quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Quem tira os caroços e graínhas aos patrocinios?

Uma das tiradas mais silly da season ainda em curso será de certeza a da apresentadora de televisão, Carolina Patrocínio, que tem uma empregada para lhe tirar os caroços e grainhas. Uma facilidade de que o futebol português não se poderá gabar. Pelo contrário, são até mais habituais os caroços difíceis de engolir, a fruta servida pronta a descascar e as cascas de banana.

Os patrocínios estão agora na ordem do dia. Poderá passar despercebida a muita gente a notícia de hoje do Record, mas a nós não. Até porque versa um problema já aqui abordado a 25 de Julho, através de um alerta lançado pelo nosso leitor João Melo, que dizia então, sobre o mesmo tema:

"O futebol português, por força de ser o reflexo de uma sociedade pouco desenvolvida em termos éticos e morais, não pára de nos surpreender pela negativa: a recente decisão do Concelho de Disciplina da FPF a propósito do jogo do campeonato nacional de Juniores é disso um bom exemplo, de tão baixa e inqualificável que é a consequência da decisão do ponto de vista da composição dos valores em presença.
Todavia, venho aqui alertar para outro fenómeno – que não tenho visto comentado em lado algum - igualmente revelador do que é o futebol em Portugal: o sponsor da Liga, financiador do torneio, imagem de marca do evento, é simultaneamente patrocinador de um dos competidores!!!!!!!
Será que o dito sponsor – que investe à espera do respectivo retorno, legitimamente – tem especial interesse no sucesso da marca da concorrência, ou prefere o triunfo da sua? Parece-me óbvia a resposta… Serão estes interesses compatíveis? Deveria ser permitido? Do ponto de vista dos negócios, da ética e da transparência, não!
No futebol português talvez…
Saudações leoninas"
João Melo

Esta semana é a segunda vez que o tema dos patrocínios agita o meio futebolístico nacional. A mais notória das noticias foi a decisão do Tribunal Europeu a dar razão à queixa apresentada pela Santa Casa da Misericórdia contra a publicidade da BWIN. Uma bomba para 11 clubes da nossa Liga, pois a decisão parece vir inviabilizar o actual patrocínio de uma casa concorrente. Se por um lado compreendo as palavras de Herminio Loureiro, presidente da Liga, por outro não percebo como pode ele esquecer-se da sua condição de deputado na Assembleia da Republica. Ou já não é lá que se fazem as leis?

P.S.: Sabiam que o Sporting tinha direitos sobre Cleiton Xavier, o possível substituto de Kaká? Eu não. Muito menos que os tinha perdido...

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Memória e gratidão

Foram conhecidos novos desenvolvimentos no “caso Iordanov”, com o advogado do jogador búlgaro a afirmar que o entendimento é possível. Já quase tudo foi dito sobre mais este triste episódio. Lembraria, depois de já ter aqui escrito sobre isto, que a homenagem é agora obrigatória, e que o Sporting está condenado a pagar 1.000 euros por dia de indemnização, a reverter em partes iguais para o jogador e para o Estado, a contar desde Novembro do ano passado. Em inicio de Julho deste ano o montante ascendia já a 247 mil euros. Agora, mesmo que Iordanov prescinda do que tem direito, metade da verba a apurar terá que ser obrigatoriamente desembolsada em favor do Estado. Está para lá da minha compreensão como se pôde chegar tão longe e que a impunidade seja absoluta, mesmo que, como alegava o clube, também possam ser assacadas responsabilidades ao jogador.
Lembrar este triste episódio obriga-me a perguntar como pode o Sporting, ao longo das últimas décadas, ver sair de actividade e até assistir ao desaparecimento dos seus melhores valores, testemunhos vivos dos dias de glória, sem uma demonstração de gratidão, mesmo que singela. Vem-me à memória o que vimos suceder recentemente com Michel Salgado, num Barnabéu a abarrotar: uma homenagem arrepiante. Quanto fez pela devoção madridista um momento como aquele? Somos Sportinguistas pelo coração e é pelo coração que assim nos manteremos. Não porque somos mais ou ganhamos mais, sem importar como. Quando se apurarem as razões do afastamento de muitos nós, a tal crise de militância de que se volta a falar, a má gestão da nossa memória e a falta de gratidão serão razões incontornáveis nesse apuramento. Porque nos roubaram momentos assim com Damas, Manuel Fernandes, Lopes, Mamede, Livramento, Manuel Marques e muitos outros?

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Em memória de António Ramos

Recebemos o seguinte texto de alguém que conviveu bem de perto com o saudoso António e nos autorizou a publicar esta sentida homenagem.

Hóquei, andebol, futsal, ténis de mesa e bilhar ou memória para António Ramos

Morreu António Ramos, jornalista de «modalidades» que trabalhou nos jornais «Record» e «Sporting». Gostaria de repetir o seu desembaraço quando, na secretária em frente à minha, «despachava» sucessivas notícias sobre os jogos do nosso fim-de-semana desportivo. Como tinha várias modalidades não podia estar em todos os pavilhões ao mesmo tempo mas ninguém ficava sem notícias.
Com alguns telefonemas para a pessoa certa, fosse no ténis de mesa («Amigo Adérito, estamos a ganhar?») fosse no bilhar («Amigo Salgado está tudo bem?») ou fosse no futsal («Amigo Paulinho já acabou?») o António Ramos conseguia sempre dar a notícia em tempo útil. A sua agenda de contactos era um mapa de amizades em todo o país incluindo a Madeira e os Açores.
Muitas vezes apanhámos o mesmo táxi, lá para as duas da madrugada, quando o jornal do Sporting fechava. Trajecto: Telheiras – Campo de Ourique – Bairro Alto. Algumas vezes, noite alta, lhe coloquei perguntas inoportunas («Se são 128 golos no quadro não podem ser 129 na lista dos mercadores») mas nada que não se resolvesse («Tire um golo ao melhor marcador, amigo Zé»).
Tivemos um tempo pleno (1996-2006) em que acamaradámos muito à mesa no Chinês mas há três anos que falávamos menos. Continuávamos porém a compartilhar o mesmo barbeiro aqui no Bairro Alto.
Além do sportinguismo e do amor aos jornais, muita coisa nos unia: a paixão pelos livros e pelos netos. Quando a conversa derivava para aí o António Ramos era um gigante de ternura derramada. Na noite tantas vezes agreste de Lisboa, a sua voz entre Telheiras e Campo de Ourique lembrava sempre as palavras de Tasso – «Tempo perdido é todo aquele que não se gasta em amar».

José do Carmo Francisco

Selecção: As nacionalizações e o PREC

Na Dinamarca a selecção jogou grande parte do seu destino no Campeonato do Mundo de África. Muito dificilmente passará do hall de entrada e, confirmando-se o cenário, espreitaremos pelo ecrã o salão nobre da competição entre selecções. A confirmar-se, será a todos os títulos lamentável que não se tenha conseguido capitalizar a favor das nossas pretensões colectivas a categoria individual de jogadores como Bosingwa, Alves, Carvalho, Pepe, Deco, Ronaldo, Danny, Quaresma, Moutinho, Veloso, Liedson, Nani e Veloso. No contexto do nosso grupo, quem se pode vangloriar de melhor qualidade de recrutamento?

Esta jornada iniciou-se sob o recrudescer da polémica das “nacionalizações” de jogadores, por graça de Liedson. A minha discordância pela sua presença pouco interessa agora face aos precedentes e perante a evidência da lei. E se a língua é a nossa Pátria sem dúvida que percebo melhor Pepe, Deco e Liedson do que Alberto João ou Pauleta, por exemplo. O que me interessa agora é que o recurso à nacionalização de jogadores não faz sentido se deles não for retirado o rendimento que eles prometem. Tendo Queiroz optado por começar a jogar em 4x4x2, não se percebe a titularidade “daquele cujo nome me recuso pronunciar”. Não porque tivesse receio de o ver, escariotes como é, de lágrima no olho, a dizer-se dinamarquês desde pequenino e para todo o sempre, porque os escandinavos nada têm para lhe dar que lhe interesse. Naturalmente e apenas porque Liedson era o melhor jogador do grupo naquele lugar. O mesmo se aplica ao lugar ocupado por Pepe. Veloso seria capaz de igualar a sua capacidade de destruir jogo adversário, ser útil a defender naquela posição e significaria valor acrescentado na hora de gerir a posse de bola e criar jogo. Pelas mesmas razões, isto é, porque é melhor na função, Pepe ficaria melhor que Bruno Alves, que teve um jogo manifestamente abaixo do que é capaz.

Uma divergência temporal entre a minha existência e a presença dos Magriços em Inglaterra fez-me perder a melhor prestação de sempre de uma selecção das quinas. Habituei-me a ver desperdiçado o talento de muitos jogadores nos finais de 70 do século passado. Platini arruinou-me um S.João, Humberto fez-me sonhar, Oliveira quase era capaz do melhor como foi do pior. Ser 2º em casa era bom antes de começar, mas soube a pouco, face às circunstâncias. Ou seja, já vi de tudo e por isso estou preparado para este Processo de Regressão em Curso (PREC). Voltamos às contas, mas sobretudo aos “ses”. Queirós fala de falta de sorte ignorando que esta não quer nada com a incompetência. Se o futebol fosse apenas falado, seríamos, pelos predicados do seleccionador, candidatos a campeões do Mundo. Mas é preciso muito mais que bonitas palavras e ter o melhor do Mundo não parece suficiente. Até porque, de quinas ao peito, Ronaldo não tem sido mais do que uma ilha, deserta no seu egocentrismo. Jogamos bem contra os Dinamarqueses? Não o suficiente. Um bom cozinheiro não recebe prémios se se esquecer ou não acertar nos temperos. Na hora de por o sal - os golos- a selecção nunca foi competente. Sem golos não há bom futebol, no máximo veremos um bom número de circo.

Hoje, para descobrir o caminho para o Mundial da África do Sul, já não basta matar o nosso atávico adamastor futebolistico, é preciso contar com erros de terceiros. O que pensarão de tudo isto os nossos milhares de compatriotas, muitos deles conterrâneos de Ronaldo, a viver o mais a sul no continente africano? Na terra da Boa Esperança, a nossa ausência será, pelo menos, um desencontro com a História.

sábado, 5 de setembro de 2009

Até Sempre António Ramos

"Boa tarde a passada no Casal Vistoso a ver o futsal e o andebol, com uma presença muito agradável de público.

Um senão, a morte hoje do nosso jornalista António Ramos, um grande companheiro meu de muitas jornadas leoninas e um LEÃO indomável.

