quarta-feira, 2 de abril de 2014

O ano mais fácil para Bruno de Carvalho

Em regra o primeiro ano de uma equipa de gestão recém-estreada corresponde ao seu ano mais difícil. No caso concreto dos corpos sociais encabeçados por Bruno de Carvalho essa dificuldade foi acrescida por significar também a alteração quase radical das estruturas técnico-administrativas que sustentavam o clube. Estar ciente deste facto e escolher a frase que titula o post é altamente contraditório. No entanto a contradição só subsistirá para quem não ler a totalidade do post. Este foi escrito ao "correr da pena", sem preocupações em elencar de um lado as virtudes e do outro os defeitos, como é tradicional nestas ocasiões.

A importância da mudança
A chegada de Bruno de Carvalho à presidência do Sporting equivale ao fim do que se convencionou chamar "o  roquettismo". Expressão quanto a mim redutora e generalista, que carimba de forma negativa e por igual todos os que foram chamados à responsabilidade de dirigir o clube, o que me parece injusto, uma vez que trata de forma igual actuações e momentos muito diversos. Este não é porém o post para voltar à análise do que foi esse período.

É indiscutível que existia uma fractura no clube cujo comprimento variava consoante os resultados. Mais do que isso parece-me também evidente a existência de um aprisionamento psicológico, que em muitas ocasiões se transformava um álibi. Com o fim da "so to speak" "dinastia Roquette" esse condicionamento cessa e deixa de poder ser usado. Espera-se uma nova era. Esse sentimento é altamente responsabilizador para a actual gestão, que se assume como veiculo e autor da mudança pretendida.

A popularidade de Bruno de Carvalho
É um fenómeno interessante. Quanto a mim desmente o cliché de um Sporting confinado num nicho elitista e confirma a sua raiz popular. Essa é a homenagem justa que se presta aos fundadores que, sendo eles maioritariamente originários de sectores sociais assim identificados, souberam gerar uma organização abrangente e transversal à sociedade portuguesa.

Quanto ao estilo, há quem goste, há quem o rejeite. Como várias vezes aqui já afirmei não é o meu preferido. No entanto também não tenho pejo em afirmar que o acho mais útil ao clube do que o distanciamento e frieza verificada em alguns dos seus antecessores.

A ligação ao clube por parte dos adeptos é acima de tudo um fenómeno afectivo, geradora de grandes paixões, o que não pode ser negligenciado. Ao contrário do que se possa pensar essa dissonância não me provoca amargura. A minha ligação ao clube está mais que amadurecida e não dependerá nunca de terceiros. O facto de ver Sportinguistas vivendo o clube com paixão supera qualquer desencontro pessoal.

O cumprimento das promessas
O completar de um ano de gestão não deveria ser apenas encarado pela vertente festiva do acontecimento. Seria também um momento de avaliação do que foi feito, do que se pretendia realizar e que, por diversos motivos, tenha ficado por fazer ou que terá que sofrer alterações. Alterações essas que possam decorrer de melhores avaliações da realidade instalada e que, por essa razão, não têm que representar necessariamente o incumprimento do que havia sido prometido.

Neste capitulo, e independentemente da avaliação que cada um queira fazer, julgo que o momento é sempre pontuado pelos resultados desportivos. Vivendo um momento que supera largamente aquelas que seriam as melhores expectativas, poucos serão os que têm de vontade de pegar nas 120 medidas anunciadas em campanha eleitoral e picá-las ponto por ponto para verificar a sua execução. Também não o farei aqui, não é esse o objectivo do post.

Verdade seja dita também que são poucos, do universo dos sócios e adeptos do clube, os que acompanham o clube com esse rigor. Essa relação é ditada pela impressão geral. E nesse âmbito a que prevalece é que a promessa mais importante está a ser cumprida. Essa era a devolver o Sporting ao lugar que merece como clube grande que é. Nesse sentido o mandato não podia estar a correr melhor.

As relações internas
Talvez não seja a expressão mais feliz, mas surge aqui por oposição às relações externas, que abordarei a seguir. Do lado dos corpos sociais tem-se notado vontade de dar conta aos sócios e adeptos das decisões tomadas e do que se pretende fazer. A gestão dessa informação é obviamente feita do ponto de vista mais favorável de quem a gere e tem contado com ajuda preciosa de alguns sectores/meios bem identificados.

A Tasca do Cherba e Cortina Verde são bons exemplos, outros há, que beneficiam de acesso privilegiado à informação. O favor é devolvido em elogios e propaganda. Tirando a parte da propaganda que ofende a inteligência de quem lê algumas das coisas que se vão escrevendo, devo dizer que não me repugnam totalmente esse tipo de relações e de espaços. Dentro da apreciação que acima falava, a ligação ao clube é essencialmente paixão e há que dar combustível para a fazer arder a quem dele precisa.

