quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

2001-2010: a história de uma viagem de montanha russa

Estamos em 2001. O Sporting vive ainda sob duplo efeito da conquista do mais ansiado titulo da sua história e a constatação que a sua renovação era impossível. O técnico campeão já havia sido despedido, Mourinho, então um treinador sem outro feito de relevância que não ter-nos goleado poucos dias antes, entra  e sai deixando menos vestígios que as traduções feitas para Bobby Robson anos antes. O Sporting começava a primeira década do actual século no mesmo estilo em que sempre viveu as 2 anteriores: em convulsão, sem uma estratégia desportiva definida, sem medidas sustentadas. Luís Duque, que de uma penada havia contratado Carlos Freitas e este um cabaz de Natal de luxo – André Cruz, Prates, Mpenza - acabaria por sair também no final da temporada. Esta não acabaria sem que Manuel Fernandes, de passagem pelo lugar de técnico principal, trouxesse uma Supertaça numa finalíssima disputada em Coimbra. Acosta, que abandonaria no final da época, despedia-se da mesma forma como sempre esteve no clube: discreto mas eficaz. Os dois golos marcados nos 3 jogos seriam da sua autoria.

Chegamos ao mais esplendoroso verão da década. Se havia petróleo em Alvalade não se sabe, mas o Sporting parecia determinado a voltar a ter as cinco quinas estampadas nas suas camisolas.  Carlos Freitas realiza o negócio do século: a troco de largos milhões, troca Jardel  pelos apagados Horvath, Spehar e Mpenza, junta-lhe o promissor Niculae,  que se vêm juntar a internacionais como Pedro Barbosa, Paulo Bento, Beto, André Cruz, Rui Jorge, Rui Bento, Dimas, Sá Pinto e João Pinto. Comandados por Lazslo Boloni, desconhecido treinador mas fabuloso 10 do não menos fabuloso Steua, que em Sevilla havia roubado de forma quase literal a Taça dos Campeões ao Barça. Boloni demorou a  afinar a estratégia e sobretudo a perceber que Jardel valia muito mais que a sua barriga de parturiente faria supor. Depois de desperdiçarmos os 3 pontos de uma surpreendente vitória nas Antas, tendo caído para um incrível 15º lugar após 4 jornadas, dobramos o meio campeonato na frente, pela primeira vez em muitos anos. Essa seria a posição final, parecendo que se cumpria o fabuloso destino que Roquete apontava poucos anos antes: ser campeão pelo menos 3 vezes em 5 anos. Faltava apenas um.

Andávamos entretidos a festejar a dobradinha, alcançada frente a um surpreendente Leixões de Carvalhal, pelo que ninguém percebeu os sinais de decadência de Jardel e  que este seria o título mais caro da nossa história. Apesar de Boloni ter lançado jovens talentosos como Quaresma e Viana, eram Pedro Barbosa, Paulo Bento, Prates, André Cruz, Dimas, João Pinto, Phill Bab e Jardel que  pressionavam perigosamente a tesouraria. O desequilíbrio entre entre o valor desportivo e o valor de mercado do plantel, apesar de evidente, passou despercebido. A precisar de receitas para manter o nível, o Sporting seria obrigado a vender os seus produtos da formação quase ainda em fraldas - Viana sai para o Newcastle - inaugurando uma tendência que fez escola e ainda hoje se mantém: comprar caro com pouco proveito e fazer depressa para vender como pode ainda mais rápido. Os jogadores consagrados acima citados haveriam de sair ou terminar a sua carreira sem proporcionar receitas equivalentes que sustentassem a sua substituição.

3 factores se  haveriam de conjugar maquiavelicamente para fechar um ciclo virtuoso que o Sporting não voltaria a fazer replicar. O tristemente célebre episódio da saída de Jardel marcaria o destino da época seguinte. Debilitado, o Sporting não teve argumentos para chegar à fase de grupos da Liga dos Campeões, perdendo com o Inter. Boloni arrastou-se sem chama até final de contrato. Sairia como o melhor técnico da década, ganhando todos os troféus nacionais que disputou.O Sporting entraria numa letargia que só foi interrompida a meio do decénio. Nesse entretanto há 3 momentos a merecer destaque: a chegada de Liedson, a partida de João Pinto e a inauguração do Estádio de Alvalade XXI.

Apesar de não escapar a alguma controvérsia, ninguém regateará a Liedson um lugar na história do Sporting. Quem acompanha o "ANorte" saberá que não é "o meu jogador", reconhecendo-lhe porém a importância que lhe é devida.

João Pinto é o meu eleito como o melhor jogador da década. Profissional enorme, com uma atitude e aplicação inexcedível e com uma característica que distingue os grandes jogadores dos outros: o seu inegável talento sempre ao dispor da equipa. Talvez lhe tenha faltado a afirmação internacional, que podia ter logrado com os seus companheiros de geração quando, no Europeu de Inglaterra, se encontravam no zénite das suas carreiras. Desse tempo apenas o talento de Figo lhe poderá fazer sombra.

A 6 de Agosto de 2003 o Sporting inaugura sua nova casa. A milhares de quilómetros de casa, recolhido no meu quarto, chorei como uma criança ao som da música de Enio Morricone na voz de Dulce Pontes. Inebriado pela melodia, num misto de incredulidade e esperança cria que estava dado o último passo para a entrada numa era de modernidade e afirmação do clube. Como eu, certamente muitos Sportinguistas. Era ainda cedo para perceber todos os "ses" e "mas" em que assentou o projecto imobiliário que conduziu à demolição do velho Alvalade e  à construção do majestoso edifício Alvalade XXI. Hoje serão poucos os que conseguirão negar que a ideia que lhe esteve subjacente fracassou em quase toda a linha.

