segunda-feira, 20 de junho de 2011

Boas noticias! (umas melhores que outras)

De juba eriçada
Fim-de-semana em cheio para o Sporting, agora que falta tão pouco para começar a nova época. Títulos conquistados em diversas modalidades, conforme descrito nas publicações anteriores e a surpreendente manifestação de Sportinguismo que ocorreu na festa do Jubas. Pela descrição de quem esteve presente, o evento surpreendeu quer os participantes quer os organizadores pelo elevado número de aderentes. O facto terá impressionado o novo recruta Ricky Van Wolfswinkel, que, impressionado com o entusiasmo dos adeptos, nos pediu a continuidade desse apoio.

Domar o leão das emoções
Pessoalmente também fiquei surpreendido, tendo em conta o nosso ponto de partida e o muito que falta ainda definir da próxima época. Para lá do sentimento de pertença e da partilha e comunhão de identidade não há razões para grandes euforias. Tal como não haverá para grandes depressões quando ocorrerem os primeiros reveses, que serão inevitáveis. Seguramente que grande parte do êxito da próxima época passa pela ligação dos adeptos à equipa, pelo que o equilíbrio, sempre tão difícil quando se vive uma relação de paixão, será com certeza uma chave para o sucesso. Se é certo que a dieta nem aos doentes faz feliz, cautelas e caldos de galinha também não matam ninguém.

O sucesso pode falar "chileno"
Matias voltou aos grandes golos e se há jogador que continua a prometer muito é ele. Se os jogadores pudessem jogar numa redoma, onde se emulasse todo o ambiente da sua terra natal, ele seria um dos principais candidatos, tendo em conta a diferença de produção quando joga longe dos seus. Certamente que é uma questão táctica, mas é também uma questão pessoal e até de todos nós, como clube, encontrar uma forma que proporcione ao chileno um rendimento de acordo com a sua categoria. O mesmo se passará com o seu compatriota Valdés. Ambos partilham de alguma fragilidade física e pouca disponibilidade para participar em todos os momentos do jogo. Veremos o que Domingos conseguirá fazer com eles, o sucesso também pode passar por aí…

O Sporting não corre sozinho pelo que o que se passa nos rivais não pode deixar de merecer nota.

Farewell AVB
A saída de AVB é, à primeira vista, uma boa notícia, mas é também indiscutivelmente uma boa medida de gestão. De gestão pessoal da carreira do treinador, não só pelo dinheiro envolvido, (talvez o aspecto menos importante) mas sobretudo porque a próxima época só podia ser pior, com todas as consequências que daí adviriam. É-o também pelo clube que o vende, porque não me lembro de algum treinador custar 15 milhões de euros, o que, de acordo com o raciocínio anterior, torna este num momento único para o fazer. Para nós é uma boa noticia porque, aparentemente, tudo tem de começar de novo, é uma substituição difícil de executar e que deixará um sentimento de orfandade espalhado no balneário, e isto se também não o deixar mais pobre. É uma porta que se abre a todos os candidatos ao titulo, onde nos incluímos. Fica a curiosidade de saber o nome que PdC escolherá para treinar o clube nacional onde, pelas boas e más razões, é mais fácil fazê-lo. Isto quando as coisas correm bem, sendo certo que PdC também se engana a escolher.A minha aposta pessoal no novo treinador diz-me que a escolha poderá passar por um nome nosso bem conhecido ou no actual braço direito de AVB…

E mexe e remexe...
Do outro lado da segunda circular as mexidas em número e forma no plantel e a nível directivo são indicadores de que a época passada deixou marcas profundas. Não serei propriamente um especialista em "assuntos SLB", mas não deixo de considerar estranho que jogadores como Kardec e Airton sejam recambiados para o Brasil depois de um pretenso período de adaptação, no que me parece tempo desperdiçado e sintoma de desnorte. Aliás, o que me parece mais estranho é que para aquelas bandas ainda não se ter compreendido  que a carreira o actual campeão nacional tornou o titulo impossível aos demais e assim pouco fazer sentido por tudo em causa agora. Isto é interessante para nós. O mesmo pode ocorrer com a lista de dispensas, tendo em conta o número sem fim de jogadores já contratados.

PS- Não incluí a contratação de Árias nas boas noticias. A boa noticia poderá vir a ser se ele se vier a tornar num reforço.

Paixão




Já decidi: na próxima semana, vou comprar a gamebox.

É por causa da Direcção e do trabalho que está a fazer? Não, tanto que como aqui disse, não era a minha lista nem me identificava com a mesma.
É por causa da prestação da equipa de futebol? Não! As prestações das duas últimas épocas foram de tal forma excelentes que curariam qualquer um que não fosse tão "doente" pelo SCP.

Será então devido aos reforços já anunciados? Também não. Nunca foram os reforços a levarem-me ao estádio e não seria agora, apesar de ter uma impressão positiva relativamente ao trabalho até ao momento desenvolvido.
O treinador? Tem que ser não é? Novamente, não. Como também aqui afirmei, Domingos não seria a minha escolha e não será certamente a razão que motiva a minha compra do bilhete de época, apesar da melhoria significativa que representa a sua contratação. Principalmente se compararmos com a miséria que era o forcado.

Sendo assim, porquê? Pela razão principal: o SCP!

Pela paixão que tenho pelo SCP, paixão essa que tantas vezes nos últimos anos foi desvalorizada por quem nos dirigia, e que parece voltar a estar na ordem do dia. Futebol é paixão e quando lhe tiram isso, tiram-lhe a magia.
Quero voltar a vibrar com a minha equipa, quero voltar a ver futebol bem jogado e quero voltar a ter um campo intransponível para quem nos visita. Aplaudir os nossos jogadores e mostrar o meu desagrado se for caso disso.

Não acredito que "para o ano é que é" mas acredito que seja muito melhor que os últimos dois. E por favor, não me desmintam que já bastou a época passada.

SCP SEMPRE!!!

PS: Uma mênção para a conquista do bi-campeonato em futsal conquistado de uma forma categórica e sem nunca perdermos a nossa identidade, como bem disse o Orlando Duarte.

PPS: Grande resultado, mais um, do João Pina no Grand Slam do Rio de Janeiro.

domingo, 19 de junho de 2011

Múltiplas razões para a alegria da vitória!



Como Sportinguista a vitória no campeonato nacional de futsal enche-me de alegria. A alegria simples de mais um titulo de Campeão Nacional para o nosso Clube. Uma alegria mais robusta por ser obtida sobre o nosso eterno rival, que, como é seu lema, utiliza armas legais e não legais, e sempre bem suportados pela 3ª equipa em campo.



Mas se estas já eram duas excelentes razões para estar eufórico, havia uma terceira razão que muito me fazia sofrer pela vitória: o despedimento de Cardinal.



Não por ser portista.

Não por não ser bom jogador.

Não por não ser um profissional cumpridor.

Não por ter alguma antipatia pessoal contra a pessoa Cardinal



Apenas, e só, pela falta de respeito e camaradagem que demonstrou para os seus antigos companheiros de equipa. E pela coragem da medida tomada por quem manda no (futsal do) Sporting.



Quando uma equipa pretende ganhar algo, são condições indispensáveis a disciplina e o respeito mútuo entre todos os elementos do grupo. E Cardinal, com a sua viagem a Dublin, demonstrou tudo o que é falta de respeito por quem confiava no seu valor desportivo, por quem lhe pagava, e por quem a seu lado se batia pela conquista do galardão máximo da modalidade em Portugal. E aí, só uma coisa poderia repor o equilíbrio do grupo: a disciplina.



E desta vez, felizmente, quem mandava fez o que devia ser feito. Para salvaguardar a coesão do grupo que queria ganhar, nada mais havia a fazer que expurgar o elemento que à frente dos interesses do grupo pôs os seus caprichos pessoais. Se não fosse tomada a medida correcta, no dia seguinte, possivelmente, qualquer outro atleta não iria treinar porque a prima fazia anos, ou a vizinha do lado o tinha desafiado para ir ao cinema. E qual seria, então, a moral dos dirigentes para tomarem as medidas disciplinares que se impunham?