Do ténis de mesa aos meninos do hóquei, passando pelo andebol, futsal e bilhar, o António escrevia de tudo para o jornal do nosso Clube.

Hoje estou triste pela partida do António Ramos, mas parafraseando o António Oliveira, "por cada Leão que cai outro se levantará".

Até sempre amigo!"

Aproveitei um comentário do Juvenal para homenagear esta figura leonina que ainda tive o privilégio de conhecer nos cenários ecléticos do Sporting.

Um excelente profissional, um grande sportinguista e um verdadeiro senhor do jornalismo desportivo.

Até Sempre António Ramos!

Dia Leonino - Futsal e Andebol

Hoje é um excelente dia para nós sportinguistas, especialmente os amantes do ecletismo do Sporting. Numa iniciativa de louvar, a direcção do Sporting agendou os jogos de apresentação de duas das nossas principais modalidades para o mesmo dia no pavilhão do Casal Vistoso.

Programa:

15h: Sporting vs Vilaverde

17h: Sporting vs Sporting da Horta


Na equipa de Futsal, os principais destaques vão para Caio Japa (Ex-Belenenses), Cardinal (Ex-Freixieiro) e o regresso de Evandro. O fixo contratado à equipa do Restelo foi um dos melhores jogadores das duas últimas temporadas, tendo assumido papel fundamental na performance dos "pastéis" que, inspirados no seu talento, atingiram a final do campeonato nacional em ambas as épocas. Quanto a Cardinal, internacional português que joga preferencialmente a pivot, tem vindo a apresentar todos os seus predicados e foi mesmo o melhor marcador do Sporting durante esta pré-época.

Realce ainda para a ascensão de João Benedito a capitão de equipa. Após a saída dos carismáticos Zézito e Bibi, o melhor guardião nacional enverga agora a braçadeira num sinal de reconhecimento de toda a sua dedicação pelo clube, a nível desportivo e profissional, bem como o respeito e paixão que sempre demonstrou pela camisola do seu clube de coração.

Os pupilos de Paulo Fernandes entram para esta época com vontade de recuperar o título que há três anos tem seguido para os outros lados da Segunda Circular.


Além dos internacionais Hugo Rocha (ex-ABC) e Pedro Solha (ex-Águas Santas), o Sporting reforçou-se bem com Vladimir Petric, lateral-direito que jogava em Espanha após já ter representado com sucesso o FC Porto e ainda o regresso de Mitja Lesjak, pivot que havia representado o Sporting em 2007-2008.

Contando com a permanência da maioria dos jogadores preponderantes da época anterior, como Bosko Bejalanovic, Humberto Gomes e João Pinto, lanço mais uma nota de destaque para a presença de três dos mais promissores jogadores jovens do andebol nacional: Fábio Magalhães (ex-ABC), Pedro Seabra (Ex-São Bernardo) e Pedro Portela (formado nas nossas camadas jovens).

O título foge ao Sporting desde 2001 (apesar de duas vitórias na Divisão de Elite) e este ano adivinha-se que os comandados de Paulo Faria sejam sérios candidatos à vitória final.

Termino lançando o repto a todos os amantes das modalidades para que adquiram a Gamebox Modalidade, disponível no Centro de Atendimento ao Sócio junto à Loja Verde.

EM FRENTE SPORTING!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Uma crença, uma fé ...


Antes de mais, que me perdoem os religiosos pois sendo eu agnóstico e tendo assistido ao que tem vindo a acontecer, parece-me que cada vez mais o Sporting tem assumido contornos exactamente idênticos aos que uma qualquer religião demonstra. Contudo, nunca serei capaz de partilhar esse tipo de ligação ou semelhança.

José Holtremann Roquette não foi bafejado pelo toque divino para profetizar “Um clube grande, tão grande como os maiores da Europa”, sustentado nos mandamentos “Esforço, Dedicação, Devoção e Glória”.

Os nossos fundadores, entre os quais a família Gavazzo e a família Stromp, não podem em algum caso ser vistos como apóstolos que serviram para espalhar a palavra desta nova realidade trazida ao mundo no dia 1 de Julho de 1906.

Ocasionalmente, surgem mensagens vindas de todo o lado a alertar que devemos olhar para uma dada direcção e montar uma Cruzada na luta contra o Inimigo.

Inquisições, caças às bruxas e outro tipo de perseguições são montadas para fazer frente ou silenciar quem vai contra a ordem estabelecida como se estivessem a fazer frente a um dogma ou a uma verdade inquestionável.

Poderão até dizer que os períodos que passamos sem vencer títulos são o nosso “Ramadão” e que episódios como o de Munique se assemelham às perseguições verificadas durante a II Guerra Mundial – que certas religiões insistem em afirmar que nunca aconteceu.

Assistimos a manobras para a reeleição de um presidente de modo a que este entrasse como Jesus Cristo em Nazaré, como se se tratasse do salvador do nosso clube. Da mesma forma, a eleição de um dado presidente e as suas palavras inaugurais para alguns parecem um fenómeno semelhante às aparições de Fátima.

Infelizmente, contamos com figuras que usam e abusam da palavra, sabendo que nunca serão confrontados ou sequer questionados, fazendo autênticos Sermões aos peixes sem terem a coragem ou honra de concretizar aquilo que estão a pregar.

Pois eu não me revejo nada nestes actos e acontecimentos. Nem os feitos recentes de Rui Patrício ou Liedson são milagres dignos de santos ou figuras canonizadas, nem os triunfos e marcas de Yazalde, Joaquim Agostinho ou Carlos Lopes são apenas registos que podem ser encontrados numa qualquer colectânea de registos míticos. São estes alguns dos marcos da nossa história e não alguns dos bastiões de uma religião.

Temos cada vez mais pastores, sacerdotes, rabis, shamans e todo um tipo de personagens, com vontade de ensinar lições e de nos dizer como é que devemos viver o nosso clube como se de uma Religião se tratasse. Existem por aí muitas pessoas que se julgam os catequistas do “Sportinguismo” que sabem como devemos agir e qual é a palavra que deve ser espalhada, que se fazem passar como mensageiros da virtude leonina pois a eles nada se pode apontar, pois são eles os verdadeiros defensores da nossa causa.

O Sporting nunca foi nem nunca será uma religião. Não basta fazer o seu “bar mitzvah” ou ir à missa para poder ostentar um título. Não nos devemos reger por mensagens de obrigação pré-formatadas mas sim pelo que diz um dos nossos cânticos “Uma crença, uma fé…”.

Ser do Sporting não é uma opção. É um modo de vida…

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Condução perigosa, travão de mão ou marcha atrás?

Declarações do Presidente Eduardo Bettencourt:
10 de Junho de 2009
Dantes, o Sporting era uma noiva que andava atrás dos outros, mas isso vai mudar. Agora, eles é que têm de andar atrás de nós. O Sporting é uma noiva interessante.

22 de Junho de 2009
Quando estivermos em condições de empolgar verdadeiramente os sócios, anunciaremos. Temos bem a noção do que empolga. Se falta muito para o fazer? Não, não. Os Sportinguistas já sabem que gostamos de fazer as coisas com pés e cabeça.

Declarações do treinador Paulo Bento:
30 de Junho de 2009
Sporting tem capacidade para terminar em primeiro. O Sporting sempre lutou pelo título, à excepção da época de 2007/08, até às últimas jornadas. É um facto que raramente liderou a classificação, o que denota alguma irregularidade, mas se esteve sempre na luta, também revela capacidade para terminar em primeiro. Há que ser mais regular e mais eficaz, sobretudo em termos ofensivos.

Passado pouco mais de um mês declarações iniciais:

Declarações do Presidente Eduardo Bettencourt:
10 de Agosto de 2008
É óptimo ver 62 mil pessoas no estádio [aludindo à assistência do Benfica-Ac Milan, em jogo da Eusébio Cup] e não tenho pejo em reconhecer que os benfiquistas estão com motivos de orgulho e com expectativas muito altas. (…) Está-se a pedir (aos jogadores e treinadores) que fiquem à frente de outros concorrentes com mais investimentos e orçamentos muito maiores.

Declarações do treinador Paulo Bento:
31 de Agosto de 2009
Andamos de travão de mão na hora de investir. Temos que fazer o mesmo que eles com menos meios. E não terá nos próximos tempos porque as pessoas que estão à frente do Sporting são demasiado sérios, demasiado frontais, e não querem fazer uma fuga para a frente.

Fala agora, pá! Fala agora!


Há um recentemente empossado fiscal do SEF, que anda muito ocupado com a Selecção Nacional e com as invasões de estrangeiros que por lá andam, parece esquecer que para se ter o direito de pedir a naturalização num País e se ter pleno direito a caso o Seleccionador Nacional assim o entender representar esse País é preciso ter um contrato de trabalho durante o mínimo de 6 anos e que ele seja cumprido pela sua entidade patronal.

Felizmente que ele não tem nada que ver com estes assuntos de contratos de trabalho de jogadores profissionais, queres um conselho vai ver filmes para o Seixal.
Fala mais alto que ninguém te ouve!


quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Só morre o que é esquecido

Clive Wearing tem uma história comovente e aterradora: devido a uma encefalite perdeu a memória de uma vida inteira bem como novos acontecimentos. Dito desta forma parece mau. Conceber a hipótese de, de um dia para outro, deixar de reconhecer os nossos entes queridos, os amigos e até o nosso percurso pessoal é imaginar que o inferno pode ter lugar ainda em vida.

O que é que o apontamento anterior está a fazer num blogue sobre o Sporting? Eu explico. Muitos de nós, que hoje debatemos com paixão o momento do nosso clube, não experienciamos os momentos áureos da história do nosso clube, como foi, por exemplo, o primeiro tetra-campeonato, o futebol orquestral dos cinco violinos, a conquista da Taça das Taças, com a épica recuperação ante o Manchester United, então a crescer para o seu destino. Por vezes esses momentos parecem tão longínquos como as histórias do tempo em que os animais falavam e, a glória então vivida não parece, à luz do presente, mais do que uma fábula. No pior dos cenários, para muitos, não existiram.

Mas há testemunhos desse passado, que demonstram a grandeza histórica do clube. O notável espaço museológico do clube, o Mundo Sporting, alberga no seu interior um manifesto de grandeza que atesta que o sonho dos nossos fundadores um dia se materializou. É por isso também um espaço é de visita obrigatória para todos. Hoje, talvez como nunca na nossa história, é necessário perguntarmo-nos que clube deixaremos aos nossos filhos e que vestígios da nossa passagem merecerão ladear os que agora ali descansam dos trabalhosos dias de glória.