Neste capitulo preocupa-me o excessivo endeusamento dos sectores mais próximos de Bruno de Carvalho. Um líder precisa tanto de apoio como de espírito critico, mais ainda quando é maioritário. O exercício de cidadania Sportinguista deve estar sempre presente, não apenas para participar, acenar com a cabeça e fazer número, mas também para interrogar, propor e pensar.

Os presidentes passam e clube fica, pelo menos assim se pretende. E se "o poder corrompe, o poder absoluto corrompe absolutamente." Se no passado ocorreram erros que hoje condicionam o clube eles sucederam acima de tudo pelo encolher de ombros e do tradicional "eles é que lá estão, eles é que sabem". Foi dessa forma que se extinguiram modalidades, que se reduziu a pó o património, etc. Ao contrário do que é por vezes o mito urbano entre nós, todas essas decisões contaram com amplo apoio interno, expresso em maiorias confortáveis. Mas nenhuma dessas medidas eram inevitáveis...

Deve-se assinalar também a ausência do ruído de fundo tão habitual em anos anteriores e com origem nos chamados notáveis ou barões do clube. Quando a mim isso explica-se de duas formas: por um lado não há quem, das figuras que marcaram esse tempo, quem queira aparecer, pelos motivos que todos percebemos. Por outro lado, alguns dos que antes apareciam a dizer tudo e o seu contrário, especialmente na Bola Branca e programas afins, ou trabalham agora no Sporting ou foram apoiantes de Bruno de Carvalho e assim se mantêm.

Ainda na frente interna é indiscutível o renascer do espírito leonino na sua vertente mais popular. É importante voltar a ter muita gente ávida do clube, manifestações de orgulho, tanta camisola verde e branca na rua. Isso porém ainda não teve equivalência no nível das assistências dos jogos em casa, que se mantêm nos níveis dos últimos anos. Mais importante do que hostilizar os que não se juntam - não se apanham moscas com vinagre - é importante perceber, de preferência através de informação profissional e sistematizada, as razões dessa relutância. Isto antes de nos lançarmos em novas campanhas de angariação de sócios, desconhecendo para onde deve ser dirigida preferencialmente a mensagem.

O problema pode ser de dimensão - não sermos os tais 3 milhões tantas vezes apregoados - da mensagem, dos destinatários, ou uma conjunção de diversos factores. Seria mais útil e mobilizador, e até do ponto de vista da transparência e planificação, quantificar as metas pretendidas, quer quanto ao número de associados, quer em valor de quotizações necessário para manter as modalidades sustentáveis. Até porque os números avançados relativamente à captação de sócios (média 656 novos sócios por mês) podem até ser considerados surpreendentes se atendermos ao que representa, em termos de atractividade, ser sócio ou apenas ter gamebox.

As relações externas
Há neste capitulo uma evolução positiva assinalável. Há uma clara distinção entre quem são os adversários e quem são os inimigos. E para estes não há meias tintas, conversa mole. O passado e os documentos que dele restaram favorecem a nossa argumentação. Será um capitulo onde o Sporting encontrará imensas dificuldades, pelo que requer pensamento estratégico. Talvez não restasse outra alternativa senão o agitar das águas que se verificou este ano, mas o futuro tem que trazer algo de mais consequente para que se produzam resultados. De outra forma a luta do Sporting pela melhoria das condições em que opera o futebol nacional dificilmente poderá ser levada a sério.

A comunicação
Um dos aspectos que julgo merecia maior taxa de desaprovação por parte dos adeptos era a falta de reacção ou ausência de manifestação por parte do clube, em particular nos momentos em que uma ou outra mais pareciam necessárias na comunicação institucional. Hoje vive-se no extremo oposto, carecendo ainda de encontrar os timings certos e objectividade necessários na profusão de comunicados emanados.

Estou certo que os adeptos preferem assim e que esperam também que o equilíbrio acabe por ser encontrado. Ainda no capitulo da comunicação institucional, e apesar de alguns avanços assinaláveis no melhor entendimento das potencialidades das redes sociais, é indiscutível que há canais importantes que continuam mais ou menos a ser o que eram há 1 ano. A página oficial do clube e o jornal são um bom exemplo disso, replicando os mesmos erros e omissões de sempre.

A grande exposição mediática do presidente também me parece dever ser repensada. Senão essa pelo menos o discurso.

A imagem que um clube projecta quando comunica - e tudo é comunicar - desenha a sua identidade. O discurso muito próximo do que reconheço ser o estilo de Pinto da Costa desgosta-me. Tiradas como "os adversários que comecem a dar mais luta" assemelha-se muito à sobranceria lampiónica. Citar o inefável Manuel Machado "um labrego é um labrego" é não só pouco original como nos torna semelhantes aos demais. O discurso auto-laudatório é de gosto duvidoso e desnecessário: os Sportinguistas têm sido generosos no reconhecimento.
 