Infelizmente, no nosso Clube nos últimos anos, a tomada de medidas disciplinares sobre as “prima donas”, não são penalizadoras o suficiente para castigar comportamentos que são altamente prejudiciais ao Clube. Isso só destrói o grupo por dentro, abala o espírito de equipa e mina a liderança de treinadores e dirigentes.



Por tudo isto, os meus parabéns, e agradecimentos pelo titulo conquistado, aos brilhantes jogadores que, com um espírito indomável, levaram de vencida os seus adversários, mas também à equipa técnica e aos dirigentes que souberam tomar as decisões certas na hora certa. Só espero que, no futebol do Clube, atletas, treinadores e dirigentes ponham os olhos neste grupo do futsal.

Sporting volta a ser campeão em hóquei em patins!

Com os agradecimentos ao nosso leitor PI partilho a crónica, feita pelo próprio, in loco, do jogo que voltou a colocar o nome do Sporting no caminho dos títulos numa modalidade que já dominou e fez história. Parabéns a todos os envolvidos, em particular o Eng.º Gilberto Borges, a alma deste projecto.

Cheguei agorinha de Famalicão, onde assisti ao vivo ao Famalicense-Sporting de apuramento do vencedor da 3ªDivisão Nacional de Hóquei em Patins.

Entrei no Pavilhão já com o jogo a decorrer (no preciso instante em que a FAC fez o 2-1...) depois da barriga cheia com o Futsal, que assisti com muitos adeptos do Sporting que foram para o Hóquei no Bar do FAC.

Depois do 2-1 (o FAC marcou primeiro e empatamos logo depois...) veio o 3-1, e o 4-1, com o adversário a mostrar-se muito mais maduro, ponderado, e mortífero nos contra-ataques.

Do lado do Sporting uma equipa incrivelmente jovem (para além desse fenómeno GAlves, temos mais 5 ou 6 miúdos que mais parecem uma equipa de juvenis, e um jogador, o 9, que parece o avô deles, pois aparenta pelo menos 40 anos...). Sem perceber muito da coisa, estava pouco crente.

Do intervalo regressou o que parecia ser outra equipa, e sempre liderado por GAlves, 3 golos de rajada, todos dele, ditou o empate em 5minutos... com 17min para jogar, Quim-Zé dava merecido descanso a Gonçalo, e os restantes trocavam a bola tentando segurar o empate que daria o título. Puro engano.

A FAC ganhou confiança, e apoiada por cerca de 200 pessoas (cerca de 1/3 do público presente!) fez o 5-4, e galvanizou-se. Perante um Sporting apático, e em poucos minutos chegou o 6-4, e o 7-4, com 3 bolas nos ferros pelo meio. Domínio temporário mas avassalador, que provocou vários olés da bancada.

Com 5min para jogar, e a equipa a procurar sempre Gonçalo, o desfecho parecia inevitável. A FAC falhou um livre directo a castigar 15ªfalta (já antes falhara o LD a punir a 10ªfalta, enquanto Gonçalo converteu o LI da 10ªfalta...) e pareceu que o Sporting se empertigou.

A menos de 4min do final, o SCP marcou em jogada de insistência, e a FAC começou a tremer. Disse para quem estava comigo - para ser como no futsal, precisamos de um milagre e do LI da 15ªfalta (eles já tinham cometido 14...). 


E assim foi - o N7 (avançado tb promissor) marcou pela esquerda, bem em frente à claque, e passaram a restar menos de 2minutos para tentar a igualdade.

A 23segundos do fim lá se conseguiu recuperar a bola (a FAC já só trocava a bola entre os jogadores à espera da buzina...) e as ordens do treinador foram simples - bola no Gonçalo, e vai para cima deles à procura da falta. Gonçalo foi mesmo ao chão, e o árbitro não marcou. Mas Gonçalo reergueu-se, ganhou na tabela de fundo, voltou a driblar o primeiro adversário, e foi novamente derrubado. Falta. Faltam 9 segundos.

O LI causa tensão enorme. Os jogadores da FAC com as mãos na cabeça, os adeptos de respiração sustida, e nós, incrédulos, com o título no stick de Gonçalo Alves (parecia um argumento de Hitchcock).

O meu primo só me disse - se é um grande jogador, vai marcar. Os grandes vêem-se nesta decisões.

Perante centenas de adeptos em silêncio ensurdecedor, Gonçalo parte para a bola, volta a sentar o GR, e marca com a classe que espalha no ringue. 7-7.

Correu, gritou bem alto junto aos adeptos, que inclusive saltaram para dentro do recinto. 1/3 do pavilhão explodiu ali! O título estava entregue.

VITÓRIA MEMORÀVEL, que guardei em imagens e videos.

O Sporting é o nosso grande amor.

Saudações.

sábado, 18 de junho de 2011

Bi-Campeão coloca 1 novo marco na modalidade

foto "ABola"
Ao se sagrar hoje bi-campeão de futsal com um total de 3-0 na final 4 o Sporting colocou hoje um novo marco na modalidade cada vez mais popular. A vitória foi mais uma vez alcançada de forma épica, virando um resultado adverso de 0-3, contrariando a cooperação estratégica entre a actuação provocadora do adversário e do trio de arbitragem. Resiultado final 5-4, após prolongamento.


Sporting-Benfica
Pavilhão Paz e Amizade, em Loures

Árbitros: Eduardo Coelho (Aveiro) e Sérgio Magalhães (Porto)

Sporting: João Benedito, Marcelinho, Caio Japa, Divanei e Alex
Suplentes: Cristiano, Leitão, Pedro Cary, Djô, João Matos, Deo e Mário Freitas
Treinador: Orlando Duarte

Benfica: Vítor Hugo, Pedro Costa, Gonçalo Alves, Arnaldo e César Paulo

Suplentes: Bebé, Joel Queirós, Diece, Marinho, Anilton, Davi e Diego Sol
Treinador: Paulo Fernandes

Domingos fala do seu jogador preferido

Pouco tempo após a apresentação de Domingos como treinador do Sporting elenquei aqui aquelas que cosidero serem três das aquisições fundamentais para o clube na época que se adivinha, num post intitulado Três aquisições imprescindíveis para Domingos. Ontem, à margem do I Congresso Internacional de Futebol de Pontevedra, onde foi um dos oradores, referiu-se a uma delas com particular insistência, como refere hoje o "Público": "A estabilidade foi a palavra mais referida por Domingos, quando abordado pela imprensa portuguesa..." Disse o novo treinador: “É fundamental começarmos de forma estável e com o plantel o mais bem definido possível, para atacarmos da melhor maneira a próxima temporada.  

Quem viu as equipas de Domingos jogar não pode deixar de identificar que um dos seus "jogadores preferidos" é precisamente a estabilidade e a segurança das suas equipas no relvado. Agora Domingos precisa também desse jogador a jogar nos gabinetes e nas bancadas de Alvalade. E há uma parte que depende de apenas de nós, sócios e adeptos.

Domingos falou também dos novos recrutas do futebol leonino mas o que mais me chamou à atenção não foi tanto a indicação que seria provável que continuassem a chegar mais reforços, mas sim a sua origem, indicando a Europa como origem, uma que “são jogadores que estão mais adaptados ao nosso futebol e permite-nos consolidar o mais rápido possível o que pretendemos”.  

O discurso é realista ao reconhecer a necessidade de encurtar as distâncias para os nossos rivais e a estratégia parece-me adequada. O mercado sul-americano é atractivo mas a realização da Copa América é uma ameaça para os clubes cujos plantéis estão pejados de internacionais com aquela origem, como é o caso do FCP e SLB. Essa pode ser uma vantagem que o Sporting não poderá deixar de explorar.