Deixo-vos um excerto da reportagem de ontem do jornal “O Jogo”(clique para aumentar). Como nota de curiosidade saliento o altifalante de que falamos aqui, num momento alto deste nosso espaço.

DúvidAAS

A AAS continua a ganhar o seu espaço e importância no universo Leonino, mérito do seu trabalho e prova de que são organizados. Nesse sentido achei despropositado o seu recente pedido de demissão do treinador do Sporting por duas razões fundamentais, primeiro porque não sei onde é que pedidos de demissão de funcionários do Sporting Clube de Portugal se insere nos fins para que a AAS foi criada (ver estatutos), segundo pelo timing que foi escolhido, a véspera de um jogo decisivo.

Se sobre a primeira razão da minha discordância julgo que serão mais aptos para falar os sócios da AAS, relembro apenas um trecho de uma entrevista ao Record de Pedro Faleiro da Silva durante a recente campanha eleitoral “...porque o papel da associação não é o de gerir o destino do clube. É procurar influenciar, promover a discussão, envolver as pessoas, trazer pessoas para a discussão.”, devo concluir, não sei se correctamente, que o objectivo tenha sido “influenciar” porque realmente não vejo outro.

Partindo deste pressuposto julgo que não existiu pior momento para tentar influenciar, primeiro porque não querendo de modo nenhum acusar a AAS de ser o elemento destabilizador do futebol do Sporting, esta sua iniciativa pela invulgar divulgação que teve, em nada deve ter contribuido para melhorar as condições de trabalho de quem nos representa nas vésperas de compromissos decisivos. Segundo porque foi seguido de uma exigência - “Provem que estamos enganados” - foi a frase de abertura do sitio da AAS até à passada segunda-feira, acompanhado daquilo que era exigido pela AAS, apuramento para a Champions e vitória em Coimbra com exibição convincente.

Por momentos pensei que estava a ver o sitio de uma claque, de pessoas que não têm representatividade nos orgãos sociais do clube para fazer passar a sua mensagem. Quais as vantagens para o Sporting Clube de Portugal desta iniciativa continua a ser para mim um mistério. Aguardei até hoje para dar a minha opinião, porque imaginei que não tendo correspondido a equipa de futebol às exigências feitas pela AAS, agora num periodo de paragem do campeonato, sem compromissos do futebol profissional, quando o ambiente é mais propicio ao debate e à divergência de ideias e opiniões iria cair o Carmo e a Trindade e a posição de força da AAS seria concluída, concluída em quê não sabia e estava curioso, pedir a demissão do elemento da direcção com a pasta do futebol? Reforçar o pedido de demissão do treinador?

Para minha surpresa quando ontem entrei no site da AAS a mensagem era - “Trazer a alegria de volta.”- agora? É impressão minha ou há uma inversão de objectivos, a mensagem de apoio e alegria não fazia mais sentido há uma semana atrás? E a posição firme e dura não faria mais sentido depois de terminados os compromissos?

Só é digno de crítica quem age, quem actua e se revela perante os outros para ser avaliado, os ineptos são tão inuteis que nem críticas merecem, a AAS irá seguir o seu caminho e fazer mais erros tenho a certeza, mas fica a minha dúvida. Isto serviu mesmo para quê?
P.S. - Este post foi editado, pelo seu autor, onde antes se lia "Provem que temos razão" lê-se agora "Provem que estamos enganados". Agradeço a correcção do meu erro ao atribuir a primeira frase à AAS ao Hugo Malcato e ao Pedro Faleiro da Silva.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Sporting só há um!

Os Sportinguistas andam crispados. Isso é visível, nos artigos de opinião escritos por dirigentes, na blogosfera leonina ou em qualquer conversa de café entre Sportinguistas.

Ultimamente isso é mais do que evidente. Neste e noutros espaços, onde se debate o Sporting, onde cada um tem a liberdade para falar aberta e apaixonadamente do seu clube. Mas liberdade implica responsabilidade. Custa-me ver Sportinguistas irados com Sportinguistas.

Não creio que haja dois clubes dentro do clube. Sporting só há um. Há certamente visões diferentes relativamente ao mundo Sporting. O futebol é emoção e paixão e como tal desperta vivências diferentes.

Da mesma forma, a liberdade de opinião deve ser respeitada, preservada e estimulada. Não pode ser de outra forma. Somos todos do Sporting e não há leões, mais leões do que outros, mesmo aqueles que ostentam uma juba maior.

Se somos todos do Sporting, devemo-nos saber respeitar. Isso passa desde logo por aceitarmos com serenidade uma opinião diferente da nossa. O Sporting pode enriquecer-se com a diferença de opiniões.

O Sporting anda crispado desde as eleições, ou talvez há mais tempo. Quem diria que assim é, quando do acto eleitoral, resultou um Presidente eleito com mais de 90% dos votos.

O nosso Presidente está eleito. É o Presidente do Sporting, de todos os Sportinguistas. Dos que votaram nele e dos que não votaram nele. Assim sucede relativamente aos restantes órgãos eleitos. Após uma eleição, seja ela de que natureza for, eleitos e eleitores devem saber respeitar-se. É preciso que cada um saiba ocupar o seu lugar.

O futebol por si só suscita opiniões controversas. Se eu gosto mais do 4-3-3 do que do losango, será que isso é motivo para presumirem que eu não gosto do treinador actual do Sporting? Isto é apenas um exemplo, para evidenciar que aquilo que nos divide deve-nos unir. Só assim seremos mais fortes.

Não há dois Sportings. Há só um Sporting. Compete-nos a todos potenciar e criar sinergias para que o Sporting seja mais forte. Evidentemente, que esperamos de JEB uma liderança capaz, motivadora e revitalizadora dos valores do Sporting Clube de Portugal.

Paulo Bento em discurso directo

Paulo Bento esteve ontem no programa Resultado Final. Ficam aqui relatadas as suas afirmações mais importantes, de forma tão fiel como me foi possível, em especial para os leitores que não dispõem de assinatura Sporttv.

O plantel está fechado com 24 elementos, como pretendíamos.

Ângulo reúne as condições pretendidas para substituir Izmailov, um jogador com maturidade, que jogue a médio interior de qualquer dos lados.

Estou satisfeito com o plantel, se tivesse Izmailov mais ainda, porque reúne características únicas.

As lesões de 2 pontas-de-lança afectou o planeamento do jogo com a Fiorentia, mais um jogador expulso. Acabamos por ter que jogar com 1 jogador acabado de entrar no plantel. Foram demasiadas condicionantes.

Há que dar tempo aos novos jogadores. Matias chegou com 20 dias de ferias. Caicedo chegou em cima da competição. É prejudicial para equipa demasiada exigência ao fim de 30 dias. Por exemplo Tello demorou mt tempo a ver reconhecido o seu valor. Falta paciência. Esta época tem-se notado mais pressão.

O Sporting foi jogar a 1ª jornada sobre pressão depois de ter conseguido um objectivo.

Preocupo-me com o que tenho mas não me impede de ver que e não temos tidos as mesmas condições que os outros.

O Porto tem tido os seus jogadores numa montra como a CL e tem conseguido valorizar os seus jogadores e em relação ao slb não temos tido o que eles têm, mas temos ficado à frente deles. Temos ficado à frente de 1 e perto de outro.

Andamos de travão de mão na hora de investir. Temos que fazer o mesmo que eles com menos meios. E não terá nos próximos tempos porque as pessoas que estão à frente do Sporting são demasiado sérios, demasiado frontais, e não querem fazer uma fuga para a frente.

Não penso que seja uma época decisiva, será mais uma época na minha carreira. Temos os mesmos objectivos de sempre a nível internacional e chegar aos 16/avos da UEFA.

No dia em que sair do Sporting terá 1 grande quantidade de treinadores para o treinar e eu menos clubes. A grandeza do Sporting é diferente da minha.

Tenho a convicção que podemos atingir os objectivos que nos propusemos. Desejo cumprir o contrato. Não sinto maior por termos começado de forma diferente. Tudo pode acontecer. Não sei se a época será mais difícil, mas o início foi. Nós temos capacidade, se conseguimos libertar da pressão que se sentiu até agora.

Diz-se que o Braga e Nacional nos ganham e tem menos orçamento mas no final ficam atrás de nós. Orçamento é para a globalidade da época. O dinheiro faz diferença em muita coisa e na competição também.

Rochemback não era problema. Fui busca-lo a Inglaterra depois uma época positiva. A lesão no jogo com o Leixões afastou-o. Este ano dei a preferência a Veloso, que tem estado bem em qualquer posição a que tem sido chamado. Rochemback decidiu por isso dar novo rumo à sua carreira mas teve sempre postura correcta e profissional. Registo com agrado que Veloso mantém o rendimento nas diferentes posições a que é chamado e é agora um jogador seleccionado.

O Sporting já jogou de formas diferentes do losango e foi criticado por isso. O ano passado jogamos num 4x4x2 clássico e continuaram a dizer que jogávamos em losango. O treinador do Sporting é criticado pelo que faz e pelo que não faz. Não acredito que um jornalista seja capaz de ver um jogo e dar classificação a 22 jogadores.

Quanto à questão dos extremos, só fui treinador de Nani, não fui treinador de Quaresma ou Ronaldo. Quando cheguei a treinador apliquei o melhor sistema que se adaptava aos jogadores disponíveis e que já tinha sido usado por Fernando Santos.

O ano passado sofremos 2 golos de bola parada. Este ano sofremos 2 golos assim em jogos consecutivos, Holanda e Madeira, e isso gera instabilidade. A estatura também é um problema.

É importante colocar mais jogadores nas zonas de finalização.

Não criei nenhum problema com nenhum jogador. Coloco o todo acima das partes. Não me arrependo de nenhuma decisão tomada neste aspecto. Os jogadores merecem o máximo de respeito e seriedade, mas não devem ser tratados todos da mesma maneira porque são todos diferentes.

O Slb está num momento bom, mas já teve dificuldades com o Marítimo e Guimarães. O que tem que nos preocupar é o que com o que temos que fazer. Quando chegar a altura de os defrontar analisaremos o adversário. O Fcp tem um treinador experiente, há muitos anos no clube, e será um adversário difícil. Não tem fundamento comentar agora como jogaríamos com eles.

O Varela não é surpresa, tem qualidade, e está inserido numa estrutura sólida. Não jogava quando cheguei e entendemos por bem não ficar com o jogador. O Sporting não pode ficar com todos os jogadores da formação embora eles até possam pensar assim. Nunca colocaram a questão Varela enquanto ele esteve no Amadora e Setúbal.

