terça-feira, 20 de outubro de 2009

A Academia e os V.M.O.C.*

Aprovada que foi a passagem da SCS para a SAD, a Direcção arvora que o seu plano de 3 passos (SCS, Academia e VMOC na SAD) estará pronto a avançar.

A este respeito, cumpre esclarecer o seguinte:

Ao contrário do afirmado pela Direcção, a passagem da Academia e a emissão de VMOCs não estão aprovadas em Assembleia Geral, pelos motivos que passo a explicar:

Academia:

Nos termos dos estatutos, a "alienação ou oneração de direitos sobre bem imóvel" carecem do voto favorável de 2/3 dos Sócios. Ora, a Academia, tanto quanto julgo saber, é um bem imóvel, e a passagem dela da esfera patrimonial do Clube para a da SAD constitui, para todos os efeitos, uma alienação: passa a ser dum para ser doutra.

Como 2+2 ainda vão sendo 4, a passagem da Academia depende desta maioria, que não foi obtida.

VMOC:

VMOC é o acrónimo de "Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis", como já todos sabemos, dado que o significado do termo foi das poucas coisas que a Direcção fez a gentileza de explicar.

Mas convertíveis em quê? Convertíveis em acções da Sporting SAD.

Os VMOC têm um período de maturidade, após o qual se convertem (obrigatoriamente, conforme o nome indica), em participações sociais do Clube.

Esta conversão significa que, no futuro, o capital social da Sporting SAD será de mais 55 milhões de Euros (o valor da emissão dos VMOC), o que, em termos jurídicos, representa um aumento de capital, mesmo que diferido no tempo.

Ora, o aumento de capital duma sociedade tem o efeito de diluir e relativizar a posição accionista das sociedades que já são Sócias da SAD. Assim, na prática, o que o SCP está a fazer é alienar parte da participação social que detém na SAD, no sentido de que tendo 68% dela hoje, passará a ter 50,1%.

Sucede que a "alienação ou oneração de participações sociais do Clube" requer também a infame maioria de 2/3, que também não foi obtida.

O argumento da Direcção é, grosso modo, este: "nós não estamos tecnicamente a vender as acções, por isso até vos estamos a fazer um favor em vos perguntar seja o que for".

Este argumento juridicamente é defensável, porque as acções da SAD que pertencem ao SCP não estão efectivamente a ser vendidas a ninguém com a emissão dos VMOC, embora esta posição admita posições contrárias tão ou mais defensáveis também.

Mas, num quadro de respeito aos Sócios, a única que coisa que, de acordo com JEB é o SCP (..."o resto é SAD"), é moralmente condenável, por dois motivos:

1. Os estatutos não são letra vazia e impassível de interpretação tendo em conta o seu propósito. O propósito de sujeitar a alienação de participações sociais à aprovação de 2/3 dos Sócios é um especial interesse na manutenção e protecção da posição accionista que o Clube tenha. Neste contexto, deve-se entender que qualquer operação societária que tenha como efeito diminuir a participação social do Clube em sociedades deve ser sindicada pelos Sócios. Entender o contrário seria admitir a criação duma válvula de escape que subtraísse qualquer controlo sobre as participações sociais do Clube aos Sócios.

2. Age com claro desrespeito pela vontade dos Sócios quem, mesmo na hipótese de não estar obrigado a pedir a aprovação dos Sócios, a pede, não a recebe, e depois faz na mesma. Goste a Direcção ou não, o SCP é nosso. É nosso desde 1906 e merecemos algum respeito porque chorámos, sangrámos e sofremos muito para o engrandecer.

Como nota final sobre esta história do património:

É a minha sincera opinião que os Sócios do Clube mais e mais ignoram que essa qualidade os constitui nos verdadeiros últimos proprietários do acervo patrimonial do Clube. Os terrenos são do Clube, mas o Clube é (ou devia ser) dos Sócios, portanto os terrenos são, em última análise dos Sócios.

Não no sentido de que os podem vender e ganhar directamente com a sua venda, mas no sentido de que é sobre os Sócios que impende o dever de conservarem bem o património do Clube.

A ideia do associativismo, a ideia subjacente ao SCP NUNCA foi eleger corpos directivos e depois demitirmo-nos de participar na vida do Clube. Mas participar não é "ir" à AG. É ir e saber ao que vai. É ir e exigir respostas. É dar o voto sem preconceitos pessoais quanto aos proponentes das propostas (passe o pleonasmo), mas pedindo-lhes sempre o esclarecimento necessário.

Dito isto, acho chocante que os Sócios aceitem vender uma coisa que é sua, como a SCS sem se darem ao trabalho de saber sequer por quanto a venderam.

Estou em crer que fosse a SCS de qualquer um dos Sócios que votou convictamente "sim" a título estritamente pessoal, esse Sócio empregaria mais cuidado e interesse na sua venda do seu bem.

Espero e desespero que haja algum cuidado quanto ao pouco património que nos resta Da minha parte, é claro como água: Se a Direcção vender Academias e aceitar a emissão de acções a coberto de poderes que objectivamente não tem, pode contar com a minha oposição. Em qualquer sede. Até na judicial. "

Saudações Leoninas

*Texto complementar à reflexão que JL elaborou para o "ANortedeAlvalade" sobre a última AG, no âmbito da nossa iniciativa "Reflexão Leonina".

37 comentários:

  1. No essencial de acordo com texto.
    Pelas mais variadas razões e em cerca de 3 décadas de sócio nunca fui a uma assembleia do clube (exceptos as eleitorais) e tenho algumas dúvidas que se possa discutir o CLUBE em 2-3 horas de demagogia e luta pelo poder.
    Um dos pontos que acho que o Clube podia rever é o relacionado com a sua posição na SAD. A prática diz que 40% de participação no capital é suficiente para controlar a SAD e isso poderia trazer algum desafogo. Aliás, outras outros clubes só detêm essa percentagem nas suas SAD´s e ... "no pasa nada".


    40PostasPescada

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  2. É um facto que não foi intelectualmente honesta a forma como o plano financeiro foi submetido a votação na última AG.

    Afirmar, como JEB afirmou, que aprovando a passagem da SCS para a SAD estávamos a aprovar a totalidade do dito plano soa a manipulação para obtenção de um resultado. Porque o boletim de voto apenas referia a passagem da SCS!

    Apesar de tudo, este era o ponto capaz de reunir mais consenso entre os sócios. Seria apenas uma questão de discutir o valor da passagem!

    Como tal, apesar de não ter formação em direito, parece-me evidente que a passagem da academia e as VMOCs carecem ainda de aprovação pelos sócios.

    Parece também evidente que a direcção considera o assunto arrumado.

    Existirá vontade de resolver o assunto em tribunal?

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  3. Totalmente de acordo com o texto. Mas o ponto é: vale a pena continuarmos a fazer este esforço pelos sportinguistas quando eles já demonstraram que não sabem cuidar do clube e o desprezam desta maneira deixando que lhe façam tanto mal?