Ao contrário do projecto do anterior estádio, da autoria gratuita do Arq. Anselmo Fernandes, Sportinguista, o projecto do novo estádio foi entregue sem qualquer critério a um Arq. sobejamente controverso. Os azulejos exteriores estão longe de ser um exemplo de bom gosto. O fosso, as cadeiras e os problemas recorrentes no relvado são um atestado de incompetência ao projectista e um exemplo de demissão de responsabilidades a quem tinha por obrigação de olhar para o projecto e sua execução como quem olha para a sua própria casa. Do tal espaço alternativo para os nossos familiares que não gostam de futebol pouco mais se vislumbra do que os cinemas, sendo um embaraço para proprietários e uma vergonha para nós. O pavilhão encolheu, de pouco servindo. Na verdade o estádio que hoje julgamos como nosso, já não nos pertence na totalidade. Fracções como a Clinica Cuf e Holmes Place foram alienadas bem como o edificio Visconde de Alvalade. O Sporting, de proprietário passou a inquilino.E, para ficarmos com pouco mais do que as bancadas, acumulamos um passivo que nos espartilha, não sem antes termos alienado paulatinamente a totalidade do património imobiliário, fazendo-o em baixa num momento alto do mercado. São muitas as sombras de dúvida senão na legalidade pelo menos na ética como alguns negócios foram conduzidos. Os terrenos comprados pela MDC são a melhor ilustração deste facto. A casa que construímos para as próximas 5 décadas é também hoje um monumento à irresponsabilidade que enegrecerá a memória de todos nós junto das gerações vindouras.

Chegamos já a 2004/05.  Para trás ficam 2 anos de total esterilidade sob o comando de Fernando Santos. O nome de Peseiro surpreenderia, tal como a época que acabaria por realizar. Foi a melhor colheita da década no que à qualidade do futebol diz respeito. As semanas que antecederam o final temporada deitariam a perder uma época que poderia ter sido memorável. E apesar de a lembrança ser amarga não pode ser esquecida a final europeia alcançada. As meias- finais com o AZ-Alkmar são um momento inesquecível, bem como algumas das eliminatórias que as antecederam. O golo de Miguel Garcia na voz Jorge Perestrello ficarão para todo o sempre. Peseiro sairia pouco depois da época seguinte se iniciar.

O final da época ficaria também assinalado pela despedida de Pedro Barbosa. Se considero João Pinto o melhor jogador, o ex-capitão é o mais importante. Está presente em todas as conquistas alcançadas neste período. Jogador de enorme talento mas limitado pela inconstância. Tão genial como desesperante.

Seria o seu amigo Paulo Bento que marcaria a última metade do decénio. Contratado como treinador, chegando ao lugar principal depois de ter alcançado um título no último escalão da formação, foi muito mais que apenas isso. Por isso qualquer balanço que se faça da sua passagem estará longe de gerar consenso. É o segundo treinador com mais tempo de clube, embora já poucos sejam os restem que tenham testemunhado quem o suplanta. Marcou uma época, e, tendo deixado 2 Taças de Portugal e 2 Supertaças no museu, não logrou ser campeão. Um bocado à imagem da década em análise, Paulo Bento entrou em alta e saiu em baixa. Com a diferença de 2 temporadas o Sporting haveria de, na estreia de PB na Champions, bater o pé ao Bayern de Munique para ser 2 anos depois goleado de forma diluviana. 

À saída de Paulo Bento corresponde também o desmoronar de toda a estrutura do futebol, com a retirada de Miguel Ribeiro Telles, cuja importância estará muito para lá do que a sua circunspecta actuação deixa perceber. Na sua última entrevista, após o abandono, MRT avisa que "O Sporting ou aumenta as receitas ou tem de ter um investidor". E explica que "quando foi campeão (2001/02) tinha custos próximos dos seus opositores mas não conseguiu aumentar as receitas. E indica a filosofia seguida "O Sporting excede em pouco os 50% dos custos salariais face às receitas, a UEFA pretende que não ultrapasse os 60% por cento. É possível chegar ao titulo com esta filosofia." As saídas dos dirigentes juntamente com os treinadores já não era uma estreia. Dias da Cunha abandonou com Peseiro, Bettencourt só não o fez com PB porque não conseguiria explicar porque o faria, quando acabava de ser eleito com 90% dos votos. Esta lógica invertida leva a pensar quem no Sporting suporta quem.

Não é este o post indicado para abordar a história recente do dirigismo leonino. Mas uma análise da última década ficaria incompleta sem lembrar a profusão de gestores profissionais que passaram pelo Sporting sem deixar marcas mais visíveis do que as indemnizações a que tiveram direito, sem o apuramento de responsabilidades da sua acção directa. Rui Meireles é talvez o caso mais mediatizado, mas está longe de ter sido o único.

As eleições que conduziram o actual presidente ao cargo pareciam ter inaugurado um período de estabilidade e paz interna. A votação maciça em Bettencourt e a declaração do candidato vencido assim o faziam supor. A história é ainda recente pelo que, sendo uma tarefa dolorosa, me vou abster de enunciar os passos que nos conduziram a um estádio vazio, a 2 anos consecutivos de rotundos falhanços no futebol, que, por ter o peso que tem, nos arrastam para um dos piores momentos que a memória é capaz de  proporcionar. Vivemos o segundo maior jejum da nossa história, mas, ao contrário do primeiro, somos muito poucos os que se interessam. E isso sim, é o sinal mais preocupante e ao mesmo tempo desafiador para o decénio que agora começa.