Não posso no entanto deixar de lembrar que esta orientação para o mercado europeu parece ser um inflexão da tendência inicial, tendo em conta que aquele que deveria ser o nosso primeiro reforço do ano era Moreno, internacional colombiano e que Rinaudo, que já fala à Sporting, pela voz do pai, esteve pré-convocado para selecção argentina.



sexta-feira, 17 de junho de 2011

Fabregas e o Sporting

Cesc Fàbregas, jogador do Arsenal, teve declarações curiosas esta semana, que julgo deverem ser realçadas como exemplo do que é um profissional bem formado. Apesar de ser sabida de todos a sua condição de adepto culé, e do clube da cidade condal estar interessado no seu concurso, faz ponto de honra em respeitar a sua ligação à sua actual entidade patronal e sobretudo aos adeptos arsenalistas que lhe devotam uma admiração sem fim. Um exemplo raro nos dias que correm, especialmente num meio que se interessa quase em exclusivo pelos que jogam apenas bem com os pés mas não o fazem tão bem com a cabeça. 

Fosse um jogador do Sporting que se encontrasse na mesma situação e falasse assim, não só o compreenderia perfeitamente, como aumentaria a minha consideração pessoal.

No Record:

“Estou frustrado por não ganhar títulos. Qualquer jogador que não se sinta da mesma forma é porque não tem ambição”, afirmou o espanhol à TVE. 

Em relação à cada vez mais provável transferência para o Barcelona, Fàbregas foi peremtório: “Não vou estar a dizer todos os dias o mesmo. Sonho jogar no Barça desde os 11 anos. Se vai acontecer ou não, é outra coisa. Não tenho esse poder.”

O internacional espanhol sublinha ainda que não irá forçar a saída do Arsenal, a quem tem muito que agradecer. 

“Ainda não falei com Wenger. Eles é que sabem se me querem vender ou não. Tenho os meus valores e ao fim de oito anos aqui não vou estragar tudo”, acrescentou. 

Questionado sobre o suposto interesse do Real Madrid, rival do Barcelona, Fàbregas não confirmou nem desmentiu. 

“Não vou falar de nenhuma equipa, mas nunca se pode dizer nunca. Não sei o que se passará no futuro”, finalizou o capitão dos gunners.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Stijn Schaars, na senda laranja dos nomes dificeis

Stijn Schaars não conhecerá muito de perto o Sporting mas quase e cruzou connosco numa das nossas melhores prestações europeias de sempre, quando em 2005 eliminamos de forma épica o Az Alkmaar. O novo médio do Sporting chegaria precisamente à equipa de Alkmaar no verão de 2005, vindo do Vitesse de Arnhem, onde se formou.

Stijn Schaars não teve vida fácil e os primeiros anos foram marcados por um calvário de lesões, culminando um ano inteiro sem jogar em 2007/08. Se o sofrimento destrói os menos aptos e apura os melhores o novo recruta do Sporting acabaria por dar uma lição aos que o deram como acabado. Totalmente refeito das lesões acabou por ser peça crucial no titulo conquistado com o controverso Van Gaal em 2008/09, dando o segundo titulo ao clube. Foi considerado pelo treinador a sua melhor aquisição.

As lesões acabaram por ditar a sorte da carreira de Shaars, justificando por isso apenas a dúzia de internacionalizações A, depois de ter capitaneado a selecção sub-21, onde se sagrou campeão europeu, precisamente no Porto. Era também, até ao final da época passada, capitão de equipa do Alkmaar e, segundo o seu anterior técnico, o treinador de campo durante os jogos. Trata-se de um jogador feito, experiente, que actua normalmente na posição 8 do meio-campo. Apesar de não ser um nome sonante para a generalidade dos adeptos, não é propriamente um desconhecido.

Boa Sorte Stijn Schaars (pronuncia-se "Sh-tine Skars" com arrasto gutural no K, à boa maneira holandesa)

O que queremos para o Sporting?

Introdução
Não é apenas a blogosfera, mas o nervosismo estende-se aos adeptos em geral e até aos comentadores. Anda muita gente preocupada com a falta de “novidades” nas aquisições para a próxima época. Confesso que também preferia ver já o plantel definido e que, exceptuando a aquisição de Rodriguez e a curiosidade por Wolswinkel, também não me sinto particularmente entusiasmado. Mas aproveitando a maré de confissão também não estou à espera de ganhar o campeonato do defeso, com as aquisições mais sonantes para ficar entusiasmado com o meu Sporting. Os bichinhos carpinteiros que me roem é por ver a bola saltar e ver como vai jogar o Sporting versão Domingueira.

Apreensão e pressão
Entendida alguma apreensão, já o mesmo não consigo fazer em relação à pressão. A menos que se queira aproveitar a futura reforma estatutária e incluir uma cláusula que obrigue o departamento de futebol a breefings diários, dando conta de todos os passos no sentido de contratar, dispensar e assegurar clubes para emprestar jogadores, não nos resta outra alternativa senão aguardar pela resolução dos muitos dossiers. E ainda há tempo, convenhamos. Mas não perco a oportunidade de fazer notar mais uma das muitas contradições em que a família Sportinguista é pródiga: tanto nos manifestamos contra a falta de novidades e como de seguida nos regozijamos com os negócios feitos no “segredo dos deuses. Afinal em que ficamos? Independentemente da celeridade e da competência confesso que detestaria estar no lugar da dupla CF/LD e sentir esta pressão acrescida.

Quantos Caneiras queremos?
E essa aversão pelo lugar acresceria tendo a pedra que têm para partir. Sabemos que o dinheiro não abunda, por mais que se diga o contrário. Por outro lado há no pretérito plantel muita gente instalada em confortáveis poltronas salariais e com contratos em vigor que se permite não arredar pé porque tem “o dele” assegurado e cujo afastamento não vai por isso ser fácil. (Obviamente que desejo que o Sporting seja um clube sempre do lado da lei no que diz respeito ao observação dos direitos dos seus colaboradores, que é a única forma de poder exigir àqueles o cumprimento das suas obrigações.) Isto tudo para dizer que não quero ver replicado e multiplicado exemplos como os de Caneira neste ano. Sem resolver a situação de jogadores que se diz o Sporting não contar não faz muito sentido contratar jogadores para as mesmas posições. Paciência é o nome do treinador mas é também uma grande virtude.

Quantos Tales queremos?
O que pode resultar de uma excessiva pressão da parte dos sócios e adeptos? A adaptação do aforismo popular (As cadelas apressadas parem os filhos cegos) lembra-nos do perigo de ficarmos com mais uns ceguinhos no plantel. Lembro logo do exemplo Tales do ano passado, em que a pressão por um pinheiro nos conduziu a um arbusto demasiado verde para poder ser útil. Com os corpos sociais à procura da aprovação dos sócios à sempre a tentação do caminho mais fácil que é contratar para a bancada. Espero que tal não aconteça.

Conclusão
Não quero com isto dizer que a tripla GL/LD/CF não tem contas a prestar. Aliás julgo que eles são os primeiros a ter consciência da responsabilidade que têm em mãos. Da minha parte a exigência é muito clara: não estou de lista na mão a activar e desactivar “flag´s” nos nomes que se falaram durante a campanha eleitoral, até porque a noticia de que alguns não virão é boa para o clube. O que eu quero é voltar a ter vontade de ver jogar o Sporting porque o Sporting voltou a jogar futebol. E para isso mais do que nomes precisa de uma boa equipa. E esta faz-se com bons jogadores, que por sua vez são bem treinados e bem orientados. E para tal precisam de uma retaguarda sólida, que vai dos gabinetes à bancada. É essa a minha exigência sabendo de antemão que títulos só os charlatães podem prometer ou exigir. Mesmo com alguma apreensão mas com optimismo moderado, não abdico de toda a esperança a que tenho direito.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

O que podemos fazer pelo Sporting?

Ontem Carlos Barbosa apelava ao apoio dos sócios lembrando que «sem a participação e a paixão dos sócios, nada é possível». Concordando plenamente, acrescentaria também que os adeptos também podem aprofundar a sua relação com o clube tornando-se sócios. Mas do adepto anónimo ao notável há muito que ainda pode ser feito.

