sem evitar, novamente, passar por alguns calafrios... João Pereira, que tão mal estivera durante todo o jogo, resolve definitivamente a partida ao facturar o terceiro golo após jogada individual de belo efeito. Isto já nos descontos…
Vitória muito sofrida mas justa do Sporting, mais pela luta que sempre empregou num campo tradicionalmente complicado. O futebol aos repelões esteve longe de cativar… E aquelas combinações pelo centro do relvado, o jogo apoiado, dando mostras de maior organização que se vislumbraram no jogo anterior da Taça da Liga contra o Gil Vicente? Esqueçam, voltaram a não sair do papel…
Numa rápida análise à estreia de Xandão, diria que é daqueles defesas que não inventa. Joga prático, joga feio se tal for preciso. Impõe o seu físico nas acções defensivas, onde se mostrou seguro.
Por fim saudar o regresso de Rinaudo… O mesmo Rinaudo de sempre. Esperemos que a justificação para a sua saída não seja grave.
Ficha do Jogo:
Taça de Portugal - meia-final - 2.ª mão
2012-02-08
Estádio da Choupana, no Funchal (Madeira)
Árbitro: Pedro Proença (Lisboa)
Ao intervalo: 0-1
Nacional: Vladan (Marcelo Valverde, 45 m); Claudemir, Neto, Danielson, Marçal, Moreno (Skolnic, 18 m) Todorovic (Keita, 78 m), Candeias, Barcellos, Mateus e Rondon.
Treinador: Pedro Caixinha
Suplentes não utilizados:João Aurélio, Oliver, Márcio Madeira, Elizeu
Sporting: Rui Patricio, João Pereira, Polga, Xandão, Insúa, Rinaudo (Ribas, 71 m), Elias, Matias Fenandez, Capel (Evaldo, 52 m), Carrillo e Wolfswinkel (Carriço, 82 m).
Treinador: Domingos Paciência
Suplentes não utilizados: Marcelo Boeck, Izmailov, André Martins e Renato Neto.
Disciplina: Cartão amarelo para Xandão (10 m), Rondon (40 e 56 m), Evaldo (71 m), Neto (76 m) e Carrillo (77 m).
Cartões vermelhos para Rondon (56 m) e Vladan (após jogo).
Golos: Rinaudo (18 m), Diego Barcellos (63 m), Wolsfwinkel (75 m, g.p.) e João Pereira (90+3 m).