Não posso terminar sem lembrar que um clube que conseguiu formar, no tempo em apreço, um lote invejável de jogadores como Quaresma, Carlos Martins, Ronaldo, João Moutinho, Hugo Viana, Miguel Veloso, Varela, Patricio, Nani, Carriço, Djaló não devia ter sobre o seu futuro uma enorme interrogação. Precisamos de perceber como chegamos até aqui para não voltar a repetir os erros que acumulamos. É necessário realismo para compreender que o Sporting não poderá continuar muito mais tempo na situação em que se encontra sem colocar em causa o estatuto que ainda detém, nem poderá, de um dia para outro refazer-se dos sucessivos erros cometidos. Mas é vital que se interrompa o plano inclinado em que nos encontramos para que a esperança de dias melhores volte a mobilizar os Sportinguistas. Neles começa e acaba o Sporting.

44 comentários:

  1. A vitória foi em Alvalade, em 2001/02, sobre o Porto. Golo do Niculae a cruzamento com o pé de esquerdo de João Pinto. O jogo em que o Quaresma fez gato sapato do lateral-esquerdo do Porto, em apenas 25 minutos.
    Uma boa vitória e uma que não fazia prever a derrota à 2ª jornada no Restelo, jogo onde houve um penalty falhado e expulsão do Niculae. Nessa época o que ficará para sempre a ela associada é, como o post diz, a contratação do Mário Jardel. Sem ele, arriscamos dizer, não teríamos ganho dobradinha alguma. Essa época, ainda antes do Jardel, estava já também marcada por uma actuação muito certa no mercado: contratações cirúrgicas, apenas 2, Ricardo e Rui Bento. Niculae também veio mas o facto de ser internacional e ter apenas 19 anos fazia adivinhar retorno futuro. Ele não aconteceu mas em tese a contratação foi boa, e o Sporting devia já agora tentá-lo mais vezes. Jovens internacionais, jogadores já reputados, que se saiba que são bons. Pode ir buscá-los às selecções sub-21 do Brasil, Argentina ou campeonatos do centro e leste europeus, uma vez que os jogadores aí a actuar são (em teoria) mais baratos.
    Todos os outros - e voltando a 2001 - vinham de 2000/01, os veteranos P. Bento, João Pinto, Sá Pinto e Dimas.

    Excelente resumo da última década, com especial foco para os erros. Com especial foco para a evidência que o 15º e último parágrafo descreve: clube algum que forma tanto jogador muito acima da média que os outros das outras equipas, deveria estar preocupado com o seu futuro.

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  2. Excelente post mesmo, embora nos faça desenterrar um misto de recordações alegres e tristes.
    Em 2002/03, época em que o mediano Fernando Santos fez aquilo que tão bem sabe: ser mediano. Época marcada pela chegada a Portugal - e ao Sporting - de um jogador que ainda em estágio de pré-temporada percebeu-se estar num nível completamente aparte da realidade portuguesa: Fábio Rochemback. Grande época, belíssima forma, grande jogador, muito completo.
    Voltando a 2001/02, empata a 2 golos ainda nas antigas Antas com mais 1 golo do João Pinto marcado ao Porto. E mais um jogo sublime do mesmo João Pinto. No fim desse jogo o João Pinto disse que com aquele empate - e tendo o Sporting ganho na 1ª jornada em Alvalade - o título estava meio-alcançado. Dois empates com o Benfica, em Alvalade e na Luz: o de Alvalade muito insonso, jogo apagado das 2 equipas. O da Luz memorável. Poucas coisas existem melhores do que ver 75 000 camelos a olhar para o vazio. Estavam a ganhar por 2-0 a 10 minutos do fim. Um penalty inexistente dá ao Jardel o 2-1, e nos últimos minutos o mesmo Jardel faz o 2-2, num golo tantas vezes repetido na sua execução e de uma beleza - no gesto técnico - extraordinário, em que cabeceia sem tirar os pés do chão. O Jardel era dono de uma capacidade fenomenal. Não conheço todos os jogadores de futebol que alguma vez existiram mas nos últimos 25 ou 20 anos tenho a certeza que não houve um único a fazer coisas que ele fazia. Com esse empate a 2 golos na Luz, os camelos passaram o resto da época toda a chorar baba e ranho, à conta desse jogo e do penalty que não existiu. Eles lideravam o campeonato, nessa jornada, salvo erro.

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  3. 2003/04* lá em cima.
    2002/03 foi a 2ª do Boloni, que como o post diz não tem nada que nos faça recordá-la com agrado. Uma miséria em que o Sporting se arrastou pelo campeonato todo, desde o seu início. Valeu a Supertaça em Agosto, jogo em que o Kutuzov faz 2 ou 3 golos e que valeu ao Sporting e o Boloni o triplete doméstico.

    Época seguinte, 2004/05: Os Indomáveis.
    Sabem porque é que era indomáveis? Não foi pela final europeia, nem pelas remontadas com o Newcastle ou com os holandeses, nem pela categórica e fenomenal vitória em Roterdão. Era um núcleo duro de 4 ou 5 jogadores formados no Sporting que somados ao Pedro Barbosa, ao Rochemback e ao Liedson, fizeram toda a diferença. É isso que valem - quando são bem orientados - os jogadores que o Sporting forma.

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  4. 2005/06, uma valente merda.
    Uma arbitragem miserável no Dragão afasta - literalmente - o Sporting da final da Taça de Portugal. Arbitragem miserável, e uma época em que apesar de termos lutado pelo título até à derrota caseira com o Porto do Co Adriaanse, eu não guardo delas boas recordações.
    Nela, ou no fim dela, o Sporting perde o Carlos Martins, e perde também o Sá Pinto. Perde o Deivid, perde o Douala, e perde uma série de jogadores que o Paulo Bento herdou do Peseiro e que nos fez o favor de afastar do Sporting.
    Nessa época, nem a vitória por 1-3 na Luz com um golo fantástico do Liedson num jogo em que o Sá Pinto tem uma saída de campo em que basicamente por gestos manda todas as galinhas que lá estavam no seu estádio para a pu** que as pariu ... nem essa vitória me faz guardar boas recordações dessa época.
    O Paulo Bento foi muito negativo. Uma pessoa com imensas qualidades mas tacanha, curta de vistas que não sabe lidar com outras pessoas.
    O Sporting tinha 6 ou 7 jogadores ainda muitos bons - mesmo com a saída do Hugo Viana no fim de 04/05 - e essa sangria nessa época só foi mascarada pela promoção do Nani. Terrível o desperdício de recursos humanos que o Sporting tantas vezes executa.