    A resposta é: vale! O Clube não é só nosso. É também dos que o construiram antes de nós e dos que o hão-de herdar depois de nós. E temos obrigação de lutar para preservar a herança a entregar aos que vêm a seguir. Porque eles não têm culpa de terem sido precedidos por esta "geração rasca"!

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  4. Mais um excelente texto JL.

    Fiquei admirado quando li que a Academia já era da SAD pois sempre pensei que na AG onde tal foi discutido, a proposta, que englobava 3 pontos, necessitava de maioria qualificada. Após o chumbo, comecei a ler que a Direcção tentava passar a ideia que não era uma proposta com 3 pontos mas sim 3 propostas, tentando assim levar a sua avante. Parece que estão perto de o conseguir, infelizmente. Falta pouco para o estádio.

    Grande comentário JG.

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  5. Por esclarecer está também um argumento que já vi algumas pessoas utilizar, alegando que na AG de Abril, uma vez que a votação foi de 70% o mesmo era dizer que se aprovava a passagem da Academia para a SAD. Claro é que a diferença estava no ponto que estava a ser votado, mas isso é conversa "maçuda" e "chata"

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  6. Bem, lendo os post que aqui já foram feitos, acho que a minha opinião é totalmente contrária à maioria de vocês.

    Eu fui dos que votei no sim, e consciente do impacto que vai ter no nosso Sporting (sim, também há os que votaram sim, com consciencia...eheh).

    Mas agora ponho a questão ao contrário:

    - Será que os que votaram não, também votaram não porque fizeram o trabalho de casa (olharam e estudaram para as contas do clube)?

    - Têm noção do impacto que poderia ter continuarmos com uma SAD na bancarrota (e esquecendo agora se havia ou não alternativas a este plano)?

    - Tem noção que uma SAD fraquinha que dá prejuizos brutais afecta via equivalencia patrimonial as contas do nosso clube? E que uma SAD forte influencia o Clube positivamente?

    "Dito isto, acho chocante que os Sócios aceitem vender uma coisa que é sua, como a SCS sem se darem ao trabalho de saber sequer por quanto a venderam.
    "
    E pegando nesta frase, acho que como ja foi dito aqui, tanto os que votaram sim, como os que votaram não, queixaram-se, assim como eu de falta de informação. Mas então, para termos a informação completa, não bastava apenas sabermos o valor pelo que foi vendido. Porque se o JEB dissesse que foi por 30 ou 40 milhoes, para mim era igual, porque primeiro teria de saber quanto valeria a empresa. E será que o valor avaliado por esta direcção iria ser o correcto??? Também podia ser contestado, porque até a avaliação de uma empresa é subjectiva.

    Mas tento perceber os argumentos dos que votaram não e tenho consciencia que existem certas artinhas para tentar passar a Academia para a SAD. Mas também como já tive oportunidade de dizer anteriormente, não me choca nada com esta transacção.

    Saudações leoninas.

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  7. É-me mais dificil comentar um post quando concordo com o seu teor, mais ainda quando ele é escrito pelo JL.

    Por isso é-me mais fácil responder, dentro do possível, às questões do Dezperado, no que me diz respeito:

    - Não votei, uma vez que não compareci na AG. Não é muito fácil ir a uma AG à terça-feira à noite, mas não me admirava que lá estivessem Sportinguistas que vivem mais longe que eu... Mas teria votado não. Que esforço foi feito no sentido de esclarecer os Sportinguistas que foram votar. No site ou no jornal do Clube que informação foi disponibilizada? A tentiva, bem sucedida, de apressadamente virar a pagina, leva-me a desconfiar e a concordar com o JL: tratando o património como meu é pouco avisado aprovar o que não se percebe bem nem as suas consequências.

    - Se os sócios o dissessem claramente, pedindo esclarecimentos e adiando a AG teriam prestado um bom serviço ao Sporting, mesmo que, depois de inteirados, votassem a favor.

    - Quem lhe diz que a SAD resolveu os seus problemas e não continuará a precisar de injecção de capital? Veremos as cenas dos próximos capitulos...

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  8. Desculpem o off-topic mas não resisto:

    'Meanwhile, BBC Radio 5 live summariser Pat Nevin believes a lack of structure behind the scenes at Anfield may prove to be Benitez's saving grace in the immediate future.

    "One of the big things saving Rafa is that there is no great single control at Liverpool," Nevin told BBC Sport.

    "If there was someone with their hand on the tiller his job may be under more threat but who is going to do it?

    "Both of the owners aren't really talking to each other. They would have to come to some sort of agreement about that but they can't seem to agree about anything.

    "The former chief executive, Rick Parry, was maybe the only person who was strong enough and he's gone." '

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  9. How familiar, JVL ou, se preferires onde é que eu já vi isto...

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  10. Não sei...onde será que foi que já vimos falar de problemas estruturais?

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  11. O Liverpool é o meu clube inglês...

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  12. Caro Dezperado,

    Percebo o seu argumento, mas deve convir que, quando se toma uma decisão sobre a venda do património é melhor ter alguma noção do seu valor do que NENHUMA. Deverá ainda convir que a total falta de informação sobre a transacção é responsabilidade da Direcção e apenas a ela aproveita.

    Quanto ao estudo das contas e a noção de que a SAD forte fortalece o Clube etc., acho que está a passar ao lado da verdadeira questão:

    a cantiga do "amanhã glorioso" já não é novidade. Foi-nos cantada quando se fez a SAD, quando se passou o património não-desportivo, quando se aumentou capital, vendeu-se com negócios no mínimo bizarros património à MDC e o diabo a 4.

    Da Direcção (que é sempre composta das mesmas pessoas) já ouvi:

    - que o Estádio se fazia com zero endividamento;
    - que a venda do património não desportivo apontava ao projecto dum SCP europeu;
    - que em 2017 o SCP não teria passivo;
    - que se ficava sem património, mas com uma equipa que ganharia 3 em 5 campeonatos.

    NADA disto se concretizou. E ainda assim as mesmas pessoas que prometeram, receberam em função destas promessas e não cumpriram, pedem mais.

    É lírico acreditar que elas agora cumprirão, não acha?

    No fim do dia, a minha pergunta é esta, caro Dezperado:

    Tem noção que se a SAD está na bancarrota, é porque foi ESTA Direcção que a pôs lá?

    É que é preciso ser-se coerente e JEB não é: em campanha, o "trunfo" é que JEB era "da casa", tinha "provas dadas" e "muitos anos de SCP". Mas para o mau, já foram as outras Direcções. JEB e a equipa TODA estavam lá.

    O passado só é desculpa para quem não fez parte dele.

    Da minha parte, acho o paradigma da má decisão entregar o governo do pouco que temos a quem já desgovernou o muito que tivemos.

    SL

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  13. Escrevo apenas para acrescentar um ponto ao que já foi referido pelos caríssimos LdA e JL.