Tiago Pinto podia ter assinado pelo Sporting e não quis. Fez exigências que entendemos não conceder.

Hugo Viana não foi equacionado porque não reunia, pelas suas características, as condições para substituir Izmailov,.

(Alonso) Não tínhamos necessidade porque tínhamos jogadores para a posição.

(Pedro Silva) Estamos a ter problemas com a forma dos jogadore. Passa também por dar confiança, sem retirar exigência.

(Polga) Às vezes interessa massacrar. Houve infelicidade nalguns lances, mas neste momento está com bom rendimento e temos 2 jogadores mais para a posição. Tem revelado muita disponibilidade e sacrifício por jogar com limitações, sem se esconder nos momentos difíceis.

(Castigo da FPF) Houve muito tempo para tomar a decisão. Espero que FPF e a LIGA tenham a mesma atitude no futuro. Não me vou esquecer do que aconteceu com o Setúbal (Ricardo Peres), onde vimos um profissional que estava a exercer as suas funções sofrer um processo. A Liga resolve os factos com maior celeridade.

Não sou a pessoa para falar dos meus méritos. Tenho desenvolvido um trabalho positivo, extraordinário seria se tivéssemos sido campeões. Tenho o desejo de continuar a potenciar jogadores, levar os jogadores a lutar pelo campeonato. O Sporting tem 18 títulos mas temos que ver quando eles foram ganhos. Têm que me explicar como um clube que não ganhava e agora ganha se fala de mau futebol e de falta de militância.

Nunca me passou pela cabeça demitir-me.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

O Sportinguismo pelas escadas abaixo...

Era minha intenção falar hoje aqui da oportunidade que o momento nos concede a todos para descansarmos dos dias de tensão sentidos neste atribulado inicio de época. Qualquer que seja a nossa reacção ao até agora sucedido, ninguém negará que a prestação da equipa de futebol, abaixo do esperado, provocou um desgaste a pedir restauro nas próximas semanas. Infelizmente, deixarei o descanso para depois. Como Sportinguista não posso deixar passar em claro a observação feita pelo meu amigo JVL, chamando a atenção para o inqualificável artigo de Dias Ferreira, Presidente da AG do nosso clube. Na Bancada Nova, aquele escrito também não passou em claro.

Sempre achei que a sua chamada para as funções como “entidade mais representativa do clube”, presidindo ao órgão “onde reside o poder supremo do Clube” – cito, entre aspas os estatutos do Clube - iam contranatura às suas características e história pessoais. Mas esperei, desejei até, estar enganado na minha avaliação. Mas não.

Pensei que à investidura nas nobres funções com que foi honorificamente distinguido pela vontade dos seus consócios, correspondesse Dias Ferreira com o recato e comedimento que obriga o cargo. Mas, no início de cada semana lá temos nós o próprio, no programa onde é comentador residente, a coleccionar prestações entre o sofrível e o inenarrável, tal a ligeireza e impreparação com que aborda os mais diversos assuntos. Como se não lhe bastasse, ainda colecciona crónicas como a que assina esta semana no Record.

Lembro, se preciso fosse, que Dias Ferreira representa todos os sócios do Sporting, e não apenas a percentagem que nele votou, por maior que seja. Sejam eles agnósticos, católicos, judeus, muçulmanos, liberais, socialistas, democratas-cristãos, casados, divorciados ou em união de facto. E, na minha humilde opinião, não se pode esquecer que, por muito que não queira, quando fala ou escreve, representa o Grande Sporting Clube de Portugal. Se Dias Ferreira se quer eximir do que obrigaria o bom senso, deveria pelo menos escrever muito melhor, na forma e na substância. E, convenhamos, acabar o artigo da forma como o faz, (“Só uma coisa não sei se é crise ou não: haver cada vez um maior número de tipos que não sabem o nome do pai ou andam à procura da mãe!...”), refira-se a quem se referir, é atirar o Sportinguismo pelas escadas abaixo.

Apoiar sempre!*

Caros amigos Leões,

A Fundação de Solidariedade Social Aragão Pinto (sobrinho neto do José de Alvalade) necessita do apoio de todos. Para poder manter a sua ajuda a centenas de crianças desfavorecidas e deficientes a Fundação necessita de ser divulgada e para isso necessitamos da V/ ajuda não só nos sites e blogs leoninos mas nos V/ pessoais e em todos os que conheçam.

Integrar crianças desfavorecidas e deficientes, numa sociedade muitas vezes esquecida daqueles que mais precisam, é uma tarefa de todos e uma missão diária para nós.

Para obtermos apoio das empresas e das entidades públicas necessitamos de ver o nosso trabalho divulgado e por isso quantas mais noticias e referências a nós e ao nosso trabalho mais fácil será ajudar quem precisa. visitem http://www.fundacaoaragaopinto.com/ e começem ainda hoje a ajudar-nos a fazer um mundo melhor.

Hoje divulgamos nós a noticia e esperamos que nos façam um acompanhamento no site e que vão divulgando o máximo possivel, todos os dias, a nossa missão, o nosso trabalho, as nossas crianças.

*Este é o teor de um mail recebido na nossa caixa do correio, que agora divulgamos e pedimos que façam o mesmo, tal como é solicitado. Uma causa nobre a merecer o nosso apoio.

domingo, 30 de agosto de 2009

À terceira jornada foi de vez

Regresso do SCP às vitórias e logo por 2!!! e do Liedson aos golos num bom lance de Vuk. O segundo, marcado pelo Djaló, resulta de um bom trabalho do Saleiro.

Quanto ao resto, não acho que valha a pena alongar-me muito porque custa repetir-me. Mais um mau jogo do SCP, em que continuamos a usar e a abusar do pontapé para a frente, cada lance defensivo de bola parada é um sufoco na nossa área - desta vez não se podem falar dos ofensivos porque não beneficiámos de cantos - e sempre a pairar a ameaça de um golo da Académica, incluindo quando reduzidos a 10 - onde fomos beneficiados pois pouco antes, o Pedro Silva poderia ter visto o vermelho e a falta de Miguel Pedro não era merecedora do 2º amarelo - quando deveríamos ter tido mais posse de bola e trocá-la entre nós.

Paulo Bento na flash-interview, disse que não estavam reunidas todas as condições, para que os jogadores colocassem em campo toda a sua qualidade. Queria apenas lembrar-lhe que quem os treina, não são os adeptos do SCP. Estão intranquilos por culpa dos adeptos? 9 JOGOS OFICIAIS SEM GANHAREM!!! QUERIAM O QUÊ!?!? PALMINHAS!?

A ver se estas 2 semanas servem para algo. Porque o futebol que nos é dado a assistir, é intragável. Ganhámos mas depois de mais de uma hora a assistir a este futebol, nem sequer me deu vontade de gritar GOOOOOOLLLLLLLLLLOOOOOOO!!! Ganhámos mas continuamos sem convencer.

PS: Num jogo contra a Académica, para quê os cânticos relativos ao velho rival? É dar-lhes importância que não merecem.

A sigh is just a sigh...

Num destes dias visitei o Complexo Desportivo do Jamor. Já tinha saudades de andar a cirandar por aquele vale… Mas, ao contrário das outras duas ocasiões em que me desloquei àquele ponto do concelho de Oeiras, desta feita fi-lo por imperativos profissionais. A empresa onde trabalho está encarregue de fazer manutenção na Mata adjacente ao Complexo e que é gerida pelo Instituto do Desporto de Portugal. Assim, com o adianto dos trabalhos tive que me deslocar para realizar algumas medições de áreas com aparelho GPS. Normalmente é um trabalho exigente fisicamente, mas, apesar de quase sempre solitário, gosto muito de o realizar. Espairecer, sair do ambiente fechado do gabinete e contactar com o campo é algo que sempre me deu prazer. Havia no entanto algo de diferente neste trabalho pois teria que deslocar-me a um local com o qual tinha algumas ligações afectivas do passado…

A esta altura do texto, calculo que muitos dos leitores se estarão a questionar: mas o é que isto tem a ver com o SCP? Paciência caros visitante do ‘ANorte’, na verdade, muito. É que acabei por viver um par de momentos 'Zen' relacionados com o Sporting que me marcaram bastante…. O primeiro quando me estreei a pisar a pista de atletismo Carlos Lopes. Foi ali, naquela pista de terra batida, que o melhor atleta português de sempre conquistou algumas das provas que o tornaram mítico… E claro, a minha mente inundou-se de recordações agradáveis!

A outra foi qualquer coisa que, tendo decorrido em plena época de crise no futebol do Sporting, encheu-me de esperança… Caminhava eu, encharcado em suor e com receio da velocidade dos automóveis que circulavam em plena Estrada das Biscoiteiras, quando ao longe noto uma criança de camisola às riscas horizontais… Como sou míope, acelerei o passo afim de confirmar as minhas suspeitas… Sim, as listas eram verde e brancas… Mais uns passos e definitivamente, um miúdo com cerca de 10 anos de idade, usava a camisola mais linda do mundo… Segui-o com os olhos e acelerei ainda mais a caminhada. Vinha com um adulto que supus ser o pai. Atravessou a estrada e entrou num carro estacionado na margem em que eu seguia uns bons metros antes de alcançar o veículo. Por sorte o pai demorou-se na conversa ao telemóvel e assim tive tempo de me cruzar com ele. Inteligente (afinal é sportinguista!) notou e compreendeu o meu gesto com o polegar e devolveu-me o mesmo gesto com o extra de um sorriso convicto que só os putos reguilas conseguem fazer…

Pode parecer singelo, mas, na verdade este episódio mexeu com este leão que se encontra um pouco amargurado com o seu clube. Assim, atrevo-me a escrever um pedido a todos os sportinguistas que se deslocam hoje ao Municipal de Coimbra. Apoiem os rapazes de verde e branco que pisarem o relvado, como se fosse a final da Champions League. Obriguem-nos a vencer. Dê por onde der, hoje temos que ganhar. A ver se os miúdos do Sporting, que são o futuro do nosso clube, recebem finalmente um gesto de alento do seu clube do coração… Eles, mais do que nós todos, necessitam-no e merecem-no.

sábado, 29 de agosto de 2009

As time goes by

O tempo passa e os problemas no Sporting e na sua SAD, adensam-se. Não só dentro como fora do relvado.

Se é certo que o que se passa no relvado acaba por se reflectir naquilo que se passa fora dele, julgo que a relação no sentido oposto é bem mais influente na obtenção do ‘produto’ final. Aquele que nos é dado a consumir.