Faria de Oliveira, presidente da CGD, Filipe de Botton, CEO da Logoplaste, Diogo Vaz Guedes, ex-Somague, Pedro Baltazar, que recentemente chegou aos 2% da Inapa e quer atingir os 5% da empresa de pasta de papel, Horta Osório CEO de um dos maiores bancos europeus, a família Espírito Santo, Filipe Soares Franco, são alguns dos muitos nomes de Sportinguistas cuja presença na economia contribui com uma fatia importante para o PIB nacional ou são referências na economia e gestão, mas sem grande reflexo para a vida do clube. 

Numa altura em que a actividade bancária está condicionada a médio prazo e são necessárias novas ideias para o refinanciamento que permita alavancar o clube para um patamar mais condizente com o seu estatuto, o Sporting precisa de se concentrar nas forças que detém na sociedade. Não tanto numa perspectiva de mecenato, que não deve ser excluída, mas sobretudo na produção de ideias e propostas inovadoras. Afinal aquilo que muitos Sportinguistas se distinguem a fazer por esse mundo fora nas suas actividades profissionais. E nem o clube se deve fechar a nenhuma delas, seja porque razões for, nem os sócios deveriam esperar que os actuais corpos sociais os convoquem. Quem chama por eles, por nós, há muito é o Sporting Clube de Portugal.

terça-feira, 14 de junho de 2011

É tempo de ter tempo.


Chamam-lhe correntemente a silly season, mas para mim o período do defeso é o mais importante para definir aquilo que vai ser a nova temporada. Tal como nas campanhas eleitorais é agora que é o tempo de os dirigentes serem decisivos e cáusticos na avaliação do trabalho desenvolvido na época anterior e corrigir os erros que se verificaram.

Após o fecho do período de contratações, independentemente dos erros que subsistiram ou das opções erradas que tenham sido tomadas, apenas resta um papel aos dirigentes até ao final da época, apoiar a equipa que construíram e criar condições para realizar os objectivos definidos durante a fase de construção do grupo.

A janela de contratações de Janeiro seria por mim ignorada excepto para suprir uma lesão prolongada de um jogador chave. O dinheiro investido nessa fase é normalmente inútil e não esqueço o quanto foram um dia fundamentais as entradas, André Cruz, César Prates e Mbo Mpenza.

Construir é agora a palavra de ordem, o primeiro passo fundamental está feito a contratação de um timoneiro. Domingos seria também a minha escolha mas não o vejo como um Midas capaz de transformar D’jálo no Hulk ou Polga em Ricardo Carvalho. Já comprovei sim a sua qualidade em transformar mantas de retalhos em equipas de futebol, é isso que eu lhe peço, que dê coerência ao futebol praticado pelo futebol seja ele bonito ou não.

Nas contratações a fazer e com o anúncio desbocado de que há milhões de euros em Alvalade seria muito mais cauteloso. Nesta fase do defeso e até ao início dos trabalhos (4 de Julho) procuraria que as principais carências da equipa fossem supridas. Na minha opinião elas são as seguintes, um central (líder), um defesa esquerdo capaz de sentar Evaldo, um extremo criativo (de preferência esquerdo), dois pontas de lança.

Há aqui um problema grande, eu não sei o que vai na cabeça de Domingos sobre aquilo que quer da equipa, nem quem são os 150 jogadores que a dupla Licá (leia-se Luis Duque e Carlos Freitas) anda a avaliar ou quais aqueles que estão incluídos numa eventual lista de vendas/dispensas. Não é grave na irresponsabilidade típica de um adepto vou em frente a construir o meu plantel.

Estando adquiridos, um central, um extremo e um ponta de lança, aguardo a chegada até ao início da época por um defesa esquerdo e outro ponta de lança. Após esse momento tudo ficaria dependente de oportunidades de mercado e da avaliação decisiva de Domingos.

Vários dos atletas que se tem referido como dispensáveis teriam obrigatoriamente de passar pelo crivo do treino para assumir a sua saída definitiva. Os atletas que eu procuraria dar um destino longe de Alvalade imediatamente seriam, Caneira, Grimi, Vukcevic, Purovic e Pongolle como vendas ou dispensas e emprestados Salomão, Saleiro e Cédric. Todos os outros nomeadamente, Polga, Maniche, Pedro Mendes e Zapater teriam oportunidade de iniciar a época (considero que foi uma asneira deixar sair NAC).

Para tudo o resto há que definir filosofias, os laterais vão ser ofensivos? Vamos ter um lado principal para conduzir o jogo? A defesa é individual ou zona? Um trinco ou dois? Extremos ou médios? Um ou dois pontas de lança? Tudo isto é importante para saber quem comprar ou se na realidade aquilo que se procura não existe já disponível nos recursos do clube sejam velhos ou novos.

Sobre guarda-redes julgo que ao Sporting pelas suas características actuais só deveria ter 2 guarda-redes. Ter Golas ou Tiago como terceiro elemento é um desperdício de recursos, Golas manteria o seu crescimento onde possa ser titular e no caso ínfimo de ser necessário um terceiro GR seria chamado o da equipa júnior.

A vaga seguinte de vendas/empréstimos, colocações/dispensas e compras só deveriam ocorrer após o regresso da pré-época e já seria cirúrgica a colmatar cada lacuna ou reforço segundo as indicações do treinador.

Por esta razão não estou excessivamente sedento de ver “estrelinhas” a poisar no aeroporto com destino à Academia Sporting, o mercado tem armadilhas e ambições que não devem ser precipitadas de forma a não empenhar oportunidades futuras. Construir um novo Leão é uma tarefa árdua e cirúrgica, não é urgente. O resultado final deve favorecer o equilíbrio dos sectores muito mais que espectáculo pontual.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Árias e Rinaudo, impressões breves

foto Record
Árias e Rinaudo são dois jogadores dados como certos no Sporting da próxima época, embora o clube ainda não tenha confirmado nenhuma das aquisições. O caso do defesa direito colombiano é porém diferente uma vez que o próprio já admitiu ter assinado um contrato e 5 anos antes do Torneio de Toulon.


Não conheço nenhum dos jogadores em causa e julgo até que o desconhecimento é geral, apesar do entusiasmo que já se sente relativamente a Rinaudo, aqui e ali apontado como o novo Duscher, revelador de um sebastianismo muito comum entre nós.

Do que vi do jovem defesa colombiano na final do Torneio de Toulon contribuiu para adensar a oportunidade do negócio para um clube que dispõe já nos seus quadros de 3 internacionais para a função.  E isto não incluindo Abel, cujo futuro está ainda por definir. Obviamente que estou em desvantagem em relação aos olheiros que ratificaram a aquisição de Árias: só o vi 1 vez e não estou habilitado como eles para a função. Mas o que vi não gostei e pelos vistos o comentador colombiano também não. Aguardemos pelo Mundial sub-20 a disputar precisamente na Colômbia, para impressões mais definitivas. Isto se Árias vier mesmo, uma vez que, segundo o Record de hoje, o jogador só se vinculará ao Sporting se se apresentar livre.

Essa oportunidade não vamos ter com Rinaudo na próxima Copa América, uma vez que de pré-convocado da alvi-celeste acabou por ficar em terra, apesar dos generosos elogios do técnico-adjunto da selecção argentina. E apesar dos elogios que frequentemente lhe são feitos, as referências que lhe são feitas vão sempre no sentido da força física na missão de destruir e pouca aptidão para sair a jogar e distribuir jogo para além das entregas curtas de bola. Não consigo deixar de me lembrar do que se dizia o ano passado sobre o "caparro" de Zapater e o pouco ou nada que ganhamos com isso ao longo  da época passada. Além de que o argentino parecer um cromo repetido quando olhamos para André Santos, Pedro Mendes, Zapater e Maniche. Como se pode ver no 2º golo do Paraguai, no amistoso do passado dia 25, nas bolas paradas não oferece muito mais do que já temos:
Os números do negócio são interessantes, mas que acabarão anulados se o argentino for apenas mais um entre muitos.

sábado, 11 de junho de 2011

Cabidela tão saborosa como inesperada

foto Record
Quando já nada o fazia esperar o Sporting acabou por sair do pavilhão da Luz em vantagem no campeonato nacional de futsal. A 2 minutos do final já os donos da casa festejavam a vantagem e a uma vitória que não chegaria. A equipa do Sporting recusou-se a encarar a derrota injusta e conseguiu levar o jogo para penaltys, onde Benedito seria decisivo. E assim, contra todas as expectativas, a equipa de futsal acabaria por jantar uma saborosa e inesperada cabidela. 

