Estava prestes a fazer os meus 17 anos e nunca tinha visto o Sporting a ser Campeão. Foi daquelas épocas em que muitas vezes apanhei o autocarro sozinho ou com mais um grupo de amigos para ir ver os jogos a Alvalade.
Naquela tarde, carregado de nervos, a ver o jogo de Paranhos e ao mesmo tempo o jogo de Barcelos (do Porto), a ansiedade era enorme. Até que o André Cruz marca aquele golo de livre directo... E o Leão veio para a rua!
Hugo Malcato
Tenho sempre a sensação de estar no sítio errado, no tempo errado no que ao Sporting diz respeito. Nasci em 1964, no ano em vencemos a Taça das Taças, mas cheguei cá apenas em Novembro, já havíamos levantado o caneco 6 meses antes. Em 1982, no ano da Taça e Campeonato só assisti ao 1º jogo, por sinal em Alvalade. Há 10 anos atrás estava em Lisboa e não no Porto como seria “normal”. Semanas antes já tinha apanhado uma molha na Luz, quando pensávamos celebrar na altura certa, no local errado. Lembro-me das ruas desertas, e do estrondo que se seguiu ao golo de André Cruz. Não me peçam muito mais do que isto: foi das festas mais lindas e espontâneas que vivi. O Sporting é mesmo de Portugal!
LdA
Rumamos ao Porto, logo pela manhã de 14 de Maio de 2000, cheios de crença. Vindos de Lisboa, eu e outro grande Sportinguista, pudemos testemunhar que o país cedo se começou a preparar para uma enorme festa. Ele foi ver o jogo, pagando 100 euros pelo bilhete. Até as varandas dos prédios de Paranhos à volta do Estádio se alugavam. Eu juntei-me a mais 2 transmontanos amigos de infância, que moram no Porto e vi o jogo em casa de um deles, conforme combinado desde 18 de Março de 2000, quando vencemos o Porto em Alvalade por 2-0.
O jogo acabou e foi o eclodir de um enorme festival de emoções leoninas. Rumamos de imediato a Vidal Pinheiro, onde o meu amigo viu o jogo e ainda festejava lá dentro. Para que conste e os nossos filhos e netos testemunhem, na segunda-feira seguinte, a nossa foto aparece no Diário de Notícias.
O meu amigo de Lisboa, só quis sair do Porto quando o levei à Avenida dos Aliados. Ele não imaginava que a mítica praça onde o FCP comemorava os campeonatos, estava repleta de leões em delírio. “Afinal há muitos Sportinguistas no Porto, confessava-me pleno de emoção”.
A partir dai, foi parar em tudo que é estação de serviço do Porto a Lisboa. Em todas elas foi o delírio. Estive em Coimbra, no tal café, com Roquette e milhares de Sportinguistas em estado delirante. Chegados a Lisboa, a loucura era total, nas ruas, à volta do Estádio, dentro do Estádio, na Praça do Município, etc.
Deitei-me às 8 da manhã e no dia seguinte foi feriado. Portugal, inteiro parou e saiu à rua, para mostrar que o leão ruge, sem precisar de evidenciar essa grandeza constantemente, porque afinal, essa é a característica daqueles que por maiores que sejam, serão sempre pequenos.
Viva o Sporting!
Leão Transmontano
O fim do jejum coincidiu com a Semana Académica. Vi o jogo "em casa", no núcleo Sportinguista de Faro, onde passava mais tempo do que em casa.
Com o nervosismo típico - mas desta feita exponenciado ao máximo - foi assim que me sentei para ver se seria finalmente desta que alcançaríamos o tão ambicionado título.
Eu, o meu irmão e uns amigos, a vibrarmos como nunca, sentindo uma alegria que nenhum de nós tinha podido viver antes. Foi impossível conter a emoção e a partir do 2º golo, foi o choro mais alegre que alguma vez tive.
Fim de jogo, emoção total, gente na rua vinda de todo o lado, invadindo as ruas de Faro, à imagem do País, levando lamps a interrogaram-se como é que era possível sermos tantos, pessoal em cima do próprio carro aos saltos, compra imediata de uma grade de cerveja para despacharmos antes da entrada na SA, um amigo nosso lampião a aproximar-se de um velhote para gozar com a sigla do Clube e a levar um baile monumental com a resposta: "Somos Campeões de Portugal" numa risada em que até ele se incluiu, ida para o recinto da festa e propositadamente para a frente do palco com os cachecóis do SCP , onde actuavam os GNR - não porque gostássemos da música mas sim para que ele nos desse os parabéns ao Clube, enfim....foi a loucura geral e um dos dias mais felizes da minha vida.
Gostava de o experimentar mais vezes porque a mim não me cansa ganhar sempre.
JVL
Pela única vez na vida disse para a minha futura mulher, “Se me vires a chorar não te preocupes, é porque foi golo do Sporting!”. E foi um, dois, três, quatro… não chorei. Ri, gritei, saltei, corri para o carro entre os parabéns de diversos amigos que comigo viram o jogo e sai para as ruas de Coimbra com um destino fixo em mente, o Café Brasil, para beber um café e continuar a festa. Temi que o carro não sobrevivesse à cidade, por todo o lado se tinha o azar de parar era abanado ao som da Marcha do Sporting, cantada por Maria José Valério que tinha posto em “repeat” no leitor de cd’s. O circuito Praça da República – Café Brasil foi feito vezes sem conta. Ao outro dia acordar pelas 7 da manhã e seguir viagem para Alcains, pedi ao meu colega para conduzir porque não estava em condições para o fazer, durante a viagem quando abria o olho, sorria e descia a janela e dizia com a pouca voz que me restava, “Sporting!” e voltava a um sonho lindo.
LMGM
Em Maio de 2000 atrás tinha 19 anos e o meu sportinguismo ainda não tinha sido recompensado com a vivência de um título de campeão. Até aí, sempre tinha vivido no grande Porto, onde os sportinguistas, em minoria, eram confrontados com um sem número de amigos e colegas de outras cores mais bem sucedidas.
No fim-de-semana anterior tinha ido a Lisboa preparado para fazer a festa de título, mas tal não possível. Até foi bom, porque passei uma semana de Queima das Fitas festejando por antecipação. Quando chegou o Domingo, foi muito bom. Foi estranho. Nem sabia bem como fazer para deixar sair tanta alegria acumulada. Vi o jogo em casa com a minha irmã e o meu avô. A minha mãe sofria na outra televisão as incidências do jogo de Barcelos... O meu pai tinha ido a Vidal Pinheiro, e esperamos que ele chegasse para irmos para a Avenida do Aliados, juntarmo-nos a mais umas centenas. Dois anos depois seríamos bem mais, naquela sítio, mas nada igualará aquela sensação de "primeira vez" daquele título.
Bruno Martins
Tinha ido no fim de semana anterior do Funchal a Lisboa, e só marquei avião para 2ª feira convencido que precisava da noite de domingo para comemorar em Lisboa, mas o egípcio, contando com o habitual leite vermelho, estragou a festa.
No fim de semana da ultima jornada era fim de semana de ficar no Funchal e, após uma semana de ansiedade, foi na Avenida do Mar que se fez a festa, descobrindo nessa altura que a Madeira é muito mais verde do que a tinha imaginado.
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