Ora, surgem hoje notícias na imprensa deveras preocupantes. Esta, cujo assunto não é novidade, passa a sê-lo precisamente porque a solução entretanto alcançada, tarda em ser implementada. Parece sina: a conjuntura é sempre adversa ao Sporting. Agora, é a proximidade com as eleições autárquicas que nos prejudica. Constato que para o município alfacinha, nunca há ou há sempre pouco ‘tempo’ para o SCP. Questiono-me se em Lisboa não há sportinguistas eleitores. Não seria esta actual época de pré-campanha eleitoral, o timing ideal para se pressionar um executivo a cumprir com os contratos que estabeleceu? Mais, sendo esses acordos resultado de uma injustiça perpetuada e perpetrada contra um clube que tanto tem dado ao País e tantos serviços presta à cidade de Lisboa, não deveria existir outra urgência na sua resolução?

Por outro lado, a ter em boa conta esta notícia, custa entender como se está à espera de um encaixe monetário, proporcionado por um resultado desportivo, para fazer frente a negociações financeiras. A história de ‘contar com o ovo no cu da galinha’ é já um clássico relativo à inversão dos procedimentos de gestão e planeamento. Afinal, a bola que bate no poste ou, na presente situação, a infelicidade de uma arbitragem, continuam a ser altamente decisivas na vida do Sporting…

A outra noticia é mais restrita e dá conta do mal-estar que se vive dentro da SAD. Pedro Barbosa não tem, afinal, vocação para o cargo que ocupa. Mas, só agora, ao fim deste tempo todo e com ‘nova’ equipa formada após eleição, é que se percebe que o nosso director desportivo não tem feitio para exercer um cargo de tão grande importância dentro da estrutura para o futebol? Confesso ficar perplexo por só agora se colocarem a circular noticias deste teor. Tendo em vista as fontes de tão mau desempenho, os famosos ‘agentes’ de jogadores, fico logo desconfiado… Essas personagens não gostam de Barbosa porque é incapaz ou porque não lhes faz as vontades? Por fim, Pedro Barbosa tem ou não meios financeiros suficientes para actuar com outra eficácia no mercado?

Já agora, também gostava de perceber se o nosso director de comunicação, tem perfil para a função que exerce. E o director comercial? Bom, é que fazendo a análise dos últimos anos à actuação do clube para o exterior ou da evolução das vendas do principal produto que o SCP oferece aos seus sócios e adeptos, a conclusão a que se chega só pode ser uma…

Foi Veloso que mandou Roca para o Brasil

Não tenho dados para afirmar que Veloso treina mais esta época do que na anterior. O que posso afirmar, sem receios de ser desmentido, é que há um regresso à casa de partida, onde o 24 vestia a promessa de mais um jogador de eleição saído de Alcochete. E falo do que vejo no rectângulo de jogo, que é onde um profissional de futebol revela, em última estância, a forma como se devota à sua profissão. Foi precisamente aí que o Miguel, numa comunhão de esforços com o Veloso, disse alto e bom som a Rochemback que era altura de procurar nova vida. Não foi à saída ou à chegada de férias, num aeroporto qualquer. Foi no relvado, que tal como o algodão, não engana.

Muitos dos que clamavam pelo afastamento de Veloso, mesmo que sem qualquer retorno para o clube, estiveram sempre calados enquanto Roca proferia aqueles dislates. Ficaram calados quando o braisleiro, por entreposta pessoa, e em vésperas de um jogo vital para o clube, disse de PB o que Maomé nunca disse do toucinho. Provavelmente estão de boca aberta a ver o Veloso jogar. Espero que, uma vez estabelecidas as tréguas, se alcance a paz. E se perceba que o mediatismo do nosso melhor jogador para a posição 6 não é necessariamente um problema. Num clube com escassez de recursos, a sua sobre-exposição poderia e deveria ter retorno para nós, e não apenas para marcas de chuteiras ou champôs.
Mas o Miguel é único no plantel para a sua posição. Aguardo que a saída anunciada de Rochemback, a quem espero não suceda o mesmo que Celsinho, corresponda à entrada de alguém para o lugar. É que Veloso joga a 6, com a camisola 24. 6x4= 24. Bom, espero que depois do Liedson valer por 5 não se espere que o trinco valha por 4...

A formação do Sporting carrega o nosso futebol às costas, como tenho varias vezes defendido aqui. E como tributo tem ainda por cima uma margem de erro menor. No nosso clube, e tal como no resto do País, a formação serve como um casaco de dupla face. Umas vezes veste-se do lado brilhante, para aparecer nas fotografias. Outras o lado coçado serve para fazer figura de coitadinho. Veja-se Queiroz: o expoente máximo da escola de jogadores portugueses, com os resultados que se conhecem, vai abrir mão do que sempre defendeu e do valor que criou por se sentir acossado pelos resultados. Viva a convicção.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Liga Europa: o que deu o Grupo D

É generalizada a reacção ao sorteio para a fase de grupos que nos colocou pela frente os vencedor da taça da Holanda, o 4º classificado da Liga Alemã e o campeão em título da Letónia: tivemos sorte. Deixarei a análise individual para data mais próxima a cada embate, uma vez que falar de enfiada das qualidades e defeitos dos 3 nossos oponentes resultaria, estou certo, num post tipo peixe- espada: chato e comprido. Face ao que havia “disponível” não posso deixar de concordar. Há porém um dado comum aos 3 principais favoritos ao apuramento no grupo: o inicio da competição tem sido traumático, com resultados muito abaixo do sonhado para a época 2009/10.

2 dados curiosos a reter, relativamente ao Herenveen: é cliente habitual em Alvalade, onde jogou nas 2 últimas épocas com o Vitória de Setúbal. Ao vencer a Taça da Holanda quebrou o jejum de quase 4 décadas sem títulos precisamente ante o Twente. No Hertha, a presença do brasileiro Rafael de Araújo, irmão mais velho de Rony, recém-dispensado merece também destaque.

Há 2 aspectos a ponderar na extracção de hoje em Basileia: O valor dos adversários e a sua localização. Quanto ao primeiro factor julgo que fomos bem sucedidos. Em qualquer dos potes 2 e 3 havia adversários capazes de nos causar maiores dificuldades, em particular os ingleses, turcos ou italianos.

A distância das viagens é outro factor a ter em conta nesta competição. Uma viagem à Letónia não é propriamente uma excursão, mas a energia necessária para bater o Ventspils (parece nome de medicamento) deve ser, em princípio, menor do que para levar de vencida o Genova, Toulose ou mesmo os fantasmagóricos Rapid de Viena ou Casino de Salzburg, nossos velhos conhecidos, que seriam outros adversários a sair do último pote. O pior é que à extenuante viagem a Ventspils, que obriga a deslocação entre aquela cidade e Riga, a capital, será feita na véspera da deslocação ao Dragão. Estimo maior atenção do clube à marcação da data do jogo, para evitar a banhada do ano passado.

De faço tivemos sorte. Mas merecer a sorte que nos aparece pelo caminho dá sempre muito trabalho. É isso que nos espera nesta fase de grupos da novel Liga Europa.

Aniversário do meu divórcio

Há uma ano publicava aqui o primeiro post a sério. Era o inicio e o fim. O meu início na blogosfera. E o fim da minha relação emocional com o futebol de Paulo Bento. O divórcio, litigioso, decretei-o a propósito da humilhação em Madrid: “O Sporting apresentou-se ontem em Madrid vestido de pijama num jantar de gala". O pior, em matéria de goleadas, como hoje sabemos, ainda estava para vir, mas o seu advento havia sido em Leiria, (4-1), ante uma equipa já na II Liga.

O que mudou de então para cá? Bem o blogue cresceu e hoje somos 6. Era muito pior só do que é hoje estar bem acompanhado. O futebol do Sporting? Passado um ano, sinto que não me enganei: PB não é o treinador para o Sporting. Pelo menos para esta fase das respectivas vidas. Digam lá de vossa justiça. E se quiserem podem bater à vontade. Afinal, em dia de aniversário, tenho que pagar alguma coisa.

P.S.- Paulinho Cascavél e Tite: não sei se repararam mas estão ligados à nossa história. O que muito nos honra.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Case study

O Nacional tem um orçamento inferior ao nosso. Tem, a meu ver, um plantel inferior ao nosso, menos experiente que o nosso, que constrói com jogadores comprados ao preço da farofa e vende pelo da picanha. Até tem um presidente muito menos fotogénico que o nosso. Mas está, como nós na fase de grupos da Liga Europa, após eliminar de o milionário Zénite de S. Petersburgo. Quantas vezes podem suceder resultados destes? Pelo menos uma vez, e tantas enquanto houver ousadia e capacidade de sofrimento. Devíamos estudá-los, não?

Mas porque é que acabaram com a PGA

Passatempo, descubra os erros deste texto retirado agora mesmo do site oficial do Sporting Clube de Portugal.

"Efeméride

Hoje, dia 27 de Agosto, celebra-se o 24.º aniversário da estreia de Manuel Fernandes ao serviço do Sporting. Foi num encontro particular, frente ao Académico de Coimbra, em 1975, que os «leões» venceriam por 5-3 e que o jogador que viera da CUF faria o seu primeiro hat-trick ao serviço do Clube.Na sua passagem por Alvalade (1975-1987), Manuel Fernandes conquistou dois Campeonatos Nacionais (1979-80 e 1981-82), duas Taças de Portugal (1877-78 e 1981-82) e uma Supertaça (1982-83), tendo ainda conquistado o título de melhor marcador na época de 1985-86, depois de apontar 30 golos.Ainda hoje é relembrado como o homem que marcou o tento solitário, frente à União de Leiria, que viria a dar o título na época de 1979-80 e pelos quatro golos que, a 14 de Dezembro de 1986, apontou ao Benfica no célebre 7-1.Já como treinador, Manuel Fernandes conquistou, ao serviço do Sporting, uma Supertaça Cândido de Olliveira (200-01)."

Ponto final, parágrafo, mudar para a 2ª linha

Cordeiros e leões
Fomos eliminados, ponto final na Champions League. Parágrafo, mudar 2ª linha europeia. É verdade que a eliminatória se começou a perder em Lisboa. No apito de Kassai. Na loucura de Vukcevic. Nos ofertas defensivas. O acerto da 1ª parte de ontem perdeu-se no imobilismo táctico perante as mudanças Viola. Fomos avisados em Lisboa do génio de Jovetic. Fomos avisados ontem, na 1ª vez que tocou na bola. À 2ª não perdoou. Havia 2 formas de mudar: ou mudando o posicionamento dos jogadores ou fazendo substituições, sabendo que o primeiro terço dos 45 minutos finais seriam decisivos. O recuo de Veloso foi insuficiente, uma vez que o espaço que muito bem ocupou na 1ª metade, ficou transformado numa auto-estrada italiana. Preferimos esperar como cordeiros, em vez de, a ter que morrer, morrer como leões. A entrada de Tonel consumou a capitulação do nosso futebol, viabilizando o caldo de cultura onde o futebol dos italianos medra e vence.