Um presidente tão popular entre os sectores etários mais jovens não devia descurar a ideia de que a nossa identidade se constrói pela diferença do exemplo e não pela aproximação à retórica que nos confunde com os outros. Foi essa diferença que permitiu que, nas nossas travessias do deserto, o clube não tenha perdido a capacidade de manter e recrutar adeptos. Confundir-se com os demais é incorrer num risco: nos tempos mais próximos é mais provável que eles continuem a ganhar mais vezes. Sem essa exclusividade quem vai querer ser do Sporting e não dos que ganham mais?

Reorganização administrativo-financeira
Estou demasiado longe para me aperceber do que tem sido a reformulação dos quadros do pessoal administrativo do clube apesar de ouvir o que diz aqui e acolá. Não vou dar asas a rumores mas apenas manifestar um desejo: que essa reformulação não passe de uma mera substituição da "tralha roquetista" pela "tralha brunista", mesmo que mais barata.

Numa organização tão grande como o Sporting seguramente que há muito lugar de favor mas também há muita gente dedicada e competente. Essa é a que normalmente sustenta as organizações para que outros possam existir sem fazer nada. Premiar o mérito é a obrigação.

Na área financeira assinalo a extrema descrição de quem trabalha neste departamento. Do dossier que se estimavam grandes dificuldades, especialmente na relação com os credores sabe-se apenas que os receios eram infundados. No entanto assinalo que a reestruturação financeira está lançada há um ano mas, tanto como me parece, continua por fechar. Matéria que julgo não ter sido objecto de análise na recente reunião com os sócios mas, perante a ausência de noticias, não faria mal fazer o ponto de situação.

É normal os adeptos reagirem com rejeição a estas matérias. Mas a discussão acabará por ser necessária. Agora que o constrangimento do roquetismo já não se coloca, talvez haja finalmente espaço para que essa discussão seja mais centrada nas virtudes dos modelos do que nos aspectos acessórios.

Que modelo de desenvolvimento se pretende para a SAD, pelo menos para o espaço temporal em que se inscreve o actual mandato ? Que estrutura accionista? Onde estão os investidores, o que se lhes oferece e exige em troca?

Estratégia desportiva
A explicação para o sucesso dos actuais órgãos sociais junto dos sócios e adeptos reside aqui, especialmente pelos resultados alcançados. O Sporting é mais do que um clube de futebol mas este é o miocárdio do clube. São os resultados que pontuam a relação que se estabelece entre ele e uma grande parte dos adeptos e se constrói ou esboroa a popularidade dos corpos sociais.

Nas modalidades, porque infelizmente cada vez acompanho com mais dificuldade, assinalo apenas que aos cortes conhecidos não se seguiu a imaginada perda de competitividade, pelo menos no imediato.

No futebol conseguiu-se o feito precisamente o inverso, com o clube a ser competitivo a um nível a que tinha estado arredado há alguns anos. Julgo que tal se deve ao sucesso da estratégia previamente delineada: um núcleo duro de decisão muito restrito - Bruno de Carvalho, Inácio e Virgílio - que resultou na feliz escolha de Leonardo Jardim e na constituição de um plantel coreáceo e bastante focado.

Este é um capitulo que, pela sua importância, merecerá tratamento próprio. Até porque da formação aos quadros profissionais há diversas situações a merecer análise. Esta incidirá nas relações com o mercado, com os jogadores, empresários, as escolhas efectuadas, etc.

Conclusão
Pedia-se "muito pouco" à actual direcção face ao que era a situação em que esta chega ao poder. A verdade é que, se o ano difícil se acabou por revelar mais fácil do que o esperado, isso se deve à sua própria actuação. A impressão generalizada é de aprovação, superação de expectativas, que se estendem não apenas aos adeptos e associados mas também ao exterior, incluindo aos adversários.

O Sporting voltou a ser respeitado. Manter esse respeito - que é muito caro a todos os Sportinguistas - e torná-lo também temido pelo seu valor competitivo, é o grande desafio que se coloca a Bruno de Carvalho e à equipa que o acompanha. Desafio que o próprio já aceitou ao afirmar que para o ano o Sporting se incluirá nos candidatos ao titulo. Com a provável qualificação para a Liga dos Campeões talvez agora se perceba melhor o titulo escolhido para o post. Talvez tenha sido o ano mais fácil para Bruno de Carvalho. Melhor só mesmo tendo sido campeão.

29 comentários:

  1. o ano mais fácil? chegar ao clube e ter dívidas para pagar de imediato á UEFA e jogadores com ordenados em atraso? fácil??? havia pessoas que diziam que o presidente durava 1-2meses, tinha uma armadilha montada mas felizmente estava muito bem preparado!

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  2. Anónimo,

    o post é longo mas convinha ler pelo menos o 1º parágrafo e não apenas o titulo.

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  3. "Talvez tenha sido o ano mais fácil para Bruno de Carvalho. Melhor só mesmo tendo sido campeão."

    Assino o desfecho da conclusão...

