Reencontro com o pódio?
O Sporting regressa hoje aos encontros com o Portimonense, cuja casa sempre foi um lugar difícil para nós. De tal forma que, dos 13 jogos lá efectuados, se regista um empate: 4 vitórias para cada lado mais 5 empates. Uma vitória significa o regresso ao terceiro lugar.
Pela equipa de Portimão passou Vitor Damas, cuja passagem pelo Algarve é hoje assinalada pelo DN e que aqui deixamos para memória futura.
Pela equipa de Portimão passou Vitor Damas, cuja passagem pelo Algarve é hoje assinalada pelo DN e que aqui deixamos para memória futura.
Há duas décadas que os dois clubes não se defrontam, hoje é o dia do reencontro.
No registo histórico dos jogos entre Portimonense e Sporting há um lugar muito especial para Vítor Damas, quer pela sua classe pura, pelo estatuto de figurar na lista dos melhores guarda-redes portugueses de sempre, ou, ainda, pelo facto de ter representado os dois clubes. Foi por isso que o DN - nas vésperas da deslocação dos leões ao Algarve - lançou o repto a dois antigos jogadores, companheiros de equipa de Damas, falecido em Setembro de 2003, na altura em que este alinhava pelos portimonenses.
Paulo Rocha e Amílcar Fonseca, 56 anos, jogaram duas épocas nos algarvios e conviveram de perto com o "ícone das balizas". Curiosamente, Paulo Rocha já fora colega de Damas no Sporting, e Amílcar partilhava com ele as ligações Lisboa-Portimão e vice-versa.
"O Damas foi o melhor guarda-redes que vi até hoje", garante Rocha, opinião corroborada por Amílcar, que confessa nem ter acreditado que o Portimonense o contratara. "Só quando o vi chegar para treinar é que fiquei convencido." A turma algarvia atravessava um período de ouro, expresso pela qualidade de muitos dos seus jogadores, alguns internacionais, casos de Alhinho, Norton de Matos, Murça, Freitas, Coelho, Delgado e Fernando Martins. Com a construção e o turismo em alta, o futebol também ganhava, e o técnico Artur Jorge, com o aval do presidente Manuel João, fez equipas para os lugares cimeiros.
"Foi um privilégio ter jogado com o Damas", dizem. Para lá das qualidades técnicas, Paulo Rocha destaca a entrega total, que lhe permitia "trabalhar da mesma maneira em Alvalade ou em Portimão. Era um fora-de-série! Quando fomos campeões, em 73/74, o Sporting bem pode agradecer- -lhe". Por sua vez, Amílcar elogia a humildade, "o que fazia com que todos gostassem dele. Passei muitas horas ao lado do Vítor e confirmo que um grande jogador tem de ser, também, um grande homem".
Dos jogos com o Sporting guardam a vitória obtida em 81/82, por 2-0 - golos de Tião e Norton de Matos. "O Portimonense era favorito quando jogava em casa, fosse qual fosse o adversário", sustentam. Na época seguinte, com Damas a dividir a baliza com Borota, os leões venceram - golo de Manuel Fernandes. Foi o primeiro triunfo leonino, ao fim de seis partidas em solo algarvio. O resultado mais desnivelado surge em 83/84 (0-6), curiosamente com Damas entre os postes. Walter Gomes, antigo vice-presidente portimonense, sustenta que o guarda-redes foi "impotente para travar a cavalgada de Manuel Fernandes, Jordão e companhia".
Paulo Rocha e Amílcar Fonseca, 56 anos, jogaram duas épocas nos algarvios e conviveram de perto com o "ícone das balizas". Curiosamente, Paulo Rocha já fora colega de Damas no Sporting, e Amílcar partilhava com ele as ligações Lisboa-Portimão e vice-versa."O Damas foi o melhor guarda-redes que vi até hoje", garante Rocha, opinião corroborada por Amílcar, que confessa nem ter acreditado que o Portimonense o contratara. "Só quando o vi chegar para treinar é que fiquei convencido." A turma algarvia atravessava um período de ouro, expresso pela qualidade de muitos dos seus jogadores, alguns internacionais, casos de Alhinho, Norton de Matos, Murça, Freitas, Coelho, Delgado e Fernando Martins. Com a construção e o turismo em alta, o futebol também ganhava, e o técnico Artur Jorge, com o aval do presidente Manuel João, fez equipas para os lugares cimeiros.
"Foi um privilégio ter jogado com o Damas", dizem. Para lá das qualidades técnicas, Paulo Rocha destaca a entrega total, que lhe permitia "trabalhar da mesma maneira em Alvalade ou em Portimão. Era um fora-de-série! Quando fomos campeões, em 73/74, o Sporting bem pode agradecer- -lhe". Por sua vez, Amílcar elogia a humildade, "o que fazia com que todos gostassem dele. Passei muitas horas ao lado do Vítor e confirmo que um grande jogador tem de ser, também, um grande homem".
Dos jogos com o Sporting guardam a vitória obtida em 81/82, por 2-0 - golos de Tião e Norton de Matos. "O Portimonense era favorito quando jogava em casa, fosse qual fosse o adversário", sustentam. Na época seguinte, com Damas a dividir a baliza com Borota, os leões venceram - golo de Manuel Fernandes. Foi o primeiro triunfo leonino, ao fim de seis partidas em solo algarvio. O resultado mais desnivelado surge em 83/84 (0-6), curiosamente com Damas entre os postes. Walter Gomes, antigo vice-presidente portimonense, sustenta que o guarda-redes foi "impotente para travar a cavalgada de Manuel Fernandes, Jordão e companhia".




