Em frente Sporting!

Quaresma em pleno verão?

"Pegou na bola, fintou tantos quantos lhe apareceram ao caminho, como se quisesse fugir aos pingos da chuva e, à entrada da área, disparou um míssil teleguiado que fez a bola entrar no ângulo onde se juntam a trave e o poste. 

Foi a primeira vez que testemunhei a genialidade irreverente de Ricardo Quaresma, então um miúdo franzino e tímido. Foi no velho campo do Salgueiros, hoje transformado em estação de metro, na era de Jardel, João Pinto e Cia. Lda., e do 2º titulo em 2 anos."

(...)

Quaresma ganha por isso um contorno estratégico que está para lá do seu valor exclusivo como jogador. É um “vendedor de camisolas”, como havia prometido JEB há quase um ano e, se o momento financeiro é o que se sabe, diria que o "dossier Quaresma" merece atenção redobrada, e talvez justifique a quase imprescindível penitência financeira."

Foi assim que em Abril do ano passado comentei a possibilidade de Quaresma regressar ao Sporting, num post que intitulei "penitência por Quaresma". Hoje, quando se volta a falar no seu possível regresso, (numa operação muito parecida com a que trouxe Jardel, despachando pesos mortos por um jogador influente) voltaria a dizer a mesma coisa. 

p.s.- do post aludido recomendo a leitura do último parágrafo, premonitório...

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Godinho Lopes à RTP1: as (não) novidades

foto DN
Só hoje tive oportunidade de ver a entrevista concedida ontem por GL à RTP. Esta acabou por estar na linha das concedidas anteriormente, deixando expressa a vontade do presidente do Sporting em mostrar serviço, do muito que é necessário para arrumar a casa, numa clara tentativa de aproximação a todas as franjas do clube, procurando demonstrar que se está a trabalhar no Sporting.

Considero a postura de GL  compreensível, face às circunstâncias. Se tivesse oportunidade de lhe dirigir pessoalmente dir-lhe-ia que a mobilização dos sócios tanto se faz galvanizando-os com a promessa de uma equipa competitiva, e de um clube mais organizado no futuro próximo, mas também sem abdicar da assumpção realista das dificuldades que tem pela frente, em particular daquelas que são inerentes à difícil situação em que encontrou o clube.

Não se pode dizer que o afastamento de Couceiro do cargo de director geral possa ser considerado uma surpresa mas acabou por constituir a grande novidade da noite. O mesmo não se poderá dizer da rescisão de Stojkovic, que constitui apenas a consumação de um divórcio várias vezes anunciado, praticamente desde a sua chegada.O futebolista ainda em competição que já está contratado tanto poderá ser Santiago Árias, lateral-direito que está em Toulon com a sua selecção, Rinaudo, que luta com a sua equipa para não descer como outro, embora tudo leve crer que se trate do argentino. Sobre estas duas aquisições falarei posteriormente.

Não posso deixar de considerar que a saída de Couceiro acaba por ser uma forma lamentável para encerrar um ciclo de sacrifício pessoal  e profissional e após escassos seis meses de em que o ex-director e ex-treinador foi apanhado num vortex de uma turbulência altamente destrutiva que assolou o clube, e que se espera tenha sido definitivamente interrompido.

A confirmação de que Luís Duque será o responsável da Academia Sporting acaba por ser uma não-novidade. Por inerência de funções o vice-presidente para a área do futebol tem que o ser, inevitavelmente. Fica assim por anunciar quem poderá ser o homem que no dia-a-dia e no terreno terá a missão de fazer cumprir o que o actual CD preconiza para este sector vital do clube. Isto porque não creio ser possível e muito menos desejável que esse cargo não seja preenchido, tendo em conta que Luís Duque não tem apenas a seu cargo TODO o futebol do Sporting. Acumula ainda funções executivas na C.M. de Sintra.

P.S.- Tendo em conta estes acertos será Couceiro e/ou Hermínio Loureiro o substituto de Luís Duque na lista de Seara para a FPF, de que há muito se fala ?

quinta-feira, 9 de junho de 2011

A escassez de dinheiro é um desafio olimpico

Causou algum alvoroço a noticia do corte de 10% nas verbas para o atletismo. Pessoalmente interessa-me perceber, acima de tudo,  o que pode significar o corte na competitividade da modalidade e que modelo seguir para que ela pode ser sustentável. Mas avanço já que um corte de 10% não me parece merecer o barulho, tendo em conta a conjuntura.

Devo dizer que me parece uma falsa questão, to say the least, o facto de Moniz Pereira ter sido o mandatário de GL nas anteriores eleições e o seu infelizmente inevitável  afastamento (a ocorrer mais tarde ou mais cedo) contribuir para o desinvestimento na modalidade ou, pior, o fim da sua relevância para o clube. A única forma de honrar as décadas de dedicação e de glória do do Senhor Atletismo é fazer pelo menos tão bem como ele soube fazer. É difícil mas é um bom desafio, diria uma obrigação de todos nós.

É precisamente na sustentabilidade da modalidade que me concentro, porque julgo estar aqui o principal desafio. O Atletismo dificilmente atrai patrocínios directos para o clube. A dificuldade começa logo no facto de, num ano de competições, os atletas contratados usam as camisolas do clube em 2 ou 3 ocasiões. Nas restantes, nos meetings internacionais, competem com as camisolas dos patrocinadores, cujos contratos revertem em exclusivo para os atletas,  ou com a camisola da selecção. 

E também não deixa de ser verdade que os Sportinguistas em geral só se lembram dos seus atletas quando eles ganham e, mesmo nos campeonatos nacionais ou, como por exemplo, quando disputamos a Liga dos Campeões da modalidade, poucos mais aparecem do que os familiares e equipas técnicas.

Por outro lado a importância do Atletismo na história do nosso clube e os nossos pergaminhos na modalidade obrigam-nos a não só a estar sempre presentes mas também a ganhar, que é o que tem acontecido quase sempre, de há muitos anos para cá. Sabemos que é difícil manter esta hegemonia, pela pressão exercida pelo SLB, que, nos nossos calcanhares, não tem hesita pagar o que for preciso para ter um caneco. O FCP fez algo semelhante, no seu jeito peculiar de ganhar a qualquer preço. Para tal não hesitou em importar contentores de atletas de leste, pondo em causa a competitividade nacional em J.O., que foi previdentemente atalhado pela Federação. 

Quando falamos de verbas para o atletismo, nunca é demais lembrar que 50% do passe do Tiuí davam para pagar meia temporada no atletismo. Ou que o empréstimo de Caicedo mais ordenados pagariam uma época inteira, grosso modo. Sintetizando, as sobras que caem da mesa do futebol davam para muitos saltos em comprimento na sustentabilidade das modalidades, que não apenas do atletismo.

Sempre defendi que o Sporting deveria liderar um movimento que defendesse os interesses dos clubes, encontrando estratégias concertadas que racionalizem os custos. Mas também me parece que até agora não  tem tido interlocutores do outro lado da linha. E dificilmente os terá, pelo menos enquanto os nossos adversários acharem que nos podem vencer porque estão por cima de nós na disponibilidade financeira.

Resta-nos prosseguir o nosso caminho, fazendo a nossa própria racionalização, de forma a que não ponhamos em causa o futuro, sabendo distiguir positivamente aqueles que são apenas atletas, levantem-se eles cedo ou tarde da caminha, e os que são já símbolos vivos do Sporting. E também estou certo que, também aqui, tal como no futebol, é possível fazer muito melhor com os meios já à disposição.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Andrés já está bem Guardado

Andrés Guardado diz hoje na primeira de "ABola" que gostaria de vir para o Sporting. No mínimo simpático, da parte deste Speedy Gonzalez de 1,69, 24 anos de idade e que até ao momento acumula 67 internacionalizações com 9 golos marcados.