    Pergunta o Dezperado:

    "Será que os que votaram não, também votaram não porque fizeram o trabalho de casa (olharam e estudaram para as contas do clube)?"

    Bem, espero que não esteja a falar no ReC apresentado, porque se está, acho que muito dificilmente alguém pode tirar conclusões dali. Se o meu amigo conhece as contas do clube, faça o favor de partilhar esse conhecimento conosco, porque a propria KPMG teve dificuldade em chegar lá (já leu as reservas ao relatório?)...

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  14. Uma sugestão ao autor do post e a todos aqueles que entendem que por não estarem de acordo são os únicos a defender o SCP.
    Se a actuação da direcção é assim tão censurável e violadora da lei e dos estatutos, assumam a vossa razão, como sócios com as quotas em dia que são, e proponham as respectivas acções em tribunal, impugnando os actos praticados pela direcção.
    Já agora, aproveito, também, para “convidar” aqueles que, ao longo deste “período de reflexão” promovido neste blog, acusam as quatro últimas direcções de má gestão, a proporem a respectiva acção de responsabilidade civil contra os membros dessas direcções. Isso é que era atitude a defender o SCP.
    Quanto à situação financeira do clube e seus acrescentos, sem grandes teorizações, só temos uma de três soluções: ou aparece um benemérito; ou aparece um chinês a comprar a SAD; ou então engenharia financeira para tapar buracos.
    Como as duas primeiras hipóteses estão fora de causa, a direcção seguiu o único caminho possível, ou seja, engenharia financeira. Se foi melhor, não sei. Mas foi a única. O resto, para mim, são teorizações inócuas.
    Dezperado, como é óbvio, estou de acordo consigo. Tanto faz que a academia seja da titularidade do SCP ou da SAD. Aliás, a teoria da conspiração que se tenta apregoar não faz sentido nenhum. O ponto axial é que o SCP continue a controlar a SAD. O resto são cantigas.

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  15. Norte Leonino,

    "...a todos aqueles que entendem que por não estarem de acordo são os únicos a defender o SCP."

    Por acaso quem se costuma arrogar como verdadeiro Sportinguista, são mais os que apoiam a Direcção incondicionalmente.

    "Se a actuação da direcção é assim tão censurável e violadora da lei e dos estatutos, assumam a vossa razão, como sócios com as quotas em dia que são..."

    Um adepto também pode avaliar a actuação da Direcção. Aliás não é por se ser sócio, que se é mais Sportinguista que um adepto.

    "Já agora, aproveito, também, para “convidar” aqueles que, ao longo deste “período de reflexão” promovido neste blog, acusam as quatro últimas direcções de má gestão, a proporem a respectiva acção de responsabilidade civil contra os membros dessas direcções. Isso é que era atitude a defender o SCP. "

    Como sabes, convidámos pessoas com opiniões distintas em relação ao trabalho da Direcção.
    Se achas que se deveria avançar para a respectiva acção, é porque também partilhas dessa opinião, certo? Caso contrário, não convidarias a fazer algo que seria incorrecto do teu ponto de vista.


    "Como as duas primeiras hipóteses estão fora de causa, a direcção seguiu o único caminho possível, ou seja, engenharia financeira."

    Infelizmente dentro desse caminho, optou por apresentar apenas UM plano que foi cozinhado e requentado, depois de chumbado. Alternativas, nem vê-las. E já não é a primeira vez que nos é apresentado um plano para salvar o SCP.
    Eu desespero é por um plano para salvar o SCP desta "ditadura".

    Quanto ao SCP controlar a SAD, não estaria tão seguro disso.

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  16. Norte Leonino:
    Esperava melhor argumentação. Pelo exposto parece que a gestão foi brilhante, que, tal como o estado da relva ou do futebol, não há responsabilidades a ser apuradas, seguir em frente sem saber para onde ou para quê também pouco importa.

    As teorizações podem ser inócuas, o mesmo não se pode dizer das sucessivas administrações do clube de há anos para cá. Olhe siga para bingo. Isto é, se ainda não venderam os cartões...

    De qualquer forma o que estava em apreço no artigo era o respeito do que está nos estatutos relativamente à alienação de património, mas por certo também me vai dizer que os estatutos não são a nossa lei orgânica, por onde nos devemos reger, mas uma teorização meramente indicativa e por vezes uma grande maçada.

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  17. LDA,
    O meu comentário não é argumentativo. Como tal, não existe argumentação. Por isso ela não podia ser melhor, nem pior.
    Se têm tanta certeza da violação dos estatutos e se entendem que com essa violação os interesses do SCP são colocados em causa, então lancem mão dos meios jurídicos que têm ao vosso dispor. Impugnem os actos e responsabilizem os autores. Assim defenderão o vosso ponto de vista e, na vossa perspectiva, os interesses do SCP.
    É o que, sem grandes teorizações e reflexões, tenho para lhe dizer.
    SL

    NORTE LEONINO

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  18. JL

    Percebo os seus argumentos, e segundo eles, acho que tem toda a razão em estar de pé atrás com esta direcção. Mas desde logo, o nosso ponto de partida é diferente, daí não concordar com algumas das coisas ditas.

    Eu não olho para estes ultimos anos como um todo, apesar de a politica ser a da continuidade, não meto no mesmo saco, Roquette, D. Cunha, FSF e JEB.
    Gostei do Roquette, não gostei do D. Cunha, detestei o FSF e confio no JEB. Acho muito diferente ser parte da Direcção do que ser Presidente do Clube. Eu posso ser muito bom e ter muitas ideias inovadoras, mas se o meu presidente for retrogada e egocentrista, ele é que tem sempre a ultima decisão. Com isto não quero dizer que o JEB não tenha concordado com muitas das decisões e discordado de algumas que a direcção foi tomando ao longo destes anos, mas como não estive lá é uma suposição e não um facto. Vejo no JEB paixão e amor ao clube que não via no FSF.

    Daí não concordar quando diz que foi esta direcção que meteu a SAD na bancarrota. Além de que não dissocio tanto o Sporting Clube, do Sporting SAD, nem olho para ela como um bicho papão do nosso património,mas pronto são maneira diferentes de olhar para a questão.

    JG
    Em relação ao que pergunta sobre as contas do Sporting Clube, e já que me pediu para partilhar esta informação, porque até parece que a KPMG, também teve dificuldades, abra o R&C na página 072 e há de encontrar um balanço. Na parte do Passivo, onde diz Resultado Liquido, o valor é de -3.283 este ano e de -1.990 no ano passado e isto ainda com a SCS e a Academia lá dentro. Não tira nenhuma conclusão daqui???Vamos deixar como está?, com sucessivos RL negativos?? Mas passando para o relatório da KPMG e parece que você é que não o leu, porque se depois de o ler com atenção, ainda diz que é difil tirar algumas conclusões sobre a situação das contas do Sporting Clube... Ponto 12.1 e resumindo diz mais ou menos isto, os CP agora são de 32.669, se os ajustamentos que os auditores sugeriram tivessem sido feitos, os CP passavam para -131.213....já ouviu falar em falencia técnica??? E acaba dizendo que a continuidade das operações encontram-se condicionadas ao sucesso das operações futuras... E acrescento que em 2010 quando adoptarem as SNC as contas ainda vão levar um rombo maior, e dando um exemplo, maior parte daquelas participações que estão lá ao custo de aquisição devem valer zero nessa altura. Até lhe posso dizer que depois de ter saido da AG, e ter lido este relatório percebi que não é só a SAD que precisa de ajuda.