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  5. Pratica*, e não executa.

    2006/07, afirmação do Nani. Mais um campeonato perdido pelo Paulo Bento contra um merdoso e medroso Porto do Jesualdo, uma final da Taça ganha ao Belenenses e alguns vestígios de bom futebol. Poucos, mas existentes, proporcionados pelo Moutinho, o Nani, o Liedson, o Romagnoli - espaços - e pelo Miguel Veloso claro, que desde o jogo com o Inter (boa vitória mas um resto de campanha na LC para esquecer) mostrou desde logo o que estava ali: um jogador fino, com imensa técnica. Mais um que e pobreza do futebol do Paulo Bento tratou de empurrar para registos baixinhos. Aconteceu com o Miguel Veloso, aconteceu com o Moutinho e aconteceu com mais 4 ou 5, entre jovens e não-jovens.

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  6. 2007/08, memorável meia-final da Taça.
    Contra quem? Os de sempre, as galinhas abusurdas que nem a ganhar por 2-0 ao intervalo deixaram de ser goleadas, assim existindo do outro lado um Sporting categórico, dominador, motivado, melhor. Porque é isso que somos, melhores. Mais capazes, fazemos melhores jogadores. Temos alma, existe muito Sporting dentro do Sporting, assim naquela casa os incapzes que nos dirigem não o afaste nem negue a sua aparição, aparição das suas equipas de formação. Excelente Vukcevic, excelente Djaló, excelente Moutinho, excelente Liedson e um excelente público claro: memorável essa meia-final.
    Vitória na final contra o Porto do fantástico e também ele fenomenal Lisandro, mas um Porto do medroso e também ele mediano Jesualdo. Época ainda da supertaça, golaço do Izmailov em Leiria, e uma época em que o Sporting tinha um conjunto de jogadores que superava em qualidade os do campeão. Mais uma vez, um mediano e tecnicamente fraco treinador impediu que nos dessem o que deviam ter dado: o título.

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  7. 2008/09, nada de relevante a apontar.
    Mais um 2º lugar, mais uma supertaça ganha no Algarve, e um passo mais dado no empobrecimento do futebol do Sporting.
    Campeonato miserável que nem a goleada sobre o Porto em casa para a taça da Liga ou a vitória por 3-2 também em casa com o Benfica que nos atirou para o 2º lugar fazem apagar o registo baixo da época, no seu todo.

    2009/10 e 2010/11: é a merda em que estamos. Todos as conhecemos e estão mais do que faladas.
    Bettencourt, Paulo Sérgio, ainda algum Paulo Bento, perda do Moutinho para o Porto e do Veloso para Génova e um Sporting completamente descaracterizado, sem nada.

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  8. grande post, parabens
    uma realidade dual, com quase todas as melhores alegrias que a minha vida permitiu até agora, misturadas com emoções de frustração e tristeza por alguns dos casos aqui relatados..

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  9. Mais um grande post! Sim, e também é um post grande :)

    Aquilo que eu classifico um artigo à A Norte de Alvalade. Parabéns.

    Chamo à atenção em particular ao parágrafo sobre a construção do estádio. Por muito incómoda que seja é a verdade nua e crua. Negociamos pior que a concorrência e acabamos com uma solução onerosa e de gosto duvidoso.

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  10. Excelente post LdA. Não partilho várias coisas como o destaque a JVP, concordando com o seu irrepreensível profissionalismo. O Sporting tem também um estranho hábito de não aproveitar os seus "velhos". Nunca entendi a pressa de dispensa de jogadores de qualidade em fim de carreira (hoje passa-se o mesmo com Liedson e Polga), a forma como foram dispensados, Manuel Fernandes, Oceano, Acosta, Pedro Barbosa, Sá Pinto, etc, etc, sempre me incomodou, sinto que estou em falta com eles por não lhes poder proporcionar um final de carreira mais nobre e prestar-lhes no final o devido agradecimento.

    Como resumo apetece-me salientar o quanto somos sensíveis a influências exteriores, a não assinatura de Mourinho, a influência de empresários no rendimento de atletas (de Jardel a Izmailov), a gestão das saídas de Fernando Santos, Peseiro e Carvalhal, até de Presidentes. Em todos estes casos sobram rancores e pontas soltas de "istórias" misteriosas.

    Há grande dificuldade na gestão da informação e comunicação, sobrando questiúnculas dignas de putos de primária onde devia prevalecer a defesa intransigente dos interesses do clube.

    Falta-me destacar um jogador já que não concordei com JVP. Tarefa difícil, resumindo e concluindo fico por Rei Barbosa.

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  11. Bom post excelentemente complementado pelos comentários do MM.

    Depois estou como o LMGM, nada contra a atitude sempre profissional do João Pinto... mas uma das coisas que mais me doeu ver foi a braçadeira no braço dele!

    O nosso Mestre é sem dúvida o jogador que mais classe passeou nos nossos relvados!

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  12. Belo post, LdA (bem complementado por todos os intervenientes)

    Amigo Frederico

    Por acaso não me fez confusão ver o JVP de braçadeira.