Não discuto o valor do jogador, muito menos a necessidade, tendo em conta que a previsível saída de Salomão, cuja época foi em registo descendente, nos deixará sem um único extremo. Mas o mesmo não farei em relação à "pontaria". 

Guardado chegou com 20 anos à Corunha, rotulado de craque estatuto que ainda não confirmou na totalidade, pese o seu estilo buliçoso, que costuma conquistar os adeptos. Mas na prática os seus números estão longe convencer, mesmo que tenhamos que levar em linha de conta a fraca produção colectiva geral da equipa da cidade da Torre de Hércules. O seu melhor registo data de 2007/08, com 5 golos e 3 assistências, em 26 jogos, ou de 2008/09, com 2 golos e 8 assistências, no total de 29 jogos. No ano que agora termina o os números desceram para 2 golos e 2 assistências. Estamos a falar de números semlhantes aos de Salomão, no seu ano de estreia (2-1)

Ao sabê-lo como possível reforço a questão que se coloca desde logo é quanto terá ele que melhorar de produção para merecer o estatuto de reforço, se isso está ao seu alcance e sobretudo se vale o risco de investir tanto quanto Lendoiro pretende ver depositado nos cofres do Corunha.

E talvez também seja útil lembrar que o seu empresário, Mario Ordailes, no dia anterior e no mesmo jornal, dizia que via o seu representado "de preferência em Espanha, mas é cedo para saber. Ele quer continuar em Espanha, onde está há três anos e por isso é compreensível que continue. "

Por isso me parece que Andrés, pelo muito que por ele pedem, já está bem Guardado onde está. Aliás a filosofia que julgo melhor servir o Sporting é, preferencialmente, descobrir o seu próprio caminho para as estrelas na sua origem, onde o negócio é mais favorável. No mais parece-me que o nome do Sporting está ser usado nesta história.

Quando uma saída pode ser uma porta aberta

Segundo conta hoje o DN Lima, ex-técnico dos juniores e adjunto de Couceiro, será o próximo treinador do Atlético, clube de Lisboa recentemente promovido. A ser verdade é parece-me uma boa decisão por razões já anteriormente apresentadas no post "2 oportunidades que não podemos perder". Segundo a mesma noticia prevê a celebração de um protocolo entre os dois clubes prevendo a cedência de jogadores. Veria também com bons olhos a inclusão de Vitor Silvestre, treinador de guarda-redes desde a saída da equipa técnica de Paulo Bento, a quem não pode deixar de ser creditada a evolução positiva de Rui Patrício. 

Acrescentaria à importância de ter um clube perto onde a evolução dos mais jovens possa acontecer debaixo dos olhares dos responsáveis técnicos e do interesse dos adeptos aquilo que se poderia chamar uma aliança estratégica, no sentido de criar massa critica de clubes que sustentem uma politica de valores para o futebol nacional no qual os Sportinguistas se revêem e há muito reivindicam.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Este não foi o ano do Coelho

Nuno André Coelho acaba de mudar de Sporting, passando do Clube de Portugal para o Clube de Braga. Não são conhecidos os contornos do negócio mas é muito provável que o clube minhoto tenha feito valer a sua qualidade de credor ante uma tesouraria leonina com excesso de ar e vento. 

Antecipando a possibilidade de realização deste negócio já me havia pronunciado anteriormente, cujo essencial agora recordo:

"Sejam quais forem as decisões que se venham a tomar sobre estes dois jogadores o que não me parece aceitável é que o clube não cobre ao Braga pela mesma bitola que os minhotos usam para negociar connosco. Lembro que há anos andamos a encher os cofres do SCBraga desde a compra de  Abel, Wender, João Alves, que repetimos com João Pereira, Evaldo e que, do lado do Braga, não se nota especial consideração pelo seu melhor cliente. Acresce a isso tudo o facto do clube minhoto não se poder queixar de falta de liquidez: vendeu Sílvio por um valor superior ao que conseguimos por Veloso, por exemplo, e pode fazer o seu “negócio Bebé” com Pizzi."

Sobre NAC não posso ficar indiferente ao sentimento de tempo perdido que transpareceu no seu pedido de saída efectuado pelo próprio no final da época. Seguramente que não foi "para isto" que há um ano se mudou para Alvalade. 

Lembrando o post anterior, o Sporting tem voltar a ser atractivo para os profissionais de futebol.  Estes escolhem os clubes pelos salários que lhes podem pagar e pela promessa de uma rápida valorização profissional. Precisamos pelo menos de oferecer a segunda destas duas condições.  Esse deverá ser o principal objectivo para a época que aí vem.

"No Sporting é tudo feito ao Deus dará"

A Bola hoje escolhe para “teaser” da crónica semanal de MST a frase “no Sporting é tudo feito ao Deus dará” e coloca-a na primeira página. Dou com o título na minha revista de imprensa diária e hesito em trocar o pequeno almoço pela resposta adequada. Pondero se vale a pena fazê-lo, se isso não seria dar importância, como soe dizer-se, “a quem não a tem”. As minhas conclusões deram origem ao post de hoje, alterando até o que me tinha já proposto.

Começo por dizer que estranho porque o Sporting possa merecer a atenção de Miguel Sousa Tavares. O seu clube teve uma das mais brilhantes épocas desportivas, nas mais diversas modalidades, ao contrário do Sporting. Fosse ao contrário, não estou a ver nenhum Sportinguista a dedicar 2 sílabas ou um pingo de tinta sobre o clube azul e branco. Já não o fazemos por norma, a menos que salte para a actualidade as misérias que saem debaixo dos cobertores que, pela dimensão e volume, ou sentimento de impunidade dos seus dirigentes, se tornam impossíveis conter.

Creio que MST não está até nada preocupado com o Sporting, nem com o que se faz em Alvalade, tem apenas o ego ferido pelo banho que levou de Diogo Quintela. E digo banho em sentido figurado, sem sucumbir à tentação fácil do “diz que diz” sobre a sua higiene pessoal. Mais concretamente a falta dela.

Também não vou pensar, como pensariam muitos,  que o artigo de hoje de MST teve como musa uma refeição bem regada,  ou um fígado impertinente que, ao cair da noite, e sem loja de conveniência por perto, deu de caras com o stock de gin a zero. Prefiro encarar a realidade.

E o que realidade me diz é que MST é um comentador de sucesso, um opinion maker, que o jornal onde escreve é um dos mais lidos a nível nacional e que, por essas razões, a frase que constitui o título do post de hoje vai ser lida por milhares de pessoas. E não adianta escamotear a realidade: quase todos nós, Sportinguistas, fomos levados a pensar, no passado recente ao longínquo,  que por vezes “no Sporting é tudo feito ao Deus dará”. Não sei até se alguma vez aqui o escrevi literalmente, mas devem ter sido muitas as ocasiões que, crendo ter razão para o fazer, escrevi algo equivalente e sem receio de ser desmentido.

Podemos reagir das mais diversas formas ao que diz MST. Desde logo com repúdio por não o crer à altura para nos dar lições. Mas como adeptos que somos TODOS, dos anónimos, como eu, aos dirigentes, prefiro olhar para o que diz o escritor como um desafio. Não podemos alterar o passado. Nem o devemos esquecer, pela lição que constitui sobre os erros que não precisamos de cometer. 

Colemos então na testa a frase de MST, coloquemo-la nos PDA´s, telemóveis, carteiras e espelhos de forma a lembrarmo-nos que, todos os dias, TODOS podemos fazer um pouco melhor pelo Sporting. Essa é a única via de deixar o MST ser ainda mais ridículo do que, sem qualquer esforço, consegue ser. Mas, acima de tudo a fórmula mais certa para devolvermos ao Sporting a grandeza que merece.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Como ler a contratação do novo "Huntelaar"?