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  4. Depois da obra feita é fácil mandar "bitaites" e dizer que foi o ano mais fácil! Eu compreendo a ideia que os anos seguintes serão também de máxima dificuldade e maior exigência dos adeptos agora apelidar o primeiro ano de "fácil" ?! Gostava de ver o que tinham conseguido fazer vocês!!!

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  5. Green Lion,
    se fosse eu tinha pelo menos lido o post todo e interpretado correctamente antes de vir lançar uns bitaites.

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  6. LdA, um post excelente e sem dúvida o melhor e mais independente balanço que li até agora (na blogosfera e não só).

    Claro que quem se limitar a ler o título pode tirar conclusões precipitadas, mas o texto reflete, a meu ver, uma opinião imparcial e bem estruturada.

    Permita-me salientar ainda dois aspetos, que me parecem claros quando lemos alguns dos comentários ao seu post:

    (i) a postura e a comunicação de BC e do atual Sporting, não sei se consciente ou inconscientemente, inibe o aparecimento da opinião crítica (ainda que seja imparcial, estruturada e construtiva). Parece que estamos numa fase em que não podemos ( ou pelo menos alguns não podem, como abaixo explicarei) apontar uma crítica que seja. E isso, mais do que negativo, é perigoso. Porque mesmo os melhores precisam que o espírito crítico esteja bem ativo. E não há instituição em que a tendência para a crítica construtiva seja maior do que um clube de futebol. Porque, no final, todos queremos o mesmo.

    (ii) por vezes sinto que ainda se vivem resquícios da luta "fraternal" pré-eleitoral. Daí que alguns não possam dizer certas coisas, mas outros possam. Este mesmo post, a ser escrito pela pena de um histórico e notório apoiante de BC, seria visto como uma peça genial. Mas há ainda quem interprete que as opiniões dos que não apoiavam expressamente BC são, na realidade, votos de desconfiança. É uma interpretação absurda quando lemos esta frase: "A verdade é que se o ano difícil se acabou por revelar mais fácil do que o esperado isso se deve à sua própria actuação". O realce da própria atuação cai em função da expressão "mais fácil" simplesmente porque o texto é escrito por si. E eu pergunto-me até quando é que isto continuará (insistindo que logo no início do mandato BC podia ter feito muito mais para acabar com isto - e essa é uma crítica que lhe aponto, se me permitem...).

    Um abraço

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  7. Acho que a próprio expressao induz nesse erro, LdA. Eu percebo o que queres dizer, mas quem lê em diagonal como acho ser o caso da maioria dos leitores nestes espaço, fica a perceber algo totalmente diferente.

    Quanto a Bdc, obviamente que merece um "Muito bom" como nota de avaliaçao do seu primeiro ano. É claro que nem tudo foi positivo e há ainda muito a melhorar e percorrer.
    Mas estou certo que estamos no caminho certo com BdC no comando, vamos encurtar distancias.
    No entanto, tal como tu, tb nao subscrevo do excessivo mediatismo que ele mesmo procura ter. Acho algumas vez que uma maior dose de ponderaçao e um discurso mais sobrio e pensado teria outro efeito.
    Assim, acho que se torna mais facilmente "anulado" pela oposicao, pela via da piadae da desconsideracao....

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  8. Green Lion,

    Esclarece-me uma duvida. Quem são os "vocês"? São Sportinguistas? São Benfiquistas? São Portistas?

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  9. Leão de Alvalade,

    Eu li o post todo e até concordo com 80% do seu conteúdo agora tens que admitir que o título é muito infeliz !!!

    SL

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  10. Acho que o Bruno de Carvalho tem sido uma boa surpresa. Votei no José Couceiro, mas se soubesse o que sei hoje, teria votado diferente, porque o presidente Bruno de Carvalho não é o candidato Bruno de Carvalho. O que mais me distanciou deste último (e fez com que ele fosse conotado com o Vale e Azevedo) foi a facilidade com que falava nos fundos e nos milhões, que se sabia que não tinha. No fundo fez o que os seus antecessores fizeram, ou seja, mentiu em relação ao dinheiro para ganhar as eleições, só que como os outros eram mais conhecidos na praça, nunca lhes passaram o "atestado" de vigarista, enquanto que o Bruno de Carvalho ficou com esse "carimbo", até que fez o contrário do que prometeu. O que no seu caso, paradoxalmente, acabou por reabilitar a sua imagem, porque os cortes que teve de impor no clube foram vistos como um acto de coragem. Claro que o facto de os resultados desportivos terem ajudado ajudou imenso, mas estes também são o resultado da sua gestão.