    Saltou alegremente enquanto se cantava "e quem não salta é lampião" (ok, futilidades – mas os adeptos gostam destas coisas)

    O próprio afirmou que o pior erro da vida dele foi ter saído do grande Sporting

    Logo o grande artista deixou-me muitas saudades

    "ver-te de verde não sei o que sinto
    o grande artista JOÃOOOOOO PINTOOOOOOO allezz aleezzzzzzz allezzzzz"

    que saudades! je suis tres content parce que je suis tre content

    http://www.record.xl.pt/jogo_vida/interior.aspx?content_id=556503

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  13. João Pinto o pai

    Jardel o filho

    Epá ó LdA o que foste fazer. Isto de se mexer com os sentimentos nao se faz

    É o que dá mergulhar no baú das recordações

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  14. Ainda não tive oportunidade de ler o post na sua totalidade mas o comentário do LMGM destaca 2 pontos com os quais concordo: a questão dos "velhos" e Rei Barbosa.

    Nunca poderia destacar JVP. Apesar do seu profissionalismo irrepreensível - algo que deveria ser regra geral e não excepcional - esteve pouco tempo no Clube e tem um histórico "pesado". E estou com o Frederico: das coisas que mais me custou, foi ver a braçadeira no seu braço.

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  15. Nunca poderia destacar JVP como o jogador da década. Assim é que é.

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  16. Jogador da década não diria mas um dos mais importantes, precisamente pelo seu historial, e pelo comportamento associado a esse historial.
    Não foi só o ter dito anos mais tarde que saiu cedo demais do grande Sporting. Foi isso, foi todo o seu profissionalismo e foi para mim o maior elogio que nos fez: o ter dito que na sua conturbada carreira, tinha chegado ao Sporting tarde demais. Porquê? Imagino que pela tranquilidade e seriedade da casa, e por ter sido o sítio onde ganhou mais coisas: em 4 anos 1 triplete e nas parcelas: 2 supertaças, 1 campeonato, 1 taça de Portugal e muita valorização desportiva, a contrastar com a idiota valorização simbólica de que era constantemente alvo no seu anterior clube. Os jogadores de futebol só querem isso mesmo: tranquilidade, desportivo prazer, um bom contrato, ganhar coisas e o carinho dos adeptos. No Sporting ele teve tudo isso e tudo isso foi manifestamente pouco para um jogador da sua categoria que jogou até aos 36 anos, salvo erro.
    Chegou tarde a Alvalade, claro que chegou.
    Coloco-o ao nível do André Cruz e do Peter Schmeichel: uma das referências do clube, apesar do pouco tempo com a camisola ao peito. Um nível abaixo do do Acosta, mas níveis acima do Jardel por exemplo.

    Jogador da década?
    O Pedro Barbosa deixou de jogar em 2005 (a meio da década portanto) e vinha desde 1995 portanto não pode ser considerado jogador da década. Digamos que, não é fácil. Nada mesmo. Não terá havido nenhum. Seria o Oceano caso o seu período tivesse compreendido esta década que passou. Oceano no Sporting, Jorge Costa no Porto, teria sempre de ser um perfil deste tipo. De 2001 a 2010, ele não existiu.

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  17. Olhem ... podia ter sido o Hugo Viana, poderia ter sido ele. De 2001 a 2010 com 1 de interrupção a jogar pelos geordies.
    Outro absurdo do Sporting. Tristeza.

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  18. como disse o Malcato no seu post "é sempre uma tarefa injusta" destacar/nomear alguém como atleta da década.

    MM

    o Mágico Barbosa mesmo ficando a meio da década tenho que considerar o jogador mais importante.

    como diria o saudoso Bobby Robson - "Pedro Barbosa was another legendary player of Sporting"

    bem sei que pedro barbosa despertou amores e ódios

    mas quando aquele gênio vinha ao de cima... bravissimo giocatore!!

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  19. Se a questão do jogador da década fosse principalmente pelo tempo que lá esteve, teria que ser o Liedson (ou então o Tiago ou o Polga)!

    Para mim só não é mesmo o Liedson - além da longevidade, o seu recorde de golos também é um grande factor - porque a classe do Mestre era mesmo muita!

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  20. http://www.youtube.com/watch?v=bZHP6ZCeAq4

    vale a pena recordar

    "barbosa deixa 2 para trás, carro a gasoleo a explodir, passou por 3 - grande BArbosa! grande Barbosa!" - até arrepia!

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  21. Este comentário foi removido pelo autor.

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  22. Frederico*

    The Cure, lol. Sem dúvida.
    Sou um dos maiores fãs do Pedro Barbosa. Nunca foi um símbolo do Clube ou do sportinguismo mas enquanto futebolista ocupa um lugar especial na história do Clube. 10 anos é muito tempo, e eu só disse aquilo por ter ficado a meio da década. Mas claro Frederico, Tiago, Polga sim, porque são 7 anos de 2003 a 2010 e o Liedson, mas lá está ... eleger um nome destes à frente dum Pedro Barbosa, um Acosta, um Sá Pinto ... nunca me atreveria, por isso prefiro pensar que não há. É uma das características do futebol hoje: ausência de símbolos, abundância de mercantilismo que fomenta o mercenarismo, seja ele bom ou mau.

    The Cure, lembraste-me algo, com aquilo do je suis trés content. O Boloni apesar do 2002/03 foi/é um excelente treinador, porque treina de facto, melhora os seus jogadores, é um professor, um formador. E lembro-me perfeitamente de em 2001/02 ele ter dito 2 coisas:
    1) Isto (apontado para a construção da Academia) é mais importante do que qualquer avançado (falava-se na altura da vinda do Niculae). Ao Boloni estão associados desde logo 3 nomes, de rajada, por esta ordem: Quaresma, Viana e Ronaldo.
    2) Não foi uma época fácil porque tive de gerir a carreira de muita gente. De um lado veteranos como um João Pinto, um Pedro Barbosa, um Sá Pinto, um Paulo Bento e um Rui Bento, um André Cruz, e por outro lado gente de enorme valor que precisava de jogar, como o Hugo Viana e o Quaresma. Ronaldo só entrou em acção no ano seguinte. E o Boloni fez isto muito bem, teve essa sensibilidade. Comparemos com o Paulo Bento e a destruição de valor que foi o caso Vukcevic ou o Carlos Martis. Nada que ver.