Ontem o jornal "O Jogo" comparava o nosso novo avançado Ricky Van Wolfswinkel com Klaas-Jan Huntelaar e a comparação não poderia ser mais pertinente para nós Sportinguistas. Huntelaar saiu de Amesterdão como ponta-de-lança de créditos firmados para o Real Madrid, com 25 anos e já internacional pela Holanda. Transitou para um exigente Real Madrid com a árdua tarefa de substituir o lesionado Van Nistelrooy. Não se pode dizer que tenha sido mal sucedido, afinal marcou 8 golos numa equipa nova, num novo país. Mas o fim de ciclo no clube branco e com a reedição da febre galáctica de Perez o ponta-de-lança  teve que procurar novas paragens, estando agora em Gelsenkirchen no Schalke 04, onde não passou de uns anémicos 7 golos. Como me lembrava um amigo no sábado, o Alex Afonso passou dos 10 golos na Liga Inglesa para 39 na Erdivisie para descer lentamente à terra até ao ignoto Al Rayan, certamente já a pensar no complemento de reforma.

Estou com isto a vaticinar o insucesso de Van Wolfswinkel? De forma nenhuma! Quero apenas com isso chamar apenas à atenção para o excesso de optimismo que a sua contratação gerou. Seguramente que a realidade que o jovem holandês encontrará na Liga Zon Sagres será bem distinta da que está habituado na Erdivisie. E em particular a diferença e a dificuldade acrescida de ter que jogar num grande como o Sporting, com as equipas a jogar em contenção, muitas vezes com 11 jogadores adversários atrás da linha da bola.

Será esta a última aquisição para a posição efectuada pela dupla Duque/Freitas, o que significaria o abandono da promessa eleitoral Bobô? Ou seja ficaríamos com Postiga,  Van Wolfswinkel  e Saleiro? Não creio, embora também não creia que seja Bobô o eleito. A proposta de renovação salarial do seu antigo clube era completamente inacessível aos nossos depauperados cofres, não creio que o brasileiro nos faça um desconto e não faltará concorrência mais abastada, em particular em Espanha. Pese embora o eclipse do ultimo ano Bobô está longe de ser um desconhecido na Europa e estando livre é um chamariz apelativo para os clubes que necessitam de compor a linha da frente. E espero e desejo que não seja Hugo Almeida que, no passado sábado, esteve, e com muita justiça, a ver do banco Postiga a titular.

Voltando a Saleiro, repito o elogio que fiz ao seu profissionalismo, ao acatar sem reacção pública a atrocidade repetida quase sadicamente de o fazer entrar nos descontos. Mas talvez seja a altura de fazer uma época inteira na primeira Liga, quer em favor da sua auto-estima, quer da sua própria afirmação. Quem sabe Rui vitória não queira reeditar a época vivida em Fátima.

domingo, 5 de junho de 2011

Este ponta-de-lança já é do Sporting!

Apreciação do Jogo:

Hélder Postiga 7
Um golo pleno de oportunidade, num remate de primeira e bem colocado. Um momento que bem pode ser decisivo nas contas do apuramento e que para já premiou o esforço do avançado português. Lutou imenso entre os gigantes noruegueses e, mesmo quando as coisas não lhe correram bem, nunca desistiu.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Ricky Van Wolfswinkel, o fabuloso laranja

Ricky Van Wolfswinkel aponta alto
O Sporting já comunicou à CMVM a aquisição do jovem ponta-de-lança, ex-Utrech, Ricky Van Wolsfswinkel. Considerado uma das grandes promessas do futebol holandês e queo ano passado se tornou internacional A pelo seu país, era há muito presença obrigatória nos apontamentos dos observadores do futebol europeu. Auguravam-se-se-lhe os grandes palcos da Premier League ou do Calcio. São-lhe apontadas semelhanças com o estilo de Luis Fabiano.Mas será em Alvalade que jogará pelo menos no próximo ano, onde desejamos que os defesas adversários tenham mais dificuldade em marcá-lo do que nós, adeptos, em pronunciar o seu nome. O jogador de 22 anos assinou um contrato com o Sporting até 2016, com uma cláusula de rescisão de 22 milhões de euros, tendo custado 5,4 milhões de euros.

Em 4 de Setembro falava-se assim dele no blogue Rumo ao Estrelato

"Este jovem que se tornou internacional A pela Holanda há cerca de um mês tem feito um arranque de temporada verdadeiramente espectacular, contando para já com um impressionante registo de 11 golos em 10 partidas. O ponto mais alto deu-se na 3ª pré-eliminatória da Liga Europa frente ao Celtic, no qual Van Wolfswinkel apontou três dos quatro golos que permitiram à sua equipa anular uma desvantagem trazida da Escócia e assim assegurar a passagem à fase de grupos da competição. A um passo de se mudar para Inglaterra perto do fecho do mercado, o jovem acabaria por resistir às investidas de Newcastle e Liverpool, ficando a promessa de dar ainda muitas alegrias aos adeptos do Utrecht.


Nascido num município da província de Utrecht, Van Wolfswinkel integrou bem cedo a formação do clube local, o v.v. Woudenberg, mudando-se pouco depois para as escolas do Vitesse. Lá, permaneceu até 2002, altura em que voltou a trocar de clube. Durante cerca de seis anos, o jovem manteve-se na cantera do AGOVV, regressando em 2008 ao Vitesse, que lhe proporcionou a estreia oficial no dia 5 de Abril frente ao Sparta de Roterdão.

Iniciou a temporada 2008/2009 no banco de suplentes, mas viria a demonstrar todo o seu potencial logo à 2ª jornada, num jogo que se tornou preponderante para a sua ascensão no futebol holandês, na medida em que pegou de estaca a titularidade na equipa. Relegando para o banco Mads Junker, uma das estrelas do clube, Van Wolfswinkel viria a fazer furor entre os associados do Vitesse, terminando a temporada como o grande artilheiro da equipa com 8 golos.


Convocado para o Torneio de Toulon de 2009, o jovem avançado ostentou a braçadeira de capitão e revelar-se-ia como um dos grandes valores da formação holandesa que atingiu as meias-finais. Sempre muito desacompanhado na frente de ataque, Van Wolfswinkel viria a ser, contudo, um tremendo quebra-cabeças para as defesas adversárias, destacando-se pela sua agilidade e pelo bom controlo de bola.


Alto, mas delgado, o avançado holandês revela-se um jogador inteligente, com processos simples e uma óptima leitura de jogo. À sua grande capacidade de antecipação alia o seu instinto de matador, sendo o seu poder aéreo a sua grande arma dentro de área. Um pouco limitado tecnicamente, Van Wolfswinkel faz uso da sua velocidade para, constantemente, encontrar espaços nas costas dos defesas, não tendo por hábito vacilar na cara do guarda-redes.


Todas estas características foram evidenciadas no decorrer da época 2009/2010, altura em que se mudou para o Utrecht, depois de rejeitar propostas de Ajax e PSV. Apesar de muito jovem, o técnico Ton du Chatinier confiou-lhe a titularidade e não se desiludiu. Van Wolfswinkel viria a revelar-se uma peça importante no puzzle montado pelo técnico holandês, apontando 11 golos, muitos deles decisivos para garantir a presença do Utrecht nas pré-eliminatórias da Liga Europa. Também na mesma época, mas ao serviço dos sub-21, apontou um hat trick frente à Polónia, demonstrando que a selecção principal holandesa está bem servida no ataque para os próximos anos."

Pressão inadmissível!

"Já disse ao Carlos Freitas que tem de dar uma resposta este fim-de-semana à proposta que eu apresentei ao Sporting pelo Alex Silva e pelo Bobô".

A falta de confirmação de novos jogadores anda a deixar muita gente nervosa. São os adeptos, os jornalistas, os empresários e até os jogadores. Acontece que ainda falta precisamente 1 mês para começar a pré-época e outro tanto para os compromissos oficiais. E o Sporting, como qualquer outro clube, dispõe ainda até ao encerramento do mercado para fazer os ajustes que entenda necessárias. 