    O Bruno de Carvalho merece, no mínimo, respeito pelo que tem feito no Sporting. Adulação não, que é uma coisa infantil. No fundo os adeptos que manifestam esse tipo de sentimento fazem-no porque passaram a acreditar no clube e no presidente, creio não é por mal. Mas há que reconhecer que o actual presidente é empenhado, atento, interessado, gosta muito do clube e é acessível aos sócios e adeptos. O contrário do perfil de dirigente que o Sporting tem tido desde Santana Lopes. A Bruno de Carvalho só falta o dinheiro, pois com apoios financeiros e institucionais a sério seria presidente para uma geração. De contrário, terá muitas dificuldades, porque só a inteligência e a boa vontade num país como Portugal e neste futebol de corruptos, pode não chegar.

    Dito isto, prefiro mil vezes este "garoto" àqueles canastrões que andam sempre a falar em investimento, para recordar os milhões que o Bruno de Carvalho prometeu (como se a oligarquia tivesse investido algum no Sporting que não através de endividamento, e que agora nos custa o coiro e o cabelo). Os mesmos que se preocupam muito com os "activos" que não estamos a "aproveitar", tal como o Elias (que faz cá tanta falta como a fome); ou que estão sempre a relembrar as percentagens de passes que o "Bruno" não recuperou, como se a maior responsabilidade não fosse de quem as alienou em proveito PRÓPRIO por "tostões", para agora ter direito a milhões, nada tendo contribuído para isso.

    Há limites para a desfaçatez. O Bruno de Carvalho enquanto candidato foi uma "melga" e muitos não lhe perdoam isso, mas pedir-lhe que aproveite "cancros" como o Elias e recupere direitos económicos de jogadores que entretanto ficaram "hipervalorizados", quando sabem que deixaram a SAD sem dinheiro nenhum, é apenas e só CANALHICE. Muito do mal que foi feito já não tem remédio, infelizmente. Só se pode fazer por não repetir os mesmos erros relativamente aos direitos económicos e desportivos dos jogadores que o Sporting controla por inteiro.

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  11. Mike,

    "Vocês" são todos aqueles que têm sempre um discurso céptico em relação às capacidades do BC (não percebe nada de finanças, não sabe negociar com os bancos, não vai aguentar até ao final do ano, etc... etc...) e depois desta época transcendental depois da merda em que alguns "sportinguistas" deixaram o nosso clube (vejam o que ainda estamos a herdar como as cláusulas abusivas com os fundos) ainda têm o desplante de dizer que este ano foi o mais fácil !!! Porquê ?! Porque para o ano se formos à Champions temos que reforçar muito a equipa ?! Não ! Não temos !!! E se perdermos os jogos todos ?! Paciência !!! Não podemos é continuar a viver acima das possibilidades como nas últimas décadas que nos trouxeram a este ponto quase terminal! E como diz BC e muito bem, qualquer que sejam as receitas extraordinárias o orçamento tem que se manter !!! Acordem para a realidade !!! Somos pobres e quem é pobre não tem vícios !!! Foi por causa dessas atitudes que os clubes (e o País) está quase falido !!!

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  12. O Bruno de Carvalho é como o Passos Coelho, na versão antes e depois dos cortes.

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  13. Koba,

    Agradeço os comentários. Quer os que elogiam o post quer os que contextualizam o actual momento. Qualquer pessoa no seu perfeito juízo julgaria que ser presidente do Sporting fosse uma tarefa fácil pelo que nunca poderia ser esse o titulo pelo seu "stricto sensu".

    O seu ponto I era minha intenção que figurasse no post. Mas como ele já ia longo e pode sempre ficar para uma próxima vez.

    O tema é bem capaz de o merecer. O tempo que define como eleitoral não se circunscreve apenas ao das últimas eleições, antes se estendeu, pelo menos na minha leitura, desde 2011. O tempo poderá ou não ajudar a sarar essas feridas. Como quase sempre a paz é ditada por quem vence e no Sporting actual a regra manter-se-á pelo que o papel de Bruno de Carvalho será decisivo.

    Um Sporting mais forte e saudável será aquele que conseguir fazer as pazes quer com o passado quer com o futuro. Este é o titulo de um dos muitos posts alinhavados mas ainda por finalizar. De outra forma será sempre um Sporting menor e enfraquecido.

    Abraço

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  14. Green Lion,

    Apeliar o LdA de "vocês" também foi infeliz, ainda por cima porque ele fez uma análise bastante objetiva e lucida. O título pode não ser o mais feliz, mas entrar pelo caminho do "vocês" (que não é mais do que separar e fraturar Sportinguistas) também não.

    Quanto ao que falaste sobre o orçamento/champions/viver acima das possibilidades, concordo totalmente. O orçamento deve manter-se e tentarmos mesmo assim lutar pelo título de campeão. Veremos se é possivel (eu acredito que sim), pois temos uma equipa técnica competente para isso e se a isso forem acrescentadas algumas contratações (e vendas) cirurgicas então poderemos estar na corrida com os outros 2 candidatos.