    A única coisinha mesmo que aponto ao Boloni foi o caso César Prates. Juro que durante muito tempo ocorreu-me que o homem pudesse ter algum preconceito racista pelo brasileiro, por ele ser negro, porque não fazia sentido nenhum afastar o César Prates para meter lá o Beto na lateral. É que o César Prates não levantava ondas, era um atleta bem-disposto, alegre e claro, um muito bom futebolista.
    Única coisa, César Prates. Tudo o mais, vivas ao Boloni, é um perfil desses que precisamos como treinador principal.
    Melhor, de preferência.

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  23. Cure,
    O Barbosa era isso mesmo que esse link mostra, poetry in motion, see her gentle sway, all waves out in the ocean could never move that way.
    Lindo, delicado, bonito.
    Era assim o nosso Pedro Barbosa.
    Cure 3 momentos para mim:
    Recepção à equipa israelita em 1995 ou 1996, agora não lembro, em que ele abre o livro e faz 3 golos fenomenais. Simplesmente fenomenais.
    Golo nas Antas na meia-final da Taça em 1996 salvo erro, em que o celebra (e perdoem o anti-jogo) cuspindo para uma das bandeirolas de canto do relvado das Antas.
    E claro, o cruzamento para o golo do Leandro no 3º golo contra o Mónaco, em 1997.
    Lindíssimo.

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  24. Um Bom Ano para todos!

    LdA,
    Tanto o teu post como o do Hugo Malcato são dois óptimos resumos da década e revejo-me em muitas das considerações efectuadas.

    MM,
    Os comentários produzidos são também um excelente resumo da última década.
    Três notas:
    O anti-jogo contra o fóculporto é (quase) sempre desculpável :)
    O jogo do Pedro Barbosa tinha algo de desesperante, mas inesperadamente ele fazia aquela finta de corpo e disparava um míssil da esquerda para a direita, ou sentava um ou dois adversários no chão com tanta suplesse que nos enchia de alegria.
    Fiquei tão danado com a forma como ele e o Rui Jorge foram dispensados que me cheguei a queixar directamente ao Dias da Cunha. Na minha modesta opinião foi dos erros mais graves na gestão do plantel que o Sporting cometeu.
    Quanto ao JVP, quando ele usou episodicamente a braçadeira achei que já a merecia.

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  25. tens toda a razão em relação ao Boloni - "porque treina de facto"

    lembro-me como se fosse hoje aquando da chegada do Jardel.

    O super Mario vinha gordo com aquela pancinha da ordem.

    lembro-me tão bem de ver o boloni a dar-lhe trabalho específico. E era o próprio que dava.
    fez um trabalho individual com ele.

    hoje tens um pezudo com um discurso que nem nas distritais se usa.

    Olha, por exemplo, o Torsiglieri. (atenção que sou um leigo na matéria)

    Acho que um treinador a sério faria dele um óptimo central. Tem que corrigir o que de mal ele faz ou não?

    Mas acho que é muito para a cabeça de um pezudo.

    ResponderEliminar
  26. 2 esclarecimentos:

    A eleição de JVP como melhor jogador tem a ver com o valor absoluto do jogador e não com a sua relevância no clube. P. Ex. se por acaso Zidane tivesse jogado no Sporting neste período seria ele o eleito com toda a naturalidade. Daí a distinção entre o melhor e o mais importante.

    Por outro lado a questão dos velhos. Não foi um termo que tenha usado pelo que a expressão subverte o sentido das minhas palavras. A gestão de um plantel tem que ser feita com equilibrio.

    Ter um lote de 16 com uma maioria de jogadores em final de carreira significa um folha de salários inflacionada (se forem jogadores consagrados e internacionais como era o caso) pouca hipótese de realização de receitas significativas com os respectivos passes.

    Nessas circunstâncias quando se colocar a necessidade de repor o valor cada vez que um jogador do lote abandone a carreira ou saia a custo 0 onde se vão buscar recursos para o fazer?

    Ter vários jogadores nesta situação e não os poder substituir é a uma sentença clara de decréscimo de competitividade.

    Parece-me óbvio e não tenho dúvidas que se outros cuidados tivesse havido o Sporting não enfrentaria o que teve que enfrentar nos anos seguintes.

    Para alguma razão existe o planeamento a curto,médio e longo prazo.

    ResponderEliminar
  27. LdA

    Brilhante analise que nos faz estremecer ao recordar tantas coisas boas, e revoltar por sentirmos como o maior património do Sporting, a sua ALMA, tem sido destruído.

    Neste aspecto temos de dar valor a JEB: ao contrario do seu antecessor que apesar de ser Presidente amador sempre achou que a paixão dos adeptos pelo Clube era desprezável, JEB apesar de ser profissional, porque passou pelas bancadas de Alvalade e dos pavilhões, percebeu que um dos grandes activos do Sporting é o amor dos Sportinguistas ao Clube, e tudo tem tentado para que haja um regresso dos adeptos ao Clube. Infelizmente como a sua gestão não sido acompanhada com boas exibições e bons resultados pela principal equipa do Clube o resultado está a ser o inverso.

    Alguns bitaites ao post e aos comentários já publicados:

    Quando falas em Neves de Sousa no relato de Alkmar, deves querer dizer Jorge Perestrelo, que não era Sportinguista mas era um profissional sério, que morreria dias depois da histórica vitoria, e que gritou aquele golo do Miguel Garcia com uma paixão que poucos Sportinguistas conseguiriam acompanhar.

    Quanto a figura da década do futebol Sportinguista apenas reconheço uma: Paulinho.

    Se tivesse de escolher um futebolista escolhia, a contra gosto, o Liedson. Tem sido nos últimos 7 anos uma figura importante, e com resultados, na nossa equipa, mas o seu comportamento social para com a equipa, deixa muito a desejar.