    Mas já que falamos em "reflexão leonina" deixo aqui uma questã: Se ao longo destes anos eu tivesse querido mudar esta continuidade dos "betinhos", votaria em quem????

    Saudações leoninas

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  19. Caro Norte Leonino:

    1. Sobre a impugnação em tribunal da passagem da Academia para a SAD e dos VMOC's, remeto para o que escrevi supra:

    "Da minha parte, é claro como água: Se a Direcção vender Academias e aceitar a emissão de acções a coberto de poderes que objectivamente não tem, pode contar com a minha oposição. Em qualquer sede. Até na judicial."

    2. Sobre a engenharia financeira ser a única solução: Antes dessa, havia outra: renegociar com os bancos ou, em última análise, fazer o que milhões de pessoas e empresas fazem em POrtugal: mudar de banco. Mas Soares Franco, o pai deste bonito projecto, assumiu publicamente que não se mudava de banco nem se renegociava com os bancos com que o SCP trabalha (por "trabalha", deve-se entender "é escravo").

    Assim, o SCP não tem o único plano financeiro possível. Tem o plano que os seus dirigentes quiseram ter, o que lhes permite chegar ao seu propósito sem terem que confrontar o BES e o BCP.

    É preciso que perceba que os mega gestores da SAD que acumularam 300 milhões de Euros de passivo não detêm o exclusivo da engenharia financeira nem são o repositório universal do conhecimento económico. Se ler o programa do Movimento Ser Sporting, verá OUTRA engenharia financeira, que chega ao mesmo lado. Não vende é tudo.

    A de FSF/JEB não é melhor. Nem sequer é a única. Em cima disso, é mal explicada e assenta na premissa de que as mesmas pessoas que antes geriram mal agora vão magicamente gerir bem. É é a única que ELES querem que se faça.

    3. Sobre a má gestão das direcções anteriores: Desde que Roquette chegou ao SCP, a mesma Direcção (as mesmas pessoas sucessivamente cooptadas e a assumirem cargos diferentes), venderam jogadores no valor de vários milhões de Euros, venderam o património não desportivo praticamente todo e aumentaram o passivo 20 vezes. Nesse período de 14 anos, o SCP ganhou 2 campeonatos nacionais, 4 Supertaças e 4 taças de Portugal (se não estou em erro). Se dermos de barato que quando o Roquettismo chegou o passivo era de 60 milhões e que agora é 300, isto significa, de forma absolutamente simplista e sem "teorizações inócuas" que cada Campeonato custou 120 milhões de Euros, cada Taça e Supertaça custaram 30 milhões de Euros.

    Se para si isto é gerir bem, estamos conversados.

    Quanto à responsabilidade civil, no dia em que for dado acesso irrestrito ás contas consolidadas do Grupo SCP, conforme se pede à Direcção há anos, ou me engano muito, ou até o caro Norte Leonino vai querer accionar mecanismos de responsabilidade discplinar, civil e até criminal contra esta gente toda. Por algum motivo, não há contas consolidadas, contas públicas só as da SAD e auditoria, é melhor nem falar disso em nome da "união" (e eu que julgava que umas contas transparentes e honestas como defende a Direcção que são as do SCP não teriam o condão de desunir ninguém).

    Caro Norte Leonino, em matéria de finanças, a Direcção afirma que a situação é má, mas sem culpa própria, afirma que as contas são negativas, mas são honestas. Mas ao mesmo tempo foge de TODA e qualquer medida que pudesse sindicar essa sua afirmação.

    Já viu o poder, a legitimidade que ficava nas mãos de JEB se ele auditasse TUDO e TUDO apresentasse o resultado claro e transparente que ele afirma existir? Já viu o que isso fazia a "bota abaixistas" e "teóricos inócuos" como eu e outros? Acabávamos, todos. Só sobrava o mau futebol para criticar, e mesmo esse, de forma moderada, porque ficávamos com a convicção que quem manda nisto até sabe o que faz.

    Por algum motivo, JEB não quer mostrar nem auditar contas nem dizer o passivo. Se me permite, acho que é preciso alguma ingenuidade para acreditar que ele não quer fazer não é porque haja algo a esconder, é só porque "é melhor não, e temos é que olhar para o futuro".

    (Continua)

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  21. 4. Sobre a irrelevância da propriedade da Academia: Se a Academia for do SCP, para a venderem, têm que fazer uma AG e o caro Norte Leonino tem que assentir na venda. Se for da SAD, ninguém lhe tem que perguntar nada. Ainda acha que é igual?

    5. Sobre o "axial" ser o SCP controlar a SAD, remeto para o que escrevi em outro blog:

    "O clube tem a maioria do capital, é verdade, mas não tem a maioria dos votos, devido a 2 factos:

    a) A sua participação está dividida: parte das acções são detidas pelo próprio Clube, as restantes pela SGPS; e

    b) Por esse facto, há limitações na contagem dos direitos de voto da participação do SCP na SAD.

    O Sporting vota hoje em dia com 24% dos votos. O resto dos accionistas vota (potencialmente) com 32%. O Sporting hoje em dia vota em minoria e não tem, sozinho, as rédeas do destino nas mãos."

    Tudo somado, temos esta bonita situação se a Academia for do SAD: para a venderem, o SCP não lhe tem que dar cavaco a si ou a qualquer outro Sócio, e para a SAD distribuir o produto da venda como dividendos entre o SCP, o Joaquim Oliveira e o Pedro Baltazar, nenhum dos três lhe tem que dar cavaco a si, e os dois últimos não precisam do SCP para aprovar essa medida.

    Dito isto, e como muito bem diz "o resto são cantigas".

    SL

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  22. Algumas considerações sobre os seus pontos 3, 4 e 5

    “…as mesmas pessoas sucessivamente cooptadas e a assumirem cargos diferentes…”

    Algum dos cooptados não foi posteriormente eleito?

    “… que cada Campeonato custou 120 milhões de Euros, cada Taça e Supertaça custaram 30 milhões de Euros.”

    Se o passivo da SAD são 140 milhões porque é que as suas conquistas têm de incluir/justificar todo o restante passivo do Grupo Sporting?

    “… porque ficávamos com a convicção que quem manda nisto até sabe o que faz.”

    Pois se calhar era…

    “4. Sobre a irrelevância da propriedade da Academia: Se a Academia for do SCP, para a venderem, têm que fazer uma AG e o caro Norte Leonino tem que assentir na venda. Se for da SAD, ninguém lhe tem que perguntar nada. Ainda acha que é igual?”