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  15. "Qualquer pessoa no seu perfeito juízo julgaria que ser presidente do Sporting fosse uma tarefa fácil " assim é que é

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  16. J.
    Admito todas as criticas menos as das que ocorrem de leituras em diagonal. BdC não tem oposição interna pelo que as piadas têm sobretudo origem no exterior. Como é óbvio não há Sportinguista, goste ou não de BdC, que goste de ver o seu presidente ridicularizado, daí as observações que fiz.

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  17. Acabou de sair a noticia que o FCP se mantem na taça da liga, mas em vez de pagar €383 de multa, vai pagar €3060.

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  18. Há cerca de um ano, pouco mais, escrevias aqui que o Sporting estava no caminho de uma tempestade perfeita.

    http://anortedealvalade.blogspot.pt/2013/02/ag-sera-apenas-mais-um-episodio-de-uma_1.html

    Textos no mesmo tom, há vários, aqui.

    É por isso que muitos não 'aguentam' um título como o de hoje.

    Depois de se dizer que as eleições no Sporting podiam ser o início de uma tragédia, é preciso muita coragem para vir relativizar os resultados da actual direcção.

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  19. faço minhas as palavras do kovacevic.

    ano mais fácil é um titulo incrivelmente infeliz.

    fora as expectativas que os adeptos tinham em relação a prestação da equipa de futebol profissional, é bem possível que este tenha sido o ano mais difícil da historia de qualquer presidente que o clube tenha tido.

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  20. Kovacevic, o texto não é meu e seguramente o LdA dispensa "advogados de defesa". Mas deixe-me dizer-lhe, correndo o risco de ser injusto, que o seu comentário contém implícito o pior do atual Sporting.

    Desde logo porque o que interpreto desse texto do LdA que linkou é que a AG seria mais um episódio de uma tempestade perfeita, não o ato eleitoral.

    Subscrevo 100%: a AG, aquela AG, naquele ambiente, a ter acontecido, seria um dos momentos mais tristes da história do Sporting, não tenho a mínima dúvida. Como aliás se viu na conferência de imprensa a que o post do LdA alude.

    O ato eleitoral... claro que não, era a única solução para aquele ambiente.

    O comentário final comprova que "alguns" não podem dizer o que pensam porque têm "cadastro".

    Pergunto: quanto durará a "liberdade condicional" dos que não estiveram com BC desde as eleições de 2011 (em que o ÚNICO que disse a verdade sobre o Sporting, e foi o menos votado, foi Abrantes Mendes - na altura todos os restantes, incluindo BC, prometiam milhões e mais milhões de investimento, e não de redução orçamental)?

    Não vai sendo já tempo de esquecer o que se passou há mais de 1 ano?

    SL

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  21. Koba,
    Agradeço o comentário, ele seria suficiente, em condições normais para esclarecer a questão. Mas não é. Aliás ele até seria desnecessário, uma vez que comentários anteriores, inclusive 1 seu, teriam bastado para quem está de boa fé. Não é o caso do Kovacevic e as prróximas linhas são para ele.

    Kovacevic,
    Quando falas em relativização do demonstras uma de várias coisas:
    Não leste o artigo na totalidade e mesmo assim comentaste;
    Leste (ou não) o artigo mas não o compreendeste.
    Não leste os comentários subsequentes em que a questão do titulo era esclarecido.
    Leste e não ficaste esclarecido
    Ficaste esclarecido mas preferiste fazer o teu comentário da forma que fizeste.

    Inclino-me pela última possibilidade como o teu comentário deixa bem claro. o exemplo que referes - o artigo sobre a AG - está amplamente justificado não apenas no contexto em que foi escrito mas ainda hoje face às circunstâncias. Tanto assim é que, num assomo de bom-senso que tantas vezes faltou a todas as partes ela foi evitada.

    Depois a questão das eleições.

    Nunca fui contra eleições, elas tornaram-se inevitáveis a partir de determinada altura. O que eu disse na altura era que, no interesse do clube - não de BdC nem de GL - e face ao que era então a classificação da equipa, era que seria preferível que elas ocorressem no final da época. Não sabemos, mas estou ainda hoje convencido que talvez, repito, talvez se pudesse ter evitado a pior época de sempre. Isso é menos importante agora.

    Saliento também o seguinte: o que te interessou discutir do presente post? As minhas opiniões ou contribuir com a tua própria visão sobre estes pontos:

    A importância da mudança?
    A popularidade de Bruno de Carvalho?
    O cumprimento das promessas?
    As relações internas?
    As relações externas?
    A comunicação?
    Reorganização administrativo-financeira?
    Estratégia desportiva?
    A conclusão?

    Não, a tua preocupação era a de um mero ajuste contas e ainda por cima totalmente desprovido de honestidade intelectual, procurando descredibilizar-me. Tens que te esforçar mais porque esse teu azedume tolda-te o raciocínio, Dás-me demasiada importância e eu daqui a 5 minutos já nem me lembro de ti.

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  22. Desonestidade intelectual é o traço deste blogue na maior parte do tempo desde há um ano para cá.

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  23. Se me permitem...

    É mais do que evidente de que este ano era o mais fácil... e existe uma enorme razão para isso: as expectativas dos sportinguistas estavam no nível "abaixo de cão". O próprio BdC fez questão de referir e contribuir para isso mesmo... Ou a expressão "ano horribilis" já foi esquecida?...Ele bem sabia que isso só o favorecia... A ele, mas tb acabou por favorecer a equipa, que descomprimiu, sendo que a nossa própria "desvalorização" pública contribuiu para que os "factores externos" sp presentes neste sui generis futebol à moda tuga nos deixasse em paz. Pelo menos no inicio da época, que se foi arrastando, principalmente pq a opinião generalizada era que o bom comportamento da equipa seria um epifenómeno. O problema foi qd a coisa se começou a prolongar e, com o andamento do campeonato, a malta nova do SCP não despegar dos favoritos... Logo voltamos a ter a atenção dos tais "factores externos", que não nos deixaram lutar até ao fim. è tb por isto que prevejo uma época mais complicada... Desta vez não vão entrar distraídos...

    Vejamos, o BdC teve um excelente tiro... Altamente certeiro e que nenhum dos seus antecessores conseguiu: contratou um treinador a sério. Escolheu muito BEM. Mérito total, porque foi, claramente um acto de gestão desportivo 'perfeito'. Mais, foi uma aposta pessoal e arriscada de BDC, que resultou em cheio.

    Qd se diz que os próximos anos serão mais difíceis, isso resulta tb do elevar das expectativas, e, justiça seja feita a BdC, tb ele percebeu que o discurso usado (e abusado) ao longo desta época não tinha a aceitação generalizada a partir da próxima, mais ainda após o que esta equipa de futebol conseguiu produzir na actual época.

    O maior defeito de BdC, no meu entender, passa pelo discurso divisionista que manteve. Tinha todas as condições para cortar com o passado, aregimentar toda a nação sportinguista, independentemente das decisões anteriores de sócios mais conotados com as anteriores administrações. o SCP precisa de tds, não nos podemos dar ao luxo de deixar leões para trás... E cultivar essa atitude foi um erro que deverá colmatar, sob pena de esta união se desmoronar caso as coisas não correrem bem desportivamente. Nessa altura, veremos quem o paoiará... Oxalá nunca cheguasse, mas qd estivermos na mó de baixo, pq nunca se está por cima, talvez os tais apelidados de "outros" sejam os primeiros a dizer presente e a manterem-se fieis. Critiquei tds os presidentes do meu clube no passado, uns mais violentamente do que outros, mas nunca me afastei do Sporting. Penso continuar assim.


    Enorme post, LdA. Infelizmente não pude contribuir em tempo mais util para o "debate".

    Gde abç e SL!

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  24. Apenas três notas em relação ao texto:

    1. As assistências podem ter-se mantida a níveis similares (embora superiores ao ano passado) mas a receita de bilheteira cresceu enormemente. Para quem esteve na AG da reestruturação financeira ou para quem analisou os últimos R&C vê que as assistência do período Godinho Lopes eram inflacionadas com enorme prejuízo para o Sporting (fosse convites, borlas, ou similares).

    Por isso, há um efectivo e real aumento da assistência pagante e isso é extremamente relevante.

    2. A reestruturação não está concluída por questões jurídicas pendentes, nomeadamente a aprovação de isenções fiscais pelo Min. Finanças, comuns neste tipo de processos de fusão e cisão de sociedades como as operados pelo SCP. A entrevista de Vicente Caldeira Pires é clara neste ponto. Penso que a entrevista do nosso Presidente ao DE também foca este ponto.

    3. Não se pedia muito pouco ao Presidente do SCP para este 1.º ano. Pedia-se o levar a bom porto um tarefa hercúlea a nível financeira e negociação com os credores que outros teriam resolvido de forma menos vantajosa para o SCP (PER, perda da maioria da SAD, endividamento acrescido para o SCP, clube: estes dados estão no espaço público, relatados por várias fontes, nunca foram desmentidos, sendo que alguns eram admitidos pelo candidato JPC). Pedia-se a resolução de inúmeros problemas de gestão de activos caríssimos e sem mercado que asfixiviam o SCP. Pedia-se a resolução de um impasse com o treinador que foi endeusado e levado ao colo pelos media mas que os dados mostram não ter a capacidade para levar o SCP à campanha que actualmente fazemos. Pedia-se a montagem de um plantel com capacidade para lutar pelo 3.º lugar, no mínimo. Pedia-se a revitalização do SCP como um clube respeitado.

    Estas eram as exigências mínimas e o LDA sabe disso. A verdade é que os últimos Presidentes e direcções, em condições muito mais vantajosas que as actuais, só conseguiram diminuir a capacidade do SCP nestes pontos. A actual direcção moveu montanhas, independentemente dos erros, problemas e divergências que possam ser apontadas.