Mais uns treininhos
Estamos quase lá. Com mais uns treininhos a coisa vai lá. Após a 1ª dezena estamos em pé de igualdade, na quantidade pelo menos, com o que se faz onde o futebol jogado é referência. É pena é que a preparação seja efectuada em competição. Saleiro saiu da proveta dos treinos para o campo sem um único minuto jogado. Tonel não tem 2 jogos nas pernas como defesa e jogou a ponta-de-lança e, no banco, depauperado pelas lesões, a situação era semelhante. É justo avaliar um jogador, o seu valor ou a sua forma circunstancial, quando obrigado a competir com adversários de preparação muito mais adiantada? Imaturidade porque se joga com a formação ou porque não se potencia o seu valor? Jovetic tem 19 anos…

O Liedson nacional não é bom
Não deve ser por acaso que Liedson está na forma que está. Não aceito o argumento selecção até porque ele seria o primeiro a querer justificar a chamada. Mas falando nisso afirmo-o já: a sua chamada não é boa para o Sporting, não é boa para o próprio e não é boa para a Selecção sobretudo para o seu futuro. Os critérios de representação da selecção nacional deveriam ser mais apertados, mas aberta a caixa de Pandora arriscamo-nos a ver a equipa e todos nós como a dos 6 milhões: um escaparate de nacionalidades.

Coragem, qual coragem?
Não posso exibir qualquer satisfação pelo sucedido ontem em Florença. Logo porque fomos eliminados. Não aceito o argumento que jogamos bem, porque o futebol são 90 minutos. Salienta-se a aplicação dos jogadores, quando essa é a sua obrigação. Há Sportinguistas que hoje demonstram regozijo e/ou alívio por não ter que nadar ao lado dos tubarões do futebol, como se não fosse maior o risco perder com os piores. Quando se chega aqui ou nos contentamos com o futebol propofol, de que nos falava ontem o JVL, ou temos coragem para mudar. Não a coragem infantil que não mede as consequências, ou da loucura que ignora o perigo. Falo da coragem do arrojo e da audácia de mudar, do inconformismo perante um destino menor cada vez mais certo. Não é mudar apenas o treinador, este ou aquele dirigente ou jogador, mas esta forma de estar. Partimos derrotados quando temos medo de perder.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Crónica de uma eliminação anunciada ou continuem-nos a dar doses de Propofol

O SCP foi hoje eliminado pela Fiorentina após dois empates, devido aos golos marcados fora. Confesso que a minha esperança era reduzida mas....acredita-se sempre não é? O problema é que o histórico do SCP com equipas italianas é nos francamente desfavorável, não tendo ganho uma única vez em Itália e tendo empatado a 2 em casa, estávamos obrigados a ir ganhar - seria a primeira vez esta época - na casa da Fiore. Pois...se a isto juntarmos o que o SCP produz neste momento...realmente só mesmo com fé.

O início de jogo foi algo atabalhoado e temos uma excelente oportunidade aos 11 minutos falhada, nem parece dele, pelo Djaló. Aos 13 falta sofrida pelo Djaló e primeiro livre directo marcado pelo Matías que levou bastante perigo. Aos 16 perigo na nossa área devido a um canto. Quem diria?

Começo a ouvir os comentadores da FOX dizerem que o Matías precisa de assumir mais o jogo. É um pouco difícil quando a bola está constantemente a ser chutada para a frente. Aos 34 minutos finalmente o golo! Livre a favor do SCP - deixa a bola para o Matías, Moutinho DASS - livre marcado e GOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO. Ah ganda Moutinho!!!

Conseguimos aguentar até ao intervalo e depois....depois entrámos muito mal. Jovetic marca aos 54 e a partir daqui o jogo ficou sentenciado. Não que não tentássemos, o problema é que não havia, como habitualmente, nada pensado, construído, elaborado. ZUMBAAAA pontapé para a frente. Tonel entra para ponta de lança?! Ah pois....o banco é este....

Fim do jogo, siga para a Liga Europa. Afinal de contas, segundo JEB, a LC não é indispensável. O que significa que não nos reforçámos mais porque não quisemos? Porque o plantel é forte o suficiente? Porque não temos jogadores em carteira?

Uma das minhas perguntas é exactamente essa: agora que não nos apurámos para a LC, o plantel será reforçado? Se for com mais Caicedos, não obrigado. A outra é: até quando?

Estou chateado mas há qualquer coisa de diferente. Onde está o nervosismo antes dos jogos? Nos dias que antecedem os jogos importantes? Será que dava para deixarem de nos administrar Propofol?

Fiorentina - Sporting Clube de Portugal

O Sporting alinha com:
SPORTING: Rui Patrício; Pedro Silva, Daniel Carriço, Anderson Polga e André Marques; Miguel Veloso, Pereirinha, Moutinho e Matias; Djaló e Liedson.

Suplentes: Tiago, Adrian, Rochemback, Saleiro, Caneira, Tonel e Abel.

Spoooooooooooooooorting!
Spoooooooooooooooorting!
Spoooooooooooooooorting!

Em cena: O Leão ruge mais alto

Depois de recentes referências à indústria cinematográfica para fazer a antevisão da partida de hoje, decidi fazer a minha própria alegoria para expressar o nosso apoio à equipa.

Vamos ter a nossa equipa em exibição esta noite no estádio Artemio Franchi. Todos os sportinguistas estão na expectativa de um bom resultado que permita ao Sporting a passagem para a próxima fase da Liga dos Campeões.

Esperamos que demonstrem que o vosso papel é este...


... e não este


FORÇA SPORTING!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Gestão Desportiva: O Sporting no mercado

Há muito que me propus analisar e sujeitar aqui à discussão um aspecto fundamental da política desportiva do Sporting e que se prende com a constituição do seu plantel sénior. Isto é, avaliar como o clube se movimentou no mercado. Ficarei hoje pelas dispensas.

O método escolhido para colocar no mercado os jogadores com os quais PB não contava parece-me completamente errado e lesivo dos interesses do Sporting. Ronny, Tiui, Celsinho, Romagnoli, Purovic e Stojkovic significaram um esforço financeiro de mais de 5 milhões (!!!) de euros que desaguarão no “oceano passivo “ se outras medidas não forem tomadas. Uma vez postos de lado e sem treinar, o Sporting desvalorizou-os, deixando ao mercado a mensagem que se queria livrar deles a qualquer custo, inclusive o zero. Os potenciais interessados, que não podem ser muitos, uma vez que os jogadores e clube pouco fizeram para mostrar valor, percebem no fim do período de inscrições um aliado e esperam que o jogador caia de maduro. Este, por seu turno, protegido por um contrato em vigor, dá-se ao luxo de rejeitar propostas vantajosas para nós.

Foi o que sucedeu com Romagnoli, que recusou propostas de clubes que pagariam a pronto o pouco que por ele se pedia. Não era preciso usar da mesma persuasão que se usa aqui pela Invicta, e que tem em Adriano o mais recente exemplo. Bastaria estar a treinar com perspectiva de nem aquecer o banco para lhes esmorecerem os caprichos. A perspectiva de um ano sabático ajuda a aclarar muitas ideias.

A passagem de Pipi para o S. Lorenzo de Almagro, sem qualquer opção ou percentagem do seu passe, é muito questionável. El Ciclon, como é conhecido o clube, queixava-se da falta de liquidez, pondo a tocar do “tango do desgraçadinho”. Hoje vendeu Bergéssio por 6,2 milhões, e de bolso cheio foi às compras a Amesterdão. O Ajax, que deve ser mais pobre que nós, recusa-se a oferecer Darío Cvitanich, apesar de pouca utilização.

Stojkovic e Purovic. O avançado foi substituído no Kayserispor, clube turco onde esteve emprestado, por Ariza Makukula, oriundo de onde muito bem sabemos, por indefinição do nosso Dep. de Futebol. Stojkovic, desvalorizado por rumores deixados a circular sem desmentido, é, apesar de tudo, titular indiscutível de um país que é conhecido por formar bons guarda-redes. Viu essa condição confirmada, apesar da mudança da orientação técnica da sua selecção. É de todos o que mais facilmente teria clube, se algum esforço, saber e bom senso fosse usado.

O trio de brasileiros merece análise diferente. Tiuí foi um daqueles negócios à Sporting. Pagou-se o valor de um porco inteiro por um chouriço (2, se tivermos em atenção a Taça…). Por isso oferecer-lhe o passe foi um acto de gratidão à altura dos nossos pergaminhos. Já Ronny poderia perfeitamente ter clube em Portugal, ou no Brasil, bem como Celsinho.

O Sporting não pode competir com os tubarões europeus na hora de contratar jogadores de valor firmado, tem por isso que se saber posicionar a montante deles. Uma vez que tem capital humano a constituição de parcerias no Brasil, Argentina, Sérvia ou Montenegro significaria semear agora para colher depois. Estamos a falar das melhores escolas do Mundo. Montenegro, pequeno torrão balcânico, de onde recebemos Vukcevic, produz preciosidades como Vucinic da Roma ou Jovetic, que, na próxima quarta-feira poderá reeditar o pesadelo de Polga e Cia, Lda. De igual forma, não se compreende que o Sporting não tenha relações de proximidade com nenhum clube português, pelo que não se pode queixar de não ter onde colocar jogadores ou alguém que sustente e apoie a sua visão, se é que a tem, em sede de alteração de regulamentos na Liga.

O mercado de futebol rege-se pelas mesmas regras da oferta e da procura que os demais. Uma das coisas que aprendi, ainda de calções e pela mão da minha mãe, é que quem está a arrumar a banca para ir embora e tem artigos perecíveis, vende sempre mais barato, porque querer evitar prejuízos. O meu Sporting oferece a “mercadoria”. E dizia FSF, e agora Pedro Barbosa, que a época agora em curso estava a ser preparada. Onde se pode observar isso?