    Para os fans do Pedro Barbosa, desculpem, mesmo reconhecendo toda a sua habilidade futebolística, ao longo da sua permanência como jogador do Sporting não produziu para a equipa 40% do que seria a sua “obrigação” dado o seu valor. Fez coisas brilhantes, mas quantos jogos o Sporting deixou de ganhar porque o PB andava a “comer croissants” dentro de campo.

    ResponderEliminar
  28. MM,

    O jogador da década para mim não tem obrigatoriamente que ter passado estes 10 anos no SCP. Para mim, no período aqui analisado, o Rei Barbosa é indiscutivelmente o jogador que mais gosto me deu ver jogar. Pelo jogador que era, pelo que fazia em campo, pelo discurso, etc.
    Custa-me ver um dos jogadores mais geniais que passou pelo SCP nos últimos tempos, criticado porque não era um jogador rápido ou que jogava para o contrato. Velocidade não é sinónimo de qualidade (ex: Douala, Djaló) nem jogou assim tão pouco.

    LdA,

    "Por outro lado a questão dos velhos. Não foi um termo que tenha usado pelo que a expressão subverte o sentido das minhas palavras. A gestão de um plantel tem que ser feita com equilibrio."

    Tanto eu como o LMGM uitilizámos as aspas. Ainda que assim não fosse, tal não subverteria as tuas palavras.
    Concordo que a gestão de um plantel tem que ser feita com equilíbrio, daí que seja da opinião que um plantel não pode sobreviver apenas da formação, assim como não pode viver apenas de jogadores em fim de carreira.
    O que pretendo dizer, e julgo que o LMGM também, é que há jogadores que pela sua importância no grupo, pelo papel que desempenharam ao longo dos anos, merecem que sejam sempre vistos como mais-valias independentemente da sua idade. Que sejam imunes à conversa de "não se consegue fazer dinheiro com eles".
    Neste lote, mereciam lugar Pedro Barbosa, Rui jorge, André Cruz, JVP, por exemplo. Porque tinham enorme qualidade, porque ainda que não aguentassem um campeonato inteiro como titulares, desempenhariam sempre um papel importante dentro do plantel. Para além disso, serviriam como referências fora de campo.

    Apesar de muitos quererem ser o Cristiano Ronaldo ou Nani, junto dos adeptos há sempre lugar para estes jogadores que mencionei.

    Não vejo o MU com pressa para se ver livre do Ryan Giggs ou do Scholes e têm uma temporada muito mais exigente que a nossa. E o mesmo se aplica ao AC Milan, fcp, Inter, etc.

    A equipa de 04/05 é um excelente exemplo do que é um plantel equilibrado em termos de experiência e juventude. Sempre com a qualidade em 1º plano.

    Pensar nos jogadores apenas como "activos" não me cabe na cabeça.

    8,

    O SCP deixou de ganhar esses jogos apenas devido ao Barbosa?

    ResponderEliminar
  29. JVL

    Claro que o Sporting não deixou de ganhar esses jogos apenas pelo PB, mas equipa que quer ganhar tem de ter sempre os seus jogadores em pleno, não é ter 10 e mais um que só se esforça de vez em quando.

    Penso que o que ia na cabeça de PB era mais ou menos isto:

    “Esforcem-se lá vocês, vão aguentando isto, que eu como grande super estrela que sou, quando quiser resolvo isto”

    O mal é que muitas vezes não resolvia.

    Aliás no teu comentário desdizes exactamente o que eu penso de PB: jogador que jogava para o contrato. Já agora aproveito para dizer que relativamente a Postiga penso o oposto.

    Um abraço

    ResponderEliminar
  30. 8,
    O Pedro Barbosa era daqueles jogadores que precisa de ver sentido naquilo que faz, e naquilo que a sua volta acontece. Ele nao tinha a postura de quem queria resolver. Alias, ele raramente resolvia, ou procurava resolver. Revelava ate nesse materia muito pouca ambicao, pouca ambicao no bom sentido aqui, uma vez que procurava justamente jogar em equipa, sempre. Dava e recebia, mas fazia-o com tino. Nunca o viamos em correrias desalmadas, embora fosse rapido. Sim ele era rapido, o seu problema era mais de stamina e nao tanto de speed.
    Jogador colectivo cujo futebol fazia sentido.
    Elegantissimo e tecnicamente extremamente dotado.

    Leao de Alvalade,
    2'o paragrafo> a vitoria foi em Alvalade, nao nas Antas.

    ResponderEliminar
  31. Andei à procura deste golito, um dos melhores que vi!
    É pena a (falta de) qualidade da imagem
    http://www.youtube.com/watch?v=rgqoi-aw7dc

    ResponderEliminar
  32. Belo vídeo que o Frederico aqui deixou

    Que tiro de Phil Babb à trave.

    Hoje a prioridade é renovar com o Abel, pois temos a aposta na liga matraquilhos é fundamental

    Penalty! Sobre o pai João Pinto

    O filho Jardel – Golooooooooooooooooooooooooo

    Kennedy – um sr. fdp lampião agredindo um leão (Tiago) e Quim à cabeçada ao Andre Cruz

    33 minutos da segunda parte – Pedro Barbosa resolve numa iniciativa individual. Deixou para trás vand der gaag (o que não era fácil) – grande GOLO!

    Jardel de bicicleta – quase golo!

    Aiii, o baú de recordações

    ResponderEliminar
  33. MM e JVL

    Que chatice se todos gostássemos do amarelo... e o futebol é isto mesmo:

    Uns vão para casa a gabar o Patrício porque não tínhamos ganho se o Patrício não tivesse feito aquela defesa do outro mundo, outros vão a dizer que se não fosse aquela bicicleta do Liedson era mais um jogo que se passava sem ganhar.
    Felizmente que todos gostamos do verde.