    A pergunta não é para mim mas respondo de igual modo. Sim.

    “5. O clube tem a maioria do capital, é verdade, mas não tem a maioria dos votos, devido a 2 factos:”

    Alguém tem a maioria dos votos sem o Sporting? Ou dito de outra maneira, há concentração de acções em alguma entidade que lhe permita decidir sem ser de acordo com a vontade do Sporting?

    “Tudo somado, temos esta bonita situação se a Academia for do SAD: para a venderem, o SCP não lhe tem que dar cavaco a si ou a qualquer outro Sócio, e para a SAD distribuir o produto da venda como dividendos entre o SCP, o Joaquim Oliveira e o Pedro Baltazar, nenhum dos três lhe tem que dar cavaco a si, e os dois últimos não precisam do SCP para aprovar essa medida.”

    Há alguma razão para Oliveira e Baltazar votarem em conjunto? Tendo ambos negócios similares não haverá antes interesse de Baltazar em comprar os direitos de transmissão e entrar neste negócio que hoje é um exclusivo de Oliveira?

    Se o Sporting fica sem a Academia como é que recebe dividendos da sua venda.

    Ultima questão, quem vai comprar os 55 milhões das VMOC’s? É um bicho papão ou entidades ligadas ao Sporting? Quem me dera que todos os anos a SAD tivesse milhões de euros para distribuir pelos seus sócios, queria dizer que o Sporting podia ganhar bom dinheiro e mais que podia em sede de AGS da SAD fazer esse dinheiro ser investido e não distribuído.

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  23. Caro LMGM,

    Obrigado pelas suas pertinentes questões, que tentarei responder o melhor que posso e sei:

    "Algum dos cooptados não foi posteriormente eleito?"

    A referência à cooptação não se prende com a legitimidade dos orgãos sociais. Refere-se sim à dança de cadeiras que há 14 anos se verifica nas estruturas de SAD e Clube e que mostram como os fautores do monstro do passivo são, em larga medida, as mesmas pessoas que ainda hoje nos governam.

    "Se o passivo da SAD são 140 milhões porque é que as suas conquistas têm de incluir/justificar todo o restante passivo do Grupo Sporting?"

    POrque é o património do Clube que alimenta todas as empresas do Grupo Sporting. O Grupo SCP é uma hidra de 18 cabeças que trabalham no sentido de melhorar a prestação da SAD e rentabilizá-la, daí as mútuas relações de participação que redundam na relação jurídica de grupo. Assim, "ubi commoda, ibi incomoda", e o passivo do Grupo é o preço pago pelas magras conquistas da SAD.

    “4. Sobre a irrelevância da propriedade da Academia: Se a Academia for do SCP, para a venderem, têm que fazer uma AG e o caro Norte Leonino tem que assentir na venda. Se for da SAD, ninguém lhe tem que perguntar nada. Ainda acha que é igual?”

    É uma questão absolutamente pessoal e que parte da confiança que cada Sócio tem nos orgãos sociais e em si mesmo. Eu confio mais em mim do que confio em Bettencourt, e podendo escolher entre ter uma palavra a dizer sobre algo que me interessa e não ter para a ter só o Bettencourt, mesmo que supostamente em minha representação, prefiro a primeira.

    É igual para quem ache que JEB o representa. Eu não acho.

    "Alguém tem a maioria dos votos sem o Sporting? Ou dito de outra maneira, há concentração de acções em alguma entidade que lhe permita decidir sem ser de acordo com a vontade do Sporting?"

    Os demais Sócios coligados podem deliberar em matéria que não esteja protegida pelo direito de veto das acções de categoria A (as do SCP) sem que o SCP se possa opor. Se os demais Sócios se juntarem, o SCP é minoritário.

    Portanto, sim, é possível decidir sem ser de acordo com a vontade do SCP.

    "Há alguma razão para Oliveira e Baltazar votarem em conjunto? Tendo ambos negócios similares não haverá antes interesse de Baltazar em comprar os direitos de transmissão e entrar neste negócio que hoje é um exclusivo de Oliveira?"

    Acho que essa é uma visão em que se brinca com o Princípio de Murphy, achando-se que o que pode correr mal, afinal vai correr é bem. É uma questão de escolha de cenários: num cenário de maioria absoluta, Baltazar e Oliveira podem-se juntar, casar e ter filhos, que quem manda, bem ou mal, é o SCP. Noutro, Baltazar e Oliveira podem ir jantar, decidirem os aspectos convergentes das suas estratégias empresariais e respectivas e deliberarem em conformidade, mesmo que ao arrepio do SCP.

    Se o SCP vender a Academia, receberá, numa distribuição de dividendos, a proporção respectiva na sua participação social na SAD. O incómodo é que, no limite, Baltazar e Oliveira podem achar que vendida a Academia, a aplicação do seu produto deve ser feita não na construção de outra, mas na divisão de lucros.

    Os VMOC's serão colocados à venda. Os que não forem comprados por particulares são comprados pelos bancos emissores, o que também não me agrada, porque daqui a 5 anos, eles ficam accionistas. E se lhe passa pela cabeça que um Banco quer saber se o plantel é competitivo ou não, não devia passar. Porque para isso, caríssimo LMGM, estão-se os bancos nas tintas.

    Uma nota final sobre Baltazar e Oliveira: é de uma perversidade óbvia um accionista ficar com poder de bloqueio de decisões quando em 2013 esse mesmo accionista vai renegociar direitos de televisão com a SAD. Nesse dia, acha que essa posição do accionista Joaquim Oliveira na SAD vai favorecer a Olivedesportos ou o SCP?

    É preciso reflectir bem sobre todas as ramificações do modelo empresarial e societário puro. Lembre-se do Estoril.

    Um abraço

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  24. Dezperado, se calhar li o relatório com mais atenção que voce. E quanto á conclusão que não é só a SAD a precisar de ajuda, bom, parece-me que já chegamos todos a essa conclusão á muito tempo. Mas, deixemos os numeros do exercicio e passemos a outros dados do relatório...onde para o passivo? Dentro do Clube? Dentro da SAD? Dentro dos milhões de sociedades detidas pelo Sporting? Mistério...

    Tiro várias conclusões dos numeros, tiro. E não são de hoje. Má gestão, gestão á vista, falta de conhecimento dos numeros (nossa e se calhar da propria Direcção). É uma enorme caldeirada.

    Após varios exerciocios negativos, o que sopunha que deveria ser feito era conter custos e aumentar receitas. A contenção de custos foi feita apenas e só no futebol. A restante estrutura foi analisada e feito e balanço custo/beneficio para reduzir desperdicios? NÃO! Trabalhou-se o aumento de receitas? NÃO!

    O que se fez agora foi apenas vender activos para conseguir liquidez de forma desesperada, hipotecando o futuro. E fez-se outra coisa pior: dentro desses activos foram vendidas fontes potenciais de receitas (direitos televisivos, publicidade, potenciais mais valias dos terrenos da academis) que realmente tornam o nosso futuro muito, muito negro!