Aceito como normais que o empresário Juan Figuer e os jogadores que representam queiram ver o seu futuro imediato definido, pelo que um telefonema para Carlos Freitas com o teor da frase supracitada seria compreensível. Proferir uma afirmação como aquela à comunicação social é uma forma de pressão inadmissível para um clube como o Sporting Clube de Portugal. Um bocadinho de decoro não lhe faria mal nenhum. Até porque não faltam Tijuanas neste mundo.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Contratação (e mudança) de peso!

Mudança à vista na comunicação intitucional
A nova gestão do Sporting continua a dar sinais de que a casa prossegue em arrumações e estas não se limitam apenas à constituição do plantel sénior. Agora, e de forma não muito surpreendente, o Sporting acaba de tomar uma medida de gestão importante, com a contratação da agência de comunicação Cunha Vaz & Associados com o objectivo de trabalhar nas áreas de comunicação digital, assessoria mediática e consultoria estratégica. Esta é a segunda medida de fundo tomada pela direcção de Godinho Lopes na área da comunicação, após a nomeação de Irene Palma para o lugar de directora de comunicação sem o esclarecimento público a que funções ficou remetido Nuno Dias, o anterior ocupante do cargo.

Apesar da importância da decisão, da qual tomei conhecimento ontem e hoje vem publicada pelo menos num dos jornais diários, ela não foi objecto de noticia na página oficial do clube, o que no mínimo é estranho e provavelmente reveladora de algum incómodo. Isto porque, após a estranheza da primeira escolha – não está em causa a competência profissional de Irene Palma, mas é indiscutível que não é um nome de peso no meio – esta decisão mais parece um emendar de mão da decisão inicial. Há quem veja nela o resultado mais visível da dissensão no seio do CD, em particular entre Carlos Barbosa, tido como mentor da “decisão Irene Palma” e Luis Duque, dado como adepto de uma solução como a que foi agora encontrada. Esta contudo, e numa primeira análise, parece-me ajustada em particular para as áreas em questão. Não tenho dúvidas que o Sporting tem muito a fazer quer na comunicação digital e não se deve munir dos melhores na assessoria e consultadoria.

Aparentemente esta é uma área a que se dedica pouca ou nenhuma a atenção, nomeadamente por parte dos adeptos, sempre mais preocupados com quem vai ser da “next big thing” no rol de contratações futeboleiras. Mas não é demais lembrar que decisões deste tipo têm implicações muito mais “telúricas” do que à primeira vista possam parecer. Está em causa, entre muitas outras coisas, a forma com o Sporting deseja projectar a sua imagem como instituição. Não é demais lembrar que, segundo “reza a lenda”,  a nomeação de Nuno Dias por Costinha, à revelia de André Villas Boas, que pretendia ter uma palavra a dizer sobre os profissionais que se movimentariam ao seu redor, foi o principio do fim de uma ligação que nunca chegou a acontecer.

Veremos o que o futuro nos reserva, em particular como se acomodarão todos os envolvidos nas suas respectivas funções. Mas afigura-se-me difícil a co-habitação e em particular a sujeição hierárquica de um elefante como a Cunha Vaz & Associados a uma “formiguinha” mesmo que muito diligente e competente como possa ser Irene Palma.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Grandes negócios em perspectiva

O Sporting continua a ser um manancial de noticias para a comunicação social, mas nomes confirmados são apenas 2 e ambos peruanos: Carrillo e Rodriguez. Por aqui não costumamos falar muito dos que podem vir a ser jogadores do Sporting, mais dos que já são. No entanto não nos abstemos de comentar o que por aí se vai dizendo, normalmente sobre uma perspectiva dos resultados expectáveis que as movimentações de mercado podem ter no clube. É esse o exercício que hoje propomos.

1-    Negócios com o Braga

Fala-se há dias da possibilidade de Nuno André Coelho se transferir para Braga ao preço da uva mijona. Ontem acresceu o nome de João Gonçalves, cujo interesse já não é novo. Sobre o defesa central é fácil perceber que a época passada não foi o “ano do coelho” mas em bom rigor o péssimo ano do leão acabou por pesar na afirmação de valor de todos os jogadores do plantel. Pessoalmente, se tivesse que escolher entre ele e Torsiglieri para dispensar escolheria o argentino, por me parecer ser o que está mais longe de poder afirmar. E João Gonçalves, não é propriamente um nome descartável, face ao final de contrato de Abel e o provável empréstimo de Cedric, cujas actuações me agradaram sobremaneira. 
 
Sejam quais forem as decisões que se venham a tomar sobre estes dois jogadores o que não me parece aceitável é que o clube não cobre ao Braga pela mesma bitola que os minhotos usam para negociar connosco. Lembro que há anos andamos a encher os cofres do SCBraga desde a compra de  Abel, Wender, João Alves, que repetimos com João Pereira, Evaldo e que, do lado do Braga, não se nota especial consideração pelo seu melhor cliente. Acresce a isso tudo o facto do clube minhoto não se poder queixar de falta de liquidez: vendeu Sílvio por um valor superior ao que conseguimos por Veloso, por exemplo, e pode fazer o seu “negócio Bebé” com Pizzi.

2-    Maniche e os sete milhões
Muitos se indignavam há sensivelmente um ano quando se falava dos contratos que Costinha fazia aos “amigos”. Nunca usei a expressão porque não tenho por hábito colocar em causa a idoneidade de alguém sem provas que o justifiquem. Mas sabendo-se o que se sabe hoje é pelo menos impossível não concluir que aquando da contratação de Maniche Costinha pensou muito mais no amigo do que no clube que tanto diz gostar. E Maniche, que também dizia vir cumprir um sonho, não sairá sem nos deixar um pesadelo de pelo menos um milhão de euros, fora ordenados e outras alcavalas. A esse milhão acrescerão mais 6, ao que dizia ontem o DN, para as restantes indemnizações. Veremos o que acontece até ao inicio de época para percebermos melhor quanto nos vão custar apenas os aperitivos da próxima época…

3-    Contas
Os Sportinguistas estão cansados de olhar para os números extravagantes dos orçamentos e dos relatórios e contas e sobretudo compará-los com os números dos troféus. Assim, e olhando pela rama as contas dos últimos noves meses conclui-se que  tivemos menos receitas, reduzimos as despesas e as operações financeiras resultantes das VMOC`S e trespasse da Academia contribuíram para a redução do passivo. Ainda sem ter conseguido apurar que impacto tiveram nestas contas a antecipação de receitas que não pertenciam a este exercício e que por isso são retiradas às corpos sociais que se seguiram ( como  os dois anos de Gameboxes e vendas de percentagens de passes de jogadores) saliento o facto de termos gasto acrescido mais 3 milhões de euros com despesas com o plantel para ficarmos a 36 pontos de distância do campeão em titulo. É obra!

4-    Imparidade
Ainda relativamente às contas o que não pode passar despercebido é que o Sporting provavelmente não receberá nada do negócio efectuado com o Recreativo de Huelva pelo passe de Carlos Martins. Aqui o clube consegue o pleno: reforçou um rival directo, ao abdicar do direito de opção sobre o jogador, e ainda contribui para os cofres do clube espanhol permitindo-lhe receber valores de um jogador que ainda não tinha pago e que, face à delicada situação do clube andaluz, se afigura difícil receber qualquer valor.

5-    Assistências
Sem surpresas “descobriu-se” que o Sporting perdeu em média 10  mil espectadores em Alvalade. Algumas das razões estão explicitas aqui neste post, sobretudo nas consequências de uma péssima gestão desportiva a que acresceram mais de 5 anos de caneladas aos sócios. Mas veja-se que o nosso vizinho SLB em apenas um ano perdeu 12 mil. Apesar da relatividade dos números facilmente se conclui se os palhaços não agradam o pessoal não vai ao circo. Alguém dizia: querem espectáculo vão ao Alvaláxia. E os Sportinguistas foram e ainda por cima reservaram-se o direito soberano de escolherem o que era melhor para eles. Sim, porque a avaliar pelo que se vê pelo Alvaláxia, não seguimos o conselho à letra.

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