    Para mim continuo na minha: Pedro Barbosa tinha todas as condições técnicas para ser um grande jogador, mas nunca teve condições psicológicas para tal. PB, com um bom empresário, dava um CD de highlights fabuloso, e para aqueles clubes que compram por catálogo, era dinheiro em caixa. Mas se o viessem ver em vários jogos…

    ResponderEliminar
  34. CAro 8

    permita-me fazer um comentário

    (sei que vou levar muitas com esta)

    mas o Patrício para mim é o melhor guarda-redes português da actualidade (sem falsas ironias)

    este puto vai longe

    ResponderEliminar
  35. De facto ate faz mal ver esses videos Frederico.
    Ver esses nomes, Barbosa, Joao Pinto, Rui Jorge, Jardel, Niculae. E olhar para o que temos hoje.
    Doi.

    8,
    Sem duvida. Gostos sao isso mesmo. Vou dar-lhe um exemplo> nao gosto do Ronaldo. Nao me refiro a pessoa, aos modos. Nao> nao gosto mesmo do futebol do Ronaldo. Nao gosto de repeloes, jogadores nervosos. Mas claro esta, e o mais completo de futebol da actualidade, ate eu o vejo. Sao gostos.
    Um abraco.

    ResponderEliminar
  36. The Cure

    100% de acordo sobre o Patrício.

    Só o citei ao querer exemplificar "cada cabeça cada sentença".

    ResponderEliminar
  37. MM

    Quanto ao Ronaldo, admiro-o pela sua entrega e a sua capacidade atlética.
    Tudo o que é deve-se a muita habilidade, muito trabalho e uma grande componente competitiva.

    Vamos a ver como evolui, quando as suas capacidades atléticas começarem a diminuir. Conseguirá continuar a mostrar os seus predicados futebolísticos, quando a sua rapidez e a sua pujança física começarem a fugir?

    Chovendo no molhado: Para mim Pedro Barbosa falhava totalmente na componente competitiva.

    ResponderEliminar
  38. 8

    entendi perfeitamente o que queria dizer em relação ao Patrício/Liedson

    sem querer bater no ceguinho entendo perfeitamente a sua opinião sobre o Barbosa (até o meu querido e falecido pai criticava-o constantemente) mas o homem sabia resolver

    os pormenores deliciosos do seu futebol encantavam-me.

    Eu até acho que foi muito mal aproveitado na selecção portuguesa

    ResponderEliminar
  39. criticava-o ou o criticava?

    je suis trés content :D

    ResponderEliminar
  40. JVL:

    Então pelos vistos estamos de acordo.

    O parágrafo em causa explica, na minha opinião, a razão do declínio do Sporting nos anos seguintes ao último titulo e de que, com a "fantástica" operação imobiliária realizada para a construção do estádio, ainda não se conseguiu refazer. Aliás, como o próprio MRT admitiu na entrevista citada: "quando foi campeão (2001/02) tinha custos próximos dos seus opositores mas não conseguiu aumentar as receitas". O que MRT não explica, e tinha obrigação de o fazer, até pelo tempo em que geriu o futebol, é porquê que assim sucedeu.

    E a razão para tal acontecer está, no meu entender, na explicação que avancei: a forma desequilibrada como o plantel foi construído, resultando na incapacidade do Sporting em substituir o elevado número de jogadores que acabaram por abandonar o clube, seja a baixo custo, custo zero e final de carreira. Esse problema não se teria posto se fossem apenas JVP, os 2 PB por exemplo.

    É importante também vincar que em nenhum momento nesse parágrafo eu falo na formação. O caminho do Sporting deveria ser esse e deveria fazê-lo com convicção. Mas há quem o faça com outra filosofia e tenha sucesso. O que o Sporting não pode fazer é o que fez em 2001/02 sem pagar um alto preço por isso.

    ResponderEliminar
  41. 8,

    Nem todos gostamos do mesmo e ainda bem que assim o é.
    O que por vezes me custa quando oiço falar do Pedro Barbosa, é a falta de reconhecimento do seu talento e pior, como se fosse um parasita durante anos no SCP. Comparando aos verdadeiros parasitas, 30 anos de Pedro Barbosa a jogar que 15 deles a dirigir.

    LdA,

    "O que MRT não explica, e tinha obrigação de o fazer, até pelo tempo em que geriu o futebol, é porquê que assim sucedeu."

    Completamente de acordo.

    "É importante também vincar que em nenhum momento nesse parágrafo eu falo na formação. O caminho do Sporting deveria ser esse e deveria fazê-lo com convicção. "

    O caminho do SCP tem que ser este, sem dúvida, mas sem sermos utópicos.

    ResponderEliminar
  42. LDA,
    Muito boa análise a esta década mesmo assim, e comparada com outras anteriores, em que nem tudo nos correu mal, apesar do grau de exigência ter sempre que ser mais e mais elevado.
    Qua a que agora se iniciou seja bem melhor!

    ResponderEliminar
  43. Excelente análise.

    Gostei em particular da explicação dada ao declínio competitivo do clube após o título de 2002, que além de muito bem justificada nunca vi fazer seja em jornais seja nos blogues sportinguistas que na sua maioria não passam da superficialidade.

    Infelizmente essa superficialidade aparece aqui espelhada em muitos comentários apesar da evidência.

    ResponderEliminar
  44. LdA:

    Uma montanha russo com mts descidas... No futebol começamos na Torre... descemos 500m, subimos 100 e assim sucessivamente. Acaba-se a décda à altura do nível do mar... A ver se daqui a 10 anos não nos afogamos...

    Jogador da década - Liedson. Pelos golos e atitude (em campo). Com treinadores em condições não sei onde teria chegado. Agora para ele já é tarde...e para o SCP tb é td menos cedo.

    Abraço!

    ResponderEliminar

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