    ResponderEliminar
  25. Caro JL,
    respeito os seus pontos de vista, mas como já pode constatar não estou de acordo com eles.
    Pedindo desculpa ao LMGM pela canibalização, faço minhas as palavras dele.
    caro JL, respeitando o seu esforço especulativo, para mim enquanto sportinguista - que o sou nem mais nem menos que os outros - é indiferente se a academia pertence ao SCP ou à SAD. O SCP continua e continuará a controlar a SAD. Como é óbvio, tenho que confiar juridicamente que a administração da SAD não vai delapidar o património, caso contrário haverá meios jurídicos para responsabilizar os autores de tais actos. É o que se passa em qualquer sociedade comercial.
    Negociar a dívida com os bancos?? Para quê? Para pagar mais tarde e com mais juros? Seria esse o plano 2?
    Se devemos, temos que pagar, gastar pouco e viver com pouco que temos.
    Também lhe gostaria de dizer que existem meios jurídicos que possibilitam a auditoria, mesmo que a direcção a tal se oponha. Por isso, com o devido respeito, só não a têm porque não querem.
    A teoria da conspiração – com Baltazares e Oliveira – não colhe em mim receptividade. Não colhe porque a entendo completamente inverosímil e sem qualquer sustentabilidade jurídica.

    SL

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  26. JG

    Fiquei sem perceber...primeiro diz que olhando para o R&C não conseguia tirar conclusão nenhuma e os auditores da KPMG até tiveram dificuldade, depois afinal já diz que tira conclusões e até tira muitas...a grande conclusão que tira é má gestão, e só se fala em má gestão desde que a SAD foi constituida??? é que parece que o Cintra era o supra sumo da gestão, porque é que ninguém fala do Cintra??? Porque na altura não havia SAD, não se apresentavam contas com a supervisão da CMVM... é verdade, deu-nos aquela estatua linda do leão...

    Em relação ao futuro negro que fala, é a sua opinião.

    Concordo com o LMGM e com Norte Leonino no que respeita à SAD, aos Oliveirinhas e Baltazares, são tudo teorias da conspiração em que eu não acredito em nenhuma delas, até porque os cenários apresentados, para mim, e quero deixar bem claro, para mim, não passam de cenarios irreais. Porque parece que se distribui dividendos assim às 3 pancadas, além de que acredito que os accionistas querem o melhor para a sua SAD e não delapidar tudo para fechar amanhã.

    Saudações leoninas

    ResponderEliminar
  27. Caro Norte Leonino,

    Como advogado, aguardo ansioso por saber que outros meios jurídicos se apresentam para uma auditoria forçada ao Grupo SCP que não os de uma acção criminal que carece de uma legitimidade para a sua propositura de que apenas o SCP na qualidade de sócio ou terceiros lesados dispôem.

    Quanto à "sustentabilidade jurídica" do conluio entre Oliveirinhas e Baltazares, confesso que não percebo. O encontro de vontades deles nada tem de "jurídico", apenas os seus efeitos. Se se refere ao facto do SCP não dispôr de maioria dos votos na SAD, isso garanto-lhe que tem toda a sustentatibilidade jurídica do mundo. Daí dizer-lhe, sem hesitações: fora do direito de veto conferido às acções de categoria A, o SCP não controla a SAD, porque tem menos percentagem de votos do que os demais accionistas juntos.

    Dito isto, folgo em saber que para si a mera "inverosimilhança" de conluio entre Oliveira e Baltazar justifica o risco de se diluir ainda mais o controlo da SAD. É, na minha opinião, e como já referi, brincar com a Lei de Murphy: é pouco provável que corra mal, por isso não vai correr. Mutatis mutandis, também era pouco provável que o Simão reaparecesse em Portugal no Benfica, que se vendesse todo o património e o passivo aumentasse, e no entanto, cá estamos nós.

    Se acha mais avisado vender tudo, ficar com meia dúzia de votos na SAD e fazer figas para que corra tudo bem, não sei que lhe diga. É uma opção, legítima como qualquer outra.

    Quanto aos meios jurídicos para, a posteriori, reverter uma eventual delapidação de património, só me ocorre a Impugnação Pauliana, mas para essa acontecer, é preciso um cenário de falência ou de delapidação para fugir dolosamente aos credores, e gostava que não se tivesse que chegar aí. No resto, como aprovamos tudo em AG, não será por falta de poderes que os negócios danosos se anularão em juízo.

    Caro Dezperado,

    Como já tivemos a oportunidade de discutir neste e noutros fóruns, trata-se de confiança. O caro Dezperado tem-na, eu não.

    A ambos:

    O Jorge Gonçalves e o Vale e Azevedo também diziam que era tudo teorias da conspiração e mistificações contra eles, que tudo estava em ordem e só por má-fé ou ignorância se podia dizer o contrário. Deu no que deu.

    SL

    ResponderEliminar
  28. Ilustre JL,
    Tem razão, Vale e Azevedo também não se calava com as auditorias. Ele só queria auditorias. Aliás, eu acho que as auditorias estão sempre na moda e são a panaceia para todos os males.
    Se o meu caro é advogado, então não necessito de lhe ensinar o “caminho da salvação”, com certeza que o sabe.
    Também saberá, que uma coisa é “despejar” um arrazoado na net, outra é fundamentadamente ir a tribunal demonstrar o que se diz. Até porque se corre sempre o risco do contra-ataque, que, por vezes, é doloroso.
    Permita-me dizer-lhe que, como é óbvio, se os actos não são regulares são impugnáveis sem necessidade de grande elucubrações jurídicas.
    Quanto ao resto, reitero, já cá ando há muito tempo para acreditar em teorias da conspiração.
    O Jorge Gonçalves e o Vale e Azevedo são muito fraquinhos para urdirem teorias da conspiração. O que fizeram tem outro tipo de qualificação e nada tem que ver com aquilo que vc quer fazer passar. Não tome por patetas alegres aqueles que não acreditam na teoria da conspiração urdida pelos betinhos.
    Olhe que nesta acção não há lugar a tréplica. O juiz manda desentranhar.

    SL

    ResponderEliminar
  29. JL

    Só queria que me explicasse o seguinte, e visto que é advogado, percebe mais de leis do que eu de certeza.
    Em relação à Academia, às acções de categoria A, não confere o veto de uma alienação??? Ou o seu medo é que passa a ser o JEB a decidir, sem nos ter de consultar??

    Mas gostei de como acaba o seu comentário...porque fala no Jorge Gonçalves...e juntando a ele o nosso "querido" Sousa Cintra, não acha que a má gestão não apareceu no Sporting quando se fez a SAD, mas sim nos ultimos 20 anos????

    Saudações leoninas

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  30. Entrevista de José Roquete em 1999 " O passivo actul anda pelos 6 milhões de contos, numero alias por onde tem andado nos ultimos anos"!

    Cintra não será certamente um exemplo de gestão, mas comparado com o que veio a seguir...

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  31. Caro Dezperado,

    Com Cintra o SCP tinha passivo, mas tinha muito menos, e tinha património. Muito. E era todo nosso. Não estava vendido à MDC, hipotecado ao BES e ao BCP, ou objecto de "protocolos" com a Silcoge. Era nosso e podíamos fazer com ele o que quiséssemos.

    Assim, o SCP tinha meios para fazer frente ao passivo, e se no tempo de Cintra se tem vendido uma FRACÇÃO do que se vendeu nos catorze anos seguintes, o passivo resolvia-se de um dia para o outro, com dinheiro para fazer um churrasco no fim.

    Mas mais do que isso, no tempo de Cintra, o SCP tinha força anímica, era um Clube vibrante, com adesão dos seus adeptos e Sócios, com pessoas no Estádio, com cultura de Sportinguismo. Isso hoje está tudo reduzido à sua mais ínfima expressão.

    É verdade que o Cintra despediu o Robson, e os amigos do Projecto não perdem a oportunidade de lembrar os paralelismos entre essa decisão estúpida estouvada e a situação PB. Aliás, o próprio Presidente, no mau gosto que caracteriza as suas intervenções públicas, aproveitou a morte de Robson para mandar esse recado.

    Mas uma coisa é despedir um treinador porque perde com um desconhecido na UEFA, mas que estava em primeiro no campeonato. Outra é não despedir um treinador que leva 12 na Europa e que tem o campeonato perdido em casa. Ou não despedir um treinador que falha o acesso à Champions e que com 7 jornadas leva 10 pontos de atraso, depois de ter tido 4(!) anos para implementar a sua filosofia.

    Quanto às acções, caro Dezperado, as acções de categoria A conferem direito de veto na alienação sim. Mas a alienação da Academia é uma inevitabilidade. Está num sítio que vai explodir em valorização, e, bem vendida, será uma grande ajuda para as contas, com dinheiro que chegue para fazer outra. A minha preocupação é:

    1. Porque é que o produto da venda há-de aproveitar à SAD e não ao Clube?

    2. Para se dividir o produto da venda da Academia, não há direito de veto das acções A.

    Quanto ao medo de JEB decidir, como já disse, não confio nele. E mesmo que confiasse, como não sou demissionário da minha participação na vida do Clube, podendo ter eu uma palavra e ele depois decidir, prefiro isso a não ter palavra nenhuma.

    SL

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  32. Caro Norte Leonino,

    A qualificar o que escrevo de "arrazoado", fico com pouco espaço para mesuras.

    Seja como for:

    1. "como é óbvio, se os actos não são regulares são impugnáveis sem necessidade de grande elucubrações jurídicas. "

    Deve ser óbvio só para si. Um acto regularmente aprovado em AG como a venda de património ser subsequentemente anulado, mesmo em sede de gestão danosa, é excepcionalmente difícil, quer pelos requisitos legais apertados a que tal anulação está sujeita, quer porque há terceiros que adquiriram o bem vendido e, estando de boa fé, têm direitos, quer por uma miríade de outras circunstâncias.

    Prevenir actos potencialmente danosos é mais simples, mais rápido, mais linear, e acima de tudo mais prudente, do que anulá-los a fortiori, como sugere, "caso haja problemas".

    2. "uma coisa é “despejar” um arrazoado na net, outra é fundamentadamente ir a tribunal demonstrar o que se diz. Até porque se corre sempre o risco do contra-ataque, que, por vezes, é doloroso."

    Não sou advogado há um dia, dois ou três, portanto não me leve a mal, mas no dia em que me tiver que ser ensinada a diferença entre um post num blog e uma peça processual, penduro a toga, entrego a cédula e vou fazer outra coisa qualquer.

    3. "Aliás, eu acho que as auditorias estão sempre na moda e são a panaceia para todos os males."

    Ignorando a ironia de pacotilha, eu acho é que as auditorias são um bom remédio para afastar suspeitas sobre a lisura da gestão patrimonial das instituições e empresas.

    "Tornar a SAD apetecível", num chavão que virou moda, não é só despejar dinheiro lá para dentro para o Oliveira vir comprar acções. É cumprir regras de corporate governance e de transparência que excedem em muito as previstas pela CMVM quanto a comunicações e pelo Código das Sociedades Comerciais quanto a certificação de contas.

    Se para si auditar em nome da transparência é uma perda de tempo, estamos conversados.

    4. "Quanto ao resto, reitero, já cá ando há muito tempo para acreditar em teorias da conspiração."

    Outros senhores que também já cá andam há muito tempo são aqueles que aparecem nas notícias a dizer que "dois doutores muito bem vestidos" lhes levaram as poupanças. Serviu-lhes de muito já cá andarem há muito tempo.

    (Continua)

    ResponderEliminar
  33. 5. "Não tome por patetas alegres aqueles que não acreditam na teoria da conspiração urdida pelos betinhos."

    Não tomo ninguém por nada, pelo que não percebo essa acusação. Eu não "faço passar" nada. As coisas são o que são. SObre o tema do post, a passagem da Academia e a aprovação dos VMOC não estão aprovadas e quem lhe disser o contrário é que o está a querer fazer passar por pateta. Se alegre ou não, isso já será com cada um.

    Se não acredita nas maquinações dos betinhos, então aconselho-lhe a leitura da entrevista do Roquette em 99, onde ele afirma que o Estádio se faz sem endividamento, a do Franco em 2005 em que ele diz que o património se vende para o passivo cair para os 150 milhões em 2007 e o SCP ter uma equipa de expressão europeia, ou mesmo uma certidão do registo comercial da sociedade unipessoal "Dignidade e Firmeza", que recebeu da SAD uma choruda comissão por um "estudo de mercado" para a venda de um dos lotes de terreno. Se reparar na data, verá que a sociedade foi constituída depois do terreno vendido. Só um perigoso conspirador como eu pode achar que tudo o que está acima e que está documentado são papas e bolos para levar os tolos, e não ver que o passivo realmente são 150 milhões desde 2007, que o Estádio foi de borla e que a sociedade Dignidade e Firmeza, depois de constituida, viajou no tempo para fazer o correcto e necessário "estudo de mercado".

    No resto, só lhe digo isto: tem toda a razão. A venda do património de forma compulsiva para cumprimento de promessas que depois não se cumprem é a forma correcta de gerir, o SCP decidir doar 75% do valor das quotizações a uma sociedade comercial só porque sim faz imenso sentido, o passivo não passa duma mistificação em que só doidinhos com teses da conspiração como eu é que acreditam, o BEttencourt candidatou-se um mês depois de jurar a pés juntos que não se candidatava não foi porque o BES o mandou, mas foi porque acordou de manhã e percebeu que tinha que ser ele, e o Baltazar e o Oliveira são Sportinguistas desde pequeninos e só querem o melhor para nós. Ah, em 2013, o Oliveira também não vai aproveitar a sua posição accionista para negociar a venda dos direitos de televisão por tuta e meia, porque ele quer é ver o SCP bem, mesmo que tenha que gastar uns milhões valentes.

    6. "Olhe que nesta acção não há lugar a tréplica. O juiz manda desentranhar."

    Não percebo o alcance desta frase, pelo que presumo que é uma frase engendrada para incluir dois termos do processo civil, mostrando-me que também é advogado ou tem formação jurídica. Agora sou eu quem lhe diz, já cá ando há tempo que chegue para não me impressionar na presença de outro advogado, muito menos quando ele olhando para a estrutura de capital da SAD e para os Estatutos, conclui que o SCP tem a maioria dos votos na SAD e portanto o seu controlo.

    Desculpe o tom que admito que seja acintoso, mas não tenho muito perfil para me ensinarem a minha profissão num fórum sobre o SCP, e sobre as implicações legais e processuais da gestão patrimonial do SCP levo lições de duas ou três pessoas, nenhuma delas o Ilustre Norte Leonino.

    Saudações Leoninas

    ResponderEliminar
  34. Caro JL,
    Só hoje vi a sua resposta. Pensei eu que não havia tréplica. Cuidado que vai pagar custas pelo incidente!?!
    Arrazoado: exposição oral ou escrita de razões e argumentos.Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea. Academia das Ciências de Lisboa.
    Como vê tratei-o com todo o respeito e deferência.
    Não se empertigue com opinião diferente.
    A tréplica era puro chiste, lamento que não o tenha entendido assim.
    Quanto ao resto o JL tem as suas opiniões e eu as minhas. Une-nos o sportinguismo e, se calhar, mais alguma coisa. Afasta-nos a “teoria da conspiração”.
    Como é óbvio eu não pretendia, como não pretendo ensinar-lhe nada. Peço desculpa se assim o interpretou.
    Mas já agora lhe digo que eu estou sempre disponível para aprender, mesmo consigo, e só agradeço a quem me ensina.
    Quanto ao acintoso eu não levo a mal, faz parte de um bom arrazoado.
    Vou acabar se não ainda sou condenado em multa por este incidente.
    SL

    ResponderEliminar
  35. Caro Norte Leonino,

    Uma tréplica não é um incidente da instância.

    Seja como for, permaneço curioso quanto aos meios óbvios e simples de resolução de actos danosos.

    Quanto a mim, não me "empertigo" ou ofendo, não se preocupe, faz parte da troca de ideias.

    Graças ao Projecto, o SCP já tem uma expressão humana tão pequena que se a delapidamos a lutar entre quem partilha o mesmo credo, acabamos com o que resta dela.

    Quanto à sua opinião, é como lhe digo: tem o "problema" de ser sistematicamente desmentida pela realidade de há uns anos para cá. Fora isso, é legítima como qualquer outra.

    Quanto à "deferência", confesso que me desgosta a ideia de se referir a mim como alguém que "quer fazer passar" uma realidade que não existe, ou que "toma por pateta alegre" os seus Consócios. É que essa visão coloca-me no mesmo saco que esta e as passadas Direcções do Clube, e essa é companhia que não interessa a ninguém.

    SL

    ResponderEliminar
  36. Caro JL,

    Agradeço antes de mais as suas respostas, só algumas considerações, que gostava que fossem lidas neste sentido. Apesar de termos sensibilidades diferentes sobre alguns dos temas em debate será sempre muito mais o que nos une do que o que nos separa, chegará o momento em que estes temas se vão diluir, seja por uma via dialogante seja por uma via judicial. Não vou perder muito tempo com questões jurídicas ou contabilísticas porque não tenho conhecimentos profundos sobre estas matérias e seria “derrotado” com facilidade.

    Aquilo que eventualmente posso trazer é a minha paixão pelo associativismo, durante toda a minha vida participei, dirigi e fundei diversas associações nas mais diversas áreas, cultura, desporto, ciência e cidadania, contactei por essa razão com os mais variados conhecimentos e estratos sociais o meu conhecimento especifico em pouco pode ajudar o Sporting, já o meu conhecimento social pode trazer algo ao debate.

    A minha primeira pergunta, foi justificada porque nunca gostei da ideia de monarquia aliada ao Sporting, se os processos eleitorais foram durante a alguns anos reduzidos a uma lista não equivale a dizer que há uma dança de cadeiras. Há é pouco sentido de associativismo de que participar e discordar é oposição quando pode ser meramente dúvida e alternativa.

    No acumular do passivo dou particular importância aquilo que se construiu com o património que existia e na megalomania que por altura do Euro 2004 invadiu o Sporting, seja no que foi construído de acessório, seja na hidra de empresas com uma multiplicação de serviços perfeitamente desnecessária.

    Academicamente se só possuo 40% de algo não tenho controlo sobre a coisa, contudo a pratica mostra que muito dificilmente é possível convergir o acordo dos restantes 60%, caso eles estejam dispersos, e votar contra quem detêm fatia tão significativa. Ninguém poderá afirmar que tal não possa acontecer mas as probabilidades são favoráveis para o detentor dos 40%. Há outro aspecto a referir, o modelo anterior (associativismo puro) apoiava-se em um ou vários mecenas que iam equilibrando a tesouraria e as contas com provimentos e garantias pessoais mais ou menos explicados e justificados, no modelo actual trabalha-se para que isso acabe.

    Vamos convir que ainda não vi ninguém agradecer às Direcções anteriores esse esforço pessoal, os fluxos financeiros que estas situações geram são sempre de legalidade duvidosa e justificação difícil, todos recordamos Sousa Cintra com o cheque na mão no balcão do Banco, mas ninguém sabe como ele foi ressarcido ou em que condições avançou esse dinheiro.

    O mesmo se passa relativamente a Jorge Gonçalves, a quem se pode apontar muitos defeitos mas que não ficou rico com a sua passagem pelo Sporting, mais as Direcções pós Auditoria confirmam que há uma divida financeira para com ele mas que não existe forma contabilística de a quantificar e justificar.

    Eu não acho correcto exigir isto a um associado que tenha a ambição de ser Presidente, finalmente temos um Presidente que não vale pela sua fortuna pessoal, mas sim pela sua capacidade de nos governar a tempo inteiro. Como disse eu admiro a sua coragem e tenho no seu desempenho a maior confiança.

    “Porque para isso, caríssimo LMGM, estão-se os bancos nas tintas.”

    É verdade mas nunca tive medo de um Banco, se o meu projecto for bom e gerar mais-valias, o Banco é meu parceiro e não meu sócio para interferir nas decisões para as quais não está talhado. É aqui que vejo algum handicap no Sporting ao nível da sua Direcção, muito gestor e pouco empresário, para esta segunda “raça” o orçamento não é um limite, é um ponto de partida para crescer e isso sim é importante crescer.

    Para terminar, sim lembro-me bem do Estoril, e de muitos outros exemplos que me são mais próximos…

    ResponderEliminar

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