    SL

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  25. lda,

    Excelente post no qual me revejo inteiramente. Também eu tenho diferenças e algumas delas insanáveis como no estilo de comunicação p.ex. e que o texto muito bem documenta. Essa documentação revela também muita coragem porque hoje em dia no Sporting ou nos abaixamos para deixar passar o Bruno ou somos logo colocados em causa mais o nosso sportinguismo. Coragem e paciência porque todos na vida temos os nossos Kovacevic's a atravessar no caminho. Revejo-me na análise que é até benevolente e só percebo tanto problema com o titulo por má vontade ou burrice ou as duas. E a análise é benevolente porque se é verdade que BdC superou as expectativas também é verdade que não me lembro de um sporting tão cheio de propaganda constante. Propaganda e falta de respeito por quem não partilha do endeusamento prematuro e injustificado. Falta de respeito que se estende aos que honraram a camisola como Manuel Fernandes, como se vê no FB por parte deo bando acólitos do brunismo que pensam que o Sporting só existe desde 2011. E depois queixam-se que os sócios são poucos e ninguém adere.

    JPM

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  26. Boa Tarde,

    Após ler o post concordo com grande parte do que ali foi escrito. No entanto, gostaria de fazer algumas considerações...

    1) As atitudes divisionistas são partilhadas pelos dois lados da barricada (que é uma pena que ainda exista) com uns a tentarem justificar que Gl não foi assim tão mau, com o facto de o actual Presidente não ser assim tão bom. No meu entender esta aproximação tem de vir dos dois lados. Uns, deixarem de criticar tudo o que acontece no clube e outros a atacarem o passado recente, como fonte de todos os males.

    2) A Sobreexposição mediática do BdC eu presumo que seja propositada. É uma tentativa de atrair as atenções para si e não para outros aspectos da vida do clube, como por exemplo o que se passa dentro do balneário... Há quanto tempo não sai uma notícia baseada numa fonte interna do clube? Por outro lado, os processos iniciados pelo Sporting, a melhoria do futebol e afins, presta-se a esta atenção.

    3) O Sporting tem aberto vários fora (plural de forum) de debate promovendo a participação da Nação Sportinguista. As questões abordadas neste post (boa análise) devem ser também colocadas ai, pois é nesses lugares que elas podem (e devem ser debatidas) e assim chegarem à actual direcção.

    Saudações leoninas

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  27. Legendary Lion man está um nick name mt giro, sim senhor.

    1 - Claro q existe divisionismo dos 2 lados. Se não existisse dos dois lados, pura e simplesmente não existia divisionismos... Mas o presidente é BdC e é a ele que lhe compete unir toda a nação sportinguista e não, como vem fazendo, reiteradamente o seu contrário... Outra coisa: não me parece q haja praí mt gente a "defender" GL... De qlq forma GL está morto e enterrado e não se ganha nada em discutir recorrentemente um passado que já não se consegue alterar. Falhou, foi substituído e agora quem está no foco da critica (elogiosa ou negativa) dos sportinguistas é BdC.

    2 - hummm... Não me parece... Até pq BdC ainda não era presidente do SCP e já apresentava o mesmo "estilo". Claro que agora, com a posição que ocupa, o mediatismo é mt maior. De qlq forma concedo que ao concentrar as atenções sobre si próprio isso poderá, msm se inadvertidamente, distrair os OCS e estes como têm sp folhetim para alimentar papel, não se preocupam tanto em entrar noutras esferas do clube...

    3 - Amigo... nem todos temos possibilidade de participar nos lugares de debate a que se refere... A malta trabalha, tem família, outras responsabilidades e vive longe, mt longe de Lx... De modo que quem não pode caçar com cão, caça com gato, que é como quem diz, utiliza os locais que tem disponível: como a blogosfera, p.e. . Cabe à direcção estar atenta tb a esses fora (plural de foruns ;) )e aproveitar eventuais boas ideias que aí se apresentem e debatam. E já agora escutar a critica construtiva...

    SL!

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  28. Com a idade que tenho e ter visto que já vi, há 2 coisas que vão acontecer quase de certeza :

    1. BdC, cedo ou tarde, vai ocupar o lugar de V&A na Carregueira
    2. O ano2, com a promessa já dada de ser candidato ao título, vai ser penoso! A equipa não tem arcaboiço para as competições internas e Champions em simultâneo e o resultado de 12-1 do tempo de PB, pode vir a acontecer numa eliminatória europeia, isto porque o SCP vai ser colocado no pote dos últimos.

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  29. Não consegue disfarçar a pouca simpatia que tem pelo presidente do seu clube. Nota-se em cada post. Respeito isso e a nota de não se dever endeusar ninguém. No entanto perde credibilidade quando é incapaz de admitir que foi um ano que superou todas as expectativas. Se houvessem eleições amanhã, aposto que o voto iria para qualquer outro :)

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