O que aqui foi escrito não passa de uma reflexão amadora e despretensiosa. É doloroso constatar que o meu clube, gerido por profissionais bem pagos, pareça navegar num plano inferior e deixe à evidência a falta de uma ideia clara para a gestão dos seus activos, que tanto lhe custa a adquirir. Da implantação SAD e dos tais critérios de gestão rigorosa parece que só nos ficamos pelos ordenados dos gestores. No Sporting continua-se a gastar sem ninguém prestar contas. O aforismo é aqui invertido: não temos dinheiro porque temos vícios.

Boi de piranha

A expressão é utilizada pelos boiadeiros do Sertão, os cowboys do Brasil, quando se conduz uma manada de gado dos pastos até aos matadouros. Durante o percurso é vulgar ter de atravessar rios, o problema é que estes estão infestados de piranhas, que como bom predador aguarda pacientemente nas águas mais baixas que uma presa apareça.

A solução encontrada é terrivelmente simples, escolhe-se um boi, normalmente o mais fraco da manada, e atira-se a rês para a água um pouco acima ou abaixo do local óptimo de passagem. As piranhas sedentas rapidamente atacam o “presente” e o seu sacrifício permite que o grosso da coluna siga o seu caminho em paz.

Esta táctica é vulgarmente utilizada na politica, nada como um bom par de cornos para chegar a freeport, também no desporto o vice-rei do Norte nos habituou a estas técnicas, sempre que a pressão aumentava sobre a sua equipa uma qualquer declaração bombástica ou a guerra Norte-Sul desviavam a atenção para o personagem sinistro e restauravam o sossego no balneário.

Hoje cheira a Boi de piranha em Alvalade, primeiro alguém se deve ter cruzado com Pedro Barbosa num qualquer corredor sombrio e perguntou, “O que é que este gajo está aqui a fazer?”.

Solução? Agarrar no charolês e atirá-lo ás piranhas.

Ó Rochemback, não vás chatear o Paulo Bento para saber porque perdeste o lugar na equipa, eu explico-te. No nosso primeiro jogo da época, contra o Nothingam, estou eu a tirar retratos quando atrás de mim ouço, “Olha o Paixão a ultrapassar o Rochemback!”, sorri fixei o olhar no campo e BINGO.

O Paixão no seu melhor estilo narcisista, parte uns bons três metros atrás de ti, ultrapassa-te e chega à área contrária com cinco metros de avanço. Lembras-te do Hulk? Foi pior. Estás mesmo bom para ir ao banho…

Eu nunca, na minha inteira vida, consegui pescar um peixe

Depois do Bode expiatório I - Carlos Freitas.

Segue-se, se as 'coisas' não melhorarem significativamente, o Bode expiatório II – Pedro Barbosa

Quanto ao intocável dos intocáveis, o Mister Paulo Bento, confirma-se o cenário que tenho – à semelhança de muitos outros -, antecipado: JEB está refém (da sua própria palavra e da gratidão 'eleitoral' que deve a Bento) e "O Paulo Bento não desiste". Não desiste de arrastar o SCP para o abismo em que se está a meter. Ele é orgulhoso, teimoso, acredita no que anda a fazer, bate o pé e não desiste, pronto! Topa-me esta LT: dizem que é "do sangue transmontano que lhe corre nas veias"... Bode expiatório III?

Eu nunca, na minha inteira vida, consegui pescar um peixe. Um que fosse! Mas juro que a culpa não é (era) minha, deve(ria) ser do meu sangue beirão... Porque teimava, orgulhosamente, em acompanhar os meus incitantes companheiros sempre que saiam de madrugada para ir à pesca e acreditava, por tudo, que seria naquele dia que o peixinho não escapava…

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Farto III

Farto, eu também estou farto, cansado e desiludido. Já não há pachorra nem paciência, muito menos capacidade para entender a apatia colectiva que se vem instalando de alguns anos a esta parte no nosso Clube.

Afinal onde está e o que é a cultura Sporting? Este não é o Sporting que me viu crescer. Este não é o Sporting que aprendi a amar.

Como vou eu transmitir os valores, os princípios, a velha mística leonina à minha filha? Onde estão as referências do Sporting? Onde estão os nossos, que nos defendem e impedem que nos ataquem e enxovalhem consecutivamente?

A verdade é só uma. Andamos 17 épocas sem vencer um campeonato, mas o coração ainda batia e fervilhava. O Sporting ainda respirava, tinha alma. Hoje, pouco parece restar dessa alma. O Sporting está em coma, em coma profundo. Poderá soar a exagero este meu desabafo, mas acreditem que não. Se não acordarmos a tempo, o Sporting morrerá aos poucos.

JEB tem uma tarefa titânica pela frente. Como gestor de créditos firmados, sabe perfeitamente que a empresa que dirige não vive só de razão. Precisa de pão, porque em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão. O pão que o Sporting precisa não se resume a euros, mas sim a um suplemento de alma. O pão é a emoção, porque o Sporting precisa de coração como de pão para a boca. Alguém que acorde e reacenda a mística leonina, que desperte a paixão de ver jogar o Sporting, que volte a juntar famílias e amigos para ir ver o Sporting, o Grande Sporting.

Sábado, vi o jogo a 500 km. Num núcleo do interior transmontano. Estava cheio de leões. Nesta altura há muito emigrante em terras transmontanas. A maioria equipada a rigor. Como é bom ver que os que estão mais longe de Alvalade ainda fervilham mais do que nós pelo clube do seu coração. Porém, o sentimento era geral: um enorme desconforto, uma profunda apatia e desilusão que se instalou no reino do leão. Os Sportinguistas estão cansados, tristes, fartos e desiludidos. Sobretudo estão fartos da serenidade, da tranquilidade, da apatia que parece ter assolado Alvalade. Ainda hoje estamos à espera que estas declarações, proferidas após a nossa maior humilhação europeia, que pode bem repetir-se a qualquer momento, produzam qualquer efeito. O que mais será preciso acontecer?

JEB tem um enorme desafio pela frente. O seu mandato pode ficar para sempre condicionado pelas decisões que tomar ou não tomar durante esta época. Perdeu uma excelente oportunidade para restaurar o respeito pelo Sporting quando viu um campeonato de juniores ser ganho à pedrada, como o próprio fez questão de frisar, sem no entanto ter protagonizado outras medidas capazes de mostrarem a indignação e as feridas no nosso orgulho. O Sporting continua a ser deliberada e continuadamente desrespeitado.O Sporting, como clube de massas, que também o é, tem que viver do cocktail razão e coração. Bettencourt, percebeu isso. Os novos onzes de sócios, os treinos em Alvalade, os convites às velhas glórias para assistir aos jogos na tribuna, as iniciativas como a baliza do Damas, entre outras, mostram que o Presidente sabe que há um enorme trabalho a fazer na recuperação do maior património leonino, que são os seus sócios e adeptos e a sua ligação afectiva e forma de viver o Sporting.

Restaurar a cultura Sporting é de facto o maior desafio para JEB. Mas, bem prega Frei Tomás. Que adianta tudo isto, se todas as semanas os Sportinguistas (em Alvalade cada vez menos), nos núcleos, nos cafés, em casa, um pouco por todo o mundo, em vez de assistirem e vibrarem com todo o seu fervor aos jogos do Sporting, iniciam a partida com o coração nas mãos?

Urge acordar, pelo Sporting Clube de Portugal.

SCP - Sempre Com Paulo (Bento) ?


Bem sei que estamos a dois dias de um jogo de extrema importância para o nosso clube, no entanto, o seu resultado em nada vai mudar a minha opinião quanto às capacidades das pessoas que estão actualmente à frente do futebol do Sporting.

Durante largos períodos de tempo fui defensor de Paulo Bento devido às suas posições tomadas em protecção do Sporting e culpei por muitas vezes a estrutura de futebol que em vez de o proteger e lhe criar condições para fazer o seu papel - treinar a equipa - e obrigaram Paulo Bento a uma exposição elevada, sem qualquer tipo de protecção ou suporte directivo.

Paulo Bento não está no Sporting há três ou quatro meses nem dois ou três jogos mas sim há quatro anos. Se tempos houve em que jogámos um futebol interessante, certo é que cada vez mais esse futebol interessante é a excepção e nunca terá sido uma regra.

Nos últimos dias, tenho lido muitos comentários a culpar os jogadores de falta de empenho e dedicação. Gente que culpa Liedson (talvez o maior salvador de Paulo Bento) ou Postiga por não marcarem golos ou então culpas para a defesa que sofre inúmeros golos em lances de bolas paradas. Parafraseando um amigo meu "Mas então que fazem eles nos treinos?" Aqui está para mim, um dos principais aspectos a ter em conta.

Considero cada vez mais notória a incapacidade de trabalhar com as condições actualmente existentes pelos mais variados factores e por essa razão, a mudança só poderá beneficiar o Sporting. Em todo o caso, o que se tem vindo a registar é também consequência de um acto eleitoral indevidamente adiado e que não permitiu uma adequada preparação da nova época.

Mas mesmo que tivesse havido tempo, duvido que o trabalho fosse muito melhor com estas mesmas pessoas. Pelo que já me foi transmitido, até no Real de Massamá - onde estam 8 jogadores oriundos dos nosso juniores - trabalha-se com muito mais intensidade do que no Sporting.

Agradeço o empenho e o profissionalismo mas está cada vez mais comprovado que o Sporting precisa de melhor.

Sporting Clube de Portugal Sempre! Acima de qualquer nome individual!

PS: Anexo as declarações à Antena 1 de Pedro Faleiro Silva, Presidente do Comité Executivo da AAS.



domingo, 23 de agosto de 2009

Um kolkhoze em Alvalade

Há quem há muito peça a substituição de PB no comando do futebol leonino. Na minha opinião ela já devia ter acontecido pelo menos no final do campeonato passado. O tempo e as soluções do actual treinador esgotaram-se nas goleadas, na falta de qualidade e consistência do futebol e, sobretudo, nos campeonatos perdidos nas primeiras jornadas. Com as taças brilhantemente conquistadas, PB deixou-me ficar a impressão daquele ciclista que ganhará alguns grandes prémios, mas só muito dificilmente conseguirá a Volta a Portugal. Só vejo uma possibilidade para a manutenção de PB: a assumpção, por parte da direcção do Clube, com todas as consequências inerentes, que não é possível fazer melhor.

Confesso que não ficaria surpreendido que muitos Sportinguistas aceitassem esta redifinição de objectivos. Tudo tem sido feito nesse sentido, invocando-se os orçamentos, a inexperiência, juventude e até a falta de categoria do plantel, como escudo ou desculpa para quem tem a missão de dirigir o futebol. Passadas 2 jornadas já voaram 5 pontos ante equipas abaixo do nosso campeonato, seja no lugar que ambicionam, seja na qualidade do seu plantel, seja no valor do seu orçamento. O que terão eles para fazer a diferença? Porque se continua no Edifício Visconde de Alvalade a não querer perceber?

O futebol do Sporting, jogado no campo e o que é preparado nos gabinetes, assemelha-se a um kolkhoze. Tal como este novo tipo de organização agrícola significou um avanço relativamente à estrutura feudal então em vigor na Rússia, a chegada dos actuais responsáveis e da “filosofia Sociedade Anónima” correspondeu a uma melhoria relativamente à estrutura que substituiu. Passado todo este tempo facilmente se constata que, alcançados 2 titulos nacionais e algumas taças, vendido o património e com um passivo que nos estiola, tudo mudou para voltar ao mesmo. O clube está submetido a uma lógica onde o privilégio ao mérito ou critério de exigência se esgota no conhecimento pessoal, à amizade, à procura da solução mais fácil e não da que melhor serviria os nossos interesses. No fundo uma estratégia de sobrevivência que visa eternizar o regime instalado. Por isso se assiste ao rooll-on de nomes na hora das eleições, subindo uns e descendo outros, sem se perceber muito bem porquê. Não importa o que se faz, quanto se produz, quem faz e o quê. Importa apenas manter tudo como está. Fala-se hoje de muitos nomes no Sporting, esquecendo-se o que lhes dá o azeite para a lamparina: o Sporting Clube de Portugal.

Não é de estranhar a situação em que nos encontramos. Aliás, muito forte é um clube que, a tratos de polé, consegue manter o seu estatuto e continuar a lutar. JEB percebeu bem a importância de PB no contexto do eleitoral do clube. Pode agradecer ao seu antecessor a falta de tempo de análise da estrutura do futebol e até de todo o clube, mesmo que para tal me sirva de uma amnésia selectiva, que me varre da memória a constituição dos órgãos sociais do clube dos últimos anos. Mas não pode ficar eternamente na sua cadeira, fazendo de conta que não vê que, pelo menos no futebol, é preciso mudar. Não apenas uma simples chicotada psicológica, mas uma mudança de paradigma. Essa necessidade já vem de longe, mas esta época está exposta de forma crua e dolorosa. A preparação do plantel, da época, as aquisições, as dispensas, a colocação dos ex-júniores, são a evidência de que se pode fazer mais e melhor. Os resultados e exibições são apenas consequências do que não é feito como devia.

Tenho a certeza que JEB escolheu a honra de presidir ao nosso clube consciente de que para chegar às lindas rosas há por vezes que tocar nos espinhos. O pior que podia acontecer ao Sporting hoje era ver-se diluir a esperança de dias melhores, que foi consubstanciada numa votação maciça, por deixar o clube à consignação de quem, de forma reiterada não está à altura do cargo que ocupa. E não é apenas o Paulo Bento, Sr. Presidente! O Sporting, aquele que os Sportinguistas desejam, não pode ficar passivamente à espera que os outros falhem e, sendo incapaz de ganhar, contentar-se apenas com as derrotas alheias.

Farto II

Depois de me ter ido deitar ontem às 3.20, acordei hoje ainda irritado com a derrota sofrida pelo SCP ontem.

Em 8 jogos não temos uma única vitória e continuamos a ser presenteados com o discurso estafado de que "vamos dar o máximo", "vamos trabalhar para corrigir os erros", "não entrámos bem", "mudar o rumo já no próximo jogo".

Ora bem, por falar em mudar o rumo tenho uma sugestão: que tal despedir o Paulo Bento?

Depois de uma pré-época atípica em termos de números de jogos realizados, em que os erros da época passada - pelo menos - continuam patentes, quando continuamos a dar primeiras partes de avanço ou mais, em que sistematicamente sofremos primeiro, acho que é altura de os visionários que se encontram à frente do SCP, chegarem à conclusão que não será com esta equipa técnica que a situação se inverterá. Já agora, como é possível jogadores como o Roca e o Pedro Silva regressarem com o peso com que regressaram e serem colocados a jogar, preterindo jogadores como o Adrien?! Imagino o que o Adrien pensará neste momento acerca das suas possibilidades de ser convocado...

A falta de ideias e soluções para reverter esta situação tem, como um dos melhores exemplos, a substituição sistemática do lateral direito pelo Pereirinha. Porque é que não é ele lançado a titular evitando queimar uma substituição!?
Por outro lado, temos jogadores em nítido mau momento de forma como é o caso do Polga, situação que se arrasta desde a época passada, constantemente titulares. Por muitos erros que cometa, Polga tem lugar garantido no jogo a seguir. Percebo que em certas situações se opte por voltar a dar confiança mas tudo tem o seu limite. Em termos de gestão do grupo, parece-me que estas situações serão complicadas para os seus potenciais substitutos.

Não admira que nos interroguemos com a qualidade do treino que é feito na Academia. Como é possível que continuemos a revelar tantas dificuldades em lances de bola parada, sejam eles ofensivos ou defensivos?

A juntar a tudo isto, elegeu-se reforçar o meio-campo e o ataque, sendo que durante todo o defeso observámos a uma campanha para a venda de MV, chegando-se ao ridículo de dizer que seria com a sua venda que poderíamos reforçar o.... meio-campo. EXACTO!! Que tal vender o nosso mais talentoso médio para comprar outro médio que teria que se adaptar ao Clube - possivelmente ao País - e cuja qualidade poderia ser inferior? DE MESTRE!!!
Acho que todos, e digo acho porque acredito sinceramente que em Alvalade haja quem acredite que não, já viram que o nosso sector defensivo, é o que mais necessita de ser reforçado. Não temos laterais adequados para o esquema táctico mas isso parece ser irrelevante.

Se antes ainda nos podíamos confortar com os resultados, neste momento nem isso. Não há futebol, não há resultados mas há "confiança para inverter o rumo". Pois eu não tenho nenhuma.

E nem quero ouvir falar em orçamentos (quais são os do Nacional e Braga?), em que apenas o PB aceitava treinar o SCP nestas condições ou que qualquer outro treinador não conseguiria fazer melhor. MENTIRA! Se neste momento dependemos da qualidade individual dos jogadores, porque jogo colectivo não existe, imagino com um treinador que conseguisse colocar o SCP a jogar como equipa.

Está na altura de agradecer os serviços prestados pelo Paulo Bento e cada qual seguir o seu caminho. É agoniante ver o SCP sufocar deste modo, sem nada poder fazer, nem sequer ir ao estádio poder mostrar o meu desagrado.

JEB é o 1º Presidente pago para trabalhar a tempo inteiro, que por sinal já tirou férias - pensei que só após os primeiros 6 meses é que poderia ;) - e tem me desiludido com as atitudes, ou falta delas, que tem tido. Destaco o nosso comportamento no jogo da pedrada e o reatamento de relações com o Nacional.
Como já disse, não foi ao JEB que o presidente do Nacional faltou ao respeito mas sim ao SCP. Como tal, o mínimo exigível seria um pedido de desculpas formal. Para sermos respeitados, temos que fazer por isso.

SCP SEMPRE!!!

PS: Desculpem a extensão do post e a possível confusão de ideias no mesmo mas estou ainda extremamente irritado e fui escrevendo conforme me ia saindo.

PPS: Infelizmente parece-me que o Caicedo me dará razão, quando disse que do que tinha visto dele em Inglaterra, não era o jogador que o SCP precisava...

Trim, trim

Bom dia! Foi direccionado para o atendedor automático do Sporting Clube de Portugal. De forma a podermos ajudá-lo a falar com a pessoa certa, por favor ouça todas as opções antes de fazer a sua selecção:

- Para saber a justificação oficial para o último mau resultado da equipa de futebol, pressione a tecla 1.

- Para saber quantos anos é Forever, tecla 2.

- Para descobrir quais as função de Pedro Barbosa, tecla 3.

- Para insultar o treinador, tecla 4.

- Para saber a ementa do Menu Rochemback, tecla 5.

- Se quiser o contacto do cabeleireiro de Yannick D’jálo, tecla 6.

- Se quiser agarrar, tocar, esbofetear ou agredir alguém, tecla 7.

- Para pedir um treinador novo pela terceira vez este ano, tecla 8.

- Para se queixar dos árbitros, tecla 9.

- Para recuperar a moral e ouvir a gravação do relato do golo do Miguel Garcia contra o Alkmaar, tecla 0.

sábado, 22 de agosto de 2009

Foi de Domingos, Paciência...

Domingos tem melhores jogadores do que o ano passado. Como consequência lógica montou uma equipa melhor. Se então nos tirou 4 pontos com menos, hoje foram 3 de uma assentada. Nós havemos de lá chegar porque há estabilidade. Porque depois fazemos uma boa ponta final e lá conseguimos ficar à frente do slb. O jogo foi ingrato, sofrendo um golo imerecido. Mas quantas vezes isso não acontece num jogo? A verdade é que depois disso, nunca mais conseguimos ligar uma jogada, sem criar dificuldades a um adversário que jogou como quis. Domingos Paciência conseguiu fazer melhor e mais rápido com um plantel muito mexido, num clube novo, do que Bento, com as condições sabidas. Paciência...

Farto

O SCP acaba de perder contra o Sp. Braga em casa por 1-2. Num jogo em que novamente se voltou a viver de iniciativas individuais, Djaló marcou um grande golo. Do Braga, marcaram Alan - grande golo também - e Meyong, num lance onde novamente ficou à vista de TODOS, qual o sector mais necessitado de ser reforçado.

Estou farto de me enervar a ver os jogos do SCP. Farto de ver uma equipa amorfa e sem saber o que fazer em campo e um treinador que insiste nas mesmas substituições, nos mesmos erros e que por vezes, parece impotente para mudar o rumo dos acontecimentos.

Porque vejo repetidos os mesmos erros de jogo para jogo, porque não acredito que haja melhorias com esta equipa técnica, porque acredito que outro treinador com estes mesmos jogadores pode fazer melhor, espero que a chicotada psicológica venha o mais rápido possível. Ainda vamos a tempo de ganhar.

É verdade, ficou um penalty por assinalar a favor do SCP no início do jogo. Agora uma equipa que quer ser campeã, tem que ter argumentos para ganhar qualquer jogo e lutar contra as adversidades. E o SCP neste momento, não demonstra ter.
Além disso, o nosso "especialista" tem uma eficácia de 50%. Só no SCP é que um penalty passou a ser um motivo de apreensão.

PS: E ainda queriam vender o MV neste defeso. Sinceramente